Com o objetivo de conhecimento e de entendimento sobre o sistema de pensamento de uma Organização Baseada na Espiritualidade (OBE), nós estamos transcrevendo trechos do artigo “Workplace Spirituality – Making a Diference” [“Espiritualidade no Ambiente de Trabalho – Fazendo uma Diferença”], editado por Yochanan Altman, Judi Neal and Wolfgang Mayrhofer.

A fonte do artigo é o livro “Management, Spirituality and Religion” – Series Editor [“Gestão, Espiritualidade e Religião” – Editor da Série] Yochanan Altman – Volume 1, dos autores acima referenciados.

O Prefácio abaixo explica a razão de ser desse importante artigo para entendimento do passado, presente e futuro do que se tem observado no campo da espiritualidade no ambiente de trabalho.

Artigo:

“Workplace Spirituality – Making a Diference” [“Espiritualidade no Ambiente de Trabalho – Fazendo uma Diferença”]

Editado por:

Yochanan Altman, Judi Neal and Wolfgang Mayrhofer

Fonte:

Livro “Management, Spirituality and Religion” – Series Editor [“Gestão, Espiritualidade e Religião” – Editor da Série] Yochanan Altman – Volume 1

DE GRUYTER (www.degruyter.com)

Instituto Fetzer (Home – The Fetzer Institute)

Essa obra está licenciada sob a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0. Para mais detalhes, acesse http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0.

Tradução livre Projeto OREM® (PO)

Prefácio

Esse livro é extremamente relevante e oportuno. A e a espiritualidade têm sido um aspecto fundamental da experiência humana ao longo dos tempos. No entanto, a forma como são experienciadas e expressas continua a mudar com o passar do tempo. Por exemplo, no contexto dos Estados Unidos (EUA), uma pesquisa recente da Gallup mostra que a participação de Americanos em locais de culto (por exemplo, sinagogas, igrejas ou mesquitas) caiu para 47% – o nível mais baixo nos 80 anos de história da pesquisa e uma queda em relação aos 70% registrados em 1999 (Jones, 2021). Isso representa um declínio constante desde o início do século XXI. Essa tendência é impulsionada por dois fatores: um número maior de adultos que não se identificam com nenhuma religião e um declínio na frequência a igrejas entre aqueles que se identificam com alguma religião. Por trás dessas tendências, existem diferenças populacionais ou geracionais, com as gerações mais jovens expressando menos afiliação religiosa (7% dos tradicionalistas – adultos Americanos nascidos antes de 1946; 13% dos baby boomers (1946-1964); 20% da geração X (1965-1980) e 31% dos millenials (geração Y) (1981-1996)).

Simultaneamente, o Instituto Fetzer apoiou um estudo sobre a espiritualidade Americana que buscou entender melhor o significado da espiritualidade para os Americanos e como ela influencia as suas vidas sociais e ações cívicas (Instituto Fetzer, 2020). O estudo incluiu participantes de diversas afiliações religiosas ou identidades espirituais, incluindo aqueles sem nenhuma. Constatou-se que “a espiritualidade é um fenômeno complexo, diverso e cheio de nuances que pessoas de todas as autoidentificações espirituais e religiosas experienciam” (Instituto Fetzer, 2020). Mais especificamente, 86% das pessoas se consideram espirituais e 68% acreditam que a sua espiritualidade guia as suas ações no mundo. Esses números incluem pessoas que se identificam com alguma tradição religiosa e aquelas que não se identificam.

…“a espiritualidade é um fenômeno complexo, diverso e cheio de nuances que pessoas de todas as autoidentificações espirituais e religiosas experienciam” (Instituto Fetzer, 2020)

O que nós podemos concluir desses dois relatórios aparentemente contraditórios? Eu apresento esses dados como base para a importância e a relevância da espiritualidade no ambiente de trabalho. Para muitos, a espiritualidade no ambiente de trabalho é inadequada. Contudo, como demonstram esses estudos, muitas pessoas reconhecem a importância da espiritualidade em suas vidas, mesmo que a sua conexão com as estruturas e os espaços para expressá-la esteja se transformando. Ao mesmo tempo, muitas organizações e locais de trabalho estão convidando as pessoas a trazerem o “self integral” delas, incluindo a espiritualidade delas, para o trabalho, visando maior bem-estar, engajamento, criatividade e eficácia (Kegan & Lahey, 2016; Neal, 2013). De fato, para aqueles que não possuem uma religião específica e para aqueles cuja fé e espiritualidade são centrais em suas vidas, o local de trabalho – onde muitos adultos passam a maior parte do tempo fora de casa – pode ser um espaço importante para a expressão e a realização de seus valores. Além disso, as organizações são frequentemente os mecanismos estruturais pelos quais as sociedades se organizam e alcançam os seus objetivos sociais, econômicos e técnicos mais importantes e complexos. Elas são tanto impulsionadoras quanto representações da vida e dos valores da sociedade. Diante disso, elas permanecem um foco crucial e um potencial impulsionador do crescimento e desenvolvimento pessoal e do florescimento humano.

muitas pessoas reconhecem a importância da espiritualidade em suas vidas, mesmo que a sua conexão com as estruturas e os espaços para expressá-la esteja se transformando.

