Durante um longo período eu tenho estudado o sistema de pensamento do processo de resolução de problemas através do Ho’oponopono, assim como o sistema de pensamento da ancestral Psicofilosofia Huna, por meio de todo o material disponível (muito escasso, na verdade) e sempre procurando fontes primárias de informação para garantir a veracidade dos insights advindos dessa busca pela verdade.
Em diversos momentos, durante esse período de conhecimento e entendimento, apareciam na tela de minha mente a destacada ideia de um crescimento espiritual vertical e horizontal como resultado da prática do Ho’oponopono.
Certo dia eu me questionei como seria possível explicar, de maneira didática, o que seria esse desenvolvimento vertical versus horizontal que insistia em se destacar em minha mente, durante esse processo de busca e aprendizado sobre o que pensavam e faziam os Kahunas da Polinésia em suas atividades de cura [healing].
O presente artigo de Andrew Cohen e Ken Wilber veio como uma inspiração divina, a partir do Aumakua, o Deus Pai-Mãe de meu coração, em resposta ao meu questionamento, artigo esse que nós estamos transcrevendo abaixo, em tradução livre, para a nossa reflexão.
“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.” Mateus 7:7
O desenvolvimento ou crescimento espiritual vertical versus horizontal é a base do meu construto de ciência da espiritualidade.
Artigo:
“Vertical vs. Horizontal Development”
“Desenvolvimento Vertical versus Horizontal”
Autores:
Andrew Cohen e Ken Wilber
Site:
EnlightenNext Issue 46 – Spring/Summer 2010
Fonte:
EnlightenNext Magazine – Spring/Summer 2010
Tradução livre Projeto OREM® (PO)
O professor espiritual Andrew Cohen e o filósofo integral Ken Wilber discutem a dinâmica da transformação, o mistério da emergência criativa e a melhor maneira de evitar desperdiçar a própria vida.
O que realmente significa evoluir conscientemente? Em seu vigésimo quinto diálogo, o professor espiritual Andrew Cohen e o filósofo integral Ken Wilber discutem a dinâmica da transformação, o mistério da emergência criativa e a melhor maneira de evitar desperdiçar a própria vida.
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Desenvolvimento Vertical vs. Horizontal
ANDREW COHEN: Eu queria conversar com você hoje sobre alguma coisa que tem se tornado um tema cada vez mais importante no meu trabalho como professor espiritual. Trata-se da distinção entre o que eu chamo de desenvolvimento vertical e horizontal; eu tenho achado que é uma distinção bastante profunda e sutil em relação ao que nós entendemos por evolução humana superior, especialmente no que diz respeito à iluminação e à experiência de estados elevados de consciência no nível da percepção [consciousness]. Recentemente, eu conduzi três retiros de fim de semana — na Califórnia, na Alemanha e em Massachusetts — nos quais eu pedi às pessoas que examinassem a diferença entre desenvolvimento vertical e horizontal em relação às suas próprias experiências.
No entanto, quando as pessoas me diziam o que elas pensavam que o desenvolvimento vertical significava, eu percebia que, em 98% dos casos, o que elas estavam descrevendo era desenvolvimento horizontal e não realmente vertical da maneira como eu utilizo o termo.
Quando eu falo em desenvolvimento vertical — especialmente no contexto da Iluminação Evolutiva, espiritualidade evolutiva e o que significa, para um ser humano, evoluir de fato —, eu vejo isso realmente como apontando para a emergência. Para mim, desenvolvimento vertical significa sempre a emergência (o surgimento) de maior complexidade e integração a partir de uma condição de menor complexidade e integração. Significa que alguma coisa inegavelmente nova entra em cena.
É claro que existem muitas maneiras diferentes de se falar sobre desenvolvimento horizontal e vertical, mas, quando eu uso esses termos, eu me refiro sempre a alguma coisa muito específica. Eu sei que você também tem a sua própria maneira de fazer essa distinção.
KEN WILBER: Sim. Deixe-me começar ressaltando que existem pelo menos duas outras distinções importantes a serem feitas ao falar sobre níveis mais elevados de desenvolvimento. Uma delas envolve estruturas de consciência no nível da percepção [consciousness] e a outra, estados de consciência no nível da percepção [consciousness]. E ambas crescem e se desenvolvem; ambas apresentam o que nós poderíamos chamar de desenvolvimento vertical e horizontal. O vertical, como você disse, significa crescimento e transformação reais; o horizontal significa simplesmente um deslocamento de — ou uma maneira diferente de se relacionar com (estar conectado com) — o nível em que você já se encontra.
Assim, nós observamos tanto a transformação quanto o deslocamento nessas duas grandes sequências de crescimento de estruturas e estados. As estruturas de consciência no nível da percepção [consciousness] são os estágios padrão ou níveis investigados por estudiosos Ocidentais do desenvolvimento (Desenvolvimentistas), de Piaget a Kohlberg, a Loevinger, a Maslow e a Graves. Jean Gebser foi o primeiro a nomeá-las, classificando-as como arcaica, mágica, mítica, racional, pluralista, integral e superior (veja a página 58). Elas também podem ser simplificadas e agrupadas de forma mais abrangente nas categorias: pré-moderna, moderna, pós-moderna e integral.
Esses estágios correspondem às perspectivas, visões de mundo e valores fundamentais pelos quais tanto indivíduos quanto culturas inteiras progridem em seu desenvolvimento. Por sua vez, os principais estados de consciência no nível da percepção [consciousness] são o foco de interesse das grandes tradições contemplativas do mundo. Existe um movimento de desenvolvimento no qual a consciência no nível da realidade [awareness] — por meio da meditação ou de outras práticas espirituais — pode manter a sua lucidez ao transitar para o estado sutil de sonho e para os estados profundos e sem forma de vacuidade, despertando para si mesma como o Self único, absoluto e infinito.
