Tanto os milagres quanto o medo são pensamentos em sua mente. Elizabeth A. Cronkhite

O milagre é uma expressão da Mentalidade voltada para o milagre. UCEM – Urtext

Uma das principais formas que os milagres assumem é a de uma mensagem útil dada a outra pessoa, especialmente uma mensagem inspirada por uma fonte superior. Robert Perry

Lembre-se de que um milagre é uma centelha de Vida. Ele brilha na escuridão e traz a luz. Você deve começar a esquecer e lembrar. Ditado pessoal de Jesus para Helen, no livro “Absence from Felicity” (tradução livre “Ausência de Felicidade”)

Um milagre não é mágica que acontece do lado de fora, é algo que acontece dentro de você e permite que essa situação seja resolvida. Dr. Kenneth Wapnick

A melhor definição de milagre segundo Dr. Kenneth Wapnick:

O milagre é o primeiro passo na devolução à Causa da função da causalidade, não do efeito. A mente é a causa, o mundo é o efeito. T-28.II.9:3

Todas essas percepções realmente reforçam a premissa básica do ego de que nós nos separamos uns dos outros e de Deus. A correção para isso é passarmos da forma do ego olhar para a do Espírito Santo, que é o milagre. A palavra idêntica para esse processo de mudarmos das percepções do ego sobre outra pessoa para a do Espírito Santo é “perdão”. Dr. Kenneth Wapnick no livro “Os Cinquenta Princípios dos Milagres de Um Curso em Milagres”

Dr. Kenneth Wapnick também afirmava:

“Uma das minhas linhas favoritas no Curso, que realmente é uma definição perfeita de um milagre, embora não use a palavra, diz que ‘o lugar mais santo na terra é onde um ódio antigo se tornou um amor presente’”. T-26.IX.6:1                 

O Professor do Curso e dedicado pesquisador Robert Perry, em seu esclarecedor artigo intitulado “O que é um milagre?”, leva-nos ao conhecimento das diversas versões do que se entende pelo conceito de milagres no Curso, desde o conceito convencional da palavra, como as versões predominantes entre a comunidade de estudantes de Um Curso em Milagres, assim como uma nova visão do conceito de milagres, para a nossa reflexão, pois obviamente, para entendermos UCEM, devemos entender o que é um milagre. Transcrevemos trechos do artigo para o nosso conhecimento e entendimento.

O artigo completo em inglês, mencionado acima, está disponível no site: https://circleofa.org/library/what-is-a-miracle/.

Robert Perry inicia o artigo afirmando que ao se autodenominar Um Curso em Milagres, isso implica que todo o seu propósito é nos educar e treinar na realização de milagres.

Isso nos diz que este é um curso educacional desenvolvido para nos ensinar a experimentar, apresentar ou dar “milagres”. Assim como outro curso pode ser um curso em história ou um curso em pintura, este é um curso em milagres.

O que o Curso quer dizer com milagres, então, é central. É a questão chave para determinar o que é este Curso.

O Professor do Curso e pesquisador Bart Bacon, em seu artigo intitulado “Como o UCEM define ‘milagre?’”, enquanto ministrava uma aula sobre o Curso, ele orientou os seus alunos a prestarem atenção à palavra “milagre” no livro e mencionou que tradicionalmente nós pensamos em um milagre como uma manifestação do poder divino, com resultados que consideramos impossíveis de acordo com as leis físicas – como andar sobre as águas, conjurar pão e peixes para cinco mil pessoas do nada ou curar cegos com um toque – mas que Um Curso em Milagres daria uma definição mais ampla para “milagre”. Estaremos utilizando o artigo como inspiração.

O artigo completo está disponível em inglês no site: https://www.miracles-course.org/index.php?option=com_content&view=article&id=232:how-does-acim-define-miracle&catid=37&Itemid=57.

Então, o que é um Milagre em Um Curso em Milagres?

Antes de respondermos a esta questão central deste nosso artigo, estaremos também nos inspirando em artigo do Professor e pesquisador do Curso Greg Mackie, intitulado “Como Fazer Milagres”.

O artigo completo está disponível em inglês no site: https://circleofa.org/library/how-to-work-miracles/.

Greg Mackie levanta uma importante questão e a resposta foi encontrada apenas nas versões iniciais de Um Curso em Milagres, ou seja, nas anotações dos cadernos de taquigrafia da Dra. Helen (escriba do Curso, em parceria com Dr. Bill), na versão Urtext (onde Dr. Bill digitava as anotações dos cadernos da Dra. Helen, com orientação dela) e a versão Hugh Lynn Cayce (que seria uma espécie de edição do Urtext pela Dra. Helen e pelo Dr. Bill). As informações que Greg Mackie estará descrevendo a seguir não constam nas versões Editadas do Curso (1ª e 2ª edições FIP).

Greg Mackie então questiona e responde:

“Por que Jesus nos deu um curso sobre como fazer milagres?

Eu tenho certeza de que poderíamos dar muitas respostas a essa pergunta. Mas aqui, eu quero me concentrar na resposta que o próprio Jesus deu a Helen. E minha esperança ao apresentar isso aqui é que possamos recorrer a essa resposta para aumentar nossa motivação para fazer milagres.

Esta foi uma ‘explicação’ mental para o porquê do Curso estar vindo através de Helen naquele momento específico. Aqui está o relato que ela escreveu, conforme registrado no livro “Ausência de Felicidade”, de Ken Wapnick, página 200:

Segundo essa ‘informação’, a situação mundial se agravava em ritmo alarmante. Pessoas em todo o mundo estavam sendo chamadas de volta para ajudar e estavam desenvolvendo o que para elas eram talentos altamente inesperados, cada uma dando sua contribuição individual para um plano geral previamente combinado.

Helen disse: ‘Aparentemente, concordei em fazer um curso em milagres que a Voz me ditaria como parte do acordo e o fato de ter feito isso foi na verdade a razão de minha vida. Na verdade não envolvia habilidades inesperadas, já que eu usaria habilidades que havia desenvolvido há muito tempo, mas que ainda não estava pronta para usar novamente.

E era por isso que eu teria tantos problemas para fazer isso. No entanto, as pessoas chegaram a um ponto em que estavam perdendo mais do que ganhando. Assim, por causa da emergência aguda, o processo lento e evolutivo de desenvolvimento espiritual estava sendo contornado no que poderia ser chamado de aceleração celestial.’”

Um resumo desta orientação:

  • A situação mundial está piorando dramaticamente. Na verdade, as pessoas estão retrocedendo no desenvolvimento.
  • Por causa dessa ‘emergência aguda’, os ajudantes celestiais aceleraram os seus esforços.
  • Uma forma que isso assumiu é que as pessoas foram ‘chamadas de volta para ajudar’, para fazer a sua parte individual em um plano maior e preestabelecido, uma parte que o Curso mais tarde chama de nossa função especial LE-98.5:2.
  • A necessidade desses ajudantes é tão grande que algumas pessoas são chamadas de volta antes de estarem totalmente prontas para usar as suas habilidades. Portanto, elas podem enfrentar desafios no cumprimento de suas funções.
  • Os escribas do Curso, Helen e Bill, foram em si uma parte essencial da aceleração. Como disse Jesus: ‘Você [Helen] e Bill têm talentos especiais que são necessários para a aceleração Celestial neste momento.’
  • Nosso trabalho em milagres é uma parte essencial da aceleração. Afinal, o milagre é um artifício para acelerar o tempo. A rapidez com que despertamos depende da eficácia da aceleração atual e se um número suficiente de pessoas se tornarem verdadeiramente e rapidamente mentes voltadas para o milagre, o processo de encurtamento pode ser quase imensurável. Urtext-T.2.VIII.2:7                            
  • A resposta à nossa pergunta, então, é essa: O Curso foi escrito como a contribuição de Helen e Bill para a aceleração celestial e foi feito para nos ajudar a dar a nossa contribuição para a aceleração celestial – para nos ajudar a realizar milagres, o meio de acelerar o processo de despertar.”

