Com o objetivo de conhecimento e de entendimento sobre o sistema de pensamento de uma Organização Baseada na Espiritualidade (OBE), nós estamos transcrevendo trechos do artigo “Workplace Spirituality – Making a Diference” [“Espiritualidade no Ambiente de Trabalho – Fazendo uma Diferença”], editado por Yochanan Altman, Judi Neal and Wolfgang Mayrhofer.

A fonte do artigo é o livro “Management, Spirituality and Religion” – Series Editor [“Gestão, Espiritualidade e Religião” – Editor da Série] Yochanan Altman – Volume 1, dos autores acima referenciados.

O Prefácio abaixo explica a razão de ser desse importante artigo para entendimento do passado, presente e futuro do que se tem observado no campo da espiritualidade no ambiente de trabalho.

Artigo:

“Workplace Spirituality – Making a Diference” [“Espiritualidade no Ambiente de Trabalho – Fazendo uma Diferença”]

Editado por:

Yochanan Altman, Judi Neal and Wolfgang Mayrhofer

Fonte:

Livro “Management, Spirituality and Religion” – Series Editor [“Gestão, Espiritualidade e Religião” – Editor da Série] Yochanan Altman – Volume 1

DE GRUYTER (www.degruyter.com)

Instituto Fetzer (Home – The Fetzer Institute)

Essa obra está licenciada sob a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0. Para mais detalhes, acesse http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0.

Prefácio

Esse livro é extremamente relevante e oportuno. A e a espiritualidade têm sido um aspecto fundamental da experiência humana ao longo dos tempos. No entanto, a forma como são experienciadas e expressas continua a mudar com o passar do tempo. Por exemplo, no contexto dos Estados Unidos (EUA), uma pesquisa recente da Gallup mostra que a participação de Americanos em locais de culto (por exemplo, sinagogas, igrejas ou mesquitas) caiu para 47% – o nível mais baixo nos 80 anos de história da pesquisa e uma queda em relação aos 70% registrados em 1999 (Jones, 2021). Isso representa um declínio constante desde o início do século XXI. Essa tendência é impulsionada por dois fatores: um número maior de adultos que não se identificam com nenhuma religião e um declínio na frequência a igrejas entre aqueles que se identificam com alguma religião. Por trás dessas tendências, existem diferenças populacionais ou geracionais, com as gerações mais jovens expressando menos afiliação religiosa (7% dos tradicionalistas – adultos Americanos nascidos antes de 1946; 13% dos baby boomers (1946-1964); 20% da geração X (1965-1980) e 31% dos millenials (geração Y) (1981-1996)).

Simultaneamente, o Instituto Fetzer apoiou um estudo sobre a espiritualidade Americana que buscou entender melhor o significado da espiritualidade para os Americanos e como ela influencia as suas vidas sociais e ações cívicas (Instituto Fetzer, 2020). O estudo incluiu participantes de diversas afiliações religiosas ou identidades espirituais, incluindo aqueles sem nenhuma. Constatou-se que “a espiritualidade é um fenômeno complexo, diverso e cheio de nuances que pessoas de todas as autoidentificações espirituais e religiosas experienciam” (Instituto Fetzer, 2020). Mais especificamente, 86% das pessoas se consideram espirituais e 68% acreditam que a sua espiritualidade guia as suas ações no mundo. Esses números incluem pessoas que se identificam com alguma tradição religiosa e aquelas que não se identificam.

