Artigo “Teaching HUNA to the Children – How Everything was made” [Ensinando HUNA para as Crianças – Como Tudo foi feito] – Max Freedom Long 

Tradução livre Projeto OREM®.

…continuação da Parte IV…

AS FADAS QUE ESTAVAM PERDIDAS

O Almirante Gabriel enviou uma mensagem telepática com uma ordem para o Capitão Pedro e a escotilha inferior ou portão do disco se fechou, as pernas começaram a se fechar e o disco partiu em um piscar de olhos para a Nave Mãe.

A Eva Branco perguntou: ‘Tio Gabriel, o que são fadas e elfos? Eles são meninos e meninas para nós brincarmos?’

‘De jeito nenhum’, respondeu o Tio Gabriel. ‘Eles fazem parte do Povo Pequeno. Eles nunca serão humanos e são muito pequenos. Além disso, eles podem aparecer e desaparece à vontade – isso significa que eles podem se transformar em coisas de pensamento para que você não possa vê-los, ou podem se materializar ou colocar matérias sólidas para fazer corpos um pouco como você tem para viver. Eles são pequenos povos muito felizes e as mulheres são muito, muito gentis e bonitas. Os meninos se chamam Elfos e são bons e gentis, mas adoram pregar peças. Todos eles têm asas transparentes como libélulas. Os elfos usam pequenos gorros, geralmente verdes, mas as fadas usam cabelos compridos e aparecem em mantos brancos ou coloridos esvoaçantes. O nosso grupo tem uma rainha das fadas à frente e ela tem uma varinha mágica com a qual pode fazer as coisas mais surpreendentes.’

Houve uma súbita mensagem piscando sendo telepática da nave espacial. Era numa língua que as crianças nunca tinham ouvido, não a língua da Terra que todos que eles conheciam podiam usar.

‘Pelo amor do céu! [frustação]’ exclamou o Tio Gabriel, colocando a Eva no chão e correndo para olhar para a nave espacial e depois para todo o jardim. ‘Quando eles foram carregar as fadas e elfos no disco para trazê-los para a terra, Pedro diz que eles deram uma olhada no belo jardim abaixo e antes que ele pudesse detê-los, todos se desvaneceram e desapareceram no ar. Ele os chamou, mas não obteve resposta. Parece que os perdemos em seu Jardim. Eu sinto muito.’

‘Não se sinta mal por isso’, disse a Mãe. ‘Eu estava pensando que quando eles chegassem aqui e vissem todos os humanos e os animais, eles poderiam se assustar e fugir. Eles são povos pequenos muito tímidos.’

‘Nós não seremos capazes de vê-los?’ perguntou a Eva Branco, quase pronta para chorar.

‘Claro que nós vamos,’ disse a Mãe, alisando o cabelo loiro de Eva. ‘Eles vão encontrar um lugar no jardim para morar e mais tarde eu vou te ensinar como fazer para conhecê-los. Pode levar tempo e prática, mas eu tenho certeza de que pode ser feito. Agora não se aflija ou se preocupe com isso. Isso tornaria ainda mais difícil aprender a conhecê-los.’

O Adão Pardo Moreno levantou a sua mão para segurar a grande mão do Tio Gabriel e voltou para a varanda com ele. Quando o Tio estava sentado, ele levantou com postura correta o Adão e perguntou: ‘Você tem alguma pergunta a fazer?’

‘Apenas uma grande,’ disse Adão. ‘Ela é sobre quebrar a barreira do som quando você muda a sua nave espacial para coisa de pensamento e vai muito, muito rápido de estrela em estrela. Você faz um barulho de pensamento com a sua mente como Beep-beep, então escuta para ouvir se você pode ouvir isso ou ver se você está indo tão rápido que está prestes a quebrar a barreira da velocidade do pensamento?’

‘Uma boa pergunta’, disse o Tio Gabriel com um sorriso divertido. ‘Não, nós apenas estimamos a nossa velocidade mais ou menos.’

‘Você nunca quebra a barreira?’ perguntou Adão. ‘Às vezes, quando nós fazemos muito barulho, a Mãe diz: ‘Silêncio. Eu não consigo me ouvir pensando!’ E se você não pudesse se ouvir pensando e atravessasse a barreira do pensamento, isso o machucaria como o Velho Martim-Pescador quando ele quebrou a barreira do som?’

O Tio coçou a cabeça pensativo. ‘Eu nunca quebrei a barreira do pensamento e nem sempre eu fui capaz de me ouvir pensar, mas o meu palpite é que, se eu o FIZESSE, eu poderia ter muitos problemas.’ Ele se virou para o Pai e perguntou: ‘Você fez alguma coisa para passar do outro lado da barreira do pensamento?’

O Pai balançou a cabeça seriamente. ‘Quando você vai além do pensamento e da energia, você não tem mais nada. Se você pudesse pensar o suficiente para fazer com que a sua velocidade quebrasse a barreira da velocidade do pensamento, você simplesmente pousaria no NADA – você simplesmente não seria – apenas desapareceria no nada. Melhor não tentar.’

‘Meu!’ exclamou Adão. ‘Eu acho que todo mundo deveria desacelerar um pouco. Mas, por favor, me diga, quão rápido você costuma viajar quando vai daqui para alguma estrela distante? Quantos parsecs [unidade astronômica de distância] por minuto?’

‘Você sabe sobre parsecs?’ perguntou o Tio Gabriel surpreso.

‘Oh sim! O Pai nos ensina sobre estrelas e distâncias. Um parsec é o mais longe que a luz pode viajar em três anos terrestres. Está muito longe se você estiver a apenas dez parsecs de distância de uma estrela – de uma das mais próximas.’

O Tio Gabriel pensou por um momento enquanto olhava para o Velho Coruja, que estava em um pé, o outro pé levantado, enquanto se preparava para escrever uma nova nota mental em sua cabeça lotada.

‘Tomemos, por exemplo, uma viagem desse lado de sua galáxia Via Láctea, onde a Terra fica bem de um lado. Tem cerca de 300 parsecs de diâmetro e, quando nós aumentamos a velocidade e permitimos mais tempo por desacelerar, pode levar meia hora. Uma vez que nós começamos, vamos quase tão rápido quanto você pode se imaginar indo. Mas em outro dia nós tivemos que ir muito longe em uma viagem para visitar uma estrela em M33 na Galáxia do Triângulo. Alguns homens-pensamento tolos em um planeta em nosso caminho declararam guerra. Uma tribo não gostava da política e religião de outra e eles acidentalmente detonaram todo o seu estoque de bombas de pensamento e explodiram o seu planeta até o alto céu, o céu abaixo e o céu lateralmente. As bombas de pensamento são muito mais fortes do que as bombas de hidrogênio e, além disso, eles viviam em um planeta cheio de pensamentos que eram explosivos. Nós tivemos que mudar de rumo e sair vários parsecs do nosso caminho.’

