Artigo “Teaching HUNA to the Children – How Everything was made” [Ensinando HUNA para as Crianças – Como Tudo foi feito] – Max Freedom Long 

Tradução livre Projeto OREM®.

…continuação da Parte V…

A PROCURA PELAS FADAS

O tempo passou muito rápido e antes que eles percebessem, todas as crianças estavam na véspera de seu sexto aniversário e grandes planos estavam sendo feitos para a celebração. O sexto aniversário é um dos mais importantes, pois aos seis a pessoa deixa de ser bebê e se torna muito mais importante. Mas, como Adão Preto explicou aos outros quando eles estavam se preparando para dormir antes da grande festa de aniversário, ‘Depois de amanhã nós temos que ser mais crescidos e devemos nos lembrar de não chorar a menos que estejamos tão machucados que não podemos ajudar. Para apenas dores comuns, simplesmente NÃO PODEMOS chorar e mostrar que nós não crescemos até os seis anos.’ Adão Branco disse: ‘Sim, todos devemos nos lembrar. É muito importante. Mesmo que as meninas fiquem magoadas, elas não devem chorar, pelo menos não mais do que uma ou duas lágrimas.’

Eva Pardo Moreno parecia muito pensativa e disse: ‘Quem vai contar as lágrimas se nós chorarmos, um de vocês, rapazes?’

Adão Pardo Moreno sorriu para a sua Eva e acariciou a sua mão morena. ‘Ninguém vai contar as suas lágrimas. Você apenas esconde o seu rosto em suas mãos se você apenas TEM que chorar um pouco e nós vamos fingir que você não chorou.”

A Mãe estava ouvindo enquanto ela arrumava as camas. Agora ela disse: ‘Adão Pardo Moreno, você é um menino gentil, mas eu vou contar a todos vocês um segredo especial. Deixados para aprender por si mesmos, pode levar muito tempo para você aprender o que posso lhe dizer em apenas um momento.’

As crianças adoravam quando a Mãe lhes contava um segredo e todas ficaram em silêncio e prontas para ouvir, para não perderem uma única palavra. ’Preparados?’ perguntou a Mãe e todos responderam ansiosamente: ‘Sim, Mãe!’ Então ela disse muito lentamente: ‘Quando uma garota simplesmente precisa chorar, ela pode cobrir o rosto com as mãos, assim como o Adão Pardo Moreno disse, mas será muito mais agradável e doce e melhor se o seu Adão a pegar em seus braços e deixar ela chorar em seu ombro. E se ele acariciar os seus cabelos e disser palavras de conforto e tentar entender que ela está triste ou magoada ou apenas cansada e desanimada, ela o pagará de volta com amor – e o amor é a coisa mais preciosa que uma Eva pode dar a seu Adão. Se houver amor e ternura oferecidos a elas, elas não chorarão tanto ou com tanta frequência quando forem feridas. Lembrem-se sempre disso. Vocês tentarão? Sempre?’

As crianças não entendiam muito bem, mas sabiam que deviam se lembrar de cada palavra, pois quando a Mãe contava um segredo, era sempre muito importante. Assim eles prometeram e se aconchegaram aos pares em suas pequenas camas.

A Eva Amarela teve uma ideia que não a deixava dormir. Ela sussurrou para o seu Adão: ‘Eu sempre terei que chorar para que você me abrace?’ Ele estendeu a mão e tomou-a amorosamente em seus braços e acariciou os seus cabelos, sem dizer uma palavra.

A FESTA DO SEXTO ANIVERSÁRIO

Quando amanheceu, todos correram para se lavarem e se vestirem e se preparar para a celebração. A Mãe tinha feito bonecas para as meninas e todos os meninos tinham piões maravilhosos com fios finos e longos para girá-los. Esses presentes foram colocados em seus pratos e quando eles os viram entrando para o desjejum, ficaram tão excitados que mal conseguiram se contentar com o seu suco de laranja, mingau e leite.

Terminado o desjejum apressado, as meninas pegaram as suas bonecas e foram agradecer à Mãe por tê-las feito.

Eva Preto abraçou a sua boneca e disse: ‘As bonecas são como você, Mãe e como o Pai. Elas são exatamente a nossa cor. A minha é a boneca mais preta de todos os tempos. E a de Eva Branco é branca como ela e até tem olhos azuis e sardas!’

Os meninos haviam agradecido ao Pai e estavam se divertindo muito aprendendo a girar os seus piões. Quando um menino conseguiu fazer o seu pião girar, todos aplaudiram e ficaram felizes ao redor dele para assistir até que ele parasse de girar e caísse.

De repente, havia uma sombra sobre eles e eles olharam para cima para ver uma grande nave espacial parando no ar acima deles.

‘Oba!’ gritou o Adão Vermelho. ‘É o Tio Gabriel e o Tio Pedro vindo para nos ajudar a comemorar o nosso aniversário.’ Ele correu gritando para avisar as meninas e elas saíram correndo, cada uma carregando cuidadosamente a sua nova boneca.

A escotilha no fundo da Nave Espacial Arcturus [Arcturus é a quarta estrela mais brilhante no céu noturno; 30 vezes maior que o Sol] se abriu e saiu o disco voador usado para o pouso. Em poucos minutos ele parou diante da varanda e todos estavam cumprimentando o Tio Gabriel e o Tio Pedro, cujos braços estavam carregados de presentes de aniversário de coisas estranhas que haviam colecionado pelo mundo. Havia frutas e nozes estranhas e pedrinhas estranhas também, algumas claras como água e outras lindamente coloridas. Havia pequenas e belas conchas do mar, pedaços de casca de árvore perfumada e vagens de sementes estranhas. Tudo foi colocado sobre uma mesa e as crianças foram convidadas a escolher o que quisessem. Foi um momento de tirar o fôlego e ninguém conseguia decidir o que escolher, então a Mãe sugeriu que deixassem todas as coisas juntas na mesa por um tempo e apenas se divertissem olhando para elas.

