Nós destacamos alguns trechos de um estudo acadêmico, para um Programa de Doutorado da Walden University, Minneapolis, Minnesota, USA, 2008, pelo doutorando em Psicologia da Saúde, Matthew B. James, denominada “Ho’oponopono: Assessing the effects of a traditional Hawaiian forgiveness technique on unforgiveness”, para o nosso conhecimento e entendimento sobre a visão da ciência sobre o processo de resolução de problemas através do Ho’oponopono, no que diz respeito ao sentimento do perdão.

Lembrando que o Ho’oponopono é um sistema de pensamento de arrependimento, perdão, amor e gratidão, expressados em suas afirmações:

Eu sinto muito,
Por favor, perdoa-me,
Eu te amo,
Eu sou grato.

O estudo pode ser acessado no site da Walden University no link: https://scholarworks.waldenu.edu/dissertations/622/#:~:text=The%20results%20demonstrated%20that%20those,the%20course%20of%20the%20study.

Tradução livre Projeto OREM®  

Ho’oponopono: Avaliando os efeitos de uma técnica tradicional Havaiana do perdão [forgiveness] sobre a indisponibilidade do perdão [unforgiveness]

Definição de Termos

“Nesse estudo, o perdão foi definido como uma mudança pró-social nas motivações interpessoais relacionadas às transgressões ou TRIMs [‘Transgression-Related Interpersonal Motivations Scale’; tradução livre ‘Escala de Motivações Interpessoais Relacionadas à Transgressão’] (McCullough et al., 2006).

‘Quando as pessoas perdoam, elas se tornam menos esquivas, menos vingativas e mais benevolentes para com as pessoas que as feriram’ (McCullough et al., p. 887).

O aspecto de menos esquiva e menos vingativa é conceituado como indisponibilidade do perdão. Portanto, o nível de indisponibilidade do perdão pode ser medido com base na motivação para se vingar de um transgressor ou na motivação para evitar um transgressor.

Ho’oponopono é a palavra Havaiana ou marca dada a um processo que tem sido usado nas Ilhas do Havaí para alcançar o perdão (Ito, 1985; Simeona, 1992). Esse processo faz parte da cultura local há centenas de anos e foi transmitido oralmente de geração em geração.

‘Ho’o’ significa ‘fazer com que’ (Pukui, Haertig, & Lee, 1972) e é uma palavra comumente usada em conjunto com outras palavras.

‘Pono’ significa ‘certo’, mas não no sentido de certo versus errado. No contexto do perdão, ‘pono’ refere-se a uma resolução de conflito em que a pessoa alcança a resolução em um nível muito profundo.

Ito (1985) refere-se a ‘pono’ como um meio de se tornar emocionalmente e mentalmente limpo.

Embora isso explique o resultado ou efeito (consequência) do processo, para esse estudo, Ho’oponopono é a marca do processo de perdão e se refere a uma abordagem específica para alcançar o perdão (que será discutido com mais detalhes no capítulo 2).

O Processo Ho’oponopono do Perdão

“O Ho’oponopono é um processo de resolução de problemas e de perdão que tem sido usado nas Ilhas do Havaí há séculos (Ito, 1985; Simeona, 1992). Recentemente, descobriu-se que é um modelo eficaz de resolução de conflitos em agências, organizações corporativas e em ambientes de aconselhamento escolar (Brinson & Fisher, 1999).

Pukui et al. (1972), assim como Ito, referem-se ao processo como um meio de fazer com que as coisas sejam certas com a família e outras pessoas.

A tradução de Ho’oponopono é simples; no entanto, o significado da palavra ‘pono’ requer uma explicação mais aprofundada. No nível da superfície, ‘ho’o’ significa ‘fazer com que’ e ‘pono’ significa ‘certo, correto ou em perfeita ordem’ (Chun, 1995; Ito; Pukui et al.; Shook, 2002).

O processo do Ho’oponopono tem sido usado com sucesso em ambientes educacionais e terapêuticos no Havaí (Brinson & Fisher, 1999); no entanto, em geral, quase nenhuma pesquisa foi realizada no uso do Ho’oponopono como um processo de perdão. A pesquisa que tem sido realizada é baseada em uma forma de Ho’oponopono que é realizada face a face (Shook, 2002) ou em grupos (Kretzer et al., 2007).

Tradicionalmente, havia pelo menos três abordagens do Ho’oponopono que eram usadas nas Ilhas e a decisão de usar uma abordagem específica era baseada na transgressão ocorrida e no resultado desejado (Ito, 1985; Naope, 2006; Simeona, 1992).

Antecedentes sobre o Ho’oponopono

As informações coletadas nessa versão específica do processo do Ho’oponopono do perdão vêm principalmente de três fontes. A primeira fonte é Morrnah Nalamaku Simeona (1913-1992), a segunda é a literatura disponível e pesquisa na University of Hawaii em Manoa: Hamilton-Hawaiian Library e a terceira é George Naope, Ph.D.

Os ensinamentos de Morrnah Simeona são referenciados em James (1993) e um processo semelhante do Ho’oponopono é discutido em Long (1953). Além disso, a University of Hawaii em Manoa: Hamilton-Hawaiian Library tem uma coleção de documentos reunidos em 1992 sobre Morrnah Simeona e o trabalho de sua vida.

Finalmente, no final da década de 1980, Morrnah Simeona ensinou o processo do Ho’oponopono ao pai do pesquisador, Everett W. James. O processo foi então ensinado ao pesquisador no início dos anos 1990 e o pesquisador o tem ensinado a indivíduos e grupos desde 1998.

As informações sobre Ho’oponopono de George Naope, Ph.D. veio de uma conversa pessoal em março de 2006. Como será discutido abaixo, o Dr. Naope é considerado um especialista vivo na cultura e história Havaiana. Infelizmente, não há artigos publicados por Naope, pois a cultura Havaiana era uma tradição oral no que diz respeito ao ensino e à transmissão do conhecimento.