Reconhecendo tudo isso, no Instituto Fetzer (o Instituto), nós nos esforçamos para viver a nossa missão e os nossos valores criando uma comunidade de ambiente de trabalho espiritualmente fundamentada, que nós chamamos de Community of Freedom (COF) [Comunidade da Liberdade]. A nossa COF é o alicerce espiritual do nosso trabalho para transformar a nós mesmos e a sociedade de maneira autêntica e eficaz.

muitas organizações e locais de trabalho estão convidando as pessoas a trazerem o “self integral” delas, incluindo a espiritualidade delas, para o trabalho, visando maior bem-estar, engajamento, criatividade e eficácia (Kegan & Lahey, 2016; Neal, 2013).

As maneiras de ser e as práticas individuais e comunitárias expressas por meio da COF – e enraizadas em nossos valores organizacionais essenciais de amor, confiança, autenticidade e inclusão – apoiam o Instituto no cultivo da cultura necessária para concretizar a nossa missão de ajudar a construir a base espiritual para um mundo amoroso. Uma das estruturas que nós utilizamos para nos mantermos firmes em nossa missão e visão são os nossos community of freedom gatherings (COFG) [encontros da comunidade da liberdade]. Os COFGs consistem em encontros semanais de três horas com todos os funcionários – desde os nossos jardineiros e equipe de programas até a nossa equipe e líderes de finanças e tecnologia da informação. Durante os COFGs, nós convidamos facilitadores externos e professores espirituais para nos ajudar a nos envolvermos em exploração espiritual individual e comunitária e na construção da comunidade. Nós também oferecemos sessões ministradas por funcionários e fornecemos espaço e recursos para que os funcionários busquem os seus caminhos pessoais. Exemplos de sessões incluem conjuntos de práticas contemplativas, a ciência do bem-estar, a capacidade de diálogo e o convívio com o luto coletivo. As sessões geralmente incluem componentes didáticos e experienciais, além de oportunidades para discussões em pequenos e grandes grupos, que permitem aos funcionários compartilhar experiências profundas uns com os outros.

para aqueles que não possuem uma religião específica e para aqueles cuja fé e espiritualidade são centrais em suas vidas, o local de trabalho – onde muitos adultos passam a maior parte do tempo fora de casa – pode ser um espaço importante para a expressão e a realização de seus valores.

Em 2016, o Instituto encomendou um estudo de caso independente para aprender mais sobre os primeiros pontos positivos, desafios e impactos do COFG. Algumas das principais conclusões foram que os funcionários sentiram um aumento na confiança, no moral, na conexão e na capacidade de lidar com dificuldades relacionais a partir do trabalho. O estudo de caso também abordou questões e preocupações dos funcionários sobre o propósito dos COFGs em relação ao nosso trabalho externo, o uso de linguagem inclusiva e a abordagem do COFG e as suas ofertas e como os encontros se traduzem em políticas e práticas organizacionais mais amplas. Algumas dessas questões têm sido respondidas à medida que nós temos aprofundado o nosso trabalho como uma comunidade e outras nós continuamos a investigar e a desenvolver.

O Instituto não só se dedica a cultivar um ambiente de trabalho espiritualmente fundamentado, como também busca aprender com outros que compartilham da mesma visão sobre como cultivar culturas organizacionais que apoiem o desenvolvimento e o florescimento humano; e que permitam às organizações operar a partir de sua visão e valores mais profundos, rumo a um mundo mais amoroso. É esse compromisso que motiva o nosso apoio ao trabalho realizado pela International Association of Management, Spirituality and Religion (IAMSR) [Associação Internacional de Gestão, Espiritualidade e Religião], incluindo esse volume. Aqueles que buscam criar ambientes de trabalho que sejam espaços robustos para o florescimento humano e o mundo que nós desejamos habitar precisam de apoio e companheiros de jornada. Muitos de nós estamos lidando com questionamentos semelhantes sobre os prós e os contras de trazer a espiritualidade para o ambiente de trabalho.

Há muito que nós temos aprendido nos últimos vinte anos de experimentação nessa área e muito mais a aprender. Esse volume oferece algumas das melhores ideias e práticas de líderes de pensamento na área. Que ele sirva de inspiração e alimente a nossa imaginação e esforços coletivos em relação ao que é possível.

Shakiyla Smith, Vice-Presidente de Cultura Organizacional – Instituto Fetzer – 10 de novembro de 2021.

Referências

Fetzer Institute. (September 2020). Study of Spirituality in the United States. Report retrieved from https://spiritualitystudy.fetzer.org/sites/default/files/2020-09/What-Does-Spirituality-Mean To-Us_%20A-Study-of-Spirituality-in-the-United-States.pdf  

Jones, J.M. (2021). U.S. Church Membership Falls Below Majority for First Time. Gallup. Retrieved from https://news.gallup.com/poll/341963/church-membership-falls-below-majority-first time.aspx

Kegan. R., Lahey, L. L.(2016). An everyone culture: Becoming a deliberately developmental organization. Harvard Business Review Press.

Neal. J. (2013). Creating enlightened organizations: Four gateways to spirit at work. Palgrave Macmillan.

