Esse é um dos Princípios mais impactantes do Ho’oponopono.

É o ponto de partida para o processo de resolução de problemas através do Ho’oponopono.

Por isso é de suma importância que esse Princípio seja plenamente conhecido e entendido.

O Ho’oponopono, como nós já vimos, é um processo de arrependimento, perdão e transmutação.

Todas as vezes que nós estamos praticando o processo de resolução de problemas, nós estamos assumindo 100% de responsabilidade pelo que nós estamos experienciando naquele momento e estamos pedindo perdão “para nós mesmos”.

Você já reparou que sempre que você tem um problema, você está presente?

Vale destacar também o que diz o 1º Princípio da Psicofilosofia Huna que, para o melhor entendimento, Dr. Serge King, psicólogo treinado nas tradições Xamânicas do Havaí, traduziu e teceu explicações sobre ele:

“1º PRINCÍPIO: IKE – O MUNDO É O QUE VOCÊ PENSA QUE ELE É. Você cria a sua própria experiência da realidade através de suas crenças, atitudes, expectativas, desejos, medos, julgamentos, sentimentos, pensamentos e ações.”

Joe Vitale em seu livro “Limite Zero” acrescenta de maneira didática:

“Entretanto a verdade é essa: se você assumir a completa responsabilidade por sua vida, então tudo o que você vê, escuta, saboreia, toca ou experiencia de qualquer forma é sua responsabilidade, porque está em sua vida.

Isso significa que a atividade terrorista, o presidente, a economia ou algo que você experiencia e você não gosta, está ali para que você cure [healing]. Isso não existe, por assim dizer, exceto como projeções que saem de seu interior. O problema não está com eles, está em você e para mudá-los, você tem que mudar a si mesmo. Eu sei que isso é difícil de captar, muito menos de aceitar ou de vivê-lo realmente.

Atribuir ao outro a culpa é muito mais fácil do que assumir a total responsabilidade, no entanto, enquanto eu falava com Dr. Hew Len eu comecei a entender essa cura [healing] dele e que o Ho’oponopono significa amar a si mesmo.

Se você deseja melhorar a sua vida, você tem que curar [heal] a sua vida. Se você deseja curar [heal] qualquer outro, ainda que seja um criminoso mentalmente doente, faça-o curando [healing] a si mesmo.”

Oprah Winfrey disse:

“Se você consegue avistá-lo, você o tem [minha observação: se isso está na sua tela de percepção, você é o responsável].”

Nós iremos reforçar o entendimento desse importante princípio buscando apoio não somente nos conceitos e princípios do Ho’oponopono, como também no alinhamento de princípios da metafísica Cristã, do Budismo, da lei da atração, da física quântica, da teoria do espelho e da teoria da negação e projeção.

Conny Méndez – professora e fundadora do movimento da metafísica Cristã, acrescenta mais luz ao nosso entendimento sobre o princípio em epígrafe:

“Cada condição e situação de sua vida é a encarnação de uma crença que você tem no subconsciente. Ela está alojada ali e produzindo o seu igual no exterior. Você já sabe que os pensamentos são ‘coisas’; são matéria. Eles se manifestam no exterior. Eles se convertem em sucessos, doenças, tropeços ou prêmios, desgraças ou felicidades, dependendo se eles são negativos ou positivos e que ninguém tem culpa do que possa acontecer em sua vida. Somente você é o produtor de tudo o que venha a lhe acontecer.”

John Curtin, em seu Webinario sobre Ho’oponopono, disponível no site http://hooponopono.ml/webinario.html, disse à esse respeito:

“O primeiro conceito que nós temos que entender é que nós criamos a nossa realidade. Tudo o que nos rodea nesse preciso momento foi nossa criação. No momento em que você deixar de pensar ou deixar de ter fé, a realidade como você a conhece deixará de existir…”

Lembrando também que fé é essencialmente pensamento.

