Com o objetivo de conhecimento e de entendimento sobre o sistema de pensamento de uma Organização Baseada na Espiritualidade (OBE), nós estamos transcrevendo trechos do artigo “Workplace Spirituality – Making a Diference” [“Espiritualidade no Ambiente de Trabalho – Fazendo uma Diferença”], editado por Yochanan Altman, Judi Neal and Wolfgang Mayrhofer.

A fonte do artigo é o livro “Management, Spirituality and Religion” – Series Editor [“Gestão, Espiritualidade e Religião” – Editor da Série] Yochanan Altman – Volume 1, dos autores acima referenciados.

O Prefácio abaixo explica a razão de ser desse importante artigo para entendimento do passado, presente e futuro do que se tem observado no campo da espiritualidade no ambiente de trabalho.

Artigo:

“Workplace Spirituality – Making a Diference” [“Espiritualidade no Ambiente de Trabalho – Fazendo uma Diferença”]

Editado por:

Yochanan Altman, Judi Neal and Wolfgang Mayrhofer

Fonte:

Livro “Management, Spirituality and Religion” – Series Editor [“Gestão, Espiritualidade e Religião” – Editor da Série] Yochanan Altman – Volume 1

DE GRUYTER (www.degruyter.com)

Instituto Fetzer (Home – The Fetzer Institute)

Essa obra está licenciada sob a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0. Para mais detalhes, acesse http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0.

Prefácio

Esse livro é extremamente relevante e oportuno. A e a espiritualidade têm sido um aspecto fundamental da experiência humana ao longo dos tempos. No entanto, a forma como são experienciadas e expressas continua a mudar com o passar do tempo. Por exemplo, no contexto dos Estados Unidos (EUA), uma pesquisa recente da Gallup mostra que a participação de Americanos em locais de culto (por exemplo, sinagogas, igrejas ou mesquitas) caiu para 47% – o nível mais baixo nos 80 anos de história da pesquisa e uma queda em relação aos 70% registrados em 1999 (Jones, 2021). Isso representa um declínio constante desde o início do século XXI. Essa tendência é impulsionada por dois fatores: um número maior de adultos que não se identificam com nenhuma religião e um declínio na frequência a igrejas entre aqueles que se identificam com alguma religião. Por trás dessas tendências, existem diferenças populacionais ou geracionais, com as gerações mais jovens expressando menos afiliação religiosa (7% dos tradicionalistas – adultos Americanos nascidos antes de 1946; 13% dos baby boomers (1946-1964); 20% da geração X (1965-1980) e 31% dos millenials (geração Y) (1981-1996)).

Simultaneamente, o Instituto Fetzer apoiou um estudo sobre a espiritualidade Americana que buscou entender melhor o significado da espiritualidade para os Americanos e como ela influencia as suas vidas sociais e ações cívicas (Instituto Fetzer, 2020). O estudo incluiu participantes de diversas afiliações religiosas ou identidades espirituais, incluindo aqueles sem nenhuma. Constatou-se que “a espiritualidade é um fenômeno complexo, diverso e cheio de nuances que pessoas de todas as autoidentificações espirituais e religiosas experienciam” (Instituto Fetzer, 2020). Mais especificamente, 86% das pessoas se consideram espirituais e 68% acreditam que a sua espiritualidade guia as suas ações no mundo. Esses números incluem pessoas que se identificam com alguma tradição religiosa e aquelas que não se identificam.

…“a espiritualidade é um fenômeno complexo, diverso e cheio de nuances que pessoas de todas as autoidentificações espirituais e religiosas experienciam” (Instituto Fetzer, 2020)

O que nós podemos concluir desses dois relatórios aparentemente contraditórios? Eu apresento esses dados como base para a importância e a relevância da espiritualidade no ambiente de trabalho. Para muitos, a espiritualidade no ambiente de trabalho é inadequada. Contudo, como demonstram esses estudos, muitas pessoas reconhecem a importância da espiritualidade em suas vidas, mesmo que a sua conexão com as estruturas e os espaços para expressá-la esteja se transformando. Ao mesmo tempo, muitas organizações e locais de trabalho estão convidando as pessoas a trazerem o “eu [ser, self] integral” delas, incluindo a espiritualidade delas, para o trabalho, visando maior bem-estar, engajamento, criatividade e eficácia (Kegan & Lahey, 2016; Neal, 2013). De fato, para aqueles que não possuem uma religião específica e para aqueles cuja fé e espiritualidade são centrais em suas vidas, o local de trabalho – onde muitos adultos passam a maior parte do tempo fora de casa – pode ser um espaço importante para a expressão e a realização de seus valores. Além disso, as organizações são frequentemente os mecanismos estruturais pelos quais as sociedades se organizam e alcançam os seus objetivos sociais, econômicos e técnicos mais importantes e complexos. Elas são tanto impulsionadoras quanto representações da vida e dos valores da sociedade. Diante disso, elas permanecem um foco crucial e um potencial impulsionador do crescimento e desenvolvimento pessoal e do florescimento humano.

muitas pessoas reconhecem a importância da espiritualidade em suas vidas, mesmo que a sua conexão com as estruturas e os espaços para expressá-la esteja se transformando.

Reconhecendo tudo isso, no Instituto Fetzer (o Instituto), nós nos esforçamos para viver a nossa missão e os nossos valores criando uma comunidade de ambiente de trabalho espiritualmente fundamentada, que nós chamamos de Community of Freedom (COF) [Comunidade da Liberdade]. A nossa COF é o alicerce espiritual do nosso trabalho para transformar a nós mesmos e a sociedade de maneira autêntica e eficaz.

muitas organizações e locais de trabalho estão convidando as pessoas a trazerem o “eu [ser, self] integral” delas, incluindo a espiritualidade delas, para o trabalho, visando maior bem-estar, engajamento, criatividade e eficácia (Kegan & Lahey, 2016; Neal, 2013).