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—–Continuação da Parte XIX—–

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20 Psicodinâmica e o Campo da Gestão, Espiritualidade e Religião: Decifrando o Inconsciente, Mapeando a Alma

Autora: Cécile Rozuel

Situando as Teorias Psicodinâmicas

A noção de psicodinâmica tem origem nos primeiros estudos sobre personalidade, emoções e cognição. Embora o termo seja mais notavelmente associado aos estudos psicanalíticos de Sigmund Freud, bem como às teorias de Carl Gustav Jung (Psicologia Analítica), Alfred Adler (Psicologia Individual) e vários seguidores de Freud, incluindo Melanie Klein e Donald Winnicott (abordagem das Relações de Objetos), as suas premissas se encontram nas explorações dos primeiros psicólogos do final do século XIX e início do século XX. O trabalho do psicólogo Francês Pierre Janet (1859-1947) ajudou notavelmente a formular a ideia de dinâmicas subconscientes (ou pré-conscientes) e inconscientes que influenciam a personalidade e o comportamento.

O cerne dessa ideia é o postulado de que a mente é melhor entendida como um campo complexo de energia psíquica (referida como “libido”), cuja intensidade e qualidade determinam como nós processamos e expressamos as experiências que nós vivemos. Em outras palavras, a mente (ou a psique) é regida por dinâmicas complexas, muitas das quais ocorrem fora da nossa consciência no nível da realidade [awareness] consciente e cujas manifestações são muito reais, sejam elas através da expressão de emoções, de transtornos psicológicos ou somáticos, ou de padrões de comportamento e traços de personalidade em resposta a estímulos sociais.

De particular interesse para os psicoterapeutas psicodinâmicos são as experiências de conflitos e tensões que emergem dessa rica vida interior, em parte inconsciente e autônoma, da pessoa. Quando esses conflitos e tensões se manifestam, presume-se que sejam significativos e relevantes no contexto da vida singular da pessoa e eles são abordados de diversas maneiras, que vão desde mecanismos de defesa (sob uma perspectiva Freudiana) até encenações simbólicas (sob uma perspectiva Junguiana). A capacidade de lançar luz conscientemente sobre a etiologia inconsciente da nossa turbulência interior é o foco principal das abordagens psicodinâmicas à terapia e ao desenvolvimento humano. De fato, ao entendermos o que ocorre dentro de nós, nós começamos a compreender e abordar o que ocorre fora de nós, porque grande parte do nosso mundo interior é, sem dúvida, projetada e refletida em nosso mundo social.

De fato, ao entendermos o que ocorre dentro de nós, nós começamos a compreender e abordar o que ocorre fora de nós, porque grande parte do nosso mundo interior é, sem dúvida, projetada e refletida em nosso mundo social.

Psicodinâmica e MSR: Conceituando o Self, a Alma e os Padrões de Comportamento nas Organizações

Os engajamentos mais notáveis ​​entre os respectivos campos da psicodinâmica e da Management, Spirituality and Religion (MSR) [Gestão, Espiritualidade e Religião] têm girado em torno da conceitualização do self (psicológico) em relação à alma (espiritual) e da análise crítica do que isso significa e implica para o estudo da gestão e das organizações (por exemplo, Powley & Cameron, 2006; Roberts, 2007). Isso permitiu que os estudiosos considerassem com mais detalhes a normalidade das emoções e a importância de comportamentos patológicos, não saudáveis ​​ou prejudiciais dentro de uma organização. Também abriu caminho para novas reflexões éticas sobre o relacionamento self-outro, abordando noções de significado e transcendência de uma maneira mais informada pela psicologia.

Cada tradição psicodinâmica traz consigo a sua própria conceitualização do self, que pode refinar, enriquecer ou contrastar as visões do self provenientes de tradições espirituais, ou ainda questionar o esboço do self oferecido pelas tradições das ciências sociais, incluindo gestão e estudos organizacionais. A forma como nós definimos o self influencia a maneira como nós enquadramos os agentes organizacionais, como nós interpretamos o mundo social e como nós damos sentido às experiências humanas. Isso nos ajuda a determinar se essas experiências são, em essência, psicoemocionais, sociopolíticas ou espirituais, ou todas ao mesmo tempo.

Analisando as contribuições da MSR nos últimos dez anos, nós podemos distinguir três perspectivas principais que reivindicam uma clara ancoragem na psicodinâmica: a abordagem Freudiana, a abordagem Junguiana e, em menor grau, a abordagem Lacaniana. Cada uma oferece uma perspectiva diferente sobre a psique e a espiritualidade, conforme descrito a seguir.

Psicodinâmica Freudiana e MSR

A psique Freudiana é caracterizada por uma tensão inerente entre o princípio do prazer (enraizado no inconsciente, concebido como o ‘id’, que leva a fantasias e fantasmas) e o princípio da realidade, que o ego consciente aprende a reconhecer para mediar paixões e instintos. O superego emerge através da identificação com o objeto de amor perdido (a figura parental inicial) e leva ao surgimento da consciência como uma agência moral agora internalizada. A nossa vida consciente, então, vê o nosso ego trabalhando constantemente para mediar as demandas do id com o poder censor do superego, enquanto negocia o seu entendimento da ‘realidade’ para guiar e avaliar o comportamento.

A nossa vida consciente, então, vê o nosso ego trabalhando constantemente para mediar as demandas do id com o poder censor do superego, enquanto negocia o seu entendimento da ‘realidade’ para guiar e avaliar o comportamento.