Em ambos os casos, o desenvolvimento vertical significaria uma transformação real ou uma mudança efetiva no nível de consciência no nível da percepção [consciousness] de alguém. Se você imaginar um prédio de dez andares, a transformação vertical equivale a mudar-se de um andar para outro mais elevado; já o deslocamento horizontal corresponde a reorganizar os móveis dentro do mesmo andar.
COHEN: Exato!
WILBER: Então, quando você estava pedindo às pessoas nos seus retiros que dessem as suas definições de transformação vertical, elas na verdade estavam dando definições de deslocamento horizontal, simplesmente porque é nisso que a maioria das pessoas tende a pensar. É algo mais fácil de visualizar e compreender.
O DESENVOLVIMENTO REAL SIGNIFICA ASCENSÃO VERTICAL
COHEN: Quando nós estamos falando em verticalidade, isso deve significar que todo o nosso ser está passando por um processo que resultará na emergência de capacidades e maneiras de pensar genuinamente e autenticamente novas — coisas que não existiam antes. Não se trata daquele caminho de autoaperfeiçoamento em que nós estamos modificando, de maneira positiva e importante, o self que nós já somos. Nós não estamos simplesmente tornando o self, tal como ele é, melhor. Nós estamos nos envolvendo com o processo espiritual de tal forma que o resultado será a emergência de alguma qualidade, habilidade e capacidade que antes não existia.
“Nós não estamos simplesmente tornando o self, tal como ele é, melhor. Nós estamos nos envolvendo com o processo espiritual de tal forma que o resultado será a emergência de alguma qualidade, habilidade e capacidade que antes não existia.“
Eu também considero que a ideia de ascensão vertical sempre aponta para além da fixação pós-moderna no self pessoal e psicológico. Assim, o self pessoal e a sua perspectiva psicológica serão sempre transcendidos de maneira muito significativa e profunda por meio da ascensão vertical. E isso se relaciona a alguma coisa que eu tenho enfatizado muito em meus ensinamentos: o fato de que grande parte de quem nós somos, enquanto indivíduos únicos e pessoais, é, na verdade, um produto da cultura. Em outras palavras, uma parcela significativa de quem nós somos consiste, na realidade, em estruturas produzidas culturalmente e não meramente em estruturas pessoais que sejam apenas o resultado de nossa experiência individual e única.
Portanto, ao expandir a noção do que é a ascensão vertical — indo além do simples rompimento ou transcendência de nossos condicionamentos pessoais e psicológicos —, nós temos também que nos esforçar para enxergar além da nossa maneira culturalmente condicionada de nos relacionarmos com a vida, com o self, com o mundo, com a cultura e com o cosmos. E nós queremos fazer isso para vislumbrar um potencial mais elevado e ainda não manifesto — para nos colocarmos em uma posição que nos permita criar uma cultura nova e superior.
WILBER: Exatamente. Tudo isso se torna importante em uma espiritualidade evolutiva genuína, que não trabalha apenas com estados superiores, mas também com essas estruturas pessoais e culturais. Esse é um dos assuntos sobre os quais você e eu provavelmente mais temos conversado e é algo importante se nós quisermos entender o que realmente significa desenvolvimento vertical.
Se você observar essas estruturas básicas de desenvolvimento, começando pela pré-moderna:
A pré-moderna é um estágio fundamentalista, mítico e etnocêntrico, no qual você acredita que existe apenas um caminho e uma verdade — vindos diretamente de Deus —, que cada palavra da Bíblia é literalmente verdadeira e assim por diante. Essa é a estrutura pré-moderna.
Passando para a estrutura seguinte, ocorre uma transformação: deixa-se a crença em meros mitos para ingressar no estágio racional, científico e moderno. Agora, a sua verdade é a verdade científica, determinada por evidências objetivas, experimentação e consenso fundamentado. Esses são alguns dos valores padrão da estrutura moderna.
A próxima grande estrutura a surgir até o momento é o estágio pós-moderno, que ganhou destaque na década de 1960 e engloba os valores dos chamados ‘criativos culturais’, preocupações ambientais ecológicas e uma visão de mundo pluralista e multicultural. Esse é o estágio com o qual você e eu nos deparamos constantemente em nosso trabalho, pois as estruturas emergentes que despertam o nosso interesse — integral e superiores — surgem imediatamente após esse estágio pós-moderno. O aspecto fundamental da perspectiva integral é que, enquanto cada um dos estágios anteriores acredita que as suas próprias visões são as únicas verdadeiras e corretas no mundo, o estágio integral de desenvolvimento reconhece que todos os estágios precedentes devem ser respeitados e levados em consideração.
Sob uma ótica integral, nós buscamos incluir todas essas perspectivas em uma estrutura de desenvolvimento abrangente; no entanto, é com a visão pós-moderna que mais nós nos deparamos, visto que as pessoas interessadas em formas alternativas e pós-tradicionais de espiritualidade provêm dessa visão de mundo.
O problema reside no fato de que, por ser um estágio de pluralismo igualitário, ele é fortemente avesso a noções de desenvolvimento, classificação, hierarquia, níveis e estágios. Essa perspectiva tende a considerar todas as simples visões como absolutamente iguais. Naturalmente, essa crença não é absoluta na prática, pois tal visão rejeita tanto as concepções racionalistas da modernidade quanto as visões míticas da pré-modernidade. Ela sustenta que as suas próprias visões ‘progressistas’ são superiores, melhores e as únicas verdadeiramente corretas.
COHEN: Que irônico.
WILBER: De fato, que irônico. E assim, quando se trata de transformação vertical, a maior parte das dificuldades que você e eu enfrentamos decorre dessa visão pluralista pós-moderna extrema, que não admite a possibilidade de estados e estágios superiores — muito menos a possibilidade de que alguns sejam melhores do que outros e de que se possa despertar para dimensões do ser mais elevadas e profundas. Ela simplesmente não permitirá esse tipo de julgamento; por isso, os pós-modernos descartam qualquer forma de transformação. Para eles, a ideia de transformação vertical — passar de um estágio inferior para um superior — implica fazer um julgamento que algumas coisas são melhores do que outras e isso não é permitido.
