Esse artigo foi publicado pela primeira vez em 1945 como a primeira introdução de MFL à Huna.

MFL – Max Freedom Long

HUNA – THE WORKABLE PSYCHO-RELIGIOUS SYSTEM OF THE POLYNESIANS

Fonte: https://www.maxfreedomlong.com/articles/max-freedom-long/huna-the-workable-psycho-religious-system-of-the-polynesians/

Tradução livre Projeto OREM®

HUNA – O SISTEMA PSICO-RELIGIOSO PRATICÁVEL DOS POLINESIOS

PARTE I: A INVESTIGAÇÃO DE HUNA E COMO ELA SURGIU

“Durante o século passado, foram feitas investigações sobre magia nativa na África, Índia e outras partes do mundo. Os fenômenos Espiritualistas foram certificados como genuínos e estudados meticulosamente por mais de uma centena de cientistas reconhecidos. As religiões foram pesquisadas e a cura milagrosa instantânea ou quase instantânea em Lourdes verificada.

Mas de todos esses estudos e esforços não surgiu nada que se assemelhasse vagamente a um sistema básico definido, filosofia, teoria ou ciência psicoreligiosa que explicasse, mesmo em termos mais gerais, os fenômenos dos vários campos. De fato, as investigações nesses campos começaram a chegar a um impasse há vários anos. Novas descobertas têm sido deficientes visivelmente.

Enquanto isso, nos anos seguintes a 1880, no campo pouco notado da Polinésia, iniciou-se uma investigação que, depois de setenta anos, finalmente produziu uma teoria geral que promete quebrar o impasse e fornecer respostas para uma série de perguntas enigmáticas.

Essa investigação foi iniciada pelo Dr. William Tufts Brigham, curador de longa data do Museu Bishop em Honolulu. No Havaí havia, até cerca de 1900, muitos Kahuna, ou sacerdotes nativos, que, embora proibidos, eles trabalhavam entre os seus compatriotas Havaianos como curadores do corpo e da bolsa, ou usavam as temidas ‘orações da morte’. Alguns andavam sobre os transbordamentos de lava que foram resfriados apenas o suficiente para suportar o seu peso. Alguns demonstraram cura instantânea e o jovem cientista teve a sorte de poder observar e estudar um caso em que um rapaz, morto por afogamento por dezesseis horas, foi trazido de volta à vida através do uso de magia nativa. Depois de caminhar sobre o fogo sob a proteção de um Kahuna e verificar a cura e outros fenômenos que eles [os Kahuna] produziam, o Dr. Brigham chegou à conclusão de que por trás dessas atividades e similares devia haver um único sistema científico básico, como uma corda na qual as miras da religião, fenômenos psíquicos, psicologia e magia nativa foram amarradas. Ele redobrou os seus esforços para descobrir esse sistema.

…um único sistema científico básico, como uma corda na qual as miras da religião, fenômenos psíquicos, psicologia e magia nativa foram amarradas.

Os(as) Kahuna, (a palavra significa ‘guardião do Segredo’) tinham um estrito culto de sigilo. Eles lhes contariam muito pouco sobre a sua tradição. O pouco que eles contavam era tão estranho e tão confuso, por causa do uso de palavras Havaianas ininteligíveis, que ele quase não conseguia entender. A forma anaana da ‘oração da morte’, porém, foi estudada e parcialmente explicada em termos de Espiritismo.

No ano de 1919 eu [MFL] fui ao Dr. Brigham para perguntar que informações científicas poderiam estar disponíveis sobre as atividades dos Kahuna, de quem eu tinha ouvido muitas histórias selvagens durante os meus três anos nas Ilhas. Desenvolveu-se uma amizade e eu fui convidado a fazer uso de todos os materiais que ele havia reunido e a continuar o estudo se pudesse.

Eu era treinado na questão da correta abordagem científica para esse campo desconhecido e seus materiais. Eu tive muitos casos de cura Kahuna e outras atividades descritas em grande detalhe para o meu benefício e discuti esses casos com o meu mentor à luz do que era conhecido nas Psicociências naquela época, que era quase tanto quanto se sabe nesses dias de impasse.

Sobre um conjunto de conclusões, o Dr. Brigham insistiu:

1. Que aqui deve haver alguma forma, ou mônada ou entidade de consciência que estava no homem ou fora dele e que um Kahuna era capaz de contatar através de cerimonial ou oração.

2. Essa consciência não identificada pode usar uma força não identificada de forma a controlar a temperatura na caminhada sobre o fogo ou fazer mudanças [na] matéria física na cura instantânea.

Como essas conclusões apontavam inevitavelmente para um sistema básico de natureza psicoreligiosa, era necessário decidir que ainda havia muito a ser descoberto na nova ciência da Psicologia e muito a ser explicado nos fenômenos da Ciência Psíquica.

Na ausência da menor pista do que essas coisas poderiam ser, eu certamente teria me recusado a participar de uma investigação tão sem esperança se não fosse por um fato notável. Esse fato foi de que esse sistema básico secreto e misterioso não era uma questão de palavras vazias e teorização. ELE FUNCIONAVA. Ele estava vivinho da silva (saudável), mesmo que em seu esforço de morte (destruição). O Dr. Brigham havia sido muito cuidadoso ao verificar os materiais da investigação. Eu já havia verificado algumas coisas menores (e logo verificaria algumas realizações mais importantes de um Kahuna).

A coisa não podia ser ignorada. Havia algo bem ali embaixo de nossos narizes que FUNCIONAVA e mesmo que escapasse ao nosso alcance, parecia inconcebível que, com a ciência moderna tão avançada, nós não devêssemos chegar ao fundo do mistério.

Alguns anos depois, o Dr. Brigham morreu em idade avançada, muito homenageado, mas ainda com uma curiosidade ardente insatisfeita.

Eu continuei o trabalho, coletando mais materiais no campo, observando qualquer novo desenvolvimento nas Psicociências que pudesse me dar uma pista do ‘segredo’ de um Kahuna e indo absurdamente longe às vezes, esperando encontrar um vislumbre de luz sobre os problemas desconcertantes. Finalmente, em 1935, foram descobertas novas pistas que levaram diretamente ao sistema básico. No devido tempo, foi possível explicar em termos bastante gerais uma parte da teoria básica e seus métodos de aplicação. Era o antigo ‘Segredo’ da Huna, de um Kahuna.

As novas pistas vieram em grande parte por meio de um estudo dos significados das raízes das palavras Havaianas.

No verão de 1935, houve progresso suficiente para a compreensão da antiga tradição que um relatório parecia estar em ordem.

Eu escrevi esse relatório e ele foi publicado em 1936, em Londres, pela Rider, sob o título de RECUPERANDO A MAGIA ANTIGA. O estudo e seus materiais foram descritos e conclusões provisórias dadas. Foi solicitada assistência a qualquer leitor do relatório que pudesse ter conhecimento desse ou de áreas afins ou de materiais similares.

Um leitor foi W. R. Stewart, correspondente aposentado de jornal, morando na Inglaterra. Ele havia se envolvido em sua juventude em um esforço para aprender magia nativa de uma tribo Berbere isolada na Cordilheira do Atlas, no norte da África. Lá, ele estudou crenças e práticas que, anos depois, ao ler o relatório, viu provindas da mesma fonte original. Dizia-se que as palavras usadas para nomear os elementos na versão Berbere do sistema pertenciam a uma língua sacerdotal secreta, mas, em comparação com palavras Havaianas semelhantes, provaram ser idênticas, exceto por pequenas mudanças que podem ser atribuídas a diferenças no dialeto. Tais diferenças linguísticas são encontradas entre os onze ramos tribais Polinésios no Pacífico. A língua comum da tribo Berbere era um Turco degradado. Stewart juntou-se à investigação, que naquela época, 1937, havia atingido um estágio avançado. Ele acrescentou as suas descobertas e contribuiu de muitas outras maneiras. Infelizmente, a sua morte em 1943 roubou o trabalho de sua ajuda, mas, quando a Segunda Guerra Mundial terminou, o sistema básico foi considerado desenvolvido na medida do possível até que pudesse ser posto à prova de uso prático.

Espera-se que os esforços para aplicar o sistema básico e duplicar as partes mais valiosas da prática Kahuna corrijam erros e tornem possível o aperfeiçoamento do sistema.

Para esse fim, grupos experimentais estavam se formando (no final de 1945) em Los Angeles, com outros grupos a serem formados na Austrália e na Inglaterra.