Simeona ensinou o processo do Ho’oponopono a centenas de pessoas no Havaí e ao redor do mundo (Simeona, 1992). Ela foi designada um Tesouro de Ouro Vivo pelo Governador e Legislativo do Estado do Havaí por seu trabalho nessa área e, a certa altura, foi convidada a falar com os membros das Nações Unidas e da Organização Mundial da Saúde sobre o tema do perdão e Ho’ oponopono (King, 1989; Simeona). A fundação que continua o seu trabalho é chamada The Foundation of I e pode ser encontrada em www.hooponopono.org.

O governador e o legislativo do estado do Havaí também designaram o Dr. Naope como um Tesouro Dourado Vivo e o Dr. Naope é mais conhecido como o fundador do festival Merrie Monarch Hula em Hilo, Havaí. O festival às vezes é chamado de Olimpíadas de Hula Havaiana.

Dr. Naope é reconhecido em todo o mundo como um especialista na cultura Havaiana e é um dos principais indivíduos que preservaram os antigos costumes nas Ilhas. Ele é reconhecido por seu trabalho específico na preservação da antiga Hula e do canto durante o período em que os costumes ocidentais influenciavam a cultura no Havaí.

Explicação do Processo

Primeiro, o conceito de ‘pono’ de uma perspectiva Havaiana necessita ser explorado. Embora a tradução mais comum da palavra ‘pono’ seja ‘certo’ ou ‘correto’ (Chun, 1995; Ito, 1985; Shook, 2002), isso não explica claramente o conceito de ‘pono’ da perspectiva Havaiana. ‘Pono’ não significa certo no sentido de que alguém ou algo está errado, mas significa que as coisas em geral estão certas para a pessoa ou situação (Ito).

Mais especificamente, quando as coisas estão ‘pono’ entre duas pessoas, tudo está certo e há um sentimento ou estado de paz e harmonia (Ito; Shook). Embora não assegure que o sentimento de paz e harmonia seja permanente, a cultura perpetua a crença de que o evento em que ocorreu a transgressão é considerado completo e resolvido (Ito; Naope, 2006).

O Dr. Naope explica que nos tempos antigos do Havaí, o perdão não era apenas uma parte fundamental da cultura, mas era exigido independentemente da transgressão (comunicação pessoal, Naope, 2006). Acreditava-se que manter sentimentos negativos em relação a um transgressor apenas prejudicava o indivíduo, não o transgressor (ver também Ito, 1985).

Além disso, quando o perdão ocorre, o evento está concluído ou completo e não há necessidade de falar sobre isso novamente. No pensamento atual ou ocidental, o Dr. Naope explica que uma pessoa pedirá desculpas a alguém e ambos os indivíduos pensarão que o perdão ocorreu. Porém, algum tempo depois, a transgressão é retomada ou revivida. Nesse ponto, fica claro que o evento não acabou e o perdão ainda não foi alcançado.

Isso é semelhante ao conceito atual de pseudo-perdão ou falso-perdão, em que o indivíduo expressa perdão, mas internamente o indivíduo acredita que ele ou ela não fez nada de errado (Hall & Fincham, 2005).

Havia três maneiras pelas quais o Ho’oponopono era conduzido no Havaí pré-Ocidental (Naope, 2006).

A primeira forma, a mais pesquisada e estudada atualmente, foi uma abordagem de perdão face a face com um mediador ou facilitador para auxiliar no processo. Essa abordagem era conduzida principalmente dentro da família e era usada para resolver questões familiares (Ito, 1985; Shook, 2002).

A segunda era conduzida primeiro na mente do indivíduo e, em seguida, uma conversa ou discussão de acompanhamento seria conduzida com as partes envolvidas na transgressão.

Finalmente, a terceira abordagem, que é a abordagem ensinada por Simeona (1992), era feita inteiramente na mente do indivíduo e qualquer conversa era conduzida no íntimo do indivíduo. A explicação dessa versão do processo é descrita na seção a seguir.

Visão Geral do Processo

De acordo com Morrnah Simeona e Dr. Stan Hew Len em uma entrevista com King (1989), os indivíduos carregam dentro de si todas as pessoas importantes em suas vidas. Além disso, James (1993), que estudou diretamente com Morrnah Simeona, descreve o processo como um meio de mudar a perspectiva de alguém sobre a transgressão. Essa ideia de mudança de perspectiva é semelhante ao conceito de avaliação do estresse de Lazarus e Folkman (1984), que será discutido mais adiante na seção Estresse e enfrentamento.

O processo do Ho’oponopono varia dentro das diferentes comunidades do Havaí devido à diversidade das várias Ilhas. O seguinte é um processo descrito por James (1993), que é comumente aceito no Havaí e foi ensinado por Morrnah Simeona (o processo foi adaptado para funcionar com um transgressor específico):

O Processo do Ho’oponopono

1. Traga à memória o indivíduo que você percebe como o transgressor que tem prejudicado você.

2. Em sua ‘visão mental’ ou imaginação, construa um pequeno palco abaixo de você e esteja disposto a perdoar a pessoa em questão (esteja disposto a vir a ser ‘pono’ com ele ou com ela).

3. Imagine uma fonte infinita de amor e luz/energia curativa [healing] fluindo de uma fonte acima do topo de sua cabeça; abra o topo da sua cabeça; deixe a fonte do amor e da cura [healing] fluir para dentro do seu corpo, preencher o seu corpo e curá-lo [healing]. Então, deixe a luz/energia transbordar do seu coração para curar [heal] a pessoa no palco. Certifique-se de que está tudo bem para você curar [heal] a pessoa e que ela aceite a cura [healing].

4. Quando a cura [healing] está completa, converse com a pessoa, perdoe-a e faça com que ela o perdoe. Certifique-se de que o perdão seja honesto e que todas as coisas que necessita ser comunicado seja expressado e divulgado de maneira positiva e benéfica.

5. Assim que o perdão tiver ocorrido, deixe a pessoa ir e as veja flutuando para longe. Ao fazê-lo, corte qualquer conexão que conecte vocês dois (se apropriado).