No que diz respeito à espiritualidade, Freud foi notoriamente relutante, durante a maior parte de sua vida, em atribuir grande valor aos esforços religiosos e espirituais, referindo-se a eles como uma “muleta” da qual algumas pessoas encontram conforto em meio ao caos e à incerteza da vida, mas reconhecendo pouca necessidade evolutiva de uma experiência transcendente como tal (Walborn, 2014). Embora Freud tenha suavizado a sua visão sobre o propósito da religião em seus últimos anos, a sua abordagem da psicodinâmica limita, de certa forma, o alcance das conexões com o campo da Religião e da Espiritualidade. Isso significa que os estudiosos que se posicionam dentro de uma perspectiva Freudiana tiveram que ir além da estrutura rígida de uma mente pré-consciente para encontrar maneiras de explorar fenômenos mais coletivos e humanísticos. Isso essencialmente assumiu a forma de narrativa como um método para estudar a vida organizacional.

As contribuições mais significativas para a estruturação de um diálogo entre a psicodinâmica Freudiana e a MSR foram feitas por Gabriel e os seus colegas. Fundamentados na atenção às histórias e às diversas narrativas que permeiam as organizações de trabalho, esses escritos se concentram em expor as emoções profundas em jogo (por exemplo, Fineman & Gabriel, 1996; Gabriel, 1995, 1997, 1999, 2000, 2004). O estudo de quais emoções são experienciadas, por que podem ser experienciadas naquele momento específico, como são expressas e como são recebidas, constitui grande parte dessa produção acadêmica. Ao longo da última década, nós podemos citar o estudo da decepção (Clancy et al., 2012) e da raiva (Lindebaum & Gabriel, 2016), das ansiedades em torno das escolhas de consumo (Nixon & Gabriel, 2016), do nojo e do “miasma” (Gabriel, 2012), da culpa e da necessidade de compaixão (Gabriel, 2015), ou da fragmentação da nossa identidade no contexto do desemprego (Gabriel et al., 2013).

Essas contribuições têm ajudado a trazer nuances ao nosso entendimento da vida organizacional, reforçando a necessidade de adotar uma visão mais histórica e holística do self, para além da sua identidade ou do seu papel como agente organizacional. A importância de entender o self em seu contexto, de defini-lo por meio de sua própria história e as suas próprias narrativas (sejam elas fantasias ou realidades) e de reconhecer a importância e a normalidade de emoções aparentemente disruptivas dentro de um sistema organizacional dito racional, são contribuições importantes que ecoam os esforços dos estudiosos da MSR para reabilitar uma visão não dual e não simplista da natureza humana. Essas contribuições convergem para o entendimento das organizações como sistemas vivos complexos, por vezes paradoxais, nos quais vivem seres humanos frágeis, porém adaptáveis ​​e resilientes.

A interação constante entre indivíduos e sistemas, que se moldam mutuamente de maneiras construtivas ou compensatórias e destrutivas, torna-se, portanto, uma dimensão crítica do pensamento administrativo: em outras palavras, para gerir de forma eficaz e responsável, é essencial considerar os diversos padrões emocionais conscientes em jogo, os motivos e necessidades inconscientes (compensatórios) revelados e a capacidade da organização de responder a essas dinâmicas conscientes e inconscientes. Além disso, essas interações, mesmo aquelas aparentemente disruptivas para o bom funcionamento da organização, são concebidas como significativas, na medida em que refletem os desejos e aspirações inconscientes das pessoas por um ideal coletivo. A gestão não é mais vista como uma ciência, mas sim como uma arte delicada de decifrar, validar e até mesmo coconstruir significados e identidades.

A gestão não é mais vista como uma ciência, mas sim como uma arte delicada de decifrar, validar e até mesmo coconstruir significados e identidades.

Disso decorre um interesse tímido por rituais e encenações simbólicas, práticas profundamente espirituais, como parte integrante da vida organizacional e necessárias para o bem-estar psicoemocional dos membros da organização. Isso não reflete exatamente a visão de Freud sobre a psicodinâmica, pois o próprio Freud não demonstrava muito interesse na necessidade contínua de rituais se a pessoa fosse suficientemente bem ajustada. Isso contrasta com a visão de Jung sobre os rituais como espaços liminares simbólicos para o crescimento.

Psicodinâmica Junguiana e MSR

A psique Junguiana posiciona o ego como o centro da consciência no nível da percepção [consciousness], cuja função primordial é filtrar (ou discriminar) as inúmeras informações que emergem do inconsciente. O inconsciente é em parte pessoal e temporal (semelhante ao estado pré-consciente de Freud) e, mais importante, em parte coletivo e atemporal. Esse inconsciente coletivo serve como repositório de toda a experiência humana, registrando e transmitindo o conhecimento instintivo e o entendimento intuitivo de nossos ancestrais desde tempos arcaicos até os dias atuais. Para Jung, o inconsciente coletivo, povoado por arquétipos, molda grande parte de nossas vidas, incluindo, mas não se limitando, a nossas emoções e nossas representações simbólicas. As emoções, nesse contexto, podem ser concebidas como pistas sobre as diversas tentativas do nosso ego consciente de dar sentido, compensar ou se relacionar com os conteúdos inconscientes (ou padrões arquetípicos) que se apresentam continuamente.