“Quando eu falo em desenvolvimento vertical — especialmente no contexto da Iluminação Evolutiva, espiritualidade evolutiva e o que significa, para um ser humano, evoluir de fato —, eu vejo isso realmente como apontando para a emergência. Isso significa que alguma coisa inegavelmente nova entra em cena.” ANDREW COHEN
COHEN: Certo.
WILBER: Então, nós estamos travados! Não nos é permitido nada além de deslocamentos padrão. Restam-nos apenas movimentos horizontais. Nada de movimentos verticais. E isso é uma grande tragédia, porque, naturalmente, o que nós queremos fazer é ajudar as pessoas a aprenderem a transitar de qualquer estrutura ou estado em que se encontrem para o próximo estado ou estágio — mais elevado, mais amplo e mais profundo. Essas estruturas ou estados ‘mais elevados’ não o são no sentido de serem excludentes. Eles são mais elevados no sentido de serem mais inclusivos. Cada estrutura mais elevada engloba mais visões e mais perspectivas.
O ponto importante sobre qualquer um desses movimentos — do pré-moderno ao moderno, ao pós-moderno, ao integral e aos níveis superiores — é que eles são verticais, eles são transformadores; isso significa que ocorre uma mudança estrutural real na consciência no nível da percepção [consciousness]. Trata-se de uma verdadeira mudança de consciência no nível da percepção [consciousness]; não é apenas permanecer no nível em que você está e reorganizar os móveis no mesmo andar.
“Essas estruturas ou estados ‘mais elevados’ não o são no sentido de serem excludentes. Eles são mais elevados no sentido de serem mais inclusivos. Cada estrutura mais elevada engloba mais visões e mais perspectivas.” WILBER
COHEN: Ou decidir redecorar e comprar móveis novos que apenas substituem os antigos.
WILBER: Esse é o problema, não é? Muitos mestres espirituais lhe vendem móveis novos e lindos, mas mantêm você no mesmo andar!
“O ponto importante sobre qualquer movimento vertical é que ocorre uma mudança estrutural real na consciência no nível da percepção [consciousness]. Não é apenas permanecer no nível em que você está e reorganizar os móveis no mesmo andar.” KEN WILBER
DESPERTANDO PARA O SER E O VIR A SER
COHEN: Eu penso que, à medida que nós avançamos dos estágios de desenvolvimento pós-modernos para os integrais e os pós-integrais — especialmente quando também nós adquirimos a capacidade de experienciar estados místicos mais elevados e profundos —, torna-se fundamental entender a distinção entre o desenvolvimento vertical e o horizontal.
Por exemplo, ao longo dos anos, eu tenho conhecido muitos líderes religiosos, incluindo vários que adotam uma abordagem mais progressista em relação às antigas tradições místicas. Frequentemente, são indivíduos profundamente despertos; a experiência de alegria, amor e bem-aventurança que se experiencia ao simplesmente passar um tempo com eles é espiritualmente energizante e expande a consciência no nível da percepção [consciousness].
Nesse tipo de encontro, eu sempre me impressiono pela profundidade da generosidade, da confiança e da abertura de coração que nós conseguimos compartilhar. Ao mesmo tempo, chama-me a atenção o fato de raramente haver qualquer sensação de necessidade de chegar a um lugar novo dentro dessa experiência compartilhada de paz e bem-aventurança. Eu penso que encarar o desenvolvimento espiritual em um contexto criativo, vertical e evolutivo é uma coisa simplesmente diferente. Trata-se de uma nova perspectiva com a qual muitas pessoas — especialmente aquelas oriundas de tradições religiosas estabelecidas — não estão necessariamente familiarizadas.
WILBER: Certo. Essa qualidade de intimidade que você descreveu é típica de situações em que as pessoas despertam juntas para estados de consciência no nível da percepção [consciousness] mais elevados ou profundos; o que você está descrevendo é, provavelmente, o estado causal — ou o que no Vedanta se chama ‘anandamaya-kosha’, o invólucro da bem-aventurança e do contentamento. No entanto, se esses estados mais profundos não ocorrerem no contexto de uma nova perspectiva ou estrutura — ou seja, se não fizerem parte da emergência de um estágio integral ou mesmo superintegral —, eles, por si sós, não levarão necessariamente a nada novo.
COHEN: Sim, nesses tipos de situações torna-se evidente que nós não estamos realmente indo a um lugar que nós ainda não temos chegado, pois sempre nós estamos retornando ao mesmo lugar atemporal e sereno. Muitas pessoas pensam que, se você meditar profundamente o suficiente e você experienciar estados de paz, bem-aventurança, alegria e quietude, isso resultará, naturalmente, em um desenvolvimento e uma emergência em um nível mais elevado.
Mas, geralmente, não é assim que as coisas funcionam. Em todos os níveis de evolução — seja cosmológica, biológica ou psicoespiritual —, o surgimento de novos potenciais ocorre, em geral, por meio de um atrito dinâmico e criativo. Desde estrelas que colidem e forjam elementos mais complexos até seres vivos que lutam e competem pela sobrevivência em condições ambientais desafiadoras, é necessário um atrito positivo para criar novas possibilidades evolutivas. E isso também vale para a consciência no nível da percepção [consciousness]. A consciência no nível da percepção [consciousness] evolui quando mentes e almas humanas interagem em conflito criativo e atrito positivo.