No livro “Na Palavra do Buddha” (versão na língua Portuguesa em 2010), de autoria de Nyanatiloka Mahathera, que foi um dos primeiros Ocidentais nos tempos modernos a se tornar um Bhikkhu, um monge Budista totalmente ordenado, nós temos a importante afirmação da filosofia Budista:

“Todos os seres são os responsáveis pelas suas ações (karma), herdeiros das suas ações; as suas ações são o útero de onde brotam, eles aprisionam-se com as suas ações, as suas ações são o seu refúgio. Quaisquer ações que façam – boas ou más – eles serão os seus herdeiros. E onde quer que surjam os seres na existência, é aí que as suas ações amadurecerão; e onde quer que amadureçam as suas ações, é aí que ganharão os frutos dessas ações, nesta vida e nas futuras.”

John Curtin ainda nos esclarece sobre o importante e inspirador conceito referente a cocriação, que ele destaca como “convites e comportamentos”:

“…Você só não pode criar um outro ser humano, porque um ser consciente tem o seu livre arbítrio. Mas você pode convidar um ser humano a fazer parte de sua realidade. É assim que as pessoas passam a fazer parte de sua vida. Você não somente as convida a participar de sua realidade, mas também pede que se comportem segundo as suas expectativas”.

É assim e somente assim que as pessoas, circunstâncias, acontecimentos, situações se manifestam em sua vida. Você é 100% responsável por isso.

Para reforçar esse importante e inspirador conceito de “convites e comportamentos”, os Abraham (Esther e Jerry) nos remetem à seguinte reflexão:

“Quando você entender que todas as pessoas, circunstâncias e acontecimentos chegam à sua vida porque você as convidou através de seu pensamento, você começará a viver como pretendia quando você tomou a decisão de adotar esse corpo físico. A partir do entendimento da poderosa Lei da Atração, juntamente com a escolha de criar deliberadamente a experiência de tua vida, você será conduzido a uma liberdade sem igual que somente se pode conseguir graças ao entendimento total e à aplicação da arte de permitir.”

Os Abraham (Esther e Jerry) ainda acrescentam de maneira bem didática para a nossa reflexão:

“Quando você vê algo que você gostaria de experienciar e você diz: ‘Sim, eu gostaria de ter isso’, em razão da atenção que você presta a esse algo, você está convidando esse algo a entrar na sua experiência. Mas quando você vê algo que você não quer experienciar e você grita: ‘Não, não, eu não quero isso!’ você também está convidando esse algo a entrar na sua experiência devido à atenção que você está prestando a esse algo.

Nesse Universo baseado na atração [inclusão], não existe a exclusão. A atenção que você presta a algo faz com que você inclua esse algo na sua vibração e se você o mantenha em sua atenção ou consciência no nível da percepção [consciousness] durante um tempo suficiente, a Lei da Atração o trará à sua experiência, posto que o ‘não’ (minha observação: a exclusão) não existe no Universo que está baseado na atração (minha observação: baseado na inclusão). A sua atenção lhe diz: ‘Sim, traga-me isso que não quero’!”

Os Abraham também afirmam:

“Nada pode vir para a sua vida sem a sua atenção à isso. A maioria das pessoas, no entanto, não é muito seletiva sobre os aspectos dos outros aos quais dá atenção. Em outras palavras, se você percebe qualquer coisa sobre alguém, então você está convidando todos esses aspectos dessa pessoa para a sua experiência. Se você dá a sua atenção apenas às coisas que você gosta nas pessoas, você convidará para a sua experiência apenas essas coisas. Se alguém está em sua vida, você atraiu esse alguém. E embora às vezes seja difícil acreditar, você também atrai qualquer coisa sobre a sua experiência com esse alguém – pois nada pode vir para a sua experiência sem que você o tenha atraído.”

