Série de artigos sobre o livro “The Secret Science Behind Miracles” – Max Freedom Long – Psicofilosofia Huna
Estamos transcrevendo trechos do livro “The Secret Science Behind Miracles” [A Ciência Secreta Por Trás Dos Milagres], autor Max Freedom Long, originalmente publicado em 1948, por Kosmon Press – Los Angeles 6, California, 2208 West 11th St., para conhecimento e entendimento sobre a Psicofilosofia Huna e sobre o sistema de pensamento do processo de resolução de problemas através do Ho’oponopono, praticado pelos Kahunas Polinésios.
Tradução livre Projeto OREM® (PO)
Sobre o Livro:
O livro “The Secret Science Behind Miracles” [“A Ciência Secreta Por Trás Dos Milagres’], de autoria de Max Freedom Long, como uma fonte primária de conhecimento e entendimento da sabedoria Huna praticada pelos Kahunas na Polinésia, explora as complexas interseções entre práticas espirituais ancestrais e princípios científicos modernos, criando uma narrativa envolvente que convida os leitores a reconsiderar a natureza da realidade. A prosa eloquente de Long mescla ensinamentos místicos com aplicações práticas, revelando como os mecanismos do pensamento e da crença podem influenciar a experiência pessoal e facilitar resultados milagrosos. Enraizada no contexto da filosofia do Novo Pensamento, essa obra sintetiza conceitos metafísicos com insights da psicologia, oferecendo aos leitores uma perspectiva transformadora sobre espiritualidade e auto empoderamento. Max Freedom Long, uma figura renomada nos campos da metafísica e da espiritualidade, dedicou grande parte de sua vida ao estudo das antigas artes de cura [healing] Havaianas e das verdades universais que as fundamentam. A sua extensa pesquisa, incluindo o estabelecimento da filosofia [psicofilosofia] Huna, proporcionou-lhe um entendimento singular de como a consciência no nível da percepção [consciousness] opera em relação ao mundo físico. A experiência de Long como escritor e palestrante reflete o seu compromisso em desvendar os segredos das manifestações milagrosas, tornando-o uma voz autorizada nessa área. Esse livro é altamente recomendado para leitores que buscam aprofundar o seu entendimento sobre o poder do pensamento e da intenção na formação da própria realidade. Seja você um buscador de sabedoria espiritual ou simplesmente curioso sobre a ciência por trás dos milagres, a exploração esclarecedora de Long lhe dará o poder de aproveitar esses princípios transformadores em sua própria vida.” Fonte: Amazon Books.
Sobre o Autor:
“Max Freedom Long foi um escritor Americano e autor da Nova Era que nasceu em 26 de outubro de 1890 e faleceu em 23 de setembro de 1971. Max Freedom Long nasceu em Sterling, Colorado. Os pais dele eram Toby Albert Long e Jessie Diffendaffer. Quando o censo de 1910 foi realizado, ele trabalhava como fotógrafo em sua cidade natal e morava com os seus pais na casa de seu avô. A partir de setembro de 1914 até junho de 1916, ele frequentou a Los Angeles State Normal School [Escola Normal Estadual de Los Angeles]. Após dois anos, ele obteve um diploma de Associado em Artes em educação geral. Depois de se formar, ele trabalhou por um curto período em Los Angeles como mecânico de automóveis. Long foi para a Ilha principal do Havaí em 1917 para lecionar em escolas primárias. Ele se mudou para Honolulu em 1920 e permaneceu lá até 1932, trabalhando em uma loja de fotografia que mais tarde ele comprou. Em 1920, ele se casou com Jane Jessie Rae, que era da Inglaterra e proprietária do Hotel Davenport em Honolulu. Quando ele chegou ao Havaí, ele disse que alguns dos nativos praticavam o que ele chamava de magia. Long escreveu que a princípio ele não acreditava que essa magia funcionasse, mas com o tempo ele passou a acreditar que sim.”
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—Continuação do artigo 182 – A Descoberta Que Pode Mudar O Mundo—
II. Fire-Walking As An Introduction To Magic
II. Caminhar Sobre Brasas Como Uma Introdução À Magia
Huna é um sistema de magia funcional. Crenças religiosas não têm relação com a eficácia da Huna. Provas de que a magia é um fato: Caso 1. Dr. Brigham caminha sobre lava incandescente. Caso 2. Mágico de palco usa magia genuína. Caso 3. Dr. John H. Hill, professor de História Bíblica da USC, relata caminhada sobre brasas. Caso 4. Caminhada sobre brasas na Birmânia. Caso 5. Caminhada sobre brasas pelos Igorots. Caso 6. Magia Japonesa com fogo cura [cures] artrite. Imunidade ao fogo através da magia.
“Existem duas características que tornam o sistema Psicorreligioso [Psicofilosófico] do ‘Segredo’ (Huna) excepcional e o diferenciam dos sistemas modernos de religião ou psicologia.
Em primeiro lugar, ELE FUNCIONA. Ele funcionou para os Kahunas e ele deve funcionar para nós.
Em segundo lugar e talvez menos importante, ele funciona para todos, independentemente de suas crenças religiosas.
O melhor exemplo de uma prática mágica eficaz, que funciona perfeitamente nas mãos de qualquer religioso, ou mesmo nas mãos de pagãos e selvagens, é a CAMINHADA SOBRE BRASAS, que tem sido praticada há séculos e que continua a ser praticada hoje [Observação PO: livro publicado em 1948] em muitas partes do mundo.
Caminhar sobre brasas tem mais um ponto a seu favor. Isso envolve os pés e brasas ou outros materiais em brasa, como pedra, ou mesmo chamas puras. Ora, não há nada de misterioso nos pés ou em objetos quentes. Ambos são passíveis de um exame minucioso e não estão sujeitos a manipulações ou truques.
Além dos pés e do calor, existe um terceiro elemento que não pode ser visto, testado ou examinado. Mas é igualmente real e igualmente livre do perigo de truques. Esse terceiro elemento é o que eu chamo de ‘MAGIA’, na falta de uma palavra melhor.
Esse terceiro elemento certamente está presente quando os pés entram em contato com o calor e as queimaduras não ocorrem da maneira usual.
A guerra contra as superstições tem sido travada incessantemente por pelo menos dois séculos. O desenvolvimento das ciências dependia da capacidade dos cientistas de combater as superstições e os tabus dogmáticos religiosos. Hoje, porém, a negação científica dos fenômenos psíquicos e psicológicos tornou-se um tabu dogmático da própria ciência. As nossas escolas e a nossa imprensa têm se esforçado ao máximo, durante anos, para desacreditar tudo o que não pode ser explicado, propagando o grito de ‘superstição Negra!’. Devido a essa atitude, a pessoa comum foi levada a acreditar que toda magia e especialmente coisas como caminhar sobre brasas, são o princípio e o fim da charlatanice.
Se o meu relato for levado a sério, eu tenho que provar que a magia é um fato. Eu provarei que ela é. Mas, para o leitor que já decidiu que nenhuma prova desse tipo pode ser apresentada a contento, eu digo o seguinte: Leia o meu relato mesmo assim. Ele oferece muito material novo e instigante para reflexão e, no mínimo, será divertido. E quando você terminar isso, veja se consegue dar um conjunto de respostas melhores para as questões intrigantes do que os Kahunas davam.
Para facilitar a leitura do meu relatório, eu organizarei as principais unidades de material probatório sob títulos de casos, com notas introdutórias preliminares e com um comentário ao final.
Para o primeiro caso, eu me baseio a partir das investigações e observações pessoais do Dr. Brigham em campo.
Caso 1
Dr. Brigham Caminha sobre Lava Incandescente
Notas Preliminares:
A explicação usual para a caminhada sobre brasas é que os pés são tão calejados que não podem ser queimados, ou que foram endurecidos por alúmen ou outros produtos químicos. Além disso, diz-se que as brasas ou pedras quentes estão cobertas por uma camada de cinzas, ou que não estão quentes o suficiente para queimar. Harry Price, ao tentar explicar a caminhada sobre brasas de Kuda Bux (um Muçulmano da Caxemira) perante o Conselho de Investigações Psíquicas da Universidade de Londres em 1936, escreveu:
‘É quase desnecessário salientar que, na caminhada rápida, todo o pé não entra em contato com o solo, nem é retirado dele, em um único instante, de modo que nenhuma parte da pele ficou em contato com as brasas quentes por mais de meio segundo.’
No caso que será apresentado a seguir, nota-se que nenhuma dessas explicações é adequada.
Eu apresento o relato conforme eu o registrei em minhas anotações logo após recebê-lo diretamente do Dr. Brigham. Para torná-lo mais visual, eu tentei reproduzir as próprias palavras e expressões dele.
O Caso:
‘Quando o fluxo começou’, relatou o Dr. Brigham, ‘eu estava em South Kona, em Napoopoo. Eu esperei alguns dias para ver se seria um fluxo longo. Quando continuou constante, eu enviei uma mensagem aos meus três amigos Kahuna, que haviam prometido me deixar fazer uma caminhada sobre brasas sob a proteção deles, pedindo que me encontrassem em Napoopoo para que pudéssemos ir até o fluxo e tentar a caminhada sobre brasas.
‘Levou uma semana até que eles chegassem, pois tiveram que vir de canoa a partir de Kau. E mesmo quando eles chegaram, nós não pudemos começar imediatamente. Para eles, o que importava era o nosso reencontro e não uma simples caminhada sobre brasas. Nada serviria a não ser nós conseguirmos um porco e fazermos um luau (banquete nativo).
‘Foi um luau incrível. Metade de Kona se convidou. Quando isso acabou, eu tive que esperar mais um dia até que um dos Kahunas estivesse sóbrio o suficiente para viajar.
‘Já era noite quando finalmente nós partimos, depois de termos que esperar a tarde inteira para nos livrarmos daqueles que tinham ouvido falar do que estava acontecendo e queriam ir junto. Eu teria levado todos se não fosse pelo fato de que eu não tinha muita certeza se conseguiria andar sobre a lava quente quando chegasse a hora. Eu tinha visto esses três Kahunas correrem descalços sobre pequenos fluxos de lava em Kilauea e a lembrança do calor não era nada animadora.
