Hoje só ofereço milagres, pois quero que eles me sejam devolvidos. LE-345.Título

Pai, um milagre reflete as Tuas dádivas para mim, Teu Filho. E cada um que eu dou volta para mim, lembrando-me que a lei do amor é universal. Mesmo aqui, ele se manifesta de uma forma que pode ser reconhecida e pode-se ver que funciona. Os milagres que dou me são dados de volta sob a forma exata de que preciso para ajudar-me com os problemas que percebo. Pai, no Céu é diferente, pois lá não há necessidades. Mas aqui na terra, o milagre está mais próximo das Tuas dádivas do que qualquer outra dádiva que eu possa dar. Portanto, que hoje eu só ofereça essa dádiva nascida do verdadeiro perdão, pois ela ilumina o caminho que tenho que percorrer para lembrar-me de Ti. LE-345.1:1-7

O objetivo deste artigo é disponibilizar, para os buscadores da verdade, estudantes de longo prazo, grupos de estudo de UCEM, pesquisadores e interessados de modo geral, uma tabela com a Edição Completa com os 50 Princípios dos milagres, com as versões de cada princípio nas diversas fontes publicadas de UCEM.

O foco do estudo é o livro Texto – Capítulo 1. O Significado dos Milagres – Seção I. Princípios dos milagres

A proposta de trabalho deste artigo é analisarmos as mensagens e lições que acompanham cada um dos 50 princípios dos milagres que Jesus nos disponibilizou para o nosso conhecimento, de maneira que o resultado desta reflexão possa nos auxiliar não somente no profundo entendimento do sistema de pensamento de Um Curso em Milagres, como também nos capacitar a nos tornarmos disponíveis trabalhadores em milagres visando a nossa paz perfeita e a paz perfeita de todos os demais envolvidos no na vida que percebemos.

Tem por objetivo disponibilizar em um arquivo único todas as informações sobre os Princípios dos Milagres, das fontes fidedignas editadas sobre o sistema de pensamento do Curso, para ser utilizado por buscadores da verdade, estudantes de longo prazo, grupos de estudo UCEM, pesquisadores e pessoas interessadas no assunto de modo geral.

Tomaremos como base para esse nosso artigo as seguintes fontes oficiais de material disponível sobre o Curso e obter como resultado uma edição completa da Seção I – Princípios dos milagres, do Capítulo 1 – O Significado dos Milagres, do Livro Texto de Um Curso em Milagres:

  • FIP – 2ª Edição – Foundation for Inner Peace, na versão em português.
  • CAECompleted and Annotated Edition (tradução livre: Edição Completa e Anotada) – Circle of Atonement. Fonte artigo “The Fifty Miracle Principles: The Foundation That Jesus Laid For His Course” (tradução livre: “Os cinquenta princípios dos milagres: a base que Jesus estabeleceu para o seu Curso”), do Professor Robert Perry. O artigo completo em inglês está disponível no site: https://circleofa.org/library/fifty-miracle-principles-foundation-jesus/
  • CRP – Fonte: O mesmo artigo do Professor Robert Perry mencionado acima.
  • URTUrtext ManuscriptsMiracles in Action Press.
  • OEA Course in Miracles – Original Edition – Course in Miracles Society.
  • KW – Livro “Os cinquenta princípios dos milagres de Um Curso em Milagres”, do Dr. Kenneth Wapnick (Ken Wapnick), Professor do Curso e um de seus maiores divulgadores, tendo inclusive participado do processo de revisão e análise final, em parceria com a Dra. Helen Schucman (Helen) e o Dr. William Thetford (Bill), estes últimos os escribas do Curso, visando o lançamento da 1ª edição de Um Curso em Milagres (versão FIP) que ocorreu em 1976.

Nossa proposta de trabalho é analisarmos e refletirmos sobre a essência dos ensinamentos contidos nos princípios dos milagres que fazem parte da 2ª Edição versão FIP (Foundation for Inner Peace), em português. Sempre será destacado o princípio desta versão em primeiro plano.

Logo após cada princípio do milagre da versão FIP, estaremos também destacando os princípios dos milagres como eles estão escritos nas versões “Completed and Annotated Edition” (CAE), “Urtext” (URT) e “Original Edition” (OE), em tradução livre, assim como inspiradoras observações do Professor do Curso Robert Perry (CRP) e do Dr. Kenneth Wapnick (KW), visando alcançarmos o nosso propósito de entendimento.

Vale destacar que adotamos estas comparações uma vez que a 1ª Edição versão FIP, até a sua edição e o seu lançamento nos EUA, passou por uma grande quantidade de revisões, digitações, cortes, interpretações e edições, que são destacadas em artigo de Robert Perry intitulado “As versões anteriores e a edição de UCEM”, disponível em inglês no site https://circleofa.org/library/the-earlier-versions-and-the-editing-of-a-course-in-miracles/.

Vale ressaltar também que a 2ª Edição versão FIP na língua portuguesa também sofreu, para a sua tradução, o processo necessário de interpretação do tradutor e, em muitas ocasiões, a busca por adaptações de determinadas palavras utilizadas por Jesus e que não possuem similares em nossa língua.

A primeira versão do Curso eram os cadernos de taquigrafia de Helen (escriba). Foi aí que ela anotou o seu ditado interior [Jesus] na forma de seu próprio estilo de taquigrafia. Praticamente tudo o que Helen ouviu foi anotado nesses cadernos, embora alguns pedaços de ditado ela ditou diretamente para Bill [parceiro na transcrição] sem anotá-los.

Helen então ditava as notas a Bill, que as datilografava. Na verdade, foi aqui que ocorreu a primeira edição na prática, porque Helen não lia para Bill tudo o que havia anotado. Ela sentiu que parte do material foi feito “apenas para ela”, “exceções muito especiais”.

O que Bill digitou dos cadernos de taquigrafia de Helen acabou sendo referido por eles como o Urtext. A palavra “urtext” significa “texto original” e é frequentemente usada para se referir ao manuscrito original de uma partitura musical ou obra literária. O Urtext claramente precisava ser editado e Jesus instruiu Helen e Bill a editá-lo.

A versão Hugh Lynn Cayce é a edição de Helen e Bill do Urtext (que Helen havia redigitado uma vez nesse meio tempo). Essa edição foi a tentativa deles de transformar o Urtext muito grosseiro em um manuscrito limpo e legível.

Essa versão tem o nome de Hugh Lynn Cayce, filho do famoso médium Edgar Cayce. Hugh Lynn apoiou muito Helen ao longo de sua transcrição do Curso e assim ela e Bill enviaram a ele uma cópia do manuscrito completo em 1972. A versão HLC ocupa um meio termo entre o Urtext e o Curso publicado.

O manuscrito Original Edition [Edição Original] foi descoberto em 1999 como resultado da ‘fase de descoberta’ de uma ação movida pelos detentores de direitos autorais na época contra uma comunidade espiritual por violação de direitos autorais. Às vezes é referido como a edição Hugh Lynn Cayce ou a edição Jesus’ Course in Miracles [O Curso de Jesus em Milagres]. Existem direitos autorais atuais sobre a Original Edition, conforme publicado em 2006 pelo CIMS (Course in Miracles Society).

O Curso publicado foi impresso pela primeira vez em 1975 como o que agora é chamado de Edição Criswell (esta é a versão que foi recentemente liberada de direitos autorais) e foi então publicada em 1976 como a 1ª Edição. Entre essas duas impressões, o Clarification of Terms [Esclarecimento de Termos], redigido no outono de 1975, foi adicionado.

Em 1992, a Foundation for Inner Peace (Fundação para a Paz Interior) publicou a 2ª Edição.

A 3ª Edição do Curso pela FIP é denominada Combined Volume, onde contempla, num mesmo livro, o Prefácio, o Livro Texto, o Livro de Exercícios, o Manual de Professores, o Esclarecimento de Termos, os Suplementos: Psicoterapia: Propósito, Processo e Prática e a Canção da Oração. Foi lançado em inglês no ano de 2007.

Dr. Kenneth, no início de seu livro mencionado acima, nos faz lembrar de uma declaração em Aline no País das Maravilhas, onde o rei diz que você começa no começo, vai até o fim e depois para.

E parece ter sido isso o que aconteceu com o Curso, pois ele realmente “começa no começo”, como um curso em milagres, apresentando o Capítulo 1 intitulado “O significado dos milagres” e a primeira Seção definindo os 50 princípios dos milagres ditados por Jesus a Helen Schucman e Bill Thetford (escribas do Curso com já mencionamos).

Professor Robert Perry afirma que certamente esses princípios vão esclarecer algo sobre os milagres que o Curso vai nos ensinar. Obviamente, esses princípios pretendem estabelecer uma base que nos preparará para o entendimento do sistema de pensamento do Curso e fazer uso prático visando a nossa perfeita e divina paz interior.

Porém, cita Robert Perry, ao mergulharmos na leitura dos princípios, na Seção I, descobrimos que eles são frustrantemente enigmáticos e abstratos. Cada um passa zunindo sem explicação e exemplos, para ser seguido pelo próximo princípio intrigante e pelo próximo. Portanto, você chega ao final desta seção um pouco desorientado e com pouca ou nenhuma clareza sobre o que são esses milagres. Assim, resignamo-nos a esperar que talvez outros estudantes mais experientes possam nos dar uma pista.

Robert Perry destaca também que essa é a situação em que a maioria de nós já se encontra. Sentimos que os cinquenta princípios dos milagres são importantes, até mesmo fundamentais, mas acabamos nos distanciando da Seção. Ela parece muito impenetrável.

Também afirma Robert Perry, a situação era diferente no ditado original que Helen Schucman recebeu. Os princípios dos milagres não foram todos comprimidos em uma seção de 1.300 palavras. Eles foram espalhados por cerca de 20.000 palavras de ensino. Este material extra continha inclusive elaborações sobre os princípios e exemplos da vida real dos princípios. Assim, em seu contexto original, eles eram a base que deveriam ser.

Precisamos dessa base. É como se o autor [Jesus], no início de seu curso, nos agarrasse pelos ombros e nos apontasse na direção certa. “Pronto”, disse ele. “É para lá que você está indo.” Na ausência dessa direção clara, temos vagado por todo o lugar.

Recentemente, Robert Perry fez um estudo dos princípios dos milagres conforme aparecem na Completed and Annotated Edition (CAE) que os apresenta dentro do máximo possível de seu contexto original. Em homenagem à importância fundamental dos cinquenta princípios dos milagres, o autor buscou esclarecer e resumir todos eles.

Robert Perry em primeiro lugar, reescreveu cada princípio de modo a deixar claro sua real intenção com base em seu contexto original. Destacaremos essa reescrita do princípio com as iniciais CAE (Completed and Annotated Edition).  