…“a espiritualidade é um fenômeno complexo, diverso e cheio de nuances que pessoas de todas as autoidentificações espirituais e religiosas experienciam” (Instituto Fetzer, 2020)

O que nós podemos concluir desses dois relatórios aparentemente contraditórios? Eu apresento esses dados como base para a importância e a relevância da espiritualidade no ambiente de trabalho. Para muitos, a espiritualidade no ambiente de trabalho é inadequada. Contudo, como demonstram esses estudos, muitas pessoas reconhecem a importância da espiritualidade em suas vidas, mesmo que a sua conexão com as estruturas e os espaços para expressá-la esteja se transformando. Ao mesmo tempo, muitas organizações e locais de trabalho estão convidando as pessoas a trazerem o “eu [ser, self] integral” delas, incluindo a espiritualidade delas, para o trabalho, visando maior bem-estar, engajamento, criatividade e eficácia (Kegan & Lahey, 2016; Neal, 2013). De fato, para aqueles que não possuem uma religião específica e para aqueles cuja fé e espiritualidade são centrais em suas vidas, o local de trabalho – onde muitos adultos passam a maior parte do tempo fora de casa – pode ser um espaço importante para a expressão e a realização de seus valores. Além disso, as organizações são frequentemente os mecanismos estruturais pelos quais as sociedades se organizam e alcançam os seus objetivos sociais, econômicos e técnicos mais importantes e complexos. Elas são tanto impulsionadoras quanto representações da vida e dos valores da sociedade. Diante disso, elas permanecem um foco crucial e um potencial impulsionador do crescimento e desenvolvimento pessoal e do florescimento humano.

muitas pessoas reconhecem a importância da espiritualidade em suas vidas, mesmo que a sua conexão com as estruturas e os espaços para expressá-la esteja se transformando.

Reconhecendo tudo isso, no Instituto Fetzer (o Instituto), nós nos esforçamos para viver a nossa missão e os nossos valores criando uma comunidade de ambiente de trabalho espiritualmente fundamentada, que nós chamamos de Community of Freedom (COF) [Comunidade da Liberdade]. A nossa COF é o alicerce espiritual do nosso trabalho para transformar a nós mesmos e a sociedade de maneira autêntica e eficaz.

muitas organizações e locais de trabalho estão convidando as pessoas a trazerem o “eu [ser, self] integral” delas, incluindo a espiritualidade delas, para o trabalho, visando maior bem-estar, engajamento, criatividade e eficácia (Kegan & Lahey, 2016; Neal, 2013).

As maneiras de ser e as práticas individuais e comunitárias expressas por meio da COF – e enraizadas em nossos valores organizacionais essenciais de amor, confiança, autenticidade e inclusão – apoiam o Instituto no cultivo da cultura necessária para concretizar a nossa missão de ajudar a construir a base espiritual para um mundo amoroso. Uma das estruturas que nós utilizamos para nos mantermos firmes em nossa missão e visão são os nossos community of freedom gatherings (COFG) [encontros da comunidade da liberdade]. Os COFGs consistem em encontros semanais de três horas com todos os funcionários – desde os nossos jardineiros e equipe de programas até a nossa equipe e líderes de finanças e tecnologia da informação. Durante os COFGs, nós convidamos facilitadores externos e professores espirituais para nos ajudar a nos envolvermos em exploração espiritual individual e comunitária e na construção da comunidade. Nós também oferecemos sessões ministradas por funcionários e fornecemos espaço e recursos para que os funcionários busquem os seus caminhos pessoais. Exemplos de sessões incluem conjuntos de práticas contemplativas, a ciência do bem-estar, a capacidade de diálogo e o convívio com o luto coletivo. As sessões geralmente incluem componentes didáticos e experienciais, além de oportunidades para discussões em pequenos e grandes grupos, que permitem aos funcionários compartilhar experiências profundas uns com os outros.

para aqueles que não possuem uma religião específica e para aqueles cuja fé e espiritualidade são centrais em suas vidas, o local de trabalho – onde muitos adultos passam a maior parte do tempo fora de casa – pode ser um espaço importante para a expressão e a realização de seus valores.

Em 2016, o Instituto encomendou um estudo de caso independente para aprender mais sobre os primeiros pontos positivos, desafios e impactos do COFG. Algumas das principais conclusões foram que os funcionários sentiram um aumento na confiança, no moral, na conexão e na capacidade de lidar com dificuldades relacionais a partir do trabalho. O estudo de caso também abordou questões e preocupações dos funcionários sobre o propósito dos COFGs em relação ao nosso trabalho externo, o uso de linguagem inclusiva e a abordagem do COFG e as suas ofertas e como os encontros se traduzem em políticas e práticas organizacionais mais amplas. Algumas dessas questões têm sido respondidas à medida que nós temos aprofundado o nosso trabalho como uma comunidade e outras nós continuamos a investigar e a desenvolver.