‘A caminhada foi difícil naquela noite, enquanto nós subíamos a suave encosta e avançávamos por antigos fluxos de lava em direção às florestas tropicais mais altas. Os Kahunas usavam sandálias, mas as partículas afiadas de cinzas em alguns dos antigos fluxos grudavam em seus pés. Nós tínhamos que esperar o tempo todo enquanto um ou outro se sentava para remover as cinzas aderentes.
‘Quando nós chegamos entre as árvores e samambaias, estava escuro como breu. Nós caímos em raízes e buracos. Depois de um tempo, nós desistimos e nos acomodamos em um antigo túnel de lava para o resto da noite. De manhã, nós comemos um pouco do nosso poi e peixe seco e então saímos em busca de mais água. Isso nos levou algum tempo, pois não há nascentes ou riachos naquela região e nós tínhamos que ficar atentos às poças de água da chuva acumuladas em cavidades nas rochas.
‘Até o meio-dia, nós subimos sob um céu esfumaçado e com o cheiro de vapores de enxofre ficando cada vez mais forte. Então, comemos mais poi e peixe. Por volta das três horas, nós chegamos à nascente do fluxo.
‘Era uma visão magnífica. A encosta da montanha havia se aberto logo acima da linha das árvores e a lava jorrava de várias aberturas, atingindo com um estrondo uma altura de até sessenta metros e formando uma grande piscina borbulhante.
‘A piscina drenava na extremidade inferior, desaguando no fluxo. Uma hora antes do pôr do sol, nós começamos a segui-lo em busca de um local onde nós pudéssemos realizar o nosso experimento.
‘Como de costume, o fluxo seguiu os cumes ao invés dos vales e construiu paredes de clínquer. Essas paredes tinham até 900 metros de largura e a lava quente corria entre elas em um canal que havia escavado até a rocha matriz.
‘Nós escalamos essas paredes várias vezes e as atravessamos para observar o fluxo. A superfície esbranquiçada já estava fria o suficiente para nós caminharmos sobre ela, mas aqui e ali nós podíamos olhar para dentro das fendas e ver o brilho vermelho lá embaixo. De vez em quando, nó tínhamos que desviar de lugares onde chamas incolores jorravam como jatos de gás na luz vermelha que filtrava pela fumaça.
‘Descendo para a floresta tropical sem encontrar um lugar onde o fluxo bloqueasse e transbordasse periodicamente, nós nos acomodamos novamente para passar a noite. De manhã, nós continuamos e, em algumas horas, nós encontramos o que nós procurávamos. O fluxo cruzava uma faixa mais plana, talvez com cerca de oitocentos metros de largura. Ali, as paredes que o cercavam formavam terraços planos, com declives acentuados de um nível para o outro. De vez em quando, uma pedra flutuante ou uma massa de esbranquiçamento obstruía o fluxo exatamente onde começava um declive e então a lava represava e se espalhava, formando uma grande poça. Logo, a obstrução era expelida e a lava escoava, deixando para trás uma superfície plana e fina para caminhar quando estivesse suficientemente endurecida.
‘Parando ao lado da maior das três crateras, nós observamos o seu enchimento e esvaziamento. O calor era intenso, é claro, mesmo na parede de escória. Lá embaixo, a lava era vermelha e fluía como água, com a única diferença de que a água não atingia essa temperatura e a lava não fazia nenhum som, mesmo descendo a trinta quilômetros por hora por uma ladeira íngreme. Esse silêncio sempre me intriga quando vejo um fluxo de lava. Enquanto a água tem que correr sobre fundos rochosos e saliências irregulares, a lava queima tudo e cria um canal tão liso quanto o interior de um pote de barro.
‘Como nós queríamos voltar para a costa naquele dia, os Kahunas não perderam tempo. Eles haviam trazido folhas de ti e estavam prontos para entrar em ação assim que a lava suportasse o nosso peso. (As folhas da planta ti são universalmente usadas por caminhantes sobre brasas na Polinésia, onde quer que estejam disponíveis. Elas têm trinta a sessenta centímetros de comprimento e são bastante estreitas, com bordas cortantes como capim-navalha. Crescem em um tufo no topo de uma haste que lembra em tamanho e forma um cabo de vassoura.)

‘Quando as pedras que atiramos na superfície da lava mostraram que ela havia endurecido o suficiente para suportar o nosso peso, os Kahunas se levantaram e desceram pela lateral da parede. Era muito pior que um forno quando nós chegamos ao fundo. A lava estava escurecendo na superfície, mas por toda ela havia manchas de calor que apareciam e desapareciam como acontece com o ferro esfriando antes de um ferreiro mergulhá-lo em sua tina para têmpera. Eu desejei sinceramente não ter sido tão curioso. Só de pensar em correr sobre aquele inferno plano para o outro lado, eu tremia — e me lembrava de ter visto os três Kahunas correrem sobre lava quente em Kilauea.
‘Os Kahunas tiraram as sandálias deles e amarraram folhas de ti em volta dos pés, cerca de três folhas em cada pé. Eu me sentei e comecei a amarrar as minhas folhas de ti por cima das minhas botas de cano alto com pregos. Eu não queria correr nenhum risco. Mas isso não ia dar certo — eu tinha que tirar as minhas botas e os meus dois pares de meias. A deusa Pele não concordou em impedir que as botas pegassem fogo e usá-las poderia ser uma ofensa para ela.
‘Eu discuti acaloradamente — e eu digo ‘acirradamente’ porque quase nós fomos torrados. Eu sabia que Pele não era quem havia tornado a magia do fogo possível e fiz o possível para descobrir o que ou quem era. Como de costume, eles sorriram e disseram que, claro, o Kahuna ‘branco’ conhecia o truque de extrair mana (algum tipo de poder conhecido pelos Kahunas) do ar e da água para usar em seus trabalhos e que nós estávamos perdendo tempo falando sobre algo que nenhum Kahuna jamais explicou em palavras — o segredo transmitido apenas de pai para filho.
‘O resultado foi que eu me mantive firme e me recusei a tirar as botas. No fundo, eu pensava que, se os Havaianos conseguiam andar sobre lava quente com os pés calejados, eu também conseguiria, com as minhas pesadas solas de couro para me proteger. Lembre-se de que isso aconteceu numa época em que eu ainda acreditava que havia alguma explicação física para aquilo.
‘Os Kahunas começaram a achar as minhas botas uma grande piada. Se eu quisesse oferecê-las como sacrifício aos deuses, talvez fosse uma boa ideia. Eles sorriram um para o outro e me deixaram amarrar as minhas folhas enquanto começavam os cânticos deles.
‘Os cânticos eram em um Havaiano arcaico que eu não conseguia entender. Era o típico ‘discurso sobre os deuses’ transmitido palavra por palavra por incontáveis gerações. Tudo o que eu consegui entender foi que consistia em pequenas menções simples à história lendária e era salpicado com louvores a algum deus ou deuses.
‘Eu quase virei torrado vivo antes que os Kahunas terminassem os seus cânticos, embora isso não devesse ter durado mais do que alguns minutos. De repente, chegou a hora. Um dos Kahunas bateu na superfície brilhante da lava com um feixe de folhas de ti e então me ofereceu a honra de atravessar primeiro. Instantaneamente, eu me lembrei das minhas boas maneiras; eu era a favor da idade antes da beleza.
‘A questão foi resolvida imediatamente, decidindo-se que o Kahuna mais velho iria primeiro, eu em segundo e os outros lado a lado. Sem hesitar um instante, o homem mais velho trotava sobre aquela superfície terrivelmente quente. Eu o observava boquiaberto e ele já estava quase do outro lado — a uma distância de cerca de 45 metros — quando alguém me empurrou, deixando-me com a escolha entre cair de cara na lava ou dar um impulso para correr.
‘Eu ainda não sei que loucura me dominou, mas eu corri. O calor era inacreditável. Eu prendi a respiração e a minha mente pareceu parar de funcionar. Eu era jovem na época e conseguia correr 100 metros com a mesma facilidade que os melhores. Como eu corri! Eu voei! Eu teria quebrado todos os recordes, mas com os meus primeiros passos as solas das minhas botas começaram a queimar. Elas se curvaram e encolheram, apertando os meus pés como um torno. As costuras cederam e me vi com uma sola faltando e a outra balançando atrás de mim, presa à tira de couro no calcanhar.
‘Aquela sola solta quase me matou. Ela me fez tropeçar várias vezes e me atrasou. Finalmente, depois do que pareceram minutos, mas não devem ter sido mais do que alguns segundos, eu saltei para a segurança.
‘Eu olhei para os meus pés e encontrei as minhas meias queimando nas bordas do couro enrolado do cano das minhas botas. Eu apaguei o fogo que ainda fumegava no tecido de algodão e olhei para cima, encontrando meus três Kahunas rindo enquanto apontavam para o calcanhar e a sola da minha bota esquerda, que estavam fumegando e completamente carbonizados na lava.
‘Eu também ri. Nunca eu me senti tão aliviado na vida como quando eu descobri que estava a salvo e que não havia uma bolha sequer nos meus pés — nem mesmo onde eu tinha apagado o fogo nas meias.
‘Não há muito mais que eu possa dizer sobre essa experiência. Eu tive a sensação de um calor intenso no rosto e no corpo, mas quase nenhuma sensação nos pés. Quando eu os toquei com as mãos, eles estavam quentes na sola, mas eu não senti calor, exceto ao tocar com as minhas mãos. Nenhum dos Kahunas tinha bolhas, embora as folhas de ti que haviam amarrado nos pés já tivessem se queimado há muito tempo.
‘A minha viagem de volta para a costa foi um pesadelo. Tentar chegar lá com sandálias improvisadas, esculpidas em madeira verde, deixou uma impressão quase mais vívida do que a minha caminhada sobre brasas.’
