Com o objetivo de conhecimento e de entendimento sobre o sistema de pensamento de uma Organização Baseada na Espiritualidade (OBE), nós estamos transcrevendo trechos do artigo “Workplace Spirituality – Making a Diference” [“Espiritualidade no Ambiente de Trabalho – Fazendo uma Diferença”], editado por Yochanan Altman, Judi Neal and Wolfgang Mayrhofer.

A fonte do artigo é o livro “Management, Spirituality and Religion” – Series Editor [“Gestão, Espiritualidade e Religião” – Editor da Série] Yochanan Altman – Volume 1, dos autores acima referenciados.

O Prefácio abaixo explica a razão de ser desse importante artigo para entendimento do passado, presente e futuro do que se tem observado no campo da espiritualidade no ambiente de trabalho.

Artigo:

“Workplace Spirituality – Making a Diference” [“Espiritualidade no Ambiente de Trabalho – Fazendo uma Diferença”]

Editado por:

Yochanan Altman, Judi Neal and Wolfgang Mayrhofer

Fonte:

Livro “Management, Spirituality and Religion” – Series Editor [“Gestão, Espiritualidade e Religião” – Editor da Série] Yochanan Altman – Volume 1

DE GRUYTER (www.degruyter.com)

Instituto Fetzer (Home – The Fetzer Institute)

Essa obra está licenciada sob a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0. Para mais detalhes, acesse http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0.

Prefácio

Esse livro é extremamente relevante e oportuno. A e a espiritualidade têm sido um aspecto fundamental da experiência humana ao longo dos tempos. No entanto, a forma como são experienciadas e expressas continua a mudar com o passar do tempo. Por exemplo, no contexto dos Estados Unidos (EUA), uma pesquisa recente da Gallup mostra que a participação de Americanos em locais de culto (por exemplo, sinagogas, igrejas ou mesquitas) caiu para 47% – o nível mais baixo nos 80 anos de história da pesquisa e uma queda em relação aos 70% registrados em 1999 (Jones, 2021). Isso representa um declínio constante desde o início do século XXI. Essa tendência é impulsionada por dois fatores: um número maior de adultos que não se identificam com nenhuma religião e um declínio na frequência a igrejas entre aqueles que se identificam com alguma religião. Por trás dessas tendências, existem diferenças populacionais ou geracionais, com as gerações mais jovens expressando menos afiliação religiosa (7% dos tradicionalistas – adultos Americanos nascidos antes de 1946; 13% dos baby boomers (1946-1964); 20% da geração X (1965-1980) e 31% dos millenials (geração Y) (1981-1996)).

Simultaneamente, o Instituto Fetzer apoiou um estudo sobre a espiritualidade Americana que buscou entender melhor o significado da espiritualidade para os Americanos e como ela influencia as suas vidas sociais e ações cívicas (Instituto Fetzer, 2020). O estudo incluiu participantes de diversas afiliações religiosas ou identidades espirituais, incluindo aqueles sem nenhuma. Constatou-se que “a espiritualidade é um fenômeno complexo, diverso e cheio de nuances que pessoas de todas as autoidentificações espirituais e religiosas experienciam” (Instituto Fetzer, 2020). Mais especificamente, 86% das pessoas se consideram espirituais e 68% acreditam que a sua espiritualidade guia as suas ações no mundo. Esses números incluem pessoas que se identificam com alguma tradição religiosa e aquelas que não se identificam.

“a espiritualidade é um fenômeno complexo, diverso e cheio de nuances que pessoas de todas as autoidentificações espirituais e religiosas experienciam” (Instituto Fetzer, 2020)

O que nós podemos concluir desses dois relatórios aparentemente contraditórios? Eu apresento esses dados como base para a importância e a relevância da espiritualidade no ambiente de trabalho. Para muitos, a espiritualidade no ambiente de trabalho é inadequada. Contudo, como demonstram esses estudos, muitas pessoas reconhecem a importância da espiritualidade em suas vidas, mesmo que a sua conexão com as estruturas e os espaços para expressá-la esteja se transformando. Ao mesmo tempo, muitas organizações e locais de trabalho estão convidando as pessoas a trazerem o “eu [ser, self] integral” delas, incluindo a espiritualidade delas, para o trabalho, visando maior bem-estar, engajamento, criatividade e eficácia (Kegan & Lahey, 2016; Neal, 2013). De fato, para aqueles que não possuem uma religião específica e para aqueles cuja fé e espiritualidade são centrais em suas vidas, o local de trabalho – onde muitos adultos passam a maior parte do tempo fora de casa – pode ser um espaço importante para a expressão e a realização de seus valores. Além disso, as organizações são frequentemente os mecanismos estruturais pelos quais as sociedades se organizam e alcançam os seus objetivos sociais, econômicos e técnicos mais importantes e complexos. Elas são tanto impulsionadoras quanto representações da vida e dos valores da sociedade. Diante disso, elas permanecem um foco crucial e um potencial impulsionador do crescimento e desenvolvimento pessoal e do florescimento humano.

muitas pessoas reconhecem a importância da espiritualidade em suas vidas, mesmo que a sua conexão com as estruturas e os espaços para expressá-la esteja se transformando.