Embora esse relatório de esboço da investigação pretendia ser um texto parcial para uso de grupos experimentais, também ele foi disponibilizado ao público.

Um relato muito mais completo e detalhado da longa investigação estava planejado quando a última etapa, a etapa experimental, tivesse adicionado a sua cota.

PARTE II: DA CAMINHADA SOBRE O FOGO À CURA INSTANTÂNEA

A caminhada sobre o fogo (incluindo toda a imunidade ao fogo) e a cura instantânea são pontos de partida muito bons para uma explicação da antiga tradição Polinésia ou pré-Egípcia chamada ‘O Segredo,’ ou, em Havaiano, Huna.

Não há nada de misterioso em pés descalços ou em carvões incandescentes, pedras quentes ou fluxos de lava quente. Não há nada de misterioso em um osso quebrado ou em um câncer. Os nossos materiais estão abertos para exame. Os pés podem ser examinados após o contato com o calor em caminhadas sobre o fogo. O osso quebrado ou o tecido canceroso que foi instantaneamente curado permanece simples osso e tecido.

Vamos primeiro considerar alguns casos de andar sobre o fogo, tendo em mente duas questões: (1) A que deus se ora para obter imunidade ao fogo e (2) que forma de ‘purificação do pecado,’ se houver, é necessária antes de poder andar sobre o fogo?

CASOS DE CAMINHADAS SOBRE O FOGO PARA CONSIDERAÇÃO

Kuda Bux andou sobre o fogo em 1936 perante o Conselho de Pesquisa Psíquica da Universidade de Londres. Ele era um nativo da Índia, da fé muçulmana. Antes de sua demonstração, ele fechou os olhos, levantou a mão e recitou uma oração do Alcorão.

Na Birmânia, onde um cavalheiro tirou fotos de caminhadas em massa sobre o fogo em que alguns nativos foram gravemente queimados, mas muitos saíram ilesos, anos de jejum e outras práticas de purificação foram a preparação para a façanha.

Nas Filipinas, os Igorotes têm feito caminhadas sobre o fogo admiráveis ​​há séculos. Um grupo deles veio a Seattle e se apresentou quase diariamente em uma feira. Essas pessoas costumavam ser famosas por caçar cabeças e andar sobre o fogo.

Na Polinésia, a caminhada no fogo é feita depois de oferecer uma oração ritual a um ‘deus nativo.’ O Dr. Hill, da Universidade do Sul da Califórnia, relata ter visto um jovem branco tentando caminhar sobre as mesmas pedras quentes depois que os nativos terminaram. Ele orou ao seu Deus, concentrou os seus pensamentos e começou a atravessar. Uma briga de cães estourou ao lado do leito e distraiu a sua atenção por um momento. Nesse instante ele levantou um pé, que mais tarde, mostrou uma grande bolha, mas continuou a caminhada com sucesso até o fim.

Um homem branco que é um artista profissional, come brasas vivas, bebe água fervente, agarra barras de ferro em brasa nos dentes e dobra as pontas para cima e para baixo, também deixa a chama cortante de um maçarico de solda tocar repetidamente o lado de dentro de sua boca e garganta. Ele diz que está consciente de uma entidade invisível ou espírito presidindo o fogo e que faz um pedido mental de proteção que é concedido instantaneamente.

Em Palm Springs, alguns anos atrás, um rapaz índio do deserto pegou grandes carvões de uma fogueira e os segurou em suas mãos, estendendo-os aos turistas na plateia e desafiando-os a pegar os carvões oferecidos a eles. Pouco se sabe sobre os preparativos feitos pelos manipuladores de fogo das tribos indígenas, mas eles também têm as suas orações, seus ritos e seus deuses.

No Havaí, até o ano de 1900, a caminhada sobre o fogo era feita em transbordamentos de lava derretida assim que esfriassem o suficiente para suportar o peso de grandes pedras lançadas sobre ela. O Dr. Brigham caminhou com sucesso sobre tal leito de lava sob a proteção de três sacerdotes nativos ou Kahuna. Ele se recusou a tirar as suas botas pesadas e durante a passagem sobre a lava estas foram queimadas até os seus pés, assim como os seus dois pares de meias pesadas. Esses nativos rezavam para algum deus, mas o Dr. Brigham não conseguia aprender sobre a sua natureza. Externamente, era a deusa dos vulcões, Pele, sobre quem as lendas nativas continuam a se acumular até hoje.

Se a cura instantânea fosse conhecida apenas no Havaí, não importa quão cuidadosamente ela tivesse sido estudada e verificada lá pelo Dr. Brigham e outros, poderia haver alguma desculpa para aqueles que negam tal possibilidade. Mas, desde que outro cientista muito mais conhecido, Dr. Alexis Carrel, acrescentou a sua verificação em seu livro, ‘Man the Unknown’ [tradução livre: ‘Homem o Desconhecido’], não há mais justificativa para qualquer negação do fato básico de que a cura instantânea é possível. Ela foi provocada no Havaí pelos Kahuna e ainda está sendo provocada por agências misteriosas em santuários sagrados em várias partes do mundo.

Como todos os caminhos levam a Roma, todos os indícios apontam para a existência de um sistema básico por trás desse fenômeno e para o fato inegável de que é um sistema viável.

A cura instantânea não pode ser repetida várias vezes no mesmo osso quebrado ou câncer, portanto, o paciente não tem chance de se tornar experiente em sua parte, assim como faz o andador sobre o fogo para quem os deuses realizam uma magia semelhante, repetidamente, mediante solicitação. A cura instantânea, embora semelhante em seus mecanismos, é rara. É mais bem estudada nos casos em que uma parte definida do corpo é curada. Doenças casuais podem ser suspeitas de simplesmente desaparecer por conta própria.

CASOS DE CURA INSTANTÂNEA PARA CONSIDERAÇÃO

Os melhores exemplos de cura instantânea ou milagrosa foram verificados e estudados no santuário de Lourdes, na França. Casos típicos são os de cicatrização de deformidades da coluna vertebral ou tecidos cancerosos. A cura pode ser instantânea ou pode levar até três dias. A oração geralmente é dirigida a Deus ou a Cristo ou ao santo padroeiro do santuário. A pessoa curada pode não estar orando por sua própria cura no momento, mas acredita-se que alguém nas proximidades esteja sempre orando no instante da cura. Várias preparações por meio de ‘purificação do pecado’ são feitas pelos pacientes como regra.

No Havaí um Kahuna curava instantaneamente em alguns casos. Dr. Brigham observou dois casos de cura instantânea. Ossos quebrados foram bruscamente fixados e uma oração murmurada foi feita.

O paciente foi então declarado curado e imediatamente pôde usar o membro lesionado. J.A.K. Combs de Honolulu, observou o uso de métodos semelhantes quando a avó Kahuna de sua esposa curou uma fratura exposta do tornozelo dessa maneira. O paciente era um homem nativo, muito gentil e querido, mas estava muito bêbado no momento da lesão e durante a cicatrização, que foi realizada poucos minutos após o acidente. (Ele havia saído de um automóvel parado em uma vala cheia de areia muito macia.)

Nos casos Havaianos, às vezes havia cura instantânea realizada sem preparação do paciente, embora para os casos de doenças de longa data os ritos de purificação fossem quase sempre usados ​​como preliminares.

Nós podemos resumir dizendo que não se deve orar a nenhum ‘deus’ em particular. Nenhuma crença religiosa específica é necessária. As ideias do que faz um pecado podem variar, assim como os graus de esforço para obter a purificação. Ou, em alguns casos, a purificação não é necessária. Além disso, os valores morais são uma questão de geografia, como visto no caso dos caminhantes sobre o fogo caçadores de cabeças.

Embora nós ainda não estejamos prontos para entrar na questão da ‘purificação do pecado,’ pode-se notar que o único ‘pecado’ reconhecido por Huna é o de ferir o outro injustamente. O gentil Havaiano havia bebido muito livremente na festa na praia, mas não havia machucado ninguém e não precisava de purificação. As curas atribuídas a Jesus não são nada incríveis à luz da Huna. Às vezes ele perdoava os pecados dos que estavam prestes a serem curados e às vezes não.

destaque: As curas atribuídas a Jesus não são nada incríveis à luz da Huna.

