Para esclarecermos o sistema de pensamento de Um Curso em Milagres à respeito do tema Reencarnação, buscamos inspiração e orientação no que diz o próprio livro Um Curso em Milagres, assim como no que nos ensina o Professor de Deus Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D., em suas palestras e workshops sobre o Curso, como também o que ele diz em seu livro “Q&A – Detailed Answers to Student-Generated Questions on the Theory and Practice of A Course in Miracles” (tradução livre: “P&R – Respostas Detalhadas a Questões Geradas por Alunos sobre a Teoria e Prática de Um Curso em Milagres”).

O que diz Um Curso em Milagres

No livro Um Curso em Milagres, no Manual de Professores, temos a seguinte mensagem sobre a reencarnação, no capítulo 24, que transcrevemos na íntegra a seguir (itálicos e sublinhados são por minha conta, para destacar pontos que considero importantes):

EXISTE REEENCARNAÇÃO?

Em última instância, a reencarnação é impossível. Não há passado ou futuro e a ideia de nascimento em um corpo não tem significado nem uma, nem muitas vezes. A reencarnação, então, não pode ser verdadeira em nenhum sentido real. A nossa única pergunta deve ser: «Esse conceito é útil?» E isto, é claro, depende da finalidade para a qual é usado. Se for usado para reforçar o reconhecimento da natureza eterna da vida, de fato, é útil. Qualquer outra pergunta a este respeito é realmente útil para iluminar o caminho? Como muitas outras crenças, esta pode ser usada de forma errada e amarga. Na melhor das hipóteses, tal uso errado traz preocupação e talvez orgulho pelo passado. Na pior, induz à inércia no presente. Entre as duas são possíveis muitos tipos de loucura. (MP-24.1:1-11)

A reencarnação não deveria, em nenhuma circunstância, ser o problema com o qual se deve lidar agora. Se a reencarnação fosse responsável por algumas das dificuldades que o indivíduo enfrenta no presente, a sua tarefa continuaria a ser apenas a de escapar delas, agora. Se ele está a montar os alicerces para uma vida futura, ainda assim só pode trabalhar na sua salvação agora. Para alguns, pode haver conforto neste conceito e se isso os encoraja, o seu valor é evidente em si mesmo. No entanto, é certo que o caminho para a salvação pode ser encontrado por aqueles que acreditam na reencarnação e por aqueles que não acreditam. Por conseguinte, esta ideia não pode ser considerada essencial para a nossa aprendizagem. Há sempre algum risco em ver o presente em termos do passado. Sempre há algo de positivo em qualquer pensamento que reforce a ideia de que a vida e o corpo não são a mesma coisa. (MP-24.2:1-8)

Para os nossos propósitos não seria útil tomar qualquer posição definida em relação à reencarnação. Um professor de Deus deve ser tão útil para aqueles que acreditam nela como para aqueles que não acreditam. Se uma posição definida fosse exigida da parte dele, isso, simplesmente, limitaria a sua utilidade, bem como a sua própria capacidade de tomar decisões. O nosso curso não se ocupa de nenhum conceito que não seja aceitável para qualquer um, independentemente das suas crenças anteriores. Cada um tem de fazer face ao seu ego e isso é suficiente; não cabe à sabedoria acrescentar controvérsias sectárias à sua carga. E nem haveria vantagem na aceitação prematura do curso, simplesmente, porque o ego advoga uma crença que a própria pessoa mantém há muito tempo. (MP-24.3:1-6)

Nunca é demais enfatizar que o objetivo deste curso é uma inversão completa do pensamento. Quando, afinal, isso tiver sido realizado, temas tais como a validade da reencarnação deixam de ter significado. Até lá, tais temas provavelmente serão apenas controvérsias. O professor de Deus, portanto, será sábio se evitar todas essas questões, pois tem muito que ensinar e aprender à parte delas. Tem de aprender assim como ensinar que temas teóricos são apenas perdas de tempo que desviam o tempo do propósito que lhe é designado. Se algum conceito ou crença tem aspectos que possam ser úteis, isso lhe será dito. Também lhe será dito como usá-los. O que mais precisa ele saber? (MP-24.4:1-8)

Isto quer dizer que o professor de Deus não deveria acreditar na reencarnação, nem discuti-la com outras pessoas que acreditam? A resposta é: claro que não. Se acredita na reencarnação seria um erro renunciar a essa crença, a não ser que o seu Professor interno o aconselhasse. E isto é muito improvável. Ele poderia ser avisado de que está a usar a crença erradamente, de alguma forma que prejudique o seu progresso ou o do seu estudante. Uma reinterpretação seria, então, recomendada porque é necessária. Tudo o que tem de ser reconhecido, entretanto, é que o nascimento não foi o princípio e a morte não foi o fim. Contudo, nem mesmo isso é exigido ao principiante. Basta que aceite a ideia de que o que sabe não é necessariamente tudo o que existe para se aprender. A sua jornada teve início. (MP-24.5:1-10)

A ênfase deste curso permanece sempre a mesma: é nesse momento que a salvação completa está sendo oferecida a ti e é nesse momento que podes aceitá-la. Esta ainda é a tua única responsabilidade. A Expiação poderia ser equacionada com o escape total do passado e a total falta de interesse no futuro. O Céu está aqui. Não há nenhum outro lugar. O Céu é agora. Não há outro tempo. Qualquer outro ensinamento não diz respeito aos Professores de Deus. Todas as crenças apontarão para isto, se forem corretamente interpretadas. Nesse sentido pode dizer-se que a utilidade delas está na utilidade que têm. Todas as crenças que conduzem ao progresso devem ser honradas. Este é o único critério que este curso requer. Nada mais do que isso é necessário. (MP-24.6:1-13)

A visão de um espiritualista sobre o tema

Em artigo intitulado “Reencarnação de Acordo com Um Curso em Milagres”, escrito por José Eduardo Glaeser e editado em 15/07/2012 , disponível no site: (https://acasasobrearocha.wordpress.com/2012/07/15/reencarnacao-de-acordo-com-um-curso-em-milagres/), temos a seguinte interpretação sobre o tema:

“O Curso em Milagres a princípio pode parecer muito radical. De acordo com os seus ensinamentos existem apenas duas emoções, o medo ou o amor. O medo gera a ilusão e o amor gera a realidade.

A visão oferecida pelo Curso é de um caminho percorrido. Este conceito é muito importante de se entender. Como todos os seus princípios os ensinamentos sempre operam em dois níveis.

Um destes níveis nos mostra o que acontece quando chegamos ao fim da jornada e como a realidade é vivida. Através desta visão temos uma ideia nítida do que significa viver na realidade.

O outro nível, nos ensina como chegar lá.

Através do treinamento psicológico da mente, nós temos a possibilidade de aos poucos sair da ilusão para a realidade. Do inconsciente, da escuridão, para o consciente, a luz. A outra é vivendo no agora, sem futuro ou passado.

Um dos aspectos desta realidade inclui a ideia de reencarnação. De acordo com o Curso, “Não há passado ou futuro e a ideia de nascimento em um corpo não tem um significado nem em uma, nem muitas vezes. A reencarnação, portanto não pode ser verdadeira em nenhum sentido real” por fazer parte da ilusão. Estas palavras representam a realidade.