O Pai e os visitantes logo estavam mergulhados em uma discussão sobre o que estava acontecendo no espaço em outros planetas e o Pai assentiu de vez em quando e fez uma anotação sobre alguma coisa.

O Tio Pedro levantou-se e foi falar com a Mãe e as crianças. Eu tenho uma mensagem para você, disse ele. ‘Você se lembra do mau Gremlin que nós levamos de volta para a terra onde ele pertencia? Bem, nós estávamos lá há dois dias e, assim que nós pousamos no disco voador, ele veio correndo e começou a implorar para poder voltar conosco para o Jardim. Ele fez todos os tipos de promessas para ser bom mas, uma vez Gremlin, sempre Gremlin e nos recusamos a ouvir.’

‘Como ele estava indo? perguntou a Mãe. ‘Eu espero que as coisas não sejam tão ruins quanto ele disse que eram quando ele implorou para ficar aqui, mesmo que ele tivesse que viver em uma gaiola forte.’

‘Talvez as coisas não estivessem tão ruins quanto ele disse que estavam’, respondeu o Tio Pedro. ‘Mas ele estava muito magro e suas mãos ásperas de cavar raízes nos pântanos.’

‘Você viu a esposa dele e ela era tão ruim quanto ele nos disse que ela era?’ perguntou a Mãe.

‘Sim, nós a vimos’, riu Tio Pedro. ‘Ele não falou conosco por mais de cinco minutos antes que ela o tenha caçado e o golpeado na cabeça com a sua vassoura para fazê-lo voltar a cavar no pântano. Ela fez uma careta para nós quando saiu e murmurou algo sobre não se importar com os nossos próprios negócios.

‘Que pena,’ disse a Mãe tristemente. ‘Mas é assim que os Gremlins são e todas as crianças aprenderam a ter muito cuidado para que os pequenos pedaços de Gremlin em si não saiam e os levem a fazer travessuras. Já é ruim o suficiente quando a Unihipili de uma criança a faz começar a agir como um animal, mas é pior quando um pouco de Gremlin aparece.’

A pequena Eva Pardo Claro estava perto do joelho do Tio Pedro. Ela era a única que nunca esquecia nada. ‘Tio Pedro’, ela disse, ‘foi essa a mensagem que você disse que o Gremlin nos enviou?’

‘Porque nao!’ disse Pedro pensativo. ‘Agora deixe-me pensar. Quando ele começou a voltar para o pântano, a sua esposa sacudindo a vassoura para ele, ele gritou de volta, Má sorte [bad cess, uma gíria Irlandesa] para todos vocês e para eles no Jardim! E que as crianças nunca venham a conhecer a paz ou o beijo da Rainha das Fadas. Não sei bem o que ele quis dizer com isso, mas fiquei com vontade de perguntar se vocês já encontraram as fadas que se perderam tão bem no Jardim?

‘A Mãe sim’, respondeu a Eva Pardo Claro. ‘Ela pode ver qualquer coisa ou qualquer pessoa, mas nós, crianças, não podemos. Nós teremos que esperar até que estivéssemos um pouco mais velhos e pudéssemos entender melhor como se aprende a ver fadas. A Mãe diz que quando alguém aprende a fazer certas coisas com a cabeça deles e fazê-las da maneira certa, pode-se ver a Rainha das Fadas e receber o seu beijo mágico que se carrega sempre consigo e que é uma coisa maravilhosa para se ter.’

Pedro virou-se para a Mãe. ‘Isto é verdade?’

‘Sim’, ela respondeu com um pequeno sorriso que a fez parecer tão pacífica e adorável, ‘uma vez que você vença os obstáculos para a paz interior e veja as fadas e se torne pronto, a pequena Rainha das Fadas pode amar você o suficiente para tocar você com a varinha mágica dela e dar-lhe o seu beijo mágico. Um dia em breve, eu começarei a ensinar as crianças que parecem estar prontas a dar os passos necessários.’

‘Eu posso ser a primeira?’ perguntou Eva Pardo Claro ansiosamente.

A Mãe deu-lhe um pequeno abraço. ‘Você pode ser a primeira a tentar e pode ser que você seja a primeira a quem as fadinhas se mostrarão. Eu tenho mantido a pequena plantação de trevos regada e crescendo todos esses meses e eu posso confiar em vê-las em qualquer tarde brilhante se eu pegar um trevo e me sentar sob as árvores perto do círculo de fadas onde elas vêm dançar.’

‘Muitas vezes eu vejo os Menehune pardos’, disse Eva Pardo Claro. ‘Eles gostam de nós, mas geralmente estão ocupados demais para conversar. E eles nunca nos beijam ou têm uma varinha mágica. Tudo o que eles têm é um canto mágico que eles repetem quando vão pescar e isso faz com que os peixes se aproximem para que possam pegá-los em suas redes.’

O Pai e o Tio Gabriel se aproximaram e o Pai disse: ‘Corram, lavem os dentes e preparem-se. O seu Tio Gabriel vai levá-los na grande nave espacial para ver as partes do mundo sobre as quais vocês estudaram em suas aulas de geografia. E vamos ver se achamos bons lugares para levar algumas plantas e animais e outras coisas para irmos embora, para que mais tarde, quando for a hora de vocês irem morar lá, tenha todas as plantas e criaturas que você precisa para ajudá-los a ganhar a vida.’

‘Nós teremos que pegar cobras, insetos e sapos?’ perguntou Eva Vermelho com um pequeno estremecimento.