O Pai perguntou: ‘Houve sobreviventes?’

‘Nenhuma forma-pensamento que se assemelhasse a qualquer coisa – nem mesmo pó-pensamento,’ respondeu Gabriel. ‘Mas pelo menos nós não teremos mais que nos preocupar com esse bando.’

O Adão perguntou, admirado: ‘Fez um estrondo terrível quando eles explodiram o planeta deles?’

‘Não’, disse o Tio Gabriel, ‘eu não posso dizer que sim. Eles não tinham ar em seu planeta e é preciso ar para transportar som. Mas o empurrão para longe do centro da explosão foi sentido a muitos parsecs de distância.’

O Adão disse: ‘O Pai nos diz que as estrelas mais distantes estão se afastando de nós tão rápido que a sua luz leva muito mais tempo para chegar até nós do que se estivessem paradas. O que acontece quando elas chegam tão longe que a sua luz não pode ir rápido o suficiente para nos alcançar?’

O Pai falou. “Não incomode o seu Tio Gabriel com essas perguntas agora. Nós teremos muito tempo depois para falar sobre essas coisas.’

O Velho Coruja parecia muito preocupado. Ele não suportava ter uma nota mental de uma boa pergunta e nenhuma resposta para igualar. ‘WHO?’ [Uuh!, Uuh!, Uuh!] ele gritou alto.

‘Ah, muito bem’, disse o Pai. ‘Basta dizer que quando uma galáxia lá fora se move um pouco mais rápida que a luz e depois mais rápida do que se pensava, ela simplesmente desaparece. Levará muito tempo até que alguém exija de você uma resposta melhor – ou entenda nem metade dessa.’ Ele se levantou e educadamente deu uma mão para a Mãe levantar-se, embora ela certamente não precisasse.’ Talvez todos nós possamos ir até a nave espacial para dar uma olhada dentro dela antes da hora do chá. Que tal isso?’ Dando os braços ao Tio Gabriel e à Mãe, ele liderou o caminho até o disco voador.

Pedro ficou no corredor para ajudá-los a passar pela escotilha no fundo do disco voador prateado. Ele havia materializado um corpo e uma fantasia para si mesmo e parecia muito com Gabriel, só que muito menor. A sua barba era preta e ele tinha olhos escuros e brilhantes.

‘Esse é o seu Tio Pedro’, apresentou o Pai. ‘Como você está Pedro? Ele irá mostrar-lhe como navegar um disco voador. Agora não se apressem e não tropecem nos degraus enquanto ele os ajudava.’

Eva Pardo Claro recuou e o seu pequeno rosto se contorceu de medo. A mãe se inclinou sobre ela e sussurrou algo em seu ouvido e ela começou a respirar fundo cinco vezes e enviou uma chamada telepática e quase imediatamente a sua luz começou a brilhar acima de sua cabeça. Ela riu e se apressou a subir os degraus sem mostrar o menor medo.

Pedro olhou com surpresa: ‘De onde veio essa luz?’ ele perguntou. ‘Eu nunca vi nada assim antes.’

O Pai disse: ‘Esse experimento de criar pessoas é um pouco diferente. Dessa vez, cada pessoa tem três eus, um dos quais vive na bola de luz. Ele sempre virá se a pessoa estiver com problemas e pedir ajuda. Quando ele chega, ele pode tirar todo o medo e raiva e dar toda a ajuda necessária. É um eu mais velho e muito mais sábio.’

‘Bem, fechem os meus portões!’ exclamou Pedro enquanto observava a bola de luz desaparecer da Eva Pardo Claro. ‘E como é, posso perguntar, o segundo eu? Eu só conheço o único eu, do tipo que você coloca nos macacos e nos animais.’

‘É o que chamamos de Eu Falante’, explicou o Pai. ‘O primeiro eu ou eu macaco vive no corpo e cuida dele e o Eu Falante vive na parte superior da cabeça, onde foi feito espaço para ele. Ele pode raciocinar e pode falar.’

Pedro balançou a cabeça, maravilhado: ‘O que você não vai pensar a seguir, Pai! Bem, com três eus como parte de cada pessoa nesse experimento, parece-me que você teria a melhor chance de conseguir homens que valem a pena todo o rebuliço e incômodo.

‘Nós temos grandes esperanças, desses,’ disse o Pai. ‘O nosso principal problema será treinar os Eus Falantes para manter o controle dos eus dos homens-macacos que nós tivemos que usar para obter um corpo sólido para usar. Mas, dê-nos tempo. A Mãe e eu temos grandes esperanças dessa vez.’

O Velho Coruja, que chegou o mais perto que ousou, falou. ‘Who? [Uuh!] Capitão Pedro, eu posso perguntar que tipo de eu VOCÊ tem?”

‘Eu?’ disse Pedro admirado. ‘Eu sou um anjo. Eu não tenho que ter nem mesmo um eu. Tudo o que eu tenho que fazer é ser EU, assim como o Pai me criou.’

O Velho Coruja moveu uma ou duas abas para mais perto, mas não conseguia ver como Pedro era diferente do Pai. Ele perguntou: ‘Como os anjos são diferentes?’

‘Bem, para começo de conversa’, disse Pedro, nós podemos voar e vivemos principalmente no céu ou nos vastos paraísos do Universo.’

‘Obrigado’, disse o Velho Coruja e ele voou para fazer uma série de notas mentais. (Uma era que os anjos podem voar e, muito mais tarde, quando as pessoas tentaram se lembrar do que foi escrito, passaram a acreditar que os anjos tinham asas de penas e viviam em um céu grande o suficiente para conter todas as pessoas que já morreram e que foram bons o suficiente para permitir que Pedro viesse morar lá. Eles mesmos inventaram a ideia de ruas pavimentadas com ouro. Nós sabemos disso porque nós podemos ter certeza de que o Velho Coruja não sabia nada sobre ouro.)

Uma vez dentro do disco voador e com a escada puxada para cima e a porta fechada, as crianças descobriram que havia um banco percorrendo quase todo o interior e em cada lugar para sentar havia um cinto de segurança. Pedro fez com que todos se sentassem e afivelassem os cintos de segurança. Sentou-se diante do Tio Gabriel, e do Pai diante da Mãe para que o disco voador ficasse quase em equilíbrio. Na frente de Pedro estava um volante e um pequeno aparelho de televisão que mostrava tudo do lado de fora quando o botão direito era pressionado. Havia vários botões, cada um de uma cor diferente e cinco pequenas maçanetas que podiam ser giradas.