Como foi discutido anteriormente, isso é semelhante ao modelo de cinco etapas proposto por Worthington (1998):

a) recordar a mágoa e a negatividade associadas ao evento específico,

(b) empatizar com o transgressor,

(c) oferecer uma dádiva verdadeira e honesta de perdão ao transgressor,

(d) fazer um compromisso de perdoar o transgressor, e

(e) manter o perdão.

No processo Ho’oponopono do perdão, o passo 1 é semelhante ao do passo 1 proposto por Worthington (1998). O objetivo do passo 1 do Ho’oponopono é recordar e trazer à mente a pessoa, o evento e os sentimentos/pensamentos associados à transgressão. No passo 2 do Ho’oponopono, o indivíduo está se preparando para perdoar o transgressor, bem como se preparando para ter a habilidade para  revelação emocional com o transgressor. Durante os passos 3 e 4 do Ho’oponopono, a intenção é criar empatia com a pessoa e vê-la como sendo curada [healed]. Adicionalmente, durante o passo 4, o indivíduo é orientado a ter uma conversa com o transgressor em que o perdão é dado como uma dádiva verdadeira e honesta e o indivíduo deve assumir o compromisso de perdoar. Além disso, a conversa é para ser positiva, construtiva e benéfica, em vez de negativa ou não construtiva (Ito, 1985). Por fim, no passo 5, a liberação ou desapego da pessoa é feito como uma metáfora da manutenção do perdão. Essencialmente, o indivíduo está deixando de lado o evento e a negatividade associada com o evento.

O corte opcional de conexão no Ho’oponopono é um ponto de discórdia na pesquisa e na literatura sobre o perdão. No entanto, o debate muitas vezes é centrado em cortar os laços com o transgressor (por exemplo, não ter mais nada a ver com eles). Essa etapa do processo do Ho’oponopono difere do foco no debate sobre o corte de laços, que está presente nas pesquisas sobre o perdão. No processo do Ho’oponopono, o indivíduo está cortando a conexão com os aspectos do transgressor que contribuíram para a transgressão.

De fato, uma vez que o processo do Ho’oponopono estivesse completo, o indivíduo seria encorajado então a conversar com o transgressor para perceber a diferença de sentimentos, se apropriado (por exemplo, durante transgressões conjugais; Ito, 1985). Portanto, embora haja debate sobre o uso de ‘cortar a conexão’, essa etapa no Ho’oponopono é opcional e com uma intenção diferente.

Metodologia de Pesquisa Com Perdão e Ho’oponopono

Como foi discutido anteriormente nesse capítulo, para esse estudo específico sobre Ho’oponopono, a mudança pró-social foi medida usando o Inventário TRIM [Transgression-Related Interpersonal Motivations Scale; tradução livre ‘Escala de Motivações Interpessoais Relacionadas à Transgressão’].

Outros estudos discutidos posteriormente nesse artigo analisaram diferentes variáveis ​​como um meio de medir o perdão; no entanto, há muito menos desacordo em relação à medição da redução da indisponibilidade do perdão [unforgiveness] em oposição à medição do próprio perdão [forgiveness]. Em outras palavras, a literatura disponível demonstra que, devido à falta de acordo sobre o que é o perdão, a medição de alcançar o perdão é problemática na pesquisa.

A indisponibilidade do perdão (ou seja, a falta de perdão à alguém) é mensurável e menos debatida e, portanto, essa variável pode ser considerada mais aceitável.

O método de pesquisa escolhido para esse estudo foi baseado em estudos anteriores que utilizaram o TRIM, bem como em estudos recentes sobre o perdão. Vários estudos usando o TRIM (por exemplo, McCullough et al., 2007; McCullough et al., 2006; McCullough et al., 1998) usaram uma abordagem pré-teste pós-teste (ou seja, medidas repetidas) para avaliar a eficácia de uma variável relacionada a perdão. Além disso, McCullough et al. (2006) utilizou um método misto, abordagem de medidas repetidas (semelhante à que está sendo utilizada nesse estudo) para comparar o grupo de teste com um grupo de controle. Finalmente, Kretzer et al. (2007) utilizou uma abordagem de medidas repetidas para testar o processo Ho’oponopono do perdão como uma abordagem educacional para melhorar a saúde. Portanto, a abordagem de pesquisa utilizada nesse estudo tem fundamento tanto na pesquisa do perdão quanto na pesquisa sobre Ho’oponopono.

Revelação Emocional

Verificou-se que a autorrevelação emocional, que é uma forma de terapia expressiva, melhora a saúde psicológica e física em ensaios randomizados (Radcliffe et al., 2007; Zech & Rime, 2005). Nessa abordagem de terapia, tanto o cliente quanto o paciente são encorajados a expressar, verbalmente ou por escrito, os sentimentos e pensamentos associados a um evento negativo. A teoria é que manter os sentimentos e pensamentos negativos sem revelá-los de alguma forma pode ter consequências negativas para a saúde geral.

Em dois experimentos separados (N = 51 e N = 329), Zech e Rime (2005) descobriram que falar e revelar emoções negativas relacionadas a uma experiência desconfortável resultou em maiores benefícios subjetivos da revelação em comparação com o grupo de controle (medido repetidamente aos 3 dias, 7 dias e 2 meses). O aspecto interessante desse estudo são os resultados do segundo experimento. Os pesquisadores levantaram a hipótese de que a revelação emocional por si só reduziria o sentimento negativo relacionado ao evento. No entanto, no segundo experimento, os participantes designados para um grupo instruído a divulgar descrições factuais do evento experimentaram uma redução maior nas emoções negativas.

Com o Ho’oponopono no passo 4, o indivíduo é solicitado a revelar tudo o que precisa ser dito e é orientado a expressar emoções, bem como detalhes sobre o evento que permitirão a liberação do afeto negativo do evento.

Em estudo randomizado com 165 universitários com estresse não resolvido, Radcliffe et al. (2007) descobriram que a revelação emocional reduz a intrusão e evitação cognitiva em comparação com grupos de controle. Nesse experimento, os participantes foram designados para um dos quatro grupos: divulgação escrita compartilhada, divulgação escrita privada, escrita de gerenciamento de tempo (grupo de controle) e sem escrita (grupo de controle). Após um acompanhamento de 3 meses, os dois grupos de controle foram iguais nos resultados e os dois grupos de divulgação melhoraram. O grupo de escrita compartilhada teve o maior resultado na área de medidas físicas de estresse (em comparação com o grupo de escrita privada).