‘A consciência no nível da percepção [consciousness] evolui quando mentes e almas humanas interagem em conflito criativo e atrito positivo.‘ COHEN
WILBER: Exatamente. A humanidade está passando por um desdobramento evolutivo dinâmico e, ao utilizar uma perspectiva integral, nós podemos acompanhar a emergência de novos estágios estruturais ao longo da trajetória tumultuada da história humana.
Nós podemos olhar e ver os estágios pelos quais nós temos passado: como nós começamos no estágio arcaico e então avançamos para o mágico, há cerca de quarenta mil anos.
Depois, há cerca de três mil anos, nós passamos para o mítico e desenvolvemos as grandes tradições religiosas.
Há cerca de trezentos ou quatrocentos anos, nós avançamos para a razão e o estágio racional, com o Renascimento e o Iluminismo Ocidental.
Há cerca de trinta ou quarenta anos, nós passamos para o estágio pluralista, com todo aquele movimento dos anos 1960.
E agora nós estamos prestes a criar a próxima estrutura superior; isso significa uma transformação vertical, uma emergência, uma superação do nível pessoal e um avanço para além do ponto onde a cultura humana tem se desenvolvido até o momento.
COHEN: E isso é algo muito importante.
WILBER: Ir além da cultura é algo muito importante. É uma das coisas que torna tudo isso tão empolgante. Então, é claro que nós queremos experienciar o contentamento e a liberdade de estados superiores, mas esses estados necessitam ser entendidos ou interpretados por meio desses estágios superiores.
COHEN: Bem, a experiência de estados superiores também nos permite experienciar um espírito indomável, a sensação de que ‘eu sei que isso é possível de realizar; eu não tenho dúvidas quanto a isso’. É uma fonte de convicção e inspiração inesgotáveis e constitui o recurso espiritual supremo, pois é a experiência direta do infinito.
WILBER: E é tão importante que a nossa experiência meditativa mais profunda ajude a impulsionar o nosso desenvolvimento estrutural vertical.
COHEN: Sim, com certeza. Quando eu conduzi o primeiro retiro ‘Ser e Vir a Ser’ (‘Being and Becoming’) da EnlightenNext, no verão passado, o que mais me fascinou foi que, nos primeiros dez dias, praticamente eu não falei sobre evolução ou desenvolvimento vertical. A primeira parte do retiro não visava chegar a um lugar novo; tratava-se de retornar ao zero, ao vazio, ao estado iluminado de puro ser. E foi incrível, porque o professor que eu fui nos primeiros sete ou oito anos da minha carreira de ensino veio à tona e nada faltava. Tudo de que nós falávamos era sobre retornar ao zero e sobre como esse retorno ao zero era a resposta para todas as questões humanas possíveis.
No entanto, no momento em que nós fizemos a transição para o segundo período de dez dias do retiro e começamos a falar sobre como o impulso evolutivo ou Eros surgiu pela primeira vez do zero no Big Bang, há quatorze bilhões de anos, eu me tornei um professor diferente. Eu pedi às pessoas que prestassem atenção, pois um tipo diferente de energia fluiria através de mim, apontando para todos uma direção completamente distinta e deslocando o foco de sua atenção do ser atemporal para o vir a ser. Eu expliquei que a mensagem que fluiria através de mim era a de que nós temos que chegar a um lugar novo e que haveria uma sensação de urgência avassaladora em relação a isso.
O que é interessante, eu disse, é que haverá também, naquilo que estava sendo compartilhado, a mesma sensação de plenitude absoluta como houve na transmissão que nós experienciamos enquanto estávamos imersos no puro ser. Mas a mensagem será exatamente o oposto.
WILBER: Certo.
COHEN: E, em menos de uma hora após o início do primeiro dia, a qualidade do campo intersubjetivo compartilhado mudou — ele agora fervilhava com a força de Eros. Todas as pessoas estavam despertas para o impulso vertical e esse se tornou o tema predominante, não apenas em termos da elucidação do ensinamento, mas também no nível da experiência direta. A sensação agora era: ‘Nós temos que chegar a algum lugar, nós temos que chegar a algum lugar, nós temos que chegar a algum lugar’.
‘Em menos de uma hora, no primeiro dia do Retiro do Vir a Ser, a qualidade do campo intersubjetivo compartilhado mudou — ele agora fervilhava com a força de Eros.’ ANDREW COHEN
Você não vê que isso é o mais importante? É a única coisa! Nós temos que nos mover, nós temos que avançar e nós temos que chegar a um lugar novo”.
‘Nós temos que chegar a algum lugar, nós temos que chegar a algum lugar, nós temos que chegar a algum lugar’.
WILBER: Isso é o Espírito-em-ação!
COHEN: E houve o reconhecimento do Espírito-em-ação como o próprio Self verdadeiro desperto.
WILBER: Exatamente certo. Uma das coisas que sempre eu tenho apreciado no seu trabalho é que você deixa claro que essas duas dimensões — o ser e o vir a ser — realmente refletem duas sequências de crescimento distintas. E uma não fornece informações sobre a outra. Você pode permanecer apenas em uma delas para sempre, sem sequer suspeitar da existência da outra.
COHEN: Correto.
WILBER: Eu quero dizer, o primeiro quark após o Big Bang sentia-se como puro ser, cem por cento; e, se não houvesse também o vir a ser, o nosso universo não passaria de quarks. Felizmente para nós, existe também o Espírito-em-ação, uma superabundância que está evoluindo, crescendo e se transformando, trazendo à tona novas visões e novas transformações o tempo todo.
COHEN: Mais e mais e mais.
WILBER: Mais e mais e mais e isso é parte de quem eu sou. Isso faz parte da minha constituição essencial. Como você disse, existe o ser e depois há o meu vir a ser e eu tenho que dominar ambos.