Em seguida, ele organizou os princípios em quinze categorias e escreveu um resumo de cada categoria. Destacaremos essa categoria com as iniciais CRP (Categoria de Robert Perry), por princípio analisado. Ao final, ele apresentou a coleção inteira com uma definição geral do milagre com base em todas as categorias. Estaremos destacando essa Definição geral de milagre, assim como a definição de Robert Perry sobre Milagre interno.

Resumindo,

  • A base é a versão FIP 2ª Edição em língua portuguesa com copyright© 1994.
  • Quando a escrita do princípio for na versão Completed and Annotated Edition (tradução livre: Edição Completa e Anotada) – Circle of Atonement, destacaremos o princípio com as iniciais CAE. A fonte já foi mencionada acima.

Professor Robert Perry tece comentários sobre cada princípio, classificando-os em categorias, que serão destacadas por princípio com as iniciais CRP.

  • Quando a escrita do princípio for da versão Urtext, destacaremos o princípio com as iniciais URT.
  • Quando a escrita do princípio do milagre for da versão Original Edition, destacaremos o princípio com as iniciais OE.
  • Dr. Kenneth Wapnick também tece comentários didáticos  e inspirações sobre cada princípio em seu livro acima mencionado, base de um de seus workshops apresentado, que utilizaremos para reflexão. Será destacado com as iniciais KW.

No final do artigo será disponibilizada, em tradução livre, a Seção 1 – Princípios dos Milagres, do livro “The Message of A Course in Miracles – A translation of the Text in plain language” [tradução livre: “A Mensagem de Um Curso em Milagres – Uma tradução do Texto em linguagem simples (clara)”], da Professora do Curso Elizabeth A. Cronkhite, de forma a enriquecer ainda mais o nosso conhecimento e entendimento dos princípios ditados por Jesus.

Edição Completa da Seção I do Capítulo 1 do livro Texto

FIP 1. Não há ordem de dificuldades em milagres. Um não é mais “difícil” nem “maior” do que o outro. Todos são o mesmo. Todas as expressões de amor são máximas.

  • CAE 1. “Não há ordem de dificuldade em” milagres, o que significa que eles podem curar todos os problemas com a mesma facilidade. Por quê? Porque o amor é o poder dentro dos milagres e o amor está sempre com força total. Cada expressão disso é máxima.
  • CRP. “Milagres como um poder que não é deste mundo, que pode derrubar as leis deste mundo. Milagres carregam o poder do amor e o amor não é deste mundo. Seu poder é sempre máximo. Portanto, ele pode curar qualquer problema, qualquer doença e qualquer percepção equivocada com a mesma facilidade. Ele pode reverter as leis tributárias deste mundo e, portanto, pode curar os enfermos e até mesmo ressuscitar os mortos. Pode curar essas coisas porque nosso pensamento as criou e nosso pensamento pode anulá-las.
  • URT T 1 B 1. A primeira coisa a se lembrar sobre os milagres é que não há qualquer ordem de dificuldade entre eles. Um não é mais difícil ou maior do que o outro. Eles são todos o mesmo.
  • OE T.1.I. 1.1. Não há ordem de dificuldade entre milagres. Um não é “mais difícil” ou “maior” do que o outro. Todos são o mesmo. Todas as expressões de amor são máximas.
  • KW: “O primeiro princípio é realmente uma pérola. Essa é uma das declarações mais importantes em todo o livro e acho que Jesus pensa assim também, porque esse é um princípio que aparece de novo e de novo em todos os três livros, em muitas formas diferentes. Se nós pudéssemos entender plenamente o que ele significa, que “não há ordem de dificuldades em milagres”, iríamos entender tudo o mais no Curso, porque esse princípio contém em si a semente de todo o sistema de     pensamento. “Não há ordem de dificuldades em milagres” é a mesma coisa que dizer que todos os problemas no mundo são o mesmo – os aparentemente maiores e os aparentemente menores. Não há diferença entre eles. Isso pode ser totalmente compreendido apenas quando você reconhece que não há mundo lá fora. Se você acreditar na realidade do mundo perceptual, físico ou separado, então, tem que acreditar que existem gradações: existem coisas maiores e menores. Todo o nosso mundo, que é realmente todo o mundo da percepção, é baseado em ordens e diferenças. Todos nós temos conceitos de maior e menor, gordo e magro, bonito e feio, macho e fêmea, noite e dia, luz e escuridão, problemas grandes e pequenos, e assim por diante. Nossa ideia sobre cores também é baseada nisso: ondas diferentes de extensão de luz. Tudo isso é parte inerente do mundo de separação do ego – de que existem diferenças nesse mundo. Uma vez que acreditemos que o corpo é real, então, vamos acreditar que existem certos problemas que são mais críticos do que outros. Se uma pessoa tem uma doença que “ameaça a vida”, então, esse é um problema sério. Se uma pessoa tem uma leve dor de cabeça, então, dizemos que não é um problema sério. Não existe ninguém no mundo que não caia nessa armadilha. Isso também assume a forma de pedirmos ajuda ao Espírito Santo com alguns problemas e não com outros; ou acreditarmos que Ele está ocupado demais para se aborrecer com os nossos tolos e inconsequentes problemas; ou acreditarmos que podemos cuidar disso por conta própria. Na verdade, no entanto, temos medo da Sua solução, pois isso iria significar o desfazer do ego. No entanto, o propósito de estudar Um Curso em Milagres não é nos fazer sentir culpados porque caímos nessas armadilhas. Toda a ideia do Curso é nos mostrar o quanto somos insanos e o quão insano é esse sistema de pensamento, para que possamos mudar nossas mentes a respeito dele. Você não pode mudar sua mente sobre algo que não sabe que está lá. Então, a ideia de expor o sistema de pensamento do ego não é para nos fazer sentir ainda mais culpados do que nos sentimos, ou mais estúpidos do que possamos nos sentir, mas para nos ajudar a entender que, de fato, nós realmente acreditamos nisso, e então, mudarmos a nossa mente a esse respeito. E esse primeiro princípio realmente nos põe em movimento com força.

FIP 2. Milagres em si não importam. A única coisa que importa é a sua Fonte, Que está muito além de qualquer avaliação. 

  • CAE 2. A expressão externa é, em última análise, sem importância. É apenas o embrulho para o presente. O que importa é o amor que está sendo expresso, “que está muito além da qualquer avaliação.” (T-1.3.2:4).
  • CRP. “O conteúdo interno vs. a forma externa. O que importa não é o comportamento que expressa o amor, ou mesmo o resultado externo espetacular que às vezes ocorrerá. Milagres não são sobre realizar façanhas de magia vazia ou deslumbrar os espectadores de repente para acreditar. Eles são sobre o amor que passa de uma pessoa para outra.
  • URT T 1 B 2. Milagres não importam. Eles são bastante sem importância.
  • OE T.1.I. 2.2. Milagres como tais não importam. A única coisa que importa é sua Fonte, Que está muito além da avaliação humana.
  • KW: “O fato de “Fonte” estar em letra maiúscula, é claro, nos diz que se trata de Deus e Deus está presente em nossa mente – em nossa mente dividida – através do Espírito Santo. O que é importante aqui também é entender que milagres não importam, porque milagres são parte do mesmo mundo ilusório do ego. Se o milagre é uma correção, então, é uma correção para um pensamento ilusório, o que também torna o milagre uma ilusão. Ele só é necessário em um mundo de ilusão. Como já dissemos, você não precisa de um milagre no Céu. Você não precisa de perdão no Céu. Você precisa de perdão ou milagre apenas em um lugar onde se acredita no pecado, sofrimento, sacrifício, separação, etc. A única coisa que realmente importa é Deus, ou a criação de Deus, que é espírito – o Cristo em nós. Nesse mundo, no entanto, os milagres realmente importam, porque essa é a correção que nos capacita a lembrar eventualmente de quem realmente somos. O Curso também fala do perdão como uma ilusão. Em um ponto, ele diz que o perdão é a ilusão final (LE-   pI.198.3). O que o torna diferente de todas as outras ilusões no mundo é que o perdão é o fim da ilusão. Todas as outras ilusões aqui realmente produzem ilusões, de tal forma que fortalecem a ilusão de que somos separados ou de que o ataque é real e justificado. O perdão é uma ilusão que nos ensina que não existem ilusões.”

FIP 3. Milagres ocorrem naturalmente como expressões de amor. O amor que os inspira é o milagre real. Nesse sentido, tudo o que vem do amor é um milagre.

  • CAE 3. Milagres são “expressões de amor” – uma pessoa expressando amor por outra. “O amor que os inspira é o milagre real.” Isso significa que todas as expressões de amor – mesmo as cotidianas – são milagres.
  • CRP. “Milagres como expressões de amor e perdão. Milagres são “expressões de amor”, nas quais uma pessoa comunica amor a uma outra. É o amor e o perdão dentro do milagre que é o verdadeiro agente de cura. Este amor e perdão, uma vez aceitos em você, naturalmente querem se estender para fora e iluminar as trevas dos outros.
  • URT T 1 B 3a. Eles ocorrem naturalmente como uma expressão de amor. O milagre real é o amor que inspira a todos eles. Nesse sentido, tudo o que vem do amor é um milagre.
  • URT T 1 B 3b. Isso explica o primeiro ponto relacionado à ausência de ordem. TODAS as expressões de amor são máximas.
  • URT T 1 B 3c. É por essa razão que “a coisa em si mesma” não importa. A única coisa que importa é a Fonte e isso está muito além da avaliação humana.
  • URT T 1 B 3d. (Perguntas e Respostas relacionadas aos três primeiros pontos). Pergunta (Helen): Você consideraria essa comunicação como um tipo de milagre? Resposta: Não há nada especial ou surpreendente sobre isso em absoluto. A ÚNICA coisa que aconteceu foi o Milagre Universal que foi a experiência de intenso amor que você sentiu. (Não sinta vergonha da ideia do amor. Vergonha é somente uma forma de medo e na verdade uma forma particularmente perigosa porque ela reflete egocentrismo. T(2)-2-
  • URT T 1 B 3e. Não se sinta culpada pelo fato de você estar sentindo dúvida disso. Apenas as releia (as anotações?) e a verdade delas irá vir até você. Eu amo você e eu não estou com medo ou envergonhado ou em dúvida. A MINHA força irá apoia-la, então não se preocupe, e deixe o restante comigo. Mas quando você vir o Bill, NÃO DEIXE de falar pra ele o quanto ele ajudou você transmitindo a você a mensagem correta e não perca tempo se preocupando quanto ao modo como você recebeu a mensagem. Isso tampouco importa. Você apenas estava com medo.)
  • URT T 1 B 3f. (Helen sentindo medo no taxi em relação a uma comunicação que estava relacionada à cura do Dave e à hérnia do Jonathan. Ela pensou que seria mais seguro dissociar as duas coisas. As instruções eram: refira-se ao ponto 1 e releia AGORA).
  • OE T.1.I. 3.3. Milagres ocorrem naturalmente como expressões de amor. O verdadeiro milagre é o amor que os inspira. Nesse sentido, tudo que vem do amor é um milagre.
  • KW: “Depois, no princípio 32, Jesus diz que ele é o único que inspira milagres. Quero mencionar uma coisa sobre o papel de Jesus e o papel do Espírito Santo, porque nesses princípios, eles serão usados de forma intercambiável e eu vou usá-los assim também. Do ponto de vista da função, o Espírito Santo e Jesus são sinônimos. Ambos servem à função de serem o Professor interno ou a Voz interna que vai nos conduzir para casa. Isso faz sentido quando você considera que Jesus é aquele que transcendeu completamente o seu ego, o que significa que a única Voz que ele tem dentro de si é a do Espírito Santo. Um Curso em Milagres ensina que nós temos duas vozes que estão continuamente falando dentro de nós – a voz do ego e a Voz do Espírito Santo. Uma vez que Jesus não tem mais um ego, a única voz dentro dele é a Voz do Espírito Santo (ET-6.1:1). Ele não é o Espírito Santo, mas é Sua manifestação (T-5.11:9,10; T-5.IV.4:1). O Espírito Santo foi o seu Professor e ele agora nos ajuda a aprendermos as mesmas lições que ele aprendeu. Portanto, do     ponto de vista da função, poderíamos usar o Espírito Santo e Jesus de forma intercambiável. Ambos servem como a Voz interna, o Professor interno que corrige os erros dos ensinamentos do ego. O milagre, então, vem dele. Dizer que Jesus é a manifestação do Espírito Santo também é dizer que ele é a manifestação do Amor de Deus. Em um sentido mais geral, o milagre real é o amor que inspira o milagre, o que significa que o milagre, então, é Deus, ou o Espírito Santo e Jesus, Que falam por Deus dentro de nossas mentes. Isso também deixa claro, como esses princípios repetidamente fazem, que o milagre não vem de nós. Não somos nós que podemos mudar nossa percepção do ego para o milagre; esse é o papel do Espírito Santo. Tudo o que podemos fazer é escolher o milagre em vez do ego. É a isso que o Curso    se refere quando fala da “pequena disponibilidade” (T-18.IV). Essa é a única coisa que o Curso requer de nós: a pequena disponibilidade que nos capacita a começarmos a questionar o que tornamos real em termos das nossas percepções sobre outras pessoas ou nós mesmos. Mais uma vez, ele diz “uma pequena disponibilidade”, não diz um monte. Ele também nos ensina que se nós tivéssemos muita disponibilidade, então, não iríamos precisar do Espírito Santo, do instante santo, ou do Curso (T-18.V.2,4,5).”