Nós somos 100% responsáveis por nossas experiências e pelas pessoas que fazem parte de nossa realidade, que foram convidadas por nós ou que elas nos convidaram a fazer parte da realidade delas. Nos dois casos, convidante ou convidado, ao percebê-las em nossa experiência (na tela de nossos sentidos físicos…e simplesmente porque nós aceitamos isso…e porque nós demos atenção à isso…e porque nós focamos isso), nós somos então os únicos responsáveis por essa realidade.

Wes Hopper, autor do livro “The Astonishing Power of Gratitude” (tradução livre “O Surpreendente Poder da Gratidão”) afirma de maneira bem didática para se refletir:

“Um dos princípios fundamentais da criação é que aquilo que nós focamos é o que se manifesta em nossa vida. A sua mente, o seu corpo e os seus eventos são a expressão de seus pensamentos, assim se você não é feliz, mude os seus hábitos mentais.”

No livro “Ame a realidade”, a autora Byron Katie nos oferece uma outra interessante e importante reflexão:

“Os demais são a sua imagem refletida em um espelho: o seu próprio pensamento que retorna a você.”

A escritora Rita Homenko em seu livro “Budismo – Psicologia Do Autoconhecimento”, acrescenta mais sabedoria à respeito dessa importante e inspiradora teoria do espelho:

“A consciência no nível da percepção [consciousness] do Zen-Budismo é comparável a um espelho. O espelho é totalmente despersonalizado e desprovido de razão. Se surge diante dele uma flor, ele a reflete; se é um pássaro, ele também o reflete. O belo diante dele é belo, o feio aparece como feio. Tudo ele revela como de fato o é. Não possui poder de discriminação, nem consciência no nível da percepção [consciousness] própria.

Se alguma coisa se aproxima, ele a reflete; quando se afasta, ele se limita a deixar que o objeto se afaste… sem que fique um só vestígio. Essa total indiferença, essa ausência mental, ou a livre existência do espelho pode ser comparada à pura e lúcida sabedoria de Buda (ou natureza Búdica).

Um espelho [minha observação: a nossa mente subconsciente] não se recusa a refletir nenhum objeto. Em outras palavras, na superfície do espelho não há seleção, pois tudo [minha observação: qualquer pensamento por sugestão ou autossugestão] é igualmente aceito.”

Mais um reforço da teoria do espelho que está totalmente alinhada ao princípio de 100% de responsabilidade do Ho’oponopono, é encontrado no livro “University of Success” (tradução livre: “Universidade do Sucesso”), de autoria de Og Mandino, a saber:

“Sim, eu repito, o mundo é um espelho e devolve para cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos, crenças e entusiasmo.”

Osho, em seu livro “The Golden Future” (tradução livre: “O Futuro Dourado”), traz-nos um pouco mais de luz ao entendimento do conceito da teoria do espelho:

“O ser humano está adormecido, mas não é um sono ordinário; ele está adormecido com os olhos abertos. O seu sono é espiritual, não físico. Exatamente como no sono físico a sua consciência no nível da percepção [consciousness] está recheada de sonhos, no sono espiritual a sua consciência no nível da percepção [consciousness] está recheada de pensamentos, desejos, sentimentos — uma quantidade muito grande de pessoas e coisas. Não significa que você está inconsciente no sentido de estar em coma; você está inconsciente no sentido de sua consciência no nível da percepção [consciousness] estar coberta com muita sujeira [minha observação: memórias repetitivas limitadoras].

Exatamente como um espelho: se coberto com muitas camadas de sujeira, ele perderá a qualidade de reflexão, perderá a qualidade de ser um espelho. Mas o espelho está lá; tudo o que é necessário é remover a sujeira. A sua consciência no nível da percepção [consciousness] está lá — mesmo enquanto você está fisicamente adormecido, a sua consciência no nível da percepção [consciousness] está lá, entretanto, agora mais coberta que quando estava acordada.”

Com a Lei da Atração, nós reforçamos o alinhamento ao princípio de 100% de Responsabilidade do Ho’oponopono na seguinte afirmação dos Abraham (Esther e Jerry):

“Seja lá o que eu estou observando, eu estou incluindo em minha vibração.”

