…continuação da Parte III…

Quem Sou EU?

Observação: [...] Sempre que aparecer um comentário [entre colchetes], durante uma frase, trata-se de um “destaque meu”, normalmente fazendo referência à compatibilidade de um especialista em determinado sistema de pensamento relevante, em relação ao sistema de pensamento do Ho’oponopono.

Portais sensoriais

Nós interagimos com o meio-ambiente captando registros, mensagens, estímulos, informações, conhecimento, através de nossos canais dos 5 sentidos – visão, audição, tato, paladar e olfato, nossos portais sensoriais.

Esses são alguns de nossos filtros que, acrescidos de outros filtros como mecanismos internos de sobrevivência, instinto, hábitos, costumes, crenças, conceitos, valores, experiências, memórias (programadas e aprendidas), desejos, intenções, expectativas, emoções, sentimentos, sonhos, inspirações … entre outros…, dão o contexto (o roteiro do filme, o script da peça de teatro) e a direção para a manifestação do que chamamos de nossa realidade tempo-espaço.

Instinto/Memórias programadas vs Hábitos/Memórias aprendidas

Artigo didático da Associação de Estudos Huna, esclarece-nos:

“A Unihipili [Mente Subconsciente] é muito semelhante a um computador. Ele tem na memória dois tipos de programas:

  • Instinto (memória da máquina) – são as funções involuntárias do corpo intrínsecas da Unihipili. É responsável pela fisiologia do corpo, crescimento, desenvolvimento, manutenção (metabolismo), recepção e transmissão sensorial.
  • Hábitos (memória acrescentada) – são os registros captados pelos cinco sentidos que passam a se incorporar à Unihipili. Ou seja, a reiteração de procedimentos que acabam transformando-se em costumes. Assim como também, qualquer coisa que você ouve, vê, toca, cheira ou diz, de igual modo, é inserido no cacho de memórias. E isso acontece pela participação da Mente Consciente, de forma direta ou indireta.”

Dr. Serge King acrescenta mais insight a essa importante questão das memórias, conceituando-as em “memórias genéticas programadas” e “memórias aprendidas ou experienciais”, a saber:

“As memórias genéticas programadas nascem conosco e trazem, em potencial, as bases para a nossa atuação através dos valores e padrões aprendidos no plano espiritual, antes de nascermos e oriundos de memórias de vidas passadas. Esses valores e padrões serão vivenciados em uma época bem diferente das vidas anteriores e, por isso, têm a propriedade de se adaptarem aos padrões sociais vigentes nas diversas experiências no curso da vida”.

Ele chama esse projeto de vida, essa vida que experienciamos, de “sonho básico de vida”.

Dr. Serge King ainda nos esclarece:

“Através dos estímulos recebidos nas vivências e de acordo com a intensidade com que se manifestam são transformados em ações, quer sejam por atos ou mentalmente em pensamentos em novas memórias, agora denominadas de ‘memórias aprendidas ou experienciais’ gravadas no nível de camadas musculares e que são enviadas ao cérebro para decodificações. O resultado são as respostas que estimulam as ações, quer sejam físicas ou mentais.

As memórias genéticas programadas funcionam até um certo período da vida como formadoras da estrutura anatomofisiológica e estão no nível celular. Entende-se como nível celular toda a estrutura anatômica representada por todo o organismo. A dinâmica corporal conduz o indivíduo a viver fisiologicamente dentro do modelo dado pelas memórias genéticas programadas; numa complexa ação conjunta contribuem para formar as memórias aprendidas, num continuum espaço/tempo de experiências.”

Crenças

Em seu livro “Cura Kahuna”, Dr. Serge King aborda de maneira didática a questão de nossas crenças:

“No ensinamento Kahuna, complexos de crenças não afetam meramente pensamentos, emoções, reações e o corpo físico; eles também afetam o modo como você percebe o ambiente e até determinam o que o seu ambiente é. Um modo de olhar para isso é entender que você percebe de acordo com as suas crenças e o que quer que não esteja de acordo com elas é ignorado.

No entanto, os Kahunas adicionam uma dimensão esotérica a isto dizendo que suas crenças são canais através dos quais o seu Eu Superior literalmente produz experiência. Crenças são a base de toda a experiência, dizem os Kahunas. A realidade não é objetiva, mas subjetiva.

Kristin Zambucka, escreveu: ‘Uma atitude está sob nosso controle. Nós somos os criadores. Mude os seus pensamentos e você mudará o seu mundo’. Curiosamente, esta ideia Kahuna de realidade como totalmente subjetiva tem a sua contraparte na física moderna de partículas. Fritjof Capra, um físico que tem comparado a física moderna com a antiga filosofia Oriental Asiática, fala da teoria dos físicos de hoje deste modo: ‘As estruturas básicas do mundo físico são determinadas em última instância pelo modo que nós olhamos para esse mundo… (e isto) reflete a impossibilidade de separar o observador científico do fenômeno observado… em sua forma mais extrema isto implica em última instância que as estruturas e fenômenos que nós observamos na natureza não são nada mais do que criações de nossa mente avaliadora e categorizadora’.”

Sistema Representacional VAC

Visando o entendimento da maneira como percebemos o mundo ao nosso redor, buscamos material para reflexão no livro “Pensamento & Mudança – Desmistificando a Programação Neurolinguística (PNL)”, do Dr. Nelson Spritzer, a saber:

“Quando nós percebemos a realidade, o fazemos através dos nossos órgãos dos sentidos. Em nosso cérebro, as experiências são codificadas em pequenos pedaços de imagens, sons, sensações e sentimentos. Não há palavras sem pensamento. Nós falamos quando pensamos. Assim conforme falamos, estamos mostrando quais as sequências sensoriais que estão sendo processadas em nosso cérebro e quais canais sensoriais preferidos em nosso processo mental. Por isso pensamos que falamos português, mas falamos, na verdade, três idiomas diferentes: o “visualês” [visão], o “auditivês” [audição] e o “cinestês” [sensação, do paladar, do olfato, das emoções e dos sentimentos…].”

