O professor de Deus Robert Perry, em artigo intitulado “The Importance of Relationships” (tradução livre: “A Importância dos Relacionamentos”), no site https://circleofa.org/library/the-importance-of-relationships/, esclarece-nos que Um Curso em Milagres torna o relacionamento altamente importante em sua mensagem para nós.

Os destaques em negrito, sublinhado ou itálico são por minha conta.

Na verdade, podemos ir mais longe e dizer que o UCEM é um Curso sobre como ter relacionamentos reais. O Curso em si foi a resposta à busca iniciada por Helen Schucman e Bill Thetford por “uma maneira melhor” de manter relacionamentos.

O Curso tem como objetivo nos tirar da ilusão da separação e nos levar à realidade da unicidade. Com essa ênfase, a arena dos relacionamentos, na qual duas ou mais pessoas estão aprendendo a funcionar juntas (e não isoladas), é um lugar perfeitamente natural para o Curso escolher como sua sala de aula principal.

Segundo o autor do artigo e a nossa intenção também, é dar uma olhada na importância dos relacionamentos no esquema das coisas do Curso e por que isso os tornam tão importantes. Ver também alguns pontos onde o Curso destaca os relacionamentos em geral e então buscar o perfeito entendimento sobre o significado de um certo tipo de relacionamento que o Curso chama de Relacionamento Santo.

“A referência a relacionamentos em geral é porque o Curso está se referindo a qualquer situação em nossa vida que envolva mais do que simplesmente uma pessoa, nós mesmos. A frase se refere não apenas a relacionamentos românticos, relacionamentos com nossos pais, filhos e irmãos, como também a relacionamentos entre chefes e funcionários, professores e alunos (independentemente do assunto), ou entre nós e qualquer pessoa com quem interagimos, de médicos a policiais, como alguém que encontramos na rua – qualquer pessoa com quem estejamos unidos pelas circunstâncias de nossas vidas.

Incluem não apenas relacionamentos com pessoas por quem temos um amor ou gosto particular, mas também relacionamentos com pessoas de quem especialmente não gostamos, julgamos ou mesmo odiamos.”

O Curso diz:

O significado do Filho de Deus está unicamente em seu relacionamento com o seu Criador. Se esse significado se encontrasse em qualquer outro lugar, estaria baseado na contingência, mas não há nada mais. E esse relacionamento é totalmente amoroso e eterno. Entretanto, o Filho de Deus inventou um relacionamento não-santo entre ele e seu Pai. O seu relacionamento real é um relacionamento de união perfeita e de continuidade ininterrupta. O relacionamento que ele construiu é parcial, autocentrado, partido em fragmentos e cheio de medo. O que foi criado pelo seu Pai é totalmente auto abrangente e auto extensivo. O que foi feito por ele é totalmente autodestrutivo e auto limitador. T-20.VI.1:1-8.

Nada é melhor para mostrar o contraste do que a experiência de ambos, de um relacionamento santo e de um relacionamento não-santo. O primeiro baseia-se no amor e descansa nele, sereno e imperturbado. O corpo não interfere. Qualquer relacionamento no qual o corpo entre não se baseia no amor, mas na idolatria. O amor deseja ser conhecido, completamente compreendido e compartilhado. Ele não tem segredos, nada que queira manter à parte e esconder. Ele caminha à luz do sol, de olhos abertos e em calma, com um sorriso de boas-vindas e uma sinceridade tão simples e tão óbvia que não pode ser interpretada equivocadamente. T-20.VI.2:1-7.

No Manual de Professores temos o seguinte ensinamento no capítulo intitulado “Quais são os níveis de ensino?”, página 7:

Os professores de Deus não têm nível de ensino determinado. Cada situação de ensino-aprendizado envolve um relacionamento diferente no início, embora o objetivo final seja sempre o mesmo: fazer do relacionamento um relacionamento santo, no qual ambos são capazes de olhar para o Filho de Deus como alguém sem pecado. Não há pessoa alguma de quem o professor de Deus não possa aprender, portanto, não existe ninguém a quem ele não possa ensinar. Entretanto, por uma questão de prática, ele não pode encontrar todas as pessoas, nem todos achá-lo. Assim, o plano inclui contatos bastante específicos a serem feitos por cada professor de Deus. Não existem acidentes na salvação. Aqueles que têm que encontrar-se, encontrar-se-ão, pois juntos têm o potencial para um relacionamento santo. Estão prontos um para o outro. MP-3.1:1-8.