O Instituto não só se dedica a cultivar um ambiente de trabalho espiritualmente fundamentado, como também busca aprender com outros que compartilham da mesma visão sobre como cultivar culturas organizacionais que apoiem o desenvolvimento e o florescimento humano; e que permitam às organizações operar a partir de sua visão e valores mais profundos, rumo a um mundo mais amoroso. É esse compromisso que motiva o nosso apoio ao trabalho realizado pela International Association of Management, Spirituality and Religion (IAMSR) [Associação Internacional de Gestão, Espiritualidade e Religião], incluindo esse volume. Aqueles que buscam criar ambientes de trabalho que sejam espaços robustos para o florescimento humano e o mundo que nós desejamos habitar precisam de apoio e companheiros de jornada. Muitos de nós estamos lidando com questionamentos semelhantes sobre os prós e os contras de trazer a espiritualidade para o ambiente de trabalho.

Há muito que nós temos aprendido nos últimos vinte anos de experimentação nessa área e muito mais a aprender. Esse volume oferece algumas das melhores ideias e práticas de líderes de pensamento na área. Que ele sirva de inspiração e alimente a nossa imaginação e esforços coletivos em relação ao que é possível.

Shakiyla Smith, Vice-Presidente de Cultura Organizacional – Instituto Fetzer – 10 de novembro de 2021.

Referências

Fetzer Institute. (September 2020). Study of Spirituality in the United States. Report retrieved from https://spiritualitystudy.fetzer.org/sites/default/files/2020-09/What-Does-Spirituality-Mean To-Us_%20A-Study-of-Spirituality-in-the-United-States.pdf  

Jones, J.M. (2021). U.S. Church Membership Falls Below Majority for First Time. Gallup. Retrieved from https://news.gallup.com/poll/341963/church-membership-falls-below-majority-first time.aspx

Kegan. R., Lahey, L. L.(2016). An everyone culture: Becoming a deliberately developmental organization. Harvard Business Review Press.

Neal. J. (2013). Creating enlightened organizations: Four gateways to spirit at work. Palgrave Macmillan.

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—–Continuação da Parte VIII—–

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9. Negócios Familiares e Espiritualidade e Religião no Trabalho

Autores: John James Cater, Veland Ramadani, Leo-Paul Dana

Introdução

O propósito desse capítulo é analisar as influências da espiritualidade e dos valores religiosos no campo dos estudos sobre negócios familiares. Nós revisamos 26 artigos, explorando as contribuições exemplares existentes nessa área de pesquisa emergente. Nós destacamos as conquistas notáveis ​​nesse subcampo entre 2007 e 2020. Em seguida, nós discutimos o estado atual da área de pesquisa e fornecemos uma base para pesquisas futuras.

Os negócios familiares são a forma mais comum de organização de negócios em todo o mundo atualmente (Astrachan & Shanker, 2003; Kellermanns, 2013). Na maioria dos países, os negócios familiares geram mais da metade do PIB, fornecem mais da metade dos empregos do setor privado e representam mais de 70% de todas as entidades de negócios (European Family Businesses, 2020). O campo da espiritualidade e da religião tem experienciado um crescimento expressivo de interesse entre os estudiosos da administração desde a década de 1980 (Tracey, 2012). Estudiosos do empreendedorismo reconhecem há muito tempo a importância dos valores religiosos como impulsionadores da criação de novos empreendimentos (Balog et al., 2014; Dana, 2009). No campo mais específico dos estudos sobre negócios familiares, somente recentemente os pesquisadores têm notado a estreita conexão entre negócios familiares e o desenvolvimento da espiritualidade e da religião no ambiente de trabalho (Neal & Vallejo, 2008). O propósito desse capítulo é analisar a influência da espiritualidade e da religião no campo dos estudos sobre negócios familiares.