O SINAL DA EVOLUÇÃO ESPIRITUAL
COHEN: Há uma metáfora que eu costumo usar quando eu estou ensinando. Digamos que você esteja em sua cama meditando, experienciando um vazio sem forma e atemporal, além de perfeita felicidade e plenitude absoluta. De repente, então, um membro da família bate fortemente à sua porta. Você se vê diante de uma situação urgente à qual necessita responder imediatamente.
A questão é: como você irá responder? Como você irá agir e interagir com a situação de uma maneira que expresse, em um grau significativo ou profundo, a singularidade sagrada na qual você estava imerso momentos antes? Essa é, na verdade, a questão fundamental, pois a interpretação da nossa experiência espiritual é o que nos ajudará a entender como responder de modo a refletir a singularidade não-dual que acabou de constituir a nossa experiência e convicção mais íntimas.
E, quando uma interpretação fundamentada em uma estrutura evolutiva integral — ou superintegral — realmente começa a superar a perspectiva anterior de alguém, então o self ‘virá a ser’ um agente do processo evolutivo em ação. As nossas ações, reações e escolhas serão um reflexo de qual é o próximo passo.
WILBER: Exatamente. A estrutura interpretativa é absolutamente crucial para a forma como a experiência espiritual é experienciada, entendida e comunicada. É nesse momento que você transita do Self do ser — meramente estático — para o Self Autêntico do vir a ser; você passa a se ver e a se sentir não apenas como alguém que possui aquela sensação de puro ser — da qual você continua plenamente consciente —, mas também como esse ser-em-ação: como o Espírito-em-ação, o Espírito que se desdobra e se transforma por meio de seu próprio impulso evolutivo.
Enquanto você não reconheça também essa parte de si mesmo — a parte do Espírito-em-ação —, você está, na verdade, apenas parcialmente iluminado. Você não reconheceu o Self dinâmico do vir a ser e isso é extremamente importante, pois o mundo está evoluindo; o Espírito está evoluindo. E, se nós não estivermos na vanguarda desse processo, nós estaremos apenas contribuindo para o peso morto de ontem.
COHEN: Você não concordaria que isso é especialmente verdadeiro para o self pós-moderno que está buscando alcançar estágios integrais e pós-integrais? Eu costumo ressaltar que, de modo geral, o self pós-moderno é provavelmente o self mais afortunado que já surgiu, em termos de acesso dele ou dela à riqueza, educação, privilégios, padrão de vida, oportunidades…
WILBER: Acesso à todas as tradições religiosas do mundo…
COHEN: E à todas as coisas mais. Assim, eu cheguei à conclusão de que tais indivíduos — supondo que eles não estejam gravemente comprometidos física, psicológica ou emocionalmente — têm a obrigação, nesse momento específico da história, de garantir que o seu despertar espiritual signifique, de fato, dar um passo significativo à frente; de serem aqueles que realizarão isso. Pois, como nós já discutimos anteriormente, uma das principais dimensões de uma verdadeira ascensão vertical é o despertar para uma paixão moral, uma obrigação moral, um imperativo moral relacionado à necessidade de assegurar que algum tipo de potencial superior, recém emergente, entre no cosmos por meio de nossas próprias ações deliberadas.
WILBER: Sim, absolutamente. É o despertar de um novo imperativo moral categórico. Reconhece-se que cabe a mim abraçar o Espírito-em-ação, trazer alguma coisa nova à criação, fazer parte de um desdobramento evolutivo emergente e concretizar isso — e por razões morais.
COHEN: Para mim, Ken, esse é o sinal. Em outras palavras, eu nunca consigo dizer até que ponto um indivíduo realmente ‘captou’ a essência disso. Se eles compreendem tudo isso intelectualmente, eles ficam entusiasmados. Se o vivenciam como uma explosão espiritual, eles se sentem inspirados. Mas, a curto prazo, eu nunca tenho ideia de qual é o valor real disso até ver que o indivíduo passou por um despertar moral — até que tenha despertado, de forma comprovada, para o impulso espiritual e evolutivo como um imperativo moral. Só então eu sei que ocorreu um desenvolvimento real. Eu sei que eles têm dado o passo maior e mais importante, o que tornará possível para eles continuarem a se desenvolver. Eles têm dado um enorme passo à frente e agora eles estão vivendo nesse mundo por razões muito diferentes das de antes. Eles já não são meros buscadores; eles estão realmente aqui para criar um mundo diferente. Eles têm reconhecido que essa é a razão de estarem vivos; essa é a razão de serem quem eles são.
Quando qualquer um de nós chega a esse ponto, nós já não estamos aqui apenas para viver os desejos do nosso ego pessoal ou para satisfazer, de forma robótica, valores e imperativos do tipo dos ‘deverias’ que nos foram impostos culturalmente. A partir desse momento, nós estamos realmente aqui para criar alguma coisa que ainda não tenha acontecido. E isso se torna uma obrigação moral e uma razão de ser que confere um sentido e um propósito absolutos ao fato de sermos quem nós somos. Isso não significa que a jornada deixe de ser imensamente desafiadora e difícil — como a vida pode ser em tantos aspectos —, mas agora nós sabemos que nós estamos dispostos a lutar pelas causas mais elevadas e que nós estamos alinhados com a razão espiritual e religiosa suprema para estarmos vivos nesse mundo.
“O mundo está evoluindo. O Espírito está evoluindo. E, se nós não estivermos na vanguarda desse processo, nós estaremos apenas contribuindo para o peso morto de ontem.” KEN WILBER
WILBER: Isso foi muito bem colocado e é certeiro. Eu penso que a razão pela qual você percebe intuitivamente que a pessoa está realmente transformada ao ver esse componente moral é que o componente moral é, em certo sentido, o componente mais profundo que nós temos em nosso ser manifesto. Você não está mais apenas falando sobre isso. Isso não é apenas uma experiência intelectual ou teórica. Isso não é sequer uma mera mudança de estado.