O nível de ensino mais simples aparenta ser bem superficial. Consiste do que parecem ser encontros muito casuais, um encontro ‘por acaso’ de suas pessoas aparentemente estranhas em um elevador, uma criança que não olha para onde está indo e ‘por acaso’, correndo, vai de encontro a um adulto, dois estudantes que ‘casualmente’ caminham para casa juntos. Estes encontros não são casuais. Cada um deles tem potencial para vir a ser uma situação de ensino-aprendizado. Talvez os dois estranhos no elevador sorriam um para o outro, talvez o adulto não brigue com a criança que o atropelou, talvez os estudantes venham a ser amigos. Mesmo no nível do encontro mais casual, é possível que duas pessoas percam de vista os seus interesses separados, ainda que por apenas um momento. Esse instante será suficiente. A salvação veio. MP-3.2:1-8.

É difícil compreender que o conceito de níveis para ensinar o curso universal é um conceito tão sem significado na realidade quanto o tempo. A ilusão de um permite a ilusão do outro. No tempo, o professor de Deus parece começar a mudar a sua mente a respeito do mundo com uma única decisão e, a partir daí, aprende cada vez mais acerca da nova direção à medida que a ensina. Já tratamos da ilusão do tempo, mas a ilusão dos níveis de ensino parece ser algo diferente. Talvez a melhor maneira de demonstrar que tais níveis não podem existir seja simplesmente dizer que qualquer nível da situação de ensino-aprendizado é parte do plano de Deus para a Expiação e o Seu plano não pode ter níveis, sendo um reflexo da Sua Vontade. A salvação está sempre pronta e sempre presente. Os professores de Deus trabalham em níveis diferentes, mas o resultado é sempre o mesmo. MP-3.3:1-7.

Cada situação de ensino-aprendizado é máxima no sentido de que cada uma das pessoas nela envolvidas vai aprender o máximo de que é capaz com a outra naquela ocasião. Nesse sentido, e somente nesse sentido, podemos falar em níveis de ensino. Usando a expressão dessa maneira, diríamos que o segundo nível de ensino é um relacionamento mais prolongado, no qual duas pessoas entram em uma situação razoavelmente intensa de ensino-aprendizado por um certo tempo e depois aparentemente separam-se. Como no caso do primeiro nível, estes encontros não são acidentais e nem aquilo que aparente ser o final do relacionamento é um final real. Mais uma vez, cada um aprendeu o máximo que pode na ocasião. Entretanto, todos aqueles que se encontram algum dia encontrar-se-ão outra vez, pois é destino de todo relacionamento vir a ser santo. Deus não está equivocado no Seu Filho. MP-3.4:1-7.

O terceiro nível de ensino ocorre em relacionamentos que, uma vez formados, duram a vida inteira. Essas são situações de ensino-aprendizado nas quais a cada pessoa é dado um parceiro que é escolhido para o aprendizado por lhe oferecer oportunidades ilimitadas de aprender. Em geral, esses relacionamentos são poucos, porque a sua existência implica que os envolvidos tenham simultaneamente alcançado um estádio em que o equilíbrio de ensino-aprendizado seja, de fato, perfeito. Isso não significa que eles necessariamente reconheçam isso; de fato, em geral, não reconhecem. Eles podem até mesmo ser bastante hostis, um em relação ao outro por algum tempo e talvez pela vida afora. No entanto, caso decidam aprendê-la, a lição perfeita está diante deles e pode ser aprendida. E se decidem aprendê-la vêm a ser os salvadores dos professores que vacilam e podem até mesmo parecer falhar. Nenhum professor de Deus pode deixar de encontrar a Ajuda de que necessita. MP-3.5:1-8.

A Importância dos relacionamentos: eu me encontro nos outros.

Continuando com a inspiração do professor Robert Perry, ele questiona por que, geralmente, os relacionamentos são tão importantes para o Curso? O Curso diz que vamos nos encontrar ou nos perder em qualquer pessoa que encontrarmos:

Quando te encontrar com qualquer um, lembra-te de que é um encontro santo. Assim como tu o vires, verás a ti mesmo. Assim como o tratares, tratarás a ti mesmo. Assim como pensares dele, pensarás de ti mesmo. Nunca esqueças disso, pois nele acharás a ti mesmo ou te perderás. T-8.III.4:1-5.