Reconhecendo tudo isso, no Instituto Fetzer (o Instituto), nós nos esforçamos para viver a nossa missão e os nossos valores criando uma comunidade de ambiente de trabalho espiritualmente fundamentada, que nós chamamos de Community of Freedom (COF) [Comunidade da Liberdade]. A nossa COF é o alicerce espiritual do nosso trabalho para transformar a nós mesmos e a sociedade de maneira autêntica e eficaz.

muitas organizações e locais de trabalho estão convidando as pessoas a trazerem o “eu [ser, self] integral” delas, incluindo a espiritualidade delas, para o trabalho, visando maior bem-estar, engajamento, criatividade e eficácia (Kegan & Lahey, 2016; Neal, 2013).

As maneiras de ser e as práticas individuais e comunitárias expressas por meio da COF – e enraizadas em nossos valores organizacionais essenciais de amor, confiança, autenticidade e inclusão – apoiam o Instituto no cultivo da cultura necessária para concretizar a nossa missão de ajudar a construir a base espiritual para um mundo amoroso. Uma das estruturas que nós utilizamos para nos mantermos firmes em nossa missão e visão são os nossos community of freedom gatherings (COFG) [encontros da comunidade da liberdade]. Os COFGs consistem em encontros semanais de três horas com todos os funcionários – desde os nossos jardineiros e equipe de programas até a nossa equipe e líderes de finanças e tecnologia da informação. Durante os COFGs, nós convidamos facilitadores externos e professores espirituais para nos ajudar a nos envolvermos em exploração espiritual individual e comunitária e na construção da comunidade. Nós também oferecemos sessões ministradas por funcionários e fornecemos espaço e recursos para que os funcionários busquem os seus caminhos pessoais. Exemplos de sessões incluem conjuntos de práticas contemplativas, a ciência do bem-estar, a capacidade de diálogo e o convívio com o luto coletivo. As sessões geralmente incluem componentes didáticos e experienciais, além de oportunidades para discussões em pequenos e grandes grupos, que permitem aos funcionários compartilhar experiências profundas uns com os outros.

para aqueles que não possuem uma religião específica e para aqueles cuja fé e espiritualidade são centrais em suas vidas, o local de trabalho – onde muitos adultos passam a maior parte do tempo fora de casa – pode ser um espaço importante para a expressão e a realização de seus valores.

Em 2016, o Instituto encomendou um estudo de caso independente para aprender mais sobre os primeiros pontos positivos, desafios e impactos do COFG. Algumas das principais conclusões foram que os funcionários sentiram um aumento na confiança, no moral, na conexão e na capacidade de lidar com dificuldades relacionais a partir do trabalho. O estudo de caso também abordou questões e preocupações dos funcionários sobre o propósito dos COFGs em relação ao nosso trabalho externo, o uso de linguagem inclusiva e a abordagem do COFG e as suas ofertas e como os encontros se traduzem em políticas e práticas organizacionais mais amplas. Algumas dessas questões têm sido respondidas à medida que nós temos aprofundado o nosso trabalho como uma comunidade e outras nós continuamos a investigar e a desenvolver.

O Instituto não só se dedica a cultivar um ambiente de trabalho espiritualmente fundamentado, como também busca aprender com outros que compartilham da mesma visão sobre como cultivar culturas organizacionais que apoiem o desenvolvimento e o florescimento humano; e que permitam às organizações operar a partir de sua visão e valores mais profundos, rumo a um mundo mais amoroso. É esse compromisso que motiva o nosso apoio ao trabalho realizado pela International Association of Management, Spirituality and Religion (IAMSR) [Associação Internacional de Gestão, Espiritualidade e Religião], incluindo esse volume. Aqueles que buscam criar ambientes de trabalho que sejam espaços robustos para o florescimento humano e o mundo que nós desejamos habitar precisam de apoio e companheiros de jornada. Muitos de nós estamos lidando com questionamentos semelhantes sobre os prós e os contras de trazer a espiritualidade para o ambiente de trabalho.

