Trata-se de um artigo recente (2018) de um pesquisador sobre a espiritualidade Havaiana que nos destaca e esclarece determinados princípios do sistema de pensamento dos Kahunas da Polinésia, para o nosso conhecimento e entendimento na busca da verdade, na busca de nosso despertar espiritual.

Artigo : “Making it Right: Hawaiian Approaches to Conflict Resolution”

Doug Herman – 1º de fevereiro de 2018

Site: https://www.juniata.edu/offices/juniata-voices/past-version/media/volume-18/Herman_Making_It_Right_Juniata_Voices_vol_18_87_104.pdf

Doug Herman, Ex-Geógrafo sênior do Museu Nacional do Índio Americano, especializou-se no conhecimento cultural do Havaí e das Ilhas do Pacífico. Ele agora é o Diretor Executivo da Waioli Corporation em Kaua’i.

Significados nos dicionários Inglês-Português para “Making it Right”:

  • Emendar ou corrigir algo; para tornar algo mais preciso ou justo ou devolvê-lo à sua posição ou status desejado.
  • Fazer com que isso seja certo ou correto.
  • Consertar algo que já está errado. Você pegou algo já feito (ou algum dano já feito) e decidiu consertá-lo.
  • (Verbo transitivo) Corrigir, retificar ou melhorar um relacionamento ou situação.
  • Fazer o certo.
  • Corrigir, fazer consertos, fazer direito, acertar.

Assim começa o autor:

“Aloha! Enquanto durar esse artigo, eu irei dizer que nós estamos ‘na canoa’. Agora, quando eu digo ‘na canoa’, você provavelmente está pensando no tipo pequeno com dois remos. Não, eu estou falando da canoa de viagem Polinésia. Os Polinésios costumavam viajar milhares de quilômetros pelo oceano e achar Ilhas não povoadas do Pacífico. Quando você está na canoa de viagem, você sempre sabe onde você está.

E onde você está? Você está na canoa. É aí que você está. Então, no pensamento Oceânico, quando você está saindo em disparada para uma Ilha distante, a canoa está realmente parada e você está puxando a Ilha para você até que ela se eleve no horizonte. Eles chamavam isso de ‘elevar a Ilha’.

Enquanto isso, nós estamos na canoa. O interessante de estar na canoa é que, se você estiver viajando 2.500 milhas (acima de 4.000 km) em uma dessas embarcações com cerca de doze ou treze outras pessoas, você tem que aprender a se dar bem e não se matar uns aos outros. Isso irá se relacionar um pouco com a resolução de conflitos, entretanto eu não irei me concentrar muito nisso.

Já que nós estamos na canoa, eu gostaria de antes de mais nada reconhecer a Hōkūle’a, a canoa de viagem Polinésia (vide foto na capa do artigo). A sua viagem inaugural em 1976 reviveu as viagens oceânicas. Hoje há canoas navegando por todo o Pacífico. E eu tive a sorte de servir brevemente em Hōkūle’a, porém apenas na Baía de Chesapeake e, no entanto, isso não foi emocionante. A Hōkūle’a acabou de terminar uma viagem ao redor do mundo. Isso os levou por três anos para trazer as mensagens de analisar a Terra e a sustentabilidade e trabalharmos juntos.

Permita-nos lançar a nossa canoa, certo? Eu irei citar o canto da canoa, que basicamente diz:

‘Lá vem a canoa, lá vem a canoa, ela é uma canoa tão grande, não tem nem borrifo do mar; o navegador é tão bom que ele seria capaz de navegar no pior dia; nós avançamos a canoa com o remo e o balde de tirar água; vem pousar aqui nesse novo lugar, vai pousar ali nesse novo lugar, oba a canoa acaba de chegar.

Isso é o que o canto diz:

Aue ua hiti e! Ua hiki e ‘o Hōkūle‘a e!
Aue ua hiti e!
Hele ka wa‘a i ke kai e,
Ho‘okele wa‘a lā ‘ino e
‘A‘ohe e pulu, wa‘a nui e,
Aue ua hiti e!
E lauhoe mai ka wa‘a i ke kā
I ka hoe
I ka hoe,
I ke kā
E pae aku I ka ‘āina la
E pae maila i ka ‘āina e
Aue ua hiti e!

Uma vez que você chega aonde está indo de canoa e atraca em uma nova Ilha, você vê que ainda está em uma ‘embarcação’ cercada por água. Daí o ditado: ‘uma canoa é uma Ilha, a Ilha é uma canoa” [he wa’a he moku, he moku he wa’a]. Os princípios para se dar bem na canoa são os mesmos de que você necessita para se dar bem em uma Ilha.

[Minha observação: “He Wa’a He Moku He Moku He Waʻa serve como uma ferramenta para apresentar como nós podemos conservar os recursos limitados, cuidar uns dos outros, entender as nossas responsabilidades individuais e buscar conhecimento para encontrar o nosso caminho como comunidade, na terra e no oceano. Alunos e professores que adotam esses valores em suas salas de aula descobrirão que uma jornada de aprendizado é menos dependente de regras e regulamentos e mais dependente de um sistema de valores compartilhados que promove o crescimento e o desenvolvimento individual e grupal. ‘Como educador, é importante incutir um senso de segurança, apoio e responsabilidade pessoal em seus estudantes desde o início. Ambientes de sala de aula estimulantes são cultivados em valores humanos e uma compreensão de que, como uma comunidade de sala de aula, nós cuidaremos uns dos outros ao longo do caminho. Esse filme foi produzido para ajudar a iniciar um diálogo sobre como podemos nos comprometer a construir e manter uma sala de aula, escola, comunidade e mundo estimulantes.’ “– Matthew Limtiaco, Coordenador do Programa Navegando pela Mudança site: https://www.papahanaumokuakea.gov/education/hewaa.html#:~:text=He%20Wa%CA%BBa%20He%20Moku%20He%20Moku%20He%20Wa%CA%BBa%20serves%20as,land%20and%20in%20the%20ocean.]

Essa é a coisa sobre as Ilhas que as fazem com que sejam diferentes de viver em um grande Continente como esse [EUA?]. Você não pode se afastar das pessoas facilmente. Isso demora cerca de vinte minutos para atravessar Falalop, a grande Ilha no atol de Ulithi, no oeste da Micronésia. E essa é a Ilha ‘grande’, então você é capaz de imaginar o quão pequenas são as pequenas Ilhas. Assim, você tem que aprender a viver juntos.

O importante em tal cultura é tentar mitigar o conflito desde o início ou, se houver conflito, encontrar maneiras de lidar com ele. Você não é capaz de passar muito tempo chateado com o seu vizinho, o seu primo ou quem quer que seja, porque você irá se deparar com eles de novo e de novo e de novo.

Você necessita aprender a lidar com isso; você necessita aprender a ter equilíbrio e justiça. A cultura Havaiana está cheia de histórias, mitos e lendas em que alguém estava enganando alguém, tentando se safar e, no final, essa pessoa sempre recebe o castigo – ou é morta. A moral de todas essas histórias, claramente, é ‘não faça isso’ ou ‘não é assim que se vive junto’.

Para a sociedade Havaiana, as Ilhas são grandes e divididas administrativamente em distritos, grandes fatias que vão das montanhas ao mar. Dentro delas estão fatias menores que são as unidades administrativas básicas. A razão para o formato delas [em forma de cunhas] é que elas atravessam todas as zonas ambientais e de recursos, desde as altas florestas até as terras agrícolas, até a costa e, em seguida, seguem para o oceano, geralmente até a borda do recife ou, onde não há recife, a uma certa distância do oceano. Dentro dessas fatias, a principal unidade de organização é a família completa (parentes).

Os chefes do Havaí iam e vinham: eles brigavam entre si, eles faziam o que eles queriam, eles assumiam o controle, eles eram apenas uma espécie de administradores. É a unidade familiar, a família completa (parentes), que realmente faziam o trabalho. As pessoas nas áreas montanhosas cultivam, as pessoas nas áreas costeiras pescam e coletam nos recifes e assim por diante.

E eles trocam entre si mesmos, já que você não é capaz de fazer tudo isso. Assim, você tem uma economia dentro das Vozes da família completa (parentes) e é aqui que é melhor você não enganar o seu primo ou quem quer que seja, porque não irá dar certo no final. Você irá perturbar o equilíbrio. Esse é o tipo de situação social que nós temos nas Ilhas Havaianas. Cada cultura organiza o seu lugar de maneira diferente; isso irá ser diferente no Tahiti, em Samoa, na Nova Zelândia. Essa é a versão Havaiana e é sobre isso que nós estamos falando essa noite. Você está inserido em uma rede de responsabilidades e obrigações; as pessoas estão obrigadas (ligadas, sujeitas) a você ao mesmo tempo. Há o dar e o receber. Você tem que trabalhar e manter o equilíbrio dentro dessa rede.

Figura 1: Uma representação pictórica do mundo espiritual e do mundo físico com base na cultura Havaiana.

Há também um contexto espiritual na cultura Havaiana. Essa é uma cultura profundamente espiritual, ainda hoje.

A Figura 1 vem a partir de um gráfico que foi desenhado à mão em um pedaço de papel para mim por um ancião Havaiano e Professor Universitário há cerca de trinta e cinco anos.

O que nós vemos na metade superior é o não-manifesto, o mundo espiritual e na metade inferior nós temos o mundo físico. Há um monte de flechas cruzando esse limite. Esses dois se interpenetram; mais especificamente, o mundo não-manifesto se interpenetra no mundo manifesto. No canto superior esquerdo, ‘Akua’ refere-se aos deuses superiores.