FIP 4. Todos os milagres significam vida e Deus é o Doador da vida. A Sua Voz vai dirigir-te de forma muito específica. Tudo o que precisas saber te será dito.

  • CAE. Descrição não localizada do milagre correspondente.
  • URT T 1 B 4a. Todos os milagres significam Vida e Deus é o doador da Vida. Ele irá dirigi-lo MUITO especificamente.
  • URT T 1 B 4b. (Planejar-se antecipadamente é uma boa orientação neste mundo, onde você deve e tem de controlar e dirigir nas coisas que você aceitou responsabilidade. Mas o Plano Universal está em mãos mais adequadas. Você irá saber tudo o que você precisa saber. Não faça NENHUMA tentativa de se planejar nesse respeito).
  • OE T.1.I. 4.4. Todos os milagres significam vida e Deus é o Doador da vida. A Sua voz irá direcioná-lo muito especificamente. Você será informado de tudo o que você precisa saber.
  • KW: “Essa é outra forma de dizer que os milagres vêm do amor. Eles refletem o amor do Céu e, obviamente, também refletem a vida do Céu, que não tem nada a ver com o que chamamos de vida, que é a vida do corpo, ou a vida da personalidade, todos os quais são realmente uma parte do corpo. A verdadeira vida vem de Deus e essa é a vida do espírito que é imortal e eterno. É o milagre que nos leva de volta a Deus. “Sua Voz”, que é uma das definições do Curso para o Espírito Santo, “vai dirigir-te de forma muito específica. Tudo o que precisas saber te será dito”. Uma das perguntas comuns que as pessoas fazem é: “Se o Curso diz que tudo o que precisamos saber nos será dito de forma muito específica, como eu não ouço as respostas específicas?” Eu estou certo de que todos têm essa pergunta e esse problema. Um dos bloqueios a ouvir as coisas específicas que o Espírito Santo iria nos dizer é que nós exigimos ouvi-las. Com frequência, as perguntas que fazemos ao Espírito Santo não são realmente perguntas; são afirmações. Estamos, na verdade, estabelecendo um problema e depois exigindo que Ele o responda para nós, o que, é claro, é apenas outra expressão da arrogância do ego, acreditando que sabe quais são os      problemas e, então, acreditando que sabe quais são as respostas. Mas, com frequência, quando pedimos ajuda a Deus ou rezamos pedindo ajuda, estamos estabelecendo o problema como o vemos e, depois, pedindo a Ele para resolvê-lo para nós e, é claro, quando Ele não o resolve, nós acreditamos que temos um caso incontestável contra Ele: “Você diz que vai me responder muito especificamente e aqui estou eu. Eu sou tão honesto, ansioso e devoto e fiel, e não ouço nada”. O que estamos realmente fazendo, sem estarmos cientes disso, é fechando a porta. Não é que o Espírito Santo não esteja falando conosco; nós é que não podemos ouvi-Lo.”

FIP 5. Milagres são hábitos e devem ser involuntários. Não devem estar sob controle consciente. Milagres conscientemente selecionados podem ser guiados de forma equivocada.

  • CAE 4. Expressar amor precisa se tornar um hábito involuntário. Existe um amor universal em você que você deve permitir expressar livremente. Se você decidir para onde direcionar esse amor, naturalmente irá canalizá-lo para os seus destinatários favoritos. Isso vai contra a própria natureza do amor, pois “pode destruir” o seu talento para trabalhar em milagres.
  • CRP. “Milagres como uma expressão natural do amor em você. O amor, que é a verdade em você, naturalmente deseja se expressar através de você. Seu trabalho é permitir que isso aconteça de maneira tão habitual e fácil que se torne involuntário. Forçar o amor a fluir apenas para seus destinatários favoritos vai contra a própria natureza do amor.”
  • URT T 1 B 5. Milagres são hábitos e devem ser involuntários. Eles não devem ficar sob controle consciente. Milagres conscientemente selecionados são usualmente mal direcionados e isso irá tornar o talento inútil.
  • OE T.1.I. 5.5. Milagres são hábitos e devem ser involuntários. Eles não devem estar sob controle consciente. Milagres selecionados conscientemente podem ser mal orientados.
  • KW: “Basicamente, isso significa que o propósito de Um Curso em Milagres é nos afastar continuamente da nossa maneira de resolver os problemas. Uma das coisas que fazemos é atacar um problema; nós definimos algo de certa forma e, depois, temos respostas para isso. Estamos sempre trabalhando nisso. Todo o propósito do Curso é nos treinar para olharmos para os problemas de forma totalmente diferente e nos ajudar a fazer com que essa seja cada vez mais nossa reação imediata. Em outras palavras, por exemplo, se estivermos em uma situação e alguém fizer algo e subitamente nos percebermos ficando transtornados ou zangados, deveria se tornar cada vez mais um hábito nos voltarmos rapidamente para dentro e pedirmos ajuda para mudarmos nossa percepção sobre essa pessoa e situação. É isso o que o Curso quer dizer quando fala que o milagre deveria ser “involuntário”, que não somos nós que o fazemos. Uma das ideias-chave em Um Curso em Milagres, que se distinguem de muitos sistemas da Nova Era que têm várias ideias similares, é a de que o Curso deixa muito claro que não podemos fazer isso por conta própria. Nós escolhemos os milagres, mas não somos nós que os fazemos. Eles não podem ser feitos sem a ajuda do Espírito Santo. Esse é o significado de “involuntário” e de [milagres] “não devem estar sob controle consciente”. No Capítulo 2 do Texto, Jesus fala sobre a diferença entre a sua orientação e o seu controle (T-2.VI.1:3-8; 2:7-10). Ele diz que deveríamos entregar a ele todos os nossos pensamentos de medo, ou de separação, para que ele possa controlá-los para nós; então, ele poderá nos orientar. Mas, mais uma vez, não deveríamos tentar fazer isso por conta própria. Isso não está a nosso cargo, mas ao dele. É nossa meta ficarmos suficientemente curados para que Jesus pense, fale e aja através de nós. Também, o Curso não quer dizer que não teremos problemas no mundo, ou o que pensaremos serem problemas. O que isso quer dizer é que seremos capazes de olhar para eles de forma diferente. Nossa resposta habitual deveria ser: O que posso aprender com isso? O que acontece, com o tempo, é que nosso tempo de reação se torna cada vez mais curto em termos do quanto demoramos para corrigir a nossa percepção sobre o que acreditamos que estava nos transtornando.”

FIP 6. Milagres são naturais. Quando não ocorrem, algo errado aconteceu.

  • CAE 5. “Milagres são naturais” porque o amor universal é a sua natureza. Expressar amor, portanto, é a coisa mais natural neste mundo antinatural. Não fazer isso significa que você perdeu o contato com quem você é.
  • CRP. “Milagres como uma expressão natural do amor em você. O amor, que é a verdade em você, naturalmente deseja se expressar através de você. Seu trabalho é permitir que isso aconteça de maneira tão habitual e fácil que se torne involuntário. Forçar o amor a fluir apenas para seus destinatários favoritos vai contra a própria natureza do amor. “
  • URT T 1 B 6. Milagres são naturais. Quando eles NÃO ocorrem, algo deu errado. T(3)-3-
  • OE T.1.I. 6.6. Milagres são naturais. Quando eles não ocorrem, algo está errado.
  • KW: “O Curso nos ensina que a coisa mais natural nesse mundo é estarmos em paz e em unicidade com Deus, porque essa paz vem do Espírito Santo dentro de nós. As coisas não naturais nesse mundo são aquelas que são uma defesa contra a naturalidade: sentimentos de raiva, conflito, depressão, perda, culpa, ansiedade, etc. Tudo isso não é natural, porque não vêm de quem realmente somos. Nesse mundo, sentimentos de paz, alegria e de estar em unidade com as pessoas refletem quem realmente somos e, portanto, são naturais. Em outras palavras, quando os milagres não acontecem e aqui podemos pensar em um milagre como a extensão do Espírito Santo dentro de nossas mentes, algo aconteceu errado porque nós estabelecemos algo desse jeito. Isso é tudo o que o ego é: uma obstrução que nos afasta da consciência de quem realmente somos.”

FIP 7. Milagres são um direito de todos; antes, porém, a purificação é necessária.