Há muito que nós temos aprendido nos últimos vinte anos de experimentação nessa área e muito mais a aprender. Esse volume oferece algumas das melhores ideias e práticas de líderes de pensamento na área. Que ele sirva de inspiração e alimente a nossa imaginação e esforços coletivos em relação ao que é possível.

Shakiyla Smith, Vice-Presidente de Cultura Organizacional – Instituto Fetzer – 10 de novembro de 2021.

Referências

Fetzer Institute. (September 2020). Study of Spirituality in the United States. Report retrieved from https://spiritualitystudy.fetzer.org/sites/default/files/2020-09/What-Does-Spirituality-Mean To-Us_%20A-Study-of-Spirituality-in-the-United-States.pdf  

Jones, J.M. (2021). U.S. Church Membership Falls Below Majority for First Time. Gallup. Retrieved from https://news.gallup.com/poll/341963/church-membership-falls-below-majority-first time.aspx

Kegan. R., Lahey, L. L.(2016). An everyone culture: Becoming a deliberately developmental organization. Harvard Business Review Press.

Neal. J. (2013). Creating enlightened organizations: Four gateways to spirit at work. Palgrave Macmillan.

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—–Continuação da Parte III—–

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4 Ética e Espiritualidade

Autor: Laszlo Zsolnai

Esse artigo (paper) discute o relacionamento entre ética e espiritualidade no contexto dos negócios e de gestão. Ele demonstra que a ética nos negócios carece de uma base espiritual existencial mais profunda, o que resulta em um funcionamento inadequado e ineficaz da ética nos negócios e na gestão. O artigo (paper) defende uma ética nos negócios baseada na espiritualidade e apresenta algumas linhas de pesquisa, nomeadamente a Ecologia Integral (Integral Ecology), a Ethos Indiana na Gestão e a Economia Budista, que criam conexões significativas entre ética e espiritualidade. Por fim, o artigo discute os desafios da era do Antropoceno para a ética e a espiritualidade nos negócios e na gestão, bem como as tarefas correspondentes para pesquisa e ação.

Ética É Desprovida de Espiritualidade

Os paradigmas éticos predominantes, incluindo a ética nos negócios, são desprovidos de qualquer referência à espiritualidade ou à religião. Eles empregam uma concepção materialista e individualista da natureza humana, na qual os humanos são seres materialistas com apenas desejos e motivações materialistas. A ética “laica” contemporânea sugere que a ação ética é uma atividade cognitiva. As teorias éticas dominantes da atualidade fornecem modelos abstratos a serem aplicados ou seguidos por agentes morais. Mas o principal problema do comportamento ético não é o conhecimento ético, mas a motivação ética, como demonstram descobertas recentes da psicologia moral.

Os paradigmas éticos predominantes, incluindo a ética nos negócios, são desprovidos de qualquer referência à espiritualidade ou à religião.

O psicólogo de Stanford, Albert Bandura (2016), descobriu diversos mecanismos psicossociais pelos quais agentes morais ponderados são capazes de se envolverem em condutas prejudiciais e socialmente danosas. Esses mecanismos de desengajamento moral incluem justificação moral, rotulação eufemística, comparação vantajosa, deslocamento de responsabilidade, difusão de responsabilidade, desconsideração ou distorção das consequências, desumanização e atribuição de culpa.

Uma ética baseada ou inspirada na espiritualidade faz com que as pessoas sejam menos propensas a empregar mecanismos de desengajamento moral (Baron et al., 2015) e lhes proporciona maiores oportunidades para um funcionamento moral eficaz. Evidências empíricas sugerem que as experiências espirituais ajudam as pessoas a transcender as suas concepções limitadas de si mesmas e as capacitam a exercer empatia genuína pelos outros e a adotar uma perspectiva abrangente.

Uma ética baseada ou inspirada na espiritualidade faz com que as pessoas sejam menos propensas a empregar mecanismos de desengajamento moral (Baron et al., 2015) e lhes proporciona maiores oportunidades para um funcionamento moral eficaz.

As experiências espirituais envolvem uma identificação experimental autêntica com pessoas, animais, plantas e vários outros aspectos da natureza e do cosmos (Grof, 1998). Apesar da diversidade da experiência espiritual, a principal mensagem ética é sempre a mesma: amor e compaixão, profunda reverência pela vida e empatia por todos os seres sencientes. As experiências espirituais permitem que as pessoas “desenvolvam um novo sistema de valores que não se baseia em normas convencionais, preceitos, mandamentos e medo de punição”, mas sim no “entendimento da ordem universal”. As pessoas percebem que são parte integrante da criação e que, ao ferir os outros, estariam ferindo a si mesmas. (Grof, 1998, p. 129)

As experiências espirituais permitem que as pessoas “desenvolvam um novo sistema de valores que não se baseia em normas convencionais, preceitos, mandamentos e medo de punição”, mas sim no “entendimento da ordem universal. As pessoas percebem que são parte integrante da criação e que, ao ferir os outros, estariam ferindo a si mesmas. (Grof, 1998, p. 129).