Eles estão no comando dos oceanos, do clima, de grandes coisas assim. Esses são deuses ocupados. Há pequenos ‘pedaços’ deles que se apresentam de formas mais acessíveis à humanidade e esses são chamados de ‘Aumakua’. Aumakua é um espírito familiar, ou espírito guardião, ou ele pode ser um espírito da família. Uma família completa (parentes) tem um ‘aumakua’ particular. É para quem você irá orar por suas pequenas coisas do dia a dia. O Aumakua também é conhecido por resgates milagrosos. Ele antigamente era chamado de ‘a vida a partir do Aumakua’; você está prestes a morrer quando alguém/algo o puxa de volta. Essa é a vida a partir do Aumakua.

Ambos os tipos de divindades – Akua e Aumakuatêm manifestações físicas no mundo físico. A planta taro é um exemplo. O caule do taro é um deus em particular e o cormo — a parte que você come — é um deus diferente. Isso não ‘representa’ o deus, é a manifestação física do deus.

Talvez você tenha ido à Santa Comunhão. O que Jesus fez? Ele disse: ‘Esse é o meu corpo, esse é o meu sangue, faça isso frequentemente em memória de mim’. Na Igreja Católica, quando o padre faz o seu ritual de transubstanciação sobre o pão e o vinho, transformando-o literalmente no corpo e sangue de Cristo. Tem que comer tudo, tem que beber tudo, não pode jogar fora. Embora pareça pão e vinho, não é o corpo e o sangue de Cristo. Quase a mesma ideia opera aqui; esse é o corpo do deus. E há muitos desses. Os grandes deuses têm muitas manifestações físicas no mundo, então eles estão em todos os lugares, por todos os lados. Na verdade, as próprias Ilhas são filhas dos deuses. Até mesmo as rochas são corpos dos deuses.

A Figura 1 mostra um ser humano no centro inferior do gráfico e o ser humano tem uma alma que está sempre em conexão com o mundo espiritual.

Nós temos isso? Você tem uma alma? Você tem certeza? Você sabe? Você é capaz de verificar? Onde isso está afinal? Eu penso que eu esqueci a minha em casa. Nós não sabemos porque a ciência não é capaz de encontrar uma alma ou consciência no nível da percepção [consciousness]. Você não pode dissecar o cérebro e descobrir onde está a sua consciência no nível da percepção [consciousness]. Nós não sabemos como isso funciona, nós não sabemos o que isso é, nós não sabemos de onde isso vem.

Bem, a sua consciência no nível da percepção [consciousness] é a sua parte da divindade. É o pedaço de Deus em você. É por isso que a saudação em Hinduísmo, ‘Namastê’, é ‘eu reconheço o Deus em você’. Você tem esse pedaço.

Infelizmente, você tem esse revestimento externo que pode ou não ser atraente, você tem essa personalidade que pode ou não ser atraente e você tem que lidar com isso. Ainda assim, você tem aquela centelha da divindade dentro de você mesmo.

Mas espere, tem mais! Quando você morrer, existe a possibilidade de que os seus parentes o levem – se você for uma pessoa particularmente piedosa, maravilhosa e incrível – e realizem uma cerimônia que realmente o transformará em um ‘Aumakua’. Quando isso for feito, você também poderá se manifestar em uma forma física no mundo. Mas ao contrário do primeiro caso, onde todas as plantas de taro são manifestações de Lono (o deus da agricultura), nesse segundo caso é apenas aquele pássaro ou tubarão em particular que é o Tio Fred. Não são todos os tubarões, nem todos os membros da espécie, mas apenas aquele tubarão que é o Tio Fred e o Tio Fred está por aí e ele salvará a sua vida.

Há uma história que eu tinha ouvido de um ancião que eu tinha entrevistado sobre como ele estava pescando com o avô dele. Eles tinham acabado de lançar todas as linhas quando um tubarão bateu na lateral do barco. O vovô diz: ‘Ah, nós temos que voltar’. O neto diz: ‘Espera aí, espera aí, nós acabamos de chegar!’ O vovô diz: ‘Cala a boca. Faça as malas, nós vamos voltar. Eles fizeram as malas, entraram, puxaram o barco, saíram, sentaram-se na varanda e o avô disse: ‘Agora observe’. E então surgiu essa tempestade radical. História verdadeira.

Existem muitos desses tipos de histórias no Havaí. Pele, a deusa do vulcão, é a Aumakua de certas famílias da grande Ilha do Havaí. Eu vi na televisão todo um especial sobre como Pele costuma se apresentar de diferentes formas. Ela pode ser uma velha, pode ser uma linda jovem, pode ser um cachorrinho branco. Esses jovens que estavam sendo entrevistados estavam bêbados e dirigiam pela Saddle Road entre os altos vulcões da Ilha do Havaí. Era uma estrada perigosa naquela época.

Eles estavam rindo em sua caminhonete e ziguezagueando por toda a estrada e então viram essa linda jovem parada na beira da estrada com o polegar acenando. Então eles a pegam. Ela se senta no banco da frente da caminhonete entre os dois e diz: ‘Tem um cigarro?’ Eles disseram: ‘Sim, aqui está’. Ela diz: ‘Obrigada’ e o acende na palma da mão. Na entrevista, os caras disseram: ‘Nós ficamos sóbrios instantaneamente’. Essa é a vida a partir do Aumakua. Isso ainda está vivo e bem no Havaí.

Eu fiz cerca de cem entrevistas com Havaianos para uma grande exposição que na verdade nunca aconteceu, no entanto tudo bem porque eu ainda tive que fazer todas as entrevistas. Isso aconteceu com artistas, conservacionistas, ambientalistas, ativistas da soberania, guardiões da cultura e viajantes. Eu juntei tudo isso e parecia haver cinco valores ali. Um dos valores é kuleana. A melhor explicação que eu posso dar para essa palavra é que ela é como o seu ‘território’. Se for o seu território, isso significa que você tem direitos sobre ele. Você não quer que ninguém mexa com o seu território, você não quer que ninguém invada o seu território, porque esse é o seu território. Mas, por outro lado, você tem a responsabilidade de cuidar disso. Essas duas coisas andam juntas. Se você ler toda a Declaração dos Direitos Humanos, a palavra ‘responsabilidade’ é mencionada zero vezes. Nós temos direitos sobre isso, nós temos direitos sobre aquilo, mas não se fala em responsabilidades. A sua kuleana pode ser o pedaço de terra que você tem que cuidar. Pode ser o seu trabalho na canoa de viagem; um cara tem o volante e enquanto ele está lá, essa é a sua kuleana. Pode ser a sua família, a sua residência, os seus animais de estimação, o seu trabalho ou a sua lição de casa. Essas são as suas kuleana e o seu trabalho é cuidar delas.

O que acontece se você não fizer isso? As coisas ficam desequilibradas. Esse é um problema que nós não queremos. Ou, se você infringir a kuleana de alguém, eles podem ficar irritados com você. Isso não é bom.

Eu moro em Baltimore, onde há um problema com ratos. Se você tem um quintal cheio de mato e lixo, isso é um refúgio para ratos e os ratos irão viver e se reproduzir lá e então eles irão se espalhar para todos os seus vizinhos. Você poderia dizer que é seu direito deixar o seu quintal estar assim porque essa é uma terra de liberdade e independência e direitos pessoais e propriedade pessoal e você tem o direito de fazer o que quiser com o seu quintal. Ninguém pode lhe dizer o que fazer. Mas, por outro lado, você está causando um problema para todos os outros. Então, é sua responsabilidade ou não? Bem, se você se entende como existindo dentro de uma rede de pessoas e de relacionamentos que formam a sua comunidade, então você tem kuleana ali, você tem responsabilidade ali. Você está causando problemas para outras pessoas. Então, é uma maneira diferente de pensar sobre como nós interagimos uns com os outros.

Pono é o segundo valor que saiu das entrevistas. Você tem que fazer certo, seja o que for que você irá fazer. Você necessita fazer isso corretamente. Você necessita fazer a coisa certa. Isso, na terminologia Havaiana, não significa apenas a coisa certa para você, ou a coisa certa para aquela pessoa ali, ou a coisa certa de acordo com algum código moral ou conjunto de leis que você tenha encontrado – ‘Bem, a Bíblia diz que eu necessito fazer isso’ ou o que quer que seja. Não, o pono pergunta: ‘O que essa situação requer?’ Se houver um conflito, se houver uma crise, o que a situação requer que você faça? Às vezes, você irá levar o golpe para um bem maior. Isso é pono. Isso significa agir de maneira cosmicamente correta. Você tem que ir além de si mesmo por um minuto e perguntar: ‘Ok, como nós fazemos como que essa situação seja pono? Como nós podemos trazer as coisas de volta ao equilíbrio? O que eu necessito fazer nessa situação para fazer com que isso aconteça?”

Pono é uma palavra muito poderosa e um conceito muito poderoso. Isso é algo que você tem que fazer na canoa – agir de uma forma que é pono – seja cuidando dos rituais certos, ou se você é chefe, cuidando das responsabilidades que você tem como chefe. No filme Do the Right Thing [Faça a Coisa Certa], de Spike Lee, o personagem principal difunde uma situação potencialmente mortal jogando uma lata de lixo pela janela de vidro do restaurante de seu amigo. Todas as pessoas que estão prestes a cometer violência, em vez disso, destroem o restaurante. Normalmente, você não pensaria que jogar uma lata de lixo na janela de alguém seria a coisa certa.