Como diz a Lição 98 acima mencionada em seu título:

Vou aceitar a minha parte no plano de Deus para a salvação.

Robert Perry nos chama também a atenção para o fato de que quando nos deparamos com o título Um Curso em Milagres pela primeira vez, parece-nos que o Curso realmente vai nos mostrar como produzir ocorrências físicas sobrenaturais, como ressuscitar pessoas mortas ou fazer aparecer comida.

Mas, mais cedo ou mais tarde, percebemos que um milagre não é uma reversão externa das leis físicas, mas uma mudança interna na percepção. E então o título parece fazer mais sentido.

Ainda assim, o autor enfatiza, que poderíamos dar uma outra olhada no que realmente significa a palavra “milagre” para o Curso.

Todos nós sabemos que o Curso define milagre e tantas outras palavras de uma nova maneira, mas o que é essa nova maneira de definir milagre?

Por exemplo, se o que o Curso quer dizer com “milagre” é tão pouco convencional, por que ele usa essa palavra? Qual é a relação entre o que significa milagre para o Curso e o que a palavra geralmente significa? E, finalmente, um milagre é realmente, somente, uma “mudança na percepção”?

Conceito mais tradicional de milagre no Ministério de Jesus

Robert Perry aborda que ao tentarmos capturar a definição de “milagre” do Curso, devemos começar olhando para o conceito mais tradicional.

Não é por acaso que o autor do Curso – Jesus de Nazaré – era conhecido por fazer milagres.

Na verdade, se alguém comparar a vida de Jesus com a de outros líderes religiosos ou referências religiosas – por exemplo, Muhammad e Buda – Jesus chega ao extremo em termos de trabalho em milagres.

Os milagres de Jesus forneceram a base para grande parte de sua reputação, conforme registrado nos Evangelhos e até mesmo em referências históricas antigas (no Talmude Babilônico há uma referência ao fato de que ele “praticava feitiçaria”).

Além disso, o trabalho em milagres foi um dos legados que ele deixou por meio de seus seguidores, a quem ele supostamente enviou para pregar e curar e que continuaram essa atividade após sua morte.

Robert Perry esclarece-nos que historicamente, à época de Jesus, os milagres tinham um conceito importante.

Naquela época, a doença não era vista tanto como resultado da lei natural ou mesmo do castigo divino, mas como expressão de poderes malignos. O fato de que o sofrimento era tão violento era a prova de que o mundo estava sob o domínio de influências demoníacas.

Jesus veio então pregando sobre um Deus que era tão amoroso, compassivo e providencial que buscava simplesmente fazer Seus filhos felizes. Ele procurou ser o Pai perfeito, que afugentaria os demônios, reuniria Seus filhos em Seus braços e beijaria suas lágrimas.

Essa ideia básica forneceu o centro da mensagem de Jesus. Acima de tudo, Jesus proclamou a vinda do Reino de Deus, com o que ele quis dizer que o atual governo da terra foi e está sendo derrubado e que um Pai amoroso estava vindo para dominar o mundo e envolvê-lo em asas de cura.

Diversos estudos vinculados à corrente de pensamento do Catolicismo e Protestantismo abordam até 35 milagres de Jesus retratados na Bíblia. Desde a transformação de água em vinho (João 2:7-11), a cura do Paralítico de Betesda (João 5.1-9), a primeira pesca maravilhosa (Lucas 5.1–11), a libertação do endemoninhado (Marcos 1.23-28; Lucas 4.31-36), a purificação do leproso (Mateus 8.2-4; Marcos 1.40-45; Lucas 5.12-16), a primeira multiplicação de pães (Mateus 14.14-21; Marcos 6.34-44; Lucas 9.12-17; João 6.5-13), a ressurreição de Lázaro (João 11.17-44), Jesus anda sobre as águas (Mateus 14.24-33; Marcos 6.45-52; João 6.16-21), entre outros milagres.

Os milagres foram a expressão concreta dessa ideia abstrata. Eles foram a prova, o exemplo vivo do governo vindouro de Deus. Eles fizeram a declaração muito vívida de que 1) um Deus amoroso estava intervindo 2) para mudar a maneira dolorosa como as coisas normalmente funcionam aqui, de forma que 3) a doença e o sofrimento pudessem ser substituídos por cura e felicidade.

Robert Perry então nos pede para imaginar o efeito de estar lá na época de Jesus. Imagine acreditar profundamente que o mundo estava nas garras do mal e ver a torturante evidência disso em todos os lugares.

Então imagine este homem incrível vindo à cidade e proclamando que um Pai amoroso estava derrubando tudo isso e substituindo a regra da dor pela regra global do amor.

E imagine ver a prova real de suas declarações quando milagres fluíram de seus dedos tão facilmente quanto a luz do sol, revertendo todas as leis pelas quais as coisas pareciam operar, trazendo esperança onde havia desespero, vida onde havia morte. O efeito teria sido estimulante, transformador – e aparentemente o foi.

Portanto, se olharmos para os milagres de Jesus, à época de seu Ministério, vemos vários elementos-chave.

1) Eles são atos de Deus;

2) Passam de um instrumento humano (Jesus) para outra pessoa; e

3) Eles curam a outra pessoa, alterando a ordem existente das coisas no processo.

Jesus teria dito:

Não crês que Eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que Eu vos digo não as digo em minha própria autoridade; mas o Pai, que habita em mim, realiza as suas obras. (João 14:10)

Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê em mim, esse também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas… (João 14:12)

Conceito de milagre em UCEM-LE-pII.13 pag.497

Um milagre é uma correção. Ele não cria e realmente não muda nada. Apenas olha para a devastação e lembra à mente que o que ela vê é falso. Desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem superar a função do perdão. Assim, permanece nos limites do tempo. No entanto, prepara o caminho para a volta da intemporalidade e do despertar do amor, pois o medo tem que desaparecer com o gentil remédio que ele traz.

O milagre contém a dádiva da graça, pois é dado e recebido como um só. E assim ilustra a lei da verdade que o mundo não obedece porque falha inteiramente em compreender os seus caminhos. O milagre inverte a percepção que antes estava de cabeça para baixo e assim acaba com as estranhas distorções ali manifestadas. Agora a percepção está aberta para a verdade. Agora, vê-se o perdão justificado.