Comentário:
Aí está a história do Dr. Brigham. Agora, sem dúvida, você estará interessado em saber como esse cientista tentou descobrir o motivo de ser capaz de fazer o que fez.
‘Isso é magia’, ele me assegurou. ‘Isso faz parte da magia praticada pelos Kahunas e por outros povos primitivos. Levei anos para chegar a esse entendimento, mas é minha conclusão final após longo estudo e observação.’
‘Mas’, eu perguntei, ‘você não tentou explicar isso de alguma outra maneira?’
O médico sorriu para mim. ‘Eu certamente que sim. Não tem sido uma tarefa fácil para mim chegar à conclusão de que a magia era possível. E mesmo depois de ter certeza absoluta de que era magia, ainda tinha uma dúvida profunda sobre as minhas próprias conclusões. Mesmo depois de caminhar sobre brasas, eu voltei à teoria de que a lava poderia formar uma superfície porosa e isolante ao esfriar. Eu testei essa teoria duas vezes em Kilauea, quando houve pequenos transbordamentos. Em um dos casos, eu esperei até que um pequeno transbordamento esfriasse completamente, ficando preto e então o toquei com a ponta dos dedos. Mas, embora a lava estivesse muito mais fria do que aquela que eu encontrei, eu queimei meus dedos gravemente — e eu apenas havia encostado na superfície quente.’
‘E na outra vez?’, eu perguntei.
Ele balançou a cabeça e sorriu com culpa. ‘Eu deveria ter aprendido a lição depois daquela primeira leva de bolhas, mas as velhas ideias eram difíceis de abandonar. Eu sabia que tinha caminhado sobre lava quente, mas ainda assim nem sempre conseguia acreditar que fosse possível. Na segunda vez que me eu empolguei com a minha teoria da superfície isolante, eu peguei um pedaço de lava quente num graveto como quem pega caramelo. E tive que queimar o dedo de novo antes de ficar satisfeito.
Não, não há engano. Os Kahunas usam magia em suas caminhadas sobre brasas, assim como em muitas outras coisas. Existe um conjunto de leis naturais para o mundo físico e outro para o outro mundo. E — tente acreditar nisso, se você puder: as leis do outro lado são tão mais fortes que elas podem ser usadas para neutralizar e reverter as leis do mundo físico.’
Nesse caso, nós temos um exemplo em que o controle mágico do calor era de tal natureza que não protegeu o couro das botas pesadas do Dr. Brigham, mas protegeu os pés dele. Não havia solução química para proteger os pés dos caminhantes sobre o fogo do calor. Não havia camada de cinzas sobre a lava para isolá-la. A lava estava tão quente que, mesmo em passos rápidos onde o contato entre as botas e a lava era momentâneo, o couro queimava até virar cinzas. O calor era mais do que suficiente para queimar os pés em circunstâncias normais.
Caso 2
Um Mágico de Palco Que Usava Magia Genuína de Fogo
Notas Preliminares:
Por mais surpreendente que pareça, existe, por vezes, magia real utilizada no palco ao invés dos supostos truques mecânicos que universalmente nós acreditamos serem usados.
Nesse caso, nós temos um homem que viaja com um circo e não diz nada sobre a magia que utiliza, a não ser que seja para aqueles inclinados e capazes de aceitar uma declaração dos fatos verdadeiros. Esse homem e a sua esposa se apresentaram em Honolulu e, posteriormente, tiveram a gentileza de tentar me explicar a magia deles e como eles a tinham aprendido. Por ora, nós estamos interessados apenas no que eles fizeram e não em como eles o fizeram.
A chamada ‘magia do fogo’, geralmente vista em palcos, circos e parques de diversões, é uma imitação muito pobre do que eu descreverei a seguir. Consiste principalmente em proezas como segurar um cigarro aceso na língua e inseri-lo na boca, mantendo a brasa a uma distância segura do contato com a pele, ou levar gasolina à boca e acender os seus vapores ao serem expelidos — o que é possível porque os vapores só queimam quando bem longe dos lábios e após se misturarem com o ar.
O Caso:
O mágico do fogo de quem eu falo apresentou o espetáculo dele em uma pequena tenda. Uma grade o separava da plateia por uma distância de um a dois metros. O seu aparato consistia em uma mesa de pinho sobre a qual estavam dispostos os poucos objetos que ele utilizava. A única parte de sua apresentação em que não se usava mágica de verdade era aquela em que o seu cachorrinho saltava alegremente através de um pequeno aro embebido em óleo e incendiado. Todas as coisas eram feitas de perto e os espectadores eram incentivados a testar a temperatura de cada objeto antes que ele entrasse em contato com a pele. Cada movimento era feito lentamente e sem qualquer tentativa de ‘malabarismo’ ou disfarce.
As seguintes coisas foram realizadas pelo mágico em cada uma das duas apresentações que eu presenciei:
(1) Ele ferveu água em uma xícara e a bebeu rapidamente enquanto ainda fervia e soltava vapor.
(2) Pedaços de madeira de pinho macia, da espessura de um dedo, foram aquecidos na chama de um queimador a gás até que uma das extremidades se transformasse em carvão em brasa. Ele pegou seis desses pedaços, mordeu as extremidades incandescentes e as mastigou.
(3) Ele aqueceu barras grossas de ferro até que o centro ficasse em brasa e, em seguida, passou a língua repetidamente sobre a superfície vermelha, resultando em vapor crepitante saindo de sua língua nua.
(4) Ele acendeu um maçarico de solda comum; direcionou a chama para um cone de corte azul-esverdeado; usou a chama para cortar barras de ferro repetidamente; entregou as barras e o maçarico a membros da plateia para exame. Sem ajustar o maçarico de forma alguma e aparentemente sem nenhuma proteção ou método para extinguir temporariamente a chama, ele o introduziu repetidamente em sua boca. A sua boca permaneceu totalmente aberta e a chama podia ser vista brincando na extremidade do queimador, mesmo quando esse havia sido inserido até os seus lábios.
(5) Ele aqueceu uma barra de ferro até ficar vermelha e a manuseou com as mãos nuas de uma maneira que teria queimado gravemente outra pessoa. Ele pegou uma barra plana mais pesada e a aqueceu até ficar vermelha no centro. Ele pegou a parte aquecida entre os dentes e, segurando as extremidades da barra com as mãos, dobrou-a para cima e para baixo duas vezes a partir do centro.
Comentário:
A flexão da barra presa entre os dentes do artista fez com que eu examinasse os seus dentes cuidadosamente. Eles eram dentes fortes e não postiços. Esse ponto me interessou bastante, pois o ferro em brasa permaneceu por quase dez segundos em contato direto com os dentes da frente, superiores e inferiores. Embora esse fosse um de seus ‘truques’ habituais, repetido várias vezes na mesma noite, o esmalte dos dentes não estava rachado, nem pareciam estar feridos. Antes da segunda apresentação, um dentista se juntou a mim. Ele afirmou que o contato com tal calor mataria os nervos e destruiria os dentes em circunstâncias normais, além de causar dor insuportável enquanto os nervos ainda estivessem vivos. Isso resultaria em ulceração e os dentes teriam que ser extraídos. Nós raspamos as bordas dos dentes com um canivete pouco antes da segunda apresentação — isso para garantir que nenhuma substância isolante invisível, por mais fina e transparente que fosse, estivesse presente.
A questão de alguma solução para isolar do calor parecia muito improvável, já que a própria boca era úmida. Além disso, as bordas dos dentes dificilmente suportariam tal revestimento – muito fino para ser detectado ou raspado.[42]
[42] Nota sobre Um Mágico de Palco Que Usava Magia Genuína de Fogo:
O mágico de palco, que usava magia genuína em suas apresentações, percebeu, através das minhas perguntas, que eu o entenderia se ele me contasse a verdade sobre o seu treinamento e a sua performance. Ele nascera de pais brancos na Índia e fora deixado órfão em um distrito isolado. Andarilhos do fogo nativos o adotaram e começaram a ensiná-lo a sua arte desde cedo. Ele se sentava por um tempo todos os dias diante de uma pequena lamparina de manteiga, tentando sentir o deus por trás da chama.
Os seus anciãos frequentemente demonstravam a habilidade deles de orar ao deus da chama e obter imunidade ao fogo. Eles seguravam as mãos sobre a chama sem se ferir e, sob a sua proteção, o menino também o fazia. Aos poucos, ele se tornou consciente de alguma coisa conectada à chama, mas invisível e intangível. Com o tempo, ele se tornou capaz de pedir imunidade ao fogo e obtê-la. Ele não passou por nenhum processo ou ritual de purificação, observando apenas a regra de não fazer nada para ferir os outros ou se envergonhar.
Na vida adulta, ele seguiu essas regras e, ao iniciar a sua performance com fogo, não necessitou fazer nenhuma oração. Ao entrar em contato com a chama ou o calor, ele parecia automaticamente fazer uma oração interior e receber a proteção habitual. A esposa dele havia aprendido a subir uma escada de lâminas de espadas sem revestimento com religiosos Japoneses. (Esses magos que rolam sobre cacos de vidro e cujos cortes são curados [healed] instantaneamente por uma palavra do mestre de cerimônias foram mencionados no texto do meu relatório.) Ambos os artistas receberam uma espécie de ‘introdução’ aos tipos de Seres do Self Superior no treinamento inicial deles, assim como os Kahunas aprendizes ao aprenderem a controlar o clima.
Caso 3
Relatório de Um Professor de História Bíblica
Notas Preliminares:
Em 21 de fevereiro de 1935, eu assisti a uma palestra na Biblioteca Pública de Los Angeles. O palestrante era o Dr. John G. Hill, Professor de História Bíblica da Universidade do Sul da Califórnia. O tema dela era ‘Caminhada sobre Brasas’. Ele havia passado quatro temporadas nos Mares do Sul e ilustrou a sua palestra com imagens em movimento que ele havia tirado.