Mas na sua enorme compreensão e compaixão, o Curso sempre usa o que nós sabemos para o nosso benefício. Mesmo as ideias criadas no mundo ilusório tem o seu propósito até acordarmos. “Ha sempre algum risco em ver o presente em termos do passado. Sempre há algum bem em qualquer pensamento que reforce a ideia de que a vida e o corpo não são a mesma coisa.”

A razão de trazer este assunto ao meu blog é porque tenho pensado muito sobre este aspecto da cultura brasileira. Eu notei quando estive ai a última vez, que muitas pessoas, independentes da sua situação econômica ou de educação, acreditam que a direção de suas vidas são influenciadas por outras pessoas. Elas tendem a culpar os espíritos entre outros, pelo que acontecem em suas vidas. Acreditando nesta possibilidade, a pessoa automaticamente se sente atacada.

Quando isto acontece, elas deixam o medo ser a parte dominante da mente, pensando ser vulnerável ao ataque, assim fazendo ela reforça o ego. Como o ego é dependente do medo para sobreviver, certas crenças são um obstáculo por algum tempo, mantendo a mente na escuridão.

Para muitos, parece ser importante saber como o passado, outras vidas, influenciam a dinâmica de uma família no presente, dificultando o indivíduo a tomar responsabilidade por suas ações no presente, criando desculpas pelo seu comportamento, apoiado num passado distante, onde outra dinâmica, outro tempo, existiam.

“A reencarnação não deveria, em nenhuma circunstância, ser o problema com o qual se deve lidar agora. Se ela fosse responsável por algumas dificuldades que o indivíduo enfrenta no presente, a sua tarefa ainda seria apenas a de escapar delas agora.”

“Não se pode enfatizar o suficiente que o objetivo deste curso é uma reversão completa do pensamento. Quando, afinal, isso tiver sido realizado, temas como validade da reencarnação vem a ser sem significado”

Reconheço que não tenho todas as respostas para os mistérios do universo, se tivesse não estaria aqui. Mas o que eu quero dizer é que nós não podemos sempre transferir a nossa responsabilidade como ser humano a forças além do nosso controle. Se fosse assim todos nós seriamos ricos, todos nós casaríamos com as pessoas desejadas, todos nós viveriam em um paraíso, independente do que nós fazemos ou agimos…”

O que diz o Dr. Kenneth Wapnick

Dr. Kenneth Wapnick, em entrevista gravada no Youtube, esclarece-nos sobre o tema, com as seguintes considerações:

“Como Jesus explica no Manual de Professores, uma vez que o tempo é uma ilusão e nem mesmo nós estamos aqui, então se nós estamos aqui uma vez ou cem vezes basicamente é irrelevante.

No entanto, ele diz que se você acha o conceito útil, então essa é a sua própria justificativa (M-24.1).

Portanto, o Curso não assume uma posição oficial, embora haja muitas passagens ao longo do Curso, o que sugere fortemente que esta não é a primeira vez que nós estivemos, nem é a última.

Na discussão do último obstáculo para a paz quando nós estamos diante do véu final – o temor de Deus – Jesus diz que nós estamos diante dele para passar pelo véu (T-19.IV.D) que significa que nós terminamos e aceitamos a Expiação para nós mesmos ou que nos afastamos apenas para vir para cá novamente. Novamente, sugere fortemente que tudo o que não concluirmos nesta vida, nós teríamos que fazer em outra vida.

… “E é aqui que escolhes se olhas para ele ou se continuas vagando, apenas para retornares e escolheres outra vez” (T-19.IV.D.10:8).

O Curso diz mais de uma vez que, se você praticar este Curso, nós economizaremos mil anos. Bem, obviamente Jesus não pode estar falando sobre uma existência.

“O milagre substitui um aprendizado que poderia ser levado milhares de anos” (T-1.II.6:7).

“Acredita nesse pensamento e serás salvo de anos de miséria, de inúmeros desapontamentos e de esperanças que se tornam amargas cinzas de desespero” (LE-PI.128.1:2).

Logo no início do Texto onde Jesus discute o milagre, ele fala sobre como o milagre nos economiza tempo, que ele reduz o tempo e nos economiza tempo.

“O milagre minimiza a necessidade de tempo” (T-1.II.6:1).

“Não há vida fora do Céu” (T-23.II.19:1), como Jesus nos diz no Capítulo 23.

Novamente, como Jesus diz naquela seção do Manual de Professores, se você achar o conceito útil, por favor, use-o (M-24.1:4-6).

Desse modo reencarnação pode ser útil até uma ideia compatível para você, mas não faz diferença se você acredita ou não para a salvação, porque independentemente, mais uma vez, se o meu problema data de cinco minutos atrás, 50 anos atrás ou 500 anos atrás, eu ainda tenho que fazer a escolha no presente de deixar as minhas queixas de lado, o que significa que reconheço o investimento que eu tenho em manter a queixa.

O que diz o livro de Perguntas e Respostas do Dr. Kenneth

Do Livro “Q&A – Detailed Answers to Student-Generated Questions on the Theory and Practice of A Course in Miracles”, extraímos e transcrevemos, a seguir, as Perguntas e Respostas que se referem ao tema Reencarnação, por serem inspiradoras, esclarecedoras e didáticas sobre a posição do Curso:

P24: Um Curso em Milagres parece fazer rápida menção à reencarnação. Se realmente nós não morremos, mas apenas “entregamos este corpo”, nós voltamos em outro ou continuamos as nossas lições em outro nível?

R: Sim, no Curso, Jesus faz rápida menção à reencarnação. Mas para entender o que ele está dizendo e para responder à sua pergunta, nós precisamos lembrar que no Curso, ele está sempre falando conosco no nível da mente, que é o único nível onde ocorre qualquer aprendizado verdadeiro. E, especificamente, ele está falando com aquela parte da nossa mente que tem que escolher entre o ego e o Espírito Santo, entre o ódio e o amor, entre a morte e a vida.

“Mas lembre-se de que a compreensão é da mente e só da mente” (T-15.VI.7:5).

Ele nos diz no Curso que esta “vida” é um sonho, que o mundo é uma ilusão, que o corpo não morre porque o corpo não vive (T-19) e que a nossa experiência do tempo é simplesmente uma parte dessa ilusão.

O nosso “sonho” sempre e apenas reflete a escolha que nós fizemos para o propósito do ego de reforçar a nossa culpa e crença na separação, ou o propósito do Espírito Santo de perdão e desfazer a crença na separação. Portanto, a forma do sonho nunca importa e quando essa forma muda, o aprendizado, ou escolha, continua na mente.

O corpo não morre, assim como não pode sentir. Ele nada faz. Por si mesmo, não é corruptível nem incorruptível. Não é nada. (T-19.IV-C.5:2-5)

Assim, ao ler uma passagem que parece implicar em reencarnação, nós podemos entendê-la não apenas no nível de nossa experiência dentro do sonho, mas também como a ideia de revisitar as faltas de perdão. Talvez seja útil pensar em sonhos “simultâneos” ou usar o modelo de um holograma em que o todo é encontrado em cada parte. Quando a mente “revisita” os sonhos ou aspectos do holograma, isso pode ser visto como experimentando diferentes “vidas”.