‘Será que, em certa medida, nós deixamos o cosmos um lugar melhor por termos passado por aqui? Será que, por meio de nossa própria intenção consciente e livre arbítrio, nós deixamos a nossa marca?’ ANDREW COHEN
COHEN: Não, é mais profundo do que isso.
WILBER: É uma tomada de consciência desperta de que eu tenho que fazer isso. É para isso que eu estou aqui. O mundo necessita de melhorias. O domínio manifesto é um lugar imperfeito e, muitas vezes, desagradável e cabe a mim continuar despertando a minha inteligência e minha consciência no nível da realidade [awareness] para que eu possa realmente contribuir com alguma coisa positiva para esse mundo.
COMO NÃO DESPERDIÇAR A SUA VIDA
COHEN: Eu posso afirmar, por experiência própria, que é infinitamente mais difícil despertar esse senso moral nas pessoas do que lhes proporcionar acesso a estados superiores de consciência no nível da percepção [consciousness) — despertá-las para o Ser ou mesmo para o Vir a Ser e para o Eros. Isso é relativamente fácil; porém, fazer com que o self pós-moderno — que, na verdade, é fundamentalmente muito egoísta e de mentalidade estreita, ainda que capaz de uma cognição superior — realmente abrace essa nova e ampla perspectiva moral de forma autêntica é algo incrivelmente difícil. É o mais árduo tipo de desenvolvimento de se cultivar em adultos.
WILBER: É o mais difícil porque a vanguarda pós-moderna da evolução, nesse momento, nega a própria existência da moral. Ela a nega categoricamente! Não se pode dizer: ‘Eis uma coisa que pode ser considerada boa para todos os seres humanos’. Isso é visto apenas como uma manifestação da sua arrogância, da sua insuportável petulância e do seu elitismo cultural. Como você ousa fazer tais afirmações! Assim, tenta-se descartar qualquer declaração de ordem moral — ignorando-se, é claro, o fato de que a sua própria visão constitui uma declaração moral. A sua própria visão está afirmando o que é verdadeiro e bom para todos os seres humanos, sem exceção.
Os pós-modernistas arrogam para si essa postura moral elevada, ao mesmo tempo em que a negam a todos os outros e, paralelamente, afirmam: ‘A moral não é possível’. Assim, uma geração inteira cresceu literalmente desmoralizada.
COHEN: É verdade.
WILBER: O senso de direção, o senso de profundidade e o senso de bondade foram retirados de uma geração inteira.
COHEN: Esse é um dos maiores desafios para os filhos da geração ‘baby boomer’. Eu quero dizer, é um dilema cultural realmente sério, porque a tendência a cair no niilismo é muito fácil.
WILBER: Exatamente. É por isso que muitos deles acabam entrando na meditação. Mas, como nós estávamos dizendo, a meditação e os estados de consciência no nível da percepção [consciousness] não trazem moralidade em si mesmos.
COHEN: Certo.
WILBER: É preciso lembrar que as estruturas de consciência no nível da percepção [consciousness] são maneiras de ‘amadurecer’, enquanto os estados de consciência no nível da percepção [consciousness] são formas de ‘despertar’; e nós precisamos incluir ambos. Certamente nós temos que despertar, mas também nós temos que amadurecer; e evoluir para essas estruturas superiores — que envolvem uma moralidade mais profunda e uma abordagem fundamentalmente moral em relação ao universo — é algo absolutamente crucial. Tudo o que você tem que fazer para comprovar isso é simplesmente olhar ao redor e ver como é um universo desprovido de moralidade. É algo absolutamente aterrador.
‘É preciso lembrar que as estruturas de consciência no nível da percepção [consciousness] são maneiras de ‘amadurecer’, enquanto os estados de consciência no nível da percepção [consciousness] são formas de ‘despertar’; e nós precisamos incluir ambos.’ WILBER
COHEN: Pois é, é mesmo. E é especialmente aterrador se considerarmos, mais uma vez, quanta liberdade e oportunidade a maioria de nós, que vive no Ocidente pós-moderno, realmente possui. Por mais difícil que a vida possa ter sido para qualquer um de nós, nós temos que lembrar que ainda nós somos as pessoas mais afortunadas que já nasceram. E isso traz consigo uma obrigação moral inerente. Diante de tamanha boa fortuna, buscar a religião ou a espiritualidade apenas como fonte de consolo ou para a nossa própria cura [healing] pessoal já não parece adequado. Encontrar uma maneira de nos sentirmos melhor pessoalmente por sermos quem nós somos simplesmente não basta mais.
Em outras palavras, a não ser que nós estejamos aqui realmente para fazer uma grande diferença — e eu diria até: a não ser que realmente nós façamos a diferença, a não ser que nós deixemos o universo manifesto como um lugar diferente, um lugar melhor, por termos passado por aqui —, pergunto-me se isso é suficiente. Alguns dirão: ‘Ora, essa é uma afirmação bastante moral, Sr. Cohen. Como o senhor pode dizer uma coisa assim?’ Mas parece-me filosoficamente racional que, para as pessoas mais afortunadas que já nasceram, essa seria uma maneira razoável de qualificar a importância do desenvolvimento espiritual. Nós teremos, em alguma medida, deixado o cosmos um lugar melhor por termos estado aqui? Nós teremos deixado a nossa marca por meio da nossa própria intenção consciente e do nosso livre-arbítrio? Se a resposta for sim, então nós somos capazes de dizer: muito bem. Mas, se não, talvez eu não tenha feito o suficiente.
WILBER: Certo. Eu quero dizer, que outro objetivo você poderia buscar?
COHEN: É assim que eu vejo isso. Isso tende a colocar as pessoas contra a parede e encurrala o self separado de uma maneira muito dramática — e é por isso que eu gosto dessa abordagem, embora ela possa soar um tanto crítica ou julgadora. Mas, para mim, isso nos dá uma meta muito concreta. Ela oferece um objetivo de vida bastante imediato, que aborda a totalidade da nossa individualidade da maneira mais direta possível e nos força a transcender o nosso egoísmo — inclusive em relação às nossas aspirações espirituais — aqui e agora.