O instigante livro “A Biologia da Crença” foi escrito pelo cientista norte-americano Dr. Bruce H. Lipton e o autor explica como todas as células do corpo são influenciadas pelo pensamento e pelo ambiente em que nós vivemos. O livro também explica como o pensamento pode agir dentro da célula e o que há nessa partícula que retém informações e as interpreta de forma a indicar como cada célula deve se comportar. O autor afirma:

“Você é o responsável por tudo em sua vida, desde que você venha a ser consciente de que é responsável por tudo em sua vida.”

Dr. Deepak Chopra nos faz refletir ao perguntar:

“O que significa responsabilidade? Responsabilidade é não ficar culpando alguém ou alguma coisa pela situação, muito menos a si mesmo. Aceitando a circunstância, o fato, o problema como se apresenta no momento, a responsabilidade passa a ser a capacidade de ter uma resposta criativa para aquela situação como ela se apresenta no momento. Todos os problemas contêm em si mesmos as sementes da oportunidade. A consciência no nível da percepção [consciousness] disso permite transformar esse momento numa situação melhor ou numa coisa melhor.”

O escritor Henry Thomas Hamblin, místico e responsável pelo “novo pensamento Inglês”, autor do livro “The Power Of Thought” (tradução livre: “O Poder do Pensamento”), afirmou:

“O Pensamento tem um poder espiritual. É o maior de todos os poderes que o ser humano possui à sua disposição. O mundo atual é o resultado do pensamento coletivo da humanidade. O ser humano se transforma naquilo em que ele pensa; o que nós pensamos se torna um manancial de forças que alimentam todas as nossas ações. Atraindo, assim, as circunstâncias e o ambiente onde ele atuará; o que nós pensamos determina o tipo de amigos e companheiros que nos rodeiam. Pode ser a nossa felicidade ou infortúnio; nos faz gloriosos ou um proscrito sem rumo. Realmente não há limites para o pensamento, é o poder pelo qual nós podemos acender a Deus, é a energia e o poder dados por Deus.”

Henry Thomas também nos brinda em seu livro com uma instigante estória:

“Era uma vez um sábio homem, que vivia numa certa pequena cidade e a quem muitos vinham para pedir orientação. Um dia um recém chegado à cidade foi até o sábio homem e perguntou: Que tipo de pessoas vivem aqui? O sábio homem respondeu com uma pergunta: Que tipo de pessoas viviam na cidade de onde você veio? O recém chegado disse: Ah, as pessoas eram miseráveis, hostis, mesquinhas, indolentes e muito difícil de convivência. Bem, disse o sábio homem… você encontrará o mesmo tipo de pessoas aqui.

Logo outro recém chegado veio até o sábio homem e fez a mesma pergunta: Que tipo de pessoas vivem aqui? O sábio homem respondeu novamente com a mesma pergunta: Que tipo de pessoas vivem na cidade de onde você veio? Ah, o segundo recém chegado respondeu: as pessoas eram fascinantes, gentis, amigáveis e cheias de cordialidade. Eu senti muito ter que deixá-las. Então, disse o sábio homem… você irá encontrar o mesmo tipo de pessoas por aqui.

Exagero à parte, você pode pensar, mas essa estória contém uma grande verdade. O nosso mundo individual é um reflexo da maneira como nós pensamos. Nós o povoamos com ódio e discórdia, amor e harmonia, de acordo com os nossos pensamentos. A nossa vida é repleta de medo na proporção que nós falhamos em nos harmonizar com a Divindade que é a nossa única Realidade.”

Os Abraham (Esther e Jerry) disseram de maneira didática para o nosso entendimento sobre o tema, de uma outra maneira para reflexão:

“Conforme você se move através de suas experiências, algumas vezes você (quando você era bem jovem ou…isso poderia ter acontecido ontem), é exposto a uma experiência – e nós temos que dizer que a Lei da Atração é a razão do que causa essas exposições; você não poderia ser exposto a nada pelo qual não estivesse vibrando – mas algumas vezes você foi exposto a algumas coisas que pareciam tão pequenas e insignificantes. E você deu a isso uma boa dose de atenção e começou a reverberar isso, então a Lei da Atração trouxe mais daquilo para você. Bom… você percebe isso e oferece uma vibração de volta e a Lei da Atração traz mais daquilo e você então oferece mais vibração.