Jesus nos diz no Manual de Professores que a crença no conceito de reencarnação não é um requisito para o seu Curso. Na verdade, ele diz que só tem valor na medida em que é “útil” ou conforta os seus estudantes.

“Em última instância, a reencarnação é impossível. Não há passado ou futuro e a ideia de nascimento em um corpo não tem significado nem uma, nem muitas vezes. A reencarnação, então, não pode ser verdadeira em nenhum sentido real. (MP-24.1:1-3).

“A reencarnação não deveria, em nenhuma circunstância, ser o problema com o qual se deve ligar agora. … No entanto, é certo que o caminho para a salvação pode ser achado por aqueles que acreditam na reencarnação e por aqueles que não acreditam. Por conseguinte, essa ideia não pode ser considerada essencial para o currículo. Há sempre algum risco em ver o presente em termos do passado. Sempre há algum bem em qualquer pensamento que reforce a ideia de que a vida e o corpo não são a mesma coisa.” (MP-24.2:1,5-8).

Quando pudermos aceitar o fato de que o tempo não é linear, o conceito de reencarnação perde o sentido. Mas, enquanto acreditarmos que nós somos indivíduos separados, as lições continuam em qualquer forma que nós possamos aceitar e entender até que realmente aprendamos que a nossa realidade é espírito e que sempre estivemos “em casa em Deus, [apenas] sonhando com o exílio” (T-10.I.2:1). Nessa aceitação da Expiação de nós mesmos, todos os sonhos terminam.

P91(ii): Jesus fala sobre toda a Vida como sendo parte de Deus e eu posso ter uma sensação disso nos humanos, mas e os cães e gatos, por exemplo? Eles parecem ter uma alma e se você ouvir pessoas como John Edward, ele dirá que as pessoas que ele contata têm animais de estimação antigos com eles. Cães e gatos parecem fazer parte do Filho de Deus. E quanto aos animais “inferiores” como um rato? Eu sei que isso provavelmente é bobo, mas eu estou curioso sobre o que você pensa.

R: Essas questões tratam dos níveis metafísico e mundano (sonho). De um ponto de vista metafísico, Jesus deixa a visão do Curso sobre a comunicação com os mortos perfeitamente clara na seção “As Leis do Caos”: “Não há vida fora do Céu. Onde Deus criou a vida, lá ela tem que estar. Em qualquer estado à parte do Céu, a vida é ilusão … A vida fora do Céu é impossível e o que não está no Céu não está em lugar nenhum” (T-23.II.19:1-3,6). Portanto, existe apenas a ilusão de vida neste mundo.

No entanto, nós que experimentamos a “vida” neste mundo, lutamos diariamente com a “hierarquia das ilusões” (T-23.II.2:3); vida, morte, animado, inanimado, humano, animal, etc. Existem pessoas que se comunicam com os “mortos”, com os “vivos” (de grandes distâncias), preveem o futuro, veem o passado distante, etc. Essas experiências assim como inúmeras outras, são possíveis neste nível mundano, ou nível do sonho, porque refletem o funcionamento da mente.

E já que nós sabemos que a mente é uma só, então não deveria ser surpresa que as pessoas possam se “conectar” umas com as outras. Só porque nós acreditamos que somos separados e independentes de tudo o mais neste mundo, não significa que seja verdade. Por nos termos “esquecido” a nossa origem, comunicar-nos como John Edward parece incrível para nós. Este tipo de comunicação, entretanto, reflete a propriedade da mente ser uma só e é nossa forma natural de comunicação. Como você pode ver, não há diferença na comunicação entre corpos “vivos”, corpos “mortos” ou corpos “vivos e mortos”. Não existem corpos; apenas mente.

Obs: John Edward McGee Jr. (nascido em 19 de outubro de 1969) é uma personalidade, autor e “médium psíquico” da televisão americana.

E perguntas sobre “mais superior” e “mais inferior” não são bobas, uma vez que todos nós queremos saber como a hierarquia do nosso mundo se encaixa na hierarquia do mundo de Deus. E essa palavra, “hierarquia”, deve nos dar uma pista para a resposta.

O Curso ensina que todas as formas de vida aqui são iguais; ou seja, todas são nossas projeções do pensamento do ego de separação de Deus e também ensina que o mundo de Deus não tem hierarquia, nem níveis, nem diferenças.

Deus e Seu Filho Único, Cristo, estão totalmente unidos [unicidade], que é um conceito que nós não podemos entender com um cérebro que foi feito para entender apenas a dualidade. Mas nós podemos pelo menos compreender intelectualmente que o pensamento de separação na mente é de conteúdo, não de forma. E assim a forma que este pensamento de separação assume – animado ou inanimado, protozoário ou mamífero – é irrelevante.

E por fim, lembrando que este mundo é um “sonho”, você sem dúvida sabe por experiência própria que tudo pode acontecer em um sonho:

“Não é fato que nos sonhos surge um mundo que parece ser bastante real? Entretanto, pensa sobre o que é esse mundo. Claramente não é o mundo que viste antes de dormir. … Os sonhos são caóticos porque são governados pelos teus desejos conflitantes e não têm, portanto, qualquer preocupação com o que é verdadeiro. Eles são o melhor exemplo que poderias ter de como a percepção pode ser usada para substituir a verdade por ilusões. Não os levas a sério quando acordas, porque o fato da realidade neles ser violada de forma tão ultrajante passa a ser evidente. No entanto, são uma maneira de olhar para o mundo e de mudá-lo para agradar mais ao ego.” (T-18.II.1:1-3; 2:1-4).

P94: O Curso faz rápida menção à reencarnação. Você pode desenvolver isso com mais detalhes? Tenho 67 anos e estou ficando sem tempo para aprender a perdoar. Eu certamente gostaria de aprender nesta vida porque eu serei amaldiçoado se quiser passar por este mundo novamente se não precisar. Eu gostaria que nós tivéssemos a opção de ir à prova deste mundo para os braços de Deus. Eu digo que quero a paz de Deus, mas obviamente eu não quero porque eu não tenho a paz de Deus. Então, às vezes, eu desejo que existisse a opção para pessoas como eu, que professam a vontade de mudar, de apertar um botão e simplesmente fazer acontecer. Então eu poderia forçar e aprender a perdoar, apesar das minhas “boas intenções”. Às vezes eu penso que todo o meu problema é que, em vez de ser grato a Deus por minha criação, eu fiquei ressentido por ter sido criado, porque Deus era mais do que eu. Eu sei que parece ridículo, mas eu tenho que aprender o contrário.

R: Tantos anos para perdoar, tão pouco tempo! Mas isso é apenas o seu ego falando – as coisas realmente não funcionam como você está supondo. É preocupante que você não aprenderá a perdoar e que esta existência somente mantenha você preso na armadilha por muito mais tempo na ilusão de tudo. Uma vez que o perdão acontece na mente fora do tempo e espaço, ele não depende do tempo ou espaço para o seu progresso (por exemplo, T-15.I.9; T-26.VII.6:1-5). Depende apenas da sua disposição (na mente) de praticar as lições do perdão à medida que o seu mundo parece apresentá-las a você no agora, uma por uma. Mas, para fazer isso, você deve entender o que é o perdão e qual é o propósito do mundo.