A espiritualidade e os valores religiosos contribuem para a construção de valores éticos em empresas familiares (Astrachan et al., 2020). Para maior clareza nessa revisão, nós apresentamos definições para os termos: “espiritualidade”, “religião” e “negócio familiar”. A literatura de gestão oferece diversas definições de espiritualidade. No entanto, a seguinte é sucinta: espiritualidade refere-se a um relacionamento com um poder ou ser superior que influencia as intenções e ações que nós tomamos nesse mundo e é individualizada (Fry, 2003). Nesse sentido, a espiritualidade transcende os preceitos e princípios de qualquer religião específica; além disso, a religião é institucionalizada e associada a doutrinas específicas, crenças compartilhadas e práticas acordadas (Madison & Kellermanns, 2013). Os fundadores de negócios familiares podem buscar incutir valores inerentes à sua religião (Abdelgawad & Zahra, 2020; Kidwell et al., 2012).

“…espiritualidade refere-se a um relacionamento com um poder ou ser superior que influencia as intenções e ações que nós tomamos nesse mundo e é individualizada (Fry, 2003).”

“…a espiritualidade transcende os preceitos e os princípios de qualquer religião específica; além disso, a religião é institucionalizada e associada a doutrinas específicas, crenças compartilhadas e práticas acordadas (Madison & Kellermanns, 2013).”

Em um sentido mais amplo, a religião pode ser vista como um repositório de valores. Os valores disseminados por uma religião podem influenciar crenças que afetam as práticas de negócios em toda a sociedade, mesmo entre aqueles que não aderem à religião (Dana, 2009). Uma definição prática de negócio familiar é “um negócio governado e administrado para moldar e perseguir a visão do negócio mantida por uma coalizão dominante controlada por membros da mesma família ou por um pequeno número de famílias, de uma maneira que seja potencialmente sustentável ao longo das gerações da família ou famílias” (Chua et al., 1999, p. 25).

“Uma definição prática de negócio familiar é “um negócio governado e administrado para moldar e perseguir a visão do negócio mantida por uma coalizão dominante controlada por membros da mesma família ou por um pequeno número de famílias, de uma maneira que seja potencialmente sustentável ao longo das gerações da família ou famílias” (Chua et al., 1999, p. 25).”

Método de Revisão

Essa revisão concentrou-se em artigos empíricos relevantes que examinaram as inter-relações entre negócios familiares, espiritualidade e valores religiosos de 2007 a 2020. Nós iniciamos a revisão com trabalhos seminais de Dana (2007) sobre valores religiosos em empresas familiares e de Neal e Vallejo (2008) sobre espiritualidade em negócios familiares e continuamos a revisão até o presente. Nós realizamos uma busca extensa na literatura com inúmeras buscas direcionadas por “empresa familiar” ou “negócio familiar” e “religião” e “espiritualidade”. Notavelmente, nós descobrimos que os três periódicos dedicados exclusivamente a estudos de negócios familiares (Family Business Review, Journal of Family Business Strategy e Journal of Family Business Management) estavam apenas começando a reconhecer a importância da espiritualidade e da religião para o estudo de negócios familiares. Esses periódicos forneceram apenas dois artigos para essa revisão. Duas edições especiais dedicadas à espiritualidade e à religião em empresas familiares, uma publicada pelo Journal of Management, Spirituality & Religion em 2013 e a outra pelo Journal of Business Ethics em 2020, forneceram muitos dos artigos dessa revisão.

No total, onze artigos sobre negócios familiares e espiritualidade ou religião foram publicados no Journal of Business Ethics, sete no Journal of Management, Spirituality & Religion, um no Enterprises et Histoire, um no Family Business Review, um no Journal of Family Business Management, um no Journal of Corporate Finance, um no Journal of Enterprising Communities: People and Places in the Global Economy, um no Journal of Biblical Integration in Business e um no Quality and Quantity.