O Paradoxo da Gestão Ética

Reduzir a ética a uma ferramenta funcional e instrumental de gestão pode sufocar sentimentos morais genuínos e o compromisso moral, resultando em um funcionamento menos ético. Nós temos que estar cientes do paradoxo da gestão ética ao substituir a ética por dispositivos de gestão tecnocráticos.

A ideia central do Paradoxo da Gestão Ética pode ser enunciada da seguinte forma (Bouckaert, 2006; Bouckaert & Zsolnai, 2021): Ao criarmos novas regulamentações para moderar o comportamento oportunista dentro e entre as organizações, muitas vezes nós  reforçamos as raízes subjacentes do oportunismo. Nós introduzimos incentivos econômicos, como benefícios, por exemplo, prêmios ou isenções fiscais para aqueles que respeitam as novas regulamentações, mas, ao fazê-lo, nós substituímos cálculos econômicos por sentimentos morais. Assim, surge o paradoxo: quanto mais gestão ética, menos ética na gestão. Pregar conceitos morais como confiança, responsabilidade ou democracia com base em interesses próprios calculistas ou como condições de funcionalidade sistêmica é ambíguo. Isso abre espaço para suspeitas e desconfiança, pois cálculos e condições sistêmicas podem ser facilmente manipulados. Quando a raposa prega, proteja os seus gansos.

É fascinante observar como a confiança, a liderança orientada por valores e a participação democrática dos acionistas tem se tornado parte da teoria da gestão Ocidental. Mas nós temos que estar cientes de suas características paradoxais. Quanto mais a democracia econômica se sustenta em um discurso racional e econômico, maior o risco de suplantar o compromisso moral, condição necessária para sustentar o empreendedorismo genuíno e a participação dos acionistas. Assim, nós temos que questionar não apenas como fazer com que a ética nos negócios seja operacional, mas também como fazer com que ela seja genuinamente ética.

O paradoxo da gestão ética revela a discrepância entre a expectativa de que a gestão ética aprimore a ética nos negócios e a realidade de que isso nem sempre ocorre. Lembremos dos casos da Enron, Webcom, Parmalat, Ahold, Lernout e Hauspie. Em 2008, uma segunda bolha estourou, trazendo consigo a crise bancária seguida de uma recessão econômica. O ponto surpreendente é que, antes da crise, muitas das empresas e bancos envolvidos haviam investido em programas de responsabilidade social corporativa e ética nos negócios. Mas esses esforços fracassaram porque a gestão ética foi reduzida a uma ferramenta de gestão de negócios.

O Paradoxo da Gestão Ética implica uma busca pela espiritualidade como forma de transcender a racionalidade instrumental que cria o paradoxo. A espiritualidade – como uma experiência interior de profunda interconectividade com todos os seres vivos – abre um espaço de distanciamento das pressões do mercado e das rotinas do mundo dos negócios. Esse distanciamento parece ser uma condição necessária para o desenvolvimento de ideias e práticas éticas inovadoras. Isso pode restaurar a motivação intrínseca e proporcionar uma perspectiva de longo prazo. Infelizmente, a espiritualidade ainda não é um conceito difundido no mundo dos negócios. Nos negócios, a racionalidade instrumental e utilitarista ainda é a perspectiva dominante, enquanto a espiritualidade está ancorada em uma experiência de vida mais profunda, não instrumental e não utilitarista. Os negócios podem ser renovados e transformados em uma instituição social progressista se eles enriquecerem-se ao assumirem a espiritualidade como elemento central de suas atividades. (Bouckaert & Zsolnai, 2011)

Códigos de ética e ética profissional formulam direitos e deveres para todas as partes interessadas relevantes, a fim de evitar conflitos de interesses. Mas existe uma zona de problemas complexos, ou o que Schumacher chama de problemas divergentes, que permanecem insolúveis e difíceis de superar (Schumacher, 2004). Por problemas divergentes, Schumacher se refere a problemas ligados a premissas de valor antagônicas e inconciliatórias. Códigos de ética, que em sua maioria protegem os interesses e o poder das autoridades reguladoras, não resolvem esse tipo de problema. Na melhor das hipóteses, ajudam a manter os conflitos de valores sob controle. Nós necessitamos de outras maneiras de superar conflitos de valores profundamente enraizados.