Artigo inspirador no site www.globalmentoringgroup.com ainda nos acrescenta insights com respeito à PNL e a forma como percebemos a realidade:

“Captamos o mundo através de nossos cinco sentidos: visão, audição, tato, paladar e olfato. Através da intensidade desses filtros é que nós criamos uma representação interna da realidade de forma Visual (V). Adaptamos nossa linguagem e nos comunicamos através das interações pelo nosso canal Auditivo (A). As sensações, gostos e cheiros que percebemos mexem com a nossa fisiologia que é o nosso canal Cinestésico (C). Assim, nós traduzimos nossas experiências de vida, nos comunicamos e nos comportamos através do que chamamos de canais representacionais na PNL (Programação Neurolinguística).”

As pessoas sempre veem (Visual), ouvem (Auditivo) e sentem (Cinestésico) tudo o que acontece em torno delas. Na PNL é chamado de sistema VAC.

Sugestões e Autossugestões

As informações que percebemos do ambiente também são fortemente influenciadas pelo que chamamos de sugestões (do exterior) e autossugestões (de nosso interior).

Para um melhor entendimento sobre “sugestão” e “autossugestão”, buscamos inspiração no livro “The Law of Success in Sixteen Lessons” (tradução livre: “A Lei do Sucesso em Dezesseis Lições”), de Napoleon Hill:

“Sugestão e Autossugestão – Através dessa e de outras lições do curso ‘A Lei do Sucesso’, o estudante aprendeu que as impressões dos sentidos físicos que surgem do ambiente, quer por afirmações ou ações de outra pessoa, são denominadas de Sugestão, enquanto impressões dos sentidos físicos que nós introduzimos em nossa própria mente são lá introduzidas por Sugestão própria ou Autossugestão. Todas as Sugestões que nos chegam de outros ou do ambiente, nos influenciam somente após termos aceito [por de escolha da Mente Consciente] e transmitido para a Mente Subconsciente, através do princípio de Autossugestão; desse modo percebe-se que a Sugestão se torna, e deve se tornar, Autossugestão antes de influenciar a mente daquele que a está recebendo.”

A Mente Consciente, como guardiã e protetora da Mente Subconsciente, tem em seu currículo divino a responsabilidade de filtrar todas as sugestões (de pessoas, circunstâncias, situações ou lugares) e todas as autossugestões (nossas crenças de modo geral). Daí a importância e relevância do princípio do Ho’oponopono de que somos 100% responsáveis pelo mundo que vivemos.

O que os Neurocientistas Cognitivos demonstram?

Especial edição foi publicada no “US News & World Report” [multiplataforma que publica notícias e informações do mundo todo], de autoria da repórter e escritora Marianne Szegedy-Maszak, destacando o ensaio “Como A Sua Mente Subconsciente Realmente Molda Suas Decisões”. O postulado do ensaio revelou que de acordo com os neurocientistas cognitivos, somente temos consciência de 5% de nossa atividade cognitiva, assim a maioria de nossas decisões, ações, emoções e comportamentos dependem de 95% das atividades cerebrais que estão além de nossa Mente Consciente.

A Mente Subconsciente responde por todos os processos involuntários e funções incluindo crenças, emoções, memórias, habilidades, instintos e comportamentos dos quais não estamos conscientes. Eles são gerados pela Mente Subconsciente, enquanto os efeitos ocorrem no cérebro e corpo. Muitos dos processos e funções da Mente Subconsciente envolvem memórias implícitas [inclusive memórias repetitivas limitadoras]. Memórias implícitas impulsionam muitas das habilidades da Mente Subconsciente tais como hábitos, aptidões, comportamentos, reflexos, respostas condicionadas e reações emocionais, as quais automaticamente demonstramos ou somos envolvidos sem muita ou qualquer noção consciente ou pensamento a respeito.

Se desejamos modificar estas memórias implícitas da Mente Subconsciente, como uma reação emocional automática e recorrente, uma autolimitação ou crença potencialmente autodestrutiva [um suicídio, no extremo, por exemplo…] ou talvez uma atitude negativa em relação a alguém ou alguma coisa que limita a nossa capacidade de interagir construtivamente, nós devemos interagir com a Mente Subconsciente.

Com frequência nós tentamos utilizar processos conscientes tais como visualização, força de vontade e pensamento positivo para criar mudanças desejáveis. Experiências, muitas vezes com pesar, demonstram que esses processos, quando utilizados sozinhos, têm um efeito limitado na criação de mudança duradoura. Temos que entrar no reino da Mente Subconsciente para criar mudanças duradouras.”

Por outro lado, o neurocientista Dr. Paul Whelan, da Universidade de Wisconsin disse:

“Muito do que fazemos a cada minuto do cotidiano é inconsciente. A Vida seria um caos se todas as coisas estivessem na vanguarda de nossa consciência.”

O respeitado Professor Gerald Zaltman da Harvard Business School, em seu livro “How Customers Think” (tradução livre: “Como Pensam os Consumidores”), mergulha fundo na Mente Subconsciente dos consumidores – o lugar onde muitas decisões de compra são feitas – e afirma que “95% do poder de decisão de compra acontece na Mente Subconsciente”.

Do livro “Blink: The Power of Thinking without Thinking” (Tradução livre: “Num piscar de olhos: O Poder de Pensar Sem Pensar”), do escritor Malcolm Gradwell, podemos ainda acrescentar as seguintes afirmações para a nossa reflexão:

“Os resultados desses experimentos são, obviamente, bastante perturbadores. Eles sugerem que aquilo que pensamos ser livre-arbítrio é, em grande parte, ilusão: na maior parte do tempo estamos operando simplesmente no piloto automático [Mente Subconsciente] e a maneira pela qual pensamos e agimos — e até que ponto pensamos e agimos premidos pelas circunstâncias — são muito mais suscetíveis do que percebemos às influências externas. Mas penso que também há uma vantagem significativa na maneira secreta pela qual o inconsciente faz seu trabalho. Neste sentido, seu inconsciente estava atuando como uma espécie de criado mental. Estava cuidando de todos os pequenos detalhes mentais da sua vida. Estava mantendo o registro de tudo que estava acontecendo à sua volta e certificando-se de que você estava agindo de forma adequada, deixando-o ao mesmo tempo livre para se concentrar no problema principal que tinha em mãos.”