Pedro disse: ‘Primeiro eu ligarei a máquina de mudança de gravidade. Ela impede que a gravidade nos puxe para baixo e então nós podemos flutuar no ar – assim como uma vara pode flutuar na água. Agora sentem-se firmes enquanto eu desacelero a gravidade o suficiente e coloco as pernas do disco voador a bordo.

Ele apertou dois botões e eles puderam ouvir um pequeno zumbido. Uma luz vermelha se acendeu no topo do disco voador dentro do anel de luzes brancas. As pernas começaram a subir a bordo e o disco voador oscilou e estava muito baixo do lado onde Pedro estava sentado, então ele pressionou levemente outro botão e fez o disco voador entrar em equilíbrio perfeito. Parecia muito estranho estar flutuando assim e foi divertido.

Adão Preto perguntou: ‘Nós não vamos cair, vamos, Tio Pedro?’

‘Não, de fato’, respondeu Pedro. ‘Com o instrumento de desaceleração da gravidade ligado, você não pode cair. Em vez disso, se algo der errado, você cairia e quando você cair, não há nada para pousar e esbarrar em você. Você nunca encontrará um disco voador naufragado na Terra, pela simples razão de que se algo o destruísse e tudo nele falhasse, nunca mais ele seria visto novamente.’

Adão Pardo Moreno falou e perguntou: ‘Ninguém nunca encontraria as peças?’

‘Ah, sim’, disse Pedro. ‘Nós temos as nossas equipes de salvamento para recolher os pedaços. Mas discos voadores e naves espaciais quase nunca são destruídos. Eu só conheço dois que foram atingidos por um pedaço de meteoro e destruídos.’ Ele girou um pouco o volante e o disco voador girou de modo que a Nave Mãe aparecesse na tela da televisão. Ele então colocou um ponteiro na tela para apontar exatamente para a grande nave espacial e alcançou um botão azul. ‘Nós estamos no caminho certo’, explicou. ‘Agora nós vamos usar o propulsor de raio e flutuar enquanto navegamos de norte a leste.’ Ele pressionou um pouco o botão azul e eles puderam se sentir subindo e se movendo. A Grande Aeronave foi chegando cada vez mais perto na tela da TV e em um momento eles estavam entrando por baixo dele e então pararam.

‘Eles nos levarão a bordo’, disse Pedro. ‘Sentem-se firmes por um minuto.’

Eles sentiram o disco sendo levantado e, então, a luz vermelha acima se apagou. Pedro apertou a alavanca direita e a escotilha se abriu no chão e a escada desceu. ‘Bem, aqui nós estamos’, disse o Pai. ‘Todos para fora, mas não se apressem e tentem não cair dos degraus. A máquina de desaceleração da gravidade está apenas um pouco ligada agora e vocês podem se chocar um pouco.’

Todas as crianças soltaram os cintos de segurança e formaram uma fila. Pedro saiu primeiro e os ajudou a descer no convés prateado e liso. Estava muito claro dentro da nave espacial, fresco e confortável, e havia um cheiro agradável de especiarias porque eles tinham uma amostra da maioria das especiarias a bordo para teste. Ninguém estava à vista, mas as portas se abriam e fechavam e havia muita mensagem telepática de um lado para o outro para os anciãos na estranha linguagem universal que as crianças não conseguiam entender. Por todos os lados havia estranhos instrumentos, botões e alavancas. Cinco discos voadores estavam presos em lugares nas laterais e tudo estava sempre tão arrumado e limpo. O Pai, a Mãe e o Tio Gabriel estavam ocupados cumprimentando pessoas que não podiam ser vistas e Pedro estava enviando ordens telepáticas porque era o capitão do navio. Ele levou as crianças para uma grande mesa e todos se sentaram. Pedro deu uma ordem e, pelo ar, voaram as casquinhas de sorvete duplas mais deliciosas que se poderia imaginar. Eles nunca tinham visto ou imaginado algo tão bom. Cada um deles agradeceu um pouco e dobrou os guardanapos que tinham chegado até eles, bem em volta do pescoço e começaram a comer. O Adão Celestial disse, entre chupadas e mordidas: ‘Eu penso que gostaria de viver em uma grande nave espacial e navegar por aí. Ir a lugares!’

Adão Branco disse: ‘Eu poderia comer cinco dessas coisas!’ A sua Eva disse: ‘Cala a boca, Adão. Que o seu homem-macaco está falando, não você. Nós não devemos ser glutões ou comer demais e adoecer.’

A Mãe estava conversando com Pedro na língua estranha, então ela notou as crianças olhando com rostos confusos e disse para que eles pudessem ouvir: ‘Se vocês realmente não precisam daquele pedaço de turfa e não é muito difícil encontrar, Eu adoraria tê-lo.’

‘Nada é demais para você’, disse Pedro. ‘Eu pedirei aos tripulantes que abram a peça e a coloquem no disco voador imediatamente. Ele enviou uma torrente de ordens por Telepatia e logo veio voando pelo ar uma grande bandeja na qual havia um grande quadrado de terra com coisas verdes ainda crescendo no topo. A bandeja parou diante da Mãe e ela a examinou cuidadosamente. ‘Coloque um pouco de água nela’, disse ela, ‘as plantas estão murchas, mas não mortas. Acho que é exatamente o que eu preciso.’

Eva Petro perguntou: ‘O que você quer com esse pedaço de terra, Mãe? Temos sujeira mais agradável em casa.’

A Mãe sorriu misteriosamente. ‘Mas não sujeira como essa’, disse ela. ‘Apenas espere. Mais tarde você verá por que esse pedaço de terra em particular é tão importante.’ Ela observou enquanto uma lata de aspersão vinha navegando e borrifava água sobre a bandeja de turfa – então navegou de volta para outra parte do navio. A Mãe disse: ‘Agora que vocês já sorveram as suas casquinhas de sorvete para o chá, é hora de nós voltarmos para casa. As suas babás chimpanzés e cães e gatos sentirão a vossa falta, para não falar da Pequena Leiteira – que foi convidada, mas que não quis vir.’