“’Nele [seu irmão] acharás a ti mesmo ou te perderás’. Este princípio básico se aplica a todos os relacionamentos, casuais ou intensos, de curto ou longo prazo, embora o nosso foco normal e o do Curso esteja em nossos relacionamentos primários, porque é nesses relacionamentos mais intensos que o princípio pode estar mais claramente visto e aplicado.

O que significa que em nosso irmão ou irmã nos acharemos ou nos perderemos?

Os nossos relacionamentos podem ser a sala de aula mais produtiva para o crescimento espiritual. O que o Curso está dizendo, claramente nesta seção (Capítulo 8, Seção III) é que todos estão procurando por si mesmos – ou mais precisamente, cada um de nós está procurando, em última instância, por nosso Eu.

A meta do currículo, independentemente do professor que escolheres é: ‘Conhece-te a ti mesmo.’ Não há nada além disso a buscar. Todos estão buscando a si mesmos e ao poder e à glória que pensam ter perdido. Sempre que estás com alguém, tens uma outra oportunidade de acha-los. O teu poder e a tua glória estão nele, porque são teus. O ego tenta acha-los exclusivamente em ti, porque não sabe onde procurar. O Espírito Santo te ensina que se olhares só para ti mesmo, não poderás te achar, porque não é isso o que és. Toda vez que estás com um irmão, estás aprendendo o que és, porque estás ensinando o que és. Ele vai responder com dor ou alegria, dependendo de qual é o professor que tu estás seguindo. Ele será aprisionado ou libertado de acordo com a tua decisão e tu também. Nunca te esqueças da tua responsabilidade para com ele, porque é a tua responsabilidade para contigo mesmo. Dá-lhe o lugar que pertence a ele no Reino e terás o teu. O Reino não pode ser achado sozinho e tu, que és o Reino, não podes achar a ti mesmo sozinho.” T-8.III.5:1-12, 6:1.

Não há nada além disso a buscar.’ Mas, é um erro pensar que podemos encontrar o nosso Eu olhando apenas para nós mesmos. ‘Se olhares só para ti mesmo, não poderás te achar’. ‘… você … não pode ser achado sozinho.’ Se você quiser encontrar a si mesmo, o Curso diz, você deve olhar para os seus irmãos e as suas irmãs. Você tem que olhar para os seus relacionamentos.

Se você quiser achar o seu Eu, você só O [seu Eu] achará incluindo o seu irmão Nisso.”

O seu irmão é parte de você

Robert Perry, didaticamente, volta a questionar por que não podemos encontrar o nosso Eu apenas em nós mesmos?

“’… porque não é isso o que és’ (T-8.III.5:7). O seu verdadeiro Eu não é ‘você mesmo sozinho’. O seu verdadeiro Eu não é um eu pequeno e isolado, separado de bilhões de outros seres e em competição com o universo. O seu verdadeiro Eu é um Eu compartilhado. É algo que você compartilha com tudo e todos. Você não pode ver isso se estiver olhando apenas para si mesmo. Você não pode ver o oceano examinando uma gota d’água com um microscópio.

Cada pessoa que você encontra lhe dá outra oportunidade de olhar além da aparência de dois seres separados e de encontrar o Eu comum que vocês dois compartilham.

Essa, em certo sentido, é a diferença entre um relacionamento não-santo e um relacionamento santo. No relacionamento não-santo, você tem dois seres separados competindo ou negociando um com o outro por uma vantagem pessoal separada – com sorte, vantagem para ambos, mas ainda assim as vantagens separadas de duas pessoas.

Em um relacionamento santo, você tem duas pessoas que procuram olhar além da separação para descobrir a sua unidade fundamental. Cada um de nós é um minúsculo fragmento do Todo que pensa que é um todo separado. Nós cegamos a nós mesmos para o quadro mais amplo.

Escondemos a nossa magnificência de nós mesmos e pensamos que perdemos o nosso poder e glória, então é isso que procuramos. Mas, olhando para nós mesmos sozinhos, examinando aquela gotinha de água com um microscópio, nunca a encontraremos. Cada irmão e irmã que encontramos serve como um espelho para nós. O ego usa o mecanismo de projeção para lançar o que nós não queremos ver sobre nós mesmos – tanto as coisas positivas quanto as negativas – fora de nós. O que nós vemos em nossos irmãos e irmãs nos mostra as crenças sobre nós mesmos que expulsamos de nossas mentes para bloquear a nossa consciência delas.