AS TRÊS COISAS NECESSÁRIAS PARA A CURA INSTANTÂNEA

Três coisas estão envolvidas no mecanismo de cura instantânea e de caminhada sobre o fogo, conforme descrito em Huna:

  1. Alguma inteligência sábia o suficiente para provocar a cura ou mudanças de temperatura quando solicitada a fazê-lo.
  2. Alguma força ou poder a ser usado para fazer as mudanças.
  3. As substâncias que são alteradas no processo de cura.

Também as substâncias que estão envolvidas na feitura e oferta da oração. Os três são a tríade básica: Mente-Força-Matéria.

Existem nove elementos no homem, no sistema Huna, com o corpo físico humano para perfazer o décimo. A MENTE É DIVIDIDA EM UMA TRÍADE DE TRÊS GRAUS DE CONSCIÊNCIA. A FORÇA É DIVIDIDA EM UMA TRÍADE DE TRÊS TENSÕES DE FORÇA. A MATÉRIA É DIVIDIDA EM UMA TRÍADE DE TRÊS DENSIDADES DE UM CERTO TIPO DE MATÉRIA SUTIL. O conceito é simples e bem ordenado.

SEÇÃO 1. O ELEMENTO DA CONSCIÊNCIA

Nós não podemos usar um esforço da vontade ou mesmo sugestão hipnótica ao subconsciente para causar imunidade ao fogo ou cura instantânea, por isso nós devemos procurar uma Consciência Superior que seja mais sábia e mais poderosa do que nós. Imediatamente nós pensamos em Deus.

Mas essa resposta precisa de mais compreensão da natureza de Deus do que a maioria de nós possui. Nós vamos examinar o conceito-de-deus da HUNA reconstruída.

Nós começamos com a ideia de que as nossas mentes são incapazes de compreender a verdadeira natureza de Deus. Os antigos Kahuna diziam que Ele era um ser trino e que entre Ele e o homem havia vários graus de Seres Conscientes. O grau de seres apenas um degrau acima do homem era tão difícil de imaginar e entender que os esforços para compreender níveis ainda mais elevados foram abandonados como inúteis. Pensava-se que, se a humanidade precisasse ter contato com os níveis ainda mais elevados, os deuses mais próximos cuidariam para que os deuses superiores fossem adequadamente abordados. Isso simplifica muito as coisas. Agora nós podemos considerar o que foi aprendido sobre os seres no nível logo acima do nosso. Com isso, nós queremos dizer seres capazes de usar uma forma de pensamento ou pensamento próximo da linha de superioridade à nossa.

VER O FUTURO

Ver o futuro é algo que nós podemos tentar fazer horas a fio e não conseguir. Os nossos sujeitos da experiência hipnotizados não podem fazê-lo sob ordem. Mas muitas vezes o futuro é vislumbrado por sujeitos hipnotizados, por pessoas normais acordadas ou em nossos sonhos. Ver o futuro não é a nossa habilidade, é uma habilidade do Deus logo acima de nós. Tem uma maneira misteriosa de ver o futuro e nos dá as nossas premonições, os nossos sonhos e as nossas visões em momentos imprevisíveis, nunca diretamente para a mente Uhane [Mente Consciente], mas por meio das Unihipili [Mente Subconsciente]. (Essas duas partes da mente não estão permanentemente unidas, mas são entidades separadas, como nós veremos no devido tempo.)

CONSTRUR O FUTURO

Construir o futuro é outra atividade atribuída aos Seres Conscientes logo acima do nosso nível. Os antigos chamavam esses Seres de Aumakua [Mente Supraconsciente]. Em Psicologia, nós podemos chamá-los de Superconsciente. Um bom termo é Aumakua. Considerados como uma comunidade combinada de espíritos ou entidades, eles podem ser a nossa Consciência Crística ou Mente Universal (O homem é uma trindade composta de três ‘eus’ ou espíritos, o eu Unihipili, o eu Uhane e o eu Aumakua.) O FUTURO é visto na Huna a ser construído pelo Aumakua. Ele expõe os principais pontos da vida do indivíduo do qual faz parte. Mas o futuro do dia a dia é construído tomando os pensamentos, esperanças, medos e planos dos dois eus inferiores, o Unihipili e a Uhane e usando-os como ‘sementes’ figurativas a partir das quais fazem crescer os eventos de nossos amanhãs. (Vide gráfico abaixo)

LIVRE-ARBÍTIO

Nós temos livre-arbítrio na medida em que nos é permitido pensar o que nós desejamos, ter problemas e fazer o que nós queremos ao fornecer os materiais que seguem (como que automaticamente) para criar as nossas condições futuras e eventos da vida. Isso responde ao problema do livre arbítrio e da predestinação. Exceto pela determinação dos eventos de longo prazo de nossas vidas, como nascimento, raça e lugar, nós exercemos o livre arbítrio.

A CURA INSTANTÂNEA

A cura instantânea é obtida ao decidir que nós queremos um futuro em que nós não estejamos doentes, mas curados. Se nós pedirmos ao Aumakua para curar um osso quebrado instantaneamente e assim for feito, nós podemos dizer que o Aumakua mudou o futuro instantaneamente para nós no que diz respeito a ter um osso quebrado. Nós podemos dizer o mesmo de andar sobre o fogo. Há outras coisas envolvidas nesses assuntos, é claro, mas o ponto a ser enfatizado aqui é que nós, como AGENTES LIVRES, precisamos decidir o que nós queremos e manter essa decisão como o passo inicial para obter ajuda do Aumakua. (Isso se aplica à CURA DO BOLSO [financeira] E CIRCUNSTÂNCIAS TAMBÉM, um ramo da cura ainda mais importante do que a cura corporal.)

A FORMA DE MENTAÇÃO

A forma de mentação usada pelo Aumakua inclui a habilidade de ver aquela parte do futuro QUE FOI CRISTALIZADA OU CONSTRUÍDA para a nação ou para o homem. Há muito do futuro do indivíduo criado dia a dia e mudado dia a dia à medida que nós mudamos os nossos planos e pensamentos, de modo que a parte NÃO CRISTALIZADA ou não construída do futuro não pode ser vista. O passado pode ser visto. Coisas à distância podem ser vistas. O Aumakua parece não ser prejudicado pelo que nós chamamos de ‘razão’ ou ‘memória,’ que são as formas de mentalização utilizadas pelas Unihipili e Uhane. Nós, como eus da mente Uhane, não podemos compreender uma forma de mentalização superior à nossa. Nós só podemos observar as coisas que o Aumakua é capaz de fazer com a sua forma superior de capacidade de pensamento e então tirar as conclusões que nós pudermos. Deus é incognoscível para nós. O Aumakua pode ser conhecido em parte. É muito parecido com a relação entre um homem e o seu cachorro. O homem cuida do cachorro e planeja as ‘obrigações’ na vida e nas atividades do cachorro. Mas o cão pode fazer o que quiser na maior parte do tempo. Ele pode ter problemas e então, se for esperto, corre para pedir ajuda ao seu mestre. O mestre entende o seu cachorro. O cão sabe muito sobre o seu mestre, mas como ele tem apenas uma mente canina, muitas das atividades e propósitos do mestre devem permanecer misteriosos. Essa relação cão-mestre também é uma boa ilustração da relação do eu Unihipili com o eu Uhane.

Deus é incognoscível para nós.

SEÇÃO 2. O ELEMENTO DA FORÇA

Nós vimos que o Aumakua é o elemento da consciência envolvido na cura instantânea e na imunidade ao fogo. Vamos agora considerar a força que ele usa.

EM HUNA TODAS AS COISAS SÃO TRINAS

Há sempre (1) um ser consciente usando (2) uma força ou poder para trabalhar, (3) alguma forma de matéria, seja ela densa ou etérica.

A FORÇA VITAL É A FORÇA USADA PELO AUMAKUA

O homem trino tem três voltagens dessa força eletrovital. No laboratório nós medimos a força vital do corpo. É do nível de três a quatro milhões de volts. Força semelhante é encontrada no cérebro, mas a sua voltagem aumentou um milhão de volts para o próximo nível mais alto. O Aumakua não vive no corpo com os eus Unihipili e Uhane e, portanto, ainda não teve a sua voltagem de força vital reconhecida pelos homens de laboratório. A Huna reconhece três níveis, graus ou voltagens de força vital, uma voltagem para cada um dos três eus ou entidades. A voltagem usada pelo Aumakua é maior do que aquela usada como ‘vontade hipnótica’ pelo eu Uhane, então deve cair na faixa de cinco a seis milhões ou variação de um ‘quebrador de átomos’ [‘acelerador de partículas’].