As maneiras de ser e as práticas individuais e comunitárias expressas por meio da COF – e enraizadas em nossos valores organizacionais essenciais de amor, confiança, autenticidade e inclusão – apoiam o Instituto no cultivo da cultura necessária para concretizar a nossa missão de ajudar a construir a base espiritual para um mundo amoroso. Uma das estruturas que nós utilizamos para nos mantermos firmes em nossa missão e visão são os nossos community of freedom gatherings (COFG) [encontros da comunidade da liberdade]. Os COFGs consistem em encontros semanais de três horas com todos os funcionários – desde os nossos jardineiros e equipe de programas até a nossa equipe e líderes de finanças e tecnologia da informação. Durante os COFGs, nós convidamos facilitadores externos e professores espirituais para nos ajudar a nos envolvermos em exploração espiritual individual e comunitária e na construção da comunidade. Nós também oferecemos sessões ministradas por funcionários e fornecemos espaço e recursos para que os funcionários busquem os seus caminhos pessoais. Exemplos de sessões incluem conjuntos de práticas contemplativas, a ciência do bem-estar, a capacidade de diálogo e o convívio com o luto coletivo. As sessões geralmente incluem componentes didáticos e experienciais, além de oportunidades para discussões em pequenos e grandes grupos, que permitem aos funcionários compartilhar experiências profundas uns com os outros.

para aqueles que não possuem uma religião específica e para aqueles cuja fé e espiritualidade são centrais em suas vidas, o local de trabalho – onde muitos adultos passam a maior parte do tempo fora de casa – pode ser um espaço importante para a expressão e a realização de seus valores.

Em 2016, o Instituto encomendou um estudo de caso independente para aprender mais sobre os primeiros pontos positivos, desafios e impactos do COFG. Algumas das principais conclusões foram que os funcionários sentiram um aumento na confiança, no moral, na conexão e na capacidade de lidar com dificuldades relacionais a partir do trabalho. O estudo de caso também abordou questões e preocupações dos funcionários sobre o propósito dos COFGs em relação ao nosso trabalho externo, o uso de linguagem inclusiva e a abordagem do COFG e as suas ofertas e como os encontros se traduzem em políticas e práticas organizacionais mais amplas. Algumas dessas questões têm sido respondidas à medida que nós temos aprofundado o nosso trabalho como uma comunidade e outras nós continuamos a investigar e a desenvolver.

O Instituto não só se dedica a cultivar um ambiente de trabalho espiritualmente fundamentado, como também busca aprender com outros que compartilham da mesma visão sobre como cultivar culturas organizacionais que apoiem o desenvolvimento e o florescimento humano; e que permitam às organizações operar a partir de sua visão e valores mais profundos, rumo a um mundo mais amoroso. É esse compromisso que motiva o nosso apoio ao trabalho realizado pela International Association of Management, Spirituality and Religion (IAMSR) [Associação Internacional de Gestão, Espiritualidade e Religião], incluindo esse volume. Aqueles que buscam criar ambientes de trabalho que sejam espaços robustos para o florescimento humano e o mundo que nós desejamos habitar precisam de apoio e companheiros de jornada. Muitos de nós estamos lidando com questionamentos semelhantes sobre os prós e os contras de trazer a espiritualidade para o ambiente de trabalho.

Há muito que nós temos aprendido nos últimos vinte anos de experimentação nessa área e muito mais a aprender. Esse volume oferece algumas das melhores ideias e práticas de líderes de pensamento na área. Que ele sirva de inspiração e alimente a nossa imaginação e esforços coletivos em relação ao que é possível.

Shakiyla Smith, Vice-Presidente de Cultura Organizacional – Instituto Fetzer – 10 de novembro de 2021.

Referências

Fetzer Institute. (September 2020). Study of Spirituality in the United States. Report retrieved from https://spiritualitystudy.fetzer.org/sites/default/files/2020-09/What-Does-Spirituality-Mean To-Us_%20A-Study-of-Spirituality-in-the-United-States.pdf  

Jones, J.M. (2021). U.S. Church Membership Falls Below Majority for First Time. Gallup. Retrieved from https://news.gallup.com/poll/341963/church-membership-falls-below-majority-first time.aspx

Kegan. R., Lahey, L. L.(2016). An everyone culture: Becoming a deliberately developmental organization. Harvard Business Review Press.

Neal. J. (2013). Creating enlightened organizations: Four gateways to spirit at work. Palgrave Macmillan.

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—–Continuação da Parte VI—–

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7 Comportamento Organizacional e Espiritualidade no Ambiente de Trabalho

Autores: Richard Oxarart, Jeffery D. Houghton, Christopher P. Neck

O comportamento organizacional (organizational behavior (OB)) tem sido definido como um campo de pesquisa sobre o comportamento humano focado no entendimento, explicação e melhoria de atitudes em contextos organizacionais e ambiente de trabalho (Neck et al., 2020). O OB é interdisciplinar em seu foco (por exemplo, psicologia, sociologia, etc.) e multinível (ou seja, individual, grupal e organizacional). Curiosamente, os estudiosos de OB frequentemente examinam a interface entre esses vários níveis, baseando-se em teorias criadas tanto por estudiosos de OB quanto por estudiosos de disciplinas subjacentes. Por exemplo, não é incomum que estudiosos de OB estudem as percepções individuais do ambiente organizacional no ambiente de trabalho, facilitando a pesquisa sobre uma ampla gama de questões e resultados organizacionais.

O comportamento organizacional (organizational behavior (OB)) tem sido definido como um campo de pesquisa sobre o comportamento humano focado no entendimento, explicação e melhoria de atitudes em contextos organizacionais e ambiente de trabalho (Neck et al., 2020). O OB é interdisciplinar em seu foco (por exemplo, psicologia, sociologia, etc.) e multinível (ou seja, individual, grupal e organizacional).