Entretanto, nesse caso, era isso que a situação exigia. O amigo dele reconheceu isso também, embora o restaurante dele estivesse totalmente destruído.

Eu estou falando de dois processos Havaianos relacionados, ambos chamados Ho’oponopono. Ho’o é um prefixo causativo [causativo: o que faz fazer]; significa fazer algo acontecer. Nós acabamos de aprender o que é Pono. Quando você duplica uma palavra em Havaiano, você está realmente enfatizando-a. Então Ho’oponopono significa fazer as coisas certas muito bem.

Isso é o que nós queremos fazer; se as coisas saem do equilíbrio, nós necessitamos trazê-las de volta à harmonia. É o mesmo termo que você pode usar para lidar com uma sala bagunçada. Um Havaiano vinha e dizia: ‘Você necessita fazer Ho’oponopono [to Ho’oponopono(?)] no seu quarto’. Nós estamos corrigindo isso, colocando as coisas de volta nos lugares delas, recriando a ordem, o equilíbrio e a harmonia para que todos possam se sentir como: ‘Tudo bem, as coisas estão onde elas deveriam estar’.

Há dois processos sobre os quais eu estou falando essa noite e o primeiro é a prática tradicional de resolução de conflitos na sociedade Havaiana chamada, como acabei de dizer, Ho’oponopono. Nesse processo, o conflito geralmente estará dentro da família completa (parentes). Essa é uma cultura de pensamento muito holística, então a doença é frequentemente associada a coisas que estão fora de equilíbrio, o que não é incomum para as culturas Indígenas. Existem quatro tipos de doenças que os Havaianos reconhecem. Uma delas é a doença causada pelo rancor de um parente. Nós temos isso nesse país, na nossa cultura? Eu nunca ouvi falar disso. Sim, você fica doente na hora do exame e nós temos doenças relacionadas ao estresse, mas isso é algo que você talvez nem saiba que existe. De repente, você está doente.

Entra o Kahuna, que para os propósitos desse momento nós chamaremos o doutor (médico), o Kahuna de cura [healing].

O ‘Kahuna’ é como ‘doutor (médico)’, como se eu fosse o Dr. Herman. Isso significa ‘expert’, isso significa você ter alcançado um nível de especialização em seu campo de atuação. Aplica-se, portanto, a construtores de canoas, geógrafos, especialistas de qualquer natureza. E existem Kahunas de cura [healing]Kahuna lā’au lapa’au. Quando esse Kahuna aplica o remédio usual para aquela doença e ela não cura [heal], então ah-ha! Há alguma coisa mais acontecendo aqui. Nós iremos ter que olhar um pouco mais fundo. Claro, todas as pessoas afetadas pelo problema, qualquer que seja o conflito – isso pode se estender para fora da família – serão trazidos. Então, o processo será liderado por um membro sênior da família ou, novamente, por um Kahuna de cura [healing] – alguém que geralmente viu isso ser feito e participou antes, alguém que sabe como isso funciona e é bom nisso.

Há uma série de termos que ajudam a elucidar o pensamento sobre como esse processo funciona.(1) O primeiro é que existe algum tipo de falha ou transgressão ou erro. Isso é chamado de ‘hala’ em Havaiano. Digamos que todas as coisas estavam às mil maravilhas e agora as coisas têm desmoronado. Alguma coisa tem acontecido. Alguém tem feito algo que desequilibrou as coisas. Isso pode não ser imediatamente óbvio o que isso era, porque pode ser que todo mundo apenas rosne por um tempo. No entanto, então algo mais acontece e assim algo estala. Há um problema. Nós usamos o termo ‘guardar rancor’. Quem está guardando rancor? A pessoa que cometeu a falta? Ou a pessoa a quem a culpa foi cometida? Os dois estão conectados: aquela pessoa fez a ação e você está guardando rancor. Você quer colocar esse rancor para baixo, não é?

Como isso irá acontecer? É isso que nós temos que cumprir aqui. Vocês dois necessitam deixar de lado o que quer que seja. É para isso que nós necessitamos do processo.

Digamos que você esteja guardando rancor, então conta a seus amigos e os seus amigos agora estão chateados com fulano de tal que causou o problema. Enquanto isso, fulana está dizendo: ‘Eu não sei por que ela é tão idiota’ e ela está conversando com os seus amigos e eles estão conversando com os seus amigos e agora todas as pessoas do mundo estão chateadas. Ou talvez alguém diga: ‘Eu necessito amortecer a excitação ou o entusiasmo dele [baixar a bola dele(?)]’.

As coisas estão começando a acontecer. Isso está ficando emaranhado. A palavra Havaiana para isso é ‘hihia’, emaranhado. Qualquer pessoa que se envolva acrescenta outro fio a essa situação e esses fios ficam todos torcidos, emaranhados e entrelaçados.

O que nós queremos fazer é liberar essas cordas que nos prendem a esse conflito. Desamarre-as, solte-as, desate-as. Isso pode levar várias rodadas para descascar as camadas [como numa cebola…]. Assim, nós retiramos a primeira camada de fulano de tal deixando amortecer a excitação ou o entusiasmo de tal e tal, entretanto nós não temos alcançado o rancor original e a ação original que causou o rancor. No entanto, enquanto isso, nós somos capazes de limpar essa camada. ‘Ok, eu sinto muito por amortecer a sua excitação ou o seu entusiasmo.’ ‘Ok, eu perdoo você.’ Nós descascamos as camadas até chegarmos à verdadeira raiz do problema.

Para fazer isso, nós necessitamos de uma atmosfera de absoluta verdade e sinceridade. O termo Havaiano é ‘’oia’i’o’. Você não é capaz de estar mentindo ou não totalmente acessível, mesmo para si mesmo. Esse é um conceito muito poderoso, aquele que eu não tinha olhado há muito tempo. Eu pensei: ‘Oh, eu tinha esquecido disso! Uau, eu pude ver aonde eu não estou sendo totalmente sincero comigo mesmo sobre certas coisas. Eu descobri, por exemplo, que eu amo realmente a minha justa indignação! Alguém mais? Sim, é divertido, não é? ‘Malditas sejam essas pessoas, isso é tudo culpa delas!’ Tão fácil nesse clima político atual. Enfim, você tem que ter a verdade absoluta.

Ei, lembra como o Deus está lá na comida? [exemplo acima da planta taro] Bem, o Deus também está presente na cerimônia.

Se você é capaz de imaginar em sua mente que Deus, ou o que quer que você imagine como a divindade suprema, está bem na sua frente e dizendo isso, você não pode esconder nada. Pense sobre isso, medite sobre isso por algum tempo.

Imagine se a divindade estivesse bem ali, ele/ela/isso vendo através de você e esperando por você confessar. Esse é o tipo de ambiente que nós queremos ter.

Também tem que haver, é claro, perdão. Tem que haver arrependimento, confissão: ‘Sim, você está certo, eu amorteci a sua excitação ou o seu entusiasmo, mas fiz isso porque Johnny me disse que você era um idiota’ e assim por diante. Tem que haver o pedido de desculpas. Tem que haver, em última análise, retribuição também. Agora, se as coisas esquentarem um pouco, o líder desse processo pode basicamente pedir um intervalo: ho’omalu. Novamente, existe aquela palavra ‘ho’o’ para fazer algo acontecer, ‘malu’ significa sombra. Então, nós estamos colocando um abrigo sobre vocês, nós estamos colocando vocês na sombra por um tempo.

Ao longo de todo esse processo, tradicionalmente, os participantes vão conversando diretamente com o líder da sessão. Essa é uma forma de evitar as discussões que podem surgir. Mas ainda assim, você pode ficar muito chateado ouvindo fulano descrever o que ele ou ela pensa que você fez. E você está pensando: ‘Eu não fiz nada disso, não foi isso que aconteceu’. Você tem estado lá? Eu também. Às vezes, você pode necessitar pedir um intervalo nessa discussão. É por isso que pode demorar um pouco para passar por esse processo.

Finalmente, na sociedade Havaiana, o que nós queremos é aloha, que é uma bondade de coração aberto, compassiva e amorosa. Para cumprimentar uma pessoa estilo Havaiano, você abraça, estilo Havaiano. Você pressiona a ponta do nariz e a testa nessa parte do rosto da outra pessoa. Enquanto vocês estão lá, vocês geralmente seguram a cabeça um do outro para não baterem um no outro. E enquanto você está nessa posição, você inspira a essência da outra pessoa e expira. Aí você abraça e eu sempre gosto de sentir o meu coração apertando o coração da outra pessoa. Então eu tomo outra respiração – uma longa, longa, lenta e profunda respiração enquanto os nossos corações estão juntos. Se aloha não está lá, eles geralmente não ficam tanto tempo abraçados: ‘Ok, já chega, pode ir agora.’ Entretanto, se eles tiverem aloha, eles ficarão se abraçando e eles sentirão isso. E isso é poderoso. Os Havaianos reconhecerão rapidamente se você tem aloha ou não. É realmente uma questão de perguntar: ‘Você é um ser humano genuíno?’ Geralmente é assim que os Indígenas se autodenominam: ‘as pessoas reais, os seres humanos genuínos’. Você é um ser humano genuíno ou tem algumas barreiras levantadas?