O perdão é o lar dos milagres. Os olhos de Cristo os enviam a tudo o que contemplam em misericórdia e amor. A percepção está corrigida à Sua vista e o que pretendia amaldiçoar veio para abençoar. Cada lírio de perdão oferece ao mundo inteiro o silencioso milagre do amor. E cada um é depositado diante do Verbo de Deus, sobre o altar universal do Criador e da criação, à luz da pureza perfeita e da alegria sem fim.

O milagre é inicialmente aceito com base na fé, porque pedi-lo significa que a mente está preparada para conceber aquilo que não pode ver e que não compreende. Mas a fé trará as suas testemunhas para demonstrar que se baseou em algo que realmente existe. E, assim, o milagre justificará a tua fé nele e mostrará que se baseou num mundo mais real do que aquele que vias antes, um mundo redimido daquilo que pensavas que existisse.

Os milagres caem como gotas da chuva regeneradora do Céu sobre um mundo seco e poeirento, aonde criaturas famintas e sedentas vêm para morrer. Agora, elas têm água. Agora, o mundo está verde. E, em toda parte, surgem sinais de vida para mostrar que o que nasceu nunca pode morrer, pois o que tem vida tem imortalidade.

Conceito de milagre em UCEM-ET-2.7:1-6

O que é o milagre? É um sonho também. Mas olha para todos os aspectos deste sonho e nunca mais questionarás. Olha para o mundo benigno que vês estendendo-se diante de ti enquanto caminhas com gentileza. Olha para todos os ajudantes, ao longo do caminho no qual viajas, alegres na certeza do Céu e na segurança da paz. E olha por um instante, também, para o que deixaste para trás e finalmente superaste.

Conceito de milagre como uma mudança na percepção

Este é o conceito que mais prevalece na comunidade de estudantes do Curso, nestes últimos anos, desde que a versão Editada do livro foi lançada em 1976 (1ª edição FIP).

Dr. Kenneth Wapnick (um dos participantes no processo de revisão e edição do Curso, em parceria com Dra. Helen e Dr. Bill) afirma que todas as nossas percepções realmente reforçam a premissa básica do ego de que nós nos separamos uns dos outros e de Deus. A correção para isso é passarmos da forma do ego olhar para a forma do Espírito Santo, que é o milagre.

A palavra idêntica para esse processo de mudarmos das percepções do ego sobre outra pessoa para a do Espírito Santo é “perdão”.

Dr. Kenneth em seu livro “Introdução Básica a Um Curso em Milagres”, falando sobre milagre, acrescenta que:

Essa é outra das palavras que são usadas de um modo diferente. Um Curso em Milagres usa a palavra ‘milagre’ significando simplesmente uma correção, o desfazer de uma percepção falsa. É uma mudança na percepção, é o perdão, é o meio através do qual vem a cura. Todas essas palavras são basicamente a mesma coisa. Elas não têm nada a ver com o externo.

Um milagre, ou algo que era assim chamado em termos de coisas externas, tais como andar na água, ou uma cura externa é apenas um reflexo de um milagre interno.”

Um milagre é uma mudança interna. Uma das frases mais bonitas no Curso define um milagre assim:

O mais santo de todos os lugares da terra é aquele onde um antigo ódio veio a ser um amor presente. T-26.IX.6:1

Isso é um milagre. Quando a sua percepção odiosa de alguém de repente muda e você olha com amor para aquela pessoa, isso é um milagre. E uma mudança na percepção; é uma correção que vai do modo de olhar do ego para o modo de olhar do Espírito Santo.”

Dr. Bill Thetford (um dos escribas de UCEM, em parceria com Dra. Helen), durante uma entrevista, respondeu a questão “O que exatamente, pode-se perguntar, é um milagre? “É”, como diz Bill Thetford, “a solução criativa para um problema. Quando o Curso diz ‘Não há ordem de dificuldade em milagres’, isso significa que não há ordem de dificuldade na resolução de problemas. E uma vez que todos os problemas são o resultado de nossa negação da existência do amor, um milagre pode ser melhor definido como uma mudança na percepção que permite a remoção dos bloqueios à consciência da presença do amor.”

Professor Robert Perry, afirma e acrescenta que a definição do Curso para o milagre tem muito em comum com a imagem mais tradicional, porém com uma importante diferença crítica.

O Curso pegou um evento que foi concebido principalmente como físico e o tornou principalmente psicológico. O Curso psicologizou o milagre tradicional, mais como uma correção de como a história viu as coisas, do que uma correção do que Jesus fez naquela época.

Jesus realmente tratava do que se poderia chamar de “o milagre interior“. Este milagre interno, assim como o externo, foi desencadeado por algo que fluiu da presença de Jesus e foi possível por uma escolha, um consentimento de fé, por parte do destinatário.

Mas, ao contrário do milagre externo, este milagre interno foi o ponto principal do ministério de Jesus. As manifestações físicas eram apenas isso: reflexos externos da verdadeira essência das coisas, a transformação interna.

Muito embora, pelo que se vê da história, Jesus entendia que a mente, não o corpo, “é o objetivo adequado para a curaT.8.IX.1:5, porém a grande maioria de nós certamente não o entendemos.

Robert Perry aborda que temos o vício de esperar que, se pudermos simplesmente reorganizar nosso mundo exterior e deixar nossas mentes do jeito que estão, então tudo ficará melhor. E assim os milagres, como tradicionalmente concebidos, alimentaram esse vício.

A afirmação do Curso é que tudo vem da mente. O pensamento da mente fornece a base para tudo o que ela experimenta. Qualquer que seja a forma que a mente escolha para olhar para a realidade, ela se encontrará cercada e experimentando uma “realidade” que é o espelho preciso disso.

O sistema de crenças fundamental da mente se manifesta primeiro como sentimentos internos, emoções, interpretações e percepções; e então se manifesta como a realidade “externa” na qual a mente parece viver.

Nossa condição humana atual, então, incluindo todas as doenças, dores, tragédias e limitações, é simplesmente a representação de um sistema de crenças doentio, que o Curso chama de ego.

Robert Perry enfatiza que este sistema de crenças nos cegou para o fato eterno de que nós somos o Filho de Deus e que viveremos para sempre no Céu.

Isso nos convenceu de que somos mentes diminutas vivendo em diminutos corpos em um planeta governado pelo sofrimento e pela morte.

Ele se manifestou internamente como sentimentos de raiva, culpa e medo e externamente na forma de corpos doentes e fatigados, circunstâncias de vida dolorosas, “leis” físicas limitantes e a estrutura global de confinamento de tempo e espaço, que é o mundo que percebemos.

Nossa cura, então, deve ser uma cura da mente, uma cura de nossa perspectiva fundamental da realidade. Isso é o que o milagre faz.

Chega um momento, um instante santo, quando decidimos suspender temporariamente nossa perspectiva habitual das coisas. À medida que momentaneamente perdemos nosso controle no ego, nossas mentes podem mudar para uma nova maneira de ver as coisas.

E uma vez que nosso pensamento é a base de toda a nossa experiência, à medida que nosso pensamento muda, tudo o mais muda. Toda a nossa experiência de vida pode se iluminar de baixo para cima, tornando esse tipo de cura mais profundamente liberador do que ser curado até mesmo das doenças físicas mais insidiosas e destrutivas.

Ainda assim, por mais que o objetivo do milagre seja curar a mente, o autor do estudo Robert Perry questiona o fato de chamar um milagre, apenas, de “mudança na percepção“.