A espiritualidade no ambiente de trabalho, tanto em nível micro quanto macro, deve ser de grande interesse para os estudiosos de OB devido ao seu potencial para servir como uma estrutura eficaz para entender e moldar atitudes e comportamentos no ambiente de trabalho de maneira positiva. Embora haja um crescente interesse pela espiritualidade no ambiente de trabalho entre os estudiosos de OB (Geigle, 2012; Gotsis & Kortezi, 2008; Houghton et al., 2016; Krishnakumar & Neck, 2002), grande parte do trabalho realizado até o momento tem sido de natureza conceitual e, portanto, carece de suporte empírico. Essa relativa falta de evidências empíricas oferece aos pesquisadores de OB uma excelente oportunidade para explorar as relações entre a espiritualidade no ambiente de trabalho e uma série de resultados de OB. De fato, dado o seu interesse em examinar as percepções individuais dentro de contextos organizacionais, os estudiosos de OB estão especialmente bem posicionados para estudar a espiritualidade nas organizações e ajudar a preencher essa lacuna na literatura.

A espiritualidade no ambiente de trabalho, tanto em nível micro quanto macro, deve ser de grande interesse para os estudiosos de OB devido ao seu potencial para servir como uma estrutura eficaz para entender e moldar atitudes e comportamentos no ambiente de trabalho de maneira positiva.

Esse capítulo examina a espiritualidade no ambiente de trabalho conforme tem sido estudada por pesquisadores de OB. Portanto, esse capítulo concentra-se particularmente nos resultados frequentemente estudados na literatura de OB. Nós começamos resumindo algumas das descobertas mais importantes nessa área sobre como a espiritualidade funciona no ambiente de trabalho e como se relaciona com diversos resultados. Essa primeira parte do capítulo foca em áreas de OB onde já foi realizada uma quantidade substancial de pesquisas, seguida por uma seção que descreve áreas menos exploradas, mas que podem oferecer caminhos interessantes para pesquisas futuras. Após revisar uma amostra de estudos de cada uma dessas áreas, nós discutimos alguns dos métodos utilizados para estudar a espiritualidade no ambiente de trabalho em OB. Por fim, o capítulo analisa algumas das lacunas na literatura existente antes de sugerir possíveis direções futuras para pesquisadores de OB interessados ​​em entender como a espiritualidade é capaz de afetar os funcionários tanto no nível individual quanto no organizacional.

OB (Comportamento Organizacional) e Espiritualidade no Ambiente de Trabalho: Principais Resultados da Pesquisa

Comportamentos de Cidadania Organizacional e Comportamentos Contraproducentes no Trabalho

Os organizational citizenship behaviors (OCBs) [comportamentos de cidadania organizacional] e os counterproductive work behaviors (CWBs) [comportamentos contraproducentes no trabalho] são de grande interesse para os estudiosos da gestão devido à sua capacidade de prever diversos resultados em múltiplos níveis no ambiente de trabalho. Não surpreendentemente, a espiritualidade no ambiente de trabalho tem sido examinada tanto conceitualmente quanto empiricamente, em um esforço para aumentar o nosso entendimento desses importantes construtos de OB. Os OCBs, que são comportamentos extra-papel que vão além das funções básicas do trabalho (Organ, 1988), demonstraram ter uma relação positiva significativa com a espiritualidade no ambiente de trabalho (Ahmadi et al., 2014; Pawar, 2009). Por exemplo, Belwalkar, Vohra e Pandey (2018), utilizando uma amostra de 613 funcionários bancários, descobriram que a espiritualidade no ambiente de trabalho estava significativa e positivamente relacionada aos OCBs, mediada pela satisfação no trabalho. De forma semelhante, um estudo com 305 enfermeiros registrados relacionou a espiritualidade no ambiente de trabalho tanto aos OCBs quanto ao comprometimento organizacional afetivo (Kazemipour et al., 2012). Além disso, Nasurdin, Nejati e Mai (2013) demonstraram empiricamente um relacionamento positivo entre a espiritualidade no ambiente de trabalho e OCBs em uma amostra de funcionários acadêmicos, enquanto Nur e Organ (2006) encontraram maiores níveis de OCBs em empresas que utilizam a Gestão por Virtudes, que pode ser comparada à espiritualidade no ambiente de trabalho. Alguns pesquisadores chegaram a sugerir um relacionamento bidirecional, na qual OCBs poderiam servir tanto como antecedente quanto como consequência da espiritualidade no ambiente de trabalho (Pawar, 2009).

Os OCBs, que são comportamentos extra-papel que vão além das funções básicas do trabalho (Organ, 1988), demonstraram ter uma relação positiva significativa com a espiritualidade no ambiente de trabalho (Ahmadi et al., 2014; Pawar, 2009).

Outros pesquisadores têm examinado a possibilidade de a espiritualidade no ambiente de trabalho influenciar comportamentos contraproducentes no trabalho (CWBs; Gruys & Sackett, 2003). Por exemplo, Ahmad e Omar (2014) argumentaram que a satisfação no trabalho está positivamente relacionada à espiritualidade no ambiente de trabalho e negativamente relacionada a comportamentos desviantes no trabalho (ou CWBs). Posteriormente, utilizando uma amostra de 641 funcionários do setor de hotelaria, Haldorai, Kim, Chang e Li (2020) descobriram que a espiritualidade no ambiente de trabalho mediou a relação entre o clima de justiça organizacional e CWBs. As descobertas até o momento sugerem que a espiritualidade no ambiente de trabalho pode ser uma variável importante para o nosso entendimento tanto dos comportamentos positivos quanto dos negativos dos funcionários.

Alguns pesquisadores chegaram a sugerir um relacionamento bidirecional, na qual OCBs poderiam servir tanto como antecedente quanto como consequência da espiritualidade no ambiente de trabalho (Pawar, 2009).

a espiritualidade no ambiente de trabalho pode ser uma variável importante para o nosso entendimento tanto dos comportamentos positivos quanto dos negativos dos funcionários.

Satisfação no Trabalho

A satisfação no trabalho é um dos relacionamentos mais estudados na interseção entre espiritualidade no ambiente de trabalho e comportamento organizacional. A satisfação no trabalho, que pode ser descrita como uma reação afetiva ou emocional ao próprio trabalho (por exemplo, Weiss, 2002), tem sido empiricamente relacionada à espiritualidade no ambiente de trabalho em muitos estudos. Por exemplo, Gupta, Kumar e Singh (2014) encontraram uma correlação significativa e positiva entre espiritualidade no ambiente de trabalho e satisfação no trabalho, utilizando uma amostra de 100 funcionários da área de seguros. Além disso, Noor e Arif (2011), por meio da análise de dados qualitativos coletados de médicos no Paquistão, concluíram que a espiritualidade organizacional e pessoal estava fortemente relacionada à satisfação do indivíduo com o seu trabalho.