QUEBRADORES DE ÁTOMOS

As voltagens de um quebrador de átomos de força eletrovital, usadas pelos Aumakua, são consideradas a resposta de como o calor é controlado na caminhada sobre o fogo, ou tanto o calor quanto o frio são regulados quando as substâncias materiais em uma fratura óssea são DISSOLVIDAS PARA A FORMA ETERICA E ENTÃO RESOLIDIFICADA como um osso intacto.

Os APORTES [apports; materializações] nas sessões espíritas são produzidos diluindo a substância do objeto ou coisa viva, depois transportando-a para algum outro lugar e resolidificando os materiais. Os espíritos dos mortos são capazes de obter a ajuda de seus Aumakua para produzir aportes e os fenômenos de ‘transporte, levitação, materialização, etc.’ Os espíritos dos mortos não são mais capazes de sentir, reconhecer e compreender os Aumakua do que nós, os vivos, somos. Eles tentaram explicar os fenômenos que são instrumentais na produção, mas as suas suposições não concordam. (Ao aprender a usar o sistema Huna, é de se esperar que nós, os vivos, trabalhemos com os Aumakua e produzamos tais fenômenos sem a necessidade de depender dos mortos.)

A FORÇA VITAL

A força vital é feita em quantidade no nível da terra. As plantas têm isso. Animais e homens a geram a partir dos alimentos que usam. O eu Unihipili no corpo gera e usa a BAIXA TENSÃO DA FORÇA VITAL. Este nível de força é tomado pelo eu Uhane e a sua tensão é aumentada para a MÉDIA TENSÃO DA FORÇA VITAL que é usada como a ‘vontade’ para controlar o Unihipili. O Aumakua extrai força vital do corpo e eleva as suas voltagens até a ALTA TENSÃO DA FORÇA VITAL para usar na cura instantânea e em outras coisas.

SEÇÃO 3. O ELEMENTO DA MATÉRIA

Nós vimos o grau de consciência e a voltagem da força vital envolvida na imunidade ao fogo e na cura instantânea. Agora nós chegamos ao terceiro elemento da tríade, a MATÉRIA.

Existem dois graus de matéria ou substância a serem considerados. Primeiro, há a substância em um osso quebrado ou em uma parte doente ou deformada do corpo. Esta é a matéria facilmente compreendida que é dissolvida em forma etérica invisível e resolidificada como porções corporais normais ou ‘curadas.’

O segundo grau de matéria é aquela fina substância etérica da qual os corpos são representados como fantasmas. Tudo tem um corpo sutil e sombreado que é um MOLDE [perfeito] DE CADA PARTE MICROSCÓPICA DELE. Cada um dos três eus tem um corpo sombreado. A consciência e a força vital não podem funcionar sem material, por isso mesmo o Aumakua tem que ter um corpo, mesmo que seja apenas etérico.

Durante a vida, a Unihipili e a Uhane interpenetram o corpo físico grosseiro com os seus corpos sombreados. Na morte, os corpos sombreados são retirados e vividos no ‘outro lado.’ O Aumakua vive em seu corpo sombreado o tempo todo, nunca entrando no corpo físico, mas muitas vezes tocando-o, especialmente durante o sono. A auréola sobre as cabeças dos santos em pinturas antigas representava o Aumakua pairando sobre o santo em seu corpo sombreado.

A SUBSTÂNCIA DE QUE SÃO FEITOS OS CORPOS SOMBREADOS

A substância de que são feitos os corpos sombreados é ideal para o armazenamento de suprimentos de força vital. Também é um condutor perfeito. Os espíritos dos mortos podem tirar força vital dos vivos e armazená-la em seus corpos sombreados. Com ela eles produzem fenômenos psíquicos de tipos limitados, por exemplo. mesas em movimento.

O CORPO SOMBREADO DA UNIHIPILI

O corpo sombreado da Unihipili é um molde de cada tecido do corpo físico. Esse molde pode ser retirado quase completamente do corpo por um tempo sem que os materiais dos tecidos comecem a se desintegrar. ESSE MOLDE não está bem preenchido. Não tem forma fixa, mas pode ser esticado, alongado ou feito de um tamanho diferente. ELE É INQUEBRÁVEL. Um osso pode quebrar, mas não a parte sombreada do corpo que é o molde dessa parte quebrada. Tecidos cancerosos podem invadir o molde sombreado, mas não alterá-lo. ASSIM, O PROCESSO DE CURA INSTANTÂNEA É AQUELE EM QUE O MOLDE É ESVAZIADO DE TECIDOS QUEBRADOS OU DOENTES E É RECARREGADO COM SUBSTÂNCIAS BÁSICAS PARA SE CONFORMAR COM O MOLDE NÃO LESADO.

Pode-se acrescentar que o Aumakua pode fazer muitas outras coisas. Ele pode, diretamente ou por meio de seus associados de alto nível, exercer controle sobre as condições climáticas ou sobre a vida animal, inseto ou vegetal. Não podemos entender exatamente como esse controle é exercido, mas nós podemos observar os resultados obtidos, que são, para fins práticos, bastante satisfatórios. O Kahuna da tribo Berbere conhecida por W. R. Stewart, afirmou que, de acordo com a história tribal, a Grande Pirâmide do Egito foi construída por seus ancestrais Kahuna. Eles contataram os Aumakua e associados daquele nível para cortar a pedra e transportá-la para o lugar na estrutura da pirâmide. Pedras de um corte e colocação perfeitos semelhantes podem ser vistos no México e lugares mais ao sul. Embora nós não tenhamos como verificar afirmações como as da Berbere Kahuna, nós sabemos pela descoberta da ciência psíquica moderna que performances semelhantes em menor escala são possíveis. Partes de pedras têm sido usadas como aportes, sendo as partes cortadas sem nenhuma dificuldade aparente. O corte não é uma quebra, mas deixa uma superfície lisa e às vezes quase polida.

Assim, o processo de cura instantânea é aquele em que o molde é esvaziado de tecidos quebrados ou doentes e é recarregado com substâncias básicas para se conformar com o molde não lesado.

PARTE III: COMO O AUXÍLIO DO AUMAKUA É OBTIDO

Nas Psicociências, todas as quais são novas e incompletas, nós não encontramos nenhum reconhecimento do Aumakua ou de sua voltagem de força vital. Naturalmente, não tem tido nenhum esforço para encontrar uma maneira de entrar em contato com os Aumakua ou obter a sua ajuda.

Na religião, porém, há resquícios de um mecanismo de oração. É para a oração que nós precisamos olhar quando nós nos voltamos para a Huna por uma explicação de trabalho. Esse é o coração do sistema básico e é com o mecanismo de oração que os grupos experimentais devem aprender a trabalhar.

O Aumakua não reside no corpo físico, mas fora dele. Nós não sabemos exatamente onde. Mas quando nós oramos para ele pedindo ajuda, nós devemos ser capazes de fazer contato com ele e considerar a nossa oração. Por isso, a nossa primeira pergunta é como as Uhane e as Unihipili podem se comunicar com os Aumakua.

É para a oração que nós precisamos olhar quando nós nos voltamos para a Huna por uma explicação de trabalho.

Toda comunicação entre seres sencientes deve ser feita por meio de pensamentos, ou palavras representando pensamentos, ou por meio de símbolos de pensamento, como a escrita. A telepatia é uma transferência direta de pensamentos e é o método usado na oração aos Aumakua.

Tudo tem o seu corpo sombreado, inclusive os pensamentos.

O pensamento é feito com o uso da força vital e a força vital funciona apenas através da matéria, densa ou etérica. Cada pensamento, como é formulado pelo Unihipili ou Uhane, ou os dois trabalhando em cooperação, é impresso em uma porção microscópica da substância do corpo sombreado do Unihipili. ESSA É ENTÃO UMA FORMA-PENSAMENTO.

Tudo tem o seu corpo sombreado, inclusive os pensamentos.

Os nossos pensamentos vêm em trens ou cachos e formam cachos de formas-pensamento como cachos de uvas. Cada cacho está ligado ao próximo por um minúsculo fio invisível da mesma substância etérica. Quando nós terminamos de pensar um pensamento e ele passa do foco da Uhane, ele é tomado pela Unihipili e armazenado como memória. O local de armazenamento dessas formas-pensamento de memória não são os tecidos físicos do cérebro, mas o corpo sombreado da Unihipili. Quando nós morremos, a Unihipili deixa o corpo em seu corpo sombreado e é capaz de levar as nossas memórias porque elas estão armazenadas no corpo sombreado e, portanto, não se decompõem com os tecidos cerebrais.