Infelizmente, a espiritualidade ainda não é um conceito difundido no mundo dos negócios. Nos negócios, a racionalidade instrumental e utilitarista ainda é a perspectiva dominante, enquanto a espiritualidade está ancorada em uma experiência de vida mais profunda, não instrumental e não utilitarista.

A espiritualidade, como uma disciplina, tem o potencial de revelar significado e propósito na vida, superando a busca pelo interesse próprio, a polarização e os conflitos de valores. Nós podemos considerar a espiritualidade como um pensamento intuitivo e não racional que abre a nossa mente para a cocriação de significado na vida. Os seus métodos incluem empatia, pensamento dialógico, narrativa, visualizações simbólicas, meditação, autorreflexão, oração, etc. A espiritualidade ajuda a ir além dos problemas que nos bloqueiam e revela as novas perspectivas que nos permitem transcendê-los e encontrar novas maneiras de ser e agir.

Os negócios podem ser renovados e transformados em uma instituição social progressista se eles enriquecerem-se ao assumirem a espiritualidade como elemento central de suas atividades. (Bouckaert & Zsolnai, 2011)

A interligação das crises ecológica, social e econômica demonstra claramente a inadequação do paradigma de gestão materialista. A gestão materialista baseia-se na crença de que a principal motivação para se fazer negócios é o lucro e que o sucesso deve ser medido apenas pelo lucro gerado (Zsolnai, 2015). Um paradigma de gestão pós-materialista está emergindo e é caracterizado pela frugalidade, ecologia profunda, confiança, reciprocidade, responsabilidade para com as gerações futuras e autenticidade. Dentro dessa estrutura, o lucro e o crescimento não são mais objetivos finais, mas elementos de um conjunto mais amplo de valores. De maneira semelhante, os cálculos de custo-benefício não são mais a essência da gestão, mas fazem parte de um conceito mais amplo de sabedoria em liderança.

A espiritualidade, como uma disciplina, tem o potencial de revelar significado e propósito na vida, superando a busca pelo interesse próprio, a polarização e os conflitos de valores. Nós podemos considerar a espiritualidade como um pensamento intuitivo e não racional que abre a nossa mente para a cocriação de significado na vida.

Linhas de Pesquisa Reconectando Ética e Espiritualidade

Nas últimas décadas, nós testemunhamos o surgimento de iniciativas que representam tentativas promissoras de reconectar a ética com a espiritualidade. As mais importantes são a Ecologia Integral, Ethos Indiana na Gestão e a Economia Budista, que têm diversas implicações para os negócios e a gestão.

A espiritualidade ajuda a ir além dos problemas que nos bloqueiam e revela as novas perspectivas que nos permitem transcendê-los e encontrar novas maneiras de ser e agir.

A Ecologia Integral, proposta pela encíclica do Papa “Laudato si'” [“Louvado sejas”], integra as preocupações com as pessoas e o planeta (Papa Francisco, 2015). Um entendimento integral e transdisciplinar do mundo conecta a ciência aos valores humanos e enxerga o mundo como um sistema interligado de ecologia, economia, equidade e justiça. A Ecologia Integral aponta um caminho para o desenvolvimento sustentável por meio do consumo frugal e do reconhecimento do valor intrínseco da natureza.

Na encíclica, o Papa destaca as origens humanas da crise ecológica e propõe mudanças fundamentais na organização da nossa vida econômica e social. Entre as importantes sugestões do Papa estão a frugalidade no consumo e o reconhecimento do valor intrínseco da natureza. Ambas as propostas representam sérios desafios para a economia e os negócios.

Na encíclica, nós vemos uma condenação da atual cultura do “usar e descartar”, que “gera tanto desperdício, devido ao desejo desordenado de consumir mais do que o realmente necessário” (Papa Francisco, 2015, parágrafo 123). Ela apela para “modificar o consumo, desenvolver uma economia de gestão de resíduos e reciclagem, proteger certas espécies e planejar uma agricultura diversificada e a rotação de culturas” (Papa Francisco, 2015, parágrafo 180).

O Papa Francisco (2015, parágrafo 203) teme que “nós tenhamos meios em excesso e poucos fins insignificantes”. Ele incentiva o desenvolvimento de “estilos de vida mais sóbrios, reduzindo o consumo de energia e melhorando sua eficiência” (Papa Francisco, 2015, parágrafo 193). Ele acredita que “uma diminuição no ritmo de produção e consumo pode, por vezes, dar origem a outra forma de progresso e desenvolvimento” (Papa Francisco, 2015, parágrafo 191).