A resistência ao mundo apenas reforça a sua crença de que o mundo é real e de que é a fonte de todos os problemas que o estão incomodando. O objetivo do Curso não é nos ensinar como escapar do mundo, mas sim como escapar do sistema de pensamento enterrado na mente que nos convence de que nós queremos e precisamos que o mundo e todos os seus vitimadores sejam reais.

O mundo nos fornece uma desculpa para manter o nosso foco fora de nossa mente, culpando os outros por nossa perda de paz, em vez de olhar para a culpa em nossa própria mente que é a verdadeira causa. O mundo é, literalmente, a projeção da culpa oculta em nossa mente (T-20.VIII.9), portanto, tentar escapar do mundo apenas põe em jogo o plano do ego de nos fazer procurar no lugar errado para o problema e sua solução (T-27.IV).

E assim, uma vez que você não está realmente aqui no mundo mesmo agora, seria mais útil se concentrar na escolha em sua mente agora para o ego do que se preocupar com possíveis vidas futuras (ou passadas), pois isso só serve ao propósito do ego de evitar o momento presente, o único momento em que o perdão pode acontecer (M-24.5-6).

Mas se você quiser uma discussão mais aprofundada sobre a reencarnação conforme apresentada no Curso, pode dar uma olhada na P24.

Por mais sincero que possa parecer, querer apertar um botão que imponha o perdão à sua mente é, na verdade, apenas uma forma de tentar evitar a responsabilidade por sua condição atual, de não olhar para a escolha que você está fazendo agora para ficar chateado e com dor. Na verdade, o perdão é o botão que você pode apertar ou selecionar agora, mas você realmente não quer e é com isso que você quer entrar mais em contato – e por quê.

O seu pensamento sobre se ressentir de Deus por ser mais do que você – o que o Curso chama de problema de autoridade (T-11.in.2:3) – é o tipo de consciência que seria útil desenvolver ainda mais, pois está se manifestando em sua vida agora em seus relacionamentos aqui, uma sombra da culpa real que está oculta no recesso de sua mente.

Como um antídoto para a sua impaciência consigo mesmo, as palavras de Jesus sobre o perdão fornecem um lembrete gentil:

“O perdão, por sua vez, é quieto e na quietude nada faz … Apenas olha e espera e não julga” (LE-pII.1.4:1,3).

P97: Por que Jesus usou o corpo de Helen como escriba para Um Curso em Milagres? Por que ele mesmo não voltou ao mundo como um corpo? Uma vez que alguém está no mundo real e deixa o seu corpo de lado, ele voltaria/poderia voltar a este mundo como outro corpo? Será que ele então se lembraria de quem ele é e de seus tempos passados?

R: Embora as suas perguntas façam sentido da perspectiva do mundo e dos eus corporais que nós pensamos que somos, esta não é a perspectiva da qual o Curso está alcançando e não existem as identidades que o Curso está abordando. Se você mudar a sua perspectiva do mundo para a mente e reconhecer que nós somos o sonhador do sonho e não as figuras do sonho, as coisas podem se tornar um pouco mais claras.

Jesus é um símbolo da Expiação em nossa mente – a correção para o nosso sistema de pensamento delirante de separação, pecado e ataque. Esse símbolo de amor pode assumir muitas formas específicas diferentes no mundo, mas as várias formas, como o homem que chamamos de Jesus, “um ser separado, caminhando por si mesmo, dentro de um corpo que aparentava manter o seu ser separado do Ser…” (ET-5.2:3) são todas ilusórias.

O amor que Jesus representa assume qualquer forma que possa ser mais útil para nós, agarrados em acreditar em um sonho que nós mesmos realizamos e que nós esquecemos que fizemos. Na verdade, não há resposta mais definitiva sobre o motivo pelo qual a mensagem chega em qualquer forma.

Ainda podemos especular – talvez, por causa do especialismo que se tornou associado ao ser físico de Jesus no Cristianismo, obscurecendo a sua mensagem central de perdão, que é mais útil para nós que a mensagem nos venha na forma de um livro, para que não nos tornemos tão facilmente distraídos pela forma específica do professor. E Helen sempre foi muito clara que ela era a escriba e não a fonte do material, de modo que qualquer confusão de sua forma com o conteúdo do Curso poderia ser minimizada.

Quanto às suas perguntas sobre estar no mundo real, esta é uma mudança permanente de perspectiva do mundo para a mente, da figura do sonho para o sonhador – não tem nada a ver com deixar o corpo de lado.

Uma vez no mundo real, você sabe que não é um corpo, não importa o que outras mentes ainda identificadas com o sonho possam pensar sobre você. E, portanto, não é uma questão de decidir ir ou vir – não há ir ou vir, mas apenas um tipo diferente de visão.

Você pode então se tornar um símbolo de amor no sonho para outras pessoas que ainda acreditam na separação, mas você não será identificado com nenhuma figura onírica e, portanto, não será afetado por nada que aconteça no mundo. Você saberá que nada disso é real.

A memória de vidas passadas não terá valor para você, ao reconhecer a sua natureza ilusória. Mas se a referência a qualquer uma dessas formas específicas pode ser útil para outros em seu próprio processo de despertar, então a sua mente pode compartilhar a correção usando esses símbolos.

P153: Em “To Be Or Not To Be: Death Leaves Not Its Source” (tradução livre: “Ser ou Não Ser: A Morte Não Deixa A Sua Fonte”) Ken afirmou que todos nós tentamos enganar a morte de várias maneiras, apenas para preservar a nossa individualidade. Dentro da ilusão, a reencarnação não faz a mesma coisa? Nós “vivemos”, “morremos”, apenas para “viver” novamente, apenas para manter o ego vivo e bem. Em algum momento nós devemos escolher a fita certa … Você poderia, por favor, comentar sobre isso.

R: Sim, a reencarnação preserva a nossa individualidade, assim como a ilusão do tempo. No entanto, o propósito de múltiplas reencarnações – conforme tradicionalmente definido nos diferentes sistemas – é ter quantas oportunidades forem necessárias para completar o aprendizado, de modo que o ciclo de nascimento e morte possa terminar permanentemente. Em Um Curso em Milagres, como você provavelmente sabe, Jesus afirma que “em última instância, a reencarnação é impossível. Não há passado ou futuro e a ideia de nascimento em um corpo não tem significado uma ou várias vezes. A reencarnação não pode, então, ser verdadeira em nenhum sentido real. A nossa única pergunta deve ser: ‘O conceito é útil?’” (M-24.1:1-4). E na discussão que se segue, ele conclui que qualquer crença que leve ao progresso na aceitação da Expiação para nós mesmos deve ser honrada (M-24.6). Portanto, tudo se resume à forma e ao conteúdo.