Na Tabela 9.1, nós apresentamos algumas características descritivas importantes dos estudos incluídos na revisão. Nós especificamos três tipos principais de artigos, seis métodos de investigação e vários tamanhos de amostra. O principal construto examinado foram os valores religiosos, com os estudos sobre espiritualidade representando o segundo construto. Todas as principais religiões do mundo foram incluídas, seja em estudos com denominação única ou com múltiplas religiões. Os artigos focaram no efeito dos valores religiosos em empresas familiares [EF] sobre atividades filantrópicas, desempenho da empresa, liderança e comprometimento com a organização. Os estudos sobre valores espirituais em empresas familiares consideraram formas de comprometimento da empresa e desempenho nos negócios.

Na Tabela 9.2, nós apresentamos um resumo de cada artigo selecionado, incluindo os nomes dos autores e o ano de publicação. Nós explicamos o foco da pesquisa, o delineamento do estudo e as principais conclusões de cada um dos 26 artigos incluídos na análise. No restante desse capítulo, nós estudamos os cinco artigos sobre espiritualidade em empresas familiares, analisamos os 21 artigos sobre religião em empresas familiares e, em seguida, oferecemos sugestões para pesquisas futuras.

Revisão da Pesquisa sobre Negócios Familiares e Espiritualidade no Trabalho

No artigo seminal deles sobre espiritualidade no ambiente de trabalho em empresas familiares, Neal e Vallejo (2008) descreveram oito características internas de empresas espirituais, incluindo o trabalho como vocação, líderes iluminados, equipes espirituais, orientação por virtudes e valores, responsabilidade por valores, criatividade, senso de família/comunidade, foco no serviço e orientação de longo prazo. Assim, os autores identificam na prática a presença da espiritualidade em empresas familiares. No segundo dos dois estudos de caso exemplares fornecidos por Neal e Vallejo (2008), os proprietários autorizaram a oração antes das reuniões de gestão e do conselho. Portanto, a atividade religiosa está presente, mas não apenas em uma fé dominante e todas as crenças são toleradas. O ponto de partida para o conceito de espiritualidade no ambiente de trabalho é que as empresas familiares representam um ambiente ideal e as qualidades que as diferenciam de outras empresas correspondem às oito características internas de empresas espirituais.

O ponto de partida para o conceito de espiritualidade no ambiente de trabalho é que as empresas familiares representam um ambiente ideal e as qualidades que as diferenciam de outras empresas correspondem às oito características internas de empresas espirituais.”

A liderança espiritual é considerada um subcampo de estudo dentro do contexto mais amplo da espiritualidade no ambiente de trabalho. Fry (2003) definiu liderança espiritual como os valores, as atitudes e os comportamentos necessários para motivar a si mesmo e aos outros a obter um senso de sobrevivência espiritual por meio de vocação e de pertencimento. Além disso, Fry (2003) identificou a transcendência por meio de uma vocação profissional e a necessidade de conexão social ou pertencimento como essenciais para a espiritualidade no ambiente de trabalho.

Em um artigo conceitual, Mitchell et al. (2013) desenvolveram um modelo que descreve como a espiritualidade em empresas familiares pode afetar a relevância para as partes interessadas. Os três artigos restantes incluídos nesse estudo sobre empresas familiares e espiritualidade no trabalho examinaram quantitativamente diferentes aspectos da liderança espiritual e seus resultados para membros da família e funcionários. Em um estudo de levantamento com 77 díades de líderes e funcionários em empresas familiares Americanas, Madison e Kellermanns (2013) relacionaram a liderança espiritual ao comportamento de cidadania organizacional. Constatou-se que a liderança espiritual é eficaz para funcionários que são membros da família, mas não para funcionários que não são da família. Dede e Ayranci (2014) realizaram um estudo de levantamento com 250 empresas familiares respondentes na Turquia e encontraram evidências de um relacionamento entre a liderança espiritual dos altos executivos e o altruísmo e a confiança intrafamiliares. Em uma pesquisa com empresas familiares Americanas, Tabor et al. (2020) descobriram que a liderança espiritual aumenta o comprometimento dos funcionários com a empresa familiar e atenua o efeito negativo do conflito trabalho-família. Até o momento, a literatura confirma a eficácia da liderança espiritual em empresas familiares.