Todos limparam a boca e dobraram os guardanapos com cuidado. O Capitão Pedro veio e acenou para que a bandeja de turfa fosse levada para o disco voador. Ele a seguiu e ficou no pé da escada enquanto as crianças começaram a subir. Elas estavam todas na escada ou logo dentro do disco voador, quando houve um zumbido, a luz vermelha se acendeu e o disco voador puxou com força as suas três pernas que estavam presas ao chão. De repente, todas as crianças flutuaram pela escotilha e, uma vez lá dentro, flutuaram até o teto, todas gritando animadamente.

O Capitão Pedro entrou rápido no disco voador e se segurou para não flutuar com uma mão enquanto caminhava até o painel de controle ao lado do volante e a bandeja de turfa que havia sido colocada no chão. Ele olhou para os botões e disse: ‘Que diabos! Alguém apertou o botão de desaceleração da gravidade! Ele olhou ao redor e fez um alcance repentino, pegando um pequeno tripulante marrom em um terno de couro com boné pontudo e sapatos.

‘Então é VOCÊ de novo!’ ele disse. ‘E você prometeu fielmente que nunca mais tocaria em nada depois da última vez que parou a máquina! Agora, qual é a sua desculpa?’ Ele segurou o pequeno tripulante pelas costas de seu casaco diante dele.

‘Begorrah [expressão Irlandesa = Por Deus], Capitão’, disse o pequeno tripulante, ‘eu acabei de vir com o pedaço da Velha Turfa da minha terra natal – por amor a isso e não significando nenhum mal. E quando vi aquele botão azul, lembrei-me tanto dos sinos de vento que crescem no pântano que tive que acariciá-lo. Apenas um pequeno toque, você sabe. Mas minha mão velha e cansada pesava apenas um pouco e, bem, eu sinto muito e estou mais do que arrependido.’

Pedro o soltou e ele flutuou até o teto com as crianças. Mas quando outro botão foi pressionado lentamente, todos eles desceram flutuando.

Eva Preto estava perto do homenzinho quando ela se sentou. Ele olhou para ela e sorriu. Ela balançou o dedo para ele e disse: ‘Você foi travesso. Você deveria levar umas palmadas.’

Pedro disse: ‘Por que você não dá umas palmadas nele? Você sabe como, não sabe?’

‘Eu deveria saber,’ disse Eva e ela pegou o pequeno tripulante e o deitou sobre o colo dela, mesmo que ele lutasse e gritasse, ‘Eu serei bom! Eu serei bom!’

Segurando-o com firmeza, ela levantou a mão para dar umas palmadas corretamente, mas de repente ele se foi. Eva olhou e olhou, mas ele não estava em nenhum lugar para ser visto.

O Tio Pedro riu e disse: ‘Você vê por que você não consegue fazer esse pequeno velho Gremlin [criatura mitológica de natureza malévola] se comportar? Toda vez que tento dar umas palmadas, ele simplesmente se desmaterializa e não pode ser encontrado. Não se vê ou ouve falar dele até a próxima vez que algo der errado e ele aparecer com todas as suas blasfêmias e boas desculpas. Eu não sei bem o que fazer com ele e começa a parecer que ele estava planejando ir junto com o pedaço de turfa e morar em seu jardim.’

O Pai e a Mãe entraram no disco voador com o Tio Gabriel e viram o que estava acontecendo. O Pai disse: ‘Eu suponho que nós teremos que aturar o pequeno maroto se ele for com a amostra de turfa e começar a viver no jardim.’

‘As fadas e os elfos tentaram fazer com que ele se comportasse’, disse Pedro, ‘e tentaram dar umas palmadas nele, mas ele é durão e apenas riu e disse que as palmadas eram tapas de amor.’

O Pai disse pensativo: ‘A Mãe e eu criamos algumas pequenas ilhas no Oceano Pacífico para alguns dos filhos de Adão Pardo Moreno morarem e parece que me lembro que lá se desenvolveram alguns povos pequenos muito simpáticos que construíram belos tanques de peixes e ajudavam a todos. Eles eram chamados Menehune [raça mitológica de seres anãos na tradição Havaiana] e ajudavam a construir canoas. Eu os vi através do meu Telescópio do Tempo ajudando os Havaianos, que pareciam gostar muito deles.’ Ele se virou para Gabriel e perguntou: ‘Você acha que poderia correr até lá e encontrar alguns desses pequenos povos e nos trazer uma família deles para morar no Jardim e fazer o Gremlin se comportar?’

‘Eu farei o meu melhor’, prometeu Gabriel. ‘Alguma isca que você possa sugerir para o nosso uso?’

‘Não para os Menehune’, disse o Pai. ‘Espere por eles ao luar perto de um de seus tanques de peixes e peça para falar com o seu rei ou rainha. Então explique o quanto nós precisamos que uma família deles venha aqui para nos ajudar. Eu tenho certeza de que alguns ficarão felizes em vir. Eles são povos muito pequenos. Pode-se dizer que nós temos flores muito atraentes para usar para fazer colares para pendurar no pescoço e a melhor grama para saias de grama. Eu até vi algumas amoreiras-de-papel das quais eles poderiam tirar a casca e transformá-la em tecido de papel para as suas capas ou para usar se a noite esfriasse. Diga a eles que nós temos bananas e peixes e quase tudo o que eles possam desejar.’

‘Eu o farei’, disse o Almirante Gabriel. Ele se virou para Pedro, ‘Planeje navegar amanhã ao amanhecer, Capitão.’

Pedro estava ouvindo enquanto guardava vários pacotes sob o seu painel de controle. ‘Sementes,’ ele explicou. ‘Melões de todas as partes da Terra e sementes de frutas e nozes e belas árvores e flores. Especialmente alguns tubérculos de batatas do alto da América do Sul. Se você pode fazê-los crescer, você quase pode viver com eles. E há batata-doce e inhame para experimentar, tudo muito bom. Eles me fazem quase desejar ter um corpo sólido para uso diário e poder comer essas coisas.’

Adão Branco falou: ‘Você não tem nada para comer?’

‘Apenas energia – que nós chamamos de mana [energia vital]. Veja, nós vivemos principalmente em corpos feitos de forma-pensamento e coisa corporal sombreada. E, não tendo corpos sólidos, nós não temos um lugar para colocar a comida e digeri-la.’

‘Então, de onde vieram as casquinhas de sorvete que nós tomamos para o chá?’ perguntou Adão.

Pedro sorriu. ‘Você pode dizer que as casquinhas foram um presente do pequeno Gremlin travesso. Ontem ele entrou na sala de controle e apertou alguns botões amarelos que perturbaram muito o maquinário.