O Espírito Santo quer usar cada relacionamento para nos revelar essas coisas ocultas. O que eu vejo em meu irmão é algo que escondi de mim mesmo, um pensamento sobre mim que joguei fora e projetei no mundo. Olhando para o meu irmão e entendendo que o que vejo nele, o que percebo, é apenas a projeção de um pensamento sobre mim, eu posso aprender sobre mim mesmo. Se eu olhar apenas para mim mesmo, não verei isso, porque uma parte da minha mente (a parte que o Curso chama de ego) excluiu deliberadamente essa parte do quadro da minha imagem de mim mesmo.

Meu ‘eu sozinho’ é apenas uma casca; a vasta massa de meus pensamentos sobre mim só pode ser vista do lado de fora, em meus irmãos e irmãs. Esses podem ser pensamentos negativos sobre mim mesmo – ódio de mim mesmo, culpa e assim por diante; ou podem ser a bela verdade sobre o meu verdadeiro eu. Se eu desejo me encontrar, eu devo começar a minha busca olhando para os meus irmãos e as minhas irmãs e reconhecendo no que vejo neles os pensamentos sobre mim dos quais me tornei inconsciente.”

Assim Robert Perry esclarece que você deve começar examinando os seus relacionamentos. Como faço para ver meu irmão ou irmã? Como faço para tratá-los? Como eu penso sobre eles?

“Eu preciso olhar para isso com muita honestidade; muitas vezes é um processo doloroso, especialmente quando reconhecemos o quão vingativa a nossa mente pode ser, o quão viciosa, o quão crítica. E então, precisamos nos perguntar: ‘É assim que eu quero me ver? É assim que eu quero me tratar? É assim que eu quero pensar sobre mim?’

Porque é isso que eu estou fazendo! Por exemplo, se eu estou pensando em outra pessoa e me recusando a abrir mão de uma queixa contra ela, ou se eu estou me recusando a vê-la como capaz de amar, capaz de mudar e digna de meu respeito e amor, então eu estou pensando sobre mim da mesma maneira.

O que eu percebo como estando lá fora, em outra pessoa, é apenas uma projeção dos meus próprios pensamentos sobre mim mesmo.

Você pode dizer que não tem consciência de tais pensamentos maldosos sobre si mesmo. Claro que não! Esse é o ponto principal. Esses pensamentos autodestrutivos são extremamente dolorosos e é exatamente por isso que a sua mente os negou e os projetou no mundo. O Espírito Santo quer usar os seus relacionamentos para torná-lo mais uma vez ciente desses pensamentos de ódio de si mesmo em sua mente. O ego nada mais é do que este mecanismo de ódio a si mesmo e autodestruição.

Para atingir o objetivo do currículo, então, você não pode ouvir o ego, cujo propósito é derrotar a própria meta (T-8.III.6.2). O ego quer nos ensinar o que nós somos tanto quanto é o Espírito Santo (T-8.III.5:1), mas está tentando nos ensinar que nós somos separados, o que nós não somos. Portanto, o seu verdadeiro propósito é nos impedir de saber o que realmente nós somos. O objetivo de seu ensino (autoconhecimento) e seu propósito fundamental (autonomia) têm objetivos opostos, embora ele não saiba disso e não tenha consciência disso.

O ego não sabe disso, porque não sabe de coisa alguma. Mas tu podes saber disso e saberás se estiveres disposto a olhar para o que o ego quer fazer de ti. Essa é a tua responsabilidade… T-8.III.6:3-5.

Como você ‘vê o que o ego faria de você?’ Você olha o que está fazendo de seu irmão e irmã, porque isso é o reflexo de seus pensamentos sobre você mesmo. Você olha como os vê, como os trata, como pensa sobre eles e se pergunta: ‘É assim que eu quero me tratar?’

Se você realmente olhar para isso honestamente, a resposta terá que ser: ‘Não! Eu não quero me ver como uma pessoa culpada e miserável que não é digna de amor e respeito.’

Essa é a tua responsabilidade, pois uma vez que tiveres realmente olhado para isso, vais aceitar a Expiação para ti mesmo. Que outra escolha poderias fazer? T-8.III.6.5-6.