Ele relatou uma viagem do Taiti a uma Ilha vizinha e uma jornada de 22 quilômetros por terra para assistir a uma apresentação de caminhada sobre brasas. Um grande fosso havia sido cavado, preenchido com troncos e pedras e uma fogueira ardia entre eles por muitas horas até que as pedras ficassem em brasa. Invocações foram recitadas para ‘Nahine (mulher) dos Céus’, então os artistas marcharam ao redor do fosso, fazendo sete travessias de ida e volta. Folhas de ti foram usadas na cerimônia para carregar e ‘limpar’ as pedras.
O Dr. Hill expôs muitos filmes, tirando fotos em close dos pés e das pedras quentes e fotos do grupo caminhando em fila indiana sobre as pedras. Ele mostrou um nativo que havia sido forçado a caminhar sobre as pedras quentes como uma ‘experiência penosa’ para provar a sua culpa ou inocência de uma determinada acusação. Como ele ficou gravemente queimado, os nativos decidiram que ele era culpado, apesar de suas negativas e, portanto, não havia merecido a proteção de ‘Nahine dos Céus’.
Terminada a cerimônia, o Dr. Hill e os seus companheiros brancos testaram o calor das rochas, obtendo os seguintes resultados: Tempo necessário para manter a mão a uma distância de três pés das rochas: onze segundos. Tempo necessário para que um feixe de galhos verdes e úmidos pegasse fogo ao ser jogado sobre as rochas: treze minutos.
Enquanto o teste de resistência ao calor estava em andamento, o mago principal convidava os seus convidados a atravessarem as rochas sob a proteção de sua magia. Um dos homens brancos juntou-se aos nativos que aceitaram o convite. Ele caminhou sobre as rochas. O Dr. Hill afirmou que elas estavam quase em brasa, mesmo naquele momento. Os sapatos do homem não sofreram nenhuma queimadura, nem os seus pés, mas, curiosamente, o calor intenso queimou o seu rosto tão gravemente que a pele descascou alguns dias depois.
Após a palestra, eu me juntei a um grupo reunido para ouvir o Dr. Hill responder a perguntas. Perguntaram-lhe se havia alguma explicação possível para o feito. A resposta dele foi que ele não tinha a menor ideia do que poderia explicar. Ele só conseguia supor que talvez alguma forma superior de atividade mental tivesse sido usada — alguma forma que impedisse que o calor queimasse. Ele foi muito categórico em sua recusa de aceitar a sua própria hipótese como um fato.
Surgiram as perguntas de praxe sobre a possibilidade de alguma ‘solução indetectável’ ter sido usada. O doutor explicou que isso era impossível pelo simples motivo de que os sapatos do homem branco não haviam sido tratados dessa forma e certamente teriam sido arruinados pelo calor em circunstâncias normais.
Na tentativa de esclarecer ainda mais o mistério, o Dr. Hill contou sobre outra apresentação de caminhada sobre brasas que ele havia presenciado, mas não fotografado. Nela, um jovem branco, descrito como ‘um verdadeiro místico’, afirmou que se a magia dos homens de pele escura os protegia, o seu Deus também o protegeria. Ele questionou o simpático mago responsável e, em tom de brincadeira, foi instruído a prosseguir sobre as pedras sem medo. Ignorando os protestos de outros viajantes brancos, o jovem tirou os sapatos e as meias. Aproximou-se da caminhada sobre brasas com semblante sério, evidentemente tentando se concentrar na tarefa e manter a sua fé. Ele seguiu o mago até as rochas e estava progredindo perfeitamente quando uma violenta briga de cães irrompeu perto da cratera. Por um instante, ele desviou o olhar. Ele levantou um dos pés subitamente, mas o seu semblante voltou a ficar sério e ele continuou a atravessar. Mais tarde, descobriu-se que o pé levantado tinha uma grande bolha na sola. O Dr. Hill confirmou esses dados, mas não comentou sobre o seu possível significado.
Comentário:
Para aqueles que talvez não tenham visto imagens de pessoas caminhando sobre brasas exibidas em cinejornais de 1934 nos cinemas, eu menciono as seguintes fontes de informação fotográfica ou escrita:
O livro ‘The Colony of Fiji’, editado por A. A. Wright e publicado pelo Governo de Fiji, contém várias boas ilustrações de pessoas caminhando sobre brasas. Como um comentário sobre a influência da postura científica em qualquer publicação oficial, nós encontramos nesse livro apenas um único parágrafo para descrever a principal atração turística de Fiji. Esse parágrafo apresenta uma breve descrição dos fatos sobre a caminhada sobre brasas, mas nada mais.
Outro livro mais facilmente encontrado em bibliotecas é o ‘Seatracks of the Speejacks’. Em seu relato, escrito por Jeanne Gowen, encontram-se tanto fotos quanto descrições completas dos mágicos do fogo e de suas apresentações.
No livro de Herbert MacQuarrie, ‘Tahiti Days’ (George H. Doran Co., 1920), um capítulo inteiro é dedicado a um relato sobre a caminhada sobre brasas e há cinco fotos mostrando os caminhantes sobre brasas, a multidão e a arena, bem como a própria apresentação.
Caso 4
Caminhada sobre Brasas como um Rito Religioso na Birmânia
Notas preliminares:
No Havaí, durante a maior parte da minha estadia nas Ilhas, eu ganhei a vida mantendo uma loja de artigos de arte e fotografia em Honolulu. Entre os meus muitos clientes, em 1929, havia um Inglês que estava viajando pelo mundo. Ele carregava consigo uma câmera cinematográfica de 16mm e estava particularmente ansioso para fotografar qualquer coisa fora do comum.
Eu o tinha conhecido há alguns dias quando ele entrou certa manhã e me perguntou se havia algo muito incomum no Havaí que ele pudesse ‘filmar’. Eu certamente conhecia muitas coisas incomuns no Havaí, mas era impossível dizer a ele onde poderia ir para fotografar um Kahuna em ação com sua magia.
Durante a nossa conversa, ele mencionou que havia subornado os sacerdotes de um certo templo na Birmânia para que o deixassem se esconder na sacada do templo e fotografar a misteriosa e famosa caminhada sobre brasas dos devotos do deus do fogo, Agni.
Eu implorei para que me contasse a história e me desse a oportunidade de ver as fotos. Ele foi imediatamente para o hotel e trouxe os filmes. Deixe-me contar em detalhes o que eu vi e o que me foi dito naquele dia na minha pequena sala de projeção.
O Caso:
‘Veja bem’, disse o meu amigo, com todo o entusiasmo de quem está prestes a apresentar uma maravilha das maravilhas, ‘eu não apenas conto as coisas que vejo, eu as fotografo. E ainda bem que faço isso. Agora, pegue esse filme que vou lhe mostrar. Se eu não tivesse o filme, eu pensaria até que não o vi! O que eu vi é impossível! É contrário à natureza! Qualquer um dirá que não poderia acontecer. Eu mesmo digo isso — e vi com os meus próprios olhos há menos de três meses.’ Ele fez uma pausa e esperou que eu levantasse os olhos do projetor. Fiz o possível para demonstrar a devida surpresa e mistificação.
‘Bem’, disse ele grandiosamente, ‘ligue-o. Veja se você consegue acreditar no que a câmera captou.’
Eu puxei algumas cadeiras e liguei o projetor. Na tela, no fundo da sala de projeção, sombras realistas começaram a cintilar e se mover.
‘Aquilo’, explicou o meu novo amigo, ‘é o desfile. Isso aconteceu antes da cerimônia no pátio do templo. Aquele grupo que está passando agora são os candidatos que se prepararam durante anos para a iniciação pelo fogo do culto de Agni. Uns mendigos estranhos, aqueles morenos. Veja as caras engraçadas deles. Todos pareciam estar pensando profundamente em alguma coisa enquanto marchavam. Nunca pareciam notar a multidão que ficou eufórica só de vê-los. Parece que todos esperam um dia se preparar para atravessar o fogo — uma grande honra. Atravessar uma vez significa estar feito para a vida toda. Você se torna algum tipo de sacerdote ou homem santo. Todos os sacerdotes do templo tiveram que atravessar o fogo para conseguir os seus empregos.’
‘Como eles fazem isso?’, eu perguntei enquanto observava o longo desfile passar com todos os seus adereços Orientais.
‘Você adoraria saber, não é mesmo? E eu também!’
‘O que você acha?’, eu insisti.
‘Como eu deveria saber? Eu tentei arrancar essa informação dos padres, mas eu penso que eles me enganaram. Eles disseram que a religião deles era a única verdadeira e que a caminhada sobre brasas provava isso. Disseram que nenhuma outra fé seria capaz de permitir que os convertidos caminhassem sobre o fogo. O que eles queriam que eu acreditasse era que o deus deles protegia os pés dos puros e santos de serem queimados. Aqueles que não eram puros o suficiente acabavam queimados.’ Ele apontou de repente para a tela. ‘Está vendo aquele sujeito? Ele é o padre com quem eu consegui conversar em um canto, mais ou menos na hora em que o desfile terminou de percorrer a cidade. Um bom sujeito. Bem esportivo, na verdade. Ele era inteligente também.’
‘O que você quer dizer?’, eu perguntei.
‘Ele não era como a maioria dos outros mendigos — desconfiados e com ódio de brancos. E por ‘esperto’ eu quero dizer que ele foi esperto o suficiente para fingir acreditar em mim quando lhe disse que havia estudado a sua religião e queria me juntar a ela. Eu pensei que ele fosse rir da minha cara a princípio, mas fiz barulho com o dinheiro que tinha no bolso e ele começou a me levar a sério.’
‘Talvez ele tenha levado você a sério’, eu sugeri enquanto eu assistia ao desfile continuar passando na tela.
‘Ele não era bobo, não esse. Ele tinha ouvido falar em dinheiro. E quando eu disse que me juntaria a eles e pagaria bem se pudesse ver a caminhada sobre brasas com os meus próprios olhos, ele entendeu o que eu queria dizer. Eu insisti em fazer uma boa doação para a igreja dele ali mesmo. Ele me agradeceu e disse para eu encontrá-lo dali a pouco em uma porta lateral do templo. Claro, eu não disse nada sobre levar a minha pequena câmera de vídeo.’