Tudo começou a acontecer e, quando nós arrumamos as coisas, descobrimos que ele tinha chegado a tempo e conseguido pegar uma geladeira inteira cheia daquelas casquinhas de sorvete. Elas estavam prontas para uma festa e em poucos minutos mais teriam sido servidas para as crianças, mas nós não tínhamos como devolver a geladeira ou as casquinhas e o sorvete à dona. Ela provavelmente ainda estará se perguntando o que poderia ter acontecido.’

‘O Gremlin conseguiu tomar um pouco?’ perguntou Adão.

‘Ele certamente conseguiu! Quando o encontrei escondido atrás da geladeira, ele estava devorando uma casquinha e não tive coragem de tirá-la dele. Para o seu tamanho, ele certamente pode segurar muito sorvete. No final da tarde, eu levarei a geladeira até a sua casa. A mãe acha que pode fazer sorvete de vez em quando para vocês.’

Todas as crianças aplaudiram e gritaram: ‘Bom! Ótimo!’ e então a escotilha estava sendo fechada e as pernas do disco levantadas. O disco voador foi abaixado. O Capitão Pedro apertou os botões corretos e antes que você pudesse dizer, Dia Celestial! ou Que raios! eles estavam de volta em terra e descarregando. Isso tinha sido uma viagem maravilhosa.

Pedro disse ao Pai: ‘Nenhum vestígio do Gremlin, mas eu tenho quase certeza de que ele saiu em forma desmaterializada com a bandeja de turfa. Você pode observá-lo lá ou ao redor da cozinha. Ele adora comer. Se a Mãe puder encontrar uma maneira de entrar em contato com as fadas e elfos, eles sempre poderão encontrar o Gremlin para você quando quiser.’ Pedro riu. ‘E muitas vezes você vai querer ele. Ele pode pensar em mais maneiras de impedir que as coisas funcionem do que você pode contar.’

‘Ele sempre se materializa em um corpo que pode ser visto a fim de que possa mexer nas coisas?’ perguntou o Pai.

‘Sim. Ele parece não ser capaz de mover nada enquanto está desmaterializado. Eu sempre consegui encontrá-lo e ele sempre teve uma desculpa maravilhosa para fazer o que acabou de fazer. Mas se ele vir que você não vai aceitar a desculpa dele, ele se desmaterializará para você em um segundo e vai embora.

‘Nós vamos tentar nos dar bem com ele’, disse o Pai. ‘Os Menehune provavelmente estarão aqui amanhã ou no dia seguinte e tenho certeza de que eles saberão como lidar com o maroto. Talvez colocá-lo para trabalhar fazendo algo útil pela primeira vez em sua vida.’

OS MENEHUNE

Faltavam dois dias para a chegada dos Menehune e, nesse meio tempo, o Gremlin quebrou pratos, parou relógios, deixou a água escorrer do tanque do chuveiro e fez todo tipo de coisas ruins.

Depois que o disco desceu com os Menehune e pousou, Gabriel enviou uma mensagem telepática para dizer que eram pequenos povos muito tímidos e que, embora estivessem todos materializados para que se pudessem ser vistos, ele achou que apenas o Pai e a Mãe deveriam sair para cumprimentá-los e ajudá-los a encontrar um lugar para morar. As crianças fariam bem em ficar na varanda e apenas observar. Mais tarde, quando todos se conhecessem, as coisas seriam diferentes. Quatro famílias e um chefe vieram, então era um grupo bastante grande que saiu do disco voador e se curvaram solenemente e conversaram com o Pai e a Mãe. As crianças não conseguiam entender uma palavra do que estava sendo dito, mas isso não era de admirar. Eles estavam falando Havaiano – que o Pai havia inventado, e por isso falava muito bem. Ele logo os fez se sentir em casa e antes que a noite chegasse, eles encontraram lugares para morar e tudo estava resolvido – até mesmo dois dos seres caçando o Gremlin e o trancando em um buraco de texugo com um cadeado mágico até que eles tivessem hora de ensiná-lo boas maneiras. Desnecessário será dizer que foi um dia triste para o Gremlin. Ele tinha finalmente encontrado o seu rival do mesmo nível.

Depois de um dia de excitação, todos estavam felizes o suficiente para irem dormir, mas no meio da noite o relógio começou a bater e bater e bater – a cada hora do dia. O Pai foi ver o que estava fazendo com que o grande relógio batesse tão descontroladamente. ‘Eu poderia ter adivinhado’, disse para si mesmo quando não viu nada para causar o problema e também descobriu que as luzes não acendiam. Houve uma batida tímida na porta da frente e, quando ele foi ver quem estava lá, encontrou quatro dos Menehune parados com as cabeças penduradas desanimados.

‘O Gremlin escapou?’ perguntou o Pai. Eles assentiram com tristeza e o Chefe disse em Havaiano, pakele loa [ele escapou de punição].

‘Como isso aconteceu?’ perguntou o Pai e o chefe explicou que o Gremlin havia seguido o buraco do texugo e encontrado na outra extremidade um lugar onde havia outra abertura. A fechadura mágica era boa para apenas uma abertura, então ele escapou. Ele não podia desmaterializar atrás da fechadura mágica, mas uma vez fora do buraco, ele poderia se quisesse e eles supunham que depois de fazer o grande relógio bater e acordar todo mundo, ele fez com que ele mesmo desmaterializasse e saísse de vista.

‘Não se preocupe’, disse o Pai. ‘Vá para casa e durma um pouco. Amanhã nós decidiremos o que deve ser feito. Talvez eu anuncie uma CAÇA AO GREMLIN e convide todos os animais, de todos os lugares, para participar.’

A GRANDE CAÇA AO GREMLIN

À luz do dia, o Gremlin tinha todo o Jardim em alvoroço. Ele pegou uma grande vara e abriu um buraco na represa do Velho Castor para que a água jorrasse e logo abriu um buraco sinistro na represa. O Velho Castor acordou e descobriu que a sua casa, em vez de estar parcialmente debaixo d’água, estava alta e seca sobre palafitas e ele estava furioso!

As corujas haviam voado e estavam fazendo um grande clamor. O Gremlin entrou enquanto elas estavam caçando e quebrou cada um de seus cinco ovos.

A Sra. Elefante chegou muito aborrecida, trazendo o bebê elefante ao Pai para pedir ajuda para ele. O Gremlin havia feito um nó tão apertado em sua pequena tromba enquanto ele dormia que foi necessário uma ajuda para desatá-lo.