E o que acontece é que você atrai em virtude de sua vibração, não sabendo o que está fazendo e diz ‘Por isso é que eu acredito nisso – há evidência em todo canto para que eu mantenha determinada crença. Há fatos’, ou ‘É a história’, ou ‘Tenho minha própria experiência testificando a veracidade disso’. E nós dizemos que é verdade, mas cada pedaço do fato, da história ou a experiência, sem exceção, está vindo em resposta à vibração que você está oferecendo.”

Michael Losier, especialista em Neurolinguística e na Lei da Atração disse:

“A Lei da Atração é a capacidade que nós temos de, com os nossos pensamentos e as nossas emoções criar a realidade em que nós vivemos. Então, dependendo do que nós pensamos e sentimos, nós podemos atrair coisas boas ou… nem tão boas assim. A Lei da Atração pode ser definida da seguinte maneira: ‘Eu atraio para a minha vida qualquer coisa à qual dedico atenção, energia e concentração, seja em termos positivos ou negativos’. Imagine que você tem um campo de energia ao seu redor e, nesse campo, são capturadas todas as vibrações que você está emitindo. A Lei da Atração está sempre respondendo ao que quer que esteja dentro de seu Campo Vibracional.”

No livro “Working with the Law: Eleven Truth Principles for Successful Living” (Tradução livre: “Trabalhando com a Lei: Onze Princípios da Verdade para Um Viver Bem-Sucedido”), o autor Dr. Raymond HoUiwell nos esclarece:

“Nunca espere algo que não deseja e nunca deseje algo que não espera. Quando você espera algo que não quer, está atraindo o indesejado e quando deseja algo que não espera, está dissipando a valiosa força mental. Por outro lado, quando você está na constante expectativa de algo que deseja persistentemente, a sua habilidade para atrair vem a ser irresistível. A mente é um imã e atrai o que quer que corresponda ao seu estado dominante.”

Dr. Fred Alan Wolf, físico quântico, disse:

“Não pode existir um Universo sem mente. A mente molda a própria coisa que está sendo observada.”

Dr. Deepak Chopra disse:

“Lembre-se, a atenção traz para a existência uma partícula que era a amplitude de probabilidade imersa num campo de todas as possibilidades; a atenção é o mecanismo que precipita um evento espaço-tempo no campo de todas as possibilidades.”

De maneira a reforçar o princípio de 100% de Responsabilidade do Ho’oponopono, nós temos no livro “Um Curso Em Milagres”, uma interessante e didática observação sobre Freud e a sua teoria da negação e projeção, que nós estamos resumindo:

“Projeção muito simplesmente significa que você tira alguma coisa de dentro de si mesmo e diz que realmente isso não está aí (negação); está fora de você, dentro de outra pessoa (projeção). A palavra projeção em si literalmente significa jogar fora ou atirar algo a partir de, ou em direção a alguma outra coisa ou pessoa e isso é o que todos nós fazemos na projeção.”

No livro “Introdução Básica a Um Curso em Milagres”, de autoria do Dr. Kenneth Wapnick, nós temos uma descrição bem didática sobre o processo de projeção:

“Uma das melhores descrições que eu conheço […Dr. Wapnick] desse processo de projeção se encontra no Antigo Testamento, no Levítico, onde é dito aos filhos de Israel o que fazer no dia do perdão, Yom Kippur (dia do perdão, a mais importante data da religião Judaica, celebrado no décimo dia de tishrei ‘entre setembro e outubro’, é dedicado à contrição, às orações e ao jejum, como demonstração de arrependimento e expiação, em busca do perdão divino e de felicidade no ano que se inicia).

