Para responder a essa questão, nós estamos transcrevendo, em tradução livre, trechos do livro “Q&A – Detailed Answers to Student-Generated Questions on the Theory and Practice of A Course in Miracles” [“Perguntas e Respostas – Respostas Detalhadas às Perguntas Geradas pelos Estudantes sobre a Teoria e a Prática de Um Curso em Milagres”], Supervisionado e Editado pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D., Foundation for A Course in Miracles©, para conhecimento e entendimento sobre esse importante tema central do Curso.

Tradução livre Projeto OREM®

Perdoar/Perdão como a base do Curso

Pergunta #50: Se o processo de perdão é a base do Curso, por que Jesus não apenas se concentra sobre isso e nos dá todas as técnicas ou conselhos da maneira mais “prática” possível? Aliás, você tem alguma técnica, conselho ou algo do tipo? Eu estou precisamente desesperado com a dificuldade do trabalho!!!

Resposta: Em primeiro lugar, você tem muita companhia! Muitas, muitas pessoas compartilham os seus sentimentos sobre o trabalho delas com o Curso.

O Curso é altamente prático, mas infelizmente não da maneira como nós gostaríamos que ele fosse. Nós gostaríamos que ele nos dissesse o que fazer em termos de comportamento em situações específicas. No entanto, ele não nos oferece conselhos práticos ou técnicas nesse nível, porque esse não é o seu foco. Ele é um Curso em mudar as nossas mentes (conteúdo), não o seu comportamento (forma). Ele é um Curso em causa, não em efeito, como Jesus nos diz em uma parte comovente da Seção “O ‘Herói’ do Sonho”, no Capítulo 27 do Texto:

“O Espírito Santo percebe a causa rindo gentilmente e não olha os efeitos. De que outra maneira poderia ele corrigir o teu erro, já que absolutamente não olhaste para a causa? Ele pede que tu lhe tragas cada efeito terrível para que possam olhar juntos para a sua causa tola e possas rir um pouco com Ele. Tu julgas os efeitos, mas Ele julgou a causa. E através do julgamento do Espírito Santo os efeitos são removidos. (T-27.VIII.9:1-5)

Portanto, o Curso não diz nada sobre comportamento, que é o que muitos estudantes consideram frustrante. Nós gostaríamos que nos dissessem exatamente o que fazer ao interagirmos com as pessoas e termos que tomar todos os tipos de decisões sobre as nossas vidas. Ele de fato nos diz o que fazer, mas não no sentido comportamental. As lições do Livro de Exercícios são muito específicas sobre o que nós devemos fazer quando nós ficamos chateados, com raiva, julgamos, ficamos com medo, doentes, etc. Entretanto, as instruções são voltadas exclusivamente para a capacidade de tomada de decisão de nossas mentes, da qual o nosso comportamento flui. O nosso comportamento emana a partir do sistema de pensamento que nós temos escolhido em nossas mentes. Portanto, o trabalho do Curso centra-se inteiramente nessa dimensão, porque é aí que reside a causa de todos os nossos problemas e angústias. Os nossos estados corporais são apenas os efeitos da causa. Portanto, nós podemos ser ajudados de forma mais eficaz trabalhando com os conteúdos de nossas mentes. Esse é o tipo de ajuda que Jesus nos oferece em seu Curso. Isso é parte do que faz com que o Curso seja único em sua abordagem para a espiritualidade.

No entanto, às vezes, concentrar-se em mudanças comportamentais é útil e até necessário, especialmente quando se trata de vícios. Muitas vezes, o trabalho interno não pode começar até que o estado emocional e físico da pessoa esteja razoavelmente estável. Mas o alívio da dor, ansiedade, culpa, medo, etc. geralmente não é permanente quando as mudanças são feitas apenas no nível comportamental, sem nenhuma mudança correspondente na mente. O Curso nos ensina que nós temos escondido as fontes mais profundas de motivação em nossas mentes, portanto, se nós não chegarmos a esse nível, nós nunca teremos paz interior duradoura, apesar das mudanças comportamentais. Ao aplicar os ensinamentos e princípios do Curso, nos é prometido o fim de toda a nossa dor e de todos os nossos problemas.

Há duas passagens marcantes, entre outras, que descrevem a orientação e a abordagem do Curso para curar [healing] a dor e resolver os problemas de nossas vidas: “É verdade que nem toda a aflição parece ser apenas falta de perdão. Mas esse é o conteúdo por baixo da forma.” (LE-pI.193.4:1-2); “De uma coisa estavas certo: entre as muitas causas que percebias como portadoras do dor e de sofrimento para ti, a tua culpa não constava.” (T-27.VII.7:4). Portanto, Jesus nos diz nessas passagens, bem como em dezenas de outras, que nós não sabemos quais são os nossos problemas nem as suas soluções. É melhor, então, nós pedirmos a sua ajuda e seguirmos a sua orientação, pois ele sabe quais são os nossos problemas de verdade e como eles podem ser resolvidos.

Não se deve confundir a ênfase dele [do Curso] no conteúdo com a ideia de que o Curso defende total liberdade para se comportar da maneira que se escolher. Claramente, essa não é a sua direção. Ele não se concentra no comportamento devido às suas premissas metafísicas, a principal das quais é o princípio de que o mundo nada mais é do que a projeção de um pensamento em suas mentes. E como “as ideias não deixam a sua fonte”, o mundo permanece na mente e, portanto, não é o que nos parece ser. O corpo também não. Portanto, ao permanecermos em um nível comportamental, nós estamos limitando a extensão da cura [healing] que pode ocorrer. Para algumas pessoas, no entanto, mudar o comportamento é um ponto de partida útil para o processo de reconectar-se com o poder da mente que nós temos dissociado. Muitas vezes, isso refletiria a decisão da mente de ser mais amorosa e gentil consigo mesma, o que, na verdade, é uma aplicação dos princípios do Curso. Tendo concluído alguma outra terapia ou treinamento, uma pessoa pode optar por retornar ao Curso e, então, estar mais apta a aprender e praticar o que ele ensina.

Falso Perdão

P #771: Eu encontrei uma passagem realmente perturbadora em Um Curso em Milagres que eu não tenho encontrada abordada em nenhum lugar da internet, inclusive no seu site. Ela aparece em “A Justificativa do Perdão” (T-30.VI). As duas primeiras frases são claras: “A raiva nunca é justificada. O ataque não tem fundamento.” Como esse mundo não passa de uma delusão criada por nós mesmos, seria uma piada levá-lo a sério e nos irritarmos com alguma coisa que nos incomoda (e isso acontece!). No entanto, algumas frases depois, diz: “Não te é pedido que ofereças o perdão quando o ataque é devido e seria justificado.” Isso não é uma contradição clara com as frases anteriores? E o próximo parágrafo continua essa linha de pensamento: “Tu não perdoas o imperdoável, nem deixas de ver um ataque real que pede punição. A salvação não está em seres solicitado a dar respostas não-naturais, impróprias para o que é real.”, etc. Então, o ataque é justificado ou não? O que o Curso inclui em “ataque real que pede punição”? Eu pensava que o ataque nunca está de acordo com a realidade de Deus?

R: Essa provavelmente está entre as passagens mais mal entendidas do Curso! Os nossos egos interpretam isso como se Jesus estivesse dizendo que há momentos em que o ataque é justificado, quando a ação dos outros é tão má que se torna imperdoável e ele não irá nos pedir para oferecer perdão nesses casos, pois isso seria antinatural e inapropriado. No entanto, o ponto de Jesus é exatamente o oposto. Ele está corrigindo a forma de perdão do mundo, que ele chama de “falso perdão” no quarto parágrafo dessa Seção e “Perdoar-para-Destruir” no panfleto A Canção da Oração (CO-2.II).

A maioria de nós tem sido criado com a ideia de que, não importa quão horrível e cruel seja um ato cometido por outra pessoa contra nós ou um de nossos entes queridos, a atitude verdadeiramente amorosa Cristã (se nós fomos criados como Cristãos) é “perdoar” a outra pessoa. Isso pode ser um ato tão hediondo que quase todos concordam que alguma forma de punição seria justa e equitativa, mas a atitude Cristã ainda seria “perdoar”. Mas esse não é o tipo de “perdão” que Jesus, no Curso, nos pede – que nós devemos perdoar de qualquer maneira, independentemente de quão injusta tal exigência possa parecer. O ponto dele, ao invés disso, é que, como não há ato pelo qual o ataque em resposta seja devido, o perdão é portanto sempre justificado. Assim, corrigindo o que 2.000 anos de Cristianismo tem ensinado sobre o perdão, Jesus está dizendo que nós nunca somos “solicitados a oferecer perdão quando o ataque é devido e seria justificado”, pois o ataque nunca é devido e justificado, independentemente de nossa percepção do “crime”. O problema nunca é, afirma Jesus diante dos protestos do nosso ego, o “crime”, mas a nossa percepção dele.