‘Eu receio que sim’, respondeu o Pai. ‘É preciso todos os tipos para manter o equilíbrio adequado entre as criaturas. Mas não será pior lá do que foi aqui. E os sapos são criaturas realmente muito boas se você os conhecer.’

Sujas as crianças correram e Adão Preto foi o primeiro a voltar, os seus dentes brancos brilhando. ‘Será que eu terei leões, elefantes e coisas assim na África quando for morar lá?’ ele perguntou esperançoso.

‘Você terá’, disse o Pai. ‘É uma promessa. Você terá até girafas com pescoços muito longos e haverá o avestruz mais alto do que você e botando um ovo do tamanho de sua cabeça. Você ficará surpreso com o número e tipos de animais e outras criaturas que você encontrará vivendo na África.

Sem nenhum Gremlin mal prestes a causar problemas, todos logo estavam na grande Nave Espacial. As janelas ficavam no fundo da nave e as crianças acenaram para a Pequena Leiteira e as babás chimpanzés e seus cães e gatos de estimação. A Pequena Nuvem se moveu quando a Nave Espacial veio para lançar a sua sombra, agora ela voltou para a casa e o jardim para dar a sombra adequada, pois o dia prometia ser bastante quente. As corujas estavam dormindo profundamente depois da noite de caça e o Sr. Castor estava dormindo em sua casa na extremidade inferior do lago depois de uma noite ocupada cortando árvores e comendo cascas tenras. Os Menehune não tinham muita certeza de que a Nave Espacial fosse uma coisa segura para se ter por perto, pois uma vez eles foram capturados e trazidos do Havaí nela, mas no último minuto, quando viram as crianças acenando, eles saíram de debaixo dos arbustos onde eles estavam escondidos e acenaram gentilmente.

A Mãe disse: ‘Eu espero que você tenha trancado todos os fósforos para que os Chimpanzés na cozinha não os peguem, brinquem com eles e incendeiem a casa:’

‘Eu os tranquei em segurança’, respondeu o Pai. ‘Eles parecem ter aprendido bem a não brincar com fósforos, mas às vezes um chimpanzé só precisa ser um chimpanzé e se meter em encrencas.’ Ele se virou para as crianças e acrescentou: ‘Eu sei que todos vocês SEMPRE se lembrarão do grande perigo de brincar com fósforos e incendiar a sua casa, as árvores e a grama para arruinar tudo ao seu redor.’

‘Sim, Pai”, todos responderam solenemente. ‘Nós sempre nos lembraremos!’

O Tio Gabriel veio assim que a grande nave estava bem acima da Terra e correndo em grande velocidade – enquanto lá embaixo a Terra e as suas nuvens giravam na direção oposta. Ele parou um momento para ouvir os sinos tocando uma mensagem quando o Tio Pedro, que estava fazendo o nave voar, deu ordens a uma parte da tripulação. A nave era mais comprida do que todo o caminho através do Jardim e estava cheia de maquinaria apropriada para fazê-la navegar do jeito certo.

‘Bem, crianças’, disse o Tio Gabriel, ‘o vosso Pai e a vossa Mãe e eu vamos ver os animais que nós coletamos para deixar em diferentes lugares que nós visitaremos. Vocês gostariam de vir juntos? Eu precisarei de todos vocês para ajudar a falar em Telepatia com eles para dizer-lhes que eles estão indo para as novas casas e assegurar-lhes que não há nada a temer. Vocês ajudarão?’

As crianças ficaram encantadas por poder ajudar em uma tarefa tão importante e poder ver animais estranhos e conversar em Telepatia com eles foi um prazer.

O Pai disse, quando eles chegaram para a primeira longa passagem com gaiolas dos dois lados e as gazelas mordiscando um pouco de feno: ‘Isso parece a Arca de Noé, mas eu suponho que você nunca ouviu falar disso, Gabriel.’

O Tio Gabriel sorriu. ‘Isso é algo que você já inventou, ou é algo que você pode inventar daqui a cem ou mil anos?’

‘Isso é uma invenção do povo Hebreu, que ainda não estará na Terra por mais ou menos mil anos. Adão e Eva Pardo Claro serão os seus ancestrais e viverão não muito longe do rio Nilo. Eles contarão a história de como veio um grande dilúvio que teria matado todos os seres vivos, inclusive os homens, mas pelo fato de um homem chamado Noé ter construído um grande navio, chamado Arca e antes do dilúvio ele levou um par de todo tipo de criatura. O dilúvio fez a Arca flutuar por muitos dias, mas depois foi embora e a Arca pousou e todos os animais e seus bebês saíram e rapidamente encontraram lugares para morar, assim como Noé, a sua esposa e os seus meninos e meninas.’

Gabriel sorriu. Essa história quase nos enquadra com a Nave Espacial como somos hoje e há uma inundação ruim acontecendo no que será a China. Há um grande rio amarelo que se estende sobre a terra por milhas e milhas.’

As crianças logo se fizeram amigas de muitos animais muito amistosos, apresentaram-se como as pessoas que logo iriam morar em diferentes partes do mundo e convidaram os animais a virem também e curtirem os belos países. Embora tivessem muito pouca ideia de como as novas terras realmente seriam, eles fingiam saber e, dessa forma, ajudavam os animais a superar qualquer medo que pudessem ter.

Eles mal conheciam veados, antílopes e Sr. e Sra. Bisão, quando o Tio Gabriel anunciou que iam desembarcar em um bom lugar e soltar aqueles que haviam sido informados do que deveria ser feito.

O Sr. Bisão perguntou: ‘Haverá lobos lá embaixo?’

‘Não’, disse Gabriel. ‘Nós estamos levando os animais que podem comer grama no início. Os lobos não serão trazidos por um longo tempo, não até que haja muitos comedores de grama para a quantidade de grama que cresce.’