O inconsciente coletivo é, de fato, a fonte de tudo o que nós experimentamos conscientemente e a razão por trás da nossa maneira específica de dar sentido a essas experiências. Adotando uma perspectiva teleológica, Jung argumentou que a principal força motriz da existência humana é a reconexão consciente do ego com o Self arquetípico, o símbolo máximo da integridade. Desse ponto de vista, o ego emerge inicialmente do inconsciente coletivo (como uma matriz original) e desenvolve uma crescente capacidade de se diferenciar de suas origens coletivas, até perceber a necessidade de retornar às suas raízes coletivas, mas desta vez mantendo uma apreciação consciente desse processo. Essa dinâmica, à qual Jung se refere como “individuação”, não é apenas psicológica, mas também profundamente espiritual, na medida em que postula a necessidade de transcender a aparente dualidade “consciência-inconsciência no nível da percepção [consciousness-unconsciousness]”, reconhecendo que essa tensão em si é criativa, geradora, frutífera e necessária. Isso porque, sem a consciência no nível da percepção [consciousness] emergindo da matriz inconsciente inicial, não haveria experiências humanas como tais e, portanto, nenhuma possibilidade de conhecermos o que nós conhecemos. No inconsciente coletivo, através da experiência do Self arquetípico, nós somos capazes de vislumbrar a Alma do Mundo (a Anima Mundi), de ‘Deus’ no sentido de alguma coisa transcendente, de qualquer potencial desconhecido que se encontre além da nossa consciência no nível da percepção [consciousness].

“…a principal força motriz da existência humana é a reconexão consciente do ego com o Self arquetípico, o símbolo máximo da integridade.

A psique Junguiana é, portanto, a estrutura mais aberta para explorações psicodinâmicas no campo da MSR, porque é inerentemente espiritual, bem como psicológica. Jung tinha fortes preocupações com relação aos excessos dogmáticos da religião (Jung, 1957/1970), mas reconheceu que os seres humanos são movidos por necessidades holísticas, espirituais e significativas que permeiam grande parte de nossas interações e comportamentos. Apesar dessa adequação natural, os trabalhos fundamentados em uma perspectiva Junguiana e que exploram questões de MSR são relativamente poucos. Entre eles, alguns estudos estão sistematicamente ancorados em uma estrutura psicodinâmica Junguiana, enquanto outros simplesmente tomam emprestados alguns conceitos Junguianos para enriquecer a sua análise de outras literaturas organizacionais, mas não abraçam a visão de mundo inerentemente espiritual que uma estrutura Junguiana proporciona. Somente os estudos que adotam uma abordagem Junguiana abrangente foram revisados ​​nessa seção.

Jung tinha fortes preocupações com relação aos excessos dogmáticos da religião (Jung, 1957/1970), mas reconheceu que os seres humanos são movidos por necessidades holísticas, espirituais e significativas que permeiam grande parte de nossas interações e comportamentos.

A psicodinâmica Junguiana aplicada à gestão e aos estudos organizacionais remonta à década de 1980, com trabalhos notáveis ​​de Denhardt (1981), Mitroff (1983), seguidos na década de 1990 por Bowles (1989, 1990, 1991, 1993a, 1993b, 1997), Jacobson (1993) e Aurelio (1995). Essas contribuições iniciais examinaram, cada uma à sua maneira, a dinâmica interna das organizações de negócios e do mundo dos negócios como um todo, apontando para os riscos de um paradigma desconectado, unilateral e impessoal de negócios para o bem-estar de indivíduos e grupos. De modo geral, esses estudiosos delinearam principalmente a importância dos mitos e o poder dos arquétipos no desenho das organizações e na prática da gestão e apenas secundariamente examinaram as manifestações de tal dinâmica entre os membros da organização.

Seguiram-se algumas articulações significativas da psicodinâmica Junguiana na vida organizacional, com a publicação de Hart e Brady (2005) representando uma tentativa notável de incluir a espiritualidade na vanguarda de sua análise. Os trabalhos de Moxnes (1999, 2013; Moxnes & Moxnes, 2016) também demonstram como a psicodinâmica Junguiana se aplica aos estudos de gestão e liderança, embora ele seja muito mais tímido ao abordar as implicações espirituais da dinâmica arquetípica em análise.

Na última década, uma série de contribuições têm continuado a desenvolver a noção de arquétipos para explorar o impacto de padrões coletivos inconscientes sobre a vida consciente das organizações e de seus membros (por exemplo, Kostera, 2012). Aspectos dos tipos de personalidade (Lemmergaard & Howard, 2013), o conceito de individuação e desenvolvimento (Brown et al., 2013; Ladkin et al., 2018), a importância da sombra – o nosso chamado lado obscuro – (Chappell et al., 2019; Ketola, 2012), a persona – a nossa máscara social – (Rozuel, 2010) e a dinâmica arquetípica das qualidades femininas/anima e masculinas/animus (por exemplo, Jironet, 2011, 2019; Rozuel, 2020) têm sido outras maneiras de engajamento com as ideias Junguianas. Nas obras citadas acima, o inconsciente é de fato definido como simbolicamente rico, mas a ideia de que “o Self equivale à Alma” raramente é reconhecida em termos claros.