A espiritualidade Cristã sublinhada na encíclica propõe “um entendimento alternativo da qualidade de vida e incentiva um estilo de vida profético e contemplativo, capaz de um profundo desfrute, livre da obsessão pelo consumo. … Nós necessitamos retomar uma antiga lição, encontrada em diferentes tradições religiosas e também na Bíblia: a convicção de que ‘menos é mais’”. É um retorno à simplicidade “que nos permite parar e apreciar as pequenas coisas, sermos gratos pelas oportunidades que a vida nos oferece, estarmos espiritualmente desapegados do que possuímos e não sucumbirmos à tristeza pelo que nos falta” (Papa Francisco, 2015, parágrafo 222). “A felicidade significa saber limitar algumas necessidades” (Papa Francisco, 2015, parágrafo 223).

O Papa Francisco (2015, parágrafo 140) nos exorta a aceitar o valor intrínseco da natureza e a expressar apreço por ela. Os seres naturais e os ecossistemas “têm um valor intrínseco independente de sua utilidade. Cada organismo, como criatura de Deus, é bom e admirável em si mesmo; o mesmo se aplica ao conjunto harmonioso de organismos que existem em um espaço definido e funcionam como um sistema”.

“Nós necessitamos retomar uma antiga lição, encontrada em diferentes tradições religiosas e também na Bíblia: a convicção de que ‘menos é mais’”. É um retorno à simplicidade “que nos permite parar e apreciar as pequenas coisas, sermos gratos pelas oportunidades que a vida nos oferece, estarmos espiritualmente desapegados do que possuímos e não sucumbirmos à tristeza pelo que nos falta” (Papa Francisco, 2015, parágrafo 222). “A felicidade significa saber limitar algumas necessidades” (Papa Francisco, 2015, parágrafo 223).

A encíclica enfatiza que “a proteção ambiental não pode ser assegurada apenas com base em cálculos financeiros de custos e benefícios. O meio ambiente é um daqueles bens que não podem ser adequadamente salvaguardados ou promovidos pelas forças de mercado”. (Papa Francisco, 2015, parágrafo 190)

A visão da Ecologia Integral do Papa Francisco já inspirou muitos debates, iniciativas de pesquisa e ações práticas. (Jakobsen & Zsolnai, 2017; LSRI, 2020; Economia de Francisco, 2020)

A Ethos Indiana na Gestão é um movimento iniciado por S. K. Chakraborty, fundador do Centro de Gestão para Valores Humanos do Instituto Indiano de Gestão de Calcutá.

O choque entre as forças nos negócios globalizadas e orientadas pelo mercado e os valores e a ética espiritual Indianos, baseados no Vedanta, foi o tema central da dedicação de Chakraborty, ao longo de décadas, em estabelecer e promover um Modelo Indiano de Gestão construído sobre o conhecimento Indígena da Índia. A sua contribuição fundamental reside em ancorar uma base espiritual sólida aos valores humanos e à liderança, utilizando insights da ethos Indiana e de seus proponentes modernos, como Rabindranath Tagore, Swami Vivekananda, Mahatma Gandhi e Sri Aurobindo. (Chakraborty, 1997, 2014; Chakraborty & Chakraborty, 2008; Mukherjee & Zsolnai, 2021)

A abordagem “Indian Ethos in Management” [“Ethos Indiana na Gestão”] visa incorporar os conceitos Indígenas da Índia à gestão profissional Indiana. Para tanto, Chakraborty publicou dezenas de livros sobre valores, ética e liderança; fundou três periódicos e duas instituições; inspirou muitos estudantes de administração na Índia e no exterior, além de milhares de executivos e profissionais que participaram de seus programas de desenvolvimento gerencial. Merece destaque o periódico “Journal of Human Values”, do qual Chakraborty foi editor-chefe fundador e é publicado semestralmente pela Sage Publications.

O esforço de Chakraborty em fundamentar a ética nos negócios nas tradições da espiritualidade Indiana, particularmente na herança Vedântica, representa um desafio para os eticistas Ocidentais, que geralmente pensam em termos de teorias de direitos, contrato social e maximização da utilidade. Introduzir a espiritualidade no campo da ética nos negócios e gerencial promove uma mudança de comportamento, passando de uma orientação externa por regras para uma busca existencial e introspectiva por significado. O que falta na ética nos negócios e gerencial convencional é uma intuição profunda e intersubjetiva da Presença da Vida que guia os pensamentos e as ações. Chakraborty denomina essa ética baseada na reconexão com a fonte interior da Vida de ética da consciência no nível da percepção [consciousness], que ele corretamente distingue da ética da conformidade e da ética cognitiva.

Introduzir a espiritualidade no campo da ética nos negócios e gerencial promove uma mudança de comportamento, passando de uma orientação externa por regras para uma busca existencial e introspectiva por significado.