A conclusão dos autores foi que a divulgação social é importante em relação à redução do estresse e do afeto negativo. No entanto, o grupo de escrita privada experienciou redução no estresse cognitivo.

Os resultados desse estudo (Radcliffe et al., 2007) estão alinhados com as práticas tradicionais do Ho’oponopono.

Para algumas transgressões, a divulgação do ocorrido era para ser feita em voz alta para que outros pudessem ouvir. Isso seria semelhante à divulgação social descrita no estudo. No entanto, o estudo de divulgação foi limitado porque a natureza da transgressão não foi usada para determinar a qual grupo o participante foi designado. Embora o estudo tenha sido planejado como um experimento randomizado, isso produziu uma limitação.

No entanto, a revelação em si produz uma redução dos efeitos do estresse e, portanto, valida o uso no processo Ho’oponopono.

Finalmente, em um estudo com 304 participantes, McCullough et al. (2006) analisou o conceito de revelação emocional focada positiva (ou seja, benéfica) no contexto do perdão. Os participantes no estudo foram aleatoriamente designados para um dos três grupos, cada um escrevendo por 20 minutos. O primeiro grupo escreveu sobre o trauma associado a uma transgressão. O segundo grupo escreveu sobre os benefícios pessoais resultantes da transgressão. O terceiro grupo era um grupo de controle que escrevia sobre algo que não tinha relação com transgressões. Os resultados indicaram que o grupo de benefícios pessoais tornou-se mais tolerante com o transgressor em comparação com os outros dois grupos.

Esse estudo demonstra que a revelação de emoções positivas é uma abordagem que reduz as motivações interpessoais relacionadas à transgressão (TRIMs) em relação a um transgressor.

A revelação emocional faz parte do processo Ho’oponopono especificamente na etapa número 4, no ponto em que o transgressor está no palco. O indivíduo é encorajado a revelar tudo o que necessita ser dito ao indivíduo. Além disso, embora isso não seja feito face a face com o transgressor, a pesquisa mostrou que a revelação por si só é suficiente para reduzir os TRIMs (McCullough et al., 2006). Além disso, Ito (1985) explica que no Ho’oponopono face a face os participantes devem permanecer calmos e expressar o que é necessário para ser expresso de forma positiva e construtiva.

Em outras palavras, os benefícios da experiência devem ser explorados e focados em oposição à negatividade associada ao evento.

Os estudos apresentados nessa seção validam o uso dessa abordagem no Ho’oponopono.

A revelação construtiva e positiva está correlacionada com uma melhora do estresse cognitivo (Radcliffe et al., 2007) e uma redução na indisponibilidade de perdão (McCullough et al.).

Imaginação Guiada

O processo de imaginação guiada baseia-se em imaginar eventos (reais ou percebidos) como sendo positivos (Menzies & Taylor, 2004). É uma função mental na qual pode ser usada por um paciente ou cliente para imaginar um evento como sendo positivo em vez de negativo. Isso, por sua vez, destina-se a produzir um ponto de vista alterado para uma pessoa, um evento ou uma situação.

Isso é um processo dinâmico que tem ganhado popularidade no campo da saúde mental de acordo com Goldberg (1997) e Menzies e Taylor (2004). Além disso, a imaginação guiada tem sido usada com sucesso no tratamento do humor (Gruzelier, Levy, Williams e Henderson, 2001) e no controle da dor (McCaffrey, Frock e Garduilo, 2003).

Há uma variedade de maneiras diferentes de medir os efeitos positivos da imaginação guiada sobre o indivíduo. A abordagem mais simples que os pesquisadores usaram para analisar o efeito da imaginação guiada no indivíduo está na área de deficiência imunológica relacionada ao estresse. De acordo com Solloway (2004), a pesquisa demonstrou que a imaginação guiada reduz as alterações relacionadas ao estresse no funcionamento imunológico.

Por exemplo, em uma revisão dos estudos existentes sobre imagens, Gruzelier (2002) explica que as imagens guiadas aumentaram a atividade de NKC (Natural Killer Cell) [tradução livre: ‘células exterminadoras naturais’] e diminuíram os níveis de anticorpos para HSV (Herpes Simplex Virus) [tradução livre: vírus do herpes simples] em um estudo que trabalhou com idosos durante quatro semanas de imagens guiadas, treinamento de imagens imunológicas de resultado positivo. Isso é em comparação com o grupo de relaxamento.

Gruzelier (2002) descobriu em outro estudo que a imaginação guiada diminui a ansiedade e a tensão enquanto aumenta a energia em certas situações indutoras de estresse. Isso foi evidenciado por um aumento na contagem de células Natural Killer dos estudantes durante testes e exames, que geralmente são situações estressantes. Quando comparado ao grupo de controle, o grupo de imagens guiadas experienciou um aumento na contagem de NKC. A revisão demonstra que a visualização de mudanças positivas na função imunológica resulta em uma mudança mensurável na função imunológica.

Em um estudo randomizado e controlado sobre o uso de imagens guiadas, Toth et al. (2007) descobriram que os pacientes medianos hospitalizados (N = 23) experienciaram uma redução da ansiedade em comparação com o grupo controle. Vinte e três pacientes com idades entre 18 e 75 anos foram divididos aleatoriamente em dois grupos: um grupo de imagens guiadas ou um grupo de silêncio.

Foi encontrada uma correlação estatisticamente significativa entre a redução da ansiedade e a imaginação guiada. Embora o estudo consistisse em um número baixo de participantes, produzindo assim um baixo poder, os autores explicam que os achados são consistentes com a literatura existente e que pesquisas futuras são necessárias.

A ligação entre o propósito da imaginação guiada e o Ho’oponopono é baseada nos efeitos do pensamento positivo e da visualização em mudanças mensuráveis ​​nos participantes.