A cena mudou repentinamente na tela e o pátio interno do templo apareceu. Era um grande pátio cercado por altos muros. Abaixo de nós, em uma das extremidades, havia uma longa e alta pilha de carvão em brasa que cintilava com o calor intenso. Tinha talvez quinze metros de comprimento e cerca de um metro e meio de altura. Enquanto eu observava, homens começavam a espalhá-lo, formando uma plataforma estreita e comprida de brasas vivas.
‘É isso!’ exclamou o meu amigo Inglês. ‘Eu encontrei o meu padre e entrei com a minha câmera sem que ele soubesse o que eu estava fazendo. Ele me levou até uma sacada e me escondeu atrás de algumas telas de bambu. Eu paguei mais algumas taxas da igreja e ele foi embora. Em um minuto, eu tinha um buraco na tela para a lente e outro para o visor. A minha câmera estava toda carregada e pronta, então eu comecei a fotografar imediatamente.’
‘Eu filmei o começo e o fim da tarefa de rastelar as brasas’, continuou ele enquanto a cena mudava. ‘Veja? Agora eles terminaram e estão alisando o leito. Cerca de quinze centímetros de profundidade. O carvão estava queimando há dez horas, o sacerdote me disse. Quente como o inferno! Deixou tão quente, mesmo lá atrás da tela de bambu, que eu mal conseguia suportar. E vejam como os rasteladores têm que manter a cabeça virada para o lado e ficar virando o corpo de um lado para o outro para não se queimarem. Um calor infernal!
‘E agora observem aquele portão nessa cena. Eu comecei a filmar quando eu ouvi o barulho lá fora. Eu sabia que a procissão estava prestes a chegar. Lá estão eles! Sacerdotes na frente e os candidatos atrás. Todos os candidatos homens — as mulheres são pecadoras demais para se purificarem. Muitos dos homens são idosos. Eu contei quarenta e três. E vejam os seus rostos — parecem que vão tomar chá da tarde — com as suas expressões mais educadas. Aqueles grandalhões de uniforme são policiais sikhs. Encontram-se em todas as possessões Britânicas. Eles não pertencem ao templo, mas as autoridades os enviam para manter a ordem. Você os verá em breve colocando tudo em ordem.’
Enquanto eu observava, a procissão entrou no pátio. Os candidatos se reuniram em silêncio em uma das extremidades do longo leito de brasas incandescentes. Atrás deles, uma multidão mista de homens, mulheres e crianças se aglomerava, todos muito animados. Os sikhs caminhavam lentamente pela multidão, com os seus bastões em punho. Os sacerdotes haviam contornado o fogo e se encontraram com outro grupo de seis sacerdotes que vieram do templo e estavam tomando os seus lugares na extremidade oposta do leito de brasas. Cada um dos seis carregava um chicote curto com muitas pontas. Entre eles e o fogo havia uma pequena depressão no piso, cheia de água. Tinha cerca de dois metros de largura, dez centímetros de profundidade e três metros de comprimento, estendendo-se por toda a extremidade da plataforma incandescente.
‘Para que servem os chicotes?’, eu perguntei. ‘Será que eles são para impedir que os caminhantes sobre brasas entrem na água?’
‘Você verá em um instante’, foi a resposta apressada. ‘Parece que, quando eles saem do fogo para a água, os sacerdotes têm que chicoteá-los para que se distraiam do calor dos pés por um segundo. Eu perguntei ao sacerdote, mas não entendi o que ele tentou me dizer — alguma coisa sobre um costume antigo.’
‘Nem os chicotes nem o fogo os machucam?’, eu perguntei.
‘Os chicotes, sim. Às vezes, deixam as costas deles abertas. Mas observe a imagem. Veja? Eles estão todos rezando agora. Falando um monte de bobagens engraçadas. Rezando para Agni proteger os puros e queimar os impuros. Deu-me arrepios…’
A câmera voltou-se para o grupo silencioso de candidatos. Eles não participavam das orações, apenas aguardavam. Eles vestiam apenas tangas. Então, um velho curvado ergueu a mão, como em saudação, para alguém na multidão atrás dele. Ele se virou e caminhou lentamente até a trilha que dançava e cintilava à sua frente. Juntando as suas mãos e erguendo o rosto como se suplicasse aos Céus, ele caminhou calmamente para o leito de fogo. Eu prendi a respiração. Com passos firmes e constantes, ele avançou pelas brasas em direção aos sacerdotes que o aguardavam no extremo oposto.
Eu quase não respirei enquanto eu observava. Os seus pés deixavam rastros negros que se fechavam e desapareciam num instante após a sua passagem. Ele continuou caminhando, sem jamais alterar o ritmo. Envolto em uma névoa quase irreal pelas ondas de calor que o envolviam, ele parecia mais uma aparição do que um homem. Enquanto eu o encarava, o meu espanto era tingido de dúvida. O que eu presenciava era impossível. Mas o fim daquela caminhada terrível finalmente chegou. O velho homem saiu do fogo vivo para a água e foi imediatamente agarrado pelos braços por dois sacerdotes. Os seus chicotes cruéis estalaram três vezes, cortando as costas nuas e morenas dele. O velho homem se contorceu de dor. Outros dois sacerdotes o levaram apressadamente para um banco junto à parede. Eles examinaram um pé cada um, assentiram com a cabeça e voltaram correndo para os seus lugares.
A câmera disparou flashes ao redor e flagrou outro candidato no exato momento em que ele entrava nas brasas. Ele era um homem magro, de meia-idade. O seu rosto estava voltado para os sacerdotes que o aguardavam e as suas mãos cerradas balançavam ao lado do corpo. Com passos largos e rápidos, ele iniciou o seu suplício. O seu ritmo acelerou. A sua cabeça se ergueu e o seu rosto se levantou como se estivesse se afastando do calor. Ele estava na metade do caminho e caminhava cada vez mais rápido. De repente, o seu passo cedeu e ele passou a trotar rapidamente. O trote se transformou em corrida e quando chegou ao final do leito de brasas, ele saltou freneticamente em direção à água. Mal havia saltado quando os chicotes caíram. Desferiram golpes rápidos e fulminantes que fizeram o candidato se curvar enquanto se debatia sob o forte aperto dos dois sacerdotes.
A câmera voltou a filmar o próximo candidato.
‘Aquele segundo homem se queimou?’, eu hesitei.
‘Não. Apenas três se queimaram de todo o grupo’, foi a resposta vaga. ‘Observe esse’, ordenou ele.
Um velho muito curvado e fraco entrara no fogo. As suas mãos estavam estendidas em súplica para cima. Após os primeiros passos, ele começou a cambalear. Ele hesitou, saltou no ar, mergulhou violentamente para a frente e caiu. Imediatamente, os atendentes apareceram ao lado do leito de brasas, com longos ganchos de arrasto nas mãos. Trabalharam freneticamente, virando o corpo fumegante repetidamente. Arrastaram-no para longe, com brasas grudadas na carne queimada. Um jarro de água foi jogado sobre o corpo imóvel, que foi erguido e levado rapidamente para longe.
‘Morto antes de o tirarem de lá…’, disse uma voz baixa ao meu lado. Assustei-me um pouco, tendo momentaneamente esquecido do meu amigo. ‘Mas isso não os deteve; eles continuaram a trabalhar.’
Mais uma vez, uma emenda passou pelo projetor e a câmera se afastou de um homem sendo açoitado. Captou outro homem ao fundo. Ele acabara de entrar no fogo e carregava um menino nos braços. A criança tinha pouco mais de seis anos e vestia apenas uma tanga. Eu soltei um suspiro de horror. Por que uma criança deveria ser colocada em perigo? E se o homem grande e magro caísse? Eu prendi a respiração novamente. Será que o homem nunca tentaria correr? Ele estava louco?
‘Ele conseguirá isso’, o meu amigo me encorajou.
Eu me recostei na cadeira. O homem prosseguia, caminhando com passos firmes e deliberados. O menino ora se tornava vago, ora nítido, conforme o brilho do calor era agitado ou estagnado pelas correntes de ar. Uma pequena mão repousava, calma e confiante, no ombro nu do homem. O menino não demonstrava medo nem preocupação. Sem jamais acelerar ou diminuir o passo, o homem finalmente chegou ao fim. Entrou na água. Os chicotes atingiram as suas costas apenas uma vez. Ele ergueu o menino para evitar que fosse atingido. Em seu gesto havia alguma coisa que sugeria um amor grandioso em seu triunfo. A câmera o seguiu enquanto ele colocava a criança de pé e a conduzia em direção à parede.
De repente, o filme começou a mudar rapidamente de cena para cena. Homens corriam ou caminhavam alguns metros através do fogo antes de desaparecerem.
‘Eu estava ficando sem filme’, explicou a voz no meu ouvido. ‘Eu só tirei fotos rápidas. Mas veja só — eu consegui mais uma daquelas pessoas que se queimaram… Lá vai ele! Lá na lateral — uivando — agora ele caiu na água. Não adianta bater nele. O padre disse que ele nunca mais vai andar. Agora preste atenção nisso — veja aquele sikh? Veja o que aconteceu? A multidão enlouqueceu — frenesi religioso — eles queriam experimentar também isso. Veja aqueles sikhs com os seus porretes! E se eles não estivessem lá para acalmá-los? A multidão inteira teria se jogado no fogo!’
De repente, o filme estalou no projetor e a tela ficou branca e em branco. O filme acabou.
‘Como você se sente?’, perguntou o Inglês, curioso.
‘Bastante chateado’, eu respondi sinceramente.
