Esse artigo é para os estudantes de longo prazo de Ho’oponopono (Psicofilosofia Huna) sobre a evolução da vida (a nossa Consciência), numa trajetória espiral, deixando gradativamente o Inconsciente Coletivo (Mente Subconsciente, Unihipili), passando pela Autoconsciência (Mente Consciente, Uhane) e alcançando a Consciência Transpessoal (Mente Supraconsciente, Aumakua), à luz da Psicossíntese.

Destaca também exercícios de desidentificação e autoidentificação conforme prática da Psicossíntese.

A proposta do artigo é destacar os princípios comuns entre o sistema de pensamento científico da Psicossíntese de Roberto Assagioli e o sistema de pensamento da Psicofilosofia Huna praticada, por milênios, pelos Kahunas Havaianos, no que se refere à nossa questão do “quem sou eu?” e no que se refere à nossa aventura (jornada) de evolução e do despertar espiritual.

Para o estudante de longo prazo do processo de resolução de problemas através do Ho’oponopono, não será difícil identificar as compatibilidades entre os dois sistemas complementares de pensamento.

Site http://psicossintese.org.br/index.php/o-que-e-psicossintese/.

Texto extraído dos cursos ministrados aos domingos no Istituto di Psicosintesi, Florença. Lição 4/1972.

Tradução Livre: Centro de Psicossíntese de São Paulo, fevereiro de 2019.

Do Inconsciente Coletivo à Consciência Transpessoal

Autor: Bruno Caldironi

“O tema da aula é muito absorvente e eu certamente não conseguiria, nem mesmo se tivesse à disposição um dia inteiro, relatar-vos o pensamento condutor que segui durante a realização. Hoje só posso compartilhar uma sensação, um traço, a ser desenvolvido com vocês e comigo mesmo.

A minha exposição, justamente porque fragmentada, tem a tarefa de suscitar uma impressão. Num segundo momento revisando-o nós encontraremos algo entre as linhas que eu pensei ou talvez não. Se vocês encontrarem algo eu terei alcançado o meu objetivo.

Meu supraconsciente me enviou nesses dias somente material bruto que não tive tempo de reelaborar. Portanto uma aula bastante sintética… e muito espaço para discussão.

Eu procurarei dar-lhes, em primeiro lugar, e de forma breve, algumas características do inconsciente coletivo. Freud já tinha chamado a atenção sobre a possibilidade de um ‘inconsciente absoluto’, mas tal hipótese foi submetida a mais exata pesquisa pela primeira vez por C. G. Jung, o qual consegue a formulação do conceito de ‘inconsciente coletivo’, isto é daquele inconsciente que nos seus planos mais profundos não seria acessível à pesquisa, levando em conta só o indivíduo.

O acesso ao inconsciente coletivo é fornecido, sobretudo, segundo Jung, pelos grandes sonhos. Trata-se de sonhos que têm relação com a situação do momento daquele que sonha, mas que significam muito mais da sua própria história de vida e são plenos de profunda sabedoria universal.

Esses sonhos contêm quadros sensoriais de significado, que não se consegue com a técnica da associação, mas do qual nós podemos entender pelo método da ‘amplificação’; para a sua compreensão, de fato devem ser adotados, comparativamente, mitos, fábulas e sagas.

Aqui a interpretação deve efetuar-se no âmbito do sujeito, isto é, os elementos oníricos individuais devem ser reconhecidos como imagens (Sinnbilder) de funções psíquicas. Estas imagens ou símbolos, segundo Jung, têm sempre uma parte irracional e um racional: a estrutura no seu aspecto energético-dinâmico origina-se do inconsciente (autofiguração dos instintos), enquanto o conteúdo do significado advém da consciência. (W.T.Winkler).

O símbolo puro, o verdadeiro é sempre só parcialmente capaz de ser explicado totalmente em termos de consciência, enquanto ao contrário ele principalmente age amplificando a consciência. Os símbolos coletivos, os quais até as origens do pensamento humano foram se sedimentando em forma de sonhos, sagas e lendas, indicam, de modo sensorialmente plástico, simbólico alegórico, problemas característicos genericamente humanos. Eles também nem sempre são alcançados pelo círculo da consciência, e, no entanto, são de uma eficácia extraordinária.

É claro que o arquétipo como plano funcional a priori torna possível acima de tudo a experiência do mundo interno; é o modelo originário do modo humano de comportar se e viver. Os arquétipos mesmos permanecem principalmente transcendentes em relação à consciência pessoal.

Os arquétipos foram e são as potencias psíquicas vitais que querem ser consideradas em toda a sua importância e que, de qualquer modo, também no extraordinário, se empregam para conseguir a realização do seu valor. Eles podem ser estudados de modo particularmente evidente e impressionante nas psicoses esquizofrênicas, nas quais há justamente uma inflação de conteúdos provenientes do inconsciente coletivo. (W.T. Winkler).

É preciso, porém, distinguir claramente os arquétipos formados de imagens coletivas e as ideias em sentido platônico que por vezes são chamadas também arquétipos. Eles são de outro nível e não são coletivos e ligados ao passado, mas universais e extra temporais.