Eu passei algum tempo trabalhando no atol de Ulithi, a Ilha que você pode atravessar em vinte minutos. As pessoas vestindo tanga. Então eu voltei para Yap propriamente dito, Yap Islands, a rodovia de duas pistas. A partir de lá eu voltei para Guam, rodovia de quatro pistas. De volta a Honolulu, rodovia de seis pistas. Eu pude ver aloha e o indigenismo diminuindo a cada passo. Então eu volto para a Costa Leste. Provavelmente não é verdade aqui na bela Huntingdon, Pensilvânia, porque é uma comunidade tão pequena e aconchegante, entretanto, se você está andando na rua em uma cidade da Costa Leste e as pessoas estão andando na direção oposta, o que acontece? Nada, é isso o que acontece. Porque, na minha experiência, eles não estão prestando atenção em você. A menos que sejam Afro-Americanos. Eu moro em Baltimore, que é predominantemente Afro-Americana e pelo menos entre os homens – eu não tenho relato de mulheres sobre isso – o homem Afro-Americano sempre irão olhar para mim. E eu estou esperando porque eu sei que isso irá acontecer. Eles estão andando e irão olhar para mim e eu irei olhar para eles. Eu irei dizer ‘Como você está?’ E eles irão dizer: ‘Como você está indo?’ e então nós passamos. O cara branco, ele irá olhar o relógio, porque ele não quer ter uma interação humana, isso é demais para ele. Eles estão com o escudo levantado. Eles levantaram a parede.

Agora vamos descer para os aspectos práticos do processo em si mesmo. Você tem o seu grupo unido e você tem o seu líder. Haverá uma oração de abertura e nós iremos evocar os deuses. Eles já estão lá, entretanto nós iremos chamar a atenção deles para o que está acontecendo. E você é capaz de orar a qualquer hora. Em seguida, o líder irá circular em torno e questionar os participantes e eles irão responder de volta diretamente ao líder. O líder irá circular em torno do assunto quantas vezes forem necessárias para chegar à raiz do problema.

Eu li uma história sobre isso, onde um cara tinha uma ferida na perna. A ferida não estava curando [healing], não respondendo ao remédio. Eles pensaram: ‘Ok, há alguma coisa com a qual nós temos que lidar aqui. Vamos fazer todo o Ho’oponopono.’ Após cerca de três rodadas, finalmente descobri que a Tia ali estava realmente zangada com esse garoto por algo que ele tinha feito. Ela nunca tinha dito nada sobre isso, ela apenas tinha lançado um olhar maligno para ele, exceto que os Havaianos sabem como essas coisas funcionam. Então ele está doente, a ferida não está respondendo e agora a causa finalmente aparece. É o que é. Ok, como nós seremos capazes de fazer as pazes com a Tia? Isso é o que irá acontecer a seguir. Todas as pessoas têm que passar por esse auto escrutínio e por essa atmosfera de absoluta veracidade para realmente colocar isso na mesa. Nós somos capazes de fazer pausas sempre que nós precisarmos, para evitar que as coisas superaqueçam, no entanto, no final das contas você tem que confessar. Em última análise, é disso do que se trata.(2)

Então nós temos as condições adequadas ou em ordem. Nós temos algum tipo de arrependimento, resolvendo qualquer tipo de punição. Como nós vamos endireitar isso? Ok, eu tenho que fazer algo pela Tia agora para fazê-la sentir que o equilíbrio foi restaurado. Ela necessita sentir que você pagou de qualquer forma – sangue, trabalho, labor, comida, seja o que for – assim ela sente como que o equilíbrio tenha sido restaurado. Se você não fizer isso, então as coisas ficam fora de equilíbrio e é isso o que nós não queremos que aconteça. Perdão mútuo, a liberação da culpa, ressentimentos, tensões e assim por diante, causados ​​pela transgressão e então a oração [prece-ação] de fechamento. O líder pode resumir o que aconteceu e o assunto está encerrado.

Isso vem até a noção de ‘perdoar e esquecer’. Claro, você nunca seria capaz de esquecer o que realmente aconteceu, mas eu ouvi esses Havaianos há muitos anos falando sobre a espiritualidade Havaiana. O cara disse: ‘O problema é que, no Ocidente, você dirá: ‘Eu perdoo você, entretanto, eu nunca esquecerei o que você fez para mim’’. Bem, então isso não acabou. Você ainda está guardando rancor. Isso não é como se você literalmente tenha esquecido, porém o assunto está encerrado. Você não traz isso à tona novamente. Não pode haver rancor residual. A palavra Havaiana para ‘encerrado’ é ‘pau’. Essa é uma grandiosa palavra. O assunto é pau, isso está encerrado, isso está feito, isso é definitivo. Agora você pode continuar e não ter ressentimentos, não ter irritação. Vocês têm perdoado um ao outro. Esse é o processo geral, o processo tradicional.

Agora nós estamos prontos para subir de nível. Há outra grandiosa palavra Havaiana aqui, ‘kaona’.

Kaona é ‘significados ocultos’. No canto Havaiano, na poesia Havaiana, mesmo provavelmente na que fiz antes, existe kaona. Existem camadas de significado e os Havaianos realmente se destacam nessa arte em particular. Eu conheço uma hula chamada ‘Aia Moloka’I ku’u’iwa’. ‘Lá em Moloka’i [uma Ilha vizinha] está a minha querida pequena fragata. Deixe-me falar um minuto enquanto você e eu pensamos. Sim, ela está em uma Ilha chamada Moku Ho’oniki’ (que é uma Ilha de verdade).Ho’oniki’ significa ‘beliscar’. ‘E lá nas planícies quentes de Kalaupapa.’ Depois, há a investida do peixe-espada e a queda das ondas e de volta para ‘Lá em Moloka’i está a minha querida pequena fragata’. Isso é sobre amor e sexo, senhoras e senhores; é sobre isso que essa música fala.

O corpo está contando uma história; as palavras estão dizendo outra. Essa é apenas a próxima camada de significado e, a partir daí, sobe para os significados secretos ou sagrados.

Vamos trazer isso de volta para algo que todos vocês estão familiarizados. Você teve alguma exposição ao Cristianismo e nós contamos sobre isso em um exemplo anterior. Você pode até ser uma pessoa que vai à igreja.

Imagine Sacré-Coeur em Paris. Bons leigos que vão à igreja vão à igreja no domingo, no entanto o que eles fazem nos outros seis dias da semana? Vivem como pecadores! É isso que eles são. Esses leigos não são estudiosos da religião, então eles estão aceitando isso pela fé, literalmente. Alguém pode dizer: ‘A Bíblia diz, o padre diz, ou seja lá o que for, eu apenas irei levar isso na fé porque eu não sei como isso realmente funciona’. Essa é a primeira camada de significados de acordo com o Cristianismo.

Então você tem os padres. Essas pessoas realmente foram à escola, estudaram as escrituras, se formaram e foram ordenados; eles sabem muito mais do que um leigo Cristão comum. Assim, nós podemos admirá-los como especialistas.

A próxima camada, os monges e monjas, são as pessoas comprometidas. Essas são as pessoas que não estão apenas estudando e vivendo vidas comuns. Essas são as pessoas que desistiram de tudo para realmente seguir as instruções que Jesus deu e estão realmente tentando fazer isso.

Essa é a noção de kaona. Você ouve um canto Havaiano. No primeiro nível, você pensa: ‘Ah, sim, eu entendo do que se trata’. No segundo nível, você pensa: ‘Hum, isso é realmente interessante’. No terceiro nível, você pensa: ‘Uau, isso está tratando de outra coisa no total’.

O mesmo acontecia na sociedade Havaiana. O povo Havaiano comum sabia um pouco sobre como a espiritualidade, como a metafísica e como a cosmologia funcionam, no entanto há o que o Kahuna sabe. ‘Kahuna’, lembrem-se, significa especialista. Kahuna significa literalmente ‘o [guardião do] segredo’. Nesse caso, o Kahuna geralmente é alguém que se conectou ao mundo não-manifesto e sabe como trabalhar essa barreira entre o manifesto e o não-manifesto.

Na Figura 1, o não-manifesto está na parte superior e o manifesto está abaixo. Em nossa atual sociedade moderna, a maior parte de sua atenção está focada aqui. Alguém aqui reza? O que você está tentando realizar com a oração? O que você está fazendo com a oração é enviar uma mensagem através dessa fronteira para o mundo não-manifesto, pedindo algum tipo de ação que acontecerá aqui no mundo manifesto.

Voltemos a essa noção do Aumakua, o espírito familiar, o espírito que está próximo e você pode conversar com eles. Existe algo assim no Cristianismo? Sim, os santos. O que eles são? Pessoas que passaram para o mundo não-manifesto, mas de alguma forma, nós ainda somos capazes de pedir a sua intervenção no mundo manifesto. As pessoas têm pedido a ajuda deles com sucesso e milagres estão sendo realizados. Nós chamamos o Santo fulano de tal para isso e houve intervenção divina. No Budismo, esse seria o Bodhisattva. A mesma ideia: um Bodhisattva é uma pessoa que, no caminho para o estado de Buda – que é basicamente a extinção do eu [self] – decide que ‘eu não irei passar para o Nirvana até que eu tenha ajudado todos os outros seres vivos a fazer a passagem comigo’. Um em particular é o Bodhisattva Guanyin e há versões dela com mil mãos, porque ela é capaz de estender os braços até você. A noção aqui é que nós somos capazes de alcançar o mundo espiritual e trazer energia para baixo – ou uma intervenção para baixo – e fazer com que alguma coisa aconteça.

Isso é o que é um milagre, alguma coisa a qual nós não somos capazes de atribuir forças da natureza, forças humanas; nós não somos capazes de explicar como isso aconteceu. E particularmente, se você vir algum tipo de causa e efeito entre quando você ora e quando alguma coisa acontece, você diz: ‘Uau, deve haver alguma ação sobrenatural nisso.