Também, em artigo da Revista Superintessante, publicado em 21.05.13, autoria de Sílvia Lisboa e Bruno Garattoni, temos o seguinte esclarecimento sobre esse tema:

“Agora, o lado oculto da mente não é apenas um assunto de psicanalistas; ele também virou uma das áreas mais interessantes da neurociência moderna. Essa transformação aconteceu porque as técnicas de mapeamento cerebral finalmente estão permitindo que os cientistas comecem a desbravar o inconsciente – um mundo inexplorado e muito maior que a consciência. Quão maior? Em 2012, a emissora inglesa BBC fez essa pergunta a sete dos maiores experts do mundo em cérebro e cognição, de quatro grandes universidades (Oxford, Montreal, Columbia e Londres). Cada um deles deu seu palpite – sim, palpite, pois a ciência ainda está longe de ter um catálogo completo dos processos cerebrais. Pelas estimativas dos especialistas, a consciência ocupa no máximo 5% do cérebro. Todo o resto – 95% – é o reino do inconsciente.”

A nossa Mente Subconsciente é muito, muito, muito mais ampla e ativa do que a nossa Mente Consciente.

No livro “Subliminar – Como o inconsciente influencia nossas vidas” – do ano de 2012 – autor Leonard Mlodinow, também temos a mesma constatação:

“Alguns cientistas estimam que só temos consciência de cerca de 5% de nossa função cognitiva. Os outros 95% vão para além da nossa consciência e exercem enorme influência em nossa vida – começando por torná-la possível.”

No mesmo livro, para reforçar a importância da Mente Subconsciente, temos a seguinte passagem:

“O comportamento Humano é produto de um interminável fluxo de percepções, sentimentos e pensamentos, tanto no plano consciente quanto no inconsciente. A noção de que não estamos cientes da causa de boa parte do nosso comportamento pode ser difícil de aceitar. Embora Freud e seus seguidores acreditassem nisso, entre os psicólogos pesquisadores – os cientistas do ramo –, até há pouco, a ideia de que o inconsciente é importante para o nosso comportamento era descartada como psicologia popular. Como escreveu um pesquisador: ‘Muitos psicólogos relutavam em usar a palavra por medo de que seus colegas pensassem que eles estavam de miolo mole.’ 

John Bargh, psicólogo de Yale, relata que quando começou a estudar na Universidade de Michigan, no final dos anos 1970, pressupunha-se quase universalmente que não apenas nossos julgamentos e percepções sociais eram conscientes e deliberados, mas também o nosso comportamento.”

Para reforçar esses conceitos, ainda temos no mesmo livro a seguinte mensagem:

“O mundo que percebemos é um ambiente artificialmente construído, cujas características e propriedades são ao mesmo tempo produto dos nossos processos mentais inconscientes dos dados reais. A natureza nos ajuda a preencher as lacunas de informação nos dotando de um cérebro que suaviza essas imperfeições, num nível inconsciente, antes mesmo de estarmos conscientes de qualquer percepção. Nosso cérebro faz tudo isso sem um esforço consciente, enquanto nos sentamos numa poltrona saboreando um copo de suco de pera ou bebericando uma cerveja. Aceitamos as visões urdidas pela nossa mente inconsciente sem questionar, sem perceber que são apenas uma interpretação elaborada para maximizar nossa chance de sobrevivência, mas que, em todos os casos, são a imagem mais acurada possível.”

A figura da caixa fechada no Diagrama 3

Dr. Benjamin P. Hardy (site https://medium.com/the-mission/how-to-get-past-your-emotions-blocks-and-fears-so-you-can-live-the-life-you-want-aac362e1fc85Sr.), psicólogo organizacional, autor do livro “Willpower Doesn’t Work” (Tradução livre: “Força de Vontade Não Funciona”) nos esclarece com esse artigo:

“Aqui está porque muitas pessoas constroem as suas vidas ao redor de seus medos. Elas estão afeiçoadas a um particular autoconceito. Elas criaram uma caixa ao redor delas – Personalidade – para definir quem elas são e como elas agem.

A verdade é mais simples: Você é aquele(a) que experiencia os seus pensamentos, sentimentos e sentidos físicos. Você é o(a) observador(a) do mundo interior e exterior ao seu redor. Você determina onde você foca a sua atenção, o que os psicólogos chamam de ‘atenção seletiva’. Você não é os pensamentos ou os sentimentos que você está experienciando. O simples fato de que essas emoções estão crescendo é um sinal que você tem um conflito interno não resolvido [o processo de resolução de problemas através do Ho’oponopono é uma alternativa para solucionar conflitos…].

Mais do que enterrá-los bem fundo [negação], veja-os pelo que eles são: emoções. Essas emoções não são você. Elas são algo que você experienciou. Experiencie essas emoções e se livre delas [processo de resolução de problemas do Ho’oponopono através do Ho’oponopono…). A única outra opção é perpetuá-las [manter o ciclo vicioso de memórias repetitivas limitadoras, resultando em problemas e mais problemas…].”

Para aprofundar o nosso entendimento sobre o que é a “Personalidade”, buscamos inspiração no que disse Dr. Deepak Chopra:

“A personalidade é a soma total das características mentais, espirituais, físicas e hábitos que nos distinguem uns dos outros. É o fator que determina se irão gostar de nós.”

Nós somos seres de hábitos e de crenças. Dr. Serge King em seu livro “Cura Kahuna” nos esclarece:

“Todos os hábitos são baseados em uma ou mais crenças. Por um processo cooperativo entre a mente consciente e a subconsciente, várias crenças e hábitos estão organizados dentro de uma gestalt [gestalt é uma palavra de origem germânica que pode ser traduzida aproximadamente como “Forma Total” ou “Forma Global”] que se torna uma personalidade individual. Como mencionado, o aspecto Lono [Mente Consciente] tem a capacidade de examinar estas crenças e mudá-las, através do engajamento e cooperação de Ku [Mente Subconsciente] e de Aumakua [Eu Superior, Mente Supraconsciente] mudando hábitos, personalidades e circunstâncias.”

Interação entre a Mente Consciente e a Mente Subconsciente

Porém, se não iniciarmos conscientemente este salutar processo de interação e harmonia entre a Mente Consciente e a Mente Subconsciente, continuaremos presos ou escravizados nessa “caixa fechada” que criamos em razão de nossos medos, onde de maneira contínua reencenamos as dores, os sofrimentos, as escassezes, as doenças, as depressões, as desesperanças, os suicídios, as violências, as guerras e todas as emoções enfermas e situações de desconfortos afins.