Nós retornaremos mais adiante a esse conceito, agora eu quero recordar que para Assagioli o inconsciente coletivo não é algo uniforme, mas é bem articulado. Poder-se-ia falar de um inconsciente coletivo genérico do reino animal com relativos símbolos e em estado de evolução como todos os outros que seguem, isto é, inconscientes coletivos sempre mais especializados, aos quais correspondem as espécies dos animais superiores.

Chega-se assim ao inconsciente coletivo humano coexistente com outros e também nesse se têm várias diferenciações, como por exemplo: o inconsciente coletivo de raça do qual fala Rollo May, de religião, e etc.; do inconsciente coletivo humano tem-se a imersão da autoconsciência.

Nos vários grupos humanos a autoconsciência às vezes é muito fraca e quase se perde ofuscada e paralisada pelo inconsciente coletivo. Na criança muito pequena é absolutamente ausente até quando fala de si mesma na terceira pessoa, depois pouco a pouco assiste-se o nascer da autoconsciência; um fenômeno análogo pode ser observado nos primitivos pelo seu ainda baixo grau evolutivo. O seu inconsciente é pleno de conteúdos arcaicos que filtram continuamente do inconsciente coletivo ao individual sem por isso determinar necessariamente as psicoses, mas no máximo distúrbios de individuação, isto é, na desidentificação. (Ver identificação totêmica).

Também na esquizofrenia a consciência é dominada pela realidade interior e/ou talvez também exterior com as quais o Eu se identifica, criando um senso de incompreensibilidade.

Jung já considerava que o sintoma primário da esquizofrenia seria o de individuar-se em um abaixamento do nível da consciência, concomitante com uma fraqueza do Eu e uma invasão destruidora de material inconsciente arcaico, arquetípico. Seria como que, um processo de osmose alterado no qual os conteúdos arcaicos são filtrados não mais de maneira integrada e controlada pelo Eu, desagregando-o. O esquizofrênico seria, como dominado por um grande sonho no estado de vigília.

Em certo ponto da evolução tem-se o despertar da autoconsciência e a sua imersão no inconsciente coletivo; como nós dissemos, nesse nível continua a evolução até um inconsciente coletivo onde os arquétipos são principalmente transpessoais no sentido Maslowiano.

Acontece muitas vezes, porém, na prática psicoterápica e também fora, de encontrar um estado anormal da personalidade autoconsciente, separativa e egocêntrica, na qual tudo está em função de uma autoafirmação e a esta tudo é sacrificado.

O desejo quase obsessivo de autoafirmação manifesta-se de vários modos: no plano sexual onde a autoafirmação é identificada com a potência, no plano político, social e também, ainda mais perigosamente, no plano familiar.

Isso leva muito frequentemente a um senso de isolamento, solidão, angustia existencial, porque a procura asfixiante de autoafirmar-se é estressante, seja por quem procura realizá-la seja pelos seus familiares.

Um modo para sair disso é conseguir sim uma autoafirmação, mas sobre nós mesmos. Tarefa muito difícil; para conseguir é indispensável aplicar com muita vontade e constância o exercício da desidentificação que vocês já conhecem [vide artigo na sequência].

Um outro estado anormal da personalidade autoconsciente é descrito por Cotti no seu livro ‘Contra a Psiquiatria’, quando trata da falsa consciência. Essa se queria instaurar, pelas condições ambientais, em senso lato, todas as vezes que se ensinam valores relativos como bens absolutos. A criança aprende primeiro emocionalmente e depois intelectualmente e se faz com extrema facilidade uma falsa consciência dos valores ensinados.

Diz Cotti: ‘Naturalmente a vida da criança é condicionada por conceitos, mas visto que esses não são absolutos como ela acredita, e por outro lado não se sonhará nunca os colocar em discussão, acarretará os grandes tropeços na vida. Esses obstáculos a colocarão em crise sem que ela possa nunca imaginar que são aqueles valores relativos, por ela considerados absolutos, a causa das suas dificuldades’ Somente quando conseguir através de uma difícil terapia, completar a consciência intelectual com uma consciência afetiva, libertar-se-á da dependência emocional dos pais.

A análise do paciente não se realizaria reportando à consciência fatos do inconsciente, que para Cotti é uma mistificação, mas ajudando a recordar fatos aos quais não dava o justo valor porque vividos com uma falsa consciência de si e da situação.

Poder-se-ia dizer que existe uma anômala autoconsciência em todos os casos de psiconeurose, sendo essa, como disse Maslow, uma ‘doença da carência’’.

Duas palavras para isso que considera o inconsciente individual, profundo, médio e superior, não só receptáculo dos conteúdos reprimidos, mas, aliás, como fonte inesgotável de vida, especialmente o superior. É também essa concepção do inconsciente que caracteriza a Psicossíntese que contém a inconsciente fonte de criatividade, amor e vontade: é suficiente saber procurar e às vezes, quando você tem sorte, saber esperar em um correto comportamento.