O Pai disse, enquanto trabalhava cuidadosamente para desatar o nó da tromba do pequeno elefante: ‘Eu nunca vi nada parecido. Ninguém ousa virar as costas um minuto. Ele faz uma coisa ruim em cima da outra. Ele olhou para as corujas, que estavam tão tristes que só conseguiam sentar-se na árvore perto da casa e gemer. ‘Não adianta gemer [se lamentar]’, disse-lhes. ‘Vamos nos mexer e espalhar a notícia de que nós estamos formando um grupo para caçar esse Gremlin e parar a sua travessura.’

‘Eu espalharei a notícia’, disse o Velho Coruja. ‘Com certeza irei!’ Ele se preparou e começou a enviar mensagens telepáticas para outras corujas por toda aquela parte do país, dizendo-lhes para espalharem a notícia e elas devem ter feito isso, pois logo os pássaros vieram voando para se juntar à caça e então começaram a chegar animais, uma boa dúzia de cães de vários tamanhos e logo o Sr. e a Sra. Leão com a pantera negra e o Velho Dentes-de-Sabre, que parecia muito bagunçado e maltratado e que, sem dúvida, se recusou a vir até que o Sr. Leão discutisse com ele. A pantera negra deve ter sido esbofeteada antecipadamente, pois ela estava se lembrando cuidadosamente de suas maneiras e não ameaçando comer ninguém.

Quando os pássaros e as feras estavam todos lá, o Pai fez com que formassem um grande círculo ao redor do Jardim e depois se aproximassem do centro, olhando para cada buraco ou árvore oca ou arbusto para tentar encontrar o Gremlin mau. Mas quando todos chegaram ao centro, não se viu o culpado. Era evidente que ele se assustou e se desmaterializou.

Depois que os animais e pássaros tomaram o brunch [uma refeição que é a perfeita mistura de um café da manhã e almoço] e foram calorosamente agradecidos, mesmo que a caçada tenha sido um fracasso, todos eles foram para casa cuidar de suas tarefas diárias.

Quando eles se foram, o Pai sentou-se na varanda para pensar e todas as crianças brincaram o mais baixinho possível, sabendo que quando o Pai estava pensando, elas não deveriam fazer tanto barulho que ele não pudesse ouvir a si mesmo pensando. Eles estavam muito ansiosos para que ele não começasse a pensar rápido demais e quebrasse a barreira de pensamento ou algo que pudesse fazer com que ele desaparecesse.

Depois de alguns minutos, o Pai se levantou e foi buscar os seus planos. Quando ele começou a folhear a pilha alta, disse à Mãe: ‘Eu devo ter inventado alguma maneira de manter os Gremlins sob controle quando os inventei, mas não consigo lembrar o que era. Eu tenho certeza de que no país de onde ele acabou de chegar, eles devem ter uma maneira de fazer os maus Gremlins se comportarem.

Houve um bater de asas do lado de fora da varanda e a Mãe foi ver qual poderia ser o problema agora. Era a Sra. Pica-Pau e ela estava muito animada. ‘Aquele Gremlin colocou cinco ovos de coruja no meu ninho com os meus dois ovos!” ela chiou. ‘Se você e Pai derem a sua permissão, nós vamos abrir um buraco nele [no Gremlin]  no momento em que o virmos! Por favor!’

A Sra. Coruja, embora dormindo profundamente, ouviu o seu nome sendo falado e veio o mais rápido que podia voar. Ela se empoleirou em um galho e torceu as pontas de suas asas com ansiedade. ‘Meus ovos! Meus ovos!’ ela gritou. ‘Eles não estão quebrados! Oh, diga-me que eles estão seguros e que eu posso resgatá-los! Por favor, Por favor!’

Todas as crianças vieram correndo para ouvir do que se tratava o barulho, pois os pássaros misturavam Telepatia com gorjeios e gorjeios e tornavam quase impossível até mesmo para o Pai prestar atenção à sua busca em seus planos registrados.

A Mãe, que nunca ficava excitada, mesmo quando as piores coisas possíveis aconteciam, disse: ‘Adão Branco, pegue uma cestinha da cozinha e leve a sua babá com você. Deixe a Sra. Pica-Pau mostrar onde está o ninho dela no buraco da árvore e a Sra. Coruja mostrar onde está o ninho dela. Em seguida, suba e pegue os ovos de coruja de um ninho e leve-os com muito cuidado para o outro ninho. Você entende? Isso é muito importante e deve ser feito da maneira correta.’

Adão Branco ficou tão impressionado com a importância da tarefa que não tinha certeza se poderia cumprir as ordens, mas a sua Eva se aconchegou a ele e sussurrou: ‘Você consegue! Você é o Adão mais inteligente de todos os tempos! Aqui está a nossa babá e você apenas a leve junto e suba até o ninho. Eu vou encontrar uma cesta e vou rápido para trazê-la. Vamos, Adão! Você é top! [uma pessoa de qualidade top!] Vamos!’

Adão endireitou os ombros pequenos. Se a sua Eva dizia que ele poderia fazer isso, ele faria ou explodiria. Ele segurou a mão de sua babá e puxou com força para que eles simplesmente corressem atrás dos pássaros. Eva saiu correndo para a cozinha, pegou uma pequena cesta e correu atrás deles. Ela podia correr mais rápido que Adão, mas não o deixou saber. Quando eles chegaram à árvore, Adão e sua babá subiram e olharam para o buraco onde a Sra. Pica-Pau e a Sra. Coruja tinham ido. A babá Chimpanzé estendeu a cesta e Adão cuidadosamente pegou cada ovo quando a Sra. Coruja apontou para ele com a ponta de uma asa e colocou o ovo delicadamente na cesta. Feito isso, eles desceram e seguiram as corujas até a sua árvore, depois subiram até o ninho e colocaram os ovos nele. As corujas estavam quase chorando agradecidas por terem os seus próprios ovos preciosos de volta em segurança em seu ninho, inclusive devidamente aquecidos. O Sr. Coruja disse: ‘Quando os filhotes de coruja forem chocados, nós vamos nomear um para você, Adão, e um para você, Eva. Um deve se chamar Chimpie [Chimpanzé] e o outro Woodie [Pica-Pau] para os amáveis ​​pica-paus. Nós nunca podemos agradecer a todos o suficiente e se você precisar de um pássaro totem para o seu clã quando crescer, nós ficaremos felizes em atendê-lo.