O Ho’oponopono, através do processo de resolução de problemas, nos ensina o melhor, eficaz e salutar caminho para essa tão necessária e indispensável interação entre a Mente Consciente e a Mente Subconsciente.

O Ho’oponopono nos ensina a trabalhar com a Lei Universal da Interação entre as Mentes Consciente e Subconsciente…

No Evangelho de Tomé, na sentença secreta (logia) 48, Jesus vivo teria proferido:

“Se dois fizerem as pazes um com o outro nessa mesma casa, dirão à montanha: ‘Vai-te embora!’ e ela irá.”

Jesus ao ter mencionado a palavra “casa” está se referindo à “mente humana”. Quando Jesus teria falado “se dois fizerem as pazes” ele está se referindo às “Mentes Consciente e Subconsciente”. A palavra “montanha” refere-se aos nossos “sofrimentos do dia-a-dia” (problemas ou memórias repetitivas limitadoras). O Ho’oponopono nos ensina verdadeiramente e naturalmente a restabelecer as pazes (a harmonia) entre a Mente Consciente e a Mente Subconsciente, de maneira a observar, neutralizar e transmutar memórias repetitivas limitadoras (as montanhas de problemas) que se manifestam em sofrimentos em nossa vida.

Joseph Murphy, autor do livro “The Power of Your Subconscious Mind” (tradução livre: “O Poder do Inconsciente”) reforça esse importante conceito na seguinte afirmação:

“O Livro da Vida é a sua Mente Subconsciente e você está sempre escrevendo nesse livro, baseado na natureza de seu pensamento e de sua imaginação habituais. Quando a sua Mente Consciente e a sua Mente Subconsciente trabalham harmoniosamente, pacificamente e alegremente, a criança desta união é felicidade, paz, saúde, riqueza, abundância e segurança.”

Conforme ensinava Max Freedom Long devemos trabalhar, agindo para a harmonização entre Unihipili [Mente Subconsciente] e Uhane [Mente Consciente] sendo essa a maneira de crescermos espiritualmente.

Habitual Forma de Pensar (Estado de Consciência Habitual)

Nossa habitual forma de pensar é o que está sendo refletida no Diagrama 3 – Memórias Repetitivas (gráfico acima), com os consequentes efeitos desarmônicos em nossa realidade diária espaço-tempo.

  • Ciclo vicioso

Nesse estado de consciência estamos presos e escravizados a um ciclo vicioso de sofrimentos, alimentado pela emoção negativa enferma do medo, o que desacelera a nossa evolução pessoal e dificulta a nossa elevação espiritual.

Esse é o estado de consciência da imensa maioria da raça humana, que acaba seguindo pela vida desperdiçando grandes oportunidades de conhecimento e entendimento – embora, é preciso reconhecer, sempre ocorra uma evolução pessoal por menor que seja, pois, pelo simples fato de estarmos vivos, toda essa experiência traz um conhecimento e todo conhecimento um crescimento -, assim como retardando e dificultando a oportunidade de uma elevação espiritual, razão de ser de nosso sonho básico de vida.

Liberar-nos e elevar-nos espiritualmente, esse é o sentido de nossa Vida Plena.

  • O ego

Esse estado de consciência habitual representa a vida egóica (a vida do ego => a Mente Consciente com a Mente Subconsciente em desarmonia – campo de batalha).

Enquanto não modificamos esse estado de consciência, o ego lutará para manter-se em sua zona de conforto – embora uma zona de conforto embasada em um erro -, pois esse é o estado de consciência que até agora, de uma forma ou de outra, protegeu-nos e nos garantiu a nossa sobrevivência. Mas não queremos somente “sobreviver” e sim almejamos experienciar a Vida Plena.

  • Energia Criadora bloqueada

A Energia Criadora, nesse estado mental, está bloqueada, pois as memórias deslocam as Inspirações na Mente Subconsciente, alimentando o ciclo vicioso de memórias enfermas, resistências e bloqueios mentais (a caixa fechada).

Vivemos nesse plano energético como co-criadores e o nosso propósito é aprender a criar deliberadamente aquilo que realmente queremos (prosperidade, saúde, felicidade e tudo de bom que a Vida Plena possa nos oferecer) e não mais aquilo que não queremos (problemas e mais problemas…memórias repetitivas limitadoras).

  • Filme “A Matriz” representa o Diagrama 3

Alusão ao filme “The Matrix” (tradução livre “A Matriz”), como uma fantástica aventura cibernética (a vida que vivemos), onde a Terra (a nossa mente) foi totalmente dominada por máquinas dotadas de inteligência artificial (memórias repetitivas limitadoras, o ego), que passaram a ter controle sobre a raça humana (Entidade Única [EU] – que é VOCÊ). Para quem assistiu ao filme, importante é o diálogo entre Neo (que significa “o escolhido”, palavra em latim que significa “novo” ou o anagrama ONE [que significa UM SÓ em inglês]) e Morpheus (que representa o Deus do sono, talvez aquele que decide pelo despertar de alguns) conforme segue =>

  • “- Neo: O que é Matriz?
    • – Morpheus: Matriz está em toda parte … ela é o mundo que acredita ser real [Diagrama 3] para que não se perceba a verdade.   
    • – Neo: Que verdade?
    • – Morpheus: Que você é um escravo, Neo; como todo mundo, você nasceu em cativeiro; nasceu em uma prisão que não pode ver, cheirar ou tocar; uma prisão para a sua mente.” [caixa fechada]

Em artigo na internet (https://medium.com/the-mission/how-to-get-past-your-emotions-blocks-and-fears-so-you-can-live-the-life-you-want-aac362e1fc85), Dr. Benjamin P. Hardy, já mencionado anteriormente, acrescenta de forma didática:

“Você vive numa caixa que você cuidadosamente construiu para se proteger. A maioria das pessoas vivem na Matriz (alusão ao filme ‘The Matrix’) – um estado de ser completamente absorvido em seus pensamentos e sentimentos. A Matriz é a caixa que você construiu ao seu redor para evitar a realidade. A única saída da Matriz é confrontar a realidade. Você só pode fazer isso expondo a si mesmo diretamente contra os seus medos e problemas emocionais [observando, neutralizando e transmutando as memórias repetitivas limitadoras com o processo de resolução de problemas através do Ho’oponopono]. Até VOCÊ fazer isso, VOCÊ estará vivendo uma ilusão. Até você fazer isso, você estará construindo uma pseudo vida para proteger você de si própria(o). A espiritualidade começa do lado de fora da zona de conforto [no Diagrama 2 – Inspirações Divinas]. A essência de viver – de ser verdadeiramente vivo – é você se expor diretamente sobre o que você tem medo.” [assumir 100% de responsabilidade]

Essa Matriz representa o campo de batalha que experienciamos em nossa realidade tempo-espaço.