Em outras palavras, se você reler esses parágrafos com o entendimento de que Jesus está dizendo que ver ataque, seja nos outros ou em nós mesmos, é uma percepção equivocada do ego e não é real, e, portanto, o ataque em resposta nunca pode ser justificado, então fica claro que Jesus está dizendo que o perdão, como o Curso o define – liberar o julgamento – é sempre justificado. Nós não somos solicitados a “ignorar um ataque real que exige punição”, porque não há ataques reais que possam exigir punição quando nós estamos em nossa mente certa. Isso não significa negar que as pessoas fazem coisas insanas com a intenção de prejudicar os outros, mas, no entanto, isso só pode ser minha própria interpretação baseada no ego que me levaria a percebê-las como ataques contra mim pessoalmente.

Uma das declarações mais claras dessa correção pode ser encontrada na discussão de Jesus sobre a crucificação no Texto:

“A agressão, em última instância, só pode ser feita ao corpo. Não há muita dúvida de que um corpo pode agredir um outro e pode até mesmo destruí-lo. Mas, se a própria destruição é impossível, qualquer coisa que seja destrutível não pode ser real. Sua destruição, portanto, não justifica raiva. Na medida em que acreditas que justifica, estás aceitando falsas premissas e ensinando-as a outros. A mensagem que a crucificação pretendia ensinar era a de que não é necessário que se perceba nenhuma forma de agressão na perseguição, porque não podes ser perseguido. Se respondes com raiva, não podes deixar de estar te igualando ao que é destrutível e, portanto, considerando a ti mesmo de forma insana.” (T-6.I.4:1-7)

Jesus não necessita perdoar aqueles que crucificaram o corpo dele, porque ele não estava identificado com o corpo dele. E ele não via o corpo como ele mesmo porque não havia culpa em sua mente que precisasse projetar para fora de sua mente para se defender dela. Nós, porém, que ainda nos vemos como corpos, de fato necessitamos aprender a perdoar. Mas nós não necessitamos aprender a perdoar os outros. Quando nós nos sentimos atacados, é apenas porque a culpa ainda é real em nossa própria mente e é aí que o perdão é verdadeiramente necessário. Perceber que os outros nos atacam é sempre o resultado de nossa própria culpa projetada. Portanto, quando nós nos sentimos atacados, nós necessitamos nos perdoar. Acreditar que nós necessitamos perdoar os outros por seus ataques contra nós faz com que seja impossível o perdão, como o Curso o ensina. É o que o Curso chama de fazer com que o pecado seja real e então tentar perdoar isso, descrito lindamente nos dois parágrafos seguintes:

“Os não curados [unhealed] não podem perdoar. Pois são as testemunhas de que o perdão é injusto. Eles querem reter as consequências da culpa que não veem. Entretanto, ninguém é capaz de perdoar um pecado que acredita ser real. E o que tem conseqüências tem que ser real, pois o que ele fez está lá para ser visto. O perdão não é piedade, já que a piedade apenas busca perdoar aquilo que pensa ser a verdade. O bem não pode ser dado em troca do mal, pois o perdão não estabelece o pecado em primeiro lugar para depois perdoá-lo. Quem pode realmente dizer com real intenção: ‘Meu irmão, tu me machucaste, no entanto, porque sou o melhor dentre nós dois, eu te perdoo pelo meu ferimento’. O seu perdão e o teu ferimento não podem coexistir. Um nega o outro e não pode deixar de fazer com que o outro seja falso.” (T-27.II.2:1-10)

“Testemunhar o pecado e ao mesmo tempo perdoá-lo é um paradoxo que a razão não pode ver. Pois ela afirma que o que foi feito a ti não merece perdão. E ao dares o perdão, concedes misericórdia ao teu irmão, mas reténs a prova de que ele não é realmente inocente. Os doentes permanecem acusadores. Eles não são capazes de perdoar os seus irmãos e a si mesmos também. Pois ninguém em quem repousa o perdão verdadeiro pode sofrer. Ele não mantém a prova do pecado diante dos olhos do seu irmão. Deste modo, ele também não a viu e removeu-a dos seus próprios olhos. O perdão não pode existir para um e não para o outro. Quem perdoa está curado [healed]. E na sua cura [healing] está a prova de que ele verdadeiramente perdoou e não retém nenhum vestígio de condenação que ainda mantenha contra si mesmo ou qualquer coisa viva.” (T-27.II.3:1-11)

P #776: Em “A justificativa do perdão”, Jesus afirma: “Não te é pedido que ofereças o perdão quando o ataque é devido e seria justificado. Isso significaria que perdoas um pecado sem ver o que realmente existe. Isso não é perdão. Pois isso implicaria em que, por responder de uma forma que não é justificada, o teu perdão viria a ser a resposta ao ataque que foi feito. E assim o perdão é impróprio, pois está sendo concedido onde não é devido.” E mais tarde ele diz: “Tu não perdoas o imperdoável, nem deixas de ver um ataque real que pede punição.” (T-30.VI.1:6-10; 2:3) O que isso significa? O que seria considerado imperdoável? Você poderia apresentar alguns exemplos que ilustrem a sua resposta?

R: Essa Seção apresenta a visão distinta de Um Curso em Milagres sobre o perdão. A visão do mundo, que Jesus nessa mesma Seção chama de falso perdão [“Esse é o falso perdão que o mundo emprega para manter vivo o senso do pecado.”] (T.30.VI.4:1), é que, embora às vezes nós perdoemos pecadores, nós nunca esquecemos que eles têm pecado [“Ele perdoa os “pecadores” algumas vezes, mas permanece consciente de que pecaram.”] (T-30.VI.3:7). Nesse sentido, eles não merecem realmente o nosso perdão, mas mesmo assim nós o concedemos de qualquer maneira. Esse tipo de perdão é inapropriado, Jesus está dizendo, pois nós estamos tentando ignorar o que nós pensamos que é real e isso simplesmente não pode ser feito – pelo menos não sem sacrificar os nossos direitos [“Se o ‘perdão fosse’ injustificado, seria pedido a ti que sacrificasses os teus direitos quando retribuis o ataque com o perdão.”] (T-30.VI.2:6).

Se nós julgarmos um ataque como desprezível e merecedor de punição, mas depois nós perdoarmos porque é isso que nós pensamos que devemos fazer, nós pensaríamos que nós temos perdoado o imperdoável – uma resposta “antinatural” e “inadequada ao que é real” [“A salvação não está em seres solicitado a dar respostas não-naturais, impróprias para o que é real.”] (T-30.VI.2:4). Um exemplo disso seria perdoar os terroristas do 11 de Setembro, mesmo que você pense que o que eles fizeram foi imperdoável; ou, menos dramático, perdoar a pessoa que roubou o seu dinheiro por meio de um golpe inteligente. Em ambos os casos, você pensaria que você tem que ignorar o que foi feito para perdoar.

Jesus está nos ensinando que o verdadeiro perdão é bem diferente. Isso, porém, não pode ser entendido sem o conhecimento da metafísica do Curso. Jesus inicia a Seção com dois princípios muito importantes: “A raiva nunca é justificada. O ataque não tem fundamento.” (T-30.VI.1:1-2). Quando as pessoas atacam, elas o fazem como uma reação ao seu próprio estado de medo. Elas rejeitaram o amor e se identificaram, ao invés disso, com o sistema de pensamento do ego, que não se baseia em nada real. Isso é um erro, não um pecado. Jesus está nos pedindo para aprendermos a enxergar além do ataque comportamental, para a sua origem na mente.

Isso não significa que nós negamos o que os nossos olhos veem; isso significa que nós aprendemos a dar à situação uma interpretação diferente. Trata-se apenas do que se passa em nossas mentes. Ao invés da inclinação “normal” de retaliar e punir, nós aprendemos a não levar para o lado pessoal o que qualquer outra pessoa faz, pois nós saberíamos que nós (em nossas mentes certas) somos invulneráveis e jamais podemos perder a paz que é nossa herança natural como Filho de Deus e nós sabemos que o mesmo se aplica tanto quanto a todos os outros. Se esses princípios são a base de nossa percepção, então seria impossível condenar o “agressor”, independentemente do que tenha sido feito. (Novamente, isso não exclui a possibilidade de processo judicial, etc.). Nós estaríamos cientes de que esse ato advém do profundo terror na mente da pessoa, resultado de ela ter feito a escolha errada. Que loucura pensar que poderias ser condenado…? Assim, Jesus diz: “Mas meramente te é solicitado que vejas o perdão como a ocorrência natural à aflição que se baseia no erro e assim clama por ajuda. O perdão é a única resposta sã. Ele impede que os teus direitos sejam sacrificados” (T-30.VI.2:7-9).

Em outras palavras, se você mudar da sua mente errada para a sua mente certa, você perceberá que todas as pessoas compartilham com você a mesma mente errada, a mesma mente certa e a capacidade de escolher entre as duas. Nessa visão, terroristas são os mesmos que aqueles que atacam; golpistas são os mesmos que enganam. Essa é a única maneira sensata de perceber uns aos outros e o que acontece nesse mundo. O perdão, portanto, é significativo e completamente honesto. O comportamento não é negado; ele é visto em seu ponto de origem, no conteúdo da mente.