Com a pesquisa sobre perdão, o foco no lado positivo do participante em um estudo (ou seja, foco no perdão em oposição à indisponibilidade do perdão) mostrou-se mais eficaz (Luskin, 2004).

Para ser claro, medir a indisponibilidade do perdão, como está ocorrendo nessa pesquisa, é diferente do foco ou intenção do participante. Luskin (2004), em uma visão geral dos estudos disponíveis, descobriu que o foco positivo, na pesquisa do perdão, está associado a um maior afeto positivo. Isso é semelhante ao foco nos benefícios em oposição à transgressão (McCullough et al., 2006), conforme descrito anteriormente na seção Revelação Emocional.

O processo do Ho’oponopono utiliza a abordagem da imaginação guiada durante a visualização da luz, bem como a discussão com o transgressor no palco.

Semelhante à descrição de Menzies e Taylor (2004), a pessoa no palco é visualizada como sendo curada antes que o processo de perdão comece. Isso permite que o paciente/cliente imagine o transgressor de uma forma mais positiva. Então a discussão com o transgressor permite que o cliente comunique ou divulgue informações para criar uma forma de divulgação (como já discutido).

Estresse e Coping

A literatura e a pesquisa disponíveis sobre estresse e coping são imensas. Desde os conceitos inovadores de Lazarus e Folkman (1984), que enfocaram o conceito de percepção do estresse como um fator crítico na resposta ao estresse, até a pesquisa atual sobre ruminação e estresse (Morrison & O’Connor, 2005; Suchday et al., 2006), a literatura disponível é extensa. A intenção de incorporar a teoria do estresse e do coping nessa dissertação é explicar a relação entre a pesquisa do perdão e a pesquisa do estresse. Isso, por sua vez, explica o impacto social desse estudo, bem como as implicações sociais da pesquisa sobre perdão como um todo.

Como uma pessoa percebe o estresse, bem como a percepção da capacidade individual de lidar com o estresse é um fator na reação (Lazarus & Folkman, 1984). A avaliação primária é a primeira resposta em relação ao tempo; no entanto, pode não ser o mais importante dos dois. Durante a avaliação primária, a situação é avaliada e a pessoa determina os efeitos que o evento terá sobre ela. Uma vez concluída a avaliação inicial, ocorre a avaliação secundária. Durante a avaliação secundária, a capacidade de controlar ou lidar com o estressor é analisada. Durante essa fase, um indivíduo está tentando determinar o que é capaz de fazer para lidar com o estressor percebido.

Embora esse seja um conceito mais antigo, isso é importante porque permite que um indivíduo, após um evento, lide com o evento. Semelhante à abordagem que o Ho’oponopono adota como um processo do perdão.

De acordo com McCullough et al. (2006), as transgressões interpessoais são um tipo de estressor interpessoal. Com uma transgressão interpessoal, uma pessoa percebe que outra a prejudicou de alguma forma. Esse dano geralmente é sentido como doloroso e moralmente errado. O conceito de percepções de estresse, bem como a capacidade de lidar com o estresse percebido, é um conceito importante na pesquisa do perdão (Strelan & Covic, 2006).

Através de estudos específicos (por exemplo, McCullough, Bellah, Kilpatrick, & Johnson, 2001; Suchday et al., 2006), a ruminação foi considerada um mediador entre o perdão e o estresse.

Isso quer dizer que um aumento no perdão (medido por meio de uma redução na indisponibilidade do perdão) reduz a ruminação sobre a transgressão, que por sua vez reduz o estresse.

Além disso, Morrison e O’Connor (2005) descobriram que a ruminação e o estresse estavam fortemente correlacionados e que a ruminação era um preditor de disfunção social relacionada ao estresse psicológico. Em seu estudo com 161 estudantes de graduação, o estresse e a ruminação foram medidos ao longo de seis meses e foram considerados um preditor preciso para a disfunção social relacionada ao estresse.

Além do conceito de percepção do estresse, Lazarus e Folkman (1984) discutiram a diferença entre comportamentos de coping focados no problema e comportamentos de coping focados nas emoções. Simplificando, os comportamentos de coping focados no problema são estratégias destinadas a resolver a situação ou evento, e os comportamentos de coping focados na emoção são estratégias destinadas a controlar as emoções que estão ocorrendo devido ao evento. Por exemplo, se uma pessoa ficou presa em um elevador que está parado entre os andares, pode haver uma emoção de medo presente.

Coping focado na emoção seriam habilidades usadas para reduzir o medo, como falar sozinho ou focar na respiração. Coping focado no problema seriam as tentativas da pessoa de sair do elevador ou encontrar uma maneira de chamar alguém para obter ajuda.

Strelan e Covic (2006) observam que também é importante entender que o processo de coping é uma função separada do resultado da redução do estresse. Coping é visto como uma abordagem contínua para gerenciar demandas estressantes. Além disso, um evento estressante não é um evento fixo ou estático; ao contrário, é uma experiência fluida que evolui com o tempo.

Portanto, o coping pode ser visto como uma experiência contínua entre o estressor, a avaliação primária e secundária e a resposta ao estresse. Lazarus e Folkman (1984) explicam que com base nisso, ao longo do tempo, os comportamentos de coping se modificarão.

No que diz respeito ao coping e ao perdão, Strelan e Covic (2006) descrevem seis maneiras pelas quais o coping está relacionado com um processo do perdão:

(a) um processo do perdão é uma espécie de reação a um evento estressante,

(b) como um indivíduo reage a um transgressor é uma avaliação conforme explicado por Lazarus e Folkman,

(c) várias estratégias de coping são uma maneira de explicar como os indivíduos perdoam,

(d) os comportamentos de coping do estresse, incluindo o perdão, têm o potencial de serem processos baseados no futuro,

(e) o processo do perdão é intrapessoal e interpessoal e

(f) o processo do perdão é dinâmico e está sempre mudando.

Com base nesses conceitos, o perdão no que se refere ao estresse e ao coping seria visto como um ‘processo de neutralização de um estressor que resultou da percepção de uma mágoa interpessoal’ (Strelan & Covic, 2006).