  • Módulo Sobrevivência

Nesse estado de consciência habitual atuamos através do “módulo sobrevivência”, quase sempre mantido acionado, causando estresse aos nossos corpos físico, mental, emocional e espiritual.

  • O estresse do mundo moderno

Dr. Drauzio Varella explica melhor essa questão de estresse:

“A palavra estresse, na verdade, caracteriza um mecanismo fisiológico do organismo sem o qual nós, nem os outros animais, teríamos sobrevivido. Se nosso antepassado das cavernas não reagisse imediatamente, ao se deparar com uma fera faminta, não teria deixado descendentes. Nós existimos porque os nossos ancestrais se estressavam, isto é, liberavam uma série de mediadores químicos (o mais popular é a adrenalina), que provocavam reações fisiológicas para que, diante do perigo, enfrentassem a fera ou fugissem. É pela ação desses mediadores que, num momento de pavor, os pelos ficam eriçados (diante do cão ameaçador, o gato fica com os pelos em pé para dar impressão de que é maior), o batimento cardíaco e a pressão arterial aumentam, o sangue é desviado do aparelho digestivo e da pele, por exemplo, para os músculos que precisam estar fortalecidos para o combate ou para a fuga.

Vencido o desafio, vem a fase do pós-estresse. Quem já passou por um susto grande sabe que depois as pernas ficam trêmulas e, às vezes, andar é impraticável. No entanto, o estresse do mundo moderno é muito diferente do que existia no passado. Resulta do acúmulo de pequenos problemas que se repetem todos os dias [memórias repetitivas limitadoras]. A promissória a vencer no banco e o compromisso com hora marcada prejudicado pelo congestionamento inexplicável não liberam mediadores na quantidade necessária para enfrentar um animal ameaçador, mas provocam um discreto e constante aumento da pressão arterial e do número dos batimentos cardíacos que, sem dúvida, trazem consequências nefastas para o organismo.”

Estresse (antiga memória) castiga o corpo físico quando em excesso e contínuo. Dr. Artur Zular, presidente do Comitê Multidisciplinar de Medicina Psicossomática da Associação Paulista de Medicina explica:

“Contra uma possível ameaça, o cérebro dispara reações para enfrentá-la ou fugir dela. O coração acelera os batimentos para redistribuir o sangue para os músculos correrem ou lutarem e para o cérebro processar com rapidez toda essa situação. É por isso também que, para oxigená-los, a respiração fica mais rápida. É o chamado estresse, que envolve o sistema nervoso, hormonal e imunológico.”

No livro “Cura Kahuna”, Dr. Serge King acrescenta:

“O termo genérico para doença no Hawaii é ma’i, significando “um estado de tensão ou restrição”, em outras palavras, estresse. Alguns médicos e psicólogos definem estresse como condições ambientais que requerem ajuste comportamental, mas para os Kahunas isto é colocar a carroça na frente dos cavalos. Eles vêem o estresse como uma reação interna às condições ambientais (incluindo os pensamentos como parte do ambiente pessoal), por isso lhes parece notório que condições similares não causam reações similares em todas as pessoas.”

  • A diferenciação. A separação.

Nesse estado de consciência tudo nos diferencia. Podemos refletir sobre esse tema, apoiando-nos no livro UCEM:

“Então o ego seria apenas um pensamento, uma ideia insana de que poderíamos nos separar de nosso Criador. Ele seria a materialização de nosso desejo de ser algo diferente do Ser que Deus criou em unicidade com Ele, mas o próprio desejo em si de sermos separados e diferentes uns dos outros é uma grande ilusão [meu destaque]. Como acreditamos que tal pensamento é concebível, ele se tornou real para nós. Mas é insano acreditar que podemos existir separados de Deus. O ego precisa da diferenciação, porque ele ainda acredita na separação.”

A separação ou diferenciação é notória quando atuamos, por exemplo, como torcidas organizadas em disputas ferrenhas sobre qual é o melhor time, seja lá o esporte que for (chegamos a matar em nome da honra); quando atuamos como partidos políticos que se atacam durante a disputa eleitoral; quando atuamos nas diferenças de credos que se transformam em sangrentas “guerras-santa”; quando atuamos na segregação e discriminação social, racial e de gênero no mundo todo (Holocausto, Apartheid, Racismo, Bullying, Preconceito Social, Intolerância, Segregação, Colonialismo, Escravidão, Misantropia, Xenofobia, Etnocentrismo, Homofobia, Misoginia, Feminicídio, Sexismo, etc. e tal…), assim como tantas outras formas afins de separação ou diferenciação. O ego é muito criativo nestas questões…

  • O efeito observador na física quântica – partícula e onda

Outra questão importante para se pensar profundamente, refletir e meditar: O mundo material está representado por 0,00001% do átomo, na forma de partícula. Podemos ficar alarmados, mas a física quântica demonstra que o átomo é na realidade 99,99999% energia na forma de onda e 0,00001% energia na forma de partícula (substância física, material). Considerando o nosso estado de consciência habitual (Diagrama 3), vale ressaltar o que Dr. Joe Dispenza, escritor já mencionado anteriormente, afirma:

“O efeito observador na física quântica [o teste das duas fendas] estabelece que onde você foca a sua atenção é onde você coloca a sua energia. Como consequência, você afeta o mundo material (o qual, a propósito, é de energia). Se você considerar essa ideia por um momento, você poderia começar a focar naquilo que você quer, ao invés de focar naquilo que você não quer. E você poderia então pensar: se um átomo é 99,99999% energia [na forma de onda] e 0,00001% substância física [na forma de partícula], então eu sou mais nada que algo! Assim, por que eu mantenho minha atenção nessa pequena porcentagem do mundo físico quando eu sou muito mais?”