Perdoar/Perdão é possível?

P #631: Eu tenho sido uma estudante de Um Curso em Milagres há mais de 13 anos. No último ano, eu tenho me tornado cuidadora dos meus pais. Ambos têm demência/Alzheimer. Eu vejo a confusão entre o tempo, a “realidade” e as mágoas do passado deles que pareciam resolvidas, mas que agora são tão “reais” quanto eram antes. O calendário marca 2004, mas a raiva é de 1944. Cuidar dos meus pais me faz questionar: o perdão é possível?

R: Uma das grandes armadilhas do ego é julgar pela forma. Jesus nos lembra incisivamente: “Nada cega tanto quanto a percepção da forma”. (T-22.III.6:7). É muito difícil para nós aceitarmos que a mente não é o cérebro e que todas as condições físicas são expressões de pensamentos na mente. Como nós nos protegemos continuamente de recuperar a consciência no nível da realidade [awareness] de nós mesmos como mentes que tomam decisões fora do tempo e do espaço, nós dependemos quase inteiramente dos nossos sentidos para nos dizer o que está acontecendo. Essa é a meta do ego – manter a nossa percepção e julgamentos inteiramente enraizados no corpo e no mundo, para que nós nunca retornemos às nossas mentes e descubramos que nós somos capazes de escolher ver as coisas de maneira (forma) diferente.

O que seria útil, portanto, é se interiorizar e primeiro reconhecer que você está enxergando através dos olhos do ego, que o cegam para qualquer coisa além da forma e então pedir ajuda para enxergar através dos olhos de Jesus, o que o ajudaria a ir além da forma e chegar ao conteúdo da mente. Então você saberia que o perdão não só é possível, como garantido:

“Quando te unes a mim, estás te unindo sem o ego, porque eu renunciei ao ego em mim mesmo e por tanto não posso me unir ao teu. Nossa união é, assim, o caminho para renunciares ao ego em ti. A verdade em nós dois está além do ego. Nosso sucesso em transcendê-lo é garantido por Deus e eu compartilho essa confiança por nós dois e por todos nós.” (T-8.V.4:1-4)

P #1345: A minha irmã e eu estamos fazendo o curso juntas. Ambas estamos praticando a lição do perdão com a maior fidelidade possível e trabalhando em direção à iluminação. Ambas experienciamos momentos de pura alegria, “instantes santos”, inesquecíveis e indescritíveis! É possível para nós, eventualmente, ver uma à outra totalmente sem pecado? Eu penso que o Texto diz que, se nós vemos apenas um irmão sem pecado, nós alcançaremos a iluminação?

R: Não só é possível, como também não se pode deixar de ver uns aos outros como totalmente sem pecado, porque a impecabilidade do Filho de Deus é eterna e imutável. Nada mais é verdadeiro. Somente em uma ilusão o Filho de Deus poderia ser percebido como fragmentado, pecador, culpado e com medo. Assim, o nosso trabalho como estudantes de Um Curso em Milagres envolve desfazer as nossas crenças equivocadas sobre quem realmente nós somos:

“A tarefa do trabalhador de milagres vem a ser, então, negar a negação da verdade”. (T-12.II.1:5)

Nesse processo de perdão, nós em primeiro lugar observamos a nossa necessidade de ver uns aos outros como pecadores para estabelecer a nossa própria inocência; então, nós retiramos essa projeção, que é seguida pelo próximo passo de abandonar a nossa percepção, na qual nós vemos todas as pessoas como compartilhando perfeitamente da pura inocência de Cristo. Isso é iluminação, até o último passo, quando Deus nos eleva de volta a Si mesmo.

“Hoje, pedimos a Deus a dádiva que Ele preservou com o maior cuidado em nossos corações, esperando para ser reconhecida. É a dádiva pela qual Deus Se inclina para nós e nos eleva, dando Ele próprio o passo final da salvação. Instruídos pela Sua Voz, aprendemos todos os passos, exceto esse. Mas Ele próprio finalmente vem, nos toma em Seus Braços e varre as teias de aranha do nosso sono. A dádiva da Sua graça é mais do que uma simples resposta. Ela restaura todas as memórias que a mente adormecida esqueceu, toda a certeza a respeito de qual é o significado do Amor.” (LE-pI.168.3:1-5)

Natureza de Perdoar/Perdão

P #59: Depois de todo esse tempo estudando o Curso, eu ainda não entendi muito bem o que é perdão. Digamos que o meu ego rotule alguém como um babaca. Bem, eu sei, em certo nível, que eu possivelmente não possa estar certo nessa avaliação – eu realmente não conheço essa pessoa e, além disso, eu não sou capaz de julgar outra, mesmo que às vezes eu faça isso. Então, qual é o próximo passo? Não somente eu tenho feito um julgamento injusto, como eu tenho acabado me sentindo culpado por isso.

R: Quando você tira um ou dois minutos para pensar de forma diferente sobre o seu julgamento de outra pessoa, como você descreve em sua pergunta, você tem iniciado o processo de perdão:

“Uma luz penetrou nas trevas”. (MP-1.1:4)

O primeiro passo é estar disposto a admitir que nós estamos errados em nossa avaliação e que existe outra maneira de olhar para a pessoa. Os próximos passos são estar disposto a abandonar o julgamento original, buscar outra maneira de perceber e aceitar a nova percepção quando se trata de você. Isso não significa que você não verá mais pessoas fazendo coisas tolas. Isso significa que você não confundirá a verdadeira identidade da pessoa com o comportamento tolo, nem a condenará por isso, nem considerará isso um “pecado”. As pessoas fazem e dizem coisas tolas; isso é um fato.

Há, então, duas interpretações: uma de acordo com o ego, que diz que esse comportamento tolo faz com que essa pessoa seja um “idiota”; a outra, segundo o Espírito Santo (perdão), que diz que o comportamento tolo não muda o fato real de que essa pessoa não é um “pecador” e não merece a minha condenação. Isso se aplica também ao julgamento contra si mesmo. Nós podemos dizer que chamar outra pessoa de “idiota” é um comportamento tolo. Isso não significa que você é um pecador merecedor de punição, mas que você cometeu um erro e necessita de uma nova percepção, uma correção, um perdão. A culpa que parece estar no final do processo, após julgar uma pessoa como “idiota”, na verdade já estava presente na mente antes do “ataque”. A culpa foi projetada (determinada) para o “idiota” na forma do julgamento, que então parece causar a culpa.

Esse é um exemplo do ensinamento do Curso:

“Ideias não deixam a sua fonte e os seus efeitos apenas parecem estar à parte delas. Ideias são da mente. O que é projetado para fora parece ser externo à mente, não está fora em absoluto, mas é um efeito do que está dentro e não deixou a sua fonte.” (T-26.VII.4:7-9)

A origem do processo é um pensamento de separação na mente, seguido por um julgamento contra si mesmo pelo pensamento e culpa por tê-lo pensado. A culpa é então projetada para outra pessoa na forma de um ataque e, em seguida, retorna à mente na forma de culpa pelo ataque. Esse é o pensamento circular do jogo de culpa do ego. O perdão pede que nós reconheçamos o pensamento original e aceitemos a responsabilidade pelo processo. A maneira de perdoar a si mesmo pelo pensamento original de separação é oferecer perdão ao “idiota”, vendo-o como nada diferente de você; ou seja, necessitando de cura [healing] e de correção e nada diferente em sua verdadeira identidade como um santo Filho de Deus:

“Não permitas que a forma dos seus equívocos te mantenha afastado daquele cuja santidade é a tua. Não permitas que a visão da sua santidade, perspectiva essa que te revelaria o teu perdão, seja afastada de ti pelo que os olhos do corpo podem ver. Permite que a tua consciência [no nível da realidade (awareness)] do teu irmão não seja bloqueada pela tua percepção dos seus pecados e do seu corpo. O que existe nele que queiras atacar exceto o que associas com o seu corpo, que segundo a tua crença pode pecar? Além dos seus erros, está a sua santidade e a tua salvação. Tu não lhe deste a sua santidade, mas tentaste ver nele os teus próprios pecados com o fim de te salvares. No entanto, a sua santidade é o teu perdão.” (T-22.III.8:1-7)

P #272: Como novato em Um Curso em Milagres, eu tenho certeza de que você já respondeu isso muitas vezes. Quando o Curso fala de perdão, ele se refere a: (minha paráfrase) o que você pensa que aconteceu, não aconteceu. Ninguém jamais machucou alguém ou fez alguma coisa terrível. A minha mente fica confusa. Os fatos de uma situação passada são apenas ilusões? Se houver um panfleto ou artigo escrito e claro sobre o assunto, eu agradeceria uma referência.