Independentemente de o processo ser aplicado imediatamente após uma transgressão ou em qualquer momento no futuro, o próprio processo é um meio de mudar as percepções e a avaliação do evento.

Além disso, a aplicação contínua de um processo de perdão em relação a uma transgressão específica poderia, assim, ter o potencial de se tornar uma estratégia adaptativa para lidar com a transgressão, bem como com futuras transgressões.

Isso é visto na pesquisa específica sobre Ho’oponopono por Kretzer, et al. (2007) discutido anteriormente nesse capítulo.

O significado da relação entre coping e perdão é importante porque o Ho’oponopono como um processo do perdão pode se tornar uma estratégia de coping adaptável para um indivíduo.

Além disso, com base nas percepções, na avaliação de um estressor, na ruminação e na natureza fluida e contínua das estratégias de coping, um processo Ho’oponopono pode servir como um meio de reduzir o afeto negativo de um evento específico no passado.

A implicação adicional é que a aplicação contínua desse processo reduziria ainda mais o afeto negativo associado a uma transgressão, além de servir como um meio de lidar com transgressões futuras.

Resumo

Essa revisão da literatura descreve o perdão, Ho’oponopono, revelação emocional, imaginação guiada e estresse e coping.

A literatura existente relevante para esse estudo demonstra que o perdão e os modelos de perdão têm sido eficazes na redução do afeto negativo, na redução do estresse e na melhoria da saúde.

A revisão estreitou o foco dos modelos de perdão, para exemplos de aplicações de modelos de perdão, para o modelo específico de Ho’oponopono e, finalmente, para as construções teóricas que apoiam o Ho’oponopono como um processo do perdão.

Os estudos que apresentam uma redução da indisponibilidade do perdão na revisão da literatura demonstram o impacto social desse estudo. Ao mostrar que um processo específico do perdão contribui para a redução da indisponibilidade do perdão, o pesquisador espera mostrar que um processo específico pode ser utilizado pelos indivíduos.

Ho’oponopono é um processo que tem sido utilizado no Havaí há séculos e estudos atuais começaram a olhar para as várias aplicações. Embora esses estudos tenham se concentrado em grupos ou contextos específicos, esse estudo teve como objetivo demonstrar a utilidade do Ho’oponopono em um contexto mais amplo. A lacuna na literatura exige um estudo não apenas sobre um processo específico do perdão aplicado a indivíduos, mas um estudo sobre o Ho’oponopono como uma abordagem viável para o perdão.

Resumo das Interpretações

No geral, esse estudo sobre Ho’oponopono encontrou o que ele estava procurando.

O Ho’oponopono de fato reduz as motivações gerais de indisponibilidade do perdão dentro dos grupos e ele de fato reduz perdão em comparação com um grupo de controle (conforme medido pelo TRIM).

Além disso, não há diferença entre homens e mulheres na experiência de Ho’oponopono. Em uma análise mais detalhada das subescalas (Evitação e Vingança), descobriu-se que a redução na indisponibilidade do perdão geral por meio da experiência dessa versão de Ho’oponopono foi impulsionada pela redução das motivações de evitação.

A falta de uma redução estatisticamente significativa nas motivações de vingança na análise entre grupos fornece ação futura na pesquisa do Ho’oponopono, bem como pesquisas futuras sobre a versão completa do Ho’oponopono.

Limitações

No capítulo 1, foram apresentadas limitações específicas com base no método de pesquisa.

A seguir estão as limitações discutidas e as medidas tomadas para minimizar as limitações nesse estudo.

1. Esse estudo utilizou uma amostra de indivíduos que entraram em contato com uma empresa buscando esse tipo de informação. Assim, o estudo pode não generalizar para toda a população.

O problema com essa limitação é que a amostra consistia potencialmente em participantes interessados ​​em perdoar.

No entanto, com base no processo do Ho’oponopono e no trabalho de Simeona (1992), um participante necessita estar disposto a perdoar para alcançar o perdão.

Além disso, Worthington (1998) explica que, para alcançar o perdão, alguém tem que fazer uma dádiva altruísta de perdão ao ofensor.

Portanto, a população para a qual esse estudo generalizaria seria composta por pessoas que querem perdoar.

2. O teste de medidas repetidas depende do participante seguir instruções específicas. Os participantes usaram o site https://www.surveymonkey.com/ e um arquivo de áudio baixado para experienciar o Ho’oponopono. Embora todas as precauções tenham sido tomadas para garantir o cumprimento das instruções, existe o potencial de desvio das instruções. A pergunta de controle para o grupo de teste (descrita no capítulo 3) ajudou a minimizar essa limitação.

Além disso, o tamanho da amostra foi escolhido para obter maior poder e tamanho de efeito maior. Embora isso ainda seja uma limitação, os resultados do estudo foram significativos.

3. Não havia maneira de controlar outros fatores de alívio do estresse para influenciar a percepção da transgressão entre a aplicação do Ho’oponopono e o segundo teste. Portanto, alguns outros fatores externos podem ter influenciado na redução da indisponibilidade do perdão.

Novamente, com o tamanho da amostra, essa limitação foi minimizada ao máximo, considerando que o objetivo da pesquisa era validar um processo do perdão que pode ser feito de forma isolada.

Em outras palavras, um ambiente controlado teria sido contraproducente para o foco da questão de pesquisa.

Significação do Estudo e Implicações para a Mudança Social

O Capítulo 1 resumiu a importância desse estudo e as implicações para a mudança social. Essas implicações podem ser óbvias; no entanto, elas merecem uma exploração mais aprofundada. A significação pode ser resumida em dois postos-chave.

Primeiro, grande parte da pesquisa em psicologia está atolada em discussões sobre uma definição como perdão. A revisão da literatura revelou que o desacordo sobre o que é o perdão, o que causa o perdão e o que medeia o perdão ocupa muito do foco. Esses estudos foram e são importantes porque criam uma base para pesquisas futuras. E, dito isso, é possível que nós tenhamos perdido de vista a razão mais importante pela qual nós fazemos pesquisa.