P291: Minha pergunta é sobre as diferenças entre Um Curso em Milagres e The Pathwork, uma série de palestras canalizadas por Eva Pierrakos de uma entidade espiritual chamada de Guia. Tenho tentado aplicar os ensinamentos do Pathwork à minha vida há cinco anos. Os ensinamentos do Guia, acredito, enfatizam demais a importância de nos aceitarmos exatamente como nós somos – não perfeitos. Ele diz que nós estamos aqui (na Terra) para tentar melhorar a nós mesmos, mas nunca nós devemos negar o fato de que nós não somos perfeitos. Em outras palavras, aceitar esse fato é o primeiro passo no caminho para se tornar perfeito. O Guia diz que tentar nos identificar com Deus sem enfrentar (ou aceitar) as nossas deficiências significa enganar a nós mesmos. Se nós quisermos nos perder em Deus, nós devemos primeiro nos encontrar. Esses ensinamentos me ajudaram a conhecer melhor a mim mesmo, mas eu não acho que me tornei uma pessoa melhor até agora.

O Guia também menciona a reencarnação em quase todas as suas palestras. Mas quando eu encontrei Um Curso em Milagres, fiquei muito confuso e desapontado porque o Jesus do Curso afirma que não há reencarnação. Não porque eu quisesse que a reencarnação existisse, mas porque Jesus nega algo que o Guia fala tão naturalmente, tão sinceramente, com tanta sabedoria, que eu acho quase impossível não acreditar nele. Eu penso o mesmo sobre Jesus (do Curso), mas os seus ensinamentos sobre a reencarnação são exatamente o oposto. Eu acredito que verdade é verdade. Como posso confiar em Jesus ou no Guia se um deles não fala a verdade?

R: Antes de abordar qualquer uma de suas preocupações, pode ser útil esclarecer o que Jesus no Curso quer dizer quando fala da verdade. Existem realmente dois níveis de significado da verdade que é importante entender se quiser que o Curso faça sentido para você. No nível mais alto do ensino, Jesus afirma no Curso de forma bastante inequívoca que o pensamento de separação, bem como qualquer coisa que se segue a esse pensamento, incluindo o mundo do tempo, espaço e forma, é ilusório. Somente o amor de Deus sem forma e ilimitado é real e verdadeiro. E Jesus quer dizer isso literalmente.

Mas, embora isso seja verdade em última instância, Jesus também sabe que essa não é a nossa experiência e, portanto, ele fala do que é verdade em um nível diferente e mais prático. Basicamente, qualquer interpretação de qualquer aspecto do mundo do tempo e espaço que nos ajude a praticar o perdão é verdadeira, enquanto qualquer interpretação que nos faça sentir culpados e com medo é falsa.

Uma vez que nós acreditamos que somos separados, seres individuais, as questões que nos preocupam, embora em última análise ilusórias, são muito reais em nossa experiência e precisam ser tratadas de maneira que sejam úteis para a nossa cura.

Quase todos os outros ensinamentos espirituais tratam apenas de preocupações no nível de nossa experiência no mundo e não fazem a distinção final que Jesus faz entre o que é real e o que é ilusório. Eles representam caminhos diferentes do Curso e pode se tornar muito confuso tentar integrar os seus ensinamentos com os ensinamentos de Jesus no Curso. No nível da forma e dos conceitos, os caminhos espirituais podem ser diferentes e até contraditórios, mas a única verdade real é Deus, para o qual todas as espiritualidades genuínas estão conduzindo, independentemente das formas e conceitos específicos que empregam para nos conduzir de volta.

Então, vamos considerar a sua segunda preocupação primeiro – sobre a diferença entre o Curso e The Pathwork sobre a reencarnação – uma vez que parece ter implicações mais perturbadoras para você. “No sentido último”, como acabamos de discutir, Jesus diz no manual para professores que “a reencarnação é impossível” (M-24.1:1), porque é um fenômeno baseado no tempo e o Curso diz que o tempo é ilusório.

Mas se você ler nesta mesma seção do Manual de Professores cuidadosamente, verá que Jesus não nega a validade e utilidade do conceito de reencarnação no nível de nossa experiência no tempo e no espaço. Que ele não o rejeita simplesmente como falso deve ficar claro em seus outros comentários aqui. Por exemplo, no mesmo parágrafo, ao falar de como o conceito de reencarnação pode ser útil, ele observa que “se for usado para fortalecer o reconhecimento da natureza eterna da vida, é realmente útil” (M-24.1:6).

Mas ele também adverte que pode ser mal usado para promover “preocupação e talvez orgulho no passado” e “inércia no presente” (M-24.1:8-10).

Posteriormente na mesma seção, Jesus também desaconselha se envolver em controvérsias desnecessárias em torno do conceito (M-24.3-4).

Mas talvez mais útil para resolver o seu conflito pessoal sobre a posição de Jesus sobre o conceito seja a pergunta explícita que ele levanta e aborda no final da seção:

Isso quer dizer que o professor de Deus não deveria acreditar na reencarnação, nem discuti-la com outras pessoas que acreditam? A resposta é: claro que não! Se ele acredita na reencarnação, seria um erro renunciar à crença, a menos que o seu Professor interno assim o aconselhasse. E isso é muito improvável” (M-24.5:1-4).

Portanto, no nível de nossa experiência no mundo, Jesus e The Pathwork Guide podem não estar em desacordo tão terrível sobre a reencarnação como você supôs.

Acontece que Jesus no Curso está tentando nos levar, em última análise, a um nível que transcende qualquer preocupação com o tempo linear e as vidas individuais. E é por causa desse objetivo que muitos estudantes resistem aos seus ensinamentos e continuam a ter dificuldade em praticar o perdão.

Mas, ao longo do caminho, Jesus usará quaisquer conceitos que tenham significado e importância para nós a fim de nos ajudar a encontrar o caminho de volta para casa. E assim o seu foco com a reencarnação, como já aludido, é em como a usamos para ir além do corpo e desta vida e não simplesmente como uma ferramenta para explorar aspectos de nós mesmos em relação a outras vidas.

Agora, a sua preocupação inicial sobre o que você sentiu do que é a ênfase exagerada do Pathwork em nos aceitarmos como imperfeitos. De muitas maneiras, o foco do Curso é semelhante e muitos estudantes expressam uma insatisfação semelhante com sua ênfase no ego – repetidamente nos encoraja a identificar os aspectos negativos do ego em nossas mentes para que, com a ajuda do Espírito Santo, eles possam ser desfeitos e liberados.

O Curso diz que nós já somos perfeitos – como Cristo – mas não como o ego que pensamos ser. E assim, embora nós não estejamos aqui para nos aprimorarmos e nos tornarmos perfeitos, Jesus está nos pedindo para descobrir todas as maneiras pelas quais continuamos a insistir que as nossas imperfeições são reais – o pecado, a culpa e o medo que tornamos muito reais, primeiro em nossas mentes e então em nosso mundo e nossas vidas para provar que o pensamento ilusório de separação é de fato real. Nas próprias palavras de Jesus em seu Curso,

“A tua tarefa não é buscar o amor, mas simplesmente buscar e achar todas as barreiras que construístes dentro de ti contra ele. Não é necessário buscar o que é verdadeiro, mas é necessário buscar o que é falso” (T-16.IV.6:1-2).

Para uma discussão mais aprofundada da perspectiva do Curso sobre a reencarnação, você pode querer revisar a P24 e a P153.

P341: O que Um Curso em Milagres tenciona quando diz que todos os que se encontraram antes se encontrarão novamente?