A Nave Espacial veio rapidamente à terra e as gaiolas foram baixadas suavemente com cordas, então as portas se abriram. Era um país encantador, com riachos, colinas, árvores e grama. Não muito longe começava as Grandes Planícies, onde a família Bisão logo se sentiria muito à vontade. Ao longe avistavam-se belas montanhas onde os veados podiam divertir-se. Todos se despediram, as gaiolas vazias foram rebocadas e logo partiram novamente.

Uma parada no final da tarde foi feita no que mais tarde seria a Nova Inglaterra e mais animais foram baixados, também algumas trutas boas colocadas em um riacho. Vários pássaros foram soltos para que pudessem voar para a Terra e escolher um lar. Os insetos foram soltos em locais apropriados e a Rainha das Abelhas imediatamente levou as suas operárias a uma árvore oca onde elas poderiam iniciar a sua colmeia.

À medida que a Nave Espacial avançava, tornou-se noite, embora na hora do Jardim não fosse meio-dia. O almoço foi servido e as crianças deitadas para uma boa soneca. Quando elas acordaram, ainda era noite e as estrelas estavam muito brilhantes e havia lua cheia.

‘Onde nós estamos agora?’ perguntou o Adão Preto, esfregando os seus olhos. ‘Nós já chegamos na África?’

‘Nós acabamos de chegar na África’, respondeu o Pai. ‘Você se lembra de sua geografia e de como a parte oriental da África fica quase em frente à nossa casa no Jardim? Quando começar a anoitecer no Jardim, será o nascer do sol para onde nós estamos indo. Mas venha e eu lhe mostrarei um belo mapa grande e indicarei o lugar onde o rio Nilo começa nas altas montanhas. A leste dessas montanhas há um belo país com um clima bom e nós devemos colocar os animais e as coisas lá para que haja muitos deles mais tarde, quando forem necessários.’

Adão Preto estava muito animado. Ele fez o possível para entender o mapa e se apressou a assegurar aos animais que seriam soltos ali que era um bom lugar para um lar. Para as zebras, ele disse: ‘Não haverá leões por um longo tempo, então apenas aproveitem a grama e divirtam-se da maneira que as zebras se divertem.’

Não era bem o amanhecer quando a Nave Espacial desceu, mas a lua dava tanta luz que tudo parecia quase tão brilhante quanto o dia. Quando os animais estavam todos embaixo e a quantidade adequada de outras criaturas, como pássaros e abelhas soltos, Adão e Eva Preto observavam sem fôlego através de uma janela. A pouca visão que eles tinham de sua futura casa era muito agradável.

‘Isso é uma terra muito grande’, disse Adão alegremente.

‘E muito bonita, com montanhas e riachos e prados,’ acrescentou a Eva Preto contente e eles acenaram enquanto podiam ver a terra.

O Tio Pedro virou a Nave Espacial quase para o norte e o Pai disse: ‘O Nilo e o Oriente Próximo [compreende a região da Ásia próxima ao mar Mediterrâneo, a oeste do rio Eufrates, incluindo: Síria, Líbano, Israel, Palestina e Iraque] são os próximos. Essa será a sua terra, Adão e Eva Pardo Claro. Os seus filhos se espalharão por toda esta terra e nos contarão histórias divertidas sobre Noé e a sua Arca e muitas outras histórias. Outras crianças construirão grandes pirâmides que durarão séculos para fazer as pessoas se perguntarem. O delta do rio Nilo será ideal para a agricultura e para os patos e os peixes. Nós vamos abaixar alguns nesse ponto, também algumas ovelhas e cabras e os camelos. Melhor ir falar com os camelos e dizer-lhes para não irem muito longe, porque em breve você precisará deles quando quiser viajar pelos desertos.’

Os camelos estavam muito interessados ​​em saber que eles viveriam à beira de um grande rio que tinha desertos ao redor. ‘Algum oásis bom perto de onde vamos morar?’ perguntou o Sr. Camelo. Adão Pardo Claro não tinha certeza, mas correu para perguntar ao Pai.

‘Oh sim!’ disse o Pai. ‘Esse é o país do oásis original [um oásis é uma área isolada de vegetação em um deserto, tipicamente vizinho a uma nascente de água doce] e já há muitas árvores espinhos-de-camelo [é uma árvore do sul da África] prontas para comer.’

O sol estava alto e estava quente quando eles desembarcaram junto ao grande rio em um lugar onde ele se dividiu em vários rios menores e tudo ficou verde e alto. Já havia plantas interessantes e o Pai apontou as da família do papiro [a planta papiro tinha várias utilidades para os Egípcios, além de ser considerada sagrada] dizendo: ‘Os seus filhos vão aprender a fazer papel com a casca desta planta e usá-lo para escrever com tinta em gravuras [picture-writing: a arte de registrar eventos ou expressar ideias por imagens, ou símbolos pictóricos, como praticado por povos pré-letrados].’

As criaturas, grandes e pequenas, foram desembarcadas e soltas, também alguns bons peixes e vários tipos de patos e gansos. Adão e Eva Pardo Claro estavam muito felizes com o que seria a sua terra. ‘Nós teremos barcos e navegaremos no rio’, disse Adão e nós aprenderemos a andar de camelo e a ver como são os desertos.’

Partindo logo, eles cruzaram o Mar Mediterrâneo, seguiram para a Europa Central e deixaram alguns animais no que um dia seria a França. Virando em seguida na direção da Índia, eles pararam na parte sul do que acabaria se tornando a Rússia para deixar alguns animais e observar de perto as margens do Mar Negro. É claro que Adão e Eva Branco eram todos olhos, pois este seria o país deles e era um país muito bom e grande.