Eles devem reunir-se e no centro do campo está Arão que, como Sumo Sacerdote, é o mediador entre o povo e Deus. Ao lado de Arão está um bode e Arão coloca a sua mão sobre o bode e simbolicamente transfere todos os pecados que o povo acumulou durante todo o ano para esse pobre bode. Eles, então, chutam o bode para fora do campo. Esse é um relato perfeito e gráfico do que é exatamente a projeção e, como não poderia deixar de ser, é daí que vem a expressão ‘bode expiatório’.

Você não tem que concordar com o que as outras pessoas dizem ou fazem, mas no minuto em que experiencia uma reação pessoal de raiva, julgamento ou crítica, isso vem sempre porque você viu naquela pessoa alguma coisa que você negou em si mesmo (negação e projeção). ‘Você não pode projetar a sua culpa nas outras pessoas. Você tem que identificá-la em si mesmo e curá-la [healing] onde ela está’. (minha observação: perfeita harmonia entre o sistema de pensamento de UCEM e o Ho’oponopono).”

Dos Manuscritos de Qumran (Mar Morto), Gênese Apócrifo (1QapGen), em “A História do Universo”, nós temos outra didática imagem do que nós queremos dizer com a negação e a projeção. Em determinado momento da descrição, nós temos que Adão e Eva, depois de cometerem o “pecado” (o equívoco) de comerem do fruto da árvore da ciência do bem e do mal, fugiram envergonhados de Deus e quando Deus os encontrou, nós temos o diálogo, que nós resumimos a seguir:

“O Eterno, aproximando-Se do local onde o casal se escondia, perguntou: -Adão, onde estão vocês? Não podendo mais se ocultar de Deus, Adão ergueu-se juntamente com a sua companheira e, cabisbaixos, apresentaram-se ao Criador, prostrando-se trêmulos a Seus pés. Não conseguiram encará-Lo mais, devido ao senso de culpa.

O Criador, carinhosamente, tomou-os pelas mãos, erguendo-os do chão, e, com expressão de tristeza no semblante, perguntou-lhes: – Por que vocês fugiram de Mim? Acaso comeram do fruto da árvore da ciência do bem e do mal? Adão, todo trêmulo, com voz entrecortada por soluços de temor, respondeu: -A mulher que me deu por companheira, ela deu-me o fruto e eu comi. Com essa resposta, Adão procurava desculpar-se [minha observação: negação], lançando [minha observação: projeção] a culpa sobre a sua esposa. Voltando-Se para Eva, o Eterno indagou-lhe: – Por que você fez isso? Eva prontamente respondeu-Lhe: – Aquela serpente me enganou e eu comi.

Ambos não queriam reconhecer a culpa [negação], lançando-a sobre outrem [projeção]. Em suma, atribuíam ao Criador a responsabilidade por todo o mal praticado: ‘Por que Ele lhes concedera o livre-arbítrio? Por que Ele criara a mulher? Por que Ele criara a serpente?’

Silente, Deus observava os Seus filhos que, tímidos e desconcertados, permaneciam diante de Si. Com profunda tristeza, Ele previu que essa seria a experiência de incontáveis seres humanos no decorrer da história. Quantos haveriam de se perder por não reconhecerem a própria culpa! Quantos procurariam justificar-se, lançando os seus erros sobre os outros e até mesmo sobre o Criador!…”

Dr. Carl Gustav Jung disse:

“Como se sabe, não é o sujeito que projeta, mas o inconsciente. Por isso não se cria a projeção: ela já existe de antemão”. 

Imagem ashutosh-saraswat-CXyz3qljaH8-unsplash.jpg

Muda...
A chuva de bênçãos derrama-se sobre mim, nesse exato momento.
A Prece atinge o seu foco e levanta voo.
Eu sinto muito. Por favor, perdoa-me. Eu te amo. Eu sou grato.
Está feito! Aloha.
Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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