Quando uma mensagem telepática de formas-pensamento é transmitida, o emissor não desiste de sua forma-pensamento ou a ‘esquece.’ Pode-se dizer que ele mantém uma cópia carbono para os seus arquivos de memória. Na leitura de mentes, o leitor de mentes estende a mão e examina os pensamentos ou memórias de outra pessoa e traz de volta duplicatas deles, caso contrário, a pessoa cuja mente foi lida deixaria de ter como memória o item ‘lido.’

A razão pela qual a telepatia e a leitura da mente são raras é porque ambas devem ser feitas pelas Unihipili. A Uhane pode direcionar a Unihipili para enviar ou receber uma mensagem, mas não pode fazê-la sozinha. Na hipnose, o operador estende a mão silenciosamente ou faz contato através do uso de palavras, em ambos os casos plantando formas de pensamento na Unihipili do sujeito da experiência. Esses podem ou não ser aceitos e executados. Como o Dr. Rhine apontou em seu trabalho com a telepatia, não pode haver transmissão de pensamentos em forma puramente elétrica porque a questão da distância não faz diferença apreciável, como certamente faria se a energia elétrica fosse enviada a partir de uma estação (Nós veremos em breve a explicação Huna sobre este assunto.)

A COMUNICAÇÃO COM O AUMAKUA

A comunicação com o Aumakua ocorre naturalmente durante o sono. Nós sabemos que durante o sono frequentemente nós temos sonhos do futuro. Lembrando que só o Aumakua pode ver o futuro, concluímos que no sono há uma comunicação telepática com o Aumakua. Ou pode haver contato íntimo entre o Aumakua em seu corpo sombreado e a nossa própria Unihipili em seu corpo sombreado, caso em que as nossas formas-pensamento armazenadas podem ser inspecionadas no local.

É nesse contato noturno que a maioria dos pensamentos de nossos dias são alcançados em média pelos Aumakua e usados ​​em algum mecanismo misterioso para materializar eventos e condições correspondentes em nosso futuro. Se nós tememos alguma coisa, esse medo pode se tornar parte do nosso futuro. Se nós mudarmos os nossos planos e desejos com frequência, o nosso futuro se tornará uma confusão de condições. Os psicólogos têm que acreditar que talvez até noventa por cento de nossos males e acidentes possam ser rastreados até os pensamentos dos quais eles devem ter se originado. Se nós construirmos uma imagem de nosso futuro com planos brilhantes e muita fé, nós precisamos tomar cuidado para não derrubar com um chute a frágil estrutura da ‘semente,’ permitindo-nos um dia de desânimo em que nós duvidamos da eficiência da prática de ‘manter o pensamento.’

As nossas vidas inteiras são preditas por nossos pensamentos. Nós podemos dizer que todo pensamento é uma oração porque eventualmente é usado pelos Aumakua para determinar a natureza do futuro que está sendo construído quase automaticamente. Esta é uma ideia difícil de se conectar com a crença em um deus amoroso ou Aumakua. Nós esperaríamos que o amor deixasse o mal de lado e apenas o bem fosse usado para fazer um futuro agradável. A experiência nos ensina que nós somos servidos tanto pelo bem quanto pelo mal.

Nós podemos dizer que todo pensamento é uma oração porque eventualmente é usado pelos Aumakua para determinar a natureza do futuro que está sendo construído quase automaticamente.

Como agentes livres, nós pensamos em formar as sementes do nosso futuro. Somente quando nós corrigimos os nossos pensamentos ou pedimos ao Aumakua para eliminar o mal e materializar um novo e bom conjunto de formas-pensamento, nós podemos obter assistência. Se fosse necessário apenas ‘manter’ bons pensamentos para que eles fossem eventualmente aceitos pelos Aumakua e materializados em fatos em nosso futuro, nós teríamos um mecanismo bastante simples de usar. Mas existem obstáculos.

OS OBSTÁCULOS À COMUNICAÇÃO

Os obstáculos à comunicação são as ideias complexas ou fixações de culpa ou indignidade, pecado, dúvida, medo e assim por diante. A Unihipili mantém teimosamente todos os seus hábitos de pensamento. Um hábito de pensamento é em parte o resultado de ter cachos muito grandes de formas-pensamento antigas e fortes alojadas na memória. No instante em que nós começamos uma ação, mental ou física, que evoca essas memórias de hábito, nós encontramos um conjunto fixo de ideias que são difíceis de quebrar e substituir. Por exemplo, aqueles de nós que foram criados em crenças Cristãs frequentemente têm complexos construídos na infância com ideias de ‘pecado’ e culpa. Nós podemos ter sofrido uma tensão emocional em um momento em que decidimos não ‘vender tudo e dar aos pobres.’

Lembre-se que quando nós fazemos as formas-pensamento de uma oração e tentamos nos comunicar com o Aumakua para entregar a ‘oração’ diretamente, NÓS PRECISAMOS CONVOCAR A UNIHIPILI PARA TOCAR O AUMAKUA E ENTREGAR A ORAÇÃO. SE A UNIHIPILI TIVER COMPLEXO DE PECADO, CULPA, DESMERECIMENTO OU DÚVIDA, NÃO ENTREGARÁ A ORAÇÃO. Ou isso pode entregar a oração, mas arruiná-la pela inclusão de formas-pensamento de dúvida, medo e infinitas outras coisas contaminadas.

Nós temos a tarefa de limpar da entidade Unihipili quaisquer fixações. Os Kahuna chamavam esse processo de ‘Limpando o Caminho1.’ Esse era o ‘caminho’ da oração da Unihipili ao Aumakua.

[1 O processo de resolução de problemas através do Ho’oponopono é a ferramenta utilizada para essa “limpeza do caminho”.]

O PRIMEIRO PASSO NA PREPARAÇÃO PARA A COMUNICAÇÃO

O primeiro passo na preparação para a comunicação com os Aumakua é limpar o caminho da comunicação. Várias coisas precisam ser mantidas em mente nesse momento. Primeiro, nós devemos perceber que o homem não pode ‘pecar’ contra Deus ou o Aumakua. Nós não somos suficientemente grandes ou capazes. Nem as flores, nem os insetos, nem os animais podem pecar contra os Seres Superiores. O ÚNICO PECADO reconhecido em Huna é o de FERIR O OUTRO. E esse pecado não pode ser apagado (enquanto continua a doer) por nenhum outro meio que não seja a expiação. Nós precisamos mudar a nossa ideia da moral dos Aumakua à medida que nós avançamos. A nossa moral está cheia de dogmas que devem ser examinados e postos de lado se não forem válidos. O ‘..façam aos outros o que vocês querem que eles façam a vocês..’ [essa é a Regra de Ouro] é suficiente. É o comando Kahuna, Cristão e Budista. A ideia de Karma em que nós pagamos em uma encarnação pelos pecados de outra não é válida. Ela deve ser muito alterada (assim como a ideia geral de reencarnação) para corresponder à Huna reconstruída.

O primeiro passo na preparação para a comunicação com os Aumakua é limpar o caminho da comunicação.

Se nós ferimos alguém injustamente, não há nada que nós possamos fazer para convencer a nossa lógica Uhane de que nós não somos culpados, exceto ir e reparar a mágoa. Então NÓS sabemos que estamos livres, mas na Unihipili muitas vezes ainda pode permanecer a culpa resultante fraca ou forte ou fixações de indignidade. Essas devem ser drenados ou sublimados para abrir o caminho.

O MÉTODO HUNA DE DRENAR UM COMPLEXO

O método HUNA de drenar um complexo dessa natureza provavelmente estava relacionado com a ideia básica de sacrifício nos primeiros dias. A Unihipili é ilógica. Ela só pode lembrar e usar a razão animalesca. É teimosa. A melhor forma de livrar-se das formas-pensamento do complexo de culpa é pelo uso de atos físicos ou estímulos acompanhados de sugestão ou autossugestão de natureza branda.

Os Kahuna geralmente se certificavam de que todas as mágoas dos outros tivessem sido expiadas [transmutadas] antes de passar para os complexos. Para se livrar delas, o paciente era obrigado a observar um jejum ou fazer ações de serviço para os outros ou dar esmolas até que doa. Essas coisas eram sacrifícios. Elas foram feitas com o pensamento de fazer reparação por pecados de omissão ou comissão. A Igreja Católica Romana usa as penitências da mesma maneira.