A satisfação no trabalho, que pode ser descrita como uma reação afetiva ou emocional ao próprio trabalho (por exemplo, Weiss, 2002), tem sido empiricamente relacionada à espiritualidade no ambiente de trabalho em muitos estudos.

Van Der Walt e De Klerk (2014) afirmaram que a dimensão espiritual do entendimento dos comportamentos no trabalho tem sido pouco estudada e conseguiram demonstrar empiricamente, utilizando uma grande amostra de 600 trabalhadores administrativos, que a espiritualidade no ambiente de trabalho está positivamente relacionada à satisfação no trabalho. Esse relacionamento positivo entre espiritualidade no ambiente de trabalho foi constatado utilizando uma variedade de amostras em diversos contextos, o que nos dá alguma confiança de que esse relacionamento se mantém no ambiente de trabalho (por exemplo, Altaf & Awan, 2011; Belwalkar et al., 2018; Fanggidae, 2017; Garg, 2017; Hassan et al., 2016).

a espiritualidade no ambiente de trabalho está positivamente relacionada à satisfação no trabalho.

Compromisso Organizacional

Outro resultado importante de interesse para os estudiosos de OB é o compromisso organizacional, que pode ser definido como a medida em que uma pessoa se identifica com a sua organização (por exemplo, Meyer & Alien, 1991; Porter & Steers, 1977). Aqui também, a espiritualidade no ambiente de trabalho demonstrou ter um impacto positivo no compromisso organizacional do funcionário. Vandenberghe (2011) propôs um modelo de liderança espiritual no qual o compromisso organizacional medeia o relacionamento entre um estilo de liderança espiritual e uma variedade de resultados positivos no trabalho, incluindo OCBs, rotatividade e desempenho. O modelo sugere ainda que o clima para a espiritualidade e a espiritualidade pessoal moderariam esses relacionamentos. Pesquisadores também exploraram empiricamente esse relacionamento. Em um exemplo, Fanggidae (2017), usando modelagem de equações estruturais, conseguiu demonstrar uma ligação positiva entre a espiritualidade no ambiente de trabalho e o compromisso organizacional. Da mesma forma, Rego e colegas (2007), utilizando duas amostras (uma do Brasil e outra de Portugal), descobriram que a espiritualidade no ambiente de trabalho estava positivamente relacionada ao compromisso organizacional. Em um estudo posterior (Rego & Pina e Cunha, 2008), esses pesquisadores relataram que a espiritualidade no ambiente de trabalho teve um efeito positivo sobre o comprometimento afetivo, normativo e de continuidade, utilizando análises de cluster.

…o compromisso organizacional pode ser definido como a medida em que uma pessoa se identifica com a sua organização (por exemplo, Meyer & Alien, 1991; Porter & Steers, 1977).

a espiritualidade no ambiente de trabalho demonstrou ter um impacto positivo no compromisso organizacional do funcionário.

Além dessas descobertas que corroboram um relacionamento direto entre espiritualidade no ambiente de trabalho e comprometimento organizacional, o comprometimento é frequentemente considerado um mediador entre a espiritualidade no ambiente de trabalho e outros importantes resultados de comportamento organizacional. Kazemipour et al. (2012), por exemplo, descobriram que o comprometimento organizacional afetivo medeia a relação entre a espiritualidade no ambiente de trabalho e OCBs. Seja utilizada como variável de resultado de interesse ou como mediadora, um crescente corpo de evidências sugere que a espiritualidade no ambiente de trabalho pode ter um efeito positivo sobre o comprometimento organizacional.

Criatividade e Inovação

Na revisão seminal deles da literatura sobre espiritualidade no ambiente de trabalho, Krishnakumar e Neck (2002) explicaram que a espiritualidade é útil, em parte, porque permite que as pessoas pensem além dos limites normais ou físicos do nosso mundo. Esse tipo de consciência no nível da percepção [consciousness] expandida pode ser importante para fomentar o pensamento criativo e a resolução de problemas no ambiente de trabalho. A criatividade tem sido definida em termos da geração de ideias novas e úteis, enquanto a inovação, em contraste, pode ser descrita como um processo voltado para o desenvolvimento, expansão, modificação e aplicação de ideias criativas (por exemplo, DiLiello & Houghton, 2006).

Krishnakumar e Neck (2002) explicaram que a espiritualidade é útil, em parte, porque permite que as pessoas pensem além dos limites normais ou físicos do nosso mundo. Esse tipo de consciência no nível da percepção [consciousness] expandida pode ser importante para fomentar o pensamento criativo e a resolução de problemas no ambiente de trabalho.

Alguns pesquisadores começaram a explorar empiricamente o possível relacionamento entre espiritualidade no ambiente de trabalho e criatividade e inovação. Por exemplo, Zsolnai e Illes (2017) examinaram algumas empresas com inspiração espiritual em operação (por exemplo, Organic India, The Economy of Communion e Triodos Bank) e concluíram que essas empresas prosperam devido à criatividade de seus fundadores e por causa de sua visão e missões com foco espiritual. De maneira semelhante, Ranasinghe e Samarasinghe (2019) propuseram um modelo no qual a espiritualidade no ambiente de trabalho aumenta os comportamentos inovadores no trabalho, mediados pela motivação intrínseca. Da mesma forma, Fawcett e colegas (2008) postulam que a criatividade no ambiente de trabalho deriva de vários elementos da cultura organizacional, alguns dos quais incluem elementos do domínio espiritual, como o senso de pertencimento e afirmação. Contudo, grande parte da pesquisa que explora o relacionamento entre espiritualidade e criatividade e inovação é de natureza conceitual, tornando essa área fértil para pesquisas futuras.