R: O perdão, como ele é apresentado em Um Curso em Milagres, só é capaz de ser entendido dentro da estrutura da metafísica do não-dualismo; caso contrário, isso não fará sentido e o seu significado será distorcido e feito indistinguível a partir dos significados mais tradicionais. Ele não pode ser dissociado do que o Curso ensina como a origem e o propósito do mundo e a nossa aparente presença no mundo como corpos individuais com passado, presente e futuro. O entendimento do Curso sobre o perdão é único e decorre logicamente dessa base, entretanto, ele é difícil de colocar em prática porque as nossas vidas e experiências se baseiam em premissas opostas ao que o Curso ensina.

Para “perdoar o seu irmão pelo que ele não fez”, nós temos que – pelo menos intelectualmente – começar a aceitar que toda raiva e todos os sentimentos de vitimização são projeções de nossa própria culpa inconsciente [subconsciente], que, por sua vez, advém da crença de que nós pecamos ao atacar Deus para que nós pudéssemos ter as nossas próprias vidas individuais. Tudo isso é ilusório, é claro; no entanto, como nós pensamos que nós somos indivíduos, essas premissas ainda estão presentes em nossas mentes. Tendo tornado essa pecaminosidade real e não querendo abrir mão de nossas identidades individuais e retornar à unicidade de Deus, nós então negamos o pecado e projetamos a responsabilidade por ele em alguma coisa externo a nós. Assim, a culpa que nós projetamos agora está em outros que são percebidos como mesquinhos, odiosos, violentos, insensíveis, egoístas etc. e nós somos as vítimas inocentes. O “nós” em tudo isso é sempre a mente que toma decisões fora do tempo e do espaço, que foi esquecida e substituída em nossa consciência no nível da realidade [awareness] por um eu [ser, self] que parece existir no tempo e no espaço.

Em linhas gerais, essa é a origem da nossa percepção e do sentimento de que nós ou outros têm sido tratados injustamente, vitimizados, etc. Obviamente, há muito mais por trás dessas dinâmicas, mas isso pelo menos começa a dar uma ideia de como a teoria do perdão do Curso evoluiu. Nós podemos ver, a partir disso, que a única razão pela qual nós queremos experienciar a nós mesmos como tratados injustamente é para podermos dizer que outra pessoa é culpada. Isso não significa que nós devemos negar os “fatos” dos eventos externos. O Curso fala exclusivamente sobre como os experienciamos. Essa é a chave. Perceber-se como tratado injustamente é uma interpretação que vem de uma necessidade inconsciente [subconsciente] de perceber a situação dessa forma. Nós não temos ciência dessas dinâmicas, mas não ter ciência delas é parte integrante da estratégia de projeção do ego.

O primeiro passo no processo de perdão, portanto, é reverter a projeção e os seus efeitos. Isso significa reconhecer que o que nós temos atacado e julgado em outra pessoa é o que nós temos em primeiro lugar condenado em nós mesmos. É reconhecer que a nossa raiva projetada é uma decisão que nós tomamos para evitar a nossa própria culpa, vendo-a em outra pessoa. Novamente, isso não significa negar o que outra pessoa tem feito, nem significa que você não deva fazer nada a respeito disso. O segundo passo envolve entender que a culpa também representa uma decisão, que agora é trazida de volta à nossa consciência no nível da realidade [awareness] e reconsiderada. Ao invés de escolher nos identificar com o sistema de pensamento de culpa do ego, nós escolhemos nos identificar com o sistema de pensamento de ausência de culpa do Espírito Santo.

Isso abre caminho para o terceiro passo, que é a obra do Espírito Santo. Assim, os dois primeiros passos do perdão representam a nossa decisão de permitir que o Espírito Santo realize a Sua obra de cura [healing] em nós. Entretanto, o Espírito Santo só é capaz de remover a nossa culpa quando nós temos retirado o nosso investimento nela. Uma vez que a nossa culpa se foi – mesmo que por apenas um instante – nós nos identificamos apenas com o amor e a bondade e nós não levamos nada para o lado pessoal. Somente esse amor e essa bondade poderiam fluir através de nós à medida que nós respondemos de maneira comportamental na situação e, portanto, a nossa resposta seria automaticamente a mais amorosa para todos os envolvidos. De maneira comportamental, isso poderia parecer a mesma resposta de qualquer outra pessoa; mas o conteúdo seria amor. Em termos de nosso progresso espiritual, isso é tudo o que importa.

Essas etapas são descritas em dois lugares no Curso:

“Devo ter decidido errado, porque não estou em paz. Tomei a decisão por mim mesmo, mas posso também decidir de outra forma. Quero decidir de outra forma, porque quero estar em paz. Não me sinto culpado porque o Espírito Santo vai desfazer todas as conseqüências da minha decisão errada se eu Lhe permitir. Escolho permitir-Lhe, deixando que Ele decida a favor de Deus por mim.” (T-5.VII.6:7-11)

“A ideia para o dia de hoje introduz o pensamento de que não estás preso numa armadilha ao mundo que vês, pois a sua causa pode ser mudada. Essa mudança requer, em primeiro lugar, que a causa seja identificada e em seguida abandonada de forma que possa ser substituída. Os dois primeiros passos deste processo requerem a tua cooperação. O último, não. As tuas imagens já foram substituídas. Ao dar os dois primeiros passos verás que isso é assim.” (LE-pI.23.5:1-6)

Breves resumos e explicações sobre a abordagem do Curso ao perdão podem ser encontrados em duas de nossas publicações: Forgiveness and Jesus: The Meeting Place of “A Course in Miracles” e Christianity, Chapter 2; A Talk Given on “A Course in Miracles”: An Introduction, Chapter 4: “Anger-Forgiveness”. Por fim, se você tiver tido a oportunidade de ler algumas das outras perguntas e respostas, você provavelmente já se deparou com diversas aplicações desses princípios.

P #403: Meu irmão e eu estávamos tendo uma conversa sobre perdão há muitos anos. Ele disse que ele sempre sentiu que poderia ser perdoado por qualquer coisa. Eu disse que eu sempre senti que eu não poderia ser perdoado por nada. Isso reflete simplesmente diferentes interpretações da separação? E a minha interpretação foi baseada mais no medo do que a dele? E, se sim, isso significa que ele é mais avançado espiritualmente do que eu sou?

R: R: Qualquer um que sequer faça uma pergunta está em uma sinuca de bico espiritual, Jesus não hesita em nos apontar (T-27.IV), então perguntar qual versão do perdão é mais avançada espiritualmente provavelmente não atrairia muita atenção celestial. No entanto, se o conteúdo é que Deus nos ama sem reservas, então a maneira como isso é expresso na forma é irrelevante. Como Jesus afirma:

“Uma teologia universal é impossível, mas uma experiência universal não só é possível como necessária. É para essa experiência que o curso é dirigido.” (ET-in.2:5-6)

Jesus sempre direcionava a nossa atenção para a nossa necessidade de ver as diferenças que nos mantêm separados uns dos outros em nossa percepção. Isso ele gostaria de nos ajudar a corrigir, pois é muito mais importante para ele que nós trabalhemos com ele na remoção das barreiras que nos impedem de ver a nossa unicidade uns com os outros, do que nos deixar entender a sua terminologia corretamente. Estritamente falando, porém, a visão do perdão em Um Curso em Milagres é que não há nada a perdoar porque nada jamais aconteceu que necessite de perdão.

P #760: Conversando com a esposa de um rabino, eu mencionei o perdão. Ela reagiu imediatamente e perguntou se eu me referia à “regra de ouro” ou “ao que o Buda uma vez ensinou”. Ela não quis mais falar. Mais tarde, eu me perguntei se o termo compaixão seria mais fácil de mencionar.

R: O perdão, como Jesus ensina em Um Curso em Milagres, envolve o reconhecimento de que perceber a si mesmo como “menos culpado ou digno de culpa” ou vitimizado é a projeção da culpa, resultado da escolha da mente de se separar de Deus e de se identificar com o corpo. Esse ensinamento é exclusivo do Curso, que nos diz:

“Não existe pecado” (T-26.VII.10:5).

No entanto, o que geralmente é entendido como perdão, particularmente na tradição Judaico-Cristã, baseia-se na crença de que o pecado é real e tem que ser expiado para ser perdoado. É quase impossível falar de perdão sem evocar pensamentos de pecado. Geralmente significa que alguém que infligiu dano tem que ser liberado de culpa e uma “reivindicação legítima” de retribuição tem que ser renunciada pela “vítima”. Isso pode ser ameaçador, independentemente das crenças que se tenha a respeito, como demonstra a sua experiência. E então a questão vem a ser se nós devemos ou não falar sobre perdão. Como Jesus nos diz tantas vezes no Curso, é o conteúdo de nossas mentes que “ensina” tanto o perdão quanto a compaixão que flui dele.