Nós necessitamos começar a pensar sobre o mundo um pouco diferente. Eu fui criado como Episcopal – Eu sou feliz por ter sido e eu ainda amo isso. Para mim, a oração era como você colocar uma mensagem em uma garrafa, depois jogá-la para o alto e esperar que alguém estivesse lá para pegá-la e levar a mensagem para lê-la. Você está apenas fazendo o que lhe dizem: ‘Ok, você reza assim.’ Os Havaianos dizem “Não, não, não. Isso não é oração. Nós iremos ensinar você sobre a oração”.

No pensamento Ocidental, nós somos como bolas de bilhar. Nós apenas rebatemos uns aos outros. Eu sou um indivíduo, você é um indivíduo, nós temos uma breve interação, então nós seguimos caminhos separados.

Bem, a Física e muito da Psicologia moderna dizem que nós somos mais como ondas do que como partículas.(3) Esse é o Princípio da Incerteza de Heisenberg. Um átomo é uma onda ou é uma partícula? Bem, é uma espécie de ambos. Depende do tipo de situação em que se encontra. Você sabia que existe uma fórmula pela qual você é capaz realmente de descobrir o comprimento de onda de si mesmo? É realmente pequeno no seu caso, mas você pode pensar em nós mesmos como seres de energia, não manifestados fisicamente, mas sim manifestados pela energia. A Psicologia Junguiana também lhe dirá isso. Então você começa a dizer: ‘Quando eu comecei a interagir com pessoas diferentes, isso parecia mais um padrão de interferência do que bolas de bilhar quicando umas nas outras. Ou nós iremos fazer harmônicos e fazer com que seja uma bela música juntos, ou isso irá ser barulhento e desagradável, dependendo de como nós interagimos.’

Eu usei o termo Kahuna, que é ‘o [guardião do] segredo’. No início do século XX, um homem curiosamente chamado Max Freedom Long veio para o Havaí. Ele era uma espécie de Parapsicólogo amador e saiu para ensinar na escola primária e, mais tarde, abriu uma loja de câmeras em Honolulu por volta de 1920. Ele disse: ‘Eu estou realmente aqui porque eu estou interessado nesses Kahunas. Eu ouço que eles fazem milagres, então eu irei verificar isso.’

Ele se encontrou com William Brigham, chefe do Bishop Museum (o grande museu de Honolulu). Brigham, que já era um homem velho naquela época, disse: ‘Olhe, eu tenho estado estudando isso a minha vida inteira. Eu ainda não consigo entender, mas isso acontece. Eu tenho visto isso acontecer. Eu contarei a você todas as coisas que sei e você começa a partir daí.Brigham continuou: ‘Eu não sei como eles fazem isso, mas eu descobri algumas coisas. Primeiro de tudo, eles precisam ter uma linguagem para falar sobre isso, então você tem que procurar palavras e um código aqui. Em segundo lugar, se você irá fazer um milagre – que é uma forma de ação à distância – a partir do ponto de vista científico, tem que haver algum meio para fazer com que isso aconteça. Você tem que procurar o meio e eles têm que ter uma palavra para falar sobre isso.’(4)

Se você voltar à Figura 1, algumas dessas palavras, se vistas de maneira diferente, podem significar algo um pouco diferente. Nós temos Aumakua, o espírito familiar; e a Uhane, a alma; e a Unihipili, que é como um fantasma, como uma alma do falecido.

Agora nós iremos adicionar mais uma palavra: ‘Mana’. Mana em Havaiano – e em toda a Polinésia – é uma forma cósmica de energia. Como qualquer tipo de energia, como a eletricidade, ela não é boa nem má, nem positiva nem negativa. Você pode usá-la para o bem ou para o mal. Você pode carregar coisas com ela. Ela flui através de tudo. É realmente como o Tao. E sim, tudo bem, ela é como A Força. Só que os caras que escreveram Star Wars não tinham esse tipo de ciência em mente.

Mana é a energia que nós iremos usar para fazer com que os milagres acontecerem. Max Long fez muitas pesquisas sobre isso e ele mesmo viu muitos milagres. Um deles ocorreu em uma festa na praia. Alguém que esteve no recife quebrou a perna e o osso estava saindo da pele. Essa Havaiana idosa se aproximou, colocou as mãos na perna, fez uma oração e a perna foi curada [healed]. Instantaneamente. Acredite nisso ou não.

Eu ouvi um ancião Havaiano contar uma história no ano passado exatamente como essa. Um idoso Japonês-Havaiano disse: ‘Essa mulher caiu no recife e teve um corte enorme na perna. Nós a trouxemos para a casa da minha mãe e minha mãe faz uma mistura de cinzas e ervas e começa a espalhar na perna dela e ela está conversando em Havaiano. O meu irmão e eu vimos aquela ferida fechar-se diante de nossos olhos; sem cicatriz, bem ali.

É por isso que Max Long estava tão interessado nesses fenômenos. O próprio Brigham havia caminhado sobre o fogo sobre lava incandescente na Ilha Grande com a ajuda de dois Kahunas. Juntos, eles realizaram uma boa pesquisa sobre esse negócio.

Max Long concluiu, depois de todo o seu trabalho – e eu estou enfatizando Max novamente apenas porque os Havaianos não necessariamente acreditam (gíria: engolir) nisso – essa é a obra de Max – que existem três aspectos do eu [self].

Em primeiro lugar, há a Uhane, que é como a sua mente consciente. Isso é muito Junguiano. A sua mente consciente toma decisões e conduz o pensamento racional. Em segundo lugar, você tem o subconsciente [Unihipili]. Todo mundo tem um subconsciente. Ele fornece os seus sonhos. Ele contém todas as suas memórias. Você já teve aquela experiência em que está tentando pensar em algo e não consegue se lembrar: ‘Qual era o nome daquele cara?’ Você está conversando em um jantar ou algo assim, então vai para casa, vai para a cama e acorda às três horas da manhã percebendo: ‘O nome dele era Jerry Clower, esse era o nome dele’. Porque o seu subconsciente sai em uma pequena busca, sondando todas as memórias até: ‘Aí está, ok, eu o encontrei. Aqui está a coisa que você queria!’ O subconsciente não tem a capacidade de pensamento racional. É por isso que os seus sonhos não fazem sentido, porque ele está usando a simbologia para tentar falar com você e você tem que tentar descobrir isso.

A terceira parte do eu [self] é o supraconsciente. O Aumakua, ao invés de ser algo que está lá fora é na verdade algo que faz parte de você. O segredo, a huna se você preferir, é que você tem que se conectar ao seu subconsciente para que ele se conecte ao supraconsciente. Essa é a sua oração. É assim que realmente nós temos acesso ao que está acontecendo no mundo não-manifesto. Tendo feito isso, você é capaz de pedir ao Aumakua para usar a Mana para fazer as coisas acontecerem. Essa é a ideia.(5)

Eu irei lançar mais um termo aqui. Lembra como, com ressentimentos [grudges], existe um cordão que conecta aquele que causa ressentimento [grudger] e aquele que está ressentido [grudgee]? Max Long encontrou outra palavra para isso ‘aka’. Aka é uma espécie de coisa pegajosa e sombreada. Imagine que nós estamos revestidos com um material de teia de aranha e você e eu temos uma interação. Quando nós nos afastamos, há um fino cordão de teia de aranha que se estende entre nós no plano etérico.

Se as interações são boas ou ruins, não importa. Quanto mais interação nós temos, mais grosso o cordão, mais interação haverá. Esse é o meio pelo qual você pode enviar Mana para a outra pessoa. É assim que a feitiçaria também funciona.

Max Long escreveu tudo isso em 1948 em um livro chamado The Secret Science Behind Miracles. É incrível porque é o pensamento científico aplicado a como os milagres funcionam. Existem verdadeiros milagres no mundo. Existem até milagres cotidianos. Você já teve aquela experiência em que está pensando em alguém e, de repente, o telefone toca e é essa pessoa? Como isso funcionou? De alguma forma, a mensagem de que eles irão ligar para você veio através de algum tipo de meio, através dos éteres, para você antes de acontecer. Bem, existem explicações para isso, mas não são científicas.

Morrnah Nalamaku Simeona, que já faleceu, veio de uma família de Kahuna de cura [healing] e aos três anos, aparentemente, o seu dom foi reconhecido. Ela aprendeu a tradição oral, entretanto depois ela foi para a escola Católica, então ela aprendeu sobre essa forma de Cristianismo. Em seguida, ela passou a estudar as tradições religiosas da Índia e da China, bem como a obra de Edgar Cayce. Finalmente, aos sessenta e três anos, ela desenvolveu uma nova forma de Ho’oponopono que traz elementos dessas outras tradições, criando uma forma de autocura.

Nós iremos ter que falar sobre Carma aqui. Carma é simplesmente uma palavra chique para causa e efeito. É um tipo de coisa tal como ‘o que você emite é o que você recebe de volta’. Mas nós iremos introduzir o Samsara, o Ciclo do Renascimento. Eu estou falando de vidas passadas. Morrnah, com razão, reúne Carma e Samsara em sua abordagem, assim como eles são unidos no Hinduísmo. A vida passada é um conceito fácil de entender. A nossa consciência no nível da percepção [consciousness] é energia, não é? Para onde ela irá quando você morre? Eu não sei. Bem, se nós pensarmos em nossas vidas como ondas senoidais, você nasce, morre e depois aparece do outro lado e tem uma nova vida. A onda continua.