Os termos “milagre” e “mudança na percepção” se tornaram tão sinônimos entre os estudantes do Curso que até mesmo levantar essa questão parece um pouco como blasfêmia.

Robert Perry então destaca que é verdadeiro que o que um milagre faz é mudar a percepção. Mas chamar milagre de “uma mudança na percepção” tende a deixar de fora os aspectos do milagre que são críticos aos olhos do Curso.

Para ser mais específico, tende a implicar:

  1. Que o milagre é uma mudança que nós mesmos realizamos;
  2. Que não tem nada a ver com qualquer cura externa ou física;
  3. Que não tem nada a ver com os outros, que é um evento estritamente interno, em oposição ao interpessoal.

Todas as três dimensões, 1) a dimensão do Espírito Santo, 2) a dimensão física e 3) a dimensão interpessoal, são aspectos críticos da definição de milagre do Curso.

No entanto, todos os três tendem a ser deixados de fora pelo termo “uma mudança na percepção”.

E, além disso, são essas três dimensões que mais obviamente se conectam com o que Jesus fez 2.000 anos atrás e assim lançam luz sobre porque ele escolheu a palavra “milagre” para o Curso em oposição a alguma outra palavra.

Esse é o motivo pelo qual o Curso não chama um milagre de mudança na percepção. O mais próximo de fazer isso é quando o Curso diz que o milagre “acarreta” ou “introduz” uma mudança na percepção – duas palavras que deixam muito mais espaço do que dizer que o milagre é uma mudança na percepção.

…Contudo, o milagre acarreta uma passagem repentina da percepção horizontal para a vertical. T-1.II.6:3

…Essa alteração da sequência temporal deveria ser bastante familiar porque é muito similar ao deslocamento na percepção do tempo que o milagre introduz. T-5.II.1:3

Conceito de milagre como um ato do Espírito Santo

Robert Perry acrescenta que assim como o milagre bíblico, o milagre do Curso é um ato do Espírito. O Curso até mesmo em um ponto chama milagres de “intercessões”.

Eu inspiro todos os milagres, que são realmente intercessões… T-1.I.32:1

O Curso deixa muito claro que é o Espírito Santo quem realmente “faz” o milagre, como podemos ver na seguinte montagem de passagens:

O Espírito Santo é o mecanismo dos milagres. T-1.I.38:1

O poder de Deus, não o teu, engendra milagres. T-14.X.6:9

Não podes ser o teu próprio guia para milagres, pois foste tu que fizeste com que fossem necessários. T.14.XI.7:1

Não te preocupes com a extensão da santidade, pois não compreendes a natureza dos milagres. Nem és tu quem os faz. T-16.II.1:3-4

E como não estás dependendo de ti mesmo para achar o milagre, tens pleno direito de recebê-lo sempre que o pedires. LE.pI.77.7:6

O milagre é, portanto, um impulso de cura do Espírito. É o evento do Espírito agindo sobre os padrões de pensamento de nossas mentes:

Um milagre é uma correção introduzida em um pensamento falso por mim. Ele atua como um catalisador, quebrando as percepções errôneas e reorganizando-as adequadamente. T-1.I.37:1-2

Em outras palavras, a cura da mente, ou mudança na percepção, é o resultado.

É por isso que o milagre “induz” uma cura da mente ou “introduz” uma mudança na percepção, ao invés de “é” uma mudança na percepção.

…Essa é a cura a que o milagre induz. T-3.II.6:7

O Dicionário Webster diz que um milagre é “um evento extraordinário que manifesta a intervenção divina nos assuntos humanos.” Tão central na definição da palavra é este elemento de intervenção divina, que se o Curso deixasse isso de fora, não haveria mais muito sentido em usar a palavra.

Isso também ajuda a explicar por que o Curso escolheu usar as palavras “milagre” e “mágica” como opostas, quando na linguagem comum elas às vezes são intercambiáveis. Pois mesmo na linguagem comum, a magia é geralmente concebida como um poder que os humanos exercem, enquanto um milagre é algo que de alguma forma vem acima. Como tal, a magia pode ser “branca” ou “negra”. No entanto, ninguém falaria sobre um “milagre negro”.

No Curso, então, a magia é a tentativa de resolver as coisas por meio de uma mudança externa efetuada por nosso próprio poder; enquanto um milagre é uma cura da mente efetuada pelo Espírito Santo.

Conceito de milagre como um ato que cura o corpo

Robert Perry adentra em um assunto polêmico entre os estudantes do Curso onde cita mesmo que todos nós saibamos que um milagre tem como objetivo principal a cura da mente, o Curso deixa claro que um milagre também cura o corpo.

O Curso fala rotineiramente sobre milagres como se a cura física fosse uma parte natural – embora não central ou necessária – do que eles são. Por exemplo:

Se a mente pode curar o corpo, mas o corpo não pode curar a mente, nesse caso, a mente tem que ser mais forte que o corpo. Todo milagre demonstra isso. T-6.V.A.2:6-7

Assim o corpo é curado pelos milagres porque eles mostram que foi a mente que fez a doença e empregou o corpo como vítima ou efeito do que fez. T-28.II.11

O que Ele te capacita a fazer, com toda a clareza não é desse mundo, pois milagres violam todas as leis da realidade conforme esse mundo a julga. Todas as leis de tempo e espaço, de magnitude e massa são transcendidas, pois o que o Espírito Santo te capacita a fazer está claramente além de todas elas. T-12:VII.3:2-3

Nossa ênfase está agora na cura. O milagre é o meio, a Expiação é o princípio e a cura é o resultado. Falar de um “milagre de cura” é combinar duas ordens de realidade de maneira imprópria. A cura não é um milagre. A Expiação ou o milagre final, é um remédio e qualquer tipo de cura é um resultado. O tipo de erro ao qual é aplicado a Expiação é irrelevante. Toda cura é essencialmente a liberação do medo. Para empreender isso, tu não podes estar amedrontado. Não compreendes a cura devido ao teu próprio medo. T-2.IV.1:1-9

Além disso, está implícito mais de uma vez que os milagres podem e devem substituir qualquer tipo de medicamento físico T-2.IV.4, MP-5.II.2; isto é, a menos que alguém esteja muito arraigado no medo para aceitar um milagre [certamente a grande maioria de todos nós].

Mesmo que o Curso seja extremo ao dizer que qualquer tipo de limitação física pode ser facilmente removido pelo milagre, é igualmente extremo ao dizer que isso só acontecerá se você focalizar a sua atenção em outro lugar, não no corpo.

Por exemplo, somos encorajados a não pedir ao Espírito Santo que cure o corpo. Pois ver o corpo como o objetivo da cura e o centro da vida é parte da doença que adoeceu o corpo em primeiro lugar.

Quando o ego te tenta para que fiques doente, não peças ao Espírito Santo para curar o corpo, pois isso seria apenas aceitar a crença do ego segundo a qual o corpo é o objetivo adequado para a cura. Pede, em vez disso, que o Espírito Santo te ensine a percepção certa do corpo, pois só a percepção pode ser distorcida. Só a percepção pode estar doente, pois só a percepção pode estar errada. T-8.IX.1:5

Portanto, o Curso não concordaria com abordagens que ensinam a mente a direcionar a energia de cura para o corpo, ou que implicam que a mente deve ser curada para que a cura física mais importante possa ocorrer.