  • Resistência versus Permissão

No Diagrama acima destacamos também a questão de resistência e permissão. E o que são a resistência e a permissão? Lição importante e didática sobre resistência (Diagrama 3) e permissão (Diagrama 2) temos extraída dessa canalização dos Abraham, através de Esther e Jerry Hicks, sobre a Lei da Atração:

“Muitas pessoas estão abordando a vida de uma premissa imperfeita que se elas trabalharem duro e lutarem e pagarem um alto preço suficiente, elas então serão recompensadas com bem-estar financeiro. E então realmente não percebem que na luta delas estão negando a si próprias o alinhamento com a abundância que elas procuram e quando a abundância não vem elas atribuem isso à sorte ou ao favoritismo que estão sendo dirigidos para longe delas, na direção de outras pessoas. Mas não há sorte ou favoritismo. Existe somente permissão e resistência, ou admitir ou barrar a abundância que você merece [ou todos os sonhos de vida].

Tanto quanto você gradualmente treinar os seus próprios pensamentos na direção de expectativas positivas, como alinhar com pensamentos de merecimento e bem estar, como alinhar com seu verdadeiro poder por procurar pensamento de bom sentimento – você não mais oferecerá resistência para sua própria abundância [abundância de tudo que é bom]. E quando a sua resistência parar, a sua abundância virá. Uma inundação de ideias de bons sentimentos e possibilidades fluirão para você. Oportunidades e propostas serão abundantes. E logo que você estiver pronto para o agradável saber que tudo isso já estava lá dentro de você a seu alcance, mas em razão de seu estado de atração resistente, você ainda não estava pronto para experienciar isso – mas então, isso vem – não em razão de sua luta, mas em razão de sua permissão.”

Dr. Hew Len ainda nos esclarece:

“O que nós seres humanos não temos consciência na nossa existência de momento a momento é de uma constante e incessante resistência à vida. Essa resistência nos mantém em um constante e incessante estado de afastamento de nossa Identidade Própria®, da Liberdade, da Inspiração e, acima de tudo, do próprio Divino Criador. A resistência nos mantém em um estado permanente de ansiedade e empobrecimento espiritual, mental, físico, financeiro e material. Não temos consciência de que nos encontramos em um constante estado de resistência [Diagrama 3] em vez de fluxo [Diagrama 2]. Para cada partícula de consciência que experimentamos, pelo menos um milhão se refreia inconscientemente. E essa partícula de consciência é inútil para a nossa salvação.”

Nova Forma de Pensar (“Pensar Fora da Caixa”, Estado de Consciência Ideal)

É preciso escapar da prisão da caixa fechada e reprogramar (proposta da OREM1) esta habitual forma de pensar, como fazemos ao instalar um novo software em um sistema operacional. O Ho’oponopono nos ensina a reprogramar uma nova forma de pensar.

  • Pensar Fora da Caixa

Do livro “Thinking Outside the Box” (tradução livre: “Pensar Fora da Caixa”), de autoria do escritor, palestrante e educador Sr. Kenneth E. Robinson:

“Eu gostaria de começar por discutir um número de concepções erradas que muitas pessoas têm sobre este tema. Quando esse tópico surge, muitas pessoas concentram-se na palavra ‘caixa’. A verdade é que a palavra ‘caixa’ é apenas um artifício para chamar a sua atenção. A palavra importante é ‘pensar’. Um erro é que ‘pensar fora da caixa’ somente se aplica para operações de alta tecnologia. A verdade é que não existem limitações. Pensar fora da caixa muitas vezes requer uma mudança na forma de pensar ou uma abordagem completamente diferente. Gostaria de parafrasear Shakespeare: ‘Pensar ou não pensar: eis a questão’. Você tem a escolha. Você pode ser um entre muitos que já sabe a resposta, mas não sabe a questão, ou você pode pertencer ao grupo que pensa fora da caixa. Lembre-se, não é necessário pessoas especiais para pensar fora da caixa, pelo contrário, pensar fora da caixa é que torna as pessoas especiais.”

O Estado de Consciência Ideal é o que está sendo refletido no Diagrama 2 – Inspiração.

Ele representa a verdadeira natureza de nosso estado elementar, bem como a do Universo, que é ser o Campo de Todas as Possibilidades.

Partindo desse Estado de Consciência Ideal podemos criar qualquer coisa.

Passamos a atuar com o poder divino das Inspirações que nos chegam da Inteligência Divina.

Embora as Inspirações já estejam, momento a momento, sempre disponíveis para cada um de nós, é neste estado de consciência que efetivamente as percebemos, as entendemos e as permitimos.

As memórias deslocam as Inspirações.

Para a passagem do estado de consciência do Diagrama 3 – Memórias se Repetindo para o estado de consciência do Diagrama 2 – Inspirações, temos que trocar a nossa habitual forma de pensar por uma nova forma de pensar ou pensar fora da caixa, como se troca de uma estação de rádio a outra estação de rádio, até captar a bela canção. O controle remoto ou botão sintonizador é a sua Mente Consciente que decide (verdadeiro livre arbítrio) o canal a seguir. Então sintonize o seu rádio mental sempre nas Inspirações!

O Ho’oponopono é a ferramenta ideal que nos auxilia nessa mudança de vibração mental (mudança de estado de consciência).

Para se meditar e refletir … buscamos inspiração no livro “O Despertar da Consciência Mística”, de Joel S. Goldsmith, professor, curador espiritual e místico moderno, que nos faz pensar sobre a questão de mudança de estado de consciência:

“Pessoas são presas como punição por ofensas e depois soltas para cometerem os mesmos crimes outra vez, sem qualquer consideração sobre se houve ou não uma mudança de consciência. É muito evidente que a pessoa libertada da prisão no mesmo estado de consciência em que entrou, é a mesma pessoa e ela provavelmente vai cometer os mesmos crimes novamente. Algum dia prisioneiros não serão libertados até que tenham demonstrado uma mudança no estado de consciência. Então, será seguro libertá-los. Quando a consciência estiver mudada, ele não cometerá mais crimes. Nosso estado de consciência determina a nossa experiência.”