Fry (2003) definiu liderança espiritual como os valores, as atitudes e os comportamentos necessários para motivar a si mesmo e aos outros a obter um senso de sobrevivência espiritual por meio de vocação e de pertencimento. Além disso, Fry (2003) identificou a transcendência por meio de uma vocação profissional e a necessidade de conexão social ou pertencimento como essenciais para a espiritualidade no ambiente de trabalho.

Revisão da Pesquisa sobre Negócios Familiares e Religião

Um fio condutor comum de amor altruísta e consideração pelos interesses dos outros une a espiritualidade no ambiente de trabalho e os valores religiosos dentro das empresas familiares (Fry, 2003). Agora, nós examinamos estudos focados em valores religiosos e empresas familiares. Nessa revisão dos primeiros 13 anos de estudos sobre negócios familiares com foco em valores religiosos, nós incluímos 12 estudos qualitativos, cinco estudos quantitativos e quatro artigos conceituais. Os pesquisadores têm se voltado principalmente para métodos qualitativos, frequentemente empregando estudos de caso único (Barbera et al., 2020; Dana, 2007; Dieleman & Koning, 2020; Litz, 2013; Sorenson, 2013; Wong et al., 2018; Yusof et al., 2014) na tentativa de entender a rica complexidade da combinação entre religião e empresas familiares.

Até o momento, a literatura confirma a eficácia da liderança espiritual em empresas familiares.

Dana (2007) realizou um estudo etnográfico inovador sobre os valores religiosos do povo Amish no Condado de Lancaster, Pensilvânia, EUA e o seu impacto nos negócios familiares. Os Amish são uma seita Cristã Protestante que preza pelos valores do ascetismo, frugalidade, parcimônia, trabalho árduo, humildade e o desejo de separação da sociedade dominante. Devido aos seus fortes valores religiosos, os Amish rejeitam a modernização e os avanços tecnológicos, como a eletricidade e os automóveis. Contudo, graças à sua forte ética Protestante de trabalho (Weber, 1904, 1958), as fazendas familiares Amish são muito produtivas e os seus negócios familiares, lucrativos. Assim, os valores religiosos forneceram a base para os valores e o sucesso dos negócios familiares.

Seguindo Dana (2007), a maioria dos estudos nessa revisão relatou que os valores religiosos forneciam os princípios morais dos negócios familiares. Em um estudo qualitativo de duas empresas familiares Islâmicas na Turquia, Kavas et al. (2020) descobriram que os valores religiosos forneciam um sistema de significado dominante na condução das atividades dos negócios. Em uma comparação qualitativa de grupos religiosos, Fathallah et al. (2020) descobriram que as empresas familiares Cristãs se baseavam mais na lógica familiar. Em contraste, as empresas familiares Muçulmanas recorriam mais à lógica religiosa na formação de crenças éticas.

Em outros estudos qualitativos, Paterson et al. (2013) e Sorenson (2013) relataram que os valores religiosos Cristãos defendidos pelos líderes familiares formavam a base dos valores dos negócios familiares e que esses valores levavam à coesão familiar (Barbera et al., 2020). Wong et al. (2018) relataram o caso de uma empresa familiar Cristã Britânica que atuava no comércio internacional por mais de 150 anos, atribuindo o seu sucesso à fé Evangélica contínua da família ao longo das gerações de proprietários. No caso de uma empresa familiar Malaia, Dieleman e Koning (2020) descobriram que os sucessores podem incutir novos valores religiosos que não eram partilhados pelo fundador. Aqui, o fundador, Yeoh Tiong Lay, não era religioso e seguia os valores culturais Confucionistas, mas o filho, Francis Yeoh, atribuiu o enorme sucesso da empresa às bênçãos de Deus e considerava Jesus Cristo o seu conselheiro.