A maneira de curar o corpo, do ponto de vista do Curso, é parar de se identificar com ele, perceber que não é quem você é, que não tem poder sobre você, seja para deixá-lo doente ou feliz; que é pouco mais do que apenas uma sombra contornando o que é bom.

Ao focalizar o que é o bom nele, o corpo fica cada vez menos persistente no teu modo de vê-lo e, a longo prazo, será visto como pouco mais do que uma sombra contornando o que é bom. T-31.VII.3:3

Conceito de milagre como uma expressão de amor

Bart Bacon inicia o seu artigo mencionado acima (“Como o UCEM define “milagre”?) destacando que nos Princípios dos Milagres, no de número um, lemos:

Não há ordem de dificuldade em milagres. Um não é mais “difícil” nem “maior” do que o outro. Todos são o mesmo. Todas as expressões de amor são máximas. T.1.I.1:1-4

Nos Princípios dos Milagres, no de número três, lemos:

Milagres ocorrem naturalmente como expressões de amor. T.1.I.3:1

Porém o autor menciona também que se nos envolvermos com a comunidade maior de Um Curso em Milagres, nós encontraremos um conceito diferente, a ideia de que um milagre é uma “mudança na percepção“, pela qual os estudantes querem dizer uma “mudança de percepção interior” ou uma “mudança na forma como sentimos e pensamos.”

A definição de milagres como expressões de amor é repetida pelo menos mais quatro vezes no livro:

Milagres são uma espécie de troca. Como todas as expressões de amor, que são sempre miraculosas no sentido verdadeiro, a troca reverte as leis físicas. Trazem mais amor tanto para o doador quanto para aquele que recebe. T.1.I.9:1-3

Milagres são expressões de amor, mas podem não ter sempre efeitos observáveis. T.1.I.35:1

Eu compreendo que milagres são naturais porque são expressões de amor. T.4.V.11:11

“Certa vez nós dissemos que não há ordem de dificuldade em milagres porque eles são todos expressões máximas de amor.” Edição Original-T.7.19

Portanto nós temos seis casos de Jesus definindo “milagres” como “expressões de amor”. Além disso, temos as seguintes passagens que dizem essencialmente a mesma coisa em palavras diferentes:

Um milagre é um serviço. É o serviço máximo que podes prestar a um outro. É uma forma de amar o teu próximo como a ti mesmo. Reconheces o teu próprio valor e o do teu próximo simultaneamente. T.1.18:1-4

Milagres são sinais [expressões] naturais de perdão. Através dos milagres aceitas o perdão de Deus por estendê-lo a outros.   T.1.21:1-2

O milagre é, portanto, um sinal [expressão] de amor entre iguais. T.1.II.3:4

O milagre é muito parecido com o corpo no sentido de que ambos são recursos de aprendizado, facilitando um estado no qual vêm a ser desnecessários. Quando o estado original de comunicação direta do espírito é atingido, nem o corpo nem o milagre servem a qualquer propósito. Todavia, enquanto acreditas que estás em um corpo, podes escolher entre canais de expressão em amor ou canais milagrosos. T.1.V.1:1-3

O que estamos vendo aqui são passagens que indicam que milagres são comportamentos que expressam amor de um humano para outro. É importante notar que os milagres também podem vir do Espírito Santo para um humano:

Pensas que aquilo que o Espírito Santo quer que dês, Ele deixaria de te dar? Não tens nenhum problema que Ele não possa solucionar oferecendo-te um milagre. Milagres são para ti. T.14.XI.9:1-3

O autor Bart Bacon enfatiza que quando Um Curso em Milagres diz “Não tens nenhum problema que Ele não possa solucionarT.14.XI.9:3, temos que pensar que isso significa não apenas nossos problemas internos, mas também nossos problemas mundanos.

Pode parecer um pouco estranho pensar no Espírito Santo como conduzindo o ambiente, mas quando Ele faz um livro cair da estante ou cura um corpo enfermo ou ferido, de que mais podemos chamá-lo?

A ideia de que o Espírito Santo se comporte da maneira que UCEM pede que nos comportemos faz todo o sentido. Faz tanto sentido para o Espírito Santo expressar amor por nós como quanto para nós expressarmos amor uns aos outros.

O autor, em sua busca por pistas quanto à definição de milagre, utilizou o mecanismo de busca do site da Sociedade do Curso em Milagres (CIMS – Course in Miracles Society) e os termos “milagre” e “milagres” ocorrem 687 vezes na Edição Original.

A diferença entre “expressão de amor” e “mudança na percepção” é muito importante. “Expressão de amor” se refere ao comportamento assumido por um Filho de Deus em nome de outro, e “mudança na percepção” se refere a mudanças na mente que são subjetivas dentro da mente de cada Filho de Deus.

O autor nos alerta que se estamos comumente substituindo a definição de Jesus para milagre, uma definição que significa um tipo de comportamento em relacionamento, com uma definição diferente de milagre, uma definição que não envolve necessariamente comportamento ou relacionamento, então temos que nos perguntar se estamos negando o conceito de Jesus e perdendo um aspecto essencial de Um Curso em Milagres.

Bart Bacon em sua busca pelo conceito da palavra milagre no Curso, decidiu também pesquisar na Edição Original a frase “mudança na percepção” na tentativa de encontrar a base para a ideia de que um milagre é uma mudança interna na percepção. De acordo com o mecanismo de busca no site do CIMS, a frase exata “mudança na percepção” ocorre em apenas três lugares em Um Curso em Milagres. O primeiro está no Capítulo 15. A frase é a seguinte:

É possível fazer isso tudo imediatamente, pois não existe senão um deslocamento de percepção [em inglês: shift in perception, expressão traduzida na 2ª edição FIP como “deslocamento de percepção”, mas poderia ser também “mudança na percepção] que é necessário, já que cometeste apenas um equívoco. T.15.X.4:2

Isso é parte do que considero uma passagem maravilhosa. No entanto, o termo “milagre” não ocorre nem na frase, nem no parágrafo, nem mesmo em toda a seção “O tempo do renascimento” T.15.X, portanto, não pode ser a fonte da ideia de que a definição de milagre é “uma mudança na percepção”.

A segunda das três ocorrências da frase exata “mudança na percepção” está no Capítulo 20, Seção III, “O pecado como um ajustamento.” T.20.III O parágrafo diz o seguinte:

A crença no pecado é um ajustamento. E um ajustamento é uma mudança, uma alteração da percepção [em inglês “a shift in perception”] ou uma crença segundo a qual o que antes era de um modo, agora foi feito diferente. Todo ajustamento é, portanto, uma distorção e apela para defesas que a mantenham contra a realidade. O conhecimento não requer ajustamentos e, de fato, se perde caso alguma alteração ou mudança seja empreendida. Por isso o reduz imediatamente a uma mera percepção, a uma forma de olhar na qual se perde a certeza e a dúvida penetra. Nessa condição defeituosa os ajustamentos são necessários, porque ela não é verdadeira. Quem precisa se ajustar à verdade, que só exige de cada um o que ele é para ser compreendida? T.20.III.1:1-7

Não importa como entendamos este parágrafo, certamente não pode ser a fonte da ideia de que um milagre é uma “mudança na percepção”. Como no primeiro caso, a palavra “milagre” não ocorre de forma alguma neste parágrafo ou em toda a seção (OrEd.Tx.20.IV) em que é encontrada.