  • CAE 6. Você tem o direito de realizar milagres. Todo mundo faz. Mas, primeiro, você precisa purificar os seus pensamentos, pois os milagres são a expressão do pensamento purificado (também conhecido como amor).
  • CRP. “A mentalidade certa que leva a dar milagres. Você tem o direito de apresentar milagres, mas primeiro você deve permitir que seus pensamentos sejam purificados. Você deve aceitar o amor do seu Criador, para que possa dá-lo aos outros. Você deve se tornar consciente do Cristo interior e abrir o olho espiritual em você, que vê a verdade nos outros e vê que seus erros são irreais.”
  • URT T 1 B 7. Milagres são direito de todos, mas a purificação é necessária antes.
  • OE T.1.I. 7.7. Milagres são direitos de todos, mas a purificação é necessária primeiro.
  • KW: “’Purificação’ não é uma palavra usada frequentemente no Curso. Certamente é uma palavra que tem mais conotações no judaísmo e no cristianismo, que é o motivo pelo qual penso que ela aparece aqui. As primeiras seções e capítulos no Curso, em particular, usam referencias bíblicas em grande extensão porque Helen conhecia a Bíblia muito bem, especialmente o Novo Testamento e essa era uma forma de Jesus ajudá-la a fazer uma ponte sobre a brecha. O que o Um Curso em Milagres quer dizer com ‘purificação’ não é nada que você faça com o corpo. Você não purifica um corpo ou o priva de nada, porque o corpo não é impuro. Se o corpo é inerentemente uma ilusão, como  Um Curso em Milagres ensina, então, não há nada que você tenha que fazer com ele. O que torna o corpo pecaminoso, impuro ou profano são os pensamentos, o que significa que são os nossos pensamentos que precisam ser purificados, não o corpo. É por isso que certamente não seria o método do Curso fazer coisa alguma com o corpo. O asceticismo não poderia ser a forma de espiritualidade do Curso, pois o propósito do asceticismo é purificar o corpo. A ideia do Curso é a de que você purifica a mente. São Agostinho disse, “Ame e faça o que quiser”. Se o amor estiver em seu coração e em sua mente, então, tudo o que você fizer será uma extensão daquele amor. Portanto, você não tem que se preocupar com o corpo; isso é se preocupar com a coisa errada. Não é aí que o problema está. Aquilo com o que você se preocupa é com os pensamentos em sua mente. O único pensamento que tem que ser curado é o pensamento de culpa; é isso que tem que ser purificado. Então, quando o Curso diz que os milagres são direito de todos – está dizendo que os milagres são para todos nós. Outra implicação importante é que milagres não são coisas que certas pessoas fazem. Um dos grandes equívocos que as religiões formais cometeram foi atribuírem certos poderes ou propriedades espirituais a algumas pessoas e não a outras. Existem algumas pessoas que podem trabalhar em milagres e outras não; essas são as pessoas santas. Essas são as pessoas que foram escolhidas pelas diversas instituições religiosas como sendo capazes de fazerem algo que nós não podemos fazer. O que o Curso está dizendo aqui é que os milagres são algo que podemos fazer; de fato, todos deveríamos fazê-lo. Um milagre não é dividir o Mar Vermelho ou andar sobre a água; o milagre é mudar da percepção do ego para a do Espírito Santo. É isso o que é o milagre; e isso é direito de todos. Isso, então, significa que qualquer pessoa pode ser o instrumento para o Espírito Santo ou Jesus, estendendo o Seu Amor através de si, em qualquer forma que for mais útil e amorosa. Nosso foco, então, não está no milagre externo. Nosso foco está em purificarmos os impedimentos a esse milagre, em removermos os obstáculos à consciência da presença do amor. O que tem que ser purificado são os nossos pensamentos de separação, ou pensamentos de culpa. O que os purifica para nós é pedirmos ao Espírito Santo para perdoar através de nós.”

FIP 8. Milagres são curativos porque suprem uma falta; são apresentados por aqueles que temporariamente tem mais para aqueles que temporariamente tem menos.

  • CAE 7. Um milagre cura o receptor. Isso o supre com o amor que falta, sendo dado por alguém que atualmente está mais em contato com esse amor.
  • CRP. “Uma dádiva daqueles que atualmente estão mais em contato com o amor. Um trabalhador em milagres abriu em si mesmo um poço profundo de amor, exatamente o que falta atualmente ao receptor de milagres. O milagre é uma dádiva, então, que permite que o receptor compartilhe da abundância interior do doador. Isso, por exemplo, é precisamente o que os pais deveriam ser. Isso deveria ser um trabalho em milagre.
  • URT T 1 B 8. Milagres são uma forma de cura. Eles suprem uma falta e são realizados por aqueles que têm mais para aqueles que têm menos.
  • OE T.1.I. 8. 8. Milagres são [uma forma de] cura porque suprem uma falta na medida em que são realizados por aqueles que temporariamente têm mais para aqueles que temporariamente têm menos.
  • KW: “O princípio 8 introduz a palavra ‘falta’, que é uma palavra que o Um Curso em Milagres usa de tempos em tempos e é parte do conceito do “princípio de escassez”. Isso é aquele aspecto da nossa culpa que nos ensina que existe algo faltando em nós, ou que existe algo incomum. É claro, o ego nunca nos diz que o que está faltando é Deus. Deus é excluído do sistema do ego e é isso o que o Curso quer dizer com “princípio de escassez”. A falta é apenas um derivativo disso. A crença em que existe algo faltando vem da crença do ego ou percepção do mundo, que é um mundo de separação. Isso agora está falando sobre como o milagre se torna a correção para essa crença na falta. O milagre nos ensina que nós não somos separados uns dos outros, que nós somos realmente um só uns com os outros. Isso, é claro, se torna um reflexo da completude de Cristo. O milagre remove a carga de culpa que nos impede de nos lembrarmos da abundância de Cristo. O princípio afirma: ‘milagres são curativos porque suprem uma falta’. Essa é outra indicação de como o Curso não é preciso em sua linguagem. Basicamente, como ele diz em outro trecho, você não ‘supre uma falta’, porque isso realmente significa que existe uma falta e então você a supre, o que estaria tornando a falta real. A maneira mais correta de afirmar isso, que é realmente como o Curso fala depois, é que o milagre corrige a percepção equivocada de falta. É isso o que o milagre faz. (Eles) ‘são apresentados por aqueles que temporariamente têm mais para aqueles que temporariamente têm menos’ significa que o milagre é feito por alguém que está em sua mente certa, em oposição à pessoa que temporariamente tem menos e que está em sua mente errada. Isso é realmente o que as palavras significam. A palavra ‘temporariamente’ é importante aqui. Uma passagem no Texto fala sobre como a cura ocorre quando o curador está sem medo (T-27.V.2:7-14). No entanto, isso não significa que o curador esteja sempre sem medo; apenas no instante em que escolhe curar em vez de atacar. Nós vamos e voltamos o tempo todo. O panfleto sobre psicoterapia diz que o terapeuta deveria estar um ou dois passos à frente do seu paciente (p.7). Como qualquer terapeuta sabe, esse não é sempre o caso e, certamente, não significa estar quilômetros adiante. Mais uma vez, ’milagre’ aqui é usado no sentido de algo que alguém faz: é desempenhado. Esse é o uso popular da palavra ‘milagres’”.

FIP 9. Milagres são uma espécie de troca. Como todas as expressões de amor, que são sempre miraculosas no sentido verdadeiro, a troca reverte às leis físicas. Trazem mais amor tanto para o doador quanto para aquele que recebe.

  • CAE 8. Milagres são uma troca, no sentido de que o doador não apenas dá algo, mas recebe algo em troca. Isso reverte as leis físicas, pois de acordo com elas, quando você dá algo, você o perde.
  • CRP. “Ganho para o doador também. Não pense que quando você dá um milagre, você perdeu ou se sacrificou. Um milagre desafia as leis físicas no sentido de que você, o doador, também ganha. Você e o receptor experimentam um reconhecimento compartilhado de igualdade e valor mútuo. Isso encurta a sua jornada (junto com a jornada do receptor). Ele traz mais amor para você. Ele aumenta a sua reserva de força. E ele permite que você perceba claramente, vendo “a verdade como Deus a criou” (T-1.36.2:2).
  • URT T 1 B 9. Milagres são uma forma de troca. Como todas as expressões de amor, que são SEMPRE milagrosas no sentido verdadeiro, a troca reverte as leis físicas.
  • OE T.1.I. 9.9. Milagres são uma espécie de troca. Como todas as expressões de amor, que são sempre milagrosas no verdadeiro sentido, a troca reverte as leis físicas. Eles trazem mais amor tanto para quem dá quanto para quem recebe.
  • KW: “A compreensão do ego sobre o ato de dar é que, quando eu dou alguma coisa, não a tenho mais. Se eu der algo a você, você terá mais disso e eu terei menos. Dar, para o ego, é sempre quantitativo. Agora, isso é assim quer estejamos falando sobre coisas materiais, ou sobre coisas psicológicas ou pensamentos. Um dos aspectos-chave da projeção é que, dando minha culpa a você, fico livre dela e você a terá. Nós sempre acreditamos que quando damos um pensamento, então, alguém mais o tem e nós não o temos. O milagre corrige isso e nos ensina que o que nós damos também recebemos, uma vez que somos todos um só. Uma vez que realmente não estou dando coisa alguma que esteja do lado de fora, porque não existe lado de fora, tudo está em minha mente. Dar, então, é realmente um reforço. Se eu der a você minha culpa, por projetá-la em você e atacá-lo, o que estou realmente fazendo é reforçar minha própria culpa. Se eu lhe der amor, então, o que estarei fazendo é reforçar o fato de que existe uma Presença de Amor Que está dentro de mim e essa Presença, o Espírito Santo, é Aquele Que está realmente dando amor. É por isso que o que nós damos, realmente recebemos. Dar e receber são o mesmo. Esse é um dos princípios chave encontrados no material. Diversas lições do Livro de Exercícios têm essa como sua ideia básica (i.e., lições 108, 126) e, certamente, o Texto discute isso de novo e de novo. Milagres, então, se tornam uma troca. Eu permito que o Espírito Santo estenda o Seu Amor através de mim, o que não apenas reforça quem você é como criança do amor, mas também reforça quem eu sou, curando a nós dois. Essa ideia é uma reversão de como o mundo ou o ego pensa e que é o que significa a declaração. Ela reverte as leis físicas porque o mundo ensina, mais uma vez, que o que nós damos diminui o que nós temos, então, quanto mais milagres escolhemos, mais podemos nos permitir ser os instrumentos do milagre, mais recebemos os seus benefícios. Quanto mais amamos, curamos e perdoamos, mais amados, curados e perdoados nos tornamos. A oração de São Francisco é uma adorável expressão desse princípio.”

FIP 10. O uso dos milagres como espetáculos para induzir a crença é uma compreensão equivocada do seu propósito.