Diversos artigos observaram associações positivas entre valores religiosos e filantropia, responsabilidade social corporativa (CSR – corporate social responsibility) e resultados positivos para empresas familiares. Em um estudo Malaio, Yusof et al. (2014) descobriram que negócios familiares que mantêm valores religiosos Islâmicos virtuosos serão corretamente percebidas em suas iniciativas de CSR como não egoístas nem puramente estratégicas. Em um estudo com 14 empresas familiares Hindus Indianas, Bhatnagar et al. (2020) relataram que duas crenças espirituais fundamentais, dharma (dever para com a sociedade) e karma (direito de agir sem esperar recompensa), instilam uma cultura de doação pautada pelo dever. Carradus et al. (2020) rastrearam o desenvolvimento da gestão organizacional até os valores religiosos Cristãos dos líderes de negócios familiares nos EUA.

Nessa revisão, houve uma exceção notável à relação entre valores religiosos e princípios morais dos negócios familiares. Em um estudo, os valores familiares se opuseram aos valores religiosos. Ilustrando o poder dos valores religiosos, Litz (2013) apresenta uma história envolvente e comovente sobre a conversão ao Cristianismo de Michael Franzese, da família Colombo, ligada ao crime organizado. Nesse contexto, se nós aceitarmos os fatos relatados, Michael traduziu os valores Cristãos nominais da família em uma profunda convicção, simbolizada pelo batismo de crentes, o que resultou em sua saída dos negócios da família.

Estudos Quantitativos

Embora menos prevalentes na literatura do que a pesquisa qualitativa, os estudiosos produziram estudos quantitativos, encontrando valores religiosos como uma variável positiva e benéfica para empresas familiares. Em dois estudos realizados na China, envolvendo empresas familiares Budistas, Taoístas, Cristãs e Muçulmanas, os valores religiosos foram associados a um engajamento externo positivo em atividades políticas (Jiang et al., 2015) e a benefícios internos positivos, como menor alavancagem (Du, 2017). Em dois estudos com empresas familiares Americanas, os valores religiosos também produziram efeitos positivos. Quando os CEOs de empresas familiares expressaram valores religiosos, os mercados financeiros reagiram positivamente às iniciativas filantrópicas da empresa familiar (Maung et al., 2020). Além disso, constatou-se que os valores religiosos afetam positivamente a orientação para objetivos de longo prazo em empresas familiares (Pieper et al., 2020). Por fim, em um estudo Suíço, o comportamento das partes interessadas foi mais honesto com os gestores familiares, que também se apresentaram como religiosos (von Bieberstein et al., 2020).

Estudos Conceituais

Dois artigos apresentam as crenças das duas maiores religiões do mundo, o Cristianismo e o Islamismo, respectivamente. Discua Cruz (2013) explorou os princípios do Cristianismo e a sua aplicação em empresas familiares. O autor descreveu valores Bíblicos referentes à responsabilidade para com a família, à resolução de conflitos e à importância da sucessão, um tema constante desde o Gênesis até Jesus Cristo nas escrituras. De modo geral, Discua Cruz (2013) lançou as bases para a liderança Cristã em empresas familiares. Ramadani et al. (2015) descrevem a influência do Islamismo na propriedade e gestão de negócios, baseando-se nos preceitos do Alcorão. Os cinco pilares do Islamismo (o Credo, a Oração, a Caridade, o Jejum e a Peregrinação) articulam como as pessoas de negócios Muçulmanas devem se comportar, não apenas no mercado, mas em todos os aspectos de suas vidas. Em geral, o Islamismo incentiva o empreendedorismo e a atividade de negócio. Houve dois artigos conceituais nessa revisão que não especificaram uma religião em particular. No entanto, esses autores afirmam que os valores religiosos afetam positivamente o desempenho da empresa (Fang et al., 2013) e que os valores religiosos podem levar à renovação estratégica por meio da resolução de conflitos e da alocação adequada de recursos (Abdelgawad & Zahra, 2020).