Não se deve considerar o consciente e o inconsciente como distintos: o inconsciente é um nome coletivo, um adjetivo, indica o conjunto, a soma das atividades psíquicas que se desenvolvem em nós: existem mudanças contínuas entre elementos conscientes e inconscientes. Essas mudanças têm lugar em uma zona dita por Janet consciência marginal e pelos psicanalistas pré-conscientes.

Elementos antes conscientes podem se tornar inconscientes e vice e versa. Em nós existe uma multiplicidade de elementos e de atividades contemporâneas, mas nós não podemos seguir todos ao mesmo tempo; no máximo nós podemos prestar atenção a uma ou duas delas: quanto mais a atenção se concentra mais, o seu campo é restrito.

Geralmente nós estamos voltados ao externo, para receber impressões e para agir sobre isso, voltando de tal modo as costas ao inconsciente que está no interno, acontecendo assim uma contratura psíquica. É necessário alternar a concentração, necessária para a ação, com períodos de relaxamento da nossa consciência, através dos quais ela possa abraçar uma zona sempre maior e permitir a assimilação dos elementos inconscientes. É necessário haver um diálogo contínuo entre o campo da consciência e o do inconsciente, como dizia Jung.

O que se entende por campo da consciência segundo a Psicossíntese?

Entende-se a parte da nossa personalidade da qual nós estamos diretamente conscientes em um dado momento. Nele se desenvolve a contínua alternância dos elementos ou dos estados de ânimo de todo tipo: sensações, imagens, pensamentos, sentimentos, desejos, impulsos, que nós podemos observar analisar e julgar.

A consciência porém não deve ser concebida como uma soma de vários elementos, mas como evidenciam Gemelli e Zunini ‘como algo em contínua transformação; a consciência continuamente muda a amplidão da própria extensão, elimina conteúdos e adquire novos, organizando-os por conta própria.’

Consciência transpessoal

Para tornar mais claro este conceito peço-vos para recordar o diagrama do ovo de Assagioli (vide artigo anterior nº 46 da OREM1).

No ponto 4 existe um campo da consciência, bem…. imaginem que a circunferência se alargue sempre mais, permanecendo parado o centro. Em determinadas e particulares circunstâncias tem-se a inclusão de elementos e atividades psíquicas próprias do Inconsciente Superior ou Supraconsciente. Isso pode acontecer sob forma de intuições ou de inspirações.

Em outros casos, mais raros, pode-se chegar até a intuição e a experiência do EU transpessoal. Essas tomadas de consciência superiores, por vezes acontecem espontaneamente, mas podem ser favorecidas ou produzidas com o uso de técnicas e exercícios especiais, alguns dos quais adotados entre aqueles existentes ou criados pela Psicossíntese.

Não posso alongar-me a falar, mas eles já foram descritos e praticados neste Instituto e poderão ser examinados em outras aulas deste curso.

Limitar-me-ei a dizer, concluindo, que com a consciência do EU transpessoal tem-se a síntese de individualidade e universalidade. Alcançando o EU transpessoal o aspecto universal é percebido espontaneamente porque o EU espiritual ou transpessoal é consciente do próprio aspecto universal. Desse modo é mantido também o centro de autoconsciência, isto é, há um centro de consciência que está no estado transpessoal; para dizer isto, um dia Assagioli recordou-me a expressão indiana ‘sat-chit-ananda’: sat significa a Realidade última, chit é a autoconsciência, e o conhecimento do universal, da bem-aventurança, ananda.

P.1. Queria saber se, no caso de psicose depressiva, se poderia pensar a fase depressiva além da psicodinâmica individual, como atrelagem à consciência coletiva de responsabilidade de todos os males do mundo.

R.1. Isto é muito possível; de qualquer maneira por isso que se considera certa tendência que existe atualmente de imputar a sociedade como um todo, mas não gostaria que fosse entendido como uma fuga das nossas responsabilidades individuais, porque a sociedade, em última análise, somos nós. Portanto admitamos também que existem interferências externas (Assagioli disse muitas vezes falando do smog psíquico que nos circunda), mas nós podemos fazer alguma coisa, ainda que limitadamente, para contrabalançar essas interferências externas.

P.2. É muito problemático, tanto mais se nós deduzirmos que a origem da esquizofrenia é sem dúvida de caráter social…

R.2. Não dá pra deduzir nada, porque a atitude de deduzir algo, não é uma atitude psicossintética; eu não deduzo nada.

P. Na esquizofrenia a causa essencial para mim é a sociedade.

R. Pode ser uma das causas! Mas Assagioli diz que não é o caso tanto de nos adequar à sociedade, quanto de ser, apesar da sociedade. Nós procuramos fazer algo, entretanto a sociedade nos traumatiza, a sociedade é castradora, estressante, imobiliza. Então basta que no círculo que nos rodeia, no ambiente dos nossos pacientes, se procure fazer o possível. Se em seguida conseguimos dar também uma couraça de defesa com a qual o paciente uma vez curado, possa defender-se dessa sociedade estressante, nós teremos cumprido a nossa tarefa.

P.3. Foi dito que os arquétipos são coletivos e as ideias platônicas são universais.

Agora esta diferença entre coletivo e universal não está muito clara….