Uma corrida em alta velocidade logo trouxe a Nave Espacial para a Índia e lá estava uma tarde quente sobre o grande rio Ganges. Ao longe estavam as montanhas mais altas do mundo, o Himalaia, encimado por nuvens e neve. Adão e Eva Pardo Moreno estavam animados. Esta grande terra seria o seu lar. Adão disse: ‘Nós podemos escalar até o topo daquelas montanhas quando nós morarmos aqui?’

O Pai sorriu. ‘Você pode tentar, mas o ar fica tão rarefeito perto dos cumes que duvido que você consiga chegar até os topos.’

Era quase o pôr-do-sol quando eles chegaram ao que viria a ser a China e as crianças estavam ficando com muito sono, pois tinha sido um dia muito mais longo do que o habitual para elas. Pequenos cochilos ajudavam, mas apenas os Celestiais, Adão e Eva Amarelo, podiam realmente despertar e se interessar profundamente. Eles viram o Rio Amarelo [segundo mais longo rio da China e o 6.º maior do mundo] em alagamento e vastas excelentes extensões de terra. Os animais foram abaixados e sementes de arroz selvagem foram espalhadas ao longo dos rios enquanto subiam para voltar para casa. O Pai explicou: ‘Vocês e os seus filhos vão dominar o arroz selvagem e ele será uma boa comida para vocês.’

O longo voo de volta para casa pareceu às crianças um tempo muito curto, pois dormiram a maior parte do caminho e, finalmente, quando chegaram em seu lar e pararam em sua própria casa, era final de tarde e eles sentiram como se eles tivessem ido em apenas um dia, embora isso tivesse sido muito mais do que isso.

Os que permaneceram os receberam tão calorosamente e a Pequena Leiteira fez um belo bolo quadrado e o cobriu com chantili para recebê-los em seu retorno. ‘Vocês deixaram cabras em suas novas casas para ter bastante leite quando morarem nos novos lugares?’

‘Oh sim!’ as crianças responderam. ‘Nós deixamos todos os tipos de animais.’

Adão Branco disse: ‘E eles deixaram uma vaca e um touro no meu lugar. Se nós conseguirmos domá-los, eles darão ainda mais leite do que as cabras.’

‘Nós precisamos jantar para acompanhar o bolo atraente’, disse a Mãe enquanto vestia o avental da cozinha e chamava os Chimpanzés Boys para acompanhá-la até a cozinha e ajudar a fazer as coisas. Todos os Chimpanzés Boys se apressaram em vestir os seus aventais e bonés e lavar as mãos. A essa altura, todos eles eram muito sábios em culinária e gastronomia e podiam roubar lanchinhos sem, bem, quase sempre, sem serem pegos e repreendidos.

*-*-*-*-*

Depois que as crianças completaram seis anos, as suas aulas ficaram muito mais interessantes e elas aprenderam coisas importantes como multiplicação e divisão e começaram a resolver os problemas com prazer. Elas adoravam ir com o Pai para usar as longas fitas métricas e descobrir o quão longe uma coisa estava da outra, como por exemplo, a piscina da casa. Eles podiam medir um acre [o acre é definido como um pedaço de terra de qualquer formato equivalente a 4.047 metros quadrados] e colocar estacas nos cantos para mostrar o quão grande era e cada Adão e Eva podiam selecionar um acre para possuir como o próprio jardim do casal. E eles estudavam muitos tipos de plantas e o Pai lhes dava sementes para plantar e oferecia prêmios para os melhores jardins e melhores frutas, plantas e vegetais úteis. Eles aprenderam a fazer cercas e a tecer varas de salgueiro nas cercas para afastar os coelhos e, no final de cada mês, aqueles que se saíam melhor com a sua horta recebiam prêmios.

O prêmio que eles mais amavam era poder olhar através do grande Telescópio do Tempo do Pai e ver as coisas acontecendo no futuro. Para o primeiro prêmio, a pessoa conseguia olhar por mais tempo através do Telescópio, às vezes até uma hora e todos recebiam um prêmio finalmente, mesmo que fossem apenas alguns minutos, pois a Mãe disse: ’Pelo menos eles tentaram, mesmo que as suas plantas não foram tão bem quanto o esperado.’ E quando todos tiveram a sua vez no Telescópio, eles receberam uma recompensa especial.

O Pai ligava uma pequena máquina que lançava imagens em uma parede branca para que todos pudessem assistir. Eles viram uma vez homens construindo pirâmides e em outra eles viram um pequeno navio sendo construído e remos feitos – então o viram sendo empurrado para a água e uma vela levantada de modo que navegasse para longe como um lindo pato grande. Um dos momentos mais emocionantes foi quando eles observaram pequenas pessoas, com pele tom marro moreno, chamados de Esquimós dirigindo os seus trenós puxados por cães e construindo uma casa de blocos de neve. Certa vez, quando o Pai virou o Telescópio muito para longe, eles viram uma grande cidade, mas logo Adão Vermelho disse: ‘Nós não podemos olhar para o campo e ver as suas fazendas? Há muitas pessoas naquela cidade e elas correm como formigas loucas.’ Então o Pai procurou e procurou para encontrar uma boa fazenda, mas havia tantas pessoas que moravam onde as fazendas deveriam estar e estava tão lotada que fez as crianças se entristecerem só de ver como estavam abarrotadas.

Eva Vermelho perguntou: ‘Se eles não têm fazendas e jardins, o que eles comem?’

O Pai virou a imagem para uma grande fábrica e disse: ‘Lá eles fazem alimento de átomos e quando as pessoas ficam com fome, elas engolem algumas pílulas.’

‘Eu gosto mais do nosso jeito’, disse Adão Preto. ‘Quem trocaria uma melancia madura por uma pílula sem gosto?’