Muda…

“Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente, a gente muda o mundo na mudança da mente e quando a mente muda a gente anda pra frente e quando a gente manda ninguém manda na gente.” Cantor Gabriel o pensador

  • O ciclo virtuoso

Nesse estado de consciência experienciamos o ciclo virtuoso de uma Vida Plena de prosperidade de tudo o que é bom, de sucesso pessoal e profissional, de saúde total (física, mental, emocional, espiritual) e de felicidade incondicional (ser feliz apenas por ser feliz e se liberar…).

Nesse estado mental começamos a experienciar insights do que é o amor incondicional (amar apenas por amar e transcender…).

  • Espiritualidade

Com a prática do Ho’oponopono, passamos a experienciar, de maneira mais habitual, o estado de consciência do Diagrama 2 e com isso a nossa espiritualidade começa a aflorar perceptível em nossa realidade tempo-espaço, nas questões de ordem intrapessoal, interpessoal, intragrupal, intergrupal, pessoal, familiar, profissional, afetiva e até suprapessoal.

Extraímos uma definição de “espiritualidade” do livro “Spiritual Audit of Corporate America: A Hard Look at Spirituality, Religion, and Values in the Workplace” [tradução livre: “Auditoria Espiritual da América Corporativa: Um Olhar Criterioso Sobre Espiritualidade, Religião e Valores no Local de Trabalho”], dos autores Ian Mitroff  e Elizabeth A. Denton, a saber:

“Espiritualidade é o sentimento fundamental de que você é uma parte conectada com todas as coisas, o universo físico inteiro e toda a humanidade. É também a crença de que há um poder maior ou Deus – seja o que for e seja qualquer o nome que chamemos isto – que governa tudo. Espiritualidade não é apenas acreditar que todos têm uma alma, mas saber isto e estar em constante comunicação com a alma de qualquer pessoa. Espiritualidade é ampla, pois abraça a todos. Significa que ela atinge a todos independente de suas idades, crenças, credos, gêneros, raças, religiões, orientações sexuais e assim por diante. Espiritualidade é universal e eterna. É a última fonte de fornecimento de significado e propósito em nossas vidas. Ou seja, ela satisfaz a mais profunda fome e ânsia em todos nós de significado e propósito. Espiritualidade é o sentimento profundo de interconexão de todas as coisas.”

  • Energia fluindo

E Energia Criativa do Universo, nesse estado de consciência, está fluindo, sem resistências, movimentando-se rio abaixo na correnteza de nossa jornada de “tornar-se pessoa” (Dr. Carl Rogers).

  • A Matriz Divina

No estado de consciência do Diagrama 2, passamos a experienciar outro tipo de matriz, em relação ao Diagrama 3 já mencionada acima, e a melhor definição dessa Matriz Divina está no livro de mesmo nome, de Gregg Braden, a saber:

“‘Toda matéria se origina e existe apenas em virtude de uma força. […] Devemos supor que por trás dessa força exista uma Mente consciente e inteligente. Essa Mente é a matriz de toda a matéria.’ — Max Planck, 1944. Com essas palavras, Max Planck, o pai da teoria quântica, descreveu o campo de energia universal que conecta toda a criação: a Matriz Divina. A Matriz Divina é o nosso mundo. Também é cada coisa no nosso mundo. É o nós, e tudo o que amamos, odiámos, criamos e experimentamos. Vivendo na Matriz Divina, somos como artistas expressando nossas paixões, medos, desejos e mais íntimos sonhos na essência misteriosa de uma tela quântica. Mas essa tela somos nós, como também somos as imagens na tela. Somos a pintura e também o pincel. No interior da Matriz Divina a separação entre o artista e sua arte desaparece: somos a tela, mas também as imagens nela colocadas, somos os instrumentos, mas também o artista que deles faz uso. Dentro da Matriz Divina somos o recipiente no qual todas as coisas existem, a ponte unindo as criações de nossos mundos interior e exterior e o espelho refletindo nossas criações. Na Matriz Divina somos a semente do milagre, assim como o próprio milagre.”

Essa Matriz representa a nossa realidade física tempo-espaço como uma sala de aula onde tudo se aprende para se experienciar sempre o melhor.

  • Módulo Criação

Nesse estado de consciência atuamos com o módulo criação acionado e você é um criador.

Os Abraham (Esther e Jerry) disseram:

“Você com entusiasmo veio para esta realidade física tempo-espaço porque esta realidade é o que há de mais avançado na criação e você é um criador. Você adora a ideia de focar neste mundo de contraste porque você entendeu o valor que o mundo de contraste teria para ajudá-lo, um criador, para focar e criar. Você compreendeu que a sua própria vida extrairia contínuas novas ideias e que, pelo seu poder de focar, estas ideias se tornariam “realidade”, como é conhecida no mundo físico. E você sabia a alegria de escolher, focar e permitir as manifestações criativas. Você sabia que, em qualquer momento, você estaria capacitado a sentir o grau de alinhamento Vibracional que você estaria obtendo entre os seus pensamentos correntes e a compreensão que a Fonte no seu interior teria sobre o mesmo tema naquele mesmo instante, e você compreendeu que aqueles sentimentos de emoção positiva e negativa seriam somente a fonte a criar e descobrir e expandir no transcorrer da sua Eterna jornada de tornar-se.”

  • Tudo nos une

Nesse estado mental estamos, tudo e todos, interligados. Tudo nos une. Em seu livro “A Matriz Divina”, Dr. Gregg Braden nos esclarece, à luz da ciência, com respeito a esse tema:

“A ciência moderna está a ponto de resolver um dos maiores mistérios de todos os tempos. Provavelmente não vamos ter notícias sobre isso pelos telejornais no horário nobre da televisão, nem vamos ver manchetes noticiando o fato nos principais jornais. Mas, apesar de tudo, aproximadamente setenta anos de pesquisas na área da ciência conhecida como a ‘nova física’ está apontando para conclusões irrefutáveis: todas as coisas do mundo estão ligadas a todas as outras coisas. Quer dizer: realmente ligadas! Essa é a novidade que altera tudo e que abala, sem dúvida alguma, os alicerces da ciência como hoje a conhecemos.”