‘E como eu estava!’ exclamou ele. ‘Eu teria visto com os meus próprios olhos! Por um centavo eu teria me filiado ao templo. Aquilo afeta você. Eu passei uma semana tentando esquecer. É como ver um fantasma ou alguma coisa assim. Você não consegue se concentrar. Você fica tonto. Não consegue reencontrar o equilíbrio. Fica se perguntando se está fazendo tudo errado… Não consegue se livrar da ideia de que há alguma coisa além de um truque nisso.’
‘Então você realmente acredita que é um truque?’, eu perguntei.
There was a long moment of hesitation. “What else can it be? … But how could the beggars put anything on their feet that wouldn’t wear off in a half-day of parading barefoot? … And how was it some of them got burned if they all had the same stuff on their feet to protect them?”
Houve um longo momento de hesitação. ‘O que mais poderia ser? … Mas como os mendigos poderiam colocar alguma coisa nos pés que não se desgastasse em meio dia desfilando descalços? … E como alguns deles se queimaram se todos usavam a mesma coisa nos pés para se protegerem?’
‘Talvez eles saibam melhor do que nós o que está por trás disso’, eu sugeri.
Houve um aceno lento de cabeça. ‘Eu quase entrei para o templo… só para descobrir se havia…’
Comentário:
Nesse caso, parece que os sacerdotes não usaram magia em favor dos caminhantes do fogo, mas permitiram que eles usassem os seus próprios poderes da melhor maneira possível. É evidente que alguns ainda não eram bons magos, independentemente do significado religioso da questão.
Como eventualmente abordaremos um ponto muito importante sobre a natureza da ‘purificação’ do pecado em sua relação com a capacidade de realizar magia do fogo, eu apresentarei agora um breve caso relacionado aos descendentes dos caçadores de cabeças Igorot.
Caso 5
Descendentes Provam que os Seus Ancestrais Caçadores de Cabeças Caminhavam Sobre Brasas com Segurança
Notas Preliminares:
Nas Filipinas, os Igorots caminham sobre brasas há séculos. Eles também eram caçadores de cabeças.
Emboscar o inimigo e tomar a sua cabeça não é uma prática que os devotos Birmaneses considerariam como auxílio à ‘purificação’, mas os Igorots parecem desconhecer isso. Aqui nós vemos descendentes desse pequeno povo de pele rosa-acastanhada usando magia do fogo com o mesmo sucesso que os seus ancestrais.
O Caso:
Alguns caminhantes sobre brasas Igorot vieram a Los Angeles há alguns anos e fizeram várias apresentações no antigo Chutes Park, na Washington Street. O meu amigo, o Sr. George Dromgold, os viu em ação e a sua descrição de suas proezas nos dá a imagem usual de pedras quentes, galhos verdes nas mãos e pés descalços pisando em pedras extremamente quentes sem sofrer queimaduras.
Comentário:
Esse caso é importante principalmente para mostrar que os caçadores de cabeças praticavam a caminhada sobre brasas e que essa arte chegou até os Igorots de nossa época.
De importância secundária é o fato de que a magia pode ser praticada em países civilizados e longe da planta favorita, o ti, tão amplamente utilizada em cerimônias por toda a Polinésia.
Caso 6
Um Curador [Healer] Japonês usa Magia do Fogo
Notas preliminares:
Nos casos anteriores, nós temos tido as duas formas mais conhecidas de magia do fogo. Para o terceiro, nós temos que considerar uma forma menos difundida, porém mais prática: a magia do fogo usada na cura [healing] de certos tipos de doenças.
O Caso:
Em 1928-1929, chegou a Honolulu um curador [healer] Japonês que utilizava o fogo para curar [healing]. Ele anunciou os seus poderes e iniciou a sua prática de cura [healing]. A sua especialidade era o tratamento da artrite. Ele aquecia pedras a uma temperatura tão alta que elas normalmente queimariam a pele. Através do uso de magia — de acordo com a sua confissão posterior em tribunal — as pedras podiam ser colocadas ao redor de uma articulação afetada e o problema curado [cured]. Houve vários casos que ele tratou com sucesso, notavelmente o de um Americano rico que estava impossibilitado de andar por vários meses devido à artrite nos joelhos. Após o tratamento com as pedras quentes realizado pelo curador [healer] Japonês, ele recuperou totalmente o uso dos joelhos.
Comentário:
Esse caso é importante para o nosso estudo e provas, porque os registros dele estão preservados em documentos judiciais. Depois de praticar por algum tempo em Honolulu, o Japonês foi preso por instigação dos médicos. Ele foi acusado de praticar medicina sem uma licença, mas, como não havia administrado nenhum medicamento, a acusação feita contra ele foi a de ser um Kahuna.[56]
[56] A lei do Havaí relativa à cura [healing] pelo uso da magia diz: ‘Seção 1034. Feitiçaria — Penalidade: Qualquer pessoa que tentar curar [cure] outra pessoa pela prática de feitiçaria, bruxaria, ananna, hoopiopio, hoounauna ou hoomanamana (termos que descrevem a prática dos Kahunas Havaianos), ou outros métodos supersticiosos ou enganosos, será, após condenação, multada em uma quantia não inferior a cem dólares ou presa por um período não superior a seis meses com trabalhos forçados.’ Há também outra seção da lei que classifica o Kahuna como um vigarista e o define como alguém que se faz passar por um Kahuna, recebe dinheiro sob o pretexto de ter poder mágico ou admite ser um Kahuna. Para isso, a multa pode chegar a mil dólares e um ano de prisão.
O tribunal que o julgou não se interessou pelas provas apresentadas para demonstrar a eficácia de seu tratamento, visto que o dos médicos locais não o era. Os Japoneses alegaram como defesa que ele usava magia e não medicina. Magia não é admitida como prova em nenhum tribunal civilizado. Ele admitiu ter usado pedras em brasa para curar [to cure] outras pessoas. Isso bastou. Ele foi multado e preso como Kahuna. Mais tarde, ele foi deportado.
Se tivesse havido algum truque por parte do curador [healer] Japonês, não seria mais lógico que ele o admitisse ao invés de ir para a prisão por um período mais longo, já que insistia em usar magia verdadeira? É claro que, para negar a sua magia, o curador [healer] necessitaria demonstrar como realizava o ‘truque’ e isso era alguma coisa impossível para ele fazer pois não havia truque algum.
Resumo
Sobre a classificação de ‘imunidade ao fogo por meio da magia’, é preciso mencionar novamente os testes inconclusivos de caminhantes sobre brasas realizados antes da Segunda Guerra Mundial por Harry Price e os seus associados em Londres. Pelos primeiros relatos impressos sobre os testes feitos com Kuda Bux, observa-se que homens brancos sofreram queimaduras graves em três tentativas de reproduzir, ainda que minimamente, a caminhada sobre brasas realizada pelo Indiano. Mais tarde, quando o grupo de Price testou outro Indiano que alegava ser um caminhante sobre brasas, os seus feitos foram menos espetaculares e foram reproduzidos com segurança por pelo menos um espectador branco. Price refutou cautelosamente as suas declarações feitas após os testes com Kuda Bux devido ao fiasco posterior com Hassan.
Outra excelente fonte de dados sobre imunidade ao fogo pode ser encontrada nos anais da Pesquisa Psíquica. Nesses casos, dezenas dos quais foram estudados e relatados a imunidade ao fogo era supostamente concedida pela ação de ‘espíritos’. O famoso médium D. D. Home, em suas sessões espíritas, costumava pegar brasas vivas da lareira e segurá-las com as mãos nuas enquanto as aquecia até ficarem incandescentes. Ele envolvia essas brasas em finos lenços de linho sem queimar o tecido. Ele segurava a sua cabeça de cabelos volumosos nas chamas da lareira, sem queimar um fio sequer. Ele segurava flores frescas nas chamas sem que elas murchassem. Um livro recente escrito sobre a sua vida e experiências narra esses e outros assuntos mágicos.
A imunidade ao fogo, seja adquirida por meio de orações a um ser sobre-humano ou pela ação de um ‘espírito’ humano falecido, presumivelmente proferindo tal oração, é o resultado de uma ação supranormal — é magia.
Todas as ações supranormais são mágicas, sejam elas cura [healing] instantânea, a produção de fenômenos psíquicos — telepatia, premonição etc. — ou o uso da ‘oração da morte’.
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—Continua no artigo 184 – A Força Incrível Usada na Magia, De Onde Ela Vem e Alguns de Seus Usos—
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Imagem: pexels-james-lee-932763-35613489 20.03.26
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Kealani Cook – University of Hawaiʻi – West O’ahu DSpace Submission – Artigo: “Burning the Gods: Mana, Iconoclasm, and Christianity in Oceania.” [tradução livre: “Queimando os Deuses: Mana, Iconoclastia e Cristianismo na Oceania”] Site: https://dspace.lib.hawaii.edu/server/api/core/bitstreams/addb3121-d4bb-476d-8bbe-ed2a8a1a08d7/content;
Kenneth E. Robinson – livro “Thinking Outside the Box” (tradução livre: “Pensar Fora da Caixa”);
Kenneth Wapnick (Dr.) – transcrição de sua palestra denominada “Introdução Básica a Um Curso em Milagres”;
Krishnamurti – artigo “Early Krishnamurti” (“Inicial Krishnamurti”) – Londres, 7-3-1931. Site: https://www.reddit.com/r/Krishnamurti/comments/qe99e1/early_krishnamurti_7_march_1931_london/
Krishnamurti – livro “O Sentido da Liberdade”, publicado no Brasil em 2007, no capítulo “Perguntas e Respostas”, o tema “Sobre a Crise Atual”; experienciamos, para a nossa reflexão e meditação à luz do sistema de pensamento do Ho’oponopono.