R.3. Portanto: universal transcende, a universalidade transcende a coletividade; o coletivo tem as raízes que afundam em cada individualidade.

P.4. Quero saber algo sobre o EU transpessoal.

R.4. Muitas vezes nós falamos do EU transpessoal; para clarear um pouco e para usar um termo bastante conhecido e antigo, dever-se-ia falar de alma e, portanto, de consciência intuitiva. Aqui evidência científica não há, exceto que se possa falar de além da ciência, não anticientífico, mas trans científico, não anti, mas além.

Prof. Cirinei – Desculpe doutor, eu quero acrescentar algo. Pode-se considerar o EU transpessoal como um conceito, mas antes que um conceito é uma experiência. É uma experiência como a corrente elétrica, o choque elétrico, no fundo nós não o sabemos ainda. Nós sabemos tantas coisas, o que faz a corrente elétrica, mas não sabemos e não podemos responder o que é. Porém a experiência da corrente elétrica é uma experiência.

R. Sim, com a eletricidade é uma experiência perceptiva, a consciência do Eu transpessoal é uma consciência intuitiva.

P. O senhor falava antes da evolução da psicologia e dizia que todas as coisas têm uma evolução. Esta evolução continuará ao infinito ou terá uma meta relativa à humanidade?

R. Eu não sei se posso responder como Teilhard de Chardin: em um ponto Omega. Seja como for eu penso em uma evolução contínua, porém penso também que um belo dia terá um fim.

P.5. Se cada um pudesse alcançar a verdade com o EU transpessoal, a humanidade poderia alcançar um EU humanitário?

R.5. Sim, porque não? Seria justamente o arquétipo do qual falei antes no sentido Maslowiano. Eu queria dizer isso mesmo. Ou seja, que os arquétipos Maslowianos correspondem aos transpessoais. Eu estou preocupado em dizer várias vezes que o inconsciente coletivo está em evolução, tudo está em evolução, até os arquétipos mudam.

Prof. Cirinei – Eu quero também apontar isto: alcançar a consciência do EU transpessoal não pode considerar-se final, porque é alcançar o centro. Mas o homem não é só centro, é também periferia. Portanto alcançar o mais alto ponto de consciência que se pode alcançar deve corresponder a uma transformação de todo o ser pessoal também nas suas relações com os outros. Não é um fim, é em certo sentido um princípio. Em certo sentido poder-se-ia dizer quando todos os homens tivessem conseguido a consciência do EU, estaria terminada a história da humanidade, seria o ponto Omega? De um ponto de vista psicossintético não seria, porque nós teríamos ainda um trabalho a fazer.

P. Seria um andar da periferia ao centro e do centro à periferia, portanto o processo se resolveria em um círculo?

Prof. Cirinei – Sim de fato é o que acontece um pouco na vida psicológica de qualquer um. Existem períodos de introversão e períodos de extroversão e também períodos de pausa entre um e outro. Portanto, não é que a introversão seja a meta final e nem mesmo a extroversão, mas a vida se desenvolve entre esses dois polos, entre estas duas atitudes opostas complementares.

P. É como um círculo.

Prof. Cirinei – Mais que um círculo direi uma espiral. Espiral neste sentido: o círculo girando retorna ao ponto de partida, a espiral girando retorna em um certo sentido ao ponto de partida, mas mais ao alto. Portanto, há um processo cíclico com um contemporâneo progresso, e é o que acontece na vida de todos.

Desidentificação e Autoidentificação

Por Roberto Assagioli

Tradução: Centro de Psicossíntese de São Paulo, maio/2020.

Texto extraído do livro “O Ato da Vontade”.

Nós somos dominados por tudo aquilo com que o nosso eu fica identificado.

Nós podemos dominar, dirigir e utilizar tudo aquilo de que nos desidentificamos.

“A experiência central e fundamental da autoconsciência, a descoberta do eu, está implícita em nossa consciência humana.1 É o que distingue a nossa consciência da dos animais, que são conscientes, mas não autoconscientes. Mas geralmente essa autoconsciência está, de fato, mais ‘implícita’ do que explícita. Ela é vivenciada de modo nebuloso e distorcido, porque habitualmente está misturada aos conteúdos da consciência e é velada por eles.

1 A ‘autoconsciência’ é usada aqui no sentido puramente psicológico de estar consciente de si mesmo como um indivíduo distinto e não no sentido costumeiro de ‘auto centramento’ egocêntrico e até neurótico.

Essa constante entrada de influências vela a clareza da consciência e produz identificações espúrias do eu com o conteúdo da consciência, mais do que com a própria consciência. Para tornar a autoconsciência explícita, clara e vívida, nós devemos primeiro nos desidentificar dos conteúdos de nossa consciência.

Mais especificamente, o estado habitual para a maioria de nós é estar identificado com aquilo que pareça, em qualquer dado momento, nos proporcionar o maior senso de vivacidade, que nos pareça ser mais real ou mais intenso.

Essa identificação com uma parte de nós mesmos está relacionada comumente à função ou ao foco predominantes de nossa consciência e ao papel predominante que nós desempenhamos na vida. Pode assumir muitas formas.