Psicólogos e conselheiros estão na linha de frente, querendo ajudar as pessoas. Esse conceito conduziu o propósito desse estudo, que foi avaliar a eficácia do processo Ho’oponopono do perdão na redução da indisponibilidade do perdão.

Segundo Strelan e Covic (2006), estudos anteriores validaram modelos e teorias; no entanto, este estudo do Ho’oponopono olhou para um processo específico do perdão que corresponde a modelos de perdão e construtos psicológicos.

Com esse processo validado, pesquisas futuras podem examinar toda a extensão da eficácia do Ho’oponopono.

Isso traz a segunda significação do estudo, que é o benefício geral do perdão para a saúde. Pessoas implacáveis ​​ou vingativas são propensas a sintomas depressivos (Brown & Phillips, 2005) e têm uma taxa mais alta de serem diagnosticados com depressão, TAG [transtorno de ansiedade generalizada] e transtorno do pânico (Kendler et al., 2003).

Portanto, estudar Ho’oponopono com base na literatura existente nessa área ajudou a obter uma melhor compreensão de como ajudar os indivíduos a trabalhar para reduzir a indisponibilidade do perdão após uma transgressão interpessoal.

Ao estudar esse perdão específico (ou seja, Ho’oponopono), esse estudo teve como objetivo demonstrar que um processo poderia ser validado e utilizado para ajudar os indivíduos a reduzir a indisponibilidade do perdão em relação a um transgressor.

Devido à relativa simplicidade do processo de Ho’oponopono, essa pesquisa investigou se esse processo específico de perdão pode ou não ser usado por indivíduos por conta própria para melhorar a sua saúde geral (através da redução da indisponibilidade do perdão).

Resumindo, a implicação para a mudança social é que os indivíduos, ao aprenderem Ho’oponopono, terão um maior controle sobre a sua experiência de uma transgressão e terão a capacidade de reduzir os sentimentos de indisponibilidade do perdão por eles mesmos.

Recomendações para Ação e Pesquisa Futura

A presente pesquisa é um estudo pioneiro sobre o específico processo do Ho’oponopono do perdão. Uma vez que o conceito de perdão é multifacetado, com muitos construtos e variáveis, há uma abundância de possíveis recomendações para pesquisas futuras.

Com base nesse estudo e nas descobertas nesse estudo, as recomendações para ação e pesquisas futuras serão limitadas ao escopo desse estudo e à discussão dentro desse ensaio [paper].

Com base no foco desse estudo e na questão de pesquisa, foi utilizada a abordagem cara a cara do Ho’oponopono.

Isso foi feito para limitar as variáveis ​​de confusão que teriam sido introduzidas com o processo que inclui todos os relacionados à transgressão.

Estudos futuros devem incluir em seu foco a versão completa do Ho’oponopono.

Os achados na análise intergrupos relacionados à subescala de Vingança no TRIM, justificam um foco no processo Ho’oponopono do perdão que inclui outros indivíduos relacionados à transgressão.

A questão de pesquisa criada a partir dessa constatação seria:

Qual a relação entre a abordagem do Ho’oponopono que inclui todos os relacionados à transgressão e a redução dos escores TRIM, bem como as subescalas de evitação e motivações de vingança?

Essa questão pode ser examinada usando a mesma metodologia desse estudo e a abordagem Ho’oponopono que inclui todos os indivíduos na vida do participante (em oposição ao processo cara a cara).

Em seguida, nesse estudo, os dados demográficos incluíram questões relacionadas ao relacionamento com o transgressor, bem como o tempo decorrido desde a transgressão. Pesquisas futuras devem incluir um exame mais aprofundado desses outros dados demográficos para determinar se o período de tempo e/ou relacionamento com o transgressor está correlacionado com a redução da indisponibilidade de perdão. Além disso, nessa recomendação, um grupo maior de homens forneceria uma amostra melhor para analisar a relação entre grupos para homens e mulheres.

Outra recomendação seria um estudo longitudinal para examinar o perdão-traço [perdão enquanto traço de personalidade] e o perdão episódico. Essa poderia ser outra área de pesquisa futura relacionada ao Ho’oponopono.

Esse estudo analisou especificamente o perdão episódico relacionado a uma única transgressão com um único transgressor.

Simeona (1992) acreditava que o Ho’oponopono deveria ser praticado diariamente para melhorar a saúde e fortalecer os relacionamentos. Ela também acreditava que o Ho’oponopono praticado regularmente aumentava o perdão-traço do indivíduo de lidar com futuras transgressões.

Com esse estudo validando o Ho’oponopono, a primeira etapa foi concluída. O próximo passo seria pesquisar a crença de Simeona que poderia ser reafirmada como ‘o uso a longo prazo de Ho’oponopono aumenta o perdão-traço para um indivíduo’.

Finalmente, como recomendação de ação, um participante do estudo sugeriu que esse processo específico do Ho’oponopono fosse fornecido aos indivíduos em um CD para compra.

Essa recomendação será feita ao conselho de administração da empresa de treinamento para considerar a criação de um produto com esse processo nele.

Minha observação: O Projeto OREM® acrescentaria como recomendações para ações e pesquisas futuras, estudos acadêmicos para doutorados com escopo de trabalho sobre a cura [Healing] através do Ho’oponopono do arrependimento, do Ho’oponopono do amor, do Ho’oponopono da gratidão, assim como ampliar o escopo do Ho’oponopono do perdão nos tipos de aplicação do processo de resolução de problemas intrapessoais e interpessoais.

Qual a relação entre a abordagem do Ho’oponopono que inclui todos os relacionados à transgressão e a redução dos escores TRIM, bem como as subescalas de evitação e motivações de vingança?

Conclusão

As descobertas relatadas nesse estudo validam o Ho’oponopono como um processo do perdão que é eficaz na redução de sentimentos de indisponibilidade do perdão.

Essas descobertas são significativas e estabelecem uma base para pesquisas futuras sobre esse processo específico do perdão.