A criatividade tem sido definida em termos da geração de ideias novas e úteis, enquanto a inovação, em contraste, pode ser descrita como um processo voltado para o desenvolvimento, expansão, modificação e aplicação de ideias criativas (por exemplo, DiLiello & Houghton, 2006).

Engajamento dos Funcionários

O engajamento dos funcionários, que envolve estados de espírito positivos e gratificantes relacionados ao trabalho, demonstrados pelo vigor, dedicação e absorção do funcionário (por exemplo, Schaufeli et al., 2002), é outro resultado fundamental de interesse para os estudiosos de OB. Constatou-se que o engajamento é aumentado por uma variedade de variáveis ​​disposicionais e situacionais, mas como a espiritualidade no ambiente de trabalho afeta o engajamento dos funcionários? Em uma tentativa notável de responder a essa pergunta, Saks (2011) propôs uma estrutura que modela a espiritualidade em relação a importantes resultados psicológicos, como encontrar significado em trabalho, significado no trabalho, segurança psicológica e disponibilidade. Saks (2011) afirma que esses resultados psicológicos aumentam o engajamento dos funcionários tanto em suas tarefas quanto em seu ambiente de trabalho. Por exemplo, se os funcionários sentem segurança psicológica que lhes permite se expressar livremente no ambiente de trabalho, é mais provável que estejam totalmente engajados nele.

O engajamento dos funcionários, que envolve estados de espírito positivos e gratificantes relacionados ao trabalho, demonstrados pelo vigor, dedicação e absorção do funcionário (por exemplo, Schaufeli et al., 2002), é outro resultado fundamental de interesse para os estudiosos de OB.

Mais recentemente, Milliman, Gatling e Kim (2018) propuseram-se a examinar o efeito direto da espiritualidade no ambiente de trabalho sobre o engajamento no trabalho. Esses pesquisadores argumentaram que a espiritualidade no ambiente de trabalho resultaria em níveis mais elevados de motivação intrínseca, aumentando, assim, o engajamento. A pesquisa empírica deles, baseada nessa afirmação, incluiu 292 funcionários do setor de hotelaria. Os resultados corroboraram o efeito direto da espiritualidade no ambiente de trabalho sobre o engajamento no trabalho e sugeriram ainda que esse engajamento se traduz em maior eficácia no atendimento ao cliente. De forma semelhante, Petchsawang e McLean (2017) examinaram o relacionamento entre meditação mindfulness [atenção plena] e engajamento no trabalho, com espiritualidade atuando como mediadora entre esses dois construtos potencialmente importantes no trabalho. Eles relataram que a espiritualidade no ambiente de trabalho mediou completamente o relacionamento entre meditação e engajamento no trabalho em sua amostra. Esses estudos empíricos conferem certa confiança à suposição de que a espiritualidade no ambiente de trabalho é uma ferramenta útil para aumentar o engajamento dos funcionários.

…estudos empíricos conferem certa confiança à suposição de que a espiritualidade no ambiente de trabalho é uma ferramenta útil para aumentar o engajamento dos funcionários.

Desempenho no Trabalho

Embora o desempenho organizacional geral seja frequentemente considerado um resultado bastante distante em relação aos processos individuais estudados em OB, ele ainda é considerado um dos mais importantes para se entender, especialmente em termos do valor prático do OB. Alguns pesquisadores tentaram estabelecer ligações mais diretas entre a espiritualidade no ambiente de trabalho e o desempenho no trabalho, tanto em nível individual quanto em nível de unidade de trabalho. Por exemplo, Petchsawang e Duchon (2012) examinaram a espiritualidade, a meditação e o desempenho no trabalho em dois estudos diferentes. No primeiro estudo, eles encontraram um relacionamento entre meditação e pontuações de espiritualidade, corroborando a ideia de que a prática da meditação pode levar a níveis mais elevados de espiritualidade no ambiente de trabalho. No segundo estudo deles, eles mostraram um relacionamento positivo entre espiritualidade e desempenho no trabalho, parcialmente mediada pela meditação.

Em um esforço para elucidar a natureza do relacionamento entre espiritualidade no ambiente de trabalho e desempenho no trabalho, Tischler, Biberman e McKeage (2002) propuseram uma série de possíveis modelos explicativos. Notavelmente, esses pesquisadores propuseram uma conexão entre inteligência emocional e espiritualidade no ambiente de trabalho, postulando que ambas podem interagir para explicar diversos ganhos ou perdas no desempenho profissional de um indivíduo.

…pesquisadores propuseram uma conexão entre inteligência emocional e espiritualidade no ambiente de trabalho, postulando que ambas podem interagir para explicar diversos ganhos ou perdas no desempenho profissional de um indivíduo.

Outro estudo interessante foi realizado por Duchon e Plowman (2005), que examinaram o nível de espiritualidade em diversas unidades de trabalho de alto e baixo desempenho dentro de uma organização. As descobertas deles refletiram níveis mais altos de espiritualidade nas unidades de melhor desempenho. Em conjunto, esses estudos reforçam a confiança na afirmação de que a espiritualidade no ambiente de trabalho afeta positivamente o desempenho profissional.

OB e Espiritualidade no Ambiente de Trabalho: Áreas Adicionais de Pesquisa

Os construtos e resultados de OB acima mencionados têm atraído considerável atenção de pesquisadores interessados ​​em entender a espiritualidade no ambiente de trabalho, mas ainda há muito a aprender e fazer. Alguns construtos adicionais de interesse foram estudados por um número relativamente menor de pesquisadores de OB até o momento. Essas áreas, portanto, são propícias para estudiosos que desejam expandir a pesquisa sobre espiritualidade no ambiente de trabalho em contextos de OB [Comportamento Organizacional].