Depois que você realmente entender que a sua atitude e suas ações para com os seus irmãos – ou seja, a maneira como você se comporta em relação aos outros – são apenas um reflexo de como você já está se tratando, você escolherá fazer o contrário! Diante da evidência clara de seus próprios pensamentos autodestrutivos, você inevitavelmente escolherá ser gentil consigo mesmo. Você dirá a si mesmo: ‘É uma loucura pensar em mim dessa maneira.’ E quando essa mudança começar a ocorrer, a maneira como você trata os seus irmãos também mudará. Esse é o processo que o Curso chama de perdão.

Podes encontrar somente aquilo que é parte de ti, porque tu és parte de Deus Que é tudo. T-8.III.7.1.

Quando começar a julgar um irmão ou uma irmã, você se lembrará de que tudo o que você está percebendo é uma parte de si mesmo que você projetou para fora e agora está atacando, como se estivesse separada de você. Não está separada; ainda é uma parte de você e você está se atacando. Quando você reconhece isso, você para, porque é loucura continuar.

O perdão de si mesmo e o perdão dos outros ocorrem no mesmo instante, porque são a mesma coisa.

Este é o princípio subjacente que governa tudo o que o Curso diz sobre relacionamentos especiais. Aqueles que você percebe como objetos especiais de ódio ou de amor são as pessoas com quem você mais pode aprender, observando o seu relacionamento com elas e compreendendo que o que você está percebendo é uma parte de você mesmo. As suas reações a essas pessoas são as suas reações a você mesmo, projetadas para fora.

Considerados sob esta luz, os relacionamentos são a melhor sala de aula em que você pode encontrar o seu verdadeiro Eu.

Dar de ti mesmo é a sua função

Robert Perry enfatiza que uma segunda razão pela qual encontramos ou perdemos o nosso Eu em nossos irmãos é que o nosso Eu, ou o que somos, é realmente idêntico à nossa função, ou a que servimos. Frequentemente nós descrevemos o que algo é dizendo o que se pretende fazer. Um martelo, por exemplo, tem a função de cravar pregos e, portanto, uma definição da palavra martelo pode ser: ‘Uma ferramenta para cravar pregos em madeira ou outra substância dura’. O que é um ser humano, nesse sentido? Qual é a nossa função? O curso diz:

Dar de ti mesmo é a função que Ele te deu. Cumpri-la perfeitamente permitirá que te lembres do que tens Dele e através disso, lembrar-te-ás também do que és Nele. T-8.III.8:4-5.

O nosso verdadeiro poder e glória derivam de nossa criação à imagem de Deus. Como Deus, nós somos puro Amor. A função do Amor é dar de si. É dando de si mesmo que o Amor realiza todo o seu potencial. Como Deus, nós fomos criados para dar de nós mesmos. É dando de nós mesmos aos nossos irmãos que nos lembramos de nosso verdadeiro poder e glória, de nossa natureza e ao nos lembrarmos disso, nós vamos lembrar o que somos, que é o Amor, o próprio Filho de Deus, a extensão do próprio Deus.

No relacionamento com outras pessoas, nós podemos dar de nós mesmos. Nós temos a capacidade de estender o amor a outras pessoas, de olhar além do que elas fizeram de si mesmas (as criações errôneas do ego) e ver a glória e o poder de Deus nessas outras pessoas. Ao ver isso nos outros, nós estamos de fato nos lembrando de nosso Eu. Ao ver a glória de Deus nos outros, nós estamos sendo o Eu que Ele nos criou para ser.

Você não pode cumprir a sua função de Amor, a sua função de dar de si mesmo, se você se considera sozinho. Você deve se relacionar com outra pessoa para cumprir a sua função. (Não que você precise de um certo tipo de relacionamento especial para ser Amor; isso se aplica a todos e quaisquer relacionamentos que temos. Você pode cumprir a sua função de amor apenas sorrindo para o carteiro ou lembrando-se de um parente falecido com amor). O amor deve ir além dos limites do meu eu individual, como eu o percebo e se estender aos outros.

O que você é, o seu verdadeiro Eu, é Amor. O Amor é uma espécie de relacionamento. Portanto, o que você é é um relacionamento. Você não pode encontrar o seu verdadeiro Eu separado dos relacionamentos, porque o Amor é o que você é. Então, aqui novamente, é no relacionamento com outras pessoas que eu encontro o meu Ser, porque o meu Ser é Amor. Se eu retiro o Amor dos outros, eu estou perdendo o meu Eu. Se eu estendo o amor aos outros, eu estou encontrando a mim mesmo.