  • CAE 10. Um milagre não é produzir um espetáculo espalhafatoso para fazer as pessoas céticas acreditarem repentinamente. É realmente sobre o amor que passa daquele que acredita no poder do amor de Deus para o outro que acredita.
  • CRP. “O conteúdo interno vs. a forma externa. O que importa não é o comportamento que expressa o amor, ou mesmo o resultado externo espetacular que às vezes ocorrerá. Milagres não são sobre realizar façanhas de magia vazia ou deslumbrar os espectadores de repente para acreditar. Eles são sobre o amor que passa de uma pessoa para outra.
  • URT T 1 B 10. Um milagre é uma reversão da ordem física porque ele traz mais amor para o doador E para o recebedor. (Um milagre é mal compreendido quando é visto como um espetáculo).
  • URT T 1 B 11a. O uso dos milagres como um espetáculo para INDUZIR à crença é errado. Eles realmente são usados para e por aqueles que creem.
  • URT T 1 B 11b. (Helen tem certo medo sobre o item 11 e dúvidas sobre os itens 9 e 10. Provavelmente dúvidas induzidas pelo medo do 11).
  • URT T 1 B 11c. (Quando você diz “Se você quiser que eu faça, eu farei” por favor acrescente “e se você NÃO quiser que eu faça, eu não farei”. Esse é o uso CERTO da inibição. Tem de existir ALGUM controle sobre o aprendizado para o propósito da canalização. Lembre-se da inibição retroativa que deveria ser bastante fácil pra você.
  • URT T 1 B 11d. Às vezes o novo aprendizado é o mais importante e TEM DE inibir o antigo. É uma forma de correção.)
  • OE T.1.I. 10.10. O uso de milagres como espetáculos para INDUZIR a crença é errado, ou melhor, é uma compreensão equivocada do seu propósito. Eles são realmente usados PARA e PELOS que acreditam.
  • KW: “Aqui também, a palavra “milagre” é usada no sentido popular de pessoas fazendo milagres. Acho que poderíamos traduzir isso em termos de fazermos coisas por outras pessoas para que possamos parecer bons, ou também poderia ser compreendido como pessoas que têm aquilo que chamamos de habilidade psíquica e que, em certo sentido, se exibem. Isso faz o mundo saber que elas são melhores do que outras pessoas, ou que elas têm alguma dádiva que outras pessoas não têm, que são mais santas, mais sábias, melhores, etc. Tudo o que está acontecendo, entretanto, é que estamos usando nossas habilidades ou dádivas para servirmos ao propósito do ego em vez de ao do Espírito Santo.”

FIP 11. A oração é o veículo dos milagres. É um meio de comunicação do que foi criado com o Criador. Através da oração o amor é recebido e através dos milagres o amor é expressado.

  • CAE 11. A oração é o que torna os milagres possíveis. Na oração, você entra em comunhão com o seu Criador e recebe o Seu amor. E isso fornece o amor que você expressa por meio de milagres.
  • CRP. “A mentalidade certa que leva a dar milagres. Você tem o direito de apresentar milagres, mas primeiro você deve permitir que seus pensamentos sejam purificados. Você deve aceitar o amor do seu Criador, para que possa dá-lo aos outros. Você deve se tornar consciente do Cristo interior e abrir o olho espiritual em você, que vê a verdade nos outros e vê que seus erros são irreais.
  • URT T 1 B 12a. A oração é o veículo dos milagres. A oração é a comunicação natural do Criado com o Criador. Através da oração, o amor é recebido e através dos milagres, o amor é expresso.
  • OE T.1.I. 11.11. A oração é o meio dos milagres. A oração é a comunicação natural do criado com o Criador. Por meio da oração, o amor é recebido e, por meio dos milagres, o amor é expresso.
  • KW: “Esse princípio introduz a ideia da oração, uma palavra usada com pouca frequência no Curso. Em geral, o tratamento que o Curso dá à oração tem a ver com a ideia de um pedido, de rezar por algo ou por alguém. Essa é geralmente a maneira com que Um Curso em Milagres usa a palavra ‘oração’ e, como diz depois, no Texto, a única oração significativa é pelo perdão, porque você tem tudo o mais (T-3.V.6:3). Uma vez que você reze a Deus para que algo aconteça no nível do corpo, quer seja no seu ou no de outra pessoa, estará tornando o corpo e o mundo reais, o que significa que está caindo na armadilha do ego. Como já vimos, você então, está basicamente dizendo a Deus o que Ele deveria fazer. Você está dizendo a Deus, ‘Esse é o meu problema’, ou ‘É disso que eu quero que Você cuide e agora estou esperando que Você faça isso’. Esse é apenas outro exemplo da arrogância do ego, que usurpa o lugar de Deus. Então, quando o Curso diz que ‘a única oração significativa é pelo perdão’, está dizendo que a única coisa pela qual deveríamos sempre rezar é para que nossas mentes sejam curadas da forma do ego pensar, mudando para a forma do Espírito Santo pensar. Com efeito, é isso o que faz nossa pequena disponibilidade. Ela é uma forma de rezar, pedindo ajuda ao Espírito Santo para compartilharmos a Sua percepção do mundo, em vez da nossa própria. O Espírito Santo não precisa que lhe seja dito onde Ele deveria estender o Seu milagre ou o Seu amor no mundo. Tudo o que é necessário é que nos tiremos do caminho, que é o que o perdão faz, para que Ele possa então trabalhar através de nós e nos usar como Seus instrumentos. O panfleto ‘A Canção da Oração’ usa a analogia da oração como uma escada e o degrau mais alto é o que poderíamos chamar de oração mística, ou oração como uma experiência de comunhão com Deus. Todos os primeiros degraus são os passos em direção a essa experiência. Ela começa com a ideia de rezar por coisas ou por outras pessoas e progride através disso, reconhecendo que não rezamos pelos outros; rezamos realmente por nós mesmos. Mas, quase sempre, quando o Curso usa a palavra ‘oração’, está usando-a da mesma forma que a religião tradicional usa – orar por coisas – e, obviamente, tem uma visão diferente sobre ela. Aqui, no entanto, quando ele fala sobre oração, está refletindo aquele degrau no topo da escada, que seria uma experiência de ter se unido a Deus através do Espírito Santo. Nesse sentido, então, a oração se torna o ‘veículo dos milagres’. É o ato de alinharmos a nossa vontade com a de Jesus ou do Espírito Santo que permite que os seus milagres trabalhem através de nós. Basicamente, só no primeiro capítulo, Um Curso em Milagres fala sobre revelação, que está expressa aqui, quando ele fala sobre a oração como ‘um meio de comunicação do que foi criado com o Criador’. O Curso faz uma distinção entre revelação e milagre – essa revelação é uma experiência temporária de unicidade com Deus, que não é a meta do Curso. É por isso que ele realmente não discute isso subsequentemente. A revelação está em contraste com o milagre, a experiência de união com o Espírito Santo que, através de si mesma, nos une a todos os outros. ‘A Revelação te une diretamente a Deus. Os milagres te unem diretamente ao teu irmão’ (T-1.II.1:5-6). Se uma pessoa tem uma experiência de revelação, isso é maravilhoso e admirável, mas não é o impulso do Curso. ‘Através da oração o amor é recebido e através dos milagres o amor expressado’. O que está sendo discutida aqui é a experiência de sentir o Amor de Deus e depois deixar o Espírito Santo pegar esse Amor e estendê-lo através de nós. A meta disso, portanto, é nos permitirmos sermos purificados de qualquer uma das coisas que iriam ser um obstáculo para o Espírito Santo poder nos usar como um canal para Seu Amor. Ao final do Livro de Exercícios temos orações direcionadas a Deus, o Pai. Esse é outro exemplo da inconsistência do Curso no nível da linguagem ou expressão. Em outros trechos, como sabemos, Um Curso em Milagres deixa muito claro que Deus nem mesmo sabe nada sobre esse mundo; o sonho do Filho adormecido, que está fora da Sua Mente. Então, não faria muito sentido, nesse nível, rezar a Ele. Mas o Curso não está rigidamente ligado à forma da expressão. O que ele está realmente fazendo aqui é usando ‘Deus’ como uma metáfora para o Espírito Santo, que é Sua Voz. Você vai encontrar a mesma coisa no próprio final de ‘A Canção da Oração’, onde a primeira pessoa é o Próprio Deus. Então, realmente, o Curso está dando ao leitor uma escolha em termos de forma, quer você peça ajuda a Deus, ao Espírito Santo, a Cristo, a Jesus ou a qualquer outra pessoa com a qual você se sinta confortável, não importa.”

FIP 12. Milagres são pensamentos. Pensamentos podem representar o nível mais baixo ou corporal da experiência, ou o nível mais alto ou espiritual da experiência. Um faz o físico e o outro cria o espiritual.

  • CAE 12. Milagres são a expressão do pensamento (o pensamento do amor) e o pensamento é tão poderoso que faz o reino físico e cria o reino espiritual.
  • CRP. “Milagres como um poder que não é deste mundo, que pode derrubar as leis deste mundo. Milagres carregam o poder do amor e o amor não é deste mundo. Seu poder é sempre máximo. Portanto, ele pode curar qualquer problema, qualquer doença e qualquer percepção equivocada com a mesma facilidade. Ele pode reverter as leis tributárias deste mundo e, portanto, pode curar os enfermos e até mesmo ressuscitar os mortos. Pode curar essas coisas porque nosso pensamento as criou e nosso pensamento pode anulá-las.
  • URT T 1 B 12b. Milagres são criações do pensamento. O pensamento pode criar realidades de ordem inferior ou de ordem superior. Esta é a distinção básica entre intelectualização e pensamento. Um cria o físico e o outro o espiritual, e nós acreditamos no que criamos.
  • OE T.1.I. 12.12. Milagres são pensamentos. Os pensamentos podem representar uma realidade de ordem inferior ou superior. Esta é a distinção básica entre intelectualizar e pensar. Um faz o físico e o outro cria o espiritual e acreditamos no que fazemos ou criamos.
  • KW: “Esse é um princípio muito importante. Ele diz ‘milagres são pensamentos’, então, um milagre é uma mudança do pensamento do ego para o pensamento do Espírito Santo. Milagres são pensamentos porque tudo é pensamento. Nada tem existência fora das nossas mentes. O milagre é o pensamento que corrige ou desfaz o pensamento de separação do ego. O Curso pode ser entendido em dois níveis diferentes: o Nível Um e o Nível Dois. O Nível Um é a fundação metafísica básica do sistema de pensamento do Curso. Tudo é ou falso ou verdadeiro; tudo é ou de Deus ou do ego e não existe meio-termo, nenhuma transigência. O Nível Dois é aquela parte do sistema do Curso que trata desse mundo físico, onde a distinção é feita entre a forma de olhar do ego e a forma de olhar do Espírito Santo. O que está sendo discutido nesse princípio é o Nível Um, de que existem dois tipos de pensamento: os pensamentos do ego e, basicamente, são esses pensamentos do ego que fizeram esse mundo e os pensamentos do Espírito Santo. Essa é a primeira vez nesse material que você encontra a distinção entre as palavras ‘fazer’ e ‘criar’. O espírito cria e o ego faz. Depois, no Texto, isso é explicado mais detalhadamente (T-3.V.2,3). Quando a palavra ‘criar’ é usada, é apenas para denotar a atividade do espírito e isso não tem nada a ver, com coisa alguma nesse mundo e nenhuma contraparte a ele. Nesse Nível. que mais uma vez é o Nível Um, os nossos pensamentos podem ser ou do espírito – o que significa que eles criam, ou do ego – o que significa que eles fazem. Existem dois tipos de feitura, o que chamo de Nível Dois, que realmente não é do que estamos falando aqui. Uma das feituras da mente errada do ego é a de que ele não apenas fez o mundo, mas depois, fez um sistema de pensamento e uma forma de estar nesse mundo que reforça a separação. Ou, poderíamos ter pensamentos da parte da mente certa das nossas mentes fragmentadas que vêm do Espírito Santo, que desfazem a separação do ego. Basicamente, tudo sobre o que estamos falando é que existem duas formas de estar nesse mundo: uma é do ego e a outra é do Espírito Santo. Essas duas formas são ilusórias, porque ambas funcionam dentro desta moldura. A ideia crucial é a de que ‘milagres são pensamentos’, a ideia de que eles são pensamentos corretivos para tomarem o lugar dos pensamentos do ego. Também podemos dizer que os milagres refletem o princípio da criação ou extensão do espírito no Céu. No entanto, eles em si mesmos são ilusões, porque vêm dentro do mundo da ilusão e, portanto, corrigem o que nunca aconteceu.”