Algumas pessoas estão identificadas com os seus corpos. Elas vivenciam a si mesmas e frequentemente falam de si mesmas, principalmente em termos de sensação; em outras palavras, funcionam como se fossem os seus corpos.

Outras estão identificadas com os seus sentimentos; vivenciam e descrevem o seu estado de ser em termos afetivos e creem que os seus sentimentos sejam a parte central e mais íntima de si mesmas, enquanto os pensamentos e as sensações são percebidos como mais distantes, talvez um tanto separados.

Aquelas que estão identificadas com as suas mentes tendem a se descrever através de construtos intelectuais, mesmo quando perguntadas como se sentem. Elas frequentemente consideram os sentimentos e as sensações como periféricos ou estão inconscientes deles.

Muitas estão identificadas com um papel e vivem, atuam e experienciam a si mesmas em termos desse papel, tal como ‘mãe’, ‘marido’, ‘esposa’, ‘estudante’, ‘executivo’, ‘professora’ etc.

Essa identificação com apenas uma parte de nossa personalidade pode ser temporariamente satisfatória, mas tem sérias desvantagens. Impede-nos de alcançar a experiência do eu, o profundo senso de autoidentificação, de sabermos quem nós somos. Ela exclui, ou diminui grandemente, a capacidade de se identificar com todas as outras partes da personalidade, de usufruí-las e utilizá-las em toda a sua extensão.

Assim, a nossa expressão ‘normal’ no mundo fica limitada, em qualquer dado momento, a apenas uma fração do que poderia ser. A percepção consciente — ou mesmo inconsciente — de que, de algum modo, nós não temos acesso a muito do que há em nós pode causar frustração e sentimentos dolorosos de inadequação e fracasso.

Finalmente, uma contínua identificação com um papel ou com uma função predominante leva frequentemente e quase inevitavelmente, a uma situação precária de vida, resultando, mais cedo ou mais tarde, num senso de perda ou até de desespero, tal como no caso de um atleta que envelhece e perde a sua força física; uma atriz cuja beleza física está desvanecendo; uma mãe cujos filhos cresceram e a deixaram; ou um estudante que tem de deixar a escola e enfrentar um novo conjunto de responsabilidades. Tais situações podem produzir sérias crises, frequentemente muito dolorosas.

Podem ser consideradas como ‘mortes’ psicológicas mais ou menos parciais. Não adiantará se apegar freneticamente à ‘identidade’ antiga e em declínio. A verdadeira solução só pode ser um ‘renascimento’, isso é, adotar uma identificação nova e mais ampla. Isso às vezes envolve a personalidade toda, requerendo e conduzindo a um despertar ou ‘nascimento’ num estado de ser novo e mais elevado.

O processo de morte e renascimento era representado simbolicamente em vários ritos de mistérios e foi vivido e descrito em termos religiosos por muitos místicos. Atualmente, está sendo redescoberto em termos de experiências e conscientizações transpessoais.

Esse processo ocorre frequentemente sem uma clara compreensão de seu significado e muitas vezes contra o desejo e a vontade do indivíduo nele envolvido. Mas uma cooperação consciente, intencional e voluntária pode facilitá-lo, fomentá-lo e acelerá-lo grandemente.

Isso pode ser mais bem realizado por um exercício deliberado de desidentificação e de autoidentificação. Através dele, nós ganhamos a liberdade e o poder de escolha para estarmos identificados com ou nos desidentificarmos de qualquer aspecto de nossa personalidade, conforme o que nos pareça mais apropriado em cada situação. Assim, nós podemos aprender a dominar, dirigir e utilizar todos os elementos e aspectos de nossa personalidade, numa síntese inclusiva e harmoniosa.

Por isso, esse exercício é considerado básico na Psicossíntese.

Esse exercício tenciona ser uma ferramenta para alcançar a consciência do eu e a habilidade de focar a nossa atenção sequencialmente em cada um dos principais aspectos de nossa personalidade, nossos papéis etc.

Nós ficamos, então, claramente conscientes de suas qualidades e podemos examiná-las, mantendo, ao mesmo tempo, o ponto de vista do observador e reconhecendo que o observador não é aquilo que ele observa.

Na forma a seguir, a primeira fase do exercício — a desidentificação — consiste em três partes que tratam dos aspectos físico, emocional e mental da consciência. Isso conduz à fase de autoidentificação. Uma vez que se tenha ganho alguma experiência, o exercício pode ser expandido ou modificado conforme a necessidade, como será indicado adiante.

Coloque o seu corpo numa posição confortável e relaxada e faça lentamente algumas respirações profundas (os exercícios preliminares de relaxamento podem ser úteis). Então faça a seguinte afirmação, lenta e atentamente:

Eu tenho um corpo, mas eu não sou o meu corpo. O meu corpo pode estar em diferentes condições de saúde, pode estar descansado ou fatigado, mas isso não tem nada a ver com o meu eu, o meu verdadeiro eu. Eu valorizo o meu corpo como um precioso instrumento de experiência e de ação no mundo exterior, mas ele é apenas um instrumento. Eu o trato bem, eu procuro mantê-lo em boa saúde, mas ele não é eu. Eu tenho um corpo, mas eu não sou o meu corpo.