Bem-estar do Funcionário

O bem-estar do funcionário tem sido estudado em OB devido aos seus efeitos tanto na vida profissional quanto na pessoal (por exemplo, Baptiste, 2008). Notavelmente, Pawar (2016) examinou o bem-estar do funcionário em termos de aspectos emocionais, psicológicos, sociais e espirituais da vida. Esse pesquisador conseguiu demonstrar empiricamente que cada um desses quatro tipos de bem-estar do funcionário foi positivamente afetado pela espiritualidade no ambiente de trabalho. Da mesma forma, Walia (2018) examinou quatro dimensões da espiritualidade no ambiente de trabalho, incluindo paixão, atenção plena, trabalho significativo e transcendência e descobriu que cada uma delas era preditiva do bem-estar do funcionário. Curiosamente, Garg (2017) descobriu que a espiritualidade no ambiente de trabalho era uma condição necessária para uma variedade de resultados positivos no ambiente de trabalho, incluindo satisfação no trabalho, comprometimento do funcionário e satisfação com o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Esses estudos corroboram a ideia de que a espiritualidade no ambiente de trabalho é útil para aumentar o bem-estar do funcionário.

Pawar (2016) examinou o bem-estar do funcionário em termos de aspectos emocionais, psicológicos, sociais e espirituais da vida e ele conseguiu demonstrar empiricamente que cada um desses quatro tipos de bem-estar do funcionário foi positivamente afetado pela espiritualidade no ambiente de trabalho.

Confiança e Honestidade

A confiança, que pode ser definida como a dependência da honestidade e confiabilidade de outra pessoa, tem uma longa história na literatura de OB (por exemplo, Colquitt et al., 2007). No domínio da espiritualidade no ambiente de trabalho, Jurkiewicz e Giacalone (2004) citaram a confiança como um dos fatores mais importantes em sua estrutura sobre valores e espiritualidade no ambiente de trabalho. Da mesma forma, Daniel (2010) utilizou tanto a honestidade quanto a confiança em sua conceituação de espiritualidade no ambiente de trabalho. Ainda assim, poucos estudos examinaram empiricamente o relacionamento proposto entre esses construtos. Em uma exceção notável, a confiança foi examinada como mediadora entre a espiritualidade no ambiente de trabalho e a satisfação no trabalho

Hassan et al. (2016) descobriram que a confiança funcionava como um mecanismo para explicar o impacto da espiritualidade no ambiente de trabalho sobre a satisfação no trabalho, com relações positivas relatadas entre cada uma dessas variáveis ​​em seu estudo.

Estresse, Sobrecarga de Trabalho e Agressão

O estresse e a sobrecarga de trabalho têm sido amplamente estudados na literatura no OB (por exemplo, Ganster & Schaubroeck, 1991), mas um tópico que permaneceu praticamente inexplorado é como a espiritualidade pode afetar o estresse ou os níveis percebidos de estresse e sobrecarga de trabalho. Um estudo de Daniel (2015) constatou, em duas amostras, uma nos Estados Unidos e outra no México, que o trabalho significativo e a espiritualidade apresentaram uma relação negativa com o estresse percebido no ambiente de trabalho. Kim e Seidlitz (2002) descobriram que a espiritualidade teve um efeito positivo no ajuste emocional e físico ao estresse diário. Além disso, Altaf e Awan (2011) examinaram a sobrecarga de trabalho e os seus efeitos na satisfação no trabalho e descobriram que a espiritualidade no ambiente de trabalho foi capaz de moderar significativamente o efeito negativo da sobrecarga de trabalho na satisfação no trabalho. Curiosamente, Sprung, Sliter e Jex (2012) descobriram que a agressão pode servir como um poderoso moderador para alguns dos resultados positivos da espiritualidade. Esses pesquisadores descobriram, em uma amostra de 854 participantes, que altos níveis de espiritualidade nos trabalhadores os tornavam mais vulneráveis ​​a consequências negativas na presença de agressão no ambiente de trabalho. Ainda assim, é necessário aprofundar o nosso entendimento de como a espiritualidade se relaciona precisamente com o estresse e a sobrecarga de trabalho na força de trabalho e qual o papel que a agressão pode desempenhar nesse contexto.

Altaf e Awan (2011) examinaram a sobrecarga de trabalho e os seus efeitos na satisfação no trabalho e descobriram que a espiritualidade no ambiente de trabalho foi capaz de moderar significativamente o efeito negativo da sobrecarga de trabalho na satisfação no trabalho.

Trabalho Emocional

O trabalho emocional ocorre quando os funcionários são solicitados a demonstrar certas emoções, independentemente de seus verdadeiros sentimentos subjacentes no momento (por exemplo, Brotheridge & Grandey, 2002). Pesquisadores têm sugerido que a espiritualidade no ambiente de trabalho pode servir como um amortecedor para os potenciais efeitos negativos do trabalho emocional no ambiente de trabalho (Zou & Dahling, 2017). Por exemplo, Byrne, Morton e Dahling (2011) propuseram diversas questões de pesquisa focadas no possível papel da espiritualidade e das crenças religiosas na formação das expressões emocionais dos funcionários e na atenuação dos potenciais efeitos negativos do trabalho emocional. Da mesma forma, Lee, Lovelace e Manz (2014) desenvolveram um modelo integrativo de espiritualidade no ambiente de trabalho em organizações de serviços, que sugeriu que valores-chave, incluindo respeito, integridade e ética, atenuariam os efeitos negativos do trabalho emocional, mediados pelo comprometimento organizacional e pela satisfação no trabalho.

Embora estudos empíricos que examinem esses relacionamentos propostos sejam escassos, Zou e seus colegas (Zou, Houghton, et al., 2020) exploraram recentemente um modelo no qual a espiritualidade no ambiente de trabalho influencia a escolha da estratégia de trabalho emocional e, em última análise, o bem-estar subjetivo dos funcionários do setor de serviços. Mais especificamente, os seus resultados mostraram que uma maior espiritualidade no ambiente de trabalho estava relacionada a uma atuação mais profunda (ou seja, mudança na percepção dos comportamentos no trabalho e reavaliação da situação de trabalho para realmente experienciar as emoções necessárias que acompanham as demonstrações emocionais) e a uma atuação menos superficial (ou seja, supressão de sentimentos inadequados por meio da simulação da expressão emocional necessária), aumentando, assim, o bem-estar do funcionário. Curiosamente, o gênero moderou os efeitos da espiritualidade no ambiente de trabalho sobre a escolha da estratégia de trabalho emocional, com relações mais fortes observadas para mulheres do que para homens (Zou, Houghton, et al., 2020).