O Pai estava lendo uma placa enquanto a imagem corria diante deles. Ele riu. ‘Uma placa prometia que o Alimento da Pílula do Guloso nunca engordará demais.’ A Mãe disse: ‘Pelo menos as pílulas têm alguma vantagem.’

*-*-*-*-*

Um dia, quando chegaram as férias e não havia muito o que fazer nos jardins durante o ano, a Mãe perguntou se alguma das crianças gostaria de ver se poderia aprender a fazer coisas em suas cabeças que lhes permitissem ver as fadas e os elfos.

‘Isso não é muito fácil,’ ela avisou, ‘e uma vez que vocês comecem a aprender, vocês podem ter que praticar por algum tempo. Mas se vocês puderem aprender exatamente o que fazer e se tornar do jeito certo, a Rainha das Fadas pode um dia tocá-los com a sua varinha mágica e dar-lhes o seu beijo. Depois disso, não importa quantos anos vocês tenham ou quão tristes vocês possam se sentir, ou magoados ou com problemas, você pode tocar a vossa bochecha onde ela os beijou e por todas as milhas e dias ela enviará o seu conforto para ajuda-los.’

Isso pareceu muito maravilhoso e, além disso, todas as crianças há muito tempo queriam ver as fadas e os elfos. Eva Branco perguntou: ‘Como nós começamos a se preparar para que possamos ver a Rainha das Fadas?’

A Mãe levantou-se e disse: ‘Vamos todos para a floresta acima do lago até o lugar onde o Pequeno Povo fez as suas casas’. Ela liderou o caminho e logo chegaram a uma pequena clareira onde o sol dançava por entre as árvores e onde a grama crescia verde. Flores desabrochavam e na grama se podia ver, olhando com muito cuidado, um tênue círculo onde dançavam fadas e elfos. Eles dançavam principalmente esvoaçando no ar, porém tocavam a grama com frequência suficiente para fazer uma leve marca e deixar um círculo.

As crianças se sentaram ao redor do círculo e a Mãe jogou nele o trevo que havia tirado de sua caixa quando eles começaram.

‘Agora’, disse ela, ‘o que nós devemos fazer é ficar muito quietos e pacíficos. Se nós tivermos pequenos pensamentos enviados a nós pelo eu animal [Unihipili] sobre aflições, medos e preocupações, as fadas não nos permitirão vê-las. Elas estão em tal paz que mesmo o menor medo que nós possamos ter será como uma parede que nos impede de olhar para o seu mundo adorável, onde tudo é paz e tranquilidade e alegria e calma. Agora veja se você pode olhar para si mesmo e encontrar qualquer coisa que vá fazer uma parede. Olhe dentro de suas cabeças e veja como vocês se sentem por dentro.’

Eva Branco logo gritou: ‘Eu nunca serei capaz de ver as fadas! Nunca, nunca! Assim que eu paro de pensar e começo a olhar para dentro, eu sinto medo e preocupação como se estivesse sonhando um pesadelo. Você acha que eu posso estar lembrando de algum sonho ruim?’

‘Sim, você pode estar’, disse a Mãe. ‘Muitas vezes você vai esquecer os seus sonhos, mas o seu eu animal interior vai se lembrar e fará você se sentir como se algo ruim estivesse prestes a acontecer. Esse sentimento é chamado de medo e pode ser um sentimento muito pequeno ou até mesmo um sentimento grande e ruim. A maneira de se livrar dos medos é conversar sobre eles dentro de sua cabeça com o seu eu animal. Ele não é tão sábio quanto você sobre essas coisas e você tem que ajudá-lo. Você pergunta se há algo agora prestes a machucá-lo. Você pensa em todas as coisas das quais pode ter um pouco de medo e diz a si mesmo, Nenhuma dessas coisas está prestes a acontecer comigo, pelo menos não agora e talvez não o dia todo ou daqui a um ano. Não há nada a temer. E depois disso você pode começar a usar uma maneira mágica de ajudar a sua Unihipili a parar de ter medo e se tornar corajosa, forte, feliz e pacífica. A mágica está em começar a listar todas as suas bênçãos – todas as coisas boas que você tem e que estão acontecendo com você e continuarão acontecendo. Você pode listar em voz alta, Eu não tenho nada a temer porque estou seguro e bem e sou amado, alimentado e cuidado o tempo todo. Eu tenho amigos amorosos que sempre me ajudam quando eu preciso deles. Eu tenho o meu Adão para amar e que me ama e vai cuidar de mim. Eu tenho na cabeça muitas coisas boas aprendidas na escola. Eu tenho a minha parte de um belo jardim e tenho minhas bonecas e animais de estimação. A minha babá chimpanzé me ama e tem tudo para me fazer feliz e totalmente em paz. Então você pode dizer, com firmeza, para que o seu eu animal acredite em você e se lembre do que você diz: EU ESTOU LIVRE DE QUALQUER MEDO. Eu estou seguro e feliz e em paz com todos os meus amigos e DENTRO DE MIM. Meu próprio AUMAKUA virá me ajudar a qualquer momento se eu precisar e contatar. TUDO ESTÁ BEM. TUDO ESTÁ UMA MARAVILHA. TUDO É PAZ.’

Eva perguntou: ‘Eu posso falar sobre algo que me preocupa? Eu tenho vergonha de dizer, isso, mas isso acontece.’

‘Claro’, respondeu a Mãe. ‘Nós somos todos os seus amigos e talvez nós possamos ajudar você se apenas ouvirmos o que você tem a dizer. Vá em frente.’

Eva abaixou a cabeça tristemente. ‘Eu estou com ciúmes da Eva Preto. Ela é tão linda e tão perfeitamente preta e não ficou nem um pouco descolorida. Eu tenho ciúmes dela e vergonha da minha cor branca. Eu sou a mais mal descolorida de todos. Eu tenho que tomar cuidado para não me queimar com o sol e tenho cabelos louros e sardas.’