Quando o Buda falou sobre vidas passadas, ele disse: ‘Vamos imaginar que eu tenha aqui uma vela. Ela está acesa e eu tenho outra aqui que está apagada. Eu pego aquela com a chama e trago para cá e acendo a outra vela, depois apago a primeira. Agora, a chama da segunda vela é a mesma? Ou uma chama diferente? É um pequeno conceito complicado aqui.

A questão é que o nosso Carma permanece conosco enquanto nós passamos pelos ciclos de nascimento e morte. É como um bumerangue: você está atirando mentiras, fraudes, dores. Isso irá voltar e bater em você, eventualmente. Talvez não nessa vida, no entanto, mais cedo ou mais tarde isso acontecerá. Aqui está outro exemplo de Carma: você já teve a experiência de conhecer pessoas pela primeira vez e instantaneamente odiá-las? Qual é a questão? Você nunca as tinha conhecido antes e, instantaneamente, você está pensando: ‘Eu odeio essa pessoa’. Isso é Carma, as memórias de vidas passadas que fazem você pensar: ‘Uh-oh, eu não quero ficar perto dessa pessoa’.

É por isso que nós iremos estender um pouco mais a ideia de resolução de conflitos aqui. Em qualquer interação, em qualquer negócio, você está ligado a toda uma rede de pessoas com quem interage. Se nós levarmos isso a um nível de energia, imagine uma pilha de fios emaranhados, mas, em vez disso, imagine que eles são energia. Eles são os cordões aka. Você está vivendo nessa teia de energia. Por que você está aqui nessa sala agora? O que o trouxe ao Juniata College? Como isso aconteceu? Que sequência de eventos e decisões o levaram a estar aqui, a estar nessa sala nesse momento para ouvir essa palestra?

De acordo não apenas com Morrnah Simeona, porém com praticamente todos os que estudam esse assunto, nós estamos constantemente vivendo através de nossas memórias cármicas. Quando você toma uma decisão, você tem memória que vem em primeiro lugar. Você tem energia que surge em primeiro lugar. Havia um grande livro de Doug Boyd chamado Swami (1976). No final, ele perguntou a esse Swami Hindu na Índia: ‘Nós temos uma escolha livre?’ O Swami disse: ‘Oh, sim, nós temos. Mas a maioria das pessoas quase nunca a exercita.’ Isso ocorre porque o livre arbítrio significa que você está agindo livremente sem todos esses laços cármicos.

Eu juntei tudo isso na Figura 2. A escola de Morrnah faz isso em uma pirâmide,(6) entretanto eu tenho a consciência no nível da percepção [consciousness] (Uhane) cercada pelo subconsciente porque eu gosto muito da ideia de que a sua consciência no nível da percepção [consciousness] está embutida nessa pilha gigante de memórias. Você tem que passar pelo subconsciente para chegar ao supraconsciente.

Figura 2: Uma representação pictórica das mentes supraconsciente, consciente e subconsciente.

O Aumakua ou supraconsciente está lá no topo, apenas observando. O Aumakua não interfere a não ser que você o chame, ou a não ser que ele perceba: ‘Ok, eu tenho que intervir agora, isso está fora de controle.’ Os Havaianos sabiam como trabalhar essa conexão. Eu desenhei uma pequena ponte para o Aumakua.

A sua Unihipili ou subconsciente faz a conexão com o Aumakua e agora você pode se comunicar e trazer a Mana. No caso dessa prática particular, também chamada Ho’oponopono, o que você está tentando fazer é limpar essas memórias. Se você pensar em seu banco de memórias como um grande disco rígido contendo todas essas informações – não apenas dessa vida, mas de vidas passadas – o processo Ho’oponopono de Morrnah Simeona é como colocá-lo em um desmagnetizador e apagar os arquivos. Depois de limpar alguns arquivos do disco rígido, você terá mais espaço e poderá começar a se movimentar com mais liberdade.

Agora, digamos que você encontre aquela pessoa que você odiou instantaneamente. Você faz essa prática de limpar as suas memórias e então diz para si mesmo: ‘Eu realmente não odeio mais essa pessoa. Agora eu sou capaz de interagir com essa pessoa livremente, eu não estou mais sendo puxado por essas cordas.’ Você está basicamente fazendo uma prática de resolução de conflitos dentro de si mesmo. Mesma ideia, mesmo tipo de processo, mesma linguagem e algumas das mesmas técnicas do Ho’oponopono tradicional, exceto que você não necessita reunir o grupo. Você não necessita ter um Kahuna. A outra pessoa com quem você tem rancor não necessita estar lá porque está tudo conectado no nível de energia. Você pode fazer isso com pessoas do outro lado do planeta. Isso não importa.(7)

Eu tenho trabalhado com uma mulher particularmente talentosa, estudante de Morrnah Simeona, há mais de trinta anos.

Ela é uma mulher branca, de Wisconsin, eu penso. Ela conheceu Morrnah e Morrnah disse: ‘Você está vindo comigo. Você tem uma dádiva.’ Você é capaz de pagar a essa mulher para fazer esse processo para você de uma maneira muito maior e mais rápida. Ela disse: ‘Você sabe, às vezes você realmente necessita da grande escavadeira D-9 para simplesmente entrar e mover aquelas pilhas gigantes de lixo.’ Toda vez que for ao Havaí, ela é a primeira pessoa que eu verei. Eu não trabalharei no Havaí, ou aliás – em qualquer outro lugar do mundo – sem ter uma sessão com ela. Limpe isso.

Ela me disse a certa altura: ‘Quando você pensa sobre isso, nós somos bastante civilizados, certo? Vamos apenas nos lembrar da história de atrocidades na vida humana. Guerra, escravidão, sacrifício humano, tortura e execuções. É disso que a história humana está cheia. E, claro, simplesmente, a boa e velha luta. Quando você pensa em vidas passadas, há muitos negócios terríveis acontecendo naquela época – na verdade, muitos negócios terríveis acontecendo hoje – e ainda nós carregamos esses laços uns com os outros.’

Nós estamos sempre presos no replay da memória. Nós estamos sempre jogando com esses padrões. Ela costumava dizer – eu irei usar um palavrão, então eu espero que ninguém fique assustado – ‘Nós somos atraídos por nossa merda’, significando a nossa merda cármica. ‘Ah, eu gosto muito dessa pessoa’ e então você acaba entrando no pior relacionamento possível e diz: ‘Oh meu Deus, isso é horrível, como isso aconteceu? E por que isso continua acontecendo comigo?’ O que você quer fazer então, é ir até o subconsciente, que se conecta ao supraconsciente. É um processo, no entanto, é como uma oração, basicamente. Só que você está realmente falando com o subconsciente e o supraconsciente.

Eu irei pedir que você se conecte com o Aumakua e o Aumakua é a passagem para a Divindade, ou como você quiser chamá-lo: o absoluto, a mente universal. Morrnah chama isso de ‘Eu’ [‘I’]. Eu gosto dessa palavra. Para quem ainda não leu a Bíblia, lembra daquele filme clássico com Charlton Heston, Os Dez Mandamentos? Moisés sobe ao Monte Sinai, vê a Sarça Ardente, é instruído a tirar os sapatos porque está em solo sagrado e essa bola de fogo (como é retratada no filme) dá a ele os Dez Mandamentos. Deus diz: ‘Tudo bem, você tem que descer e dizer ao povo Judeu, isso é o que você tem que fazer.’ E Moisés diz ‘Hum e quem eu devo dizer que me enviou? Porque eles irão querer saber com quem eu estava falando. O que Deus diz? ‘Eu sou.’ [‘I am’] Isso é o que ele diz: ‘Diga a eles ‘Eu sou’ enviado a você.’ Isso é coisa muito pesada, se você me perguntar.

As pessoas muitas vezes apenas encobrem a noção de Deus. Isso é tido como certo. Mas o que é Deus exatamente?

Eles dizem: ‘Oh, você sabe: Deus.’ Nao, eu nao sei. Mais uma vez, existe o tipo de noção comum e cotidiana de algum cara lá em cima com uma barba branca como a neve. Então há o deus do teólogo e então há o deus do monge e então vem a ser uma coisa totalmente diferente.

Um componente chave de tudo isso é a intuição. O que é intuição? ‘Oh! De repente, eu tive essa ideia. De onde veio isso? Eu não sei.’ Bem, esse é o Aumakua falando com você. E como Deus fala? Ele fala em um furacão que ruge? Não. Deus fala com uma voz mansa e delicada. Deus é onisciente? Eles me dizem que sim. Deus é onipotente? Eles me dizem que sim. Deus é onipresente? Eles me dizem que sim. Bem, portanto, Deus só pode ser uma coisa e o que é isso? Tudo. Isso é o que o Buda disse e é isso que os teólogos Cristãos dizem. Isso é tudo Deus.

Uma vez eu tive um LP, um disco e se chamava ‘Everything You See is Me’. Eu tenho sempre gostado dessa frase. Assim, a intuição é o seu elo. Eu não sou fã do Dr. Wayne Dyer, entretanto, eu encontrei esta citação dele: ‘Se a oração é você falando com Deus, então a intuição é Deus falando com você.’ Mesma ideia. Isso é a Divindade descendo para dizer: ‘Ei, deixe-me dar uma cutucada em você.’ Um dos Anciãos com quem eu trabalho, o senhor da história do tubarão, sempre diz: ‘Eu recebi o empurrão. Acabei de receber o empurrão. Eu tinha que fazer algo sobre isso. Eu senti ‘Sim, você tem que ir, você tem que fazer isso.’’ Eu senti isso uma ou duas vezes em minha própria vida.

Se a oração é você falando com Deus, então a intuição é Deus falando com você.”