Liderança

A liderança, que pode ser descrita como um processo de influência para a realização de objetivos, é mais uma importante linha de pesquisa dentro do campo mais amplo de BO (Antonakis & Day, 2017). Embora a liderança e a espiritualidade no ambiente de trabalho sejam examinadas com maior profundidade em outros artigos desse volume, nós apresentamos aqui uma breve visão geral. Enquanto a maioria dos construtos de OB revisados ​​acima foram propostos como resultados da espiritualidade no ambiente de trabalho, a liderança tem sido retratada principalmente como um antecedente fundamental da espiritualidade no trabalho. Notavelmente, Houghton e seus colegas (2016) expandiram o modelo de “liberdade espiritual” de Krishnakumar e Neck (2002) para incluir a liderança como um mecanismo primário para incentivar a espiritualidade no ambiente de trabalho nas organizações. Eles detalham como vários tipos de liderança, incluindo liderança servidora, liderança autêntica e liderança ética, podem levar a um aumento da espiritualidade entre os seguidores (Houghton et al., 2016).

Notavelmente, Houghton e seus colegas (2016) expandiram o modelo de “liberdade espiritual” de Krishnakumar e Neck (2002) para incluir a liderança como um mecanismo primário para incentivar a espiritualidade no ambiente de trabalho nas organizações.

Eles observam ainda que uma abordagem de liderança relativamente nova, chamada liderança espiritual (Fry, 2003), pode ter o maior potencial para moldar a diversidade espiritual no ambiente de trabalho, pois incorpora ativamente vários aspectos da espiritualidade ao processo de liderança (Houghton et al., 2016). A liderança espiritual envolve uma série de qualidades de liderança muito diferentes da maioria dos outros estilos de liderança estudados em gestão e comportamento organizacional (por exemplo, perdão, humildade, incentivo à esperança/fé, empatia) e tem um forte foco em maximizar a motivação intrínseca de seus seguidores. Embora Fry (2003) tenha sugerido que a liderança espiritual aumentaria os resultados de comportamento organizacional, como o comprometimento organizacional, relativamente poucos estudos empíricos foram realizados até o momento. Em uma exceção notável, Zou e seus colegas (2020) descobriram que a espiritualidade no ambiente de trabalho mediou o relacionamento entre liderança espiritual e bem-estar subjetivo, moderada pela orientação de distância de poder, em uma amostra de enfermeiros registrados Chineses.

Zou e seus colegas (2020) descobriram que a espiritualidade no ambiente de trabalho mediou o relacionamento entre liderança espiritual e bem-estar subjetivo, moderada pela orientação de distância de poder, em uma amostra de enfermeiros registrados Chineses.

Abordagens Metodológicas Comuns

Amostras

Ao estudar a espiritualidade no ambiente de trabalho, a maioria dos pesquisadores de OB tem utilizado amostras de estudantes (por exemplo, Milliman et al., 2003) ou de membros e funcionários de organizações (por exemplo, Rego & Pina E Cunha, 2008). Diversas organizações e setores foram examinados empiricamente na pesquisa sobre espiritualidade no ambiente de trabalho em OB, incluindo educação (Hassan et al., 2016), alimentação (Petchsawang & McLean, 2017), hotelaria (Haldorai et al., 2020) e saúde (Zou, Zeng, et al., 2020), entre outros. Além disso, essa pesquisa utilizou amostras internacionais com participantes da China, Tailândia, EUA, Índia e muitos outros países. Ainda assim, há um foco claro nessa literatura em amostras de adultos que trabalham e estão engajados em suas respectivas organizações.

Métodos

Geigle (2012) discute muitas das ferramentas metodológicas utilizadas para examinar empiricamente a espiritualidade no ambiente de trabalho. Embora alguns pesquisadores examinem dados qualitativos nessa área de pesquisa, a maioria parece examinar dados quantitativos. Além disso, métodos de coleta de dados transversais, como pesquisas, parecem ser a forma mais comum de coleta de dados para estudiosos de OB.

Para mensurar a espiritualidade no ambiente de trabalho, a maioria dos pesquisadores de OB utiliza escalas de autorrelato, frequentemente baseadas na medida de Ashmos e Duchon (2000) para esse construto. Essa medida examina quatro dimensões que incluem trabalho significativo, senso de comunidade, alinhamento entre valores individuais e organizacionais e a vida interior (Ashmos & Duchon, 2000). Não era incomum encontrar adaptações dessa escala para uso em um contexto específico de interesse. Por exemplo, Pawar (2016) utilizou apenas os aspectos de trabalho significativo e senso de comunidade em seu estudo sobre espiritualidade no ambiente de trabalho e bem-estar dos funcionários. Alguns também têm utilizado a medida de bem-estar espiritual de Ellison (1983) em suas pesquisas ou a têm usado como ponto de partida para desenvolver as suas próprias medidas de tais construtos. Finalmente, a faith at work scale [escala de fé no trabalho] (FWS: Lynn et al., 2009) tem apresentado crescente desenvolvimento e uso nessa área de pesquisa.

Esses dados têm sido então analisados ​​utilizando correlação, regressão, structural equation modelling (SEM) [modelagem de equações estruturais], necessary condition analysis (NCA; e.g. Garg, 2017) [análise de condições necessárias] e análises de cluster, bem como outros métodos analíticos. Como a confiabilidade e a validade das escalas são importantes e, às vezes, difíceis de avaliar nas ciências sociais, a maioria dos pesquisadores tem utilizado alguma forma de análise fatorial para validar seus instrumentos (ver Pawar, 2016, como exemplo). Ainda assim, a literatura nessa subárea está repleta de estudos correlacionais, quando ferramentas de análise de dados mais avançadas e robustas, tais como a SEM, estão disponíveis.

Direções Futuras

Ao longo desse capítulo, nós temos discutido algumas das oportunidades para que os pesquisadores continuem a desenvolver essa literatura e a expandir o nosso conhecimento sobre espiritualidade no ambiente de trabalho, utilizando resultados e teorias de OB (Comportamento Organizacional). Nós sugerimos que a literatura e a pesquisa relacionadas ao OB sobre espiritualidade no ambiente de trabalho ainda estão em fase pré-paradigmática, mas estão se desenvolvendo rapidamente.