Eva Preto saltou e correu para se ajoelhar ao lado dela e tomá-la em seus braços. ‘Agora, querida, você nunca diga uma coisa dessas!’ ela disse suavemente. ‘Eu nunca contaria a uma única alma, mas eu tenho ciúmes de você e isso é porque eu acho que você é a garota mais linda de todas! Até as suas sardas são fofas e os seus olhos azuis são como flores!’

Eva Branco colocou as mãos sobre o rosto. ‘Eu lamento, eu chorarei,’ ela sussurrou e o seu Adão, de repente se lembrando de algo, estendeu a mão desajeitadamente para tirá-la de Eva Preto e oferecer um ombro para chorar. A Mãe sorriu gentilmente, em seguida, virou-se e olhou para o Círculo das Fadas e sorriu uma calorosa recepção.

‘A Rainha das Fadas chegou’, disse ela baixinho e todas as crianças fizeram o possível para ver a Pequena Rainha, mas nenhuma delas conseguiu. ‘Foi o amor e a gentileza que a fizeram vir’, disse a Mãe. ‘Tais coisas fazem ela vir melhor do que tudo. Mas agora ela se foi novamente. Agora, se nós estivermos todos prontos, nós veremos se podemos ficar muito quietos e pacíficos dentro de nós?’

Cada um tentou à sua própria maneira. Alguns fecharam os olhos. Alguns mantinham os olhos abertos. Todos tentaram relaxar e ficar quietos, mas era tudo novo e estranho.

A Mãe esperou um pouco, então disse: ‘Respirar fundo algumas vezes e colocar mais força vital [mana] em vocês pode ajudar, mas se algum de vocês têm pensamentos que o incomodam, este seria um bom momento para conversar e tirá-los de você com a ajuda do grupo’.

Eva Pardo Moreno se contorceu inquieta e ergueu a mão. ‘Eu fico pensando naquela terra muito grande que nós vimos ontem, para onde eu irei morar com o meu Adão e fico com medo. Se um tigre estivesse lá e então comesse o Adão, eu estaria completamente sozinha.’

‘Este é um medo muito natural,’ disse a Mãe. ‘Mas sempre há coisas que podem acontecer conosco mais tarde, então o nosso trabalho é encontrar a paz para hoje. Nós devemos pensar fortemente dentro de nós que não adianta se preocupar com coisas que podem nunca acontecer e que estão tão à frente no tempo. Um dia de cada vez, é a maneira de pensar para conseguir que o eu animal [a Unihipili] e a Uhane também, deixem o passado e o futuro cuidarem de si mesmos.’ A tarefa é encontrar a paz no AGORA, não no amanhã ou no dia seguinte, quando ninguém sabe o que acontecerá.’

Adão Amarelo, o Celestial, levantou a sua mão. ‘Eu não tenho medo’, disse ele, ‘mas eu estava me perguntando se quando nós ficarmos muito velhos como os animais e tivermos que morrer, nós devemos ainda não ter medo e tentar ser todos pacíficos?’

A mãe assentiu: ‘Sim, até o último dia. Você vê, o eu animal em nós não entende as coisas tão bem quanto nós, que somos os eus médios ou pensantes. Ele sempre terá medo de morrer porque não sabe que vai apenas dormir e logo acordar como um espírito – o seu corpo todo jovem e bonito a partir da matéria sombreada. Nós, Uhanes, devemos continuar contando isso a ela e evitando que ela tenha medo e se o fizermos, ela nos permitirá atravessar para a brilhante terra do espírito com muito mais facilidade. Você deve sempre se lembrar que quando nós ficarmos velhos e terminarmos com essa encarnação ou vida, nós, os Uhanes, não temeremos a morte – nós vamos ansiar por ela e pelo novo corpo espiritual e dificilmente poderemos esperar. Atravessar então é uma coisa alegre de se fazer. Mas deve-se lembrar de dizer ao eu animal ou a Unihipili como tudo deve ser e fazê-la também desistir de seus pavores e medos. Depois de nós vivermos e descansarmos e passarmos um belo tempo no mundo espiritual, nós estaremos prontos para renascer como um bebê nesse mundo e o nosso Aumakua nos encontrará um belo par de pais que ficarão felizes em nos juntarmos à família deles. Nunca se esqueça de que nada vale a pena temer. Mesmo as piores coisas possíveis não podem durar muito e se elas vierem, a pessoa sempre vai para o mundo espiritual e tudo é corrigido.’

Eva Vermelho disse: “Mãe, nós não poderíamos ficar aqui para sempre no Jardim com você e o Pai? Por que nós temos que crescer e ir para outras partes do mundo para viver?’

‘Não se preocupe com isto’, disse a Mãe. ‘Você ainda ficará aqui conosco por muito tempo. À medida que você cresce e tem os seus próprios filhos, você começará a se sentir corajosa e aventureira – o que significa que você adorará ir a lugares distantes e ter jardins muito grandes – terras inteiras, para você. E você vai querer fazer das terras exatamente o tipo de lugar que você deseja e repará-las para que elas sejam perfeitas para casas para os seus filhos e netos. O seu Adão vai querer ir a novos lugares e fazer um Jardim só dele e onde o seu Adão quiser ir, você ficará feliz em ir para que possa estar com ele e ajudá-lo e zelar por ele.’