A última ocorrência da frase exata “mudança na percepção” ocorre na quinta seção do Manual para Professores, “Como se Realiza a Cura?” MP.5.II, “O deslocamento [The Shift In Perception] na percepção” é um título acima dos parágrafos quatro a sete. Também ocorre em uma frase, que no contexto aparece da seguinte maneira:

A aceitação da doença como uma decisão da mente, com um propósito para o qual ela quer usar o corpo, é a base da cura. E isso é assim para a cura em todas as formas. Um paciente decide que isso é assim e se recupera. Caso se decida contra a recuperação, não será curado. Quem é o médico? Apenas a mente do próprio doente. O resultado é aquele que ele decidir. Aparentemente, agentes especiais trabalham nele, mas não fazem senão dar forma à sua própria escolha. Ele os escolhe de modo a dar forma tangível a seus desejos. Isso é o que fazem e nada mais. De fato, não são absolutamente necessários. O paciente, sem o seu auxílio, poderia simplesmente levantar-se e dizer: “Eu não tenho nenhuma utilidade para isso.” Não há forma de doença que não seja curada imediatamente. MP.5.II.2:1-13

Qual o requisito único para essa mudança na percepção [shift in perception]? Simplesmente isso: o reconhecimento de que a doença é da mente e não tem nada a ver com o corpo. O que “custa” esse reconhecimento? Custa todo o mundo que vês, pois nunca mais o mundo vai parecer reinar sobre a mente. MP.5.II.3:1-4

Esta é uma entre tantas frases impactantes de Um Curso em Milagres. Porém, como nos demais casos, a palavra “milagre” não ocorre nem na frase com “mudança na percepção”, nem no parágrafo com essa frase, nem mesmo em toda a seção MP.5 Como se realiza a cura? Pag.18.

Podemos ver que este caso final é como todos os outros no sentido de que não pode ser a base para o conceito de que um milagre é uma mudança na percepção.

O autor também se utilizou do conhecimento de Robert Perry, onde ele encontrou um forte apoio, incluindo seis definições para a ideia de que milagres são comportamentos que expressam amor. Tendo feito este estudo, o autor conclui que a definição correta de milagre é “qualquer expressão de amor“.

Existem outras razões pelas quais o Professor Bart Bacon conclui que a compreensão correta de “milagre” é que é uma forma de comportamento ao invés de uma mudança de mente.

Por exemplo, no Capítulo 1, lemos

Milagres são um direito de todos, antes, porém, a purificação é necessária.” T.1.I.7

A purificação aqui referida é a purificação da mente, que é o perdão.  

Isso faz sentido à luz de

“O que fazes vem do que pensas.” T.2.VI.2:7

Em outras palavras, o princípio do milagre número sete está nos dizendo, para que o que nós fazemos consistir em milagres, primeiro temos que mudar o que pensamos (purificar nossas mentes pelo perdão).

A razão pela qual a dicotomia(*) do princípio sete é necessária é porque o milagre ocorre no reino do comportamento e a purificação no reino do pensamento.

(*) Significado da palavra dicotomia: divisão de algo em duas partes; oposição entre duas coisas, geralmente entre dois conceitos: o bem e o mal são uma dicotomia amplamente discutida; divisão de um conceito cujas partes, geralmente, são opostas. Site: https://www.dicio.com.br/dicotomia/

Se o milagre fosse, de fato, uma mudança na percepção interior, então seria no reino do pensamento. O milagre seria a purificação e a frase não faria sentido.

Outra razão pela qual o autor conclui que o entendimento correto de “milagre” é que é uma forma de comportamento e não uma mudança na mente, são as várias referências à “mente disponível para o milagre”.

Por exemplo, no Capítulo 2, lemos

“Eu já disse que milagres são expressões da mentalidade disposta para o milagre e essa mentalidade milagrosa significa mentalidade certa”. T.2.V.3:1

Como no exemplo anterior, o que fazemos vem do nosso estado de espírito. Neste caso, “o que fazemos” são milagres quando nosso “estado de espírito” é uma mentalidade disposta para o milagre.

Mais uma vez, se o milagre fosse de fato uma mudança na percepção interior, não haveria necessidade de dicotomia entre o reino do pensamento e o reino do comportamento como visto nesta frase sobre a mentalidade disposta para o milagre.

Uma terceira razão pela qual o autor conclui que o entendimento correto de “milagre” é que é uma forma de comportamento é encontrada no Capítulo 29, que diz o seguinte:

Aceitaste a causa da cura e, portanto, necessariamente estás curado. E estando curado, o poder de curar também tem que ser teu agora. O milagre não é uma coisa separada que acontece repentinamente, como um efeito sem uma causa. Em si mesmo, ele também não é uma causa. Mas onde está a sua causa, ele tem que estar. Nesse momento, ele já foi causado, embora ainda não seja percebido. E os seus efeitos estão presentes, embora ainda não sejam vistos. Olha para dentro agora e não contemplarás uma razão para o arrependimento, mas causa para regozijar-te, de fato, em contentamento e para teres esperança de paz. T.29.II.2:1-8

A passagem aqui se refere a milagres dados pelo Espírito Santo a um humano. Isso nos lembra que existem dois tipos de milagres:

  1. Milagre do Espírito Santo para um humano;
  2. Milagre entre humanos.

Um Curso em Milagres nos pede não apenas para oferecer milagres aos nossos irmãos e aceitar milagres de nossos irmãos, mas também aceitar milagres do Espírito Santo.

Para os fins deste artigo, a parte mais importante é a declaração “Em si mesmo, ele também não é uma causa.

Se o milagre fosse uma “mudança na percepção subjetiva”, significando uma mudança em como pensamos, teria que ser uma causa, porque UCEM nos diz no Capítulo 2, que “Todo pensamento produz forma em algum nível.” T.2.VI.9:14

Conectar esses pontos significa que o milagre não pode ser uma mudança na percepção subjetiva.

A definição de Jesus de “milagre” como “uma expressão de amor“, que significa um comportamento, é consistente com as passagens em Um Curso em Milagres que nos pedem que nos comportemos de maneiras que sejam úteis e paremos de nos comportar de maneiras prejudiciais.

O UCEM diz que cometemos apenas um erro, que foi a escolha de nos separar.

O entendimento então do Curso é que o propósito do Espírito Santo para o reino do tempo, espaço, matéria e corpos é nos dar oportunidades de escolher entre comportamentos que apoiam a nossa escolha de nos separar ou apoiam a nossa escolha de curar a separação.

Os comportamentos assumidos por um Filho de Deus em nome de um ou mais outros nos conectam uns com os outros de uma forma que cura a separação.

Bart Bacon ainda prossegue enfatizando que a mudança de mentalidade que leva a milagres é necessária, mas por si só não tem o poder de forjar conexões – e, assim, curar nossa escolha de ser separado – que o comportamento traz aos nossos milagres.