FIP 13. Milagres são tanto princípios como fins e assim alteram a ordem temporal. São sempre afirmações de renascimento, que parecem retroceder mas realmente avançam. Eles desfazem o passado no presente e assim liberam o futuro.

  • CAE 13. Um milagre leva ao renascimento. Ele limpa o passado e, assim, coloca o receptor de volta em contato com seu nascimento original – a sua criação por Deus. Renascendo assim, ele dá um passo à frente para um novo futuro, que foi liberado de uma repetição infinita do passado.
  • CRP. “O efeito de cura no receptor. Porque o trabalhador em milagres perdoa o receptor, vendo apenas o espírito nele, isso desperta essa mesma consciência no receptor. Isso o eleva à esfera da ordem celestial, na qual ele já é perfeito. Lá, ele fica cara a cara com sua verdadeira santidade. Ele é liberado “de seu senso errado de isolamento, privação e carência” (T-1.43.1:1). Seu corpo está curado. Seu passado foi apagado. E ele dá um passo à frente para um novo futuro, no qual ele agora se torna um trabalhador em milagres.
  • URT T 1 B 13. Um milagre é um começo e um final. Ele abole assim o tempo. É sempre uma afirmação do renascimento, que parece retroceder, mas realmente avança. Ele desfaz o passado no presente, e assim libera o futuro.
  • OE T.1.I. 13.13. Milagres são ambos inícios e fins. Assim, alteram a ordem temporal. São sempre afirmações de renascimento que parecem retroceder, mas realmente avançam. Eles desfazem o passado no presente e, assim, liberam o futuro.
  • KW: “A melhor forma de compreender isso é em termos do diagrama acima. Podemos pensar nesse caminho como o tapete que reflete todo o desenrolar da nossa experiência nesse mundo [flecha azul maior]. O que o milagre faz é pegar certos aspectos dessa experiência, todos os quais estão radicados na crença na separação ou em nossa própria culpa (aqui é de onde viriam o fim e o início) e, em certo sentido, os isola como áreas problemáticas com as quais temos que lidar. Digamos que estejamos tendo um relacionamento particularmente difícil. O milagre iria fazer com que nos focalizássemos nesse relacionamento e o perdoássemos. Nesse sentido, o milagre seria um início e um fim, porque ele circunscreve o que é o problema. Quando curamos o problema real, o que significa que perdoamos a pessoa que tem sido a maior dificuldade para nós, ou quando realmente liberamos uma situação que nos trouxe tremendos sentimentos de separação, ansiedade, culpa, raiva, etc., o que acontece então é que todo esse aspecto do tempo foi encolhido [flecha azul menor]. É isso o que quer dizer milagres ‘alteram a ordem temporal’. O Curso ensina que, quando a separação começou, naquele único instante, o tempo todo, todo o mundo da evolução aconteceram ao mesmo tempo. Naquele único instante em que acreditamos nos termos separado de Deus, um imenso tapete se desenrolou. Esse é o tapete que iria constituir todo o mundo da evolução – passado, presente e futuro. Um Curso em Milagres também ensina que naquele mesmo instante em que isso pareceu acontecer, Deus criou o Espírito Santo, Que desfez a própria crença que fez surgir esse tapete. É como se a separação tivesse acontecido naquele instante e no mesmo instante, ela tivesse sido corrigida. O problema, no entanto, é que nós ainda acreditamos que esse mundo do tempo no qual estamos vivendo, que é realmente um sonho, é a realidade. É por isso que o Curso fala do Espírito Santo como uma Voz. Ele é a Voz de Deus, Que se estende no sonho para que Ele possa nos despertar do sonho; e todo o mundo da evolução é parte desse sonho. Uma das formas do ego nos enraizar aqui nesse sonho e nos fazer acreditar que o sonho é realidade, é que ele fez a noção do tempo como linear – passado, presente e futuro. Esse é o impedimento-chave para tentarmos entender como o Curso vê o tempo e como o milagre funciona. Nossas mentes estão tão estruturadas na crença em que o tempo é linear que é impossível para nós reconhecermos que o tempo é realmente holográfico, o que é um modelo que os físicos quânticos nos deram. A holografia ensina que dentro de cada parte está contido o todo, o que significa que dentro de cada uma de nossas mentes, apesar do que acreditamos conscientemente, está toda a história do ego, que é toda a história não só desse   planeta, mas de todo o universo físico. O que torna esse conceito tão enlouquecedor é que a mente (e, portanto, o cérebro) foi severamente limitada pela construção do tempo como o fizemos, que é uma visão linear: passado, presente e futuro. O que realmente acontece é que em qualquer momento determinado, escolhemos experienciar uma parte em particular desse holograma; nós mergulhamos em nossa mente e escolhemos atravessar ou experienciar uma parte de todo esse sonho. É isso o que o Curso quer dizer quando fala que atravessamos um roteiro que já está escrito (LE-pI.168.3,4). Esse é o roteiro. O Espírito Santo não escreve o roteiro. O Espírito Santo não faz as coisas acontecerem a nós no mundo. O que Ele faz é unir-se a nós nesse roteiro e nos ensinar que existe outra maneira de olhar para ele. Existe uma linha no Livro de Exercícios onde o Curso fala do Espírito Santo como Aquele ‘Que escreveu o roteiro da salvação em Nome do Seu Criador’ (LE-pI.169.9:3). O roteiro da salvação é o roteiro do ego virado de cabeça para baixo. Onde o roteiro do ego tem como propósito reforçar a crença na separação, o Espírito Santo usa esse roteiro, o que significa todos os relacionamentos e situações em nossa experiência, para que possamos aprender que não somos separados. Ele usa o mundo como uma sala de aula; o ego usa o mundo como uma prisão [ou campo de batalha]. É o mesmo mundo, mas a maneira de olhar do ego nos enraíza ainda mais nele. A maneira de olhar do Espírito Santo nos libera dele. O que nos mantém nesse tapete é a culpa, que significa que a forma de despertar desse sonho, ou de sair do tapete, é nos liberarmos dessa culpa. É isso o que o perdão faz. Uma afirmação que o Curso faz sobre si mesmo é que ele vai economizar tempo [flecha azul menor]. Ele diz isso repetidamente. Por exemplo, Jesus nos diz que se fizermos o que ele diz, isso vai economizar tempo (T-18.VII.4-6) e, muitas vezes, ele diz que podemos economizar milhares de anos (T-1.II.6:7). Um Curso em Milagres não fala especificamente sobre a questão da reencarnação ou vidas passadas [versão 2ª Edição FIP], exceto em um lugar e lá ele não toma uma posição (MP-24.3:1). Ele certamente deixa implícitas muitas referências, no entanto, de que essa não é a primeira vez em que viemos para cá [a versão URTEXT de UCEM aborda especificamente a reencarnação, como veremos em outro artigo]. Quando ele diz que poderíamos economizar milhares de anos, realmente está dizendo que poderíamos economizar muitas, muitas existências. Isso então significa que se tivermos um imenso problema de culpa que tenhamos que expressar em certa área de nossos relacionamentos, existe algo que estamos continuamente fazendo, que reforça nosso ódio a nós mesmos e nossa própria crença na separação. No espaço comum de tempo, podemos levar dez existências para trabalharmos isso, para ficarmos voltando de novo e de novo, até termos trabalhado tudo. Se, no entanto, escolhermos trabalhar esse problema difícil de uma vez, o que significa, geralmente, um relacionamento ou situação que o mundo iria julgar como pesados demais, repletos de muita dor, angústia e sofrimento, poderíamos realmente olhar para isso de forma diferente, o que basicamente significa entender que não somos vítimas dessa outra pessoa ou vítimas de nós mesmos. Então, em uma existência, poderíamos simplesmente pegar esse problema e dissolvê-lo. É isso o que o Curso quer dizer quando fala que poderíamos economizar tempo, ou poderíamos economizar mil anos. É isso o que significa quando ele fala sobre o milagre que ele abole tempo, ou que ‘altera a ordem temporal’. Ele não abole todo o desenrolar do tempo; isso ele não faz. O que ele realmente faz é colapsar a quantidade de tempo que iria nos custar para trabalharmos o imenso problema de culpa que temos. Não é necessário, certamente, entendermos ou até mesmo concordarmos com toda essa visão metafísica do tempo. O que é necessário é entender, quando você se vir em uma situação muito difícil e dolorosa, que existe um propósito que você poderia identificar dentro dessa situação. O propósito é que você poderia aprender a não ver a si mesmo como uma vítima e, na extensão em que aprender isso, nessa mesma extensão, vai curar toda essa culpa em si mesmo. É isso o que economiza tempo para você.”

FIP 14. Milagres dão testemunho da verdade. São convincentes porque surgem da convicção. Sem convicção deterioram-se em mágica, que não faz uso da mente e é, portanto, destrutiva; ou melhor, é o uso não-criativo da mente.