Rozuel (2014a, 2019; Rozuel & Kakabadse, 2010) é o principal autor que abordou explicitamente as questões da MSR a partir de uma perspectiva psicodinâmica Junguiana. Seguindo Jung ao adotar a linguagem da alquimia para decifrar a psique, Rozuel (2014a) articula notavelmente a natureza da alma ferida das organizações e examina as raízes e consequências de tal estado, antes de clamar pelo despertar da Anima Mundi por meio do trabalho da alma individual e coletivo. A lente da alquimia é ainda aplicada às tensões organizacionais (Rozuel, 2019), dessa vez posicionando os membros da organização como recipientes alquímicos e argumentando pela ressacralização do trabalho e pelo reencantamento de nossas visões de mundo.

Em um nível mais interpessoal e intrapessoal, a psicodinâmica Junguiana também contribui para redefinir o debate ético ao abordar a ambiguidade das aspirações morais não examinadas (Kociatkiewicz & Kostera, 2012; Rozuel, 2011a, 2011b, 2013a, 2016a) e ao posicionar a imaginação como uma fonte de insights morais fundamentados no “Self como Alma” (Rozuel, 2012, 2014b, 2016b). A fonte da ética ou da reflexão moral individual não se restringe mais a processos cognitivos, mas é apresentada como uma experiência psicossocioespiritual multifacetada (Rozuel, 2013b, 2016a). As responsabilidades de indivíduos e organizações são articuladas de forma mais clara e honesta, evitando a armadilha recorrente de culpar apenas as “maçãs podres” ou os “barris ruins” por atos ilícitos, ou de parecer ingênuo demais ao prescrever regras morais que ignoram a complexidade e a ambiguidade psicológica.

As possibilidades de diálogo com as tradições religiosas ou espirituais em questões de MSR tornam-se evidentes, especialmente quando se utiliza a imaginação para confrontar e contrastar as histórias e narrativas que permeiam tanto as culturas organizacionais quanto as práticas religiosas. Mais precisamente, essa área de pesquisa apoia reflexões críticas sobre o fato de que a transformação social profunda tem que ser abordada de forma criativa, tanto de um ponto de vista individual (ou seja, cada pessoa tem responsabilidade pela mudança) quanto de um ponto de vista coletivo (ou seja, padrões inconscientes influenciam o que cada pessoa acredita ser possível ou não). A psicodinâmica Junguiana, portanto, permite que o campo da MSR se desenvolva a partir de estudos focados em experiências individuais de espiritualidade e religião, bem como de estudos que visam fundamentar princípios econômicos em preceitos espirituais e éticos. Ela sustenta que um informa o outro, necessariamente e que um ajuda a transformar o outro de forma significativa, eventualmente.

Além disso, as emoções e tensões na vida organizacional são entendidas não apenas como normais, mas como manifestações de possibilidades transformadoras. Essas possibilidades são abordadas de forma imaginativa, criativa e inclusiva: se a psicodinâmica Freudiana delineia um caminho para decifrar o inconsciente, a psicodinâmica Junguiana amplia esse caminho, fornecendo não apenas um mapa de possíveis significados, mas também um conjunto de símbolos com os quais nós somos capazes de explorar a alma de forma criativa.

“…se a psicodinâmica Freudiana delineia um caminho para decifrar o inconsciente, a psicodinâmica Junguiana amplia esse caminho, fornecendo não apenas um mapa de possíveis significados, mas também um conjunto de símbolos com os quais nós somos capazes de explorar a alma de forma criativa.

Psicanálise Lacaniana e MSR

Outra linha de pesquisa distinta, derivada da tradição psicanalítica Freudiana, tem se engajado, em certa medida, com questões pertinentes ao campo da MSR. Baseando-se nas obras de Lacan, cuja própria interpretação da psicanálise clássica o levou a desenvolver uma abordagem que enfatiza a linguagem e as construções semiconscientes do self, essa linha de pesquisa ganhou popularidade no campo dos estudos críticos de gestão (por exemplo, Arnaud, 2012; Arnaud & Vidaillet, 2018). Driver (2005, 2007) tem sido o principal contribuidor para o diálogo entre a psicanálise Lacaniana e o campo da MSR, explorando as ambiguidades e contradições por trás dos discursos sobre espiritualidade organizacional.

A psique Lacaniana não se concentra tanto em dinâmicas profundas, mas sim no alcance e na escala das interações sociais (sejam elas construtivas, repressivas, idealizadas ou fantasiosas) envolvidas na experiência do self. O self é visto como construído por meio da linguagem e evoluindo como uma unidade imaginária que pode parecer autêntica, mas acaba por restringir a plena expressão de um ego mais fragmentado, porém mais autêntico. O propósito do ego é, numa perspectiva Lacaniana, lidar com o fato de que a imagem de um self unificado, estável e todo-poderoso é uma ilusão e que a verdadeira subjetividade e criatividade são encontradas na aceitação de uma natureza humana inerentemente fragmentada. Isso, por sua vez, abre caminho para o surgimento de diversos discursos alternativos sobre o self.