Em resumo, então, há dois princípios básicos que governam todos os nossos relacionamentos apresentados na seção 8, capítulo III, do livro Texto. Esses dois princípios são os motivos pelos quais o Curso dá tanta ênfase aos relacionamentos:

  • O meu irmão é realmente parte de mim. A maneira como eu vejo, trato e penso sobre o meu irmão me mostra como eu estou me vendo, tratando e pensando a meu respeito. Olhando para isso, eu posso corrigir todos os erros que eu estou cometendo sobre mim mesmo.
  • A minha função é dar de mim mesmo; portanto, é nos relacionamentos que eu posso aprender a praticar a minha verdadeira função como Amor.

Outra forma de afirmar a importância dos relacionamentos nesses dois princípios é:

  1. Nos relacionamentos, eu posso ver as visões equivocadas que eu tenho de mim mesmo e deixá-las ir.
  2. Nos relacionamentos, eu posso estender a visão verdadeira que o Espírito Santo tem de mim mesmo e eu posso conhecer o meu Eu por ser o meu Eu.

Nos relacionamentos, eu posso deixar de lado o negativo e experimentar o positivo. É por isso que o Curso diz que os relacionamentos são uma sala de aula tão produtiva. Quando usados ​​pelo ego, os nossos relacionamentos podem se tornar as suas maiores armas para nos manter longe do Céu; usados ​​pelo Espírito Santo, eles podem se tornar o meio mais poderoso de nos levar para casa.

O significado do Relacionamento Santo

“Por mais importantes que sejam os relacionamentos em geral, o significado do que o Curso chama de relacionamento santo é muito maior. Relacionamento santo é um tema central do Curso. Ele dedica seis capítulos inteiros (17 a 22) no Texto (seis de trinta e um, ou quase 20% do volume) ao tópico do relacionamento santo. O Curso nos diz:

‘Neste mundo, o Filho de Deus se aproxima o máximo possível de si mesmo em um relacionamento santo.’ T-20.V.1:1.

Diz-nos que um relacionamento santo nos oferece ‘a função mais santa que este mundo contém.’ T-18.I.13:1. Diz que o relacionamento santo é ‘a fonte da tua salvação…’ T-20.VIII.6:9.

O que é um relacionamento santo e por que ele é tão importante?

Robert Perry nos responde enfatizando que os estudantes do Curso discordam sobre se um relacionamento se torna santo quando um de seus membros dá o relacionamento aos cuidados do Espírito Santo, ou se é a escolha de ambos os parceiros no relacionamento.

“Não se pretende encorajar uma controvérsia sobre a definição de um relacionamento santo, mas apenas mostrar a importância que o Curso atribui aos relacionamentos em geral e a um certo tipo de relacionamento em particular. No entanto, uma vez que foram feitas certas suposições sobre o que significa ‘relacionamento santo’, vale resumir brevemente o que pensa o professor de Deus Robert Perry sobre este assunto e as razões para isso.

Alguns relacionamentos nos quais apenas uma pessoa está dando o relacionamento ao Espírito Santo para os Seus propósitos (chame isso de relacionamentos mistos) e outros relacionamentos em que ambas as partes estão fazendo isso (chame esses relacionamentos mútuos). Os relacionamentos mútuos são relacionamentos santos. A discordância surge sobre se o termo “relacionamento santo” inclui relacionamentos mútuos e mistos.”

Robert Perry defende que um relacionamento santo requer duas pessoas que concordam mutuamente sobre um propósito comum. O relacionamento santo, conforme mencionado no Curso, sempre se refere a pelo menos duas pessoas cujas mentes se uniram. A “dupla” de um relacionamento santo é o que o torna um relacionamento santo. A santidade reside na união de duas mentes, indo além de sua separação em direção à unicidade.

Robert Perry, em seu livro A Course Glossary define “relacionamento santo” da seguinte forma:

Um relacionamento no qual duas ou mais pessoas realmente se unem em um objetivo comum, pelo menos por um instante. Nesse instante, o Espírito Santo entra no relacionamento e o cura em um nível profundo e inconsciente. Essa cura de nível profundo então lentamente chega à superfície, derrubando os padrões do ego que ainda podem dominar grande parte da interação consciente. À medida que o relacionamento santo amadurece, as pessoas envolvidas experimentarão um senso crescente de unicidade, o que lhes provará de maneira mais eficaz do que qualquer outra coisa que não são egos separados. E eles exercerão a sua função especial conjunta de, juntos, dar cura ao mundo.