Há mais de uma década, McCullough, Worthington e Rachal (1997) escreveram que ‘o perdão pode ser promovido por meio de intervenção clínica’ (p. 333). Mais recentemente, Strelan e Covic (2006) enfatizaram a necessidade de mais pesquisas empíricas sobre um processo específico. Esse estudo endereçou esses apelos à ação.

O propósito desse estudo foi cumprido na medida em que o perdão não só pode ser promovido em intervenções clínicas [nosso comentário: psicoterapia como um exemplo prático], como a redução da indisponibilidade do perdão pode ser alcançada por um indivíduo através de um processo simples.

Embora mais pesquisas sejam recomendadas, esse estudo fornece uma base e uma estrutura para que os indivíduos tenham um maior controle sobre os seus relacionamentos interpessoais e intrapessoais.

Esse estudo estabelece os fundamentos para pesquisas futuras para examinar a eficácia do Ho’oponopono em contextos específicos e transgressões em várias amostras. A habilidade por um indivíduo de reduzir o efeito negativo de uma transgressão e, portanto, melhorar a sua saúde não é apenas um achado significativo; isso tem uma forte implicação para a mudança social.”

Simeona (1992) acreditava que o Ho’oponopono deveria ser praticado diariamente para melhorar a saúde e fortalecer os relacionamentos. Ela também acreditava que o Ho’oponopono praticado regularmente aumentava o perdão-traço do indivíduo de lidar com futuras transgressões.

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Malcolm Gradwell – livro “Blink: The Power of Thinking without Thinking” (Tradução livre: “Num piscar de olhos: O Poder de Pensar Sem Pensar”);

Marianne Szegedy-Maszak – edição especial sobre Neurociência publicada na multiplataforma “US News & World Report”, destacando o ensaio “Como Sua Mente Subconsciente Realmente Molda Suas Decisões”;

Matthew B. James. Estudo Acadêmico , para um Programa de Doutorado da Walden University, Minneapolis, Minnesota, USA, 2008, doutorando em Psicologia da Saúde, denominada “Ho’oponopono: Assessing the effects of a traditional Hawaiian forgiveness technique on unforgiveness”. O estudo completo pode ser acessado no site da Walden University no link: https://scholarworks.waldenu.edu/dissertations/622/#:~:text=The%20results%20demonstrated%20that%20those,the%20course%20of%20the%20study.

Max Freedom Long – livro “Milagres da Ciência Secreta”;

Max Freedom Long – Artigo “Teaching HUNA to the Children – How Everything was made” [Ensinando HUNA para as Crianças – Como Tudo foi feito], site https://www.maxfreedomlong.com/articles/max-freedom-long/teaching-huna-to-the-children/;

Max Freedom Long – Artigo “Huna And The God Within”. Fonte: https://www.maxfreedomlong.com/articles/huna-lessons/huna-lesson-2-huna-theory-of-prayer/

Max Freedom Long – Artigo “The Workable Psycho-Religious System of the Polynesians” [O Sistema Psico-Religioso Praticável dos Polinésios]. Fonte: https://www.maxfreedomlong.com/articles/max-freedom-long/huna-the-workable-psycho-religious-system-of-the-polynesians/

Napoleon Hill – livro “The Law of Success in Sixteen Lessons” (tradução livre: “A Lei do Sucesso em Dezesseis Lições”);

Osho – livro “The Golden Future” (tradução livre: “O Futuro Dourado”);

Osho – livro “From Unconsciousness to Consciousness” (tradução livre “Do Inconsciente ao Consciente”);

Osho – livro “Desvendando mistérios”;

Paul Cresswell – livro “Learn to Use Your Subconscious Mind” (tradução livre: “Aprenda a Usar a Sua Mente Subconsciente”);

Paulo Freire, educador, pedagogo, filósofo brasileiro – livro “A Psicologia da Pergunta”;

Platão – livro “O Mito da Caverna”;

Richard Wilhelm – livro “I Ching”;

Roberto Assagioli, Psicossíntese. Site http://psicossintese.org.br/index.php/o-que-e-psicossintese/

Sanaya Roman – livro “Spiritual Growth: Being Your Higher Self (versão em português: “Crescimento Espiritual: o Despertar do Seu Eu Superior”);

Sílvia Lisboa e Bruno Garattoni – artigo da Revista Superintessante, publicado em 21.05.13, sobre o lado oculto da mente e a neurociência moderna.

Site da Associação de Estudos Huna https://www.huna.org.br/ – artigos diversos.

Site www.globalmentoringgroup.com – artigos sobre PNL;

Site Wikipedia https://pt.wikipedia.org/wiki/Ho%CA%BBoponopono, a enciclopédia livre;

Thomas Troward – livro “The Creative Process in the Individual” (tradução livre: “O Processo Criativo no Indivíduo”);

Thomas Troward – livro “Bible Mystery and Bible Meaning” (tradução livre: “Mistério da Bíblia e Significado da Bíblia”);

Tor Norretranders – livro “A Ilusão de Quem Usa: Reduzindo o tamanho da Consciência” (versão em inglês “The User Illusion: Cutting Consciousness Down to Size”);

Wallace D. Wattles – livro “A Ciência para Ficar Rico”;

W. D. Westervelt – Boston, G.H. Ellis Press [1915] – artigo: “Hawaiian Legends of Old Honolulu” Site: https://www.sacred-texts.com/pac/hloh/hloh00.htm.

William Walker Atkinson – livro: “Thought Vibration – The Law of Attraction in the Thought World” (tradução livre: “Vibração do Pensamento – A Lei da Atração no Mundo do Pensamento”) – Edição Eletrônica publicada em 2015;

Zanon Melo – livro “Huna – A Cura Polinésia – Manual do Kahuna”;     

Muda…
A chuva de bênçãos derrama-se sobre mim, nesse exato momento.
A Prece atinge o seu foco e levanta voo.
Eu sinto muito.
Por favor, perdoa-me.
Eu te amo.
Eu sou grato(a).
Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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Vamelma
Vamelma
1 ano atrás

Muito bom poder fazer parte do bem..das coisas boas.

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