As palavras que nós usamos “não são senão símbolos de símbolos” (MP-21.1:9) e são, portanto, irrelevantes. É útil lembrar que o nosso único propósito é a cura [healing] de nossas mentes:

“Permite que tu [mente] sejas curado [healed] para que possas perdoar, oferecendo a salvação ao teu irmão e a ti mesmo … O que queres provar a ele, tu acreditarás. O poder do testemunho vem da tua crença. E todas as coisas que dizes, fazes ou pensas apenas testemunham o que tu lhe ensinas … É esse testemunho que pode falar com poder maior do que mil línguas. Pois aqui, ele tem a prova do próprio perdão a si mesmo.” (T-27.II.4:7; 5:3-5, 8-9)

Em todos os nossos encontros, portanto, a única coisa que nos é pedida é praticar o perdão que nos é ensinado, o que significa estarmos dispostos a monitorar as nossas mentes em busca de quaisquer pensamentos de julgamento e, então, entregá-los ao Espírito Santo para que sejam transformados. Somente então as nossas palavras refletirão a Sua mensagem de que o medo ou a atitude defensiva da outra pessoa não surtiram efeito e não há nada a perdoar. Assim, nós “…perdoamos o Filho de Deus por aquilo que ele não fez.” (T-17.III.1:5) Essa é a Coisa mais compassiva que nós podemos fazer por nós mesmos e pelos outros. É também a única maneira pela qual nos é pedido que expressemos o perdão.

Assim, nós somos aliviados do fardo de procurar palavras que reflitam o amor que está em nossas mentes quando nós nos unimos ao Espírito Santo. Como Jesus nos diz no Texto:

“… o amor é conteúdo e não forma de espécie alguma.” (T-16.V.12:1)

Assim, se ao falar com alguém sobre qualquer assunto, incluindo perdão, uma escolha de se identificar com o Espírito Santo foi feita, quaisquer palavras usadas refletirão o amor que Ele representa. A nossa meta ao aprender esse curso é perdoar a nós mesmos por todos os nossos julgamentos e ouvir o Espírito Santo em nossas mentes, cujas palavras substituirão as nossas: “

O Espírito Santo fala a ti. Ele não fala a uma outra pessoa. Entretanto, através da tua escuta, a Sua Voz se estende porque aceitaste o que Ele diz.” (T-27.V.1:10-12)

A nossa meta ao aprender esse curso é perdoar a nós mesmos por todos os nossos julgamentos e ouvir o Espírito Santo em nossas mentes, cujas palavras substituirão as nossas.

P #1176: Você ensina que nós não mudamos o mundo lá fora através do perdão; nós apenas mudamos a nossa percepção. Na minha experiência do ego, no entanto, quando eu capto o princípio por trás do problema, o problema desaparece e ele não me ocorre mais. Se isso é o que você chama de mudança de percepção, eu concordo com você. Nada necessita ser projetado depois que eu entendo o conteúdo por trás do “problema”. É correto concluir que todas as coisas que eu trago da escuridão para a luz – o perdão – não se “esconderá” mais na forma e, portanto, o princípio/conteúdo trazido à consciência no nível da realidade [awareness] não se repetirá no meu mundo ilusório?

R: Para usar um exemplo extremo do que nós queremos dizer … se você estivesse vivendo sob o controle de um ditador repressivo e cruel, sem possibilidade de escapar, você poderia praticar o perdão ao perceber que esse ditador não é capaz de tirar a paz que existe em você, independentemente das severas restrições externas que o afetam fisicamente. Assim, você é capaz de estar em paz internamente, sem ressentimentos em relação ao ditador, enquanto as suas condições externas de vida permanecem miseravelmente inadequadas. Nesse caso, a sua percepção teria mudado no sentido de que você não estaria mais projetando a culpa da sua mente para nada externo, incluindo o seu próprio corpo. Você trouxe a escuridão do julgamento e do ódio para a luz do amor de Jesus em sua mente e, assim, agora você vê tudo através dos olhos desse amor. Todas as mágoas se dissolveram e só o amor permanece. O seu problema se foi, porque você se livrou do ego nesse caso.

Às vezes, o que acontece em um relacionamento onde há conflitos e queixas é que, quando uma pessoa escolhe mudar do propósito do ego (manter viva a separação) para o propósito do Espírito Santo (ver interesses compartilhados, desfazendo assim a separação), a outra pessoa também rompe o acordo de relacionamento especial com o ego e então o relacionamento muda para melhor. Mas nem sempre é esse o caso e não se deve investir nisso. Como Jesus enfatiza em Um Curso em Milagres, “a nossa única responsabilidade é aceitar a Expiação para nós mesmos” (T-2.V.5:1). Quando aceitamos a Expiação (que a separação nunca aconteceu), não há mais culpa em nossas mentes; e se não há mais culpa, não há necessidade das defesas de negação e projeção contra a dor dessa culpa. Essa é a essência do que Jesus nos ensina nas Lições 79 e 80 – há apenas um problema e ele já foi resolvido (LE-PI.79,80). Independentemente do que esteja acontecendo externamente, a nossa paz interior nunca será perturbada quando nós abandonamos a nossa identificação com o sistema de pensamento do ego.

P #1284: O perdão é central para os ensinamentos de Um Curso em Milagres e há muitos aspectos do perdão que são identificados no Curso. Além disso, nesse formato de Perguntas & Respostas e em outras publicações da Fundação, há muitas discussões envolvendo os aspectos de como perdoar. Tudo isso pode ser confuso quanto à melhor forma de praticar o perdão de forma simples. A pergunta que muitos têm é: com todos os aspectos e exemplos de perdão, é tão simples quanto, quando nós estamos cientes de um pensamento do ego, perdoar sinceramente a ele e a nós mesmos, sem julgamento e entregá-lo ao Espírito Santo para cura [healing]? Há um maravilhoso “processo de perdão” no final do Capítulo 5 do Texto. Nós podemos usar esse processo universalmente para cada “pensamento do ego que não perdoa”?

R: Sim, o processo descrito no final do Capítulo 5 pode ser usado sempre que você se tornar ciente de um pensamento de incapacidade de perdoar.

“Devo ter decidido errado, porque não estou em paz. Tomei a decisão por mim mesmo, mas posso também decidir de outra forma. Quero decidir de outra forma, porque quero estar em paz. Não me sinto culpado porque o Espírito Santo vai desfazer todas as consequências da minha decisão errada se eu Lhe permitir. Escolho permitir-Lhe, deixando que Ele decida a favor de Deus por mim.” (T-5.VII.6:7-11)

O perdão é descrito de diferentes maneiras (assim como o é o milagre) por vários motivos – e todos eles têm a ver com o estado de nossas mentes, não com o conceito ou processo em si, que é de fato simples. Nós necessitamos ouvi-lo expresso de diferentes maneiras porque nós percebemos situações e circunstâncias em nossas vidas como sendo diferentes. Com o tempo, nós aprenderemos a generalizar e reconhecer o mesmo conteúdo em todas as coisas, independentemente da forma. Então, o perdão será muito simples.

Em segundo lugar, o ego é capaz de facilmente se infiltrar em nossa prática de perdão sem que nós reconheçamos isso. O nosso investimento em manter as nossas identidades como indivíduos e como corpos é muito maior do que nós reconhecemos, o que significa que nós tentaríamos secretamente encontrar maneiras de usar os ensinamentos de Um Curso em Milagres para reforçar essa identidade (que inclui a crença na realidade do pecado, da culpa e do medo) e nós resistiríamos vigorosamente a qualquer ensinamento que nós percebêssemos como uma ameaça à realidade desse eu [ser, self], o que esses ensinamentos definitivamente são.

Em vista disso, a simples – e correta – declaração de perdão que você apresentou está sujeita a mal-entendidos e má aplicação. Por mais impossível que pareça, os estudantes interpretaram mal cada um dos conceitos que você incluiu: perdoar um pensamento do ego; perdoar a nós mesmos sem julgamento; e entregar o pensamento do ego ao Espírito Santo.

Nós somos atraídos pelo Curso e, ao mesmo tempo, temerosos dele. O nosso entendimento e aplicação de seus princípios não podem deixar de ser afetados por essa ambivalência e por nosso comprometimento, em grande parte inconsciente [subconsciente], com o sistema de pensamento do ego. É por isso que Jesus fala sobre o conceito de perdão-para-destruir (T-30.VI.1-4; LE-pI.126.1-7; CO-2.II), por exemplo. Ele tem que nos alertar para as distorções do ego nos ensinamentos do amor. Nós temos banido a verdade de nossa consciência no nível da realidade [awareness] e parte de nós quer que ela continue assim, no entanto, a outra parte não. Portanto, só iremos permitir que a verdade entre aos poucos – o máximo que nós somos capazes de tolerar a qualquer instante, mas nunca a verdade completa de uma só vez. É por isso que os ensinamentos do Curso nos parecem complicados. Eles não o são. Nós somos! (Ver T-11.VI.3; T-14.I.5).