Esse novo foco não apenas tem levado a conceitos mais amplos de propósito e sucesso do que os tradicionalmente associados à gestão, como também tem dado origem a questões existenciais mais profundas sobre a identidade e a responsabilidade das corporações e de seus líderes, questões muito semelhantes às enfrentadas por pessoas em busca de espiritualidade. (Pruzan, 2009; Mukherjee, 2020)

Chakraborty enfatizou que a orientação materialista dominante nos negócios atuais dificilmente pode ser conciliada com qualquer espiritualidade genuína. O entendimento dominante da racionalidade econômica, ou seja, a maximização do interesse próprio individualista, deve ser substituída por uma noção mais ampla de razão. O economista ganhador do Prêmio Nobel, Amartya Sen (2004), sugeriu que a racionalidade exige que as escolhas de ação, incluindo objetivos, valores e prioridades, sejam submetidas a uma análise racional. Dessa forma, escolhas inspiradas espiritualmente podem não ser incompatíveis com as exigências da razão humana. Os agentes nos negócios são capazes de buscar os objetivos deles racionalmente com base em valores e prioridades espirituais.

A Ethos Indiana na Gestão pode servir de inspiração para acadêmicos, líderes empresariais e profissionais da área administrativa repensarem os seus papéis e responsabilidades na transformação dos negócios em empreendimentos mais humanos e ecológicos. Isso se torna ainda mais relevante em um mundo assolado por uma crise alarmante causada pela disseminação global do vírus da Covid-19. A importância de defender e buscar a Ethos Indiana no combate global a esse vírus mortal sugere formas alternativas de pensar e viver para um futuro seguro, equilibrado e sustentável para o indivíduo, a organização, a comunidade, a sociedade, as nações e o planeta como um todo.

Os agentes nos negócios são capazes de buscar os objetivos deles racionalmente com base em valores e prioridades espirituais.

A Economia Budista tem sido desenvolvida para criar uma visão de mundo alternativa que desafia as principais premissas subjacentes da economia Ocidental. (Zsolnai, 2011; Tideman, 2016; Magnuson, 2016; Brown, 2017)

Em seu livro de grande sucesso, “Small is beautiful” [“O pequeno é belo”], E. F. Schumacher (1973) enfatizou que a tarefa e os objetivos da economia são proporcionar paz e permanência. A economia Budista dedica-se a essa dupla tarefa. O principal objetivo de uma vida Budista é a libertação de todo o sofrimento. O Nirvana, que pode ser alcançado pela negação da necessidade e pela purificação do caráter humano, é o estado final.

A Economia Budista tem sido desenvolvida para criar uma visão de mundo alternativa que desafia as principais premissas subjacentes da economia Ocidental. (Zsolnai, 2011; Tideman, 2016; Magnuson, 2016; Brown, 2017)

Os valores centrais da economia Budista são a simplicidade e a não violência. Do ponto de vista Budista, o padrão ideal de consumo consiste em alcançar o mais alto nível de satisfação humana por meio da menor taxa de consumo material possível. Isso permite que as pessoas vivam com menos pressão e tensão. Pessoas que levam uma vida simples são menos propensas a comportamentos agressivos do que aquelas que dependem fortemente de recursos naturais escassos.

O principal objetivo de uma vida Budista é a libertação de todo o sofrimento.

Enquanto a economia Ocidental moderna promove negócios baseados em interesses individuais, na maximização do lucro e no interesse próprio, a economia Budista sugere uma estratégia alternativa. O princípio fundamental da economia Budista é minimizar o sofrimento de todos os seres sencientes, incluindo os não humanos. De uma perspectiva Budista, um projeto é digno de ser empreendido se puder reduzir o sofrimento de todos os afetados. Qualquer mudança nos sistemas de atividade econômica que reduza o sofrimento deve ser bem-vinda.

Os valores centrais da economia Budista são a simplicidade e a não violência.

A economia Ocidental moderna cultiva desejos. As pessoas são incentivadas a desenvolver novos desejos por coisas para adquirir e por atividades para realizar. O objetivo do lucro das empresas exige a criação de mais demanda. A economia Budista sugere que não multipliquemos, mas simplifiquemos os nossos desejos. Uma vez atingidos os padrões mínimos de conforto material, que incluem alimentação, vestuário, abrigo e medicamentos suficientes, é sábio tentar reduzir os desejos. Querer menos pode trazer benefícios substanciais para a pessoa, para a comunidade e para a natureza. A economia Budista recomenda o consumo moderado e visa diretamente à mudança de preferências por meio da meditação, reflexão, análise, autossugestão e práticas semelhantes.

A economia Ocidental moderna cultiva desejos. A economia Budista sugere que não multipliquemos, mas simplifiquemos os nossos desejos.