A psicanálise Lacaniana tem atraído especialmente os estudiosos da gestão crítica e das organizações devido ao seu foco central nas relações de poder, conciliando a perspectiva sociopolítica com a psicanalítica (por exemplo, Contu et al., 2010). De fato, ela denuncia os discursos dominantes como potencialmente opressivos, deturpados, exploradores ou alienantes. A expressão espiritual autêntica do ego, por sua vez, surge da manifestação das lutas desse ego para ser autêntico e para experienciar a sua espiritualidade (por exemplo, Driver, 2010, 2013-2015).

Vale ressaltar que, embora a perspectiva Lacaniana forneça uma estrutura para examinar as estruturas sociais em torno do ego, ela não oferece um mapeamento detalhado da dinâmica interna da psique, nem deixa espaço para articular o que seria uma alma transcendente – na verdade, esses próprios termos provavelmente seriam criticados como alienantes e vazios. Nesse sentido, as contribuições dessa área de pesquisa para o campo da MSR têm se concentrado principalmente no “lado sombrio da espiritualidade” ou na desconstrução de um discurso problemático ou de um processo ambíguo de construção de identidade por meio do uso de narrativas curtas ou vinhetas ilustrativas (por exemplo, Driver, 2009, 2017, 2019; Hudson, 2014).

Muitos Cruzamentos, Poucos Encontros: As Conversas Perdidas Entre Psicodinâmica e MSR

Ao refletir sobre o passado e o caminho a seguir, torna-se claro que houve muitas conversas perdidas entre as tradições psicodinâmicas e o campo da MSR. Mais precisamente, embora apenas três abordagens distintas tenham se engajado com os tópicos da MSR descritos acima, muitas outras têm se cruzado com a gestão e/ou estudos organizacionais por décadas. No entanto, nenhuma desses cruzamentos tem reconhecido, muito menos explorado, a dimensão espiritual das necessidades e da experiência humana em seu estudo do que está “abaixo da superfície”.

Muitas outras abordagens psicanalíticas Freudianas sobre gestão e liderança, além das obras citadas anteriormente (por exemplo, Brunning, 2014; Fotaki et al., 2012; Gabriel & Carr, 2002; Stein, 2011, 2013, 2015, 2016), têm lançado luz sobre o lado mais sombrio da vida organizacional, seja a experiência de trauma, de bode expiatório ou de inflação narcisista. Elas têm demonstrado a necessidade de ir além da visão binária de “bom comportamento” versus “mau comportamento” nas organizações, defendendo uma perspectiva mais matizada que reconheça os comportamentos como moldados por manifestações compensatórias de padrões inconscientes mais profundos e que aponte para a possibilidade do desenvolvimento construtivo de indivíduos e organizações se esses padrões forem de fato reconhecidos como tal.

Contudo, a motivação espiritual que impulsiona tal entendimento e desenvolvimento não é discutida e a análise permanece estritamente psicanalítica. De maneira semelhante, os escritos de Kets de Vries sobre liderança (por exemplo, Kets de Vries, 2011, 2014, 2019) examinam o funcionamento interno dos membros da organização, alguns dos quais profundamente inconscientes e ancorados em lutas de poder compensatórias, mas raramente mencionam a dimensão simbólica ou espiritual da liderança – com uma exceção notável, na qual Kets de Vries (2016) posiciona o coaching de liderança como uma prática de “autorrecuperarão”, semelhante à prática Xamânica e ao processo Junguiano de “recuperação da alma”.

Inúmeros estudos também se baseiam na perspectiva Kleiniana da psicodinâmica das Relações de Objetos, por vezes combinada com uma fundamentação psicanalítica clássica (por exemplo, Petriglieri & Stein, 2012; Stein, 2019) e liderada pelo Instituto Tavistock em Londres, Inglaterra. Contudo, eles também dão pouco espaço a considerações explícitas sobre valores ou visões de mundo espirituais em suas análises das relações humanas no trabalho. De modo geral, esses estudos se concentram em enquadrar, de “maneira psicossocial”, as experiências emocionais e afetivas dos membros da organização como reflexo das relações iniciais com os objetos de identificação (por exemplo, Fotaki, 2010; Fotaki & Hyde, 2015; Kenny & Fotaki, 2014; veja Fotaki et al., 2020 para uma rara referência explícita à espiritualidade).

Um desenvolvimento adicional a partir dessa perspectiva é o crescimento da literatura sobre psicodinâmica sistêmica (por exemplo, Gould et al., 2006), que se concentra em examinar a organização como um sistema psicossocial dinâmico cuja complexidade pode ser compreendida criticamente através da lente da psicanálise. A influência tanto do trabalho de Klein sobre padrões de apego na primeira infância quanto do trabalho de Bion sobre grupos, bem como, em menor grau, da psicologia positiva, é notável nos estudos ancorados na psicodinâmica sistêmica, embora, mais uma vez, pouco se diga sobre a dimensão espiritual ou religiosa das experiências humanas em análise.

Igualmente raros são os trabalhos acadêmicos que têm adotado uma abordagem Adleriana para estudar gestão e vida organizacional, independentemente de qualquer menção à espiritualidade (ver Ambrus, 2013; Nelson, 1999). Isso é um tanto surpreendente, considerando o quanto o self Adleriano é construído como socialmente orientado, motivado a agir pelas diversas expressões de um complexo de inferioridade e buscando a auto expansão consciente por meio da realização de um objetivo escolhido.