Como nós temos visto em muitos dos estudos exemplificados nesse capítulo, a espiritualidade no ambiente de trabalho e a espiritualidade individual são frequentemente estudadas como antecedentes de outros resultados de OB. Ainda assim, às vezes, ela é usada como mediadora ou moderadora em outros relacionamentos importantes (veja Petchsawang & McLean, 2017, como exemplo). Curiosamente, Pawar (2009) posicionou a espiritualidade no ambiente de trabalho como uma variável de resultado para uma variedade de conceitos de OB, incluindo liderança transformacional, OCBs, apoio organizacional e justiça processual. Isso levanta questões importantes sobre a bidirecionalidade nessa pesquisa.

A espiritualidade no ambiente de trabalho leva a OCBs [comportamentos de cidadania organizacional] ou os OCBs são um sinal da “transcendência dos interesses próprios” dos funcionários (Pawar, 2009, p. 252)?

Embora isso possa parecer complicar o nosso entendimento conceitual desses construtos, isso oferece grandes oportunidades para o desenvolvimento dessa pesquisa. Estudos podem ser realizados para investigar a direção e o fluxo causal desses importantes construtos.

Além disso, Kolodinsky, Giacalone e Jurkiewicz (2008) sugeriram possíveis efeitos de interação entre a espiritualidade pessoal e a organizacional. Embora eles tenham encontrado poucas evidências de tais interações nos resultados estudados em sua pesquisa (ou seja, envolvimento com o trabalho, identificação organizacional, frustração organizacional e satisfação com a recompensa no trabalho), ainda há um grande número de outras consequências para os funcionários que poderiam ser estudadas. É possível que um construto como os OCBs seja afetado de maneira diferente daquela examinada pelos pesquisadores. Além disso, os pesquisadores poderiam testar uma amostra de funcionários adultos ao invés de estudantes, para verificar se o relacionamento proposto se manteria em um contexto diferente com pessoas diferentes.

Sheep (2006) discutiu outra questão importante na literatura sobre espiritualidade no ambiente de trabalho: a “coexistência de múltiplos climas éticos de trabalho, seja dentro de um mesmo grupo ou entre diferentes grupos de partes interessadas” (Sheep, 2006, p. 358). Esse autor explica que existe uma desconexão entre os objetivos do estudo da espiritualidade no ambiente de trabalho. Um objetivo é simplesmente instrumental em seu valor (por exemplo, promover a espiritualidade no ambiente de trabalho leva a um aumento do desempenho), enquanto outro possui um valor mais individual ou em nível social (por exemplo, o desenvolvimento pessoal leva a uma vida mais plena). Sheep (2006) sugere que nós prossigamos com as nossas pesquisas sobre espiritualidade no ambiente de trabalho de forma multiparadigmática. Ele explica que diferentes pressupostos e instrumentos de mensuração têm que ser utilizados para investigar essas questões. Portanto, pesquisas futuras sobre espiritualidade no ambiente de trabalho devem utilizar tanto métodos quantitativos quanto qualitativos. A maioria dos estudos discutidos nesse capítulo baseou-se em dados quantitativos, enquanto o autor parece incentivar o uso de dados qualitativos, dependendo dos objetivos do pesquisador e do alinhamento paradigmático (Sheep, 2006).

Por fim, Houghton et al. (2016), atualizando o trabalho de Krishnakumar e Neck (2002), oferecem orientações adicionais ao sugerir outros resultados de OB [comportamento organizacional] que poderiam ser úteis para futuras pesquisas. Por exemplo, a rotatividade de pessoal e a intenção de deixar a empresa parecem ter uma relação negativa com a espiritualidade no ambiente de trabalho (por exemplo, Milliman et al., 2003), mas ainda é necessário esclarecer como a espiritualidade no ambiente de trabalho funciona nesse contexto. Será que apenas certos aspectos da espiritualidade no ambiente de trabalho impulsionam esse comportamento intencional? Essa é uma questão empírica que ainda não foi respondida pela pesquisa. Em resumo, existem inúmeros outros relacionamentos dentro do OB [comportamento organizacional] que poderiam ser testados usando a espiritualidade no ambiente de trabalho e a espiritualidade individual como antecedentes, mediadores, moderadores ou como resultados de variáveis ​​importantes.

Conclusão

O estudo da espiritualidade no campo de OB ainda está em seus estágios iniciais, proporcionando amplas oportunidades para que os pesquisadores investiguem, desenvolvam e construam teorias dentro desse subcampo. Metodologicamente, os futuros pesquisadores são encorajados a empregar métodos quantitativos e qualitativos. Os relacionamentos encontrados na literatura existente, conforme revisado nesse capítulo, sugerem que o uso de OB para investigar a espiritualidade no ambiente de trabalho é justificado e importante. À medida que o futuro se desenrola, os pesquisadores de OB devem continuar a considerar a espiritualidade no ambiente de trabalho como uma estrutura fundamental para entender, explicar e moldar as atitudes e os comportamentos dos funcionários nas organizações.

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—–Continua Parte VIII—–

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A Espiritualidade nas Empresas trata-se de uma Filosofia cujos Princípios são capazes de ajudar tanto as Pessoas quanto as Organizações.

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Autor

Graduação: Engenharia Operacional Química. Graduação: Engenharia de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing - PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras - FGV/SP. Blog Projeto OREM® - Oficina de Reprogramação Emocional e Mental - O Blog aborda quatro sistemas de pensamento sobre Espiritualidade Não-Dualista, através de 4 categorias, visando estudos e pesquisas complementares, assim como práticas efetivas sobre o tema: OREM1) Ho’oponopono - Psicofilosofia Huna. OREM2) A Profecia Celestina. OREM3) Um Curso em Milagres. OREM4) A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE) - Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT). Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista como uma proposta inovadora de filosofia de vida para os padrões Ocidentais de pensamentos, comportamentos e tomadas de decisões (pessoais, empresariais, governamentais). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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