“Esse curso é perfeitamente claro. Se não o vês com clareza, é porque estás interpretando contra ele e, portanto, não acreditas nele. E uma vez que a crença determina a percepção, não percebes o que ele significa e, portanto, não o aceitas. Entretanto, experiências diferentes conduzem a crenças diferentes, e estas conduzem a percepções diferentes. Pois as percepções são aprendidas através das crenças e a experiência, de fato, ensina. Eu te estou conduzindo a um novo tipo de experiência, que estarás cada vez menos disposto a negar. Aprender sobre Cristo é fácil, pois perceber com Ele não envolve tensão nenhuma. As Suas percepções são a tua consciência [no nível da realidade (awareness)] natural, e são apenas as distorções que introduzes que te cansam. Deixa que o Cristo em ti interprete por ti e não tentes limitar o que vês pelas pequenas e estreitas crenças indignas do Filho de Deus. Pois até que Cristo venha a Si próprio, o Filho de Deus se verá sem Pai.” (T-11.VI.3)

“O Espírito Santo, por conseguinte, tem que começar o Seu ensino mostrando-te o que nunca podes aprender. A Sua mensagem não é indireta, mas Ele tem que introduzir a simples verdade em um sistema de pensamento que se tornou tão deformado e tão complexo, que não podes ver que ele nada significa. Ele meramente olha para o seu fundamento e o descarta. Mas tu, que não podes desfazer o que fizeste, nem escapar à marca pesada da estupidez de tudo isso que ainda pesa sobre a tua mente, não és capaz de ver através dele. Ele te engana, porque tu escolheste enganar a ti mesmo. Aqueles que escolhem ser enganados vão meramente atacar as abordagens diretas, porque elas parecem invadir o engano e golpeá-lo.” (T-14.I.5)

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Imagem Dr.-Kenneth-Wapnick.jpg – 28 de julho de 2025 – Imagem disponível em vários artigos e sites na internet.

Bibliografia da OREM3:

Livro “Um Curso em Milagres” – Livro Texto, Livro de Exercícios e Manual de Professores. Fundação para a Paz Interior. 2ª Edição –  copyright© 1994 da edição em língua portuguesa.

Artigo “Helen and Bill’s Joining: A Window Onto the Heart of A Course in Miracles” (tradução livre: A União de Helen e Bill: Uma Janela no Coração de Um Curso em Milagres”) – Robert Perry, site: https://circleofa.org/

E-book “What is A Course in Miracles” (tradução livre: O que é Um Curso em Milagres) – Robert Perry.

E-book “Autobiography – Helen Cohn Schucman, Ph.D.” – Foundation for Inner Peace (tradução livre: Autobiografia – Helen Cohn Schucman, Ph.D., Fundação para a Paz Interior).

Livro “Uma Introdução Básica a Um Curso em Milagres”,  Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Livro “O Desaparecimento do Universo”, Gary R. Renard.

Livro “Absence from Felicity: The Story of Helen Schucman and Her Scribing of A Course in Miracles” (tradução livre: “Ausência de Felicidade: A História de Helen Schucman e Sua Escriba de Um Curso em Milagres”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Artigo “A Short History of the Editing and Publishing of A Course in Miracles” (tradução livre: Uma Breve História da Edição e Publicação de Um Curso em Milagres” – Joe R. Jesseph, Ph.D. http://www.miraclestudies.net/history.html

E-book “Study Guide for A Course in Miracles”, Foundation for Inner Peace (tradução livre: Guia de Estudo para Um Curso em Milagres, Fundação para a Paz Interior).

Artigo “The Course’s Use of Language” (tradução livre: “O Uso da Linguagem do Curso”), extraído do livro “The Message of A Course in Miracles” (tradução livre: “A Mensagem de Um Curso em Milagres”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Artigo Who Am I? (tradução livre: Quem Sou Eu?) – Beverly Hutchinson McNeff – Site: https://www.miraclecenter.org/wp/who-am-i/

Artigo “Jesus: The Manifestation of the Holy Spirit – Excerpts from the Workshop held at the Foundation for A Course in Miracles – Temecula CA” (tradução livre: Jesus: A Manifestação do Espírito Santo – Trechos da Oficina realizada na Fundação para Um Curso em Milagres – Temecula CA) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Livro “Quantum Questions” (tradução livre: “Questões Quânticas”) – Ken Wilburn

Livro “Um Retorno ao Amor” – Marianne Williamson.

Glossário do site Foundation for A Course in Miracles (tradução livre: Fundação para Um Curso em Milagres), do Dr. Kenneth Wapnick, https://facim.org/glossary/

Livro Um Curso em Milagres – Esclarecimento de Termos.

Artigo “The Metaphysics of Separation and Forgiveness” (tradução livre: “A Metafísica da Separação e do Perdão”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Livro “Os Ensinamentos Místicos de Jesus” – Compilado por David Hoffmeister – 2016 Living Miracles Publications.

Livro “Suplementos de Um Curso em Milagres UCEM – A Canção da Oração” – Helen Schucman – Fundação para a Paz Interior.

Livro “Suplementos de Um Curso em Milagres UCEM – Psicoterapia: Propósito, Processo e Prática.

Workshop “O que significa ser um professor de Deus”, proferido pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D..

Artigo escrito pelo escritor Paul West, autor do livro “I Am Love” (tradução livre: “Eu Sou Amor”), blog https://www.voiceforgod.net/.

Artigo “The Beginning Of The World” (tradução livre: “O Começo do Mundo”) – Dr Kenneth Wapnick.

Artigo “Duality as Metaphor in A Course in Miracles” (tradução livre: “Dualidade como Metáfora em Um Curso em Milagres”) – Um providencial e didático artigo, considerado pelo próprio autor como sendo um dos artigos (workshop) mais importantes por ele escrito e agora compartilhado pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Artigo “Healing the Dream of Sickness” (tradução livre: “Curando o Sonho da Doença”  – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Livro “The Message of A Course in Miracles – A translation of the Text in plain language” (tradução livre: “A mensagem de Um Curso em Milagres – Uma tradução do Texto em linguagem simples”) – Elizabeth A. Cronkhite.

E-book “Jesus: A New Covenant ACIM” – Chapter 20 – Clearing Beliefs and Desires – Cay Villars – Joininginlight.net© (tradução livre: “Jesus: Uma Nova Aliança UCEM” – Capítulo 20 – Clarificando Crenças e Desejos).

Artigo “Strangers in a Strange World – The Search for Meaning and Hope” (tradução livre: “Estranhos em um mundo estranho – A busca por significado e esperança”), escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick e por sua esposa Sra. Gloria Wapnick.

Artigo “To Be in the World and Not of It” (tradução livre: “Estar no Mundo e São Ser Dele”), escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick e por sua esposa Sra. Gloria Wapnick.

Site https://circleofa.org/.

Livro “A Course in Miracles – Urtext Manuscripts – Complete Seven Volume Combined Edition. Published by Miracles in Action Press – 2009 1ª Edição.

Tradução livre do capítulo Urtext “The Relationship of Miracles and Revelation” (N 75 4:102).

Artigo “How To Work Miracles” (tradução livre “Como Fazer Milagres”), de Greg Mackie https://circleofa.org/library/how-to-work-miracles/.

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Livro “Os cinquenta princípios dos milagres de Um Curso em Milagres”, de Kenneth Wapnick, Ph.D..

Artigo “The Fifty Miracle Principles: The Foundation That Jesus Laid For His Course” (tradução livre: “Os cinquenta princípios dos milagres: a base que Jesus estabeleceu para o seu Curso”), de Robert Perry https://circleofa.org/library/the-fifty-miracle-principles-the-foundation-that-jesus-laid-for-his-course/.

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Blog “A versão Urtext da obra Um Curso em Milagres (UCEM)” https://www.umcursoemmilagresurtext.com.br/.

Blog “Course in Miracles Society – CIMS – Original Edition” https://www.jcim.net/about-course-in-miracles-society/.

Site Google tradutor https://translate.google.com.br/?hl=pt-BR.

Site WordReference.com | Dicionários on-line de idiomas https://www.wordreference.com/enpt/entitled.

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Livro “A Course in Miracles: Completed and Annotated Edition” (“Edição Completa e Anotada”) – Circle of Atonement.

Livro “Q&A – Detailed Answers to Student-Generated Questions on the Theory and Practice of A Course in Miracles” – Supervised and Edited by Kenneth Wapnick, Ph.D. – Foundation for A Course in Miracles – Publisher (tradução livre: “P&R – Respostas Detalhadas a Questões Geradas por Alunos sobre a Teoria e Prática de Um Curso em Milagres” – Supervisionado e Editado por Kenneth Wapnick, Ph.D. – Fundação para Um Curso em Milagres – Editora)

Artigo “The Importance of Relationships” (tradução livre: “A Importância dos Relacionamentos”), no site https://circleofa.org/library/the-importance-of-relationships/, autor Robert Perry.