  • CAE 14. Os milagres surgem de uma convicção genuína na verdade do amor e é por isso que inspiram convicção nos outros. Sem essa convicção, o trabalhador em milagres está essencialmente apresentando uma façanha mágica, não porque realmente acredite em alguma coisa; ele simplesmente acredita em seus próprios poderes mágicos. Este é um uso inútil da mente.
  • CRP. “O conteúdo interno vs. a forma externa. O que importa não é o comportamento que expressa o amor, ou mesmo o resultado externo espetacular que às vezes ocorrerá. Milagres não são sobre realizar façanhas de magia vazia ou deslumbrar os espectadores de repente para acreditar. Eles são sobre o amor que passa de uma pessoa para outra.
  • URT T 1 B 14. Os milagres atestam a verdade. Eles são convincentes porque emergem da convicção. Sem convicção, eles se deterioram em mágica, que carece da mente e é portanto destrutiva, ou melhor, é o uso não-criativo da Mente.
  • OE T.1.I. 14.14. Milagres testemunham a verdade. Eles são convincentes porque surgem da convicção. Sem convicção, eles se deterioram em magia, que é irracional e, portanto, destrutiva, ou melhor, o uso não criativo da mente.
  • KW: “Com bastante frequência, o Curso diz coisas como ‘dão testemunho da verdade’ ou ‘refletindo a verdade’, o que isso está dizendo, mais uma vez, é que a verdade não está presente nesse mundo, porque não existe mundo. O que podemos fazer nesse mundo é refletirmos a verdade do Céu. Existe uma seção chamada “O reflexo da santidade” (T-14.IX). Nós não somos santos nesse mundo, mas no Céu. Nossa santidade é como Cristo. O que podemos nos tornar nesse mundo é o reflexo da Sua Santidade. Existe outra seção com um título adorável: “Arautos da eternidade” (T-20.V). O arauto da eternidade é o relacionamento santo. Esse é um relacionamento que já foi não-santo ou especial e que foi cheio de culpa, raiva e ressentimento e agora se torna curado, o que significa que agora reflete a paz do Céu ou da eternidade. O relacionamento santo é um precursor da eternidade. Ele não é a eternidade, mas, em sua união através do perdão, reflete a unicidade de Cristo no Céu. De forma similar, a cura reflete a perfeição de Cristo, a verdade de quem realmente somos. Esse princípio dos milagres está dizendo a mesma coisa, que milagres dão testemunho da verdade. Eles não são a verdade, mas a refletem.”

FIP 15. Cada dia deve ser devotado aos milagres. O propósito do tempo é fazer com que sejas capaz de aprender como usá-lo construtivamente. É, portanto, um instrumento de ensino e um meio para um fim. O tempo cessará quando não for mais útil para facilitar o aprendizado.

  • CAE 15. Cada dia deve ser devotado a fazer milagres. Todo o tempo foi feito para que você pudesse fazer algo realmente produtivo com ele. É assim que você se lembra da sua verdadeira criatividade, que está no céu. Todo o tempo é, portanto, “hora da lição” – está aí para que você possa aprender. Ele cessará quando você não precisar mais dele para aprender.
  • CRP. “Fazendo o seu dia sobre dar milagres. Você deve dedicar cada dia a fazer milagres. É assim que você pode aprender as lições que o tempo reservou para ajudá-lo a aprender. Para fazer isso, porém, você precisa deixar Jesus guiá-lo através das minúcias do seu dia, para que você possa estar presente no momento em que as pessoas precisarem de você.
  • URT T 1 B 15a. Todo dia deveria ser devotado aos milagres (Deus criou o tempo de modo que o homem pudesse usá-lo de maneira criativa e convencer a si mesmo da sua própria habilidade de criar. O tempo é um instrumento de ensino e um meio para um fim. Ele irá ter um fim quando não for mais útil para facilitar o aprendizado.)
  • URT T 1 B 15b. (Instruções especiais: As anotações deste curso têm de ser feitas somente sob boas condições de aprendizado. O mesmo vale para os períodos de revisão. Eu irei lhe dizer quando, mas LEMBRE-SE DE PERGUNTAR.)
  • OE T.1.I. 15.15. Cada dia deve ser dedicado a milagres. O objetivo do tempo é capacitar o homem a aprender a usá-lo de maneira construtiva. O tempo é, portanto, um instrumento de ensino e um meio para um fim. Ele cessará quando não for mais útil para facilitar o aprendizado.
  • KW: “Basicamente, esse princípio está falando sobre a meta fundamental do Curso, que é nos ajudar a passar cada hora de nossos dias, todos os dias de nossas vidas, continuamente vendo as coisas como o Espírito Santo gostaria que víssemos. Isso significa continuarmos a ver tudo o que acontece em nossas vidas como uma lição que Ele gostaria que aprendêssemos – que cada coisa exata que acontece é uma oportunidade de aprendizado, se nos beneficiarmos desse aprendizado. Assim, tudo o que nos confronta deveria ser visto como uma oportunidade de escolhermos ou a mágoa do ego ou o milagre do Espírito Santo.

FIP 16. Milagres são instrumentos de ensino para demonstrar que dar é tão bem-aventurado quanto receber. Eles simultaneamente aumentam a força do doador e suprem a força de quem recebe.

  • CAE 16. Os milagres suprem a falta de força do receptor e, ao mesmo tempo, aumentam a reserva de força do doador. Eles, portanto, provam “que dar é tão bem-aventurado quanto receber”. Eles são instrumentos poderosos para ensinar esta         verdade chave.
  • CRP. “Ganho para o doador também. Não pense que quando você dá um milagre, você perdeu ou se sacrificou. Um milagre desafia as leis físicas no sentido de que você, o doador, também ganha. Você e o receptor experimentam um reconhecimento compartilhado de igualdade e valor mútuo. Isso encurta a sua jornada (junto com a jornada do receptor). Ele traz mais amor para você. Ele aumenta a sua reserva de força. E ele permite que você perceba claramente, vendo “a verdade como Deus a criou” (T-1.36.2:2).
  • URT T 1 B 16a. Milagres são instrumentos de aprendizado para mostrar que é mais abençoado dar do que receber. Eles simultaneamente aumentam a reserva de força do doador e suprem a falta de força do recebedor. TENHA MUITO CUIDADO ao interpretar isso.
  • URT T 1 B 16b. INSTRUÇÕES: O propósito deste curso é integração. Eu lhe disse que você não será capaz de utilizá-lo corretamente até que você o tenha tomado pra si mesmo. Enquanto a sua identificação vacilar (e a identificação do Bill é fraca) você não poderá aceitar a dádiva que lhe pertence. Você ainda está vacilando entre reconhecer a dádiva e jogá-la fora. Bill considera a si mesmo como sendo muito fraco para aceitá-la. Você por enquanto desconhece o poder curativo dessa dádiva. Depois que você tiver passado o curso, você irá aceitá-la, irá mantê-la e irá usá-la. Esse é o exame final, que você não terá nenhuma dificuldade em passar. Notas do meio do curso não são registradas no histórico permanente.
  • OE T.1.I. 16.16. Milagres são dispositivos de ensino para demonstrar que é mais abençoado dar do que receber. Eles simultaneamente aumentam a força do doador e fornecem força ao receptor.
  • KW: “Essa é a mesma ideia do Princípio 9. Você pode ver que vários desses princípios agora estão se repetindo. Assim como acontece com o tempo, o milagre é um instrumento de ensino e a ideia é nos ajudar a entender que não somos separados. O milagre nos ensina que ‘dar e receber são um só na verdade’, que, a propósito, é o título da lição 108. Somos todos o mesmo: professor e aluno; terapeuta e paciente; aquele que cura e aquele que é curado. Lembre-se de que o erro que o milagre tem que corrigir é o erro de acreditarmos que nós somos separados. O milagre, então, se torna uma expressão da nossa união e é disso que esse princípio está falando.”

FIP 17. Milagres transcendem o corpo. São passagens súbitas para a invisibilidade, distante do nível corporal. É por isso que curam.

  • CAE 17. Quando você dá um milagre, por um momento, você esquece o corpo da outra pessoa. Sua percepção muda do corpo para o reino do invisível. É por isso que um milagre cura, porque foi a identificação do receptor com o corpo que o deixou doente.
  • CRP. “O conteúdo perceptivo do milagre. No centro do milagre está uma percepção amorosa de quem o recebe. Essa percepção ignora completamente o corpo do receptor, vendo apenas a sua integridade e seu valor inestimável, junto com o seu próprio. Ele vê a marca universal de Deus nele, reconhecendo-o como o seu irmão há muito perdido. Essa percepção é o que o cura.
  • URT T 1 B 17. Milagres são a ausência do corpo. São mudanças súbitas para a invisibilidade, para longe da realidade de nível mais baixo. É por isso que eles curam.
  • OE T.1.I. 17.17. Milagres são a transcendência do corpo. Eles são mudanças         repentinas na invisibilidade, longe de um senso de realidade de ordem inferior. É por isso que eles curam.
  • KW: “‘Milagres transcendem o corpo’ porque nos ensinam que o corpo não está onde ‘ele está’. O corpo não é o problema e, portanto, mudando nossas mentes, podemos transcender as leis do corpo. É por isso, por exemplo, que pessoas que talvez tenham sérios problemas com câncer, um dia vão ao médico, que diz, “Eu não entendo; sumiu tudo”. Existem vários exemplos diferentes desse tipo de processo. Existe uma lição que diz, ‘Não estou sujeito a outras leis senão às de Deus’ (LE-pI.76). Essa lição menciona algumas das leis que o mundo tem em alta conta, tais como as leis da nutrição, imunização, amizade, economia e religião e diz que nenhuma dessas leis significa coisa alguma e, por mudar para o milagre (mente certa), alguém pode transcender essas leis e não ficar preso a elas. Foi a mente que fez as leis físicas. É por isso que é tão importante entender, se você estiver trabalhando com Um Curso em Milagres, que ele ensina que Deus não criou esse mundo. As leis desse mundo, as leis da gravidade, morte, doença e nutrição – todas as leis – são ‘feitas pelo homem’; elas são todas partes da mente egóica. O ego as fez, e nós damos poder a essas leis por virtude de nossa aliança ao ego. Mudando essa aliança, poderíamos então transcender todas essas leis. Existem certas pessoas, como o Sai Baba, o famoso guru indiano, que transcende o mundo físico por manifestar e materializar coisas em sua mão. Ele simplesmente movimenta a sua mão e, de repente, aparece um anel de diamante ou qualquer coisa que ele queira. E não é preciso acreditar, a propósito, que ele é autêntico para aceitar que o princípio é autêntico. É isso exatamente o que ele está demonstrando: que através do uso apropriado da mente, você pode realmente fazer qualquer coisa nesse mundo. Como Jesus diz depois no Texto, sua fé pode mover montanhas (T-21.III.3:1) e acho que ele quer dizer isso muito literalmente. Uma vez que nossas mentes fizeram a montanha de qualquer forma, por que não poderíamos brincar com ela ou movê-la para lá e para cá se assim escolhêssemos? Uma vez que tudo é feito pelas nossas mentes, não deveria ser surpresa que possamos mudar o que já fizemos. Qual é o grande problema? Nós fizemos o câncer; por que não poderíamos mudar nossas mentes sobre ele? Não é o Espírito Santo que cura o câncer. Ele meramente nos lembra de que podemos fazer outra escolha, apelando ao poder de nossa mente de mudar a si mesma. As formas são mágicas, mas o propósito de Sai Baba certamente parece ser a demonstração, para mentes que estão fechadas para o seu poder, do que essa mente pode fazer. E é esse propósito que a torna espiritual, não psíquica; uma distinção à qual vamos retornar depois (veja discussão dos princípios 24 e 41). Outro exemplo é o que Ram Dass cita em termos do seu guru. Ainda chamando-se Richard Alpert, o psicólogo de Harvard que colaborou com Timothy Leary em pesquisa de drogas psicodélicas e experimentação, ele viajou para a Índia em busca de seu guru e finalmente o encontrou. Depois de poucos dias, o guru pediu a ele para trazer sua mala, que estava cheia de LSD e qualquer outra coisa mais, supostamente desconhecidas para o guru. Alpert tentou esconder isso, mas finalmente, diante do estímulo do guru, teve que entregá-la. Sem piscar os olhos, o guru engoliu o que Alpert afirma ser uma quantidade incrível de ‘coisa branca’. Isso não teve qualquer tipo de efeito sobre o guru. Foi um exemplo de habilidade psíquica ou magia, mas seu propósito certamente era diferente. E teve um efeito e tanto sobre Alpert. Essas são ilustrações do primeiro princípio – de que não há ordem de dificuldades em milagres. Muitas pessoas são capazes de treinarem as suas mentes para que possam mover um copo ou uma xícara de um lado para outro na mesa. Isso não é muito difícil de fazer se você realmente estiver dedicado e disciplinado em sua mente. E, se você puder mover uma xícara, por que não poderia mover montanhas? Essa poderia ser uma forma de explicar como os egípcios antigos moviam todas aquelas pedras pesadas para construírem as pirâmides: eles, de alguma forma, tinham aprendido a dominarem as suas mentes. Negar isso como uma possibilidade é afirmar que existe uma ordem de dificuldade em milagres. Tal mestria, no entanto, não traz paz a você e não o leva para mais perto de Deus. Tudo o que isso faz é capacitá-lo a voltar a entrar em contato com o poder da sua mente. Mas foi o mau uso desse poder que nos colocou em problemas para início de conversa. Então, o único remédio para esse mau uso é colocarmos nossas mentes sob a orientação Daquele Que nunca vai usá-las mal. É por isso que o Curso é tão claro e enfático sobre como devemos fazer as coisas nesse mundo – nós perguntamos Àquele Que realmente sabe; não fazemos isso por conta própria. De outra forma, poderíamos usar nossas mentes como uma forma de alcançarmos poder sobre as outras pessoas, ferindo a elas e a nós mesmos. Quando o princípio diz que os milagres ‘são passagens súbitas para a invisibilidade’, ele está falando sobre mudarmos a mente em vez do corpo. E é por isso que o milagre pode curar, porque ele traz o problema de volta para onde ele realmente está, que é a mente e não o corpo. Existe uma linha adorável perto do final do Capítulo 12 que diz: ‘Quando tornaste visível o que não é verdadeiro, o que é verdadeiro se tornou invisível para ti” (T-12.VIII.3:1). Portanto, precisamos de ajuda para mudarmos do que parece visível – o corpo – para o que tornamos invisível – a verdade em nossas mentes.