Por fim, o Pai encontrou os planos de fadas, elfos, Menehune e todos os Pequenos Povos e na pilha havia uma folha rasgada em que os planos ainda não haviam sido concluídos. Era o plano para os Gremlins. O Pai o estudou cuidadosamente e, bem no final da folha, encontrou escrito ‘contra NaCl’. Isso não significava nada para a maioria das pessoas, mas lembrou ao Pai que ele havia planejado algo que poderia ser usado para evitar que os Gremlins saíssem do controle. Era, em nossa língua, apenas sal puro! ‘Ah’, disse o Pai. ‘Agora eu lembro. Se o sal for polvilhado sobre um Gremlin, ele não será capaz de desmaterializar e, portanto, pode ser capturado e impedido de causar problemas. Eu preciso encontrar uma maneira de salpicar sal neste maroto essa noite.

Gremlins são muito espertos e suspeitam de armadilhas mesmo quando não existem, então o Pai teve que pensar em algo muito inteligente de sua parte. Ele saiu para o pátio e olhou para a campainha que tocava com uma corda para chamar as crianças para a escola ou para as refeições. Isso parecia promissor, então ele fez um pequeno borrifador de sal de uma cuia e amarrou-o no badalo solto do sino de tal forma que, no momento em que alguém puxasse a corda para tocar o sino, ele os polvilharia com sal. Ele então foi até o grande relógio que o Gremlin tanto gostava de fazer bater todas as horas e colocou um pires de sal bem dentro da porta que tinha que ser aberta para começar a bater. Havia uma pequena prateleira dentro e ele a consertou de modo que, quando a porta fosse aberta, o pires caísse e derramasse o sal em quem estivesse embaixo. Feito isso, tudo o que havia para ser feito estava feito e só restava esperar até depois da hora de dormir.

Quando o jantar acabou e o Pai e a Mãe estavam descansando na varanda, alguns dos pequenos Menehune vieram vê-los. Eles quase nunca aparecem à luz do dia, mas adoram sair à noite, materializar corpos sólidos e começar a trabalhar nas coisas que desejavam fazer.

‘Eu esperava que você viesse nos ver esta noite’, disse o Pai depois que eles trocaram cumprimentos. ‘Eu preparei duas armadilhas para o Gremlin e posso precisar de ajuda para pegá-lo depois que ele abrir uma armadilha e for polvilhado com sal, o que o impedirá de desmaterializar.’

O Chefe disse: ‘Nós ficaremos muito felizes em ajudar a pegar aquele maroto. Na verdade, nós acabamos de fazer uma gaiola forte com paus e cordas da qual ele não pode escapar desta vez quando o pegarmos.’

‘Eu os nomeio meus policiais oficiais’, disse o Pai. ‘E nós devemos manter em segredo entre nós que o sal impede que os Gremlins desmaterializem. Se alguém perguntar sobre isso, tente dar a resposta errada. Nós não podemos ter notícias espalhadas por toda parte para que outros Gremlins aprendam o que o sal faz com eles, ou todos aprenderão a tomar cuidado para nunca serem borrifados e continuarão dia e noite incomodando as pessoas boas.’

O Chefe disse em Havaiano, huna loa, que significa muito, muito secreto e todos colocaram os dedinhos castanhos sobre as boquinhas morenas para mostrar que tinham prometido nunca contar, nunca, nunca. Então o Chefe disse: ‘Escondam-se perto da campainha e do relógio e certifiquem-se de ficar desmaterializados até o momento em que o Gremlin se levantar e alcançar a corda da campainha ou a porta do relógio. E no instante em que ele for salpicado com sal, corram, agarrem-no e segurem-no.’

Havia apenas um pouco de luar naquela noite, mas depois que as luzes se apagaram e a casa ficou quieta, o Gremlin se emaranhou corajosamente e veio cuidadosamente procurando uma chance de fazer travessuras. Ele viu o sino e tocou a corda, mas pareceu suspeitar de uma armadilha. Ele andou ao redor e ao redor da corda, olhando para o sino e finalmente decidindo que algo estava errado. Com muito cuidado para não puxar a corda, ele deu um nó na ponta dela e foi buscar uma vara comprida com um galho curto em forma de gancho na ponta grossa. Quando ele encontrou isso, ele ficou bem para trás e enganchou a vara sobre o nó e puxou. O sino tocou e o sal foi salpicado.

O Gremlin não viu o sal fino salpicando da cuia, pois o luar não era muito forte. Ele olhou para o sino e disse para si mesmo: ‘Parece um pouco estranho, mas o sino não caiu em mim como eu suspeitava que pudesse acontecer. De qualquer forma, eles não podem enganar esse velho espertinho.’

Ele continuou pela varanda, andando na ponta dos pés e observando com muito cuidado. Nada parecia fora do caminho, então ele foi até o relógio e olhou para a porta. ‘Pode ser uma armadilha aqui’, ele decidiu e voltou ao quintal para pegar a sua vara em forma de gancho. Com isso ele enganchou o trinco na porta do relógio, ficou bem para trás e puxou. A porta se abriu e o pires caiu deixando o sal cair inofensivamente no chão.

‘Eles pensaram que poderiam me machucar com apenas um pequeno pires para cair na minha cabeça?’ ele disse com um sorriso de escárnio. ‘Bem, eles não podem.’ Foi até o relógio, estendeu a mão e marcou todas as horas, como na noite anterior, depois correu rindo para o pátio. Ao passar pela corda do sino, ele parou, cambaleou até ela e deu um grande puxão, fazendo o sino soar e o sal escorreu da cuia e caiu bem em cima dele.

Os policiais Menehune saíram correndo e o Pai veio da casa. O Gremlin fez caretas para eles, então explodiu as suas bochechas e disse a palavra mágica para se tornar desmaterializado, mas nada aconteceu. Ele bufou e soprou e quase se engasgou ao dizer a palavra mágica enquanto estava inflando as suas bochechas tão grandes e redondas, mas não lhe adiantou nada. O Chefe o pegou pelo colarinho e disse: ‘Você está preso. Você virá pacificamente ou devo algemá-lo bem e suficiente?’

‘Oh, vamos,’ disse o Gremlin. ‘E eu posso, de fato, explicar tudo! Eu não pretendia fazer nadinha de mal. Eu só queria ter certeza de que o sino tocaria corretamente para que pudesse chamar as queridas crianças para o café da manhã! E o relógio, ele precisa ir para a oficina. Pense ele fazendo a sua porta voar toda aberta sozinha. E é claro que atingiu todas as horas. Eu não, por mim mesmo, vi um disco voador cair de completo. Alguém foi muito descuidado em deixar um disco voador pendurado de completo.’

‘Você é um mau Gremlin e um mentiroso’, disse o Chefe quando começou a puxá-lo.