Artigo: “The ark of peace is entered two by two” (tradução livre: “Na arca da paz só entram dois a dois”) – Robert Perry Site: https://circleofa.org/library/the-ark-of-peace-is-entered-two-by-two/

Artigo “Living a Course in Miracles As Wrong Minds, Right Minds, and Advanced Teachers – Part 2 of 3 – How Right Minds Live in the World: The Blessing of Forgiveness”, por Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Artigo “Living a Course in Miracles As Wrong Minds, Right Minds, and Advanced Teachers – Part 1 of 3 – How Wrong Minds Live in the World: The Ego’s Curse of Specialness”, por Dr. Kenneth Wapnick.

Transcrição do vídeo do Dr. Kenneth Wapnick no YouTube, intitulado: “Judgment” (tradução livre: “Julgamento”).  O artigo completo em inglês no site https://facim.org/transcript-of-kenneth-wapnick-youtube-video-entitled-judgment/.

Trechos do Workshop “The Meaning of Judgment” (tradução livre “O Significado de Julgamento”), realizado na Fundação para Um Curso em Milagres em Roscoe NY, ministrado pelo Dr. Kenneth Wapnick. O artigo completo em inglês no site: https://facim.org/online-learning-aids/excerpt-series/the-meaning-of-judgment/.

Comentários do professor de Deus Allen Watson, que transcrevemos, em tradução livre, do site Circle of Atonement (https://circleofa.org/workbook-companion/what-is-sin/).

Artigo “There is no sin” (tradução livre: “Não há pecado”), Robert Perry, site https://circleofa.org/library/there-is-no-sin/.

Artigo do Professor Greg Mackie, denominado “If God is Love Why do We Suffer?” (tradução livre: “Se Deus é Amor porque nós sofremos?”) https://circleofa.org/library/if-god-is-love-why-do-we-suffer/.

Artigo “The Ten Commandments and A Course in Miracles” (tradução livre: Os Dez Mandamentos e Um Curso em Milagres”), Greg Mackie, site https://circleofa.org/library/the-ten-commandments-and-a-course-in-miracles/.

Artigo escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D. e pelo Padre Jesuíta W. Norris Clarke, da Companhia de Jesus, Ph.D., sobre o livro “Um Curso em Milagres e o Cristianismo: Um Diálogo”, disponível no site http://www.miraclestudies.net/Dialogue_Pref.html.

Livro “Um Curso em Milagres e o Cristianismo: Um Diálogo”, escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D. e pelo Padre Jesuíta W. Norris Clarke, da Companhia de Jesus, Ph.D..

Artigo do Consultor, Escritor e Professor Rogier Fentener Van Vlissingen, de Nova Iorque, intitulado “A Course in Miracles and Christianity: A Dialogue” (“Um Curso em Milagres e o Cristianismo: Um Diálogo”), disponível no Blog Closing the Circle e acesso no link: https://acimnthomas.blogspot.com/2011/04/course-in-miracles-and-christianity.html.

Artigo sobre o livro “A Course in Miracles and Christianity: A Dialogue” (tradução livre “Um Curso em Milagres e o Cristianismo: Um Diálogo”), escrito por Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D. e o Padre Jesuíta W. Norris Clarke, da Companhia de Jesus, Ph.D. Site http://www.miraclestudies.net/Dialogue_Pref.html.

Artigo do professor Robert Perry intitulado “Do we have a chalice list?” (tradução livre: “Temos uma lista de cálice?”), acesso através do link: https://circleofa.org/2009/07/13/do-we-have-a-chalice-list/.

Artigo “The religion of the ego” (tradução livre: “A religião do ego”), Robert Perry, link https://circleofa.org/library/the-religion-of-the-ego/.

Artigo “A New Realities Interview with William N. Thetford, Ph.D.”, conduzida por James Bolen em abril de 1984. Tradução livre Projeto OREM®. Artigo em inglês https://acim.org/archives/a-new-realities-interview-with-william-n-thetford/.

Artigo “Why is sin merely a mistake?” [tradução livre “Por que o pecado é apenas um erro?”], Robert Perry, link https://circleofa.org/library/why-is-sin-merely-a-mistake/.

Artigo “What a difference a few words make” (tradução livre: “Que diferença algumas palavras fazem”), Greg Mackie, disponível no link https://circleofa.org/library/what-a-difference-a-few-words-make/.

Artigo “Near-Death Experiences and A Course in Miracles” [Experiências de Quase-Morte e Um Curso em Milagres], coescrito por Robert Perry, B.A. (Cranborne, United Kingdom) e Greg Mackie, B.A. (Xalapa, Mexico), link https://circleofa.org/library/near-death-experiences-course-miracles/.

Artigo “Near-Death Experiences and A Course in Miracles Revisited” [Experiências de Quase-Morte e Um Curso em Milagres Revisitado], escrito por Greg Mackie, link Revisitado], e pode ser acessado no link https://circleofa.org/library/near-death-experiences-and-a-course-in-miracles-revisited/.

Artigo “Watch With Me, Angels” [Vigiem comigo, anjos], Robert Perry, link https://circleofa.org/library/watch-with-me-angels/.

Artigo transcrito de Workshop apresentado pelo Dr. Kenneth Wapnick, denominado “Watching With Angels [Vigiar com anjos], link: https://facim.org/watching-with-angels-part-1/.

Artigo “How Does Projection Really Work? [Como a Projeção realmente funciona?], Robert Perry, que pode ser acessado através do link https://circleofa.org/library/how-does-projection-really-work/.

Artigo “The Practical Implications of Projection: Summary of a Class Presentation” [tradução livre: “As Implicações Práticas da Projeção: Resumo de uma Apresentação de Aula”] poderá ser acessado através do link  https://circleofa.org/library/practical-implications-projection/.

Artigo “Reverse Projection: “As you see him you will see yourself” [tradução livre: “Projeção Reversa: ‘Assim como tu o vires, verás a ti mesmo’”], Robert Perry, link https://circleofa.org/library/reverse-projection-see-him-see-yourself/.

Artigo denominado “Are we living in a virtual reality” [“Nós estamos vivendo em uma realidade virtual?], Greg Mackie, link https://circleofa.org/library/are-we-living-in-a-virtual-reality/.

Artigo disponibilizado pelo site Pathways of Light, denominado “From Virtual do True Reality” [Da Realidade Virtual à Verdadeira], link https://www.pathwaysoflight.org/daily_inspiration/print_pol-blog/from-virtual-to-true-reality.

Série de artigos denominada “Rewriting the Rules of Virtual Reality” [Reescrevendo as Regras da Realidade Virtual] – partes 1 a 4, Dr. Joe Dispenza, link https://drjoedispenza.com/blogs/dr-joe-s-blog/rewriting-the-rules-of-virtual-reality-part-i.

Artigo “Commentary on What is Salvation” [“Comentário sobre O Que é Salvação”], Allen Watson, link https://circleofa.org/workbook-companion/what-is-salvation/.

Site oficial do Professor Allen Watson http://www.allen-watson.com/;

Artigo “Special Theme: What Is Salvation? [“Tema Especial: O Que É A Salvação?”], Thomas R. Wakechild, que pode ser acessado através do link http://acourseinmiraclesfordummies.com/blog/wp-content/uploads/2014/07/PDF-What-is-Salvation-with-Notes-Upload-7-15-14-ACIM-Workbook-for-Dummies.pdf.

Artigo “The Core Unit of Salvation” [A Unidade Central da Salvação], Robert Perry, link https://circleofa.org/library/the-core-unit-of-salvation/.

Artigo “ACIM Study Guide and Commentary – Chapter 5, Healing and Wholeness – Section III – The Guide to Salvation” [Guia de Estudo e Comentários ACIM – Capítulo 5 – Cura e Integridade – Seção III – O Guia para a Salvação], Allen Watson, acesso através do link http://www.allenwatson.com/uploads/5/0/8/0/50802205/c05s03.pdf.

Artigo “Commentaries on A Course in Miracles – ACIM Text, Section 1.I – Principles of Miracles” (“Comentários sobre Um Curso em Milagres – UCEM Texto, Seção 1.I – Princípios dos Milagres”), Allen Watson, site http://www.allen-watson.com/uploads/5/0/8/0/50802205/c01s01a.pdf

Artigo “A Course in Miracles: The Guide to Salvation” [Um Curso em Milagres: O Guia para a Salvação”], Sean Reagan, acesso através do link https://seanreagan.com/a-course-in-miracles-the-guide-to-salvation/.

Artigo “The Urgency of Doing Our Part in Salvation” [“A Urgência de Fazer Nossa Parte na Salvação”], Greg Mackie, acesso através do link https://circleofa.org/library/urgency-of-doing-our-part-in-salvation/.

Artigo “Shadow Figures” [figuras de sombra], Robert Perry, acesso através do link https://circleofa.org/library/shadow-figures/.

Artigo-estudo intitulado “Shadows of the Past” [Sombras do Passado], Allen A. Watson, acesso através do  link http://www.allen-watson.com/allens-text-commentaries.html.

Recomendamos o site The Pathways of Light Community, para reforços no processo de estudo: https://www.pathwaysoflight.org.