É opinião do professor Robert Perry que um relacionamento santo envolve pelo menos duas pessoas, porém ele destaca também que o Curso definitivamente reconhece um tipo de relacionamento no qual apenas uma das partes convidou o Espírito Santo para o relacionamento. O que o autor chama de relacionamento misto. Se formos seguidores sérios de um caminho espiritual, a maioria de nossos relacionamentos é desse tipo. Convidamos o Espírito Santo, mas a outra parte não o faz conscientemente e pode até resistir à ideia.

Há material abundante no Curso nos aconselhando sobre como proceder em tais relacionamentos: aceitar a Expiação para nós mesmos e nos expandir na cura, ver o comportamento do ego do outro como um chamado por amor e assim por diante.

Parece evidente que um relacionamento no qual duas pessoas que deram juntas o seu relacionamento para o Espírito Santo para os Seus propósitos tem um potencial muito maior para o ensino e extensão do Amor de Deus para o mundo do que um relacionamento no qual apenas uma pessoa o fez.

Vale ressaltar que, de acordo com o Curso:

… pois é destino de todo relacionamento vir a ser santo.” MP-3.4:6.

Todo relacionamento é um relacionamento santo em potencial.

‘Quando duas mentes se unem em uma só e compartilham igualmente uma ideia, foi estabelecido o primeiro elo na consciência da Filiação como uma só.’ T-16.II.4:3.

Se estivermos em um relacionamento com alguém que está se relacionando totalmente a partir do nível do ego, a única coisa que podemos fazer é continuar a aceitar a Expiação para nós mesmos e praticar o perdão. Como as mentes estão unidas (seja essa união reconhecida ou não), o que eu faço em minha mente afetará a outra pessoa. Talvez eles se juntem a mim em um relacionamento santo; talvez não. Em qualquer caso, a minha responsabilidade por meus próprios pensamentos permanece a mesma.

A mudança da separação para a unicidade

“O que torna o relacionamento santo tão significativo é que, no contexto de um relacionamento santo, começamos a emergir da separação para a unicidade. A união de duas mentes para compartilhar uma ideia é chamada de ‘o primeiro elo na consciência da Filiação como um só‘. Este momento de união, quando duas mentes começam a reconhecer a sua unicidade, é um evento incrivelmente importante dentro do tempo.

Se a separação, como diz o Curso:

O problema da separação, que é realmente o único problema… LE-pI.79.1:4

Então a resposta deve ser o fim dessa separação, ou a união. Em um relacionamento santo, primeiro nos juntamos a outra pessoa. É essa união – essa emergência da separação para a unicidade – que dá ao relacionamento santo o seu grande significado:

O que o professor deve fazer para garantir o aprendizado? O que o terapeuta deve fazer para promover a cura? Apenas uma coisa; o mesmo requisito que a salvação exige de todos. Cada um deve compartilhar um objetivo com a outra pessoa e, ao fazê-lo, perder todo o senso de interesses separados. Somente fazendo isso é possível transcender os limites estreitos que o ego imporia ao eu. Somente fazendo isso o professor e o aluno, o terapeuta e o paciente, você e eu, podemos aceitar a Expiação e aprender a oferecê-la como foi recebida. P-2.II.8:1-6.

Qual é a única coisa que todos devemos fazer para obter a cura ou para garantir o aprendizado? Qual é a única coisa que a salvação pede de todos nós? Observe que não se trata de ‘uma coisa realmente importante’ ou mesmo ‘A coisa mais importante que temos que fazer’, mas sim da ‘única coisa’ que temos que fazer. Não é apenas que o relacionamento santo é o passo mais importante que nós daremos para a salvação; é o único passo que nós precisamos dar para garantir a salvação! E qual é essa etapa? ‘Cada um deve compartilhar um objetivo com outra pessoa e, ao fazê-lo, perder todo o senso de interesses separados.