‘Apenas um favor, peço a você,’ implorou o Gremlin. ‘Diga-me o que você fez comigo que me impediu de desmaterializar e fugir. Diga-me isso e eu serei bom para sempre, mesmo para sempre e dois dias!’

‘A magia do pai’, rosnou o Chefe. ‘Ele pode lançar um feitiço em uma corda de sino, como você já sabe, ou pelo menos deveria saber.’

Begorrah! [expressão Irlandesa = Por Deus] e é um feitiço forte, se for um feitiço,’ disse o Gremlin,’ mas eu penso que você está me enganando e má sorte [bad cess, uma gíria Irlandesa] para você e todos como vocês que são cruéis e mesquinhos o suficiente para manter um pobre sem-teto velho Gremlin de se divertir um pouco de vez em quando.’

‘Pobre nada!’ disse o Chefe. ‘Você é mal o tempo todo e nunca será de outra maneira.’ Eles chegaram à gaiola forte e ele empurrou o Gremlin e fechou a porta, trancando-a com a fechadura mágica para que dessa vez não houvesse escapatória.

O Pai viera para ver se o Gremlin estava seguro atrás das grades. Agora ele elogiou os Menehune calorosamente, os agradeceu e deu boa-noite. Ele estava prestes a sair quando o Gremlin começou a gritar para tornar impossível para qualquer um dormir. Um dos Menehune que estava de guarda, rosnou, kuli kuli [expressão Havaiana], que significa cale-se, mas o Gremlin continuou gritando e o guarda teve que pegar um pedaço de pau e enfiar a mão nas barras de madeira robustas e cutucá-lo com força nas calças. O Gremlin parou de gritar e sentou-se no chão da gaiola forte. ‘Oh, ai de mim,’ ele gemeu. ‘Homens maus me roubaram o pouco de diversão que restava na vida.’

De manhã, depois do café da manhã e da escola, as crianças foram com o pai olhar para o Gremlin na gaiola forte e imediatamente ele começou a explicar o quão inocente ele era e pedir perdão e ser liberado, com as maiores promessas possíveis de bom comportamento. O Pai deixou as crianças ouvi-lo sem dizer uma palavra, até que viu que eles estavam sendo convencidos a perdoar o inteligente Gremlin e estavam começando a acreditar nele e a querer deixá-lo sair da gaiola forte. Mas então o Pai falou.

‘Agora me escutem, crianças. Eu queria que vocês vissem como os maus podem ser muito bons em fingir ser bons, legais e honestos. Durante toda a sua vida vocês terão que tomar cuidado com aqueles que são maus, especialmente os Gremlins e homens e mulheres que são maus o tempo todo e nunca podem ser reformados e tornados bons, não importa como eles sejam punidos ou que promessas boas eles façam.’

A Eva Preto estava com tanta pena do Gremlin que disse: ‘Mas, não temos que ser amorosos e nunca machucar ninguém? Não foi isso que você nos ensinou?’

‘Isto está perfeitamente correto, Eva,’ respondeu o Pai. ‘Mas é uma regra que só pode ser usada entre pessoas legais que sabem amar, ajudar e ser gentis. Quando eu estava tentando fazer seres humanos, eu tinha que experimentar. Eu tentei fadas e elfos, mas eles não eram sólidos o suficiente para fazer pessoas que pudessem caçar e cultivar. Eu experimentei Gremlins e descobri que eles só serviam para fazer travessuras, então eu desisti deles e experimentei macacos – que, como vocês sabem, eram muito melhores até onde podiam ir sem ter Eus Falantes.’

‘Você precisa punir esse velho Gremlin?’ perguntou a Eva Vermelho tristemente.

‘Só assim’, disse o Pai. ‘Nós temos que nos proteger contra todos os homens e criaturas do mal da melhor maneira que nós pudermos. Se nós tivermos que colocá-los na cadeia, nós devemos fazê-lo. Nós simplesmente não podemos deixar os malignos roubarem, mentirem e quebrarem coisas apenas por diversão. Mas lembrem-se disso, quando eu fiz os homens, não pude deixar de colocar um pouco de Gremlin em todos, assim como um pouco de eu-macaco e todos nós devemos nos vigiar com muito cuidado para não deixar o Gremlin em nós sair do controle e fazer coisas maliciosas e maldosas e chamar isso de diversão. Se nós deixarmos o Gremlin em nós sair do controle, nós também podemos ser colocados em prisões para evitar que nós machuquemos e incomodemos pessoas boas e gentis. Sempre lembrem-se! Não deixem que o Gremlin ou eu-macaco dentro de vocês façam com que vocês façam coisas que machuquem ou incomodem os outros. Isto é muito importante.’

O Pai virou-se para o Gremlin sorridente e perguntou: ‘O que o impede de fazer travessuras o tempo todo em sua terra onde os trevos [shamrock, emblema Irlandês] crescem? Vocês têm polícia lá? Certamente vocês não causam tantos problemas quanto você, apenas um velho Gremlin, feito aqui.’

‘Oh, isso não é sobre ser ruim, nós estamos à vontade’, disse o Gremlin. ‘Nós fazemos algumas travessuras um com os outros, mas nós não fazemos mal nenhum. E eu lhe dou a minha palavra de promessa sagrada de que se você me deixar sair dessa prisão eu lhe mostrarei como os Gremlins geralmente são muito bons. Nós somos amorosos e prestativos e podemos ser muito úteis.’

‘Então,’ disse o Pai, ‘em casa você não cria problemas e você vive uma vida boa e prestativa e útil e feliz, apenas se divertindo muito brincando com os seus companheiros perto de você?’

‘Isto está exatamente correto’, disse o Gremlin. ‘É um modo de vida doce, pacífico e bom que nós Gremlins vivemos e nós cantamos e dançamos o dia todo e nunca prejudicamos uma alma.’

‘É bom saber que está tão bom por lá’, disse o Pai, ‘pois amanhã eu o mandarei de volta para lá com a Nave Espacial.’

O Gremlin parecia subitamente agoniado. ‘Não’, ele berrou. ‘Não! Mantenha-me aqui para sempre nesta gaiola forte e dê-me restos de comida. A minha esposa me bate. Nunca uma brincadeira. O dia todo cavando o pântano para algumas raízes amargas para viver! Não! Seja misericordioso! NÃO! NÃO!’

Imagem pexels-matheus-bertelli-573298-scaled.jpg

…continua Parte VI…

Muda…

A chuva de bênçãos derrama-se sobre mim, nesse exato momento.
A Prece atinge o seu foco e levanta voo.

Eu sinto muito.
Por favor, perdoa-me.
Eu te amo.
Eu sou grato(a).

Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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