Há uma parte significativa da comunidade de Um Curso em Milagres que vê este caminho espiritual como 1) ocorrendo apenas no nível da mente, 2) não envolvendo comportamentos e 3) não envolvendo resultados objetivamente observáveis.

Essa abordagem seria consistente com a definição de “milagre” como uma “mudança na percepção” porque remove o milagre do reino do comportamento.

Então se definirmos um milagre como algo que ocorre no nível da mente individual e se Jesus quer dizer que é um comportamento realizado entre dois ou mais, então estamos negando o conceito de “milagre” que UCEM dá para isso.

A ideia é de que UCEM é como um banquinho que tem três pernas, que são 1) mudar nossas mentes, 2) mudar nossos comportamentos e 3) mudar os resultados que experienciamos no mundo do tempo, espaço, matéria e corpos.

O risco é de que uma parte significativa do que passa por discussão sobre Um Curso em Milagres possa consistir na circulação de ideias que não são realmente encontradas no UCEM e que muitas vezes são contrárias ao que de fato está escrito entre as capas do livro.

Uma lição que podemos aprender é que quando ouvimos ou lemos alunos e professores de UCEM atribuindo ideias ao UCEM, seria útil se nossa ação fosse questionar “mostre-me onde o UCEM realmente apoia essa ideia.”

Bart Bacon encerra o seu artigo com uma citação da Bíblia. O propósito é ilustrar que a essência do caminho que Jesus oferece em Um Curso em Milagres é a mesma que a essência do caminho que ele ofereceu durante o seu Ministério terreno: o caminho que retornamos a Deus é em grande parte através do comportamento amoroso que nós estendemos uns ao outros.

Jesus teria dito:

Eu lhes dou um novo mandamento: amem-se uns aos outros; como Eu os amei, assim vocês devem amar-se uns aos outros. Se existir amor entre vocês, então todos saberão que vocês são meus discípulos. João 13:34,35 (tradução livre, New English-Bible).

Robert Perry também cita que o mais surpreendente é o fato de que a maioria das referências do Curso (mais de 550) ao milagre falam sobre ele como um ato interpessoal de extensão, ao invés de uma mudança interna na percepção.

Surpreendentemente, o que isso significa é que quando o Curso se autodenomina Um Curso em Milagres, está mais se autodenominando Um Curso para Estender a Cura a Outros do que se autodenominando Um Curso em Mudanças na Percepção.

Certamente os dois conceitos estão implícitos no título, mas a ênfase está no primeiro, pois é assim que mudamos a nossa percepção.

Em Princípios dos Milagres que iniciam o Texto (T.1.I), somos informados de que milagres são “o máximo serviço que você pode prestar a outro”; que “eles são realizados por aqueles que temporariamente têm mais para aqueles que temporariamente têm menos”; que por meio deles aceitamos “perdão, estendendo-o aos outros”; e que “eles trazem mais amor para quem dá e para quem recebe.”

A certa altura, o Curso diz que todo o propósito “para o qual o milagre foi intencionado” T-2.VII.2:3 é prejudicado se o trabalhador em milagres precisa de um milagre para endireitar a sua própria mente.

Mais tarde, somos informados:

Não podes apresentar um milagre para ti mesmo, porque os milagres são uma forma de dar aceitação [aos outros] e recebê-la. No tempo, o dar vem em primeiro lugar… T-9.VI.6:3-4.

Novamente:

Oferece [ao seu irmão] o milagre do instante santo através do Espírito Santo e deixa que Ele o dê a ti. T-15.I.15:11

Hoje só ofereço milagres, pois quero que eles me sejam devolvidos. LE.345

No entanto, como podemos reconciliar tudo isso com o fato de que o milagre também é mencionado como uma cura interna de nossas próprias mentes, um uso que se torna prevalente no Livro de Exercícios? Em outras palavras, qual é a relação entre a cura de nossas próprias mentes e a extensão da cura para outras mentes?

E aí o Professor e pesquisador Robert Perry nos brinda com a didática informação de que o Curso se refere repetidamente a um processo de três estágios de aceitar, dar e receber.

1º) Aceitando. Primeiro você aceita a cura em sua própria mente. Você aceita a Expiação para si mesmo. Você não pode dar a outra pessoa, a menos que primeiro você mesmo a tenha.

2º) Dando. Então você dá essa percepção curada para a outra pessoa. Essa doação pode ser muito consciente e aberta, ou pode simplesmente ser algo que irradia de sua atitude geral e linguagem corporal; então, novamente, pode ser apenas um sentimento de sua mente indo para alguém que não está fisicamente presente.

3º) Recebendo. Uma vez que você a dê à outra pessoa, você se torna ciente da verdadeira magnitude do que originalmente aceitou. Ou, como diz o Curso, “Dar é a forma de reconhecer o que tens recebido.” LE-pI.159.1:7  e “nós não reconheceremos aquilo que recebemos até que o tenhamos dado.” LE-pI.154.12:1

Esse é um processo dedicado tanto à sua cura quanto à cura do outro. Na verdade, é até mais mútuo do que as etapas acima indicariam. Pois o primeiro estágio parece dedicado a você mesmo, o segundo estágio ao outro e o terceiro estágio a você novamente. No entanto, na realidade, cada um dos três estágios é dedicado a vocês dois.

Por exemplo, você aceita a cura em si mesmo por meio de sua própria mudança de mente, embora a mudança de mente mais catalítica seja a mudança em como você vê os outros. Além disso, você aceita a cura em sua mente para que possa ministrá-la. E você dá para que possa recebê-la.

Em outras palavras, você aceita o milagre em si mesmo para ambos; você dá a seu irmão por vocês dois; e você o recebe de volta em você para ambos.

Em cada ponto ao longo do caminho, o milagre transcende a mentalidade de perdedor-ganhador do ego e se recusa a reconhecer qualquer coisa além da Unicidade.

Robert Perry então finaliza o artigo com um resumo que sintetizo a seguir:

  • O milagre é um evento muito mais amplo e multifacetado do que se poderia suspeitar.
  • Agora podemos ver por que o Curso escolheu usar a palavra “milagre”.
  • O Curso não jogou fora a forma tradicional do milagre – a do Espírito agindo por meio de um instrumento humano para trazer a cura para outro.
  • O Curso manteve essa estrutura básica e simplesmente lhe deu um novo conjunto de coragem psicológica.
  • Em vez de uma Deidade externa que intervém fisicamente, o Espírito Santo é uma Presença interna dedicada à cura psicológica.
  • Em vez de um curador que pode estar dando o que não tem, o curador deve primeiro aceitar a cura para si mesmo.
  • Em vez de liberar um irmão do governo dos espíritos malignos que feriram seu corpo, o milagre libera um irmão da escravidão do ego em sua mente; a cura do corpo é apenas um sintoma do despertar da mente.
  • Em vez de curar outra pessoa e não ser afetado, o curador concede o dom aparentemente fora de si, mas o faz para reivindicar o dom mais plenamente e perceber que ele é um só com todas as coisas vivas.

E agora sabemos o que Jesus estava realmente fazendo há mais 2.000 anos atrás.

Tudo o que vimos do lado de fora foi um homem andando por aí e transformando corpos. Agora temos o relatório sobre o que realmente estava acontecendo no interior.