Direções para Pesquisas Futuras

Os campos emergentes da espiritualidade no ambiente de trabalho e dos valores religiosos em empresas familiares estão abertos a trabalhos adicionais de todos os tipos – qualitativos, quantitativos e conceituais. Pesquisas futuras podem examinar mais a fundo o relacionamento entre a espiritualidade no ambiente de trabalho e os valores familiares. Estudos que se concentram nos efeitos de diferentes culturas sobre a espiritualidade e as empresas familiares são escassos. Os pesquisadores poderiam examinar a liderança espiritual e várias variáveis ​​dependentes, como o desempenho da empresa e a satisfação dos colaboradores. Nós observamos uma escassez de estudos comparativos sobre religião, com apenas um estudo existente (Fathallah et al., 2020). Embora, por muitos anos, os estudos baseados no Cristianismo tenham dominado a literatura sobre gestão e empreendedorismo (Dana, 2009), nós relatamos alguma diversidade de artigos religiosos, incluindo estudos Islâmicos, Hindus e Multirreligiosos. No entanto, nessa revisão, artigos sobre negócios familiares Judaicos foram notavelmente escassos. Pesquisas futuras poderiam investigar o relacionamento entre valores familiares espirituais e religiosos em processos como sucessão, comunicação e gestão de conflitos.

Em conclusão, esse capítulo teve como objetivo revisar a literatura existente sobre espiritualidade no ambiente de trabalho e valores religiosos em empresas familiares. Ao analisar 26 artigos sobre esse tema, nós temos descrito o estado atual da subárea e estabelecido as bases para pesquisas futuras. Há espaço aberto para que pesquisadores contribuam para essa nova e crescente área de pesquisa.

Referências

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Astrachan, J. H., Binz Astrachan, C., Campopiano, G., & Baù, M. (2020). Values, spirituality and religion: Family business and the roots of sustainable ethical behavior. Journal of Business Ethics, 163(4), 637–645. https://doi.org/10.1007/s10551-019-04392-5

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Balog, A. M., Baker, L. T., & Walker, A. G. (2014). Religiosity and spirituality in entrepreneurship: A review and research agenda. Journal of Management, Spirituality & Religion, 11(2), 159–186. https://doi.org/10.1080/14766086.2013.836127

Barbera, F., Shi, H. X., Agarwal, A., & Edwards, M. (2020). The family that prays together stays together: Toward a process model of religious value transmission in family firms. Journal of Business Ethics, 163(4), 661–673. https://doi.org/10.1007/s10551-019-04382-7

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Carradus, A., Zozimo, R., & Discua Cruz, A. (2020). Exploring a faith-led open-systems perspective of stewardship in family businesses. Journal of Business Ethics, 163(4), 701–714. https://doi. org/10.1007/s10551-019-04387-2  

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—–Continua Parte X—–

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A Espiritualidade nas Empresas trata-se de uma Filosofia cujos Princípios são capazes de ajudar tanto as Pessoas quanto as Organizações.

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Autor

Graduação: Engenharia Operacional Química. Graduação: Engenharia de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing - PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras - FGV/SP. Blog Projeto OREM® - Oficina de Reprogramação Emocional e Mental - O Blog aborda quatro sistemas de pensamento sobre Espiritualidade Não-Dualista, através de 4 categorias, visando estudos e pesquisas complementares, assim como práticas efetivas sobre o tema: OREM1) Ho’oponopono - Psicofilosofia Huna. OREM2) A Profecia Celestina. OREM3) Um Curso em Milagres. OREM4) A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE) - Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT). Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista como uma proposta inovadora de filosofia de vida para os padrões Ocidentais de pensamentos, comportamentos e tomadas de decisões (pessoais, empresariais, governamentais). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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