R: Todos os fragmentos separados da Filiação, aparentemente dispersos quando o pensamento de separação foi levado a sério, irão, através do perdão, retornar à plena consciência da Unicidade que nunca foi verdadeiramente quebrada.

Nós nos percebemos separados uns dos outros, alojados em corpos que interagem e se comunicam por meio de corpos. O Curso nos diz que essa percepção é o resultado de uma escolha na mente de estar separado:

“A brecha entre tu e teu irmão não diz respeito ao espaço entre dois corpos separados. E isso apenas parece estar dividindo as vossas mentes separadas. É o símbolo de uma promessa feita para que vos encontreis quando for preferível para ti e vos separeis até que seja vossa escolha encontrar-vos outra vez. E então os vossos corpos parecem entrar em contato e através disso dar significado a um ponto de encontro para a união. Mas é sempre possível para ti e para ele tomar os vossos caminhos diferentes. Com a condição do “direito” da separação, tu e ele concordareis em um encontro de vez em quando e manter-vos-eis à parte um do outro nos intervalos de separação que, de fato, te protege do “sacrifício” do amor” (T-29.I.4:1-6).

O “direito da separação” se refere à escolha que nós fazemos quando nos identificamos com o corpo. Nós nos encontramos quando aceitamos a correção do Espírito Santo para essa crença errada, reconhecendo assim a nossa unidade com todos os nossos irmãos. Embora isso aconteça na mente, pode ser refletido no sonho quando “os corpos parecem entrar em contato”.

P958: De que forma estudar e aplicar Um Curso em Milagres nos economiza tempo? Isso nos fará viver menos vidas? Essa ideia implica uma crença ou reconhecimento do fenômeno da reencarnação por parte de Jesus? O Curso também não diz que nós poderíamos estar com Jesus agora, se apenas víssemos (como na visão)? Isso significa que não há atalho para a iluminação? Sem acesso direto a Deus?

Além disso, qual é a definição final de milagre no Curso? Eu sei que existem 50 princípios dos milagres e o termo milagre é usado com frequência no Texto. Mas acho que essas são apenas dicas que apontam para o verdadeiro significado do milagre. O Curso não parece estar se referindo ao que geralmente descrevemos como um milagre.

R: Jesus nos diz no Curso que,

“O milagre substitui um aprendizado que poderia ter levado milhares de anos” (T-1.II.6:7).

Portanto, nós vamos começar examinando o que ele entende por milagre.

Ele quer dizer uma mudança de professores internos em nossa mente. É uma escolha de ouvir a orientação do Espírito Santo ou de Jesus (que sempre nos levará a estender o amor) ao invés do limitado estridente do ego (que sempre nos obrigará a projetar culpa).

Observe que o milagre não é a extensão do amor – a extensão é um reflexo do milagre que ocorreu na mente e pode assumir muitas formas diferentes. O milagre, conforme definido por Jesus no Curso, não tem nada a ver com corpos, fenômenos físicos ou qualquer coisa no mundo. É apenas uma mudança de pensamento.

No entanto, é uma mudança tão profunda que automaticamente nos transforma de uma mentalidade de tentar fazer com que as nossas necessidades percebidas sejam satisfeitas a qualquer custo, para uma de saber que a nossa única necessidade real é lembrar o Amor de Deus – uma necessidade que nós compartilhamos com todos os outros que acreditam que eles estão aqui.

Como resultado, no momento em que realmente nós experimentamos o milagre, não há como dizer, fazer ou pensar algo que não seja motivado pelo amor. O objetivo do Curso é nos ajudar a estabelecer as condições em nossa mente para experienciar o milagre cada vez mais e mais.

Uma das maneiras pelas quais Jesus nos motiva a ouvir a sua mensagem é prometendo economizar tempo. E é verdade que fazer o que ele nos pede parece economizar tempo. Usar este mundo como uma sala de aula para o perdão irá gradualmente diminuir a nossa compulsão de repetir padrões dolorosos e destrutivos em nossas vidas.

Assim, por exemplo, em vez de passar uma vida inteira inconscientemente atraindo experiências nas quais nos sentimos vítimas, Jesus ou o Espírito Santo nos ajudará a remover (por meio do perdão) a culpa ontológica de nossa mente que nos compeliu a usar a vitimização como um defesa contra o amor de Deus. Desta forma, nós podemos realmente usar o nosso tempo aqui para chegar mais perto de despertar para o nosso verdadeiro lar no Céu, em vez de uma sentença de prisão por tempo indeterminado.

Isso não significa, porém, que Jesus acredita no tempo. Ele nos diz que “o tempo não durou senão um instante em tua mente, sem nenhum efeito sobre a eternidade” (T-26.V.3:3) e que “a verdade está tão além do tempo que acontece de uma só vez em sua totalidade” (T-15.II.1:9).

Assim, é claro que ele fala sobre o tempo no Curso apenas porque sabe que nós acreditamos nele. É um dos símbolos do nosso sonho que Jesus deve usar para nos motivar e nos ajudar a entender o que ele está falando.

Seguindo o seu conhecimento da irrealidade do tempo, Jesus nos diz:

“Em última instância, a reencarnação é impossível. Não há passado ou futuro e a ideia de nascimento em um corpo não tem significado nem uma, nem muitas vezes. A reencarnação, então, não pode ser verdadeira em nenhum sentido real” (MP-24.1:1-3).

Mas ele também diz que “o caminho para a salvação pode ser achado por aqueles que acreditam na reencarnação e por aqueles que não acreditam” (M-24.2:5), e que “sempre há algum bem em qualquer pensamento que reforce a ideia de que a vida e o corpo não são a mesma coisa”(M-24.2:8).

Existem passagens no Curso em que Jesus parece sugerir que a reencarnação é um fenômeno real. Mas isso só o tornaria real porque acontece dentro do sonho.

A mensagem principal de Jesus é que nada do que acontece dentro do sonho é real. E assim, em última análise, Jesus e o seu curso não estão preocupados com a reencarnação ou qualquer coisa que envolva corpos.

Como o conceito de tempo, se a reencarnação é um conceito significativo para nós, Jesus fica feliz em trabalhar com ela. Mas ele faz isso apenas como parte de sua estratégia para nos ajudar a ir além de todos os conceitos que obscurecem a nossa realidade como o único Filho de Deus imutável.

Finalmente, sobre a sua questão de estar com Jesus agora, acesso direto a Deus e um atalho para a iluminação: O Curso afirma,

“Às vezes, um professor de Deus pode ter uma breve experiência de união direta com Deus. Nesse mundo, é quase impossível que isso dure. Pode talvez ser conquistado com muita devoção e dedicação e então mantido por grande parte do tempo na terra. Mas isso é tão raro que não pode ser considerado uma meta realista. Se acontecer, que assim seja. Se não acontecer, que seja assim também. Todos os estados desse mundo não podem deixar de ser ilusórios. Se Deus fosse alcançado de forma direta em conscientização prolongada, o corpo não mais se manteria por muito tempo” (M-26.3:1-8).

Devemos ler esta passagem com a consciência no nível da realidade de que (apesar de seu uso frequente de linguagem antropomórfica para descrevê-Lo) o Deus a que o Curso se refere não é um ser, mas um estado. Ele é  “uma Unicidade Que une todas as coisas dentro de Si Mesma” (T-25.I.7:2).