Mais uma vez, as crianças ficaram em silêncio e começaram a tentar fazer com que os seus pensamentos fossem felizes e pacíficos. Depois de um tempo, a mãe sussurrou: ‘Tentem pensar em BELEZA e veja a beleza ao seu redor e em seus pensamentos internos. Diga ao seu eu animal que ele caminha em beleza com você e que há beleza diante de você, atrás e acima. Aprenda a ver a beleza que sempre o cerca se você ficar quieto e em paz e puder vê-la, ouvi-la e senti-la. TUDO É BELEZA. Eva Vermelho, isso será fácil para você. Você nunca esquecerá e você ensinará isso a seus filhos para que eles possam andar em beleza por toda a vida. Nada é sem BELEZA se pararmos para procurá-la – mesmo a noite mais negra e sua escuridão perfeita.’

Logo a mãe disse: ‘Isso é suficiente para um dia. Tentem se lembrar de tudo o que nós aprendemos e amanhã e no dia seguinte voltaremos a praticar. Todos os dias as nossas Unihipilis vão acreditar cada vez melhor no que lhes dizemos e um dia uma súbita e profunda glória de paz e beleza parecerá surgir dentro de você e fluir para preencher todo o seu mundo e se você estiver aqui pelo Círculo das Fadas, as fadas aparecerão e dançarão diante de você e um dia a Rainha das Fadas virá a amá-lo por causa da paz e beleza que você traz consigo e ela o tocará com a sua varinha mágica e um dia ela lhe dará o seu beijo mágico, após o qual você sempre poderá encontrar a paz apenas tocando o local beijado.’

Adão Branco perguntou: ‘A Rainha das Fadas e a sua varinha e o seu beijo não são algo parecido com o Aumakua que cada um de nós tem? Parece muito com o mesmo cuidado amoroso. E você tem que chamar e talvez respirar fundo da mesma maneira.’

A Mãe disse: ‘Eu estava me perguntando se algum de vocês percebiam como eles são parecidos. Bem pensado, Adão Branco. Sim, a Rainha das Fadas também é um espírito e também de altíssimo nível. Você pode dizer que ela é um Aumakua para as pequenas fadas e elfos e que quando ela o ajuda, ela está realmente se juntando ao seu Aumakua para fazer isso. Mas você pode ver a Rainha das Fadas e isso ajuda a sua Unihipili a acreditar nela e em sua ajuda – e essa crença é muito boa de se ter. Agora nós vamos para casa. Venham e amanhã vocês podem começar a praticar quando quiserem.’

Com o passar dos dias, as crianças praticavam, às vezes um de cada vez, ou um Adão e uma Eva indo de mãos dadas para praticar juntos no Círculo das Fadas. Eles aprenderam a ficar cada vez mais quietos, por dentro, e descobriram que era uma sensação maravilhosa estar em paz e se livrar de todos os pequenos temores, medos e preocupações.

Então, um dia, Adão e Eva Preto de repente viram todas as fadas e elfos dançando e sua linda Pequena Rainha veio e tocou cada um deles na cabeça com a sua varinha e beijou Adão na bochecha direita e Eva na esquerda. Foi uma coisa muito surpreendente a forma como a paz deles parecia crescer para alcançar todo o mundo e seus corações se encheram de amor e alegria. Eles ficaram tão surpresos e tão felizes que não puderam dizer uma palavra. Eles apenas ficaram muito quietos até que as fadas terminassem a sua dança alegre e se afastassem, seguindo um raio de sol até as folhas de uma árvore até que não pudessem mais serem vistas.

Quando eles chegaram em casa, eles estavam com os olhos arregalados e sem fôlego. A mãe os viu e gritou: ‘Você a viu! Agora não me diga que ela também tocou em vocês com a sua varinha e deu a cada um de vocês um beijo mágico!’

As outras crianças vieram correndo e se reuniram ansiosas para ouvir como tudo tinha acontecido, mas Adão e Eva Preto mal podiam dizer uma palavra porque era tudo tão maravilhoso, a sensação maravilhosa lá no fundo, não do lado de fora. Eles tentaram contar sobre isso, mas logo a Mãe disse: ‘Isso é algo que cada um de vocês deve sentir por si mesmo para entender. Então continuem praticando e tenho certeza de que todos vocês receberão o toque e o beijo mais cedo ou mais tarde.

E eles fizeram. Isso levou mais tempo, mas, uma a uma, cada criança aprendeu a ficar quieta e amorosa o suficiente. Alguns descobriram que se saíam melhor respirando fundo várias vezes de vez em quando enquanto acalmavam as suas mentes e afastavam medos ou preocupações que as suas Unihipilis empurravam de dentro para fora para deixar as suas Uhanes saberem.

Eles também descobriram que quando estavam em paz por dentro, mesmo que não estivessem atentos às fadas, pequenos animais e pássaros paravam de ter medo deles e muitas vezes se aproximavam para conversar por Telepatia. Até as abelhas eram gentis e as deixavam chegar perto de sua árvore de mel sem correr para picá-los. Foi muito maravilhoso ter encontrado a bênção da paz e tranquilidade interior – uma paz que poderia ser obtida em apenas alguns momentos, pedindo e se preparando para isso. E se uma criança estivesse perturbada e não conseguisse ter paz de espírito, tudo o que era necessário era dar quatro longas respirações, colocar um dedo no local onde a Rainha das Fadas havia dado o seu beijo e logo a paz viria para varrer todos os pensamentos perturbados.

A Mãe disse um dia: ‘Se nós não tivéssemos feito mais nada durante as férias, isso teria valido a pena porque nós conhecemos a Rainha das Fadas e nós recebemos o seu toque mágico e o seu beijo suave.’

E todas as crianças concordaram.

Imagem ufo-g1014fe865_1280.jpg – Imagem de Christian Plass por Pixabay

…continua Parte VII…

Muda…

A chuva de bênçãos derrama-se sobre mim, nesse exato momento.
A Prece atinge o seu foco e levanta voo.

Eu sinto muito.
Por favor, perdoa-me.
Eu te amo.
Eu sou grato(a).

Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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