Os ritos Cristãos do confessionário, penitência e batismo para a remissão ou purificação do pecado são todos duplicações das antigas práticas Kahuna. Se os sacerdotes pudessem usar sugestões leves ao borrifar o indivíduo com água benta, a água agiria como um estímulo físico e ajudaria a impressionar a Unihipili de que estava sendo purificada de seus pecados. Outros estímulos físicos foram usados ​​com a branda sugestão de um Kahuna. Qualquer coisa serve se for fisicamente impressionante e contiver uma imagem de algo como limpeza, lavagem ou libertação.

O USO DE UM ESTÍMULO FÍSICO

O uso de um estímulo físico, ou uma série de penitências que atuam como uma série de estímulos, é de grande ajuda para que a sugestão tenha efeito sobre as Unihipili. O uso da sugestão por nossos psicólogos melhoraria muito na cura se tais estímulos fossem inventados para se adequarem a vários casos e sempre usados. Apenas orar por perdão geralmente não é suficiente.

UM TESTE PARA UM CAMINHO LIMPO

Um teste para um caminho limpo é o teste da oração [a prece-ação]. A Unihipili está sempre ligada à consciência da Uhane e alimentando memórias para ajudar a fornecer ideias e palavras com as quais rezar. Se, portanto, quando nós oramos, há um complexo de culpa na Unihipili, a nossa ‘CONSCIÊNCIA’ NORMALMENTE NOS INCOMODARÁ. Nós seremos como uma criança travessa chamada diante de um parente, que abaixará a cabeça em culpa e permanecerá emburrada e silenciosa. Mas se a criança for uma ‘boa criança,’ especialmente se acabou de terminar uma tarefa árdua para agradar os pais, há uma abordagem alegre com uma expectativa de elogios e recompensas bem merecidas. É o mesmo com o homem que jejuou e de outra forma limpou a sua Unihipili de culpas. O caminho está aberto para o Pai-Mãe Celestial, o Aumakua, (e através Dele para Deus, se necessário). Se nós tivermos uma forma-pensamento-oração [uma prece-ação] feita corretamente, sem dúvidas e medos de arruiná-la, nós temos então o caminho aberto de comunicação com os Aumakua e podemos seguir em frente com plena fé e confiança. Se, no entanto, nós não aprendemos a alcançar e tocar o Aumakua com sucesso, para ofertar-lhe a nossa oração, tudo o que nós podemos fazer é ‘orar constantemente’, nunca variando a nossa oração e esperar que quando o Aumakua use os nossos pensamentos diários para construir o nosso futuro, a nossa oração seja incluída sem ter sido muito alterada pelas Unihipili.

O FIO TELEGRÁFICO HUNA USADO NA TELEPATIA E NA COMUNICAÇÃO COM O AUMAKUA

O fio telegráfico Huna é o próximo na lista de coisas que precisam ser compreendidas e usadas para obter respostas instantâneas à oração.

O corpo sombreado da Unihipili não é apenas um molde de todos os tecidos do corpo, um local de armazenamento de memórias, um condutor de força vital, mas é o meio de nos conectar com as coisas e as pessoas. É pegajoso e quando nós vemos alguma coisa, ele se estende com a visão e cola um fio minúsculo da substância invisível às coisas vistas. Nós apertamos as mãos e um fio nos conecta com a pessoa cuja mão nós tocamos. Nós tocamos em qualquer coisa e assim estabelecemos uma conexão com ela. Esses fios de conexão da substância do corpo sombreado duram muito tempo e nos ligam ao nosso ambiente, por assim dizer.

O corpo sombreado da Unihipili não é apenas um molde de todos os tecidos do corpo, um local de armazenamento de memórias, um condutor de força vital, mas é o meio de nos conectar com as coisas e as pessoas.

O som da voz de Dunninger [(?)Joseph Dunninger, o mentalista mais famoso da América] na rádio é seguido de volta pelo destinatário na plateia para fazer um fio de contato com a mente do locutor. A comunicação telepática a mais de quatorze mil milhas de distância entre Sir Hubert Wilkins1 e seu amigo de Nova York, Harold Sherman, era possível porque eles tinham entre si fios desse tipo.

1(?)Livro ‘Thoughts Through Space: A Remarkable Adventure in the Realm of Mind’ (tradução livre: ‘Pensamentos Através do Espaço: Uma Aventura Notável no Reino da Mente’), de Sir Hubert Wilkins e Harold M Sherman.

Esses FIOS DE SUBSTÂNCIA CORPORAL SOMBREADA agem como guias quando nós ordenamos à nossa Unihipili que estenda a mão para tocar alguém. Uma vez feito o contato, o fio é fortalecido momentaneamente derramando-se nele mais substância corporal sombreada. Isso é projetado a partir do corpo sombreado da Unihipili e os Kahuna falam dele figurativamente como ‘esticando um dedo.’

Uma vez que o fio é assim reforçado, ele é um condutor perfeito para a força vital e EM UMA CORRENTE OU FLUXO DE FORÇA VITAL PODEM SER CARREGADAS FORMAS PENSAMENTO. Uma parte dos órgãos sensoriais pode ser removida dos órgãos físicos e projetada para a coisa tocada, através do ‘dedo’ que projeta. (Os órgãos sensoriais são duplicados no corpo sombreado da Unihipili. Após a morte, nós temos o uso de todos os sentidos.) As coisas à distância podem ser vistas, tocadas, provadas, ouvidas e cheiradas.

Esses fios unem os cachos de formas-pensamento enquanto os armazenamos em série em nossas memórias. A ‘associação’ de memórias é uma questão de poder puxar os fios ligados a uma memória e elaborar todas as memórias associadas.

UMA LINHA OU CORDÃO DE LINHAS

Uma linha ou cordão de linhas nos conecta com objetos e pessoas frequentemente tocadas. Os médiuns às vezes podem senti-los vindos da região do plexo solar. O mecanismo da psicometria é tocar um objeto, depois fazer com que a Unihipili estique um ‘dedo’ e siga os fios, que estão presos ao objeto, de volta ao dono. O dono pode estar ao redor do mundo à distância, ou morto e vivendo em seu corpo sombreado ‘do outro lado,’ mas ele pode ser tocado e os seus pensamentos e memórias inspecionados, a sua aparência observada e os seus arredores percebidos ou vistos.

Fios de substância corporal sombreados conectam-se com o Aumakua e, se a Unihipili não tiver fixações de culpa impeditivas, ela pode ser treinada para estender um ‘dedo’ e contatar o Aumakua, então enviar um fluxo de força vital ao longo do fio alargado para levar as formas-pensamento da oração preparada.

A REAÇÃO DO AUMAKUA

A reação do Aumakua parece ser automática. Talvez haja mais discrição usada do que nós suspeitamos, ao responder a essas orações, mas no manejo do fogo, o Aumakua muito raramente falha com o executante que depende de respostas instantâneas e constantes às orações mentais para proteção. As próprias orações tornam-se inconscientes na medida em que a Unihipili foi treinada para tocar o Aumakua e apresentar o conjunto de formas-pensamento frequentemente usado da oração para proteção. Este é um relacionamento de oração, por assim dizer. Quando a bainha do manto de Jesus foi tocada, a cura foi possivelmente realizada por essa ação habitual de oração das Unihipili. Está registrado que Jesus sentiu a ‘virtude’ sair dele e sabia que alguém havia sido curado.

Essa ‘virtude’ seria a força vital [mana], segundo a Huna. O Aumakua parece precisar de pouca força vital para uso em seu próprio nível, mas quando muda de materiais físicos ou densos, precisa de um bom suprimento de força. Isso geralmente é tirado do indivíduo que faz a oração. Um Kahuna costumava ordenar à Unihipili que gerasse uma sobrecarga extra de força vital e a enviasse fluindo para o Aumakua com a oração. Quase sempre há uma sensação de formigamento elétrico à medida que a força vital é extraída ou enviada, geralmente assim que o contato é estabelecido. Na verdade, o formigamento é o indicador comum de contato com o Aumakua. A força vital tem, é claro, que ser aumentada em voltagem pelo Aumakua para ser usada. (A força vital de qualquer voltagem, quando usada através dos corpos sombreados ou de suas saliências, parece quase inteligente em suas ações, embora nós saibamos que a inteligência deve residir no ser que dirige a atividade.)