  • O efeito observador na física quântica – partícula e onda

A prática incessante do processo de resolução de problemas através do Ho’oponopono, provoca o colapso do tempo, pois estamos neutralizando e transmutando as memórias repetitivas limitadoras em nossa Mente Subconsciente, provocando a nossa cura, como também a cura de todos os demais envolvidos, no presente, no passado e no futuro.

Nós estamos adentrando mentalmente o campo unificado de pura energia (99,99999% do átomo), o que nos permite o acesso às Inspirações Divinas (Diagrama 2), de maneira a acelerarmos a nossa evolução pessoal (horizontal) e a nossa elevação espiritual (vertical).

É preciso pensar fora da caixa!!! 

Referências bibliográficas da OREM1:

  • Carol Gates e Tina Shearon – livro “As You Wish” (tradução livre: “Como você desejar”);
  • Ceres Elisa da Fonseca Rosas – livro “O caminho ao Eu Superior segundo os Kahunas” – Editora FEEU;
  • Charles Seife – livro “Zero: A Biografia de Uma Ideia Perigosa” (versão em inglês “Zero: The Biography of a Dangerous Idea”;
  • Dan Custer – livro “El Milagroso Poder Del Pensamiento” (tradução livre: “O Miraculoso [Incrível] Poder Do Pensamento”);
  • David V. Bush – livro “How to Put The Subconscious Mind to Work” (tradução livre: “Como Colocar a Mente Subconsciente para Trabalhar”);
  • Dr. Alan Strong – artigo denominado “The Conscious Mind — Just the Tip of the Iceberg” (tradução livre: “A Mente Consciente – Apenas a Ponta do Iceberg”), no site www.astrongchoice.com;
  • Dr. Amit Goswami – livro “O Universo Autoconsciente – como a consciência cria o mundo material”;
  • Dr. Benjamin P. Hardy, psicólogo organizacional, autor do livro “Willpower Doesn’t Work” (Tradução livre: “Força de Vontade Não Funciona”), em artigo no site https://medium.com/the-mission/how-to-get-past-your-emotions-blocks-and-fears-so-you-can-live-the-life-you-want-aac362e1fc85Sr;
  • Dr. Bruce H. Lipton – livro “A Biologia da Crença”;
  • Dr. Deepak Chopra – livro “Criando Prosperidade”;
  • Dr. Gregg Braden – livro “A Matriz Divina”;
  • Dr. Maxwell Maltz – livro “The New Psycho-Cybernetics” (tradução livre: “A Nova Psico-Cibernética”);
  • Dr. Nelson Spritzer – livro “Pensamento & Mudança – Desmistificando a Programação Neurolinguística (PNL)”;
  • Dr. Richard Maurice Bucke – livro ‘Consciência Cósmica’;
  • Dr. Serge King – livro “Cura Kahuna”;
  • Francisco Cândido Xavier (ditado pelo espírito do Dr. André Luiz) – livro “No Mundo Maior”;
  • Gerald Zaltman – Professor da Harvard Business School – livro “How Customers Think” (tradução livre: “Como Pensam os Consumidores”);
  • Henry Thomas Hamblin – livro “Within You Is The Power” (tradução livre: “Dentro de VOCÊ Está O Poder”);
  • Hermínio C. Miranda – livro “O Evangelho de Tomé”;
  • Jens Weskott – artigo “Bem-vindo Subconsciente – Graças ao Ho’oponopono”, site da Associação de Estudos Huna disponível no link https://www.huna.org.br/wp/?s=jens;
  • Joe Vitale – livro “Limite Zero”;
  • Joel S. Goldsmith – livro “O Despertar da Consciência Mística”;
  • John Assaraf – artigo ratificando que somos todos seres perfeitos de Luz está disponível no site http://in5d.com/the-world-of-quantum-physics-everything-is-energy/;
  • Joseph Murphy – livro “The Power of Your Subconscious Mind” (tradução livre: “O Poder de Sua Mente Subconsciente”);
  • Kenneth E. Robinson – livro “Thinking Outside the Box” (tradução livre: “Pensar Fora da Caixa”);
  • Leonard Mlodinow – livro “Subliminar – Como o inconsciente influencia nossas vidas” – do ano de 2012;
  • Livro “Um Curso em Milagres” – 2ª edição – copyright 1994 da edição em língua portuguesa;
  • Malcolm Gradwell – livro “Blink: The Power of Thinking without Thinking” (Tradução livre: “Num piscar de olhos: O Poder de Pensar Sem Pensar”);
  • Marianne Szegedy-Maszak – edição especial sobre Neurociência publicada na multiplataforma “US News & World Report”, destacando o ensaio “Como Sua Mente Subconsciente Realmente Molda Suas Decisões”;
  • Max Freedom Long – livro “Milagres da Ciência Secreta”;
  • Napoleon Hill – livro “The Law of Success in Sixteen Lessons” (tradução livre: “A Lei do Sucesso em Dezesseis Lições”);
  • Paul Cresswell – livro “Learn to Use Your Subconscious Mind” (tradução livre: “Aprenda a Usar a Sua Mente Subconsciente”);
  • Sílvia Lisboa e Bruno Garattoni – artigo da Revista Superintessante, publicado em 21.05.13, sobre o lado oculto da mente e a neurociência moderna.
  • Site da Associação de Estudos Huna https://www.huna.org.br/ – artigos diversos.
  • Site www.globalmentoringgroup.com – artigos sobre PNL;
  • Thomas Troward – livro “The Creative Process in the Individual” (tradução livre: “O Processo Criativo no Indivíduo”);
  • Thomas Troward – livro “Bible Mystery and Bible Meaning” (tradução livre: “Mistério da Bíblia e Significado da Bíblia”);
  • Tor Norretranders – livro “A Ilusão de Quem Usa: Reduzindo o tamanho da Consciência” (versão em inglês “The User Illusion: Cutting Consciousness Down to Size”);
  • Zanon Melo – livro “Huna – A Cura Polinésia – Manual do Kahuna”;

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Muda…

A chuva de bênçãos derrama-se sobre mim, nesse exato momento.
A Prece atinge o seu foco e levanta voo.
Eu sinto muito. Por favor, perdoa-me. Eu te amo. Eu sou grato.
Está feito! Aloha.

Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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