A economia Ocidental moderna busca introduzir soluções de mercado sempre que problemas sociais necessitam ser resolvidos. Isso leva ao processo de mercantilização, pelo qual esferas da sociedade se subordinam ao mecanismo de mercado. A não violência (“ahimsa”) é o principal princípio orientador do Budismo para a resolução de problemas sociais e é um requisito básico que um ato não cause danos a quem o pratica ou a quem o recebe. A não violência impede a prática de ações que causam sofrimento direto a si mesmo ou a outros e incentiva a busca por soluções participativas.

A economia Budista recomenda o consumo moderado e visa diretamente à mudança de preferências por meio da meditação, reflexão, análise, autossugestão e práticas semelhantes.

Na economia Ocidental moderna, o valor de uma entidade (seja ela um ser humano, outro ser senciente, um objeto ou qualquer outra coisa) é determinado por sua contribuição marginal para a produção. Um projeto é considerado viável somente se o seu fluxo de caixa descontado for positivo. Para obter o melhor dos parceiros, é necessário zelar genuinamente por sua existência. Organizações que se importam são recompensadas pelos custos mais elevados de seu comportamento socialmente responsável por sua capacidade de formar compromissos entre proprietários, gestores e funcionários e de estabelecer relações de confiança com clientes e subcontratados. (Frank, 2004)

A não violência (“ahimsa”) é o principal princípio orientador do Budismo para a resolução de problemas sociais e é um requisito básico que um ato não cause danos a quem o pratica ou a quem o recebe.

O homem econômico Ocidental só pode considerar os interesses dos outros se isso servir aos seus próprios interesses. O comportamento egoísta e oportunista geralmente fracassa. A generosidade, sugerida pelo Budismo, funcionaria nos negócios e na vida social porque as pessoas são, de fato, “homo reciprocans” – nós tendemos a retribuir o que nós recebemos e, muitas vezes, retribuímos com mais valor do que nós recebemos. (Bowles & Gintis, 2011)

A economia Budista não visa construir um sistema econômico próprio. Ao invés disso, representa uma estratégia que pode ser aplicada a qualquer contexto econômico, em qualquer época. Ela ajuda a criar soluções de subsistência que reduzem o sofrimento de todos os seres sencientes por meio da negação da necessidade, da não violência, do cuidado e da generosidade. (Zsolnai, 2008)

A generosidade, sugerida pelo Budismo, funcionaria nos negócios e na vida social porque as pessoas são, de fato, “homo reciprocans” – nós tendemos a retribuir o que nós recebemos e, muitas vezes, retribuímos com mais valor do que nós recebemos. (Bowles & Gintis, 2011)

Desafios para o Futuro

A nova realidade do Antropoceno (Steffen et al., 2011, 2018) gera grandes desafios para a ética, os negócios e a gestão. Literalmente, a continuidade da existência da humanidade e de outras formas de vida está em jogo (McKibben, 2020).

(i) Como uma ética afirmativa da vida pode ser desenvolvida e traduzida em práticas de negócios e gestão?

(ii) Como modelos de negócios e econômicos com raízes espirituais podem ser criados, implementados e ampliados para preservar a natureza e servir ao bem-estar humano?

(iii) Como a ética e a espiritualidade podem contribuir para a resiliência e o bem-estar das comunidades humanas na era da degradação e do colapso ecológico?

Para solucionar esses e outros problemas relacionados, é necessário um comprometimento genuíno e uma criatividade extraordinária tanto por parte de acadêmicos quanto de profissionais da área. Nós necessitamos de uma combinação singular de boa índole e intelecto astuto para lidar com as enormes calamidades ecológicas e sociais que estão por vir.

Referências

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—–Continua Parte V—–

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A Espiritualidade nas Empresas trata-se de uma Filosofia cujos Princípios são capazes de ajudar tanto as Pessoas quanto as Organizações.

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Autor

Graduação: Engenharia Operacional Química. Graduação: Engenharia de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing - PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras - FGV/SP. Blog Projeto OREM® - Oficina de Reprogramação Emocional e Mental - O Blog aborda quatro sistemas de pensamento sobre Espiritualidade Não-Dualista, através de 4 categorias, visando estudos e pesquisas complementares, assim como práticas efetivas sobre o tema: OREM1) Ho’oponopono - Psicofilosofia Huna. OREM2) A Profecia Celestina. OREM3) Um Curso em Milagres. OREM4) A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE) - Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT). Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista como uma proposta inovadora de filosofia de vida para os padrões Ocidentais de pensamentos, comportamentos e tomadas de decisões (pessoais, empresariais, governamentais). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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