Agora feche os olhos, recorde brevemente em sua consciência o significado geral dessa afirmação e então focalize gradualmente a sua atenção no conceito central: ‘Eu tenho um corpo, mas eu não sou o meu corpo’. Tente, tanto quanto puder, perceber isso como um fato vivenciado em sua consciência. Depois, abra os olhos e proceda do mesmo modo com as próximas duas etapas:

Eu tenho emoções, mas eu não sou as minhas emoções. As minhas emoções são diversificadas, mutáveis e às vezes contraditórias. Elas podem oscilar do amor ao ódio, da calma à fúria, da alegria à tristeza, entretanto, a minha essência — a minha verdadeira natureza — não muda. Eu permaneço. Embora uma onda de raiva possa me submergir temporariamente, eu sei que ela passará com o tempo; portanto, eu não sou essa raiva. Já que eu posso observar e compreender as minhas emoções e então aprender gradualmente a dirigi-las, utilizá-las e integrá-las harmoniosamente, é claro que elas não são eu. Eu tenho emoções, mas eu não sou as minhas emoções.

Eu tenho uma mente, mas eu não sou a minha mente. A minha mente é um valioso instrumento para descobertas e para me expressar, mas não é a essência de meu ser. O seu conteúdo está constantemente mudando, conforme ela abraça novas ideias, conhecimentos e experiências. Às vezes ela se recusa a me obedecer. Portanto, ela não pode ser eu. Ela é um órgão de conhecimento a respeito do mundo externo e do interno, mas ela não é eu. Eu tenho uma mente, mas eu não sou a minha mente.

Em seguida, vem a fase de identificação. Afirme, lenta e atentamente:

Depois de me desidentificar dos conteúdos da consciência, como sensações, emoções, pensamentos, eu reconheço e afirmo que eu sou um centro de pura autoconsciência. Eu sou um centro de vontade, capaz de observar, dirigir e usar todos os meus processos psicológicos e o meu corpo físico.

Focalize a sua atenção na conscientização central: ‘Eu sou um centro de pura autoconsciência e de vontade’. Tente, tanto quanto puder, perceber isso como um fato vivenciado em sua consciência.

Como o propósito do exercício é alcançar um estado de consciência específico, uma vez que esse propósito seja apreendido, muitos dos detalhes do procedimento podem ser dispensados. Assim, depois de ter praticado por algum tempo — e algumas pessoas podem fazer isso desde o início — pode-se modificar o exercício passando-se rápida e dinamicamente por cada uma das etapas de desidentificação, usando apenas a afirmação central de cada etapa e concentrando-se em sua conscientização vivencial:

Eu tenho um corpo, mas eu não sou o meu corpo.

Eu tenho emoções, mas eu não sou as minhas emoções.

Eu tenho uma mente, mas eu não sou a minha mente.

Nesse ponto, é valioso fazer uma consideração mais profunda da etapa de autoidentificação conforme as seguintes linhas:

O que eu sou então? O que resta depois de me desidentificar de meu corpo, de minhas sensações, de meus sentimentos, de meus desejos, de minha mente, das minhas ações? Resta a essência de mim mesmo — um centro de pura autoconsciência. Este é o fator permanente no sempre variável fluxo da minha vida pessoal. É isto o que me dá o senso de ser, de permanência, de equilíbrio interno. Eu afirmo a minha identidade com esse centro e eu percebo a sua permanência e a sua energia.

(pausa)

Eu reconheço e afirmo que eu sou um centro de pura autoconsciência e de energia dinâmica e criativa. Eu percebo que, a partir desse centro de real identidade, eu posso aprender a observar, dirigir e harmonizar todos os processos psicológicos e o corpo físico. Eu escolho alcançar uma constante consciência desse fato em meio à minha vida cotidiana e usá-la para me ajudar e para dar crescente significado e direção à minha vida.

Conforme a atenção muda crescentemente para esse estado de consciência, a etapa de identificação também pode ser abreviada. O objetivo é adquirir facilidade suficiente com o exercício para que se possa passar por cada etapa de desidentificação rápida e dinamicamente, em pouco tempo, e então permanecer na consciência do eu por tanto tempo quanto desejado. Pode-se então — à vontade e a qualquer momento — desidentificar-se de qualquer emoção opressora, pensamento aborrecedor, papel inadequado etc. e a partir da posição vantajosa do observador desapegado, obter uma compreensão mais clara da situação, de seu significado, de suas causas e da maneira mais efetiva de lidar com ela.

Esse exercício se mostra muito efetivo se praticado diariamente, de preferência durante as primeiras horas do dia. Sempre que possível, deve ser feito logo depois de acordar e considerado como um simbólico segundo despertar. Também é de grande valia repeti-lo em sua forma abreviada diversas vezes durante o dia, retornando ao estado de consciência do eu desidentificado.

O exercício pode ser modificado adequadamente conforme o propósito e as necessidades existenciais de cada um, acrescentando etapas de desidentificação para incluir outras funções além das três fundamentais (física, emocional e mental), assim como subpersonalidades, papéis etc.