Se você quiser saber mais sobre essas duas práticas de Ho’oponopono, existem cerca de zilhões de livros por aí. Algumas delas seguem a abordagem tradicional e outras seguem a abordagem de Morrnah Simeona. Existem livros sobre Huna. Os livros de Max Freedom Long foram todos republicados. Há muita informação por aí.

Eu irei nos trazer de volta agora para a nossa canoa e encerrar a nossa jornada aqui. Você está na canoa há uma hora e treze minutos e foi uma viagem realmente maravilhosa. Permita-nos voltar a aprender a viver juntos. É disso de que trata realmente a paz e a resolução de conflitos.

Como nós aprendemos a viver juntos? Que técnicas nós somos capazes de empregar para nos ajudar a aprender a viver juntos? Para mim, estudar a canoa e estudar as pequenas Ilhas me ajudaram a pensar em ‘estar na canoa’ como uma metáfora. Esse planeta é a Ilha que nós temos. Nós estamos todos interconectados. Nós estamos ambientalmente interconectados, nós estamos interconectados em telecomunicações, nós estamos politicamente e economicamente interconectados. Nós não somos capazes de ir para outro lugar. Isso é como estar em Falalop de volta ao atol de Ulithi.

Não existe ‘Planeta B’. Eu encorajo a todos vocês a pensarem sobre essa mentalidade de Ilha. Pode ser em qualquer situação, qualquer tipo de negócio ou empresa em que você esteja, qualquer tipo de empreendimento. Você está na canoa. Faça com que isso funcione.

NOTAS

(1) Mary Kawena Pukui, E.W. Haertig, and Catherine A. Lee, Nānā I Ke Kumu (Look to the Source) (Honolulu: Queen Lili’uokalani Children’s Center, 1972).

(2) E. Victoria Shook, Ho‘oponopono: Contemporary Uses of a Hawaiian Problem-Solving Process (Honolulu: East-West Center Studies: 1985).This contains more information about this technique in practice.

(3) Stanislav Grof, Beyond the Brain: Birth, Death, and Transcendence in Psychotherapy (Albany: State University of New York Press, 1985.) This provides an extensive discussion of the wave-nature of human consciousness.

(4) Max Freedom Long, The Secret Science Behind Miracles (Library of Alexandria, 1948).

(5) Enid Hoffman Huna: A Beginner’s Guide (Gloucester, Massachusetts: Para Research, 1976.) This provides a decent introduction to doing this process yourself, based mostly on Max Freedom Long.

(6) For a discussion of Morrnah’s model, see http://www.self-i-dentity-throughhooponopono.com/assets/who-english-abridged.pdf.

(7) More elaboration on this can be found here: http://www.self-i-dentity-throughhooponopono.com/assets/who-english-abridged.pdf.  

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Imagem: Hōkūleʻa navegando na frente de Nihoa. Crédito da foto: Naʻalehu Anthony – Site: https://www.papahanaumokuakea.gov/education/hewaa.html#:~:text=He%20Wa%CA%BBa%20He%20Moku%20He%20Moku%20He%20Wa%CA%BBa%20serves%20as,land%20and%20in%20the%20ocean.

Referências bibliográficas da OREM1

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Amy Thakurdas, PhD – artigo “Ho’oponopono: Universal Healing Method For Mankind” – Wholistic Healing Publications – September 2008 Volume 8, No. 3

André Biernath – repórter na Revista Saúde – Grupo Abril  – artigo sobre o filme “Divertida Mente”, que aborda inteligentemente a questão das memórias armazenadas;

Bert Hellinger e Gabriele Tem Hövel – livro “Constelações Familiares – O Reconhecimento das Ordens do Amor”;

Bill Russell – Artigo: “Quantum and Kala” [Quântico e Kala] – Artigo completo em inglês no site: https://www.huna.org/html/quantum.pdf

Brian Gerard Schaefer – artigo: “Universal Ho’oponopono – A new perspective of an ancient healing art”. Site http://www.thewholespectrom.com/

Bruce Lipton – livro “A Biologia da Crença “;

Carol Gates e Tina Shearon – livro “As You Wish” (tradução livre: “Como você desejar”);

Ceres Elisa da Fonseca Rosas – livro “O caminho ao Eu Superior segundo os Kahunas” – Editora FEEU;

Charles Seife – livro “Zero: A Biografia de Uma Ideia Perigosa” (versão em inglês “Zero: The Biography of a Dangerous Idea”;

Curso “Autoconhecimento na Prática online – Fundação Estudar” https://www.napratica.org.br/edicoes/autoconhecimento;

Dan Custer – livro “El Milagroso Poder Del Pensamiento” (tradução livre: “O Miraculoso [Incrível] Poder Do Pensamento”);

David V. Bush – livro “How to Put The Subconscious Mind to Work” (tradução livre: “Como Colocar a Mente Subconsciente para Trabalhar”);

Doug Herman – Artigo : “Making it Right: Hawaiian Approaches to Conflict Resolution” – 1º de fevereiro de 2018. Artigo completo em Inglês no site: https://www.juniata.edu/offices/juniata-voices/past-version/media/volume-18/Herman_Making_It_Right_Juniata_Voices_vol_18_87_104.pdf;

Dr. Alan Strong – artigo denominado “The Conscious Mind — Just the Tip of the Iceberg” (tradução livre: “A Mente Consciente – Apenas a Ponta do Iceberg”), no site www.astrongchoice.com;

Dr. Amit Goswami – livro “O Universo Autoconsciente – como a consciência cria o mundo material”;

Dr. Benjamin P. Hardy, psicólogo organizacional, autor do livro “Willpower Doesn’t Work” (Tradução livre: “Força de Vontade Não Funciona”), em artigo no site https://medium.com/the-mission/how-to-get-past-your-emotions-blocks-and-fears-so-you-can-live-the-life-you-want-aac362e1fc85Sr;

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Dr. Joe Dispenza – livro “Breaking the Habit of Being Yourself – How to Lose Your Mind and Create a New One” (tradução livre: “Quebrando o Hábito de Ser Você Mesmo – Como Liberar Sua Mente e Criar um Novo Eu”);

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Dr. Maxwell Maltz – livro “The New Psycho-Cybernetics” (tradução livre: “A Nova Psico-Cibernética”);

Dr. Nelson Spritzer – livro “Pensamento & Mudança – Desmistificando a Programação Neurolinguística (PNL)”;

Dr. Richard Maurice Bucke – livro ‘Consciência Cósmica’;

Dr. Serge Kahili King – livro “Cura Kahuna” (Kahuna Healing);

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Francisco Cândido Xavier – livro “No Mundo Maior” (ditado pelo espírito Dr. André Luiz);

Francisco do Espírito Santo Neto – livro “Os Prazeres da Alma” (ditado pelo espírito Hammed);

Gerald Zaltman – Professor da Harvard Business School – livro “How Customers Think” (tradução livre: “Como Pensam os Consumidores”);

Henry Thomas Hamblin – livro “Within You Is The Power” (tradução livre: “Dentro de VOCÊ Está O Poder”);

Hermínio C. Miranda – livro “O Evangelho de Tomé”;

Igor I. Sikorsky, Jr. – Jurista – Artigo Jung & Huna – Fonte: https://www.maxfreedomlong.com/huna-bulletins/hv-newsletter-30-spring-1979/

James Redfield – livro “A Profecia Celestina”;

Jens Weskott – artigo “Bem-vindo Subconsciente – Graças ao Ho’oponopono”, site da Associação de Estudos Huna disponível no link https://www.huna.org.br/wp/?s=jens;

Jim Fallon – Artigo: “Aka Threads and Quantum Entanglement” [Cordões Aka e Emaranhamento Quântico] – Artigo completo em inglês no site: https://www.huna.org/html/akathreads.html;

Joe Vitale – livro “Limite Zero”;

Joel S. Goldsmith – livro “O Despertar da Consciência Mística”;

John Assaraf – artigo ratificando que somos todos seres perfeitos de Luz está disponível no site http://in5d.com/the-world-of-quantum-physics-everything-is-energy/;

John Curtis – Webinario sobre Ho’oponopono – site Sanación y Salud http://www.sanacionysalud.com/;

Joseph Murphy – livro “The Power of Your Subconscious Mind” (tradução livre: “O Poder de Sua Mente Subconsciente”);

Kalikiano Kalei – Artigo: “Quantum Physics and Hawaiian Huna…” [Física Quântica e Huna do Havaí] – Artigo completo em inglês através do site: https://www.authorsden.com/visit/viewarticle.asp?catid=14&id=45582;

Kealani CookUniversity of Hawaiʻi – West O’ahu DSpace Submission – Artigo: “Burning the Gods: Mana, Iconoclasm, and Christianity in Oceania.” [tradução livre: “Queimando os Deuses: Mana, Iconoclastia e Cristianismo na Oceania”] Site: https://dspace.lib.hawaii.edu/server/api/core/bitstreams/addb3121-d4bb-476d-8bbe-ed2a8a1a08d7/content;

Kenneth E. Robinson – livro “Thinking Outside the Box” (tradução livre: “Pensar Fora da Caixa”);

Krishnamurti – artigo “Early Krishnamurti” (“Inicial Krishnamurti”) – Londres, 7-3-1931.  Site: https://www.reddit.com/r/Krishnamurti/comments/qe99e1/early_krishnamurti_7_march_1931_london/

Krishnamurti  – livro “O Sentido da Liberdade”, publicado no Brasil em 2007, no capítulo “Perguntas e Respostas”, o tema “Sobre a Crise Atual”; experienciamos, para a nossa reflexão e meditação à luz do sistema de pensamento do Ho’oponopono.