…continua Parte II…

Bibliografia da OREM3:

1) Livro “Um Curso em Milagres” – Livro Texto, Livro de Exercícios e Manual de Professores. Fundação para a Paz Interior. 2ª Edição –  copyright© 1994 da edição em língua portuguesa.

2) Artigo “Helen and Bill’s Joining: A Window Onto the Heart of A Course in Miracles” (tradução livre: A União de Helen e Bill: Uma Janela no Coração de Um Curso em Milagres”) – Robert Perry, site: https://circleofa.org/

3) E-book “What is A Course in Miracles” (tradução livre: O que é Um Curso em Milagres) – Robert Perry.

4) E-book “Autobiography – Helen Cohn Schucman, Ph.D.” – Foundation for Inner Peace (tradução livre: Autobiografia – Helen Cohn Schucman, Ph.D., Fundação para a Paz Interior).

5) Livro “Uma Introdução Básica a Um Curso em Milagres”,  Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

6) Livro “O Desaparecimento do Universo”, Gary R. Renard.

7) Livro “Absence from Felicity: The Story of Helen Schucman and Her Scribing of A Course in Miracles” (tradução livre: “Ausência de Felicidade: A História de Helen Schucman e Sua Escriba de Um Curso em Milagres”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

8) Artigo “A Short History of the Editing and Publishing of A Course in Miracles” (tradução livre: Uma Breve História da Edição e Publicação de Um Curso em Milagres” – Joe R. Jesseph, Ph.D. http://www.miraclestudies.net/history.html

9) E-book “Study Guide for A Course in Miracles”, Foundation for Inner Peace (tradução livre: Guia de Estudo para Um Curso em Milagres, Fundação para a Paz Interior).

10) Artigo “The Course’s Use of Language” (tradução livre: “O Uso da Linguagem do Curso”), extraído do livro “The Message of A Course in Miracles” (tradução livre: “A Mensagem de Um Curso em Milagres”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

12) Artigo “Jesus: The Manifestation of the Holy Spirit – Excerpts from the Workshop held at the Foundation for A Course in Miracles – Temecula CA” (tradução livre: Jesus: A Manifestação do Espírito Santo – Trechos da Oficina realizada na Fundação para Um Curso em Milagres – Temecula CA) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

11) Artigo Who Am I? (tradução livre: Quem Sou Eu?) – Beverly Hutchinson McNeff – Site: https://www.miraclecenter.org/wp/who-am-i/

13) Livro “Quantum Questions” (tradução livre: “Questões Quânticas”) – Ken Wilburn

14) Livro “Um Retorno ao Amor” – Marianne Williamson.

15) Glossário do site Foundation for A Course in Miracles (tradução livre: Fundação para Um Curso em Milagres), do Dr. Kenneth Wapnick, https://facim.org/glossary/

16) Livro Um Curso em Milagres – Esclarecimento de Termos.

17) Artigo “The Metaphysics of Separation and Forgiveness” (tradução livre: “A Metafísica da Separação e do Perdão”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

18) Livro “Os Ensinamentos Místicos de Jesus” – Compilado por David Hoffmeister – 2016 Living Miracles Publications.

19) Livro “Suplementos de Um Curso em Milagres UCEM – A Canção da Oração” – Helen Schucman – Fundação para a Paz Interior.

20) Livro “Suplementos de Um Curso em Milagres UCEM – Psicoterapia: Propósito, Processo e Prática.

21) Workshop “O que significa ser um professor de Deus”, proferido pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D..

22) Artigo escrito pelo escritor Paul West, autor do livro “I Am Love” (tradução livre: “Eu Sou Amor”), blog https://www.voiceforgod.net/.

23) Artigo “The Beginning Of The World” (tradução livre: “O Começo do Mundo”) – Dr Kenneth Wapnick.

24) Artigo “Duality as Metaphor in A Course in Miracles” (tradução livre: “Dualidade como Metáfora em Um Curso em Milagres”) – Um providencial e didático artigo, considerado pelo próprio autor como sendo um dos artigos (workshop) mais importantes por ele escrito e agora compartilhado pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

25) Artigo “Healing the Dream of Sickness” (tradução livre: “Curando o Sonho da Doença”  – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

26) Livro “The Message of A Course in Miracles – A translation of the Text in plain language” (tradução livre: “A mensagem de Um Curso em Milagres – Uma tradução do Texto em linguagem simples”) – Elizabeth A. Cronkhite.

27) E-book “Jesus: A New Covenant ACIM” – Chapter 20 – Clearing Beliefs and Desires – Cay Villars – Joininginlight.net© (tradução livre: “Jesus: Uma Nova Aliança UCEM” – Capítulo 20 – Clarificando Crenças e Desejos).

28) Artigo “Strangers in a Strange World – The Search for Meaning and Hope” (tradução livre: “Estranhos em um mundo estranho – A busca por significado e esperança”), escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick e por sua esposa Sra. Gloria Wapnick.

29) Artigo “To Be in the World and Not of It” (tradução livre: “Estar no Mundo e São Ser Dele”), escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick e por sua esposa Sra. Gloria Wapnick.

30) Site https://circleofa.org/.

31) Livro “A Course in Miracles – Urtext Manuscripts – Complete Seven Volume Combined Edition. Published by Miracles in Action Press – 2009 1ª Edição.

32) Tradução livre do capítulo Urtext “The Relationship of Miracles and Revelation” (N 75 4:102).

33) Artigo “How To Work Miracles” (tradução livre “Como Fazer Milagres”), de Greg Mackie https://circleofa.org/library/how-to-work-miracles/.

34) Artigo “A New Vision of the Miracle” (tradução livre: “Uma Nova Visão do Milagre”), de Robert Perry https://circleofa.org/library/a-new-vision-of-the-miracle/.

35) Artigo “What Is a Miracle?” (tradução livre: “O que é um milagre?”), de Robert Perry https://circleofa.org/library/what-is-a-miracle/.

36) Artigo “How Does ACIM Define Miracle?” (tradução livre: “Como o UCEM define milagre?”), de Bart Bacon https://www.miracles-course.org/index.php?option=com_content&view=article&id=232:how-does-acim-define-miracle&catid=37&Itemid=57.

37) Livro “Os cinquenta princípios dos milagres de Um Curso em Milagres”, de Kenneth Wapnick, Ph.D..

38) Artigo “The Fifty Miracle Principles: The Foundation That Jesus Laid For His Course” (tradução livre: “Os cinquenta princípios dos milagres: a base que Jesus estabeleceu para o seu Curso”), de Robert Perry https://circleofa.org/library/the-fifty-miracle-principles-the-foundation-that-jesus-laid-for-his-course/.

39) Artigo “Ishmael Gilbert, Miracle Worker” (tradução livre: “Ishmael Gilbert, Trabalhador em Milagre”), de Greg Mackie https://circleofa.org/library/ishmael-gilbert-miracle-worker/.

Imagem liane-metzler-B32qg6Ua34Y-unsplash.jpg

Um milagre é uma correção. Ele não cria e realmente não muda nada. Apenas olha para a devastação e lembra à mente que o que ela vê é falso. Desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem superar a função do perdão. Assim, permanece nos limites do tempo. LE.II.13

Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso está a paz de Deus.
T.In.2:2-4

Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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