Também pode começar pela desidentificação dos bens materiais. Alguns exemplos:

Eu tenho desejos, mas eu não sou os meus desejos. Os desejos são suscitados por impulsos físicos ou emocionais e por outras influências. Eles muitas vezes são mutáveis e contraditórios, com alternâncias de atração e repulsão; portanto, eles não são eu. Eu tenho desejos, mas eu não sou os meus desejos. (Isso fica mais bem localizado entre a etapa emocional e a mental).

Eu me ocupo de várias atividades e desempenho muitos papéis na vida. Eu devo desempenhar esses papéis e voluntariamente os desempenho tão bem quanto possível, seja o papel de filho ou de pai, de esposa ou de esposo, de professor ou de estudante, de artista ou de executivo. Mas eu sou mais do que filho, pai, artista. Estes são papéis, específicos e parciais, que eu mesmo concordo em desempenhar e eu posso me observar desempenhando. Portanto, eu não sou nenhum desses papéis. Eu estou auto identificado e eu sou não apenas o ator, mas o diretor da atuação.

Esse exercício pode ser e tem sido realizado muito efetivamente em grupos. O líder do grupo diz as afirmações e os membros ouvem de olhos fechados, deixando o significado das palavras penetrar profundamente.”

Imagem daniel-mingook-kim-UXR-t8CZ1U-unsplash.jpg – 3 de julho de 2022

Referências bibliográficas da OREM1

André Biernath – repórter na Revista Saúde – Grupo Abril  – artigo sobre o filme “Divertida Mente”, que aborda inteligentemente a questão das memórias armazenadas;

Bert Hellinger e Gabriele Tem Hövel – livro “Constelações Familiares – O Reconhecimento das Ordens do Amor”;

Bruce Lipton – livro “A Biologia da Crença “;

Carol Gates e Tina Shearon – livro “As You Wish” (tradução livre: “Como você desejar”);

Ceres Elisa da Fonseca Rosas – livro “O caminho ao Eu Superior segundo os Kahunas” – Editora FEEU;

Charles Seife – livro “Zero: A Biografia de Uma Ideia Perigosa” (versão em inglês “Zero: The Biography of a Dangerous Idea”;

Curso “Autoconhecimento na Prática online – Fundação Estudar” https://www.napratica.org.br/edicoes/autoconhecimento;

Dan Custer – livro “El Milagroso Poder Del Pensamiento” (tradução livre: “O Miraculoso [Incrível] Poder Do Pensamento”);

David V. Bush – livro “How to Put The Subconscious Mind to Work” (tradução livre: “Como Colocar a Mente Subconsciente para Trabalhar”);

Dr. Alan Strong – artigo denominado “The Conscious Mind — Just the Tip of the Iceberg” (tradução livre: “A Mente Consciente – Apenas a Ponta do Iceberg”), no site www.astrongchoice.com;

Dr. Amit Goswami – livro “O Universo Autoconsciente – como a consciência cria o mundo material”;

Dr. Benjamin P. Hardy, psicólogo organizacional, autor do livro “Willpower Doesn’t Work” (Tradução livre: “Força de Vontade Não Funciona”), em artigo no site https://medium.com/the-mission/how-to-get-past-your-emotions-blocks-and-fears-so-you-can-live-the-life-you-want-aac362e1fc85Sr;

Dr. Bruce H. Lipton – livro “A Biologia da Crença”;

Dr. Deepak Chopra – livro “Criando Prosperidade”;

Dr. Gregg Braden – livro “A Matriz Divina”;

Dr. Helder Kamei – site http://www.flowpsicologiapositiva.com/ – Instituto Flow;

Dr. Joe Dispenza – livro “Breaking the Habit of Being Yourself – How to Lose Your Mind and Create a New One” (tradução livre: “Quebrando o Hábito de Ser Você Mesmo – Como Liberar Sua Mente e Criar um Novo Eu”);

Dr. Kenneth Wapnick – transcrição de sua palestra denominada “Introdução Básica a Um Curso em Milagres”;

Dr. Maxwell Maltz – livro “The New Psycho-Cybernetics” (tradução livre: “A Nova Psico-Cibernética”);

Dr. Nelson Spritzer – livro “Pensamento & Mudança – Desmistificando a Programação Neurolinguística (PNL)”;

Dr. Richard Maurice Bucke – livro ‘Consciência Cósmica’;

Dr. Serge King – livro “Cura Kahuna” (Kahuna Healing);

Francisco Cândido Xavier – livro “No Mundo Maior” (ditado pelo espírito Dr. André Luiz);

Francisco do Espírito Santo Neto – livro “Os Prazeres da Alma” (ditado pelo espírito Hammed);

Gerald Zaltman – Professor da Harvard Business School – livro “How Customers Think” (tradução livre: “Como Pensam os Consumidores”);

Henry Thomas Hamblin – livro “Within You Is The Power” (tradução livre: “Dentro de VOCÊ Está O Poder”);

Hermínio C. Miranda – livro “O Evangelho de Tomé”;