WILBER: Se você realmente terá sucesso ou não, talvez caiba às gerações futuras decidir. Enquanto isso, aja como se fosse verdade que, ao não deixar esse mundo um pouco melhor do que o encontrou, você tem desperdiçado a sua passagem por aqui. Apenas adote isso como meta e siga em frente; a história decidirá se você conseguiu ou não.
‘Nós temos que despertar, certamente, mas também nós temos que amadurecer. Evoluir para uma abordagem fundamentalmente moral em relação ao universo é absolutamente crucial.’ KEN WILBER
COHEN: E, olhando sob um ângulo ligeiramente diferente, nós poderíamos dizer que, do ponto de vista evolutivo, cada um de nós dispõe apenas de uma quantidade limitada de tempo aqui. É claro que, na perspectiva da antiga iluminação — ou do despertar para o ser puro e eterno —, o tempo é uma ilusão e o self deseja libertar-se da identificação com o tempo como sendo real. Mas, sob a perspectiva da evolução ou do vir a ser, o tempo é todas as coisas. É tudo o que nós temos. Ele é a maior dádiva. Do ponto de vista evolutivo, o desenvolvimento vertical — a emergência daquilo que é novo — é visto como o bem supremo. E é apenas no tempo e por meio dele que essa emergência pode ocorrer.
Assim, durante o tempo limitado que cada um de nós possui, todos nós temos a oportunidade de fazer a diferença por meio do livre-arbítrio, essa dádiva que nos foi concedida por Deus. Independentemente de quem nós somos, todos nós possuímos algum grau mensurável — e nada insignificante — de livre-arbítrio. E aprender a ativar essa dádiva dada-por-Deus (divina), permitindo que aquilo que é verdadeiramente superior e novo emerja por nosso intermédio, é o que faz toda a diferença.
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Brian Gerard Schaefer – artigo: “Universal Ho’oponopono – A new perspective of an ancient healing art”. Site http://www.thewholespectrom.com/
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David V. Bush – livro “How to Put The Subconscious Mind to Work” (tradução livre: “Como Colocar a Mente Subconsciente para Trabalhar”);
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Francisco Cândido Xavier – livro “No Mundo Maior” (ditado pelo espírito Dr. André Luiz);
Francisco do Espírito Santo Neto – livro “Os Prazeres da Alma” (ditado pelo espírito Hammed);
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Glossário de Termos Havaianos. As principais referências para esses termos são Pukui, Elbert & Mookinik (1975) e Pukui, Haertig e Lee (1972).
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Louise L. Hay – livro “You Can Heal Your Life – (tradução livre: “Você Pode Curar Sua Vida”);
Malcolm Gradwell – livro “Blink: The Power of Thinking without Thinking” (Tradução livre: “Num piscar de olhos: O Poder de Pensar Sem Pensar”);
Manu Meyer, artigo denominado “To Set Right – Ho’oponopono – A Native Hawaiian Way Of Peacemaking” [“Corrigir Um Erro – Ho’oponopono – Uma Maneira Nativa Havaiana de Reconciliação”].
Manulani Aluli Meyer – artigo “Ho’oponopono – Healing through ritualized communication”, site https://peacemaking.narf.org/wp-content/uploads/2021/03/5.-Hooponopono-paper.pdf
Marianne Szegedy-Maszak – edição especial sobre Neurociência publicada na multiplataforma “US News & World Report”, destacando o ensaio “Como Sua Mente Subconsciente Realmente Molda Suas Decisões”;
Mary Frances Oneha PhD; Michael Spencer PhD; Leina‘ala Bright MA; Liza Elkin MSW, MPH; Daisy Wong MSW, MPH; Mikyla Sakurai BA. Artigo “Ho’oilina Pono A’e: Integrating Native Hawaiian Healing to Create a Just Legacy for the Next Generation” [“Ho’oilina Pono A’e: Integrando a Cura [Healing] Nativa Havaiana para Criar um Legado Justo para a Próxima Geração”]. Site: Ho’oilina Pono A’e: Integrating Native Hawaiian Healing to Create a Just Legacy for the Next Generation – PMC;
Mary Kawena Pukui, E.W. Haertig – M.D. e Catherine A. Lee – Livro “NĀNĀ I KE KUMU – LOOK TO THE SOURCE” [“RECORRER À FONTE”] – VOLUME I, publicado por Hui Hānai – A Queen Lili’uokalani Children’s Center, Honolulu, Hawaii – 1972;
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Max Freedom Long. Livro: “Self-Suggestion And The New Huna Theory Of Mesmerism And Hypnosis” [“Autossugestão e a Nova Teoria Huna do Mesmerismo e da Hipnose]. Publicado por: Huna Research Publications – Vista, Califórnia [1956];
Maxwell Maltz (Dr.) – livro “The New Psycho-Cybernetics” (tradução livre: “A Nova Psico-Cibernética”);
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Nelson Spritzer (Dr.) – livro “Pensamento & Mudança – Desmistificando a Programação Neurolinguística (PNL)”;
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Serge Kahili King (Dr.) – livro “Cura Kahuna” (Kahuna Healing);
Serge Kahili King (Dr.) – Artigo: “Body of God” [O Corpo de Deus] – Artigo completo em inglês no site: https://www.huna.org/html/bodyofgod.html;
Serge Kahili King (Dr.) – Artigo: “The Aka Web of Healing” [tradução livre “A Teia [Web] Aka de Cura [Healing]]. Site: https://www.huna.org/html/healingweb.html;
Serge Kahili King (Dr.) – Artigo: “Energy Healing” [tradução livre: Cura [Healing] Energética. Site: https://www.huna.org/html/energyhealing.html;
Serge Kahili King (Dr.) – Artigo: “How To Heal A Situation” [tradução livre: “Como Curar [To Heal] Uma Situação]. Site: https://www.huna.org/html/HealASituation-SKK1121.pdf;
Serge Kahili King (Dr.) – Artigo: “Healing Bad Memories” [tradução livre: Curando [Healing] Memórias Ruins]. Site: https://www.huna.org/html/healmemories.html;
Serge Kahili King (Dr.) – Artigo: “Healing Shapes” [tradução livre: “Formas de Cura [Healing]. Site: https://www.huna.org/html/4symbols.html;
Serge Kahili King (Dr.) – Artigo: “Healing Shapes Revisited” [tradução livre: “Formas de Cura [Healing] Revisitado. Site: https://www.huna.org/html/4symbols2.html;
Serge Kahili King (Dr.) – Artigo “A Living Philosophy, by Serge Kahili King” Site: https://www.huna.org/html/living_phil.html;
Serge Kahili King (Dr.) – Artigo “Principles of Shamanic Practice” – Huna Article – Huna International. Site: https://www.hunahawaii.com/Serge/shamanpractice.htm
Serge Kahili King (Dr.), livreto “The Little Pink Booklet of Aloha” [Tradução livre “O Pequeno Livreto Rosa de Aloha”], em tradução livre Projeto OREM®
Serge Kahili King (Dr.), artigo “Bless Your Way To Success,” [tradução livre “Abençoe O Seu Caminho Para O Sucesso”.