Kristin Zambucka, artista, produtora e autora do livro “Princess Kaiulani of Hawaii: The Monarchy’s Last Hope” (tradução livre: “Princesa Kaiulani do Havaí: A Última Esperança da Monarquia”);
Kuman M. – Scientific Explanation of the Hawaiian Method of Healing and Life Success Ho’oponopono. Current Trends in Biomedical Engineering & Biosciences [Explicação Científica do Método Havaiano de Cura [Healing] e Sucesso na Vida Ho’oponopono. Tendências Atuais em Engenharia Biomédica e Biociências]. 2022; 20(4): 556043. DOI: 10.19080/CTBEB.2022.20.556043;
Leonard Mlodinow – livro “Subliminar – Como o inconsciente influencia nossas vidas” – do ano de 2012;
Lynette Kahekili Paglinawan and Richard Kekumufkawalokeola Pagllnawan – Artigo: “Ho’oponopono – Conflict Resolution Hawaiian Style” [“Ho’oponopono – Estilo Havaiano de Resolução de Conflitos”]. Honolulu, Havaí 1º de novembro de 1991 (Revisado). Site: hooponopono_conflict_resolution_hawaiian_style.pdf;
Louise L. Hay – livro “You Can Heal Your Life – (tradução livre: “Você Pode Curar Sua Vida”);
Malcolm Gradwell – livro “Blink: The Power of Thinking without Thinking” (Tradução livre: “Num piscar de olhos: O Poder de Pensar Sem Pensar”);
Manu Meyer, artigo denominado “To Set Right – Ho’oponopono – A Native Hawaiian Way Of Peacemaking” [“Corrigir Um Erro – Ho’oponopono – Uma Maneira Nativa Havaiana de Reconciliação”].
Manulani Aluli Meyer – artigo “Ho’oponopono – Healing through ritualized communication”, site https://peacemaking.narf.org/wp-content/uploads/2021/03/5.-Hooponopono-paper.pdf
Marianne Szegedy-Maszak – edição especial sobre Neurociência publicada na multiplataforma “US News & World Report”, destacando o ensaio “Como Sua Mente Subconsciente Realmente Molda Suas Decisões”;
Mary Frances Oneha PhD; Michael Spencer PhD; Leina‘ala Bright MA; Liza Elkin MSW, MPH; Daisy Wong MSW, MPH; Mikyla Sakurai BA. Artigo “Ho’oilina Pono A’e: Integrating Native Hawaiian Healing to Create a Just Legacy for the Next Generation” [“Ho’oilina Pono A’e: Integrando a Cura [Healing] Nativa Havaiana para Criar um Legado Justo para a Próxima Geração”]. Site: Ho’oilina Pono A’e: Integrating Native Hawaiian Healing to Create a Just Legacy for the Next Generation – PMC;
Mary Kawena Pukui, E.W. Haertig – M.D. e Catherine A. Lee – Livro “NĀNĀ I KE KUMU – LOOK TO THE SOURCE” [“RECORRER À FONTE”] – VOLUME I, publicado por Hui Hānai – A Queen Lili’uokalani Children’s Center, Honolulu, Hawaii – 1972;
Matt Tomlinson e Ty P. Kāwika Tengan – Livro “New Mana: Transformations of a Classic Concept in Pacific Languages and Cultures” [Tradução livre: “Novo Mana: Transformações de um Conceito Clássico nas Línguas e Culturas do Pacífico”], em seu capítulo 11 – Mana for a New Age, publicado em 2016 pela ANU Press, The Australian National University, Canberra, Austrália.
Matthew B. James. Dissertação de Doutorado da Walden University, denominada “Ho’oponopono: Assessing the effects of a traditional Hawaiian forgiveness technique on unforgiveness” [“Ho’oponopono: Avaliando os efeitos de uma técnica tradicional Havaiana de perdão sobre a incapacidade de perdoar”]. Artigo em Inglês no site: “Ho’oponopono: Assessing the effects of a traditional Hawaiian forgiven” by Matthew B. James;
Matthew B. James, Ph.D. Artigo “Focus on Forgiveness – Pono and Ho’oponopono, Part 1” [“Focar no Perdão – Pono e Ho’oponopono Parte 1”]. Publicado em 28 de fevereiro de 2011. Site: Pono and Ho’oponopono, Part 1 | Psychology Today;
Matthew B. James, Ph.D. Artigo “Focus on Forgiveness – Pono and Ho’oponopono, Part 2” [“Focar no Perdão – Pono e Ho’oponopono Parte 2”]. Publicado em 28 de fevereiro de 2011. Site: Pono and Ho’oponopono, Part 2 | Psychology Today Canada;
Matthew B. James, Ph.D. Artigo “Pono: The Hawaiian Key to Health” [“Pono: A Chave Havaiana para a Saúde”]. Publicado em 20 de outubro de 2022. Site: Pono: The Hawaiian Key to Health | Psychology Today;
Matthew B. James, Ph.D. Artigo “Ho’oponopono: Ancient Concept for a Modern World” [“Ho’oponopono: Conceito Antigo para um Mundo Moderno”]. Publicado em 20 de janeiro de 2016. Site: Ho’oponopono: Ancient Concept for a Modern World | Psychology Today;
Matthew B. James, Ph.D. Artigo: “Conscious of the Unconscious” [“Consciência da Inconsciência [Subconsciência]”]. Publicado em 30 de julho de 2013. Site: Conscious of the Unconscious | Psychology Today;
Matthew B. James, Ph.D. Artigo: “Learning To Forgive Yourself” [“Aprendendo A Se Perdoar”]. Publicado em 3 de julho de 2012. Site: Learning To Forgive Yourself | Psychology Today;
Matthew B. James, Ph.D. Artigo: “Get Pono for Summer!”[“Tornar-se Pono para o Verão!”]. Publicado em 13 de junho de 2012. Site: Get Pono for Summer! | Psychology Today;
Max Freedom Long – livro “Milagres da Ciência Secreta”;
Max Freedom Long – Artigo “Teaching HUNA to the Children – How Everything was made” [Ensinando HUNA para as Crianças – Como Tudo foi feito], site https://www.maxfreedomlong.com/articles/max-freedom-long/teaching-huna-to-the-children/;
Max Freedom Long – Artigo “Huna And The God Within”. Fonte: https://www.maxfreedomlong.com/articles/huna-lessons/huna-lesson-2-huna-theory-of-prayer/;
Max Freedom Long – Artigo “The Workable Psycho-Religious System of the Polynesians” [O Sistema Psico-Religioso Praticável dos Polinésios]. Fonte: https://www.maxfreedomlong.com/articles/max-freedom-long/huna-the-workable-psycho-religious-system-of-the-polynesians/;
Max Freedom Long – Artigo “How to Become a Magician” [Como vir a ser alguém que lida com a Magia]. Site: https://www.maxfreedomlong.com/huna-bulletins/hv-newsletter-vol-1-no-9-winter-1973/;
Max Freedom Long – Artigo “The Lord’s Prayer – a Huna Definition” [tradução livre: “A Oração do Pai Nosso – uma Definição Huna”], editado em 1º de março de 1951, HUNA BULLETIN 50, site https://www.maxfreedomlong.com/huna-bulletins/huna-bulletin-050/;
Max Freedom Long – Artigo “When Huna Prayers Fail” [tradução livre: “Quando as Orações Huna Falham”] – Huna Bulletin 53. Site: https://www.maxfreedomlong.com/huna-bulletins/huna-bulletin-053/;
Max Freedom Long – Artigo “Three Questions” [tradução livre: “As Três Perguntas”], editado em 15 de março de 1951, no Huna Bulletin 51. Site: https://www.maxfreedomlong.com/huna-bulletins/huna-bulletin-051/;
Max Freedom Long – Artigo “Huna Angles on Psychoanalysis” [tradução livre: “Pontos de Vista Huna sobre Psicoanálise”], editado em 15 de maio de 1951, no Huna Bulletin 55. Site: https://www.maxfreedomlong.com/huna-bulletins/huna-bulletin-055/;
Max Freedom Long – Artigo “Living in Cooperation on the Earth” [tradução livre: “Vivendo em Cooperação na Terra”], editado em 1º de maio de 1951, no Huna Bulletin 54. Site: https://www.maxfreedomlong.com/huna-bulletins/huna-bulletin-054/;
Max Freedom Long – Artigo “Huna Lesson #1: Building Your Future” [tradução livre: “Lição Huna #1: Construindo o Seu Futuro”]. Site https://www.maxfreedomlong.com/articles/huna-lessons/huna-lesson-1-building-your-future/;
Max Freedom Long – Artigo: “The Importance of Mana in Prayer-Action, Huna in the New Testament” [tradução livre: “A Importância da Mana (Energia Vital) na Prece-Ação, Huna no Novo Testamento”], editado em 15 de maio de 1950, no Huna Bulletin 32. Site https://www.maxfreedomlong.com/huna-bulletins/huna-bulletin-032/;
Max Freedom Long – Artigo “Huna in The Kabala & Tarot Cards” [tradução livre: “A Huna na Cabala e nas Cartas de Tarô”], editado em outubro-novembro de 1965, no Huna Vistas Bulletin #68. Site https://www.maxfreedomlong.com/huna-bulletins/huna-vistas-bulletin-068/;
Max Freedom Long – Artigo: “Huna Credo” [tradução livre: “O Credo Huna”, editado em outubro de 1961 – inserção com Boletim Huna Vistas 25. Site: https://maxfreedomlong.com/articles/max-freedom-long/the-huna-credo/;
Max Freedom Long – Artigo: “Spiritual Progress & Huna” [“Progresso Espiritual & Huna”]. Reimpresso do HRA BULLETIN 42, pp. 5-8, publicado em 15 de outubro de 1950 por Max F. Long. Site: https://maxfreedomlong.com/huna-bulletins/volume-17-huna-bulletins/hv-newsletter-30-spring-1979/;
Max Freedom Long – Artigo: “Is Huna Spiritual?” [“A Huna é Espiritual?’] Site: https://maxfreedomlong.com/huna-bulletins/volume-17-huna-bulletins/hv-newsletters-vol-1-no-8-fall-1973/;