James Redfield – livro “A Profecia Celestina”;

Jens Weskott – artigo “Bem-vindo Subconsciente – Graças ao Ho’oponopono”, site da Associação de Estudos Huna disponível no link https://www.huna.org.br/wp/?s=jens;

Joe Vitale – livro “Limite Zero”;

Joel S. Goldsmith – livro “O Despertar da Consciência Mística”;

John Assaraf – artigo ratificando que somos todos seres perfeitos de Luz está disponível no site http://in5d.com/the-world-of-quantum-physics-everything-is-energy/;

John Curtis – Webinario sobre Ho’oponopono – site Sanación y Salud http://www.sanacionysalud.com/

Joseph Murphy – livro “The Power of Your Subconscious Mind” (tradução livre: “O Poder de Sua Mente Subconsciente”);

Kenneth E. Robinson – livro “Thinking Outside the Box” (tradução livre: “Pensar Fora da Caixa”);

Krishnamurti – artigo “Early Krishnamurti” (“Inicial Krishnamurti”) – Londres, 7-3-1931.  Site: https://www.reddit.com/r/Krishnamurti/comments/qe99e1/early_krishnamurti_7_march_1931_london/

Krishnamurti  – livro “O Sentido da Liberdade”, publicado no Brasil em 2007, no capítulo “Perguntas e Respostas”, o tema “Sobre a Crise Atual”; experienciamos, para a nossa reflexão e meditação à luz do sistema de pensamento do Ho’oponopono.

Kristin Zambucka, artista, produtora e autora do livro “Princess Kaiulani of Hawaii: The Monarchy’s Last Hope” (tradução livre: “Princesa Kaiulani do Havaí: A Última Esperança da Monarquia”);

Leonard Mlodinow – livro “Subliminar – Como o inconsciente influencia nossas vidas” – do ano de 2012;

Livro “Um Curso em Milagres” – 2ª edição – copyright 1994 da edição em língua portuguesa;

Louise L. Hay – livro “You Can Heal Your Life – (tradução livre: “Você Pode Curar Sua Vida”);

Malcolm Gradwell – livro “Blink: The Power of Thinking without Thinking” (Tradução livre: “Num piscar de olhos: O Poder de Pensar Sem Pensar”);

Marianne Szegedy-Maszak – edição especial sobre Neurociência publicada na multiplataforma “US News & World Report”, destacando o ensaio “Como Sua Mente Subconsciente Realmente Molda Suas Decisões”;

Max Freedom Long – livro “Milagres da Ciência Secreta”;

Napoleon Hill – livro “The Law of Success in Sixteen Lessons” (tradução livre: “A Lei do Sucesso em Dezesseis Lições”);

Osho – livro “The Golden Future” (tradução livre: “O Futuro Dourado”);

Osho – livro “From Unconsciousness to Consciousness” (tradução livre “Do Inconsciente ao Consciente”);

Osho – livro “Desvendando mistérios”;

Paul Cresswell – livro “Learn to Use Your Subconscious Mind” (tradução livre: “Aprenda a Usar a Sua Mente Subconsciente”);

Paulo Freire, educador, pedagogo, filósofo brasileiro – livro “A Psicologia da Pergunta”;

Platão – livro “O Mito da Caverna”;

Richard Wilhelm – livro “I Ching”;

Roberto Assagioli, Psicossíntese. Site http://psicossintese.org.br/index.php/o-que-e-psicossintese/

Sanaya Roman – livro “Spiritual Growth: Being Your Higher Self (versão em português: “Crescimento Espiritual: o Despertar do Seu Eu Superior”);

Sílvia Lisboa e Bruno Garattoni – artigo da Revista Superintessante, publicado em 21.05.13, sobre o lado oculto da mente e a neurociência moderna.

Site da Associação de Estudos Huna https://www.huna.org.br/ – artigos diversos.

Site www.globalmentoringgroup.com – artigos sobre PNL;

Site Wikipedia https://pt.wikipedia.org/wiki/Ho%CA%BBoponopono, a enciclopédia livre;

Thomas Troward – livro “The Creative Process in the Individual” (tradução livre: “O Processo Criativo no Indivíduo”);

Thomas Troward – livro “Bible Mystery and Bible Meaning” (tradução livre: “Mistério da Bíblia e Significado da Bíblia”);

Tor Norretranders – livro “A Ilusão de Quem Usa: Reduzindo o tamanho da Consciência” (versão em inglês “The User Illusion: Cutting Consciousness Down to Size”);

Wallace D. Wattles – livro “A Ciência para Ficar Rico”;

William Walker Atkinson – livro: “Thought Vibration – The Law of Attraction in the Thought World” (tradução livre: “Vibração do Pensamento – A Lei da Atração no Mundo do Pensamento”) – Edição Eletrônica publicada em 2015;

Zanon Melo – livro “Huna – A Cura Polinésia – Manual do Kahuna”;           

A chuva de bênçãos derrama-se sobre mim, nesse exato momento.
A Prece atinge o seu foco e levanta voo.
Eu sinto muito.
Por favor, perdoa-me.
Eu te amo.
Eu sou grato(a).

Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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