Sílvia Lisboa e Bruno Garattoni – artigo da Revista Superintessante, publicado em 21.05.13, sobre o lado oculto da mente e a neurociência moderna.
Site da Associação de Estudos Huna https://www.huna.org.br/ – artigos diversos.
Site www.globalmentoringgroup.com – artigos sobre PNL;
Site Wikipedia https://pt.wikipedia.org/wiki/Ho%CA%BBoponopono, a enciclopédia livre;
Tad James (pai de Matt James), M.S., Ph.D., com George Naope e Rex Shutte. Material disponibilizado no site Huna – Kahuna Research Group.
Tad James. Livro “The Lost Secrets of Ancient Hawaiian Huna” [“Os Segredos Perdidos da Antiga Huna Havaiana”].
Thomas Lani Stucker – Kahuna Lani – Artigo “The Professional Huna Healer” – Site: https://www.maxfreedomlong.com/articles/kahuna-lani/the-professional-huna-healer/;
Thomas Lani Stucker – Kahuna Lani – Artigo “PSYCHOMETRIC ANALYSIS” [tradução livre: “ANÁLISE PSICOMÉTRICA”], editado no outono de 1982, no Huna Work International #269. Site: https://www.maxfreedomlong.com/articles/kahuna-lani/psychometric-analysis/;
Thomas Troward – livro “The Creative Process in the Individual” (tradução livre: “O Processo Criativo no Indivíduo”);
Thomas Troward – livro “Bible Mystery and Bible Meaning” (tradução livre: “Mistério da Bíblia e Significado da Bíblia”);
Tor Norretranders – livro “A Ilusão de Quem Usa: Reduzindo o tamanho da Consciência” (versão em inglês “The User Illusion: Cutting Consciousness Down to Size”);
“Um Curso em Milagres” – 2ª edição – copyright 1994 da edição em língua portuguesa;
Usha Rani Kandula, Zeenath Sheikh, Aspin R, Jeya Beulah D, Manavalam, Hepsi Natha – Artigo Effectiveness of Ho’oponopono: A Comprehensive Review. Tuijin Jishu/Journal of Propulsion Technology – ISSN: 1001-4055 – Vol. 46 No. 2 (2025). Site: View of Effectiveness of Ho’oponopono: A Comprehensive Review;
Vernon S. Brown. Artigo “The Connection Between Ho’oponopono and Psychological Safety [A Conexão Entre Ho’oponopono E Segurança Psicológica]”. Psychological Safety Advancement and Review [Avanço e Revisão da Segurança Psicológica]. Site: https://doi.org/10.5281/zenodo.8374435;
Victoria Shook – Artigo “Current Use of a Hawaiian Problem Solving Practice: Ho’oponopono” [“Uso Contemporâneo de Uma Prática Havaiana de Resolução de Problemas”], Prepared by The Sub-Regional Child Welfare Training Center School of Social Work – University of Hawaii. – 31 de julho de 1981 – Honolulu, Hawaii;
Wallace D. Wattles – livro “A Ciência para Ficar Rico”;
W. D. Westervelt – Boston, G.H. Ellis Press [1915] – artigo: “Hawaiian Legends of Old Honolulu” – Site: https://www.sacred-texts.com/pac/hloh/hloh00.htm.
William R. Glover – livro “HUNA the Ancient Religion of Positive Thinking” – 2005;
William Walker Atkinson – livro: “Thought Vibration – The Law of Attraction in the Thought World” (tradução livre: “Vibração do Pensamento – A Lei da Atração no Mundo do Pensamento”) – Edição Eletrônica publicada em 2015;
Yates Julio Canipe (Dr.) e Sarah Jane Eftink. Livro “Quantum Huna: The Science missed by Max Freedom Long in ‘The Secret Science Behind Miracles’” [tradução livre: “Huna Quântica: A Ciência não alcançada por Max Freedom Long em ‘A Ciência Secreta Por Trás dos Milagres’”]. Versão em Inglês, 11.janeiro.2013 Straightforward Inc.
Zach Royer – Artigo: “Synchronicity: What is it?” [“Sincronicidade: O que é isso?”]. Fonte: Kahuna Research Group. Site: Synchronicity: What is it? – Kahuna Research Group;
Zanon Melo – livro “Huna – A Cura Polinésia – Manual do Kahuna”;