Aqui estão os vários passos a serem dados para fazer a ‘oração’ Huna para cura instantânea, imunidade ao fogo, mudança no futuro, etc.

  • A Unihipili deve ser treinada para estender um ‘dedo’ ou uma saliência de seu corpo sombreado e seguir os fios invisíveis que a guiarão até o Aumakua.
  • Ela precisa ser treinada para enviar formas-pensamento ao longo dos caminhos de contato, como na telepatia e na leitura da mente.
  • Ela deve ser treinada para gerar um sobrecarga extra de força vital sob comando e então enviá-la pelas vias de contato conforme necessário.
  • Se o contato com o Aumakua não é feito, o caminho deve ser desobstruído removendo os complexos de culpa da Unihipili.
  • A oração precisa ser feita com muito cuidado, após a devida consideração de possíveis consequências inesperadas, a oração deve ser respondida. Quando as decisões finais são alcançadas quanto ao que é desejado, a oração deve ser formulada em voz alta três vezes, usando a vontade para imprimir a oração na Unihipili e construir cachos de formas-pensamento fortes.
  • A oração, quando assim feita, é mantida em mente e a Unihipili solicitada a estender e tocar o Aumakua. Quando um formigamento elétrico de resposta é sentido, a oração é relembrada ou mesmo falada novamente em voz alta para que possa ser enviada ao Aumakua com a sobrecarga de força vital necessária para materializar as formas-pensamento da oração em eventos imediatos ou futuros.

UMA ORAÇÃO PELA CURA DE UM OUTRO

Se uma oração é feita pela cura de um outro, essa pessoa precisa ser purificada de todos os complexos de culpa como um ato preliminar, caso contrário, a sua Unihipili impedirá a cura.

PARTE IV: A EXPERIMENTAÇÃO E OS SEUS PROBLEMAS

MAIS DETALHES DO SISTEMA HUNA

Na prática real, espera-se que alguns indivíduos se sobressaiam no trabalho de invocar a ação de cura real do Aumakua. Outros podem não conseguir fazer isso, mas serão capazes de preparar os pacientes para a cura atual.

Todos os experimentadores geralmente tentarão aprender primeiro os movimentos simples da mente, mas, ao mesmo tempo, lembrarão da necessidade de trabalhar para o fim do contato com o Aumakua.

Os experimentadores com habilidade mediúnica às vezes serão necessários para trabalhar com os membros menos psíquicos. É provável que em casos de obsessão ou ataque de espíritos irados do ‘outro lado,’ os membros psíquicos recorram à ajuda de seus guias espirituais para ‘ver’ o espírito causador do problema e observar os resultados progressivos quando o exorcismo é tentado por outros curandeiros. Esse é um ramo especial do trabalho e estará nas mãos daqueles especialmente qualificados para realizá-lo.

A obsessão e os vários graus de ‘transtorno dissociativo’ [dupla personalidade] são explicados pelo sistema Huna (como está no momento em que escrevo) em detalhes, mas o estudo deve continuar nesse ramo com a experimentação ajudando a sentir o caminho. É claro que a Unihipili e a Uhane são frequentemente separadas uma da outra na morte, e que, isoladamente, elas podem se ligar como ‘dupla personalidade’ nos que vivem, ou podem obsediar completamente um indivíduo. Se há amnésia na qual chega um novo e diferente conjunto de memórias, pode-se supor que a Unihipili foi deslocada. Somente esse eu pode lembrar e armazenar memórias em seu corpo sombreado. Se houver uma mudança na ‘personalidade,’ mas não nas memórias, apenas a Uhane foi deslocada. Se a personalidade e a memória mudarem, haverá uma troca completa de eus no corpo. Frequentemente a Uhane é forçada a deixar o corpo por causa de doença ou lesão, enquanto a Unihipili permanece cuidando do corpo e lembrando [memórias armazenadas], mas sem a Uhane não há razão indutiva ou superior, então o paciente insano é ‘irracional.’

Nos casos em que há esse tipo irracional de insanidade e/ou uma perda completa de memórias anteriores, parece ser uma questão definitiva da Unihipili humana e a Uhane abandonar um corpo (ou ser expulsa de alguma forma) e o corpo caindo na posse de algo que pode (1) ser subumano, ou (2) pode ser uma Unihipili humana muito jovem ou ferida. Médiuns (e até os próprios loucos, quando se recuperam ou quando começa a obsessão) descrevem ter visto esses espíritos obsessores. Alguns são distorcidos, grotescos ou anões, alguns cegos, alguns com feições dificilmente humanas.

O sistema Huna apresenta uma teoria da evolução na qual as unidades de consciência evoluem para cima, passo a passo, das unidades do grupo de rochas e águas, passando pelo reino vegetal, até insetos, pássaros e animais.

O homem tem os seus três eus ou espíritos separados e cada um aprende as lições de seu nível e então se GRADUA para o próximo nível acima. A título de ilustração, nós podemos chamar a Unihipili de estudante da primeira série, a Uhane de estudante da segunda série e o Aumakua de estudante da terceira série. Cada eu está associado ao eu logo acima dele no homem trino. Dessa forma, a Uhane treina a Unihipili para que eventualmente estejam prontas para se tornarem a Uhane de um selvagem e, quando chegar a hora da formatura, nasça em um corpo selvagem. Ela será então uma Uhane e estará pronta para começar a aprender, através de várias vidas, o uso da razão indutiva. Nesse novo corpo selvagem haverá uma nova Unihipili que acabou de se graduar do reino animal. Pode ter sido o eu em um cão de estimação muito inteligente e ele começa a sua educação sob a nova Uhane. Com e acima delas está o Aumakua que, de acordo com a Huna, não apenas se tornou Graduado nesse nível, mas que vem recebendo um longo treinamento para ser a superalma dos reinos inferiores, talvez como uma alma grupal. (Esta ideia de alma grupal não é muito importante para o trabalho prático, mas é muito interessante.) O Aumakua é chamado de ‘o eu parental confiável,’ e supostamente tem que demonstrar a sua confiabilidade antes de assumir a supervisão dos eus humanos Unihipili e Uhane.

A partir dessa escola de eus, há aqueles que ‘faltam nas aulas.’ Por acidente ou não, a Unihipili e a Uhane às vezes se separam no momento da morte, ou quando a insanidade é causada por doença ou lesão e a Uhane é forçada a sair do corpo. A Unihipili, quando sozinha e não supervisionada por uma Uhane, ‘do outro lado,’ são dadas a esforços para voltar a um corpo como partes de ‘dupla personalidade,’ ou como espíritos obsessores. Elas assistem a sessões e fingem ser fantasmas normais. Elas podem ler as mentes e memórias dos assistentes e fingirão ser um amigo ou parente morto, até mesmo algum personagem histórico famoso. Elas são incapazes de usar a razão indutiva e, embora geralmente tão amigáveis ​​quanto um cachorro de rua tentando encontrar um novo dono, dizem ansiosamente o que acham que o cuidador gostaria de ouvir. Frequentemente elas são muito difíceis de reconhecer pelo que são e a brilhante bandeira do Espiritismo foi manchada por sua falta de lógica, mentiras e trapaças.

Uma situação muito surpreendente é às vezes encontrada em casos em que a Unihipili de algum indivíduo avançado, após ou antes da hora da morte física, de alguma forma aprendeu a entrar em contato com o Aumakua e apresentar a ele uma oração em forma de pensamento e um fluxo de força vital. (Aqui nós vemos outra evidência da resposta quase automática do Aumakua a esse estímulo.) Essa Unihipili tem as memórias de sua vida passada e, portanto, não esquece o mecanismo que aprendeu a usar. É, no entanto, irracional e infantil. Ela primeiro encontra uma pessoa viva da qual pode roubar força vital, geralmente um menino ou uma menina adolescente e depois faz travessuras. Ela faz as suas orações e se torna mais do que o espírito malicioso comum (que simplesmente usa força vital roubada para quebrar ou jogar coisas). Ela se torna o super-espírito malicioso que pode obter imunidade ao fogo, ou que pode materializar fogo ou água ou pedras, ou fazer outras coisas. Na Itália, nos últimos anos, uma criança e a sua avó foram incomodadas por tal espírito. O fogo era constantemente aceso perto deles ou em suas camas ou roupas. Em outros casos, a água era distribuída e usada para encharcar as vítimas da brincadeira em momentos estranhos. Na França, tijolos de pavimentação foram distribuídos e lançados em um córrego em uma determinada casa por alguns dias e noites. Eles foram transportados pelo telhado e caíram com um baque dentro dos quartos, mas foram desmaterializados com a mesma rapidez, de modo que as pilhas de pedras nunca cresceram. Casos semelhantes de arremesso de pedras foram relatados nas florestas da Malásia e Java.