Artigo sobre o Capítulo 17: O Perdão e o Relacionamento Santo – Seção III: Sombras do passado; pode ser acessado através do link: https://www.pathwaysoflight.org/acim_text/print_acim_page/chapter17_section_iii.

Transcrição de palestra do professor David Hoffmeister, estudante, pesquisador e eminente divulgador de UCEM, durante a Conferência “A Course in Miracles – ACIM” [“Um Curso em Milagres”], no mês de fevereiro de 2007, acesso através do link https://awakening-mind.org/resources/publications/accepting-the-atonement-for-yourself/. As diversas palestras do professor David podem ser acessadas, em inglês, no site https://acim-conference.net/past-acim-conferences/.

Trechos do workshop realizado na Fundação para Um Curso em Milagres (Foundation for A Course in Miracles), em Roscoe, Nova Iorque, denominado “Regras para decisões”, Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D., no link https://facim.org/online-learning-aids/excerpt-series/rules-for-decision/.

Artigo “Levels of Mind: Looking at the ‘Layers’ of Mind that form Perception” (“Níveis da Mente: Olhando para as ‘Camadas’ da Mente que formam a Percepção”), Site https://miracleshome.org/publications/levelsofmind.htm.

Artigo “To Desire Wholly is to Be” (“Desejar Totalmente é Ser”), do professor David Hoffmeister. Site: https://miracleshome.org/supplements/todesirewholly_171.htm.

Artigo “The Glory of Who We Really Are” [“A glória de quem nós realmente somos”], do professor Greg Mackie. Site: https://circleofa.org/library/the-glory-of-who-we-really-are/?inf_contact_key=2c1c99e05ff3c25330a7916d84d19420680f8914173f9191b1c0223e68310bb1.

Artigo “The difference between horizontal and vertical perception”, Paul West (16/09/2019). Site https://www.voiceforgod.net/blogs/acim-blog/the-difference-between-horizontal-and-vertical-perception.

Artigo “The Holy Relationship: The Source of Your Salvation [“O Relacionamento Santo: A Fonte de Sua Salvação”], Greg Mackie. Site Circle of Atonement, https://circleofa.org/library/holy-relationship-source-of salvation/?inf_contact_key=791ef4a4c578a34f45d28b436fec486d680f8914173f9191b1c0223e68310bb1.

Artigo “On Becoming the Touches of Sweet Harmony – The Holy Relationship as Metaphor – Part 1 and Part 2” [“Sobre se Tornar os Realces da Amena Harmonia – O Relacionamento Santo como Metáfora – Parte 1 e Parte 2”], 1º de junho de 2018, Volume 22 Nº 2 – Junho 2011, Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D. Site https://facim.org/becoming-touches-sweet-harmony-holy-relationship-metaphor/.

Livro “Your Immortal Reality: How to Break the Cycle of Birth and Death” (tradução livre: “A Sua Realidade Imortal: Como Quebrar o Ciclo de Nascimento e Morte), de autoria de Gary R. Renard.

Fonte de consulta para a tradução dos Dez Mandamentos em português: https://biblia.com.br/perguntas-biblicas/quais-sao-os-10-mandamentos-e-onde-os-encontramos-na-biblia-cl/.

Artigo “Summary of the Thought System of “A Course in Miracles” [Resumo do Sistema de Pensamento de “Um Curso em Milagres”]. Links https://facim.org/summary-of-the-thought-system-of-a-course-in-miracles-part-1/; https://facim.org/summary-of-the-thought-system-of-a-course-in-miracles-part-2/.

Artigo “Miracles boomeritis” [Boomerite dos Milagres], Robert Perry, https://circleofa.org/library/miracles-boomeritis/.

Livro “Boomerite: Um romance que tornará você livre” [na versão em português; “Boomeritis: A Novel That Will Set You Free”, na versão original em inglês].

Artigo “A brief summary of “The obstacles to peace” [“Um breve resumo de “Os obstáculos à paz”], Robert Perry, site Circle of Atonement, link https://circleofa.org/library/brief-summary-obstacles-to-peace/.

Artigo “A Course in Miracles and ‘The Secret’” [“Um Curso em Milagres e ‘O Segredo’”], Greg Mackie. Site https://circleofa.org/library/a-course-in-miracles-and-the-secret/.

Artigo “How can the Course help us cope with a financial crisis” [“Como o Curso pode nos ajudar a lidar com uma crise financeira?”], Greg Mackie. Site https://circleofa.org/library/course-help-cope-with-financial-crisis/.

Artigo “True Empathy” [“A Verdadeira Empatia”], autor Robert Perry. Site https://circleofa.org/library/true-empathy/.

Artigo: “I NEED BE ANXIOUS OVER NOTHING”, autor Greg Mackie. Site: https://circleofa.org/library/carefree-life/;

Artigo “16-POINT SUMMARY OF THE TEACHING OF A COURSE IN MIRACLES”, autor Robert Perry. Site: https://circleofa.org/library/creation-by-god/

Livro “365 Days Through A Course in Miracles – A Daily Devotional”, de Jeff Nance.

Artigo ‘The Introduction to the Workbook’, de Allen Watson. Site: https://circleofa.org/workbook-companion/the-introduction-to-the-workbook/

Vídeo do Dr. Kenneth Wapnick, abordando a afirmação do livro Texto: “Faça com que esse ano seja diferente, fazendo com que tudo seja o mesmo” ((UCEM-Urtext-T-15.XI.10:11), disponível no YouTube através do link:  https://www.youtube.com/watch?v=KFNCHw_Hb5Q.

Artigo do Professor Robert Perry, denominado “THIS YEAR MAKE DIFFERENT: HOW THE COURSE WOULD HAVE US APPROACH THE NEW YEAR” [Tradução livre “Faça com que esse ano seja diferente: Como o Curso nos quer fazer abordar o Ano Novo”], disponível em inglês através do link: https://circleofa.org/library/a-different-approach-to-the-new-year/.

Livro “The Journey Home” de autoria do Dr. Kenneth Wapnick sobre a seção “The Closing of the Gap” [versão FIP do Curso: “Fechar a brecha”].

Artigo “We have the answer: Jesus’ vision of a better world and how we can achieve it” [tradução livre: ‘Nós temos a resposta: a visão de Jesus de um mundo melhor e como nós somos capazes de alcançá-lo’], escrito pelo professor Greg Mackie, disponível em Inglês no site https://circleofa.org/library/how-the-world-as-a-whole-should-be/. [Esse artigo foi coautorado pelo professor Robert Perry.]

Artigo “Course Fundamentals: The Trinity and Other Metaphysical and Theological Points of Confusion”, do professor Robert Perry. Site: https://circleofa.org/library/trinity-metaphysical-theological-points/.

Artigo “Who Can Despair When Hope Like This Is His?” (tradução livre: “Quem É capaz De Se Desesperar Quando Uma Esperança Como Essa É Dele?’], de autoria do professor Greg Mackie – 2014. Site: https://circleofa.org/library/truly-helpful-response/;

Artigo intitulado “The Social Vision Of A Course In Miracles” [tradução livre: “A Visão Social De Um Curso Em Milagres”], de autoria do professor Robert Perry, Circle of Atonement, site: https://circleofa.org/library/the-social-vision-of-a-course-in-miracles/;

Livro: “A Manual For Holy Relationship [Um Manual Para Relacionamento Santo] • The End of Death [O Fim da Morte], Volume Dois. The deeper teachings of A Course in Miracles [Os ensinamentos mais profundos de Um Curso em Milagres]”. Autora: Nouk Sanchez;

Artigo “Reality in ACIM is not non-dualistic, it is holographic” [A realidade em UCEM não é não-dualista, é holográfica]. Autor Paul West. Site: Reality in ACIM is not non-dualistic, it is holographic;

Artigo “What Is Forgiveness?” [“O Que É Perdão?”]. Site: Forgiveness – A Course In Miracles: Meditations for Students;

Um milagre é uma correção. Ele não cria e realmente não muda nada. Apenas olha para a devastação e lembra à mente que o que ela vê é falso. Desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem superar a função do perdão. Assim, permanece nos limites do tempo.” (LE.II.13)
“O Amor é o caminho que sigo com gratidão.” (LE.215.1.[195])
Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso está a paz de Deus.
(T.In.2:2-4
)
Autor

Graduação: Engenharia Operacional Química. Graduação: Engenharia de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing - PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras - FGV/SP. Blog Projeto OREM® - Oficina de Reprogramação Emocional e Mental - O Blog aborda quatro sistemas de pensamento sobre Espiritualidade Não-Dualista, através de 4 categorias, visando estudos e pesquisas complementares, assim como práticas efetivas sobre o tema: OREM1) Ho’oponopono - Psicofilosofia Huna. OREM2) A Profecia Celestina. OREM3) Um Curso em Milagres. OREM4) A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE) - Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT). Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista como uma proposta inovadora de filosofia de vida para os padrões Ocidentais de pensamentos, comportamentos e tomadas de decisões (pessoais, empresariais, governamentais). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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