Se nós entendêssemos totalmente o que isso significa e obtivéssemos uma consciência sustentada disso, nós não estaríamos aqui por muito tempo, porque nós teríamos despertado para o fato de que nós não estamos aqui. Sabendo que nós estamos seguros em casa no Céu, a maioria de nós não teria mais nenhum propósito para continuar este sonho. Mas esse é o fim da jornada que o Curso nos leva. Como tal, realmente não é da nossa conta.

Muito mais útil para nós neste ponto, é focar na ênfase do Curso de que Jesus, como professor, está em nossa mente e se nós escolhermos ouvi-lo agora, nós experimentaremos o Amor de Deus, que também está em nossa mente agora. Portanto, nós já temos acesso direto a tudo o que nós precisamos para a iluminação – o currículo do Curso para abraçá-lo é o atalho.

Para uma discussão relacionada à milagres, consulte as Perguntas 288 e 559. Para mais informações sobre reencarnação, consulte a Pergunta 24. E para mais informações sobre o acesso direto a Deus, consulte a Pergunta 101.

P1158: Qual é a visão de Um Curso em Milagres sobre a reencarnação? A reencarnação é considerada uma ilusão? O que acontece quando você morre e não completou o objetivo de “desgastar, erodir” [diminuir gradualmente] as ilusões e defesas para que você possua uma mentalidade que reflita o Céu ou permaneça no Céu?

R: Mantendo o seu ensino de que não há vida fora do Céu, o Curso não apresenta um caso forte a favor ou contra a reencarnação: “Não há vida fora do Céu … Em qualquer estado à parte do Céu, a vida é ilusão. Na melhor das hipóteses, parece vida; na pior, parece morte. No entanto, os dois são julgamentos sobre o que não é vida, são iguais na sua falta de acuidade e de significado” (T-23.II.19:1,3-5).

Com base neste princípio fundamental do ensino do Curso, o Manual de Professores responde à questão da reencarnação diretamente: “Em última análise, a reencarnação é impossível. Não há passado ou futuro e a ideia de nascimento em um corpo não tem significado nem uma, nem muitas vezes. A reencarnação, então, não pode ser verdadeira em nenhum sentido real” (M-24.1:1-3).

Claramente, então, a ideia de reencarnação faz parte do sistema ilusório de crença do ego.

A mente que escolhe a ilusão também opta por se identificar com um corpo que vive e morre, uma ou várias vezes; isso não importa. O importante a considerar é a escolha da mente de acreditar na ilusão ao invés da verdade. Essa escolha é feita fora do tempo e do espaço. Ela precede o nascimento do corpo e não é afetada por sua morte.

Se o corpo é a projeção da crença da mente na separação, a única coisa que torna o corpo real é a crença contínua na separação. Tendo escolhido o corpo como a sua identidade, a mente então se convence de que o corpo age de forma independente em um processo linear de “desgastar, erodir” que acabará tendo um efeito na mente. Isso é impossível. A mente confunde causa e efeito como uma defesa contra o seu próprio poder de escolher a verdade em vez da ilusão.

A única saída para a ilusão do dilema de vida e morte é a mente aprender a reconhecer os efeitos dolorosos de sua escolha, até que decida inequivocamente pela verdade. Até que desperte do pesadelo da separação, a mente continua sonhando. Sonha que é um corpo, tem aventuras, vive, morre e vive novamente. Assim como o seu corpo permanece adormecido em sua cama, quer você tenha um sonho longo, aventureiro e noturno, pulando de um país para outro, ou um simples sonho com um gato azul, assim também é com a mente que sonha o sonho da separação. Não sai por si mesmo.

Assim, o sonho da mente de vida em um corpo não é mais real do que as aventuras noturnas do gato azul. Nada acontece quando você morre porque nada acontece quando você vive, desde que “você” seja o corpo.

Cada vez que a mente está disposta a se reconhecer como causa, ela enfraquece a crença no corpo. Enquanto é atraído pelo pensamento de separação, ele estabelece a “realidade” do corpo, nascimento, morte e renascimento.

Portanto, enquanto a mente continua sonhando, ela continua escolhendo. Isso é tudo o que sempre faz; é tudo o que acontece. Estando disposta a não negar os efeitos desastrosos de sua escolha pela separação, a mente acabará por decidir contra isso. Assim, a prática do perdão continua sendo o único caminho para despertar e encerrar o ciclo de vidas ilusórias. É a alternativa à reencarnação.

Veja também as Perguntas 24, 91, 97, 153 e 291.

P1209: Eu sempre me preocupei que tudo o que aprendi sobre Um Curso em Milagres e Deus se perderia quando voltasse em outra ilusão. Mas eu acho que isso não é uma preocupação, pois uma vez que esta “vida” termina, então eu tenho a opção de ouvir o ego e escolher outra ilusão ou o Espírito Santo e perceber que eu sou um só com Deus. Não há realmente nada para lembrar sobre o Curso porque sempre que eu voltar, sempre haverá uma mensagem me mostrando o caminho de volta. Em uma dessas ilusões, eu realmente percebo a minha unicidade e o sonho termina. É mais ou menos o tamanho disso?

R: Sim, você praticamente teve a ideia certa, especialmente no nível do conteúdo. E a boa notícia, que pode ser dita com certeza, é que você não voltará para outra ilusão! Agora, isso não é o mesmo que dizer que você vai acordar desta vez, mas sim é verdade porque você nunca entrou em qualquer ilusão em primeiro lugar. Nós sempre permanecemos dentro da mente fora da ilusão, vendo-a e talvez nos identificando com ela, mas nunca realmente entrando nela.

E, como você diz, ambas as opções – o ego e o Espírito Santo – estarão sempre disponíveis para você – com a correção para o ego experimentada de alguma forma específica, como o Curso. Mas essas alternativas estão sempre disponíveis porque nada mais são do que projeções ou manifestações dos dois sistemas de pensamento que estão sempre disponíveis em nossas mentes, independentemente da vida ilusória que nós possamos estar revendo.

Então relaxe, sente-se e aproveite o show. Porque importa o que nosso ego nos diz, seja uma comédia ou uma tragédia, nunca é uma oferta. E é disso que se trata o perdão.

P1314: Jesus teve uma história reencarnacional, assim como todos nós, ou a sua vida aqui foi a única física para ele?

R: Não há uma resposta direta para isso em Um Curso em Milagres. Muitas declarações implicam fortemente que reencarnamos e Jesus discute toda a questão da reencarnação no Manual de Professores (MP-24). Mas não há nada que indique que ele teve ou não teve vidas passadas. Nós respondemos várias outras perguntas sobre reencarnação, que estão listadas em nosso Índice sob Reencarnação; P97 é especialmente pertinente à sua pergunta.