…continua na Parte II…

Bibliografia da OREM3:

1) Livro “Um Curso em Milagres” – Livro Texto, Livro de Exercícios e Manual de Professores. Fundação para a Paz Interior. 2ª Edição –  copyright© 1994 da edição em língua portuguesa.

2) Artigo “Helen and Bill’s Joining: A Window Onto the Heart of A Course in Miracles” (tradução livre: A União de Helen e Bill: Uma Janela no Coração de Um Curso em Milagres”) – Robert Perry, site: https://circleofa.org/

3) E-book “What is A Course in Miracles” (tradução livre: O que é Um Curso em Milagres) – Robert Perry.

4) E-book “Autobiography – Helen Cohn Schucman, Ph.D.” – Foundation for Inner Peace (tradução livre: Autobiografia – Helen Cohn Schucman, Ph.D., Fundação para a Paz Interior).

5) Livro “Uma Introdução Básica a Um Curso em Milagres”,  Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

6) Livro “O Desaparecimento do Universo”, Gary R. Renard.

7) Livro “Absence from Felicity: The Story of Helen Schucman and Her Scribing of A Course in Miracles” (tradução livre: “Ausência de Felicidade: A História de Helen Schucman e Sua Escriba de Um Curso em Milagres”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

8) Artigo “A Short History of the Editing and Publishing of A Course in Miracles” (tradução livre: Uma Breve História da Edição e Publicação de Um Curso em Milagres” – Joe R. Jesseph, Ph.D. http://www.miraclestudies.net/history.html

9) E-book “Study Guide for A Course in Miracles”, Foundation for Inner Peace (tradução livre: Guia de Estudo para Um Curso em Milagres, Fundação para a Paz Interior).

10) Artigo “The Course’s Use of Language” (tradução livre: “O Uso da Linguagem do Curso”), extraído do livro “The Message of A Course in Miracles” (tradução livre: “A Mensagem de Um Curso em Milagres”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

11) Artigo Who Am I? (tradução livre: Quem Sou Eu?) – Beverly Hutchinson McNeff – Site: https://www.miraclecenter.org/wp/who-am-i/

12) Artigo “Jesus: The Manifestation of the Holy Spirit – Excerpts from the Workshop held at the Foundation for A Course in Miracles – Temecula CA” (tradução livre: Jesus: A Manifestação do Espírito Santo – Trechos da Oficina realizada na Fundação para Um Curso em Milagres – Temecula CA) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

13) Livro “Quantum Questions” (tradução livre: “Questões Quânticas”) – Ken Wilburn

14) Livro “Um Retorno ao Amor” – Marianne Williamson.

15) Glossário do site Foundation for A Course in Miracles (tradução livre: Fundação para Um Curso em Milagres), do Dr. Kenneth Wapnick, https://facim.org/glossary/

16) Livro Um Curso em Milagres – Esclarecimento de Termos.

17) Artigo “The Metaphysics of Separation and Forgiveness” (tradução livre: “A Metafísica da Separação e do Perdão”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

18) Livro “Os Ensinamentos Místicos de Jesus” – Compilado por David Hoffmeister – 2016 Living Miracles Publications.

19) Livro “Suplementos de Um Curso em Milagres UCEM – A Canção da Oração” – Helen Schucman – Fundação para a Paz Interior.

20) Livro “Suplementos de Um Curso em Milagres UCEM – Psicoterapia: Propósito, Processo e Prática.

21) Workshop “O que significa ser um professor de Deus”, proferido pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D..

22) Artigo escrito pelo escritor Paul West, autor do livro “I Am Love” (tradução livre: “Eu Sou Amor”), blog https://www.voiceforgod.net/.

23) Artigo “The Beginning Of The World” (tradução livre: “O Começo do Mundo”) – Dr Kenneth Wapnick.

24) Artigo “Duality as Metaphor in A Course in Miracles” (tradução livre: “Dualidade como Metáfora em Um Curso em Milagres”) – Um providencial e didático artigo, considerado pelo próprio autor como sendo um dos artigos (workshop) mais importantes por ele escrito e agora compartilhado pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

25) Artigo “Healing the Dream of Sickness” (tradução livre: “Curando o Sonho da Doença”  – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

26) Livro “The Message of A Course in Miracles – A translation of the Text in plain language” (tradução livre: “A mensagem de Um Curso em Milagres – Uma tradução do Texto em linguagem simples”) – Elizabeth A. Cronkhite.

27) E-book “Jesus: A New Covenant ACIM” – Chapter 20 – Clearing Beliefs and Desires – Cay Villars – Joininginlight.net© (tradução livre: “Jesus: Uma Nova Aliança UCEM” – Capítulo 20 – Clarificando Crenças e Desejos).

28) Artigo “Strangers in a Strange World – The Search for Meaning and Hope” (tradução livre: “Estranhos em um mundo estranho – A busca por significado e esperança”), escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick e por sua esposa Sra. Gloria Wapnick.

29) Artigo “To Be in the World and Not of It” (tradução livre: “Estar no Mundo e São Ser Dele”), escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick e por sua esposa Sra. Gloria Wapnick.

30) Site https://circleofa.org/.

31) Livro “A Course in Miracles – Urtext Manuscripts – Complete Seven Volume Combined Edition. Published by Miracles in Action Press – 2009 1ª Edição.

32) Tradução livre do capítulo Urtext “The Relationship of Miracles and Revelation” (N 75 4:102).

33) Artigo “How To Work Miracles” (tradução livre “Como Fazer Milagres”), de Greg Mackie https://circleofa.org/library/how-to-work-miracles/.

34) Artigo “A New Vision of the Miracle” (tradução livre: “Uma Nova Visão do Milagre”), de Robert Perry https://circleofa.org/library/a-new-vision-of-the-miracle/.

35) Artigo “What Is a Miracle?” (tradução livre: “O que é um milagre?”), de Robert Perry https://circleofa.org/library/what-is-a-miracle/.

36) Artigo “How Does ACIM Define Miracle?” (tradução livre: “Como o UCEM define milagre?”), de Bart Bacon https://www.miracles-course.org/index.php?option=com_content&view=article&id=232:how-does-acim-define-miracle&catid=37&Itemid=57.

37) Livro “Os cinquenta princípios dos milagres de Um Curso em Milagres”, de Kenneth Wapnick, Ph.D..

38) Artigo “The Fifty Miracle Principles: The Foundation That Jesus Laid For His Course” (tradução livre: “Os cinquenta princípios dos milagres: a base que Jesus estabeleceu para o seu Curso”), de Robert Perry https://circleofa.org/library/the-fifty-miracle-principles-the-foundation-that-jesus-laid-for-his-course/.

39) Artigo “Ishmael Gilbert, Miracle Worker” (tradução livre: “Ishmael Gilbert, Trabalhador em Milagre”), de Greg Mackie https://circleofa.org/library/ishmael-gilbert-miracle-worker/.

40) Blog “A versão Urtext da obra Um Curso em Milagres (UCEM)” https://www.umcursoemmilagresurtext.com.br/.

41) Blog “Course in Miracles Society – CIMS – Original Edition” https://www.jcim.net/about-course-in-miracles-society/.

42) Site Google tradutor https://translate.google.com.br/?hl=pt-BR.

43) Site WordReference.com | Dicionários on-line de idiomas https://www.wordreference.com/enpt/entitled.

44) Livro “A Course in Miracles: Completed and Annotated Edition” (“Edição Completa e Anotada”) – Circle of Atonement.

Imagem sage-friedman-HS5CLnQbCOc-unsplash.jpg

Um milagre é uma correção. Ele não cria e realmente não muda nada. Apenas olha para a devastação e lembra à mente que o que ela vê é falso. Desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem superar a função do perdão. Assim, permanece nos limites do tempo. LE.II.13

Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso está a paz de Deus.
T.In.2:2-4

Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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