Max Freedom Long, F.H.F. – Artigo extraído da lição nº. 2, do site de Max Freedom Long. Site: https://maxfreedomlong.com/articles/huna-lessons/huna-lesson-2-huna-theory-of-prayer/;
Max Freedom Long – BOLETIM HUNA 1 – Primeiro Passo no Uso Experimental da HUNA – 2 de fevereiro de 1948. Site: https://maxfreedomlong.com/huna-bulletins/volume-01-1948/;
Max Freedom Long – BOLETIM HUNA 2 – Primeiros passos em Huna –Usando a Baixa Mana na Baixa Magia – 1º de maio de 1948. Site: https://maxfreedomlong.com/huna-bulletins/huna-bulletin-002/;
Max Freedom Long – BOLETIM HUNA 3 – Combinando a Alta e a Baixa Magia – Tempo, Emoção – 1º de julho de 1948 Site: https://maxfreedomlong.com/huna-bulletins/huna-bulletin-003/;
Max Freedom Long – Livro “The Secret Science Behind Miracles” [A Ciência Secreta Por Trás Dos Milagres], originalmente publicado em 1948, por Kosmon Press – Los Angeles 6, California, 2208 West 11th St.;
Maxwell Maltz (Dr.) – livro “The New Psycho-Cybernetics” (tradução livre: “A Nova Psico-Cibernética”);
Michael E. McCullough, K. Chris Rachal, Steven J. Sandage, Everett L. Worthington, Jr., Terry L. Hight e Susan Wade Brown. Artigo: “Interpersonal Forgiving in Close Relationships: II. Theoretical Elaboration and Measurement” [“Perdão Interpessoal em Relacionamentos Próximos: II. Elaboração Teórica e Mensuração”];
Michael Lerner, PhD – Artigo “Difference Between Healing and Curing” [tradução livre “Diferença Entre Cura [Healing] e Cura [Curing]. Site: https://www.awakin.org/v2/read/view.php?op=photo&tid=1066;
Moji Solanke – Journal The Guardian Nigeria – Artigo: “Medical Cure And Spiritual Healing” [tradução livre: “Cura [Cure] Médica e Cura [Healing] Espiritual”]. Site: https://guardian.ng/features/medical-cure-and-spiritual-healing/;
Napoleon Hill – livro “The Law of Success in Sixteen Lessons” (tradução livre: “A Lei do Sucesso em Dezesseis Lições”);
Nelson Spritzer (Dr.) – livro “Pensamento & Mudança – Desmistificando a Programação Neurolinguística (PNL)”;
Olivier Urbain, June 18, 2004, [email protected]. Artigo “Three Sessions Using Hawaiian-Style Reconciliation Methods Inspired by the Ho’oponopono Problem-solving Process” [Três Sessões Usando Métodos de Reconciliação no Estilo Havaiano Inspirados no Processo de Resolução de Problemas Ho’oponopono];
Osho – livro “The Golden Future” (tradução livre: “O Futuro Dourado”);
Osho – livro “From Unconsciousness to Consciousness” (tradução livre “Do Inconsciente ao Consciente”);
Osho – livro “Desvendando mistérios”;
Pacifica Seminars – Ho’oponopono Overview – In English wherever you are – in the spiritual context of our time. Autores Michael Micklei and Yvette Mauri. Site em Inglês: Pacifica Seminars Informationen, Übersicht
Paul Cresswell – livro “Learn to Use Your Subconscious Mind” (tradução livre: “Aprenda a Usar a Sua Mente Subconsciente”);
Paulo Freire, educador, pedagogo, filósofo brasileiro – livro “A Psicologia da Pergunta”;
Platão – livro “O Mito da Caverna”;
Richard Maurice Bucke (Dr.) – livro ‘Consciência Cósmica’;
Richard Wilhelm – livro “I Ching”;
Roberto Assagioli, Psicossíntese. Site http://psicossintese.org.br/index.php/o-que-e-psicossintese/
Sanaya Roman – livro “Spiritual Growth: Being Your Higher Self (versão em português: “Crescimento Espiritual: o Despertar do Seu Eu Superior”);
Serge Kahili King (Dr.) – livro “Cura Kahuna” (Kahuna Healing);
Serge Kahili King (Dr.) – Artigo: “Body of God” [O Corpo de Deus] – Artigo completo em inglês no site: https://www.huna.org/html/bodyofgod.html;
Serge Kahili King (Dr.) – Artigo: “The Aka Web of Healing” [tradução livre “A Teia [Web] Aka de Cura [Healing]]. Site: https://www.huna.org/html/healingweb.html;
Serge Kahili King (Dr.) – Artigo: “Energy Healing” [tradução livre: Cura [Healing] Energética. Site: https://www.huna.org/html/energyhealing.html;
Serge Kahili King (Dr.) – Artigo: “How To Heal A Situation” [tradução livre: “Como Curar [To Heal] Uma Situação]. Site: https://www.huna.org/html/HealASituation-SKK1121.pdf;
Serge Kahili King (Dr.) – Artigo: “Healing Bad Memories” [tradução livre: Curando [Healing] Memórias Ruins]. Site: https://www.huna.org/html/healmemories.html;
Serge Kahili King (Dr.) – Artigo: “Healing Shapes” [tradução livre: “Formas de Cura [Healing]. Site: https://www.huna.org/html/4symbols.html;
Serge Kahili King (Dr.) – Artigo: “Healing Shapes Revisited” [tradução livre: “Formas de Cura [Healing] Revisitado. Site: https://www.huna.org/html/4symbols2.html;
Serge Kahili King (Dr.) – Artigo “A Living Philosophy, by Serge Kahili King” Site: https://www.huna.org/html/living_phil.html;
Serge Kahili King (Dr.) – Artigo “Principles of Shamanic Practice” – Huna Article – Huna International. Site: https://www.hunahawaii.com/Serge/shamanpractice.htm
Serge Kahili King (Dr.), livreto “The Little Pink Booklet of Aloha” [Tradução livre “O Pequeno Livreto Rosa de Aloha”], em tradução livre Projeto OREM®
Serge Kahili King (Dr.), artigo “Bless Your Way To Success,” [tradução livre “Abençoe O Seu Caminho Para O Sucesso”.
Sílvia Lisboa e Bruno Garattoni – artigo da Revista Superintessante, publicado em 21.05.13, sobre o lado oculto da mente e a neurociência moderna.
Site da Associação de Estudos Huna https://www.huna.org.br/ – artigos diversos.
Site www.globalmentoringgroup.com – artigos sobre PNL;
Site Wikipedia https://pt.wikipedia.org/wiki/Ho%CA%BBoponopono, a enciclopédia livre;
Tad James (pai de Matt James), M.S., Ph.D., com George Naope e Rex Shutte. Material disponibilizado no site Huna – Kahuna Research Group.
Tad James. Livro “The Lost Secrets of Ancient Hawaiian Huna” [“Os Segredos Perdidos da Antiga Huna Havaiana”].
Thomas Lani Stucker – Kahuna Lani – Artigo “The Professional Huna Healer” – Site: https://www.maxfreedomlong.com/articles/kahuna-lani/the-professional-huna-healer/;
Thomas Lani Stucker – Kahuna Lani – Artigo “PSYCHOMETRIC ANALYSIS” [tradução livre: “ANÁLISE PSICOMÉTRICA”], editado no outono de 1982, no Huna Work International #269. Site: https://www.maxfreedomlong.com/articles/kahuna-lani/psychometric-analysis/;
Thomas Troward – livro “The Creative Process in the Individual” (tradução livre: “O Processo Criativo no Indivíduo”);
Thomas Troward – livro “Bible Mystery and Bible Meaning” (tradução livre: “Mistério da Bíblia e Significado da Bíblia”);
Tor Norretranders – livro “A Ilusão de Quem Usa: Reduzindo o tamanho da Consciência” (versão em inglês “The User Illusion: Cutting Consciousness Down to Size”);
“Um Curso em Milagres” – 2ª edição – copyright 1994 da edição em língua portuguesa;
Usha Rani Kandula, Zeenath Sheikh, Aspin R, Jeya Beulah D, Manavalam, Hepsi Natha – Artigo Effectiveness of Ho’oponopono: A Comprehensive Review. Tuijin Jishu/Journal of Propulsion Technology – ISSN: 1001-4055 – Vol. 46 No. 2 (2025). Site: View of Effectiveness of Ho’oponopono: A Comprehensive Review;
Vernon S. Brown. Artigo “The Connection Between Ho’oponopono and Psychological Safety [A Conexão Entre Ho’oponopono E Segurança Psicológica]”. Psychological Safety Advancement and Review [Avanço e Revisão da Segurança Psicológica]. Site: https://doi.org/10.5281/zenodo.8374435;
Victoria Shook – Artigo “Current Use of a Hawaiian Problem Solving Practice: Ho’oponopono” [“Uso Contemporâneo de Uma Prática Havaiana de Resolução de Problemas”], Prepared by The Sub-Regional Child Welfare Training Center School of Social Work – University of Hawaii. – 31 de julho de 1981 – Honolulu, Hawaii;
Wallace D. Wattles – livro “A Ciência para Ficar Rico”;
W. D. Westervelt – Boston, G.H. Ellis Press [1915] – artigo: “Hawaiian Legends of Old Honolulu” – Site: https://www.sacred-texts.com/pac/hloh/hloh00.htm.
William R. Glover – livro “HUNA the Ancient Religion of Positive Thinking” – 2005;
William Walker Atkinson – livro: “Thought Vibration – The Law of Attraction in the Thought World” (tradução livre: “Vibração do Pensamento – A Lei da Atração no Mundo do Pensamento”) – Edição Eletrônica publicada em 2015;
Yates Julio Canipe (Dr.) e Sarah Jane Eftink. Livro “Quantum Huna: The Science missed by Max Freedom Long in ‘The Secret Science Behind Miracles’” [tradução livre: “Huna Quântica: A Ciência não alcançada por Max Freedom Long em ‘A Ciência Secreta Por Trás dos Milagres’”]. Versão em Inglês, 11.janeiro.2013 Straightforward Inc.
Zanon Melo – livro “Huna – A Cura Polinésia – Manual do Kahuna”;