Conclusão e Perspectivas Futuras

Psicodinâmica e MSR continuam sendo uma área de pesquisa de nicho com potencial comprovado para crescimento futuro. As abordagens psicodinâmicas fundamentam as discussões sobre MSR por meio de sua capacidade de articular modelos do self, da identidade, da consciência no nível da percepção [consciousness] do ego e das experiências inconscientes. Elas ajudam a normalizar as emoções nas organizações. Elas ajudam a desenterrar tensões e a dar sentido aos comportamentos individuais e coletivos em contexto. Elas avaliam criticamente o valor da espiritualidade no trabalho. Elas fornecem uma estrutura para imaginar e construir organizações e espaços de trabalho inclusivos que nos responsabilizem por nossos valores éticos. Elas conectam a experiência humana interior com a experiência transcendente.

Nesse contexto, mais pode ser feito para posicionar as práticas de gestão e liderança como legitimamente intuitivas, emocionalmente reflexivas e contextuais e não meramente racionais ou instrumentais. De fato, se os relacionamentos interpessoais são melhor descritos como fluxos de energia conscientes e inconscientes, então há pouca relevância para modelos de intervenções organizacionais, treinamento gerencial ou desenvolvimento de liderança do tipo “tamanho único” (“adequado para todos”). Ao invés disso, dá-se mais atenção ao entendimento das ricas nuances emocionais presentes, às necessidades ocultas por trás das palavras, ao significado simbólico das imagens e histórias que dizem respeito a indivíduos e grupos. Esse trabalho exige uma maior aceitação da intuição e do sentimento como fontes de percepção e conhecimento, em pé de igualdade com as percepções “factuais” e a análise racional. Sem isso, perde-se o elemento surpresa, tão constitutivo da experiência humana e da criatividade humana (Gabriel, 2013).

Outra área de colaboração desejável visa a necessidade de ressacralizar e reencantar o mundo com maior consciência no nível da percepção [consciousness]. As organizações de negócios são tipicamente vistas como o exemplo perfeito do desencantamento pós-moderno, mas o trabalho é tão intrinsecamente espiritual que nós podemos questionar o quanto esse argumento é fundamentado (Rozuel, 2019). A psicodinâmica tem se mostrado útil na criação de rituais, símbolos e palavras profundamente significativos que guiam e curam [heal] pessoas e comunidades. Os estudos de MSR certamente podem trabalhar mais de perto com abordagens psicodinâmicas adequadas para explorar como o espírito ou a alma podem ser reinfundidos nas organizações sem que esse processo seja ingênuo, coercitivo ou desdenhoso (Rozuel, 2020).

Reflexões sobre o trabalho e as organizações como espaços sagrados nos levam mais adiante no território moral. Como nós temos observado, considerar a psicodinâmica do self é inseparável de discutir como ela impacta os outros – outros selves ou outras instituições (Rozuel, 2016a). À medida que a pesquisa em MSR busca desenvolver maneiras mais abrangentes para que as pessoas defendam as virtudes e os valores que endossam, a psicodinâmica pode esclarecer por que a ambiguidade moral persiste e o que a responsabilidade realmente significa para indivíduos e coletivos. Partindo daí, eu vislumbro novas conexões com a agenda de bem-estar no ambiente de trabalho e com pesquisas sobre corporeidade ou experiências psicossomáticas no trabalho.

É importante ressaltar, no entanto, que nem todas as abordagens psicodinâmicas se prestam a um diálogo frutífero com a MSR. Mais do que nunca, à medida que nós desenvolvemos o nosso campo com o rigor e a integridade necessários, a nossa diligência em garantir uma compatibilidade ontológica e epistemológica entre as estruturas que nós utilizamos — especialmente quando nós combinamos visões de mundo espirituais com estruturas psicológicas — é crucial. Esse rigor também norteará as metodologias que nós empregamos e a oportunidade de fundamentar a pesquisa sistemática em estudos artísticos, criativos e participativos. Eu argumento que a natureza da psicodinâmica, especialmente a perspectiva Junguiana, se encaixa na descrição de Braud como “uma ferramenta apropriada para explorar tópicos de maneiras mais intuitivas, holísticas e não verbais” (Braud, 2009, p. 72). A psique é, assim como a alma, um campo maravilhoso de incógnitas e ainda não conhecidas inconscientes e nós só podemos fazer justiça a ela se nós aprendermos a sua linguagem singular.

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A Espiritualidade nas Empresas trata-se de uma Filosofia cujos Princípios são capazes de ajudar tanto as Pessoas quanto as Organizações.

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Graduação: Engenharia Operacional Química. Graduação: Engenharia de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing - PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras - FGV/SP. Blog Projeto OREM® - Oficina de Reprogramação Emocional e Mental - O Blog aborda quatro sistemas de pensamento sobre Espiritualidade Não-Dualista, através de 4 categorias, visando estudos e pesquisas complementares, assim como práticas efetivas sobre o tema: OREM1) Ho’oponopono - Psicofilosofia Huna. OREM2) A Profecia Celestina. OREM3) Um Curso em Milagres. OREM4) A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE) - Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT). Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista como uma proposta inovadora de filosofia de vida para os padrões Ocidentais de pensamentos, comportamentos e tomadas de decisões (pessoais, empresariais, governamentais). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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