O que pensa o Professor de Deus Robert Perry do site https://circleofa.org/:

Em seu artigo “Why I am a Course purist” (tradução livre: “Por que eu sou um purista do Curso”), o professor de Deus Robert Perry, de passagem, menciona a sua visão sobre o tema Reencarnação e o sistema de pensamento de Um Curso em Milagres, a saber:

“…o Curso diz que misturar ideias externas pode desviar o seu foco radical e prático. Na seção sobre reencarnação (M-24), o Curso diz que a ideia de reencarnação é basicamente uma forma neutra que pode ser preenchida com o conteúdo do ego ou do Espírito Santo. Sendo uma forma neutra, não é inerentemente transformadora e, portanto, não essencial, convida à controvérsia e causa distração. Consequentemente, “não seria útil tomar qualquer posição definitiva sobre a reencarnação” (M-24.3:1). “O professor de Deus é, portanto, sábio em se afastar de todas essas questões” (M-24.4:4) – todas essas questões. Nós podemos acreditar em reencarnação, OVNIs ou na dieta Atkins, mas nós não os vemos como parte do Curso ou os ensinamos como parte do Curso.”

Um último esclarecimento do Dr. Kenneth Wapnick

Nós podemos sintetizar o conceito de reencarnação conforme o sistema de pensamento do Curso, seguindo mais uma vez a abordagem inspiradora, esclarecedora e didática do Dr. Kenneth Wapnick:

“Um Curso em Milagres não fala especificamente sobre a questão da reencarnação ou vidas passadas [versão 2ª Edição FIP], exceto em um lugar, e lá, ele não toma uma posição (MP-24.3:1). Ele certamente deixa implícitas muitas referências, no entanto, de que essa não é a primeira vez em que viemos para cá.

Quando ele diz que nós poderíamos economizar milhares de anos, realmente está dizendo que nós poderíamos economizar muitas, muitas existências. Isso então significa que se nós tivermos um imenso problema de culpa que nós tenhamos que expressar em certa área de nossos relacionamentos, que existe algo que nós estamos continuamente fazendo, que reforça o nosso ódio a nós mesmos é a nossa própria crença na separação. No espaço comum de tempo, nós podemos levar dez existências para trabalharmos isso, para ficarmos voltando de novo e de novo, até termos trabalhado tudo.

Se, no entanto, nós escolhermos trabalhar esse problema difícil de uma vez, o que significa, geralmente, um relacionamento ou situação que o mundo iria julgar como pesados demais, repletos de muita dor, angústia e sofrimento, nós poderíamos realmente olhar para isso de forma diferente, o que basicamente significa entender que nós não somos vítimas dessa outra pessoa ou vítimas de nós mesmos. Então, em uma existência, nós poderíamos simplesmente pegar esse problema e dissolvê-lo. É isso o que o Curso quer dizer quando fala que nós poderíamos economizar tempo, ou que nós poderíamos economizar mil anos. É isso o que significa quando ele fala sobre o milagre que ele abole tempo, ou que “altera a ordem temporal”. Ele não abole todo o desenrolar do tempo; isso ele não faz. O que ele realmente faz é colapsar a quantidade de tempo que iria nos custar para  trabalharmos o imenso problema de culpa que temos.

Não é necessário, certamente, nós entendermos ou até mesmo concordarmos com toda essa visão metafísica do tempo. O que é necessário é entender, quando você se vir em uma situação muito difícil e dolorosa, que existe um propósito que você poderia identificar dentro dessa situação. O propósito é que você poderia aprender a não ver a si mesmo como uma vítima, e, na extensão em que aprender isso, nessa mesma extensão, vai curar toda essa culpa em si mesmo. É isso o que economiza tempo para você.

Uma história muito breve do tempo

Do livro: “O Desaparecimento do Universo”, de autoria de Gary R. Renard, transcrevemos trechos que esclarecem ainda mais a visão de Um Curso em Milagres sobre o tema “reencarnação”, em diálogo didático e esclarecedor entre o autor Gary e os Mestres Ascensionados Pursah e Arten, para o nosso amplo entendimento sobre este tema de interesse geral.

O autor Gary pergunta aos Mestres: Algumas pessoas acreditam que a reencarnação leva à evolução da alma. Isso é verdadeiro?

“Pense, Gary. A sua alma já é perfeita, ou, de outra forma, não seria uma alma; seria apenas algo que você estaria confundindo com uma alma – como a sua mente, que as pessoas realmente confundem com a alma, ou uma projeção da mente, o que inclui imagens corporais de fantasmas que as pessoas pensam serem almas.

A evolução é algo que parece acontecer no nível da forma, mas é apenas um sonho. Uma vez que a sua mente tenha aprendido todas as suas lições de perdão, então, ela desperta para o espírito ou alma e tudo o mais se vai, exceto o Céu.

A maioria das pessoas pensam sobre as suas almas como algo individual porque não podem evitar de pensar em si mesmas como indivíduos. Quando a crença falsa se vai, então, você sabe que existe apenas uma alma – que é a nossa unicidade ilimitada como espírito.

A reencarnação também é apenas um sonho, mas como nós estamos tentando explicar, uma vez que algo parece acontecer, nós falamos sobre isso como se o fizesse.

Quando a sua vida de sonho terminar, você vai se ver deixando o corpo e tendo outras aventuras, mas você realmente não está indo a lugar algum. Você só está assistindo às projeções da sua mente, ou, como nós o temos chamado para o seu benefício – um filme [símbolo].

Como nós já dissemos, todos os detalhes dos ensinamentos do Curso deveriam ser colocados dentro do contexto dos seus ensinamentos mais amplos sobre o perdão.

Embora não seja possível estar completamente em comunhão com Deus e manter o corpo, existe um lugar intermediário, ao qual o Curso se refere como uma região intermediária, que é um lugar de perdão, onde uma pessoa pode fazer algum trabalho útil enquanto parece estar nesse mundo e também experimentar a sua iluminação ao mesmo tempo. Isso é o que o Curso também chama de mundo real.

A evolução parece acontecer, mas é apenas um sonho. Uma vez que a sua mente tenha aprendido todas as suas lições de perdão, ela desperta para o espírito e tudo o mais se vai, exceto o Céu.

Como o curso diz sobre o seu Professor:

O Espírito Santo tem que perceber o tempo e reinterpretá-lo no que é intemporal. Ele tem que trabalhar através dos opostos, pois tem que trabalhar com a mente que está em oposição e por ela. Corrige e aprende e sê aberto ao aprendizado. Tu não fizeste a verdade, mas a verdade ainda pode libertar-te (T-5.IV.11:2-5).

Pelo fato de ainda não poder experienciar a eternidade completamente, você precisa de milagres, ou atos de perdão verdadeiro, nos quais você dá aos seus irmãos e irmãs para dar a si mesmo e ser curado por Aquele em quem você confia, o Espírito Santo. Como o Curso diz:

No tempo, o dar vem em primeiro lugar, embora sejam simultâneos na eternidade onde não podem ser separados. Quando tiveres aprendido que são o mesmo, a necessidade do tempo terá terminado.
A eternidade é um tempo único e a sua única dimensão é “sempre”. (T-9.VI.6:1-5, 7:1)

Imagem pexels-arthouse-studio-4578960.jpg

Bibliografia da OREM3:

Um milagre é uma correção. Ele não cria e realmente não muda nada. Apenas olha para a devastação e lembra à mente que o que ela vê é falso. Desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem superar a função do perdão. Assim, permanece nos limites do tempo. LE.II.13

Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso está a paz de Deus.
T.In.2:2-4

Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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