É evidente, no entanto, que o Aumakua exerce algum controle sobre tais performances, porque nenhuma lesão permanente é feita naqueles sobre quem os truques são lançados. (Se uma Unihipili está usando força vital roubada sem contato com o seu Aumakua, ela pode mover objetos e às vezes chegar muito perto de ferir os vivos.) O Aumakua nos permite muito mais uso do livre arbítrio do que os pais comuns permitem a uma criança. No mundo animal, o livre arbítrio é permitido em grande escala e o animal come o outro animal, mas a evolução das unidades de consciência não é enormemente atrasada. Há sempre corpos frescos para entrar. Os instintos, no entanto, governam os reinos inferiores e, ao obedecer aos instintos, pouco livre arbítrio é permitido. Os pássaros constroem ninhos após certos padrões definidos e, na estação, voam para o norte ou para o sul. Há ordem por trás da aparente confusão causada pela evolução para cima em direção ao estágio em que um completo livre-arbítrio pode ser obtido. Essa conquista final pode vir após a graduação ao nível Aumakua; as nossas mentes são incapazes de chegar tão longe e por isso nós não podemos ter certeza.

O Aumakua nos permite muito mais uso do livre arbítrio do que os pais comuns permitem a uma criança.

Nós nos esforçaremos para aprender a usar a Huna e recuperar a ajuda direta dos Aumakua e seus associados de alto nível. É muito importante que nós conheçamos ao máximo as ações dos Aumakua na produção dos fenômenos psíquicos, principalmente os físicos. Os espíritos que frequentam as sessões nem sempre são o que nós deveríamos esperar que se tornassem antes que pudessem contatar e obter a ajuda dos Aumakua. O espírito conhecido como John King era dado a se gabar de ter sido um pirata assassino em vida. Ele era um desordeiro que não era nem um pouco santimonial. A sua moral poderia muito bem ter sido suspeita. Mas, como os super-espíritos maliciosos Unihipili que acabamos de discutir, ele conseguiu obter ajuda Aumakua mediante solicitação e produzir fenômenos emocionantes. Quase todos os fenômenos da Ciência Psíquica (exceto premonições, aparições fantasmagóricas e afins) foram produzidos por espíritos que são capazes de contatar um médium vivo e usar a sua força vital ou a de um círculo. Poucos desses espíritos são capazes de produzir fenômenos físicos (aportes, materializações, etc.), mas esses devem ter aprendido de alguma maneira casual a tocar o Aumakua e apresentar as formas-pensamento corretas, com força vital suficiente para produzir os fenômenos. A questão é que nenhum desses espíritos conhece a Huna. Todos eles tentaram mais ou menos responder às perguntas dos vivos sobre como eles produzem os fenômenos. As suas respostas têm sido tão impraticáveis ​​(e muitas vezes tão ilógicas) quanto as dadas por pesquisadores psíquicos vivos. Em cem anos de especulação, não foi apresentada uma única teoria que fornecesse uma explicação aceitável de mais do que alguns itens simples dos fenômenos psíquicos. Ao oferecer uma teoria geral que cobre o campo, exceto os mecanismos de alguns cantos ainda escuros, a Huna promete quebrar o impasse que parou a Ciência Psíquica por três décadas. O mesmo pode ser dito de nossa psicologia mal atada e as suas ciências afins.

A religião está paralisada há algum tempo, as formas mais antigas por muitos séculos e as formas mais recentes que incluem descobertas psicológicas modernas (Novo Pensamento, Ciência Cristã, Unidade, etc.) por quase tanto tempo quanto a Psicologia e a Ciência Psíquica estiveram atoladas.

Nas novas formas religiosas, os mecanismos e as teorias da Huna foram parcialmente, ainda que indistintamente, apreendidos, com o resultado de que casos de cura corporal ou circunstâncias são frequentemente registrados. Aqui nós encontramos muitas evidências do fato de que a Huna, em mãos brancas (as raças mais escuras são naturalmente mais psíquicas, o que é uma vantagem em algumas práticas) funcionará. Se tanto foi feito com um conhecimento tão incompleto, uma realização muito maior deve ser possível agora que nós temos uma compreensão mais completa dos elementos e mecanismos.

Em breve nós deveremos estar produzindo os fenômenos desejáveis ​​da sala de sessões sem recorrer aos espíritos dos mortos para ajudar e sem a necessidade de um médium. Nós nos esforçaremos para usar o círculo [grupo de pessoas] como uma fonte de força vital, cada assistente doando um pouco e o líder do grupo criando as formas-pensamento da ‘oração,’ fazendo contato com o Aumakua e obtendo a sua assistência (e a de seus companheiros) em projetos de cura. Na Inglaterra, durante a Segunda Guerra Mundial, um grupo experimental se esforçou para usar os métodos da Huna através do ritual da Igreja para abrir as portas do céu e convidar o Poe Aumakua a ajudar a ordenar os assuntos do mundo. Infelizmente, é impossível saber se reviravoltas fortuitas na luta foram auxiliadas ou causadas por tais esforços. Foi uma aposta esplêndida e, considerando a situação mundial desde a guerra, isso poderia muito bem ser empreendida em grande escala para que o livre arbítrio que nos permitisse nesse nível não nos levasse ao desastre social ou mesmo físico final.

Nós não sabemos até que ponto nós podemos depender dos Eus Superiores Associados Universais (ou Seres acima disso) para nos ajudar a elaborar um sistema social que forneça justiça, liberdade e uma ordem na qual nós ajudamos uns aos outros em vez de competir egoisticamente e com a ferocidade do reino animal. O grupo inglês tentou pedir o ‘Julgamento Mundial’ profetizado para equilibrar as injustiças raciais, não importando quais raças fossem consideradas culpadas e obrigadas a pagar um preço por melhores condições mundiais. Nós podemos estar seguros em dizer que, para um esforço inicial, os grupos experimentais, quando organizados para trabalhar em larga escala, não podem errar ao formular uma ‘oração’ vislumbrando reformas que estejam de acordo com a Regra de Ouro. Mesmo a versão negativa, ‘Não faça mal aos outros,’ seria uma ótima ferramenta se nós pudéssemos usá-la. Mais tarde, à medida que este estudo da Huna progride, todo esforço precisa ser feito para ver se nós podemos ou não obter do Poe Aumakua um vislumbre de um plano perfeito para uma organização social mundial ou, na falta disso, ajudar a formular um plano próprio que nós podemos aperfeiçoar com o passar do tempo.

A antiga tradição Huna apontava para a vida normal como o grande padrão. Pensava-se que cada ser vivo estava em seu estágio de evolução pretendido e havia tempo suficiente para que todos crescessem para cima. A vida familiar era boa. Toda a vida normal era boa. Não havia doutrina de ascetismo e abnegação. Havia muito tempo para crescer até o estágio em que a graduação para o próximo nível de consciência era devida.

Isso está em forte contraste com certos dogmas que se infiltraram no Cristianismo e em outras religiões primitivas. O contraste precisa ser enfatizado. Todos nós não podemos ‘vender tudo e dar aos pobres,’ senão nós não teríamos nada além de pobres mendigos. Todos nós não podemos deixar amigos e familiares e pegar o manto amarelo e a tigela de mendigo do Budismo. Todos nós não podemos nos tornar eremitas vivendo meio famintos em cavernas esperando encontrar Deus. A prática, tão comum na Índia, de deixar amigos e familiares aos quarenta e se retirar para a vida monástica para ‘ver Deus,’ não se justifica em Huna. Em Huna, ensina-se ou ajuda-se ou cura-se, cada um de acordo com a sua capacidade, mesmo quando chegou a ser capaz de tocar o Aumakua, seja de vez em quando, ou à vontade.

Imagem zongnan-bao-qoPuj0qV0CI-unsplash-3.jpg – Hawaiʻi Volcanoes National Park, HI, USA

…continua Parte II…

Muda…

A chuva de bênçãos derrama-se sobre mim, nesse exato momento.
A Prece atinge o seu foco e levanta voo.

Eu sinto muito.
Por favor, perdoa-me.
Eu te amo.
Eu sou grato(a).

Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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