Kristin Zambucka, artista, produtora e autora do livro “Princess Kaiulani of Hawaii: The Monarchy’s Last Hope” (tradução livre: “Princesa Kaiulani do Havaí: A Última Esperança da Monarquia”);

Leonard Mlodinow – livro “Subliminar – Como o inconsciente influencia nossas vidas” – do ano de 2012;

Louise L. Hay – livro “You Can Heal Your Life – (tradução livre: “Você Pode Curar Sua Vida”);

Malcolm Gradwell – livro “Blink: The Power of Thinking without Thinking” (Tradução livre: “Num piscar de olhos: O Poder de Pensar Sem Pensar”);

Manulani Aluli Meyer – artigo “Ho’oponopono – Healing through ritualized communication”, site https://peacemaking.narf.org/wp-content/uploads/2021/03/5.-Hooponopono-paper.pdf

Marianne Szegedy-Maszak – edição especial sobre Neurociência publicada na multiplataforma “US News & World Report”, destacando o ensaio “Como Sua Mente Subconsciente Realmente Molda Suas Decisões”;

Matt Tomlinson e Ty P. Kāwika Tengan – Livro “New Mana: Transformations of a Classic Concept in Pacific Languages and Cultures” [Tradução livre: “Novo Mana: Transformações de um Conceito Clássico nas Línguas e Culturas do Pacífico”], em seu capítulo 11 – Mana for a New Age, publicado em 2016 pela ANU Press, The Australian National University, Canberra, Austrália.

Matthew B. James. Estudo Acadêmico , para um Programa de Doutorado da Walden University, Minneapolis, Minnesota, USA, 2008, doutorando em Psicologia da Saúde, denominada “Ho’oponopono: Assessing the effects of a traditional Hawaiian forgiveness technique on unforgiveness”. O estudo completo pode ser acessado no site da Walden University no link:  https://scholarworks.waldenu.edu/dissertations/622/#:~:text=The%20results%20demonstrated%20that%20those,the%20course%20of%20the%20study.

Max Freedom Long – livro “Milagres da Ciência Secreta”;

Max Freedom Long – Artigo “Teaching HUNA to the Children – How Everything was made” [Ensinando HUNA para as Crianças – Como Tudo foi feito], site https://www.maxfreedomlong.com/articles/max-freedom-long/teaching-huna-to-the-children/;

Max Freedom Long – Artigo “Huna And The God Within”. Fonte: https://www.maxfreedomlong.com/articles/huna-lessons/huna-lesson-2-huna-theory-of-prayer/;

Max Freedom Long – Artigo “The Workable Psycho-Religious System of the Polynesians” [O Sistema Psico-Religioso Praticável dos Polinésios]. Fonte: https://www.maxfreedomlong.com/articles/max-freedom-long/huna-the-workable-psycho-religious-system-of-the-polynesians/;

Max Freedom Long – Artigo “How to Become a Magician” [Como vir a ser alguém que lida com a Magia]. Site: https://www.maxfreedomlong.com/huna-bulletins/hv-newsletter-vol-1-no-9-winter-1973/;

Max Freedom Long – Artigo “The Lord’s Prayer – a Huna Definition” [tradução livre: “A Oração do Pai Nosso – uma Definição Huna”], editado em 1º de março de 1951, HUNA BULLETIN 50, site https://www.maxfreedomlong.com/huna-bulletins/huna-bulletin-050/;

Max Freedom Long – Artigo “When Huna Prayers Fail” [tradução livre: “Quando as Orações Huna Falham”] – Huna Bulletin 53. Site: https://www.maxfreedomlong.com/huna-bulletins/huna-bulletin-053/;

Max Freedom Long – Artigo “Three Questions” [tradução livre: “As Três Perguntas”], editado em 15 de março de 1951, no Huna Bulletin 51. Site: https://www.maxfreedomlong.com/huna-bulletins/huna-bulletin-051/;

Max Freedom Long – Artigo “Huna Angles on Psychoanalysis” [tradução livre: “Pontos de Vista Huna sobre Psicoanálise”], editado em 15 de maio de 1951, no Huna Bulletin 55. Site: https://www.maxfreedomlong.com/huna-bulletins/huna-bulletin-055/;

Max Freedom Long – Artigo “Living in Cooperation on the Earth” [tradução livre: “Vivendo em Cooperação na Terra”], editado em 1º de maio de 1951, no Huna Bulletin 54. Site: https://www.maxfreedomlong.com/huna-bulletins/huna-bulletin-054/;

Max Freedom Long – Artigo “Huna Lesson #1: Building Your Future” [tradução livre: “Lição Huna #1: Construindo o Seu Futuro”]. Site https://www.maxfreedomlong.com/articles/huna-lessons/huna-lesson-1-building-your-future/;

Max Freedom Long – Artigo: “The Importance of Mana in Prayer-Action, Huna in the New Testament” [tradução livre: “A Importância da Mana (Energia Vital) na Prece-Ação, Huna no Novo Testamento”], editado em 15 de maio de 1950, no Huna Bulletin 32. Site https://www.maxfreedomlong.com/huna-bulletins/huna-bulletin-032/;

Max Freedom Long – Artigo “Huna in The Kabala & Tarot Cards” [tradução livre: “A Huna na Cabala e nas Cartas de Tarô”], editado em outubro-novembro de 1965, no Huna Vistas Bulletin #68. Site https://www.maxfreedomlong.com/huna-bulletins/huna-vistas-bulletin-068/;

Michael Lerner, PhD – Artigo “Difference Between Healing and Curing” [tradução livre “Diferença Entre Cura [Healing] e Cura [Curing]. Site: https://www.awakin.org/v2/read/view.php?op=photo&tid=1066;

Moji Solanke – Journal The Guardian Nigeria – Artigo: “Medical Cure And Spiritual Healing” [tradução livre: “Cura [Cure] Médica e Cura [Healing] Espiritual”]. Site: https://guardian.ng/features/medical-cure-and-spiritual-healing/;

Napoleon Hill – livro “The Law of Success in Sixteen Lessons” (tradução livre: “A Lei do Sucesso em Dezesseis Lições”);

Osho – livro “The Golden Future” (tradução livre: “O Futuro Dourado”);

Osho – livro “From Unconsciousness to Consciousness” (tradução livre “Do Inconsciente ao Consciente”);

Osho – livro “Desvendando mistérios”;

Paul Cresswell – livro “Learn to Use Your Subconscious Mind” (tradução livre: “Aprenda a Usar a Sua Mente Subconsciente”);

Paulo Freire, educador, pedagogo, filósofo brasileiro – livro “A Psicologia da Pergunta”;

Platão – livro “O Mito da Caverna”;

Richard Wilhelm – livro “I Ching”;

Roberto Assagioli, Psicossíntese. Site http://psicossintese.org.br/index.php/o-que-e-psicossintese/

Sanaya Roman – livro “Spiritual Growth: Being Your Higher Self (versão em português: “Crescimento Espiritual: o Despertar do Seu Eu Superior”);

Sílvia Lisboa e Bruno Garattoni – artigo da Revista Superintessante, publicado em 21.05.13, sobre o lado oculto da mente e a neurociência moderna.

Site da Associação de Estudos Huna https://www.huna.org.br/ – artigos diversos.

Site www.globalmentoringgroup.com – artigos sobre PNL;

Site Wikipedia https://pt.wikipedia.org/wiki/Ho%CA%BBoponopono, a enciclopédia livre;

Thomas Lani Stucker – Kahuna Lani – Artigo “The Professional Huna Healer” – Site: https://www.maxfreedomlong.com/articles/kahuna-lani/the-professional-huna-healer/;

Thomas Lani Stucker – Kahuna Lani – Artigo “PSYCHOMETRIC ANALYSIS” [tradução livre: “ANÁLISE PSICOMÉTRICA”], editado no outono de 1982, no Huna Work International #269. Site: https://www.maxfreedomlong.com/articles/kahuna-lani/psychometric-analysis/;

Thomas Troward – livro “The Creative Process in the Individual” (tradução livre: “O Processo Criativo no Indivíduo”);

Thomas Troward – livro “Bible Mystery and Bible Meaning” (tradução livre: “Mistério da Bíblia e Significado da Bíblia”);

Tor Norretranders – livro “A Ilusão de Quem Usa: Reduzindo o tamanho da Consciência” (versão em inglês “The User Illusion: Cutting Consciousness Down to Size”);

“Um Curso em Milagres” – 2ª edição – copyright 1994 da edição em língua portuguesa;

Wallace D. Wattles – livro “A Ciência para Ficar Rico”;

W. D. Westervelt – Boston, G.H. Ellis Press [1915] – artigo: “Hawaiian Legends of Old Honolulu” Site: https://www.sacred-texts.com/pac/hloh/hloh00.htm.

William R. Glover – livro “HUNA the Ancient Religion of Positive Thinking” – 2005;

William Walker Atkinson – livro: “Thought Vibration – The Law of Attraction in the Thought World” (tradução livre: “Vibração do Pensamento – A Lei da Atração no Mundo do Pensamento”) – Edição Eletrônica publicada em 2015;

Zanon Melo – livro “Huna – A Cura Polinésia – Manual do Kahuna”;

Muda…
A chuva de bênçãos derrama-se sobre mim, nesse exato momento.
A Prece atinge o seu foco e levanta voo.
Eu sinto muito.
Por favor, perdoa-me.
Eu te amo.
Eu sou grato(a).
Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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