Esta seção acima referenciada, do panfleto de Psicoterapia – Propósito, Processo e Prática, está falando sobre os relacionamentos que são chamados de templo do Espírito Santo, uma frase que está conectada ao relacionamento santo no Texto, Capítulo 20, Seção VI. Fala de um relacionamento no qual Deus entrou, o que é outra coisa que o identifica como um relacionamento santo. No Manual para Professores, a relação professor-aluno é um exemplo específico de uma relação santa. Lá, esse tipo de união em um propósito comum é considerado o que define um relacionamento como santo:

O Professor de Deus fala onde estiverem dois reunidos com o propósito de aprender. O relacionamento é santo devido àquele propósito e Deus prometeu enviar Seu Espírito a qualquer relacionamento santo. MP-2.5:3-4.

Portanto, compartilhar uma meta com outra pessoa é o que torna esse relacionamento santo. E esta é a única coisa que precisamos fazer para trazer a cura e nos juntar ao plano de Deus para a salvação. Em outras palavras, entrar em um relacionamento santo é a única coisa que Deus pede de nós para a nossa salvação. ‘Ao fazer isso’, diz o panfleto de Psicoterapia – isto é, em verdadeiramente compartilhar um objetivo com outra pessoa, entrando assim em um relacionamento santo com ela – ‘perdemos todo o senso de interesses separados.'”

Robert Perry enfatiza que essa é a razão pela qual o relacionamento santo é tão importante e tão crucial, porque no relacionamento santo perdemos todo o senso de interesses separados. Os mesmos critérios são dados para o que torna uma pessoa um professor de Deus, no Capítulo 1 do Manual:

Professor de Deus é qualquer um que escolha sê-lo. Suas qualificações consistem nisso: de algum modo, em algum lugar, ele faz uma opção deliberada na qual não viu seus interesses como se estivessem à parte dos de outra pessoa. Uma vez que tenha feito isso, a sua estrada está estabelecida e a sua direção assegurada. Uma luz penetrou nas trevas. Pode ser uma única luz, mas é suficiente. Ele entrou em um acordo com Deus, mesmo se ainda não acredita Nele. Veio a ser um portador da salvação. Veio a ser um professor de Deus. MP-1.1:1-8.

Como foi dito, se a separação é o único problema, então a perda de todo o senso de interesses separados, com uma outra pessoa, é o início da resposta. A perda de interesses separados é a característica definidora de um relacionamento santo. Ou, olhando para o verso da moeda, a união em um objetivo comum é o que torna um relacionamento santo; essa é a sua santidade.

Temos vários exemplos no material do Curso do que significa essa união ou de sua aparência. Com Helen e Bill, era aceitar o propósito comum de encontrar uma maneira melhor de relacionamento. Com o professor e o aluno, está na união com o propósito de aprender Um Curso em Milagres. Com o terapeuta e o paciente, o objetivo comum é encontrar a cura ou liberar um ao outro da culpa.

Observe que nenhum desses três exemplos envolve um relacionamento romântico. Acho que, em nosso entendimento comum do termo ‘relacionamento santo’, nós o identificamos falsamente com um relacionamento romântico. Pode ser um relacionamento romântico, certamente, mas esse é apenas um tipo de relacionamento especial e, portanto, apenas um tipo de relacionamento santo. Podemos ter um relacionamento santo com os nossos amigos, com os nossos familiares, com o nosso vizinho ou com os nossos colegas de trabalho.”

Robert Perry enfatiza novamente que esta é uma união mútua. Diz que “cada um” deve compartilhar um objetivo comum. O objetivo não precisa ser abertamente espiritual. O objetivo de Helen e Bill não parecia espiritual no início, não para eles. Um terapeuta e um paciente podem nem mesmo acreditar em Deus quando se unem em um propósito comum. Mas, essa união é, no entanto, um convite aberto ao Espírito Santo para entrar em seu relacionamento. O Curso nos diz que podemos não perceber o que estamos aceitando quando embarcamos em nosso relacionamento santo (T-18.III.4:11). O fator-chave é que os dois fazem uma escolha deliberada, juntos, na qual não vêem os seus interesses como separados.

Um arauto da eternidade

O relacionamento santo é um antegosto do Céu. O Céu, o Curso nos diz, é a consciência no nível da realidade da unicidade absoluta. Em um relacionamento santo, duas pessoas experimentam e manifestam essa unicidade aqui, no sonho.

Neste mundo, o Filho de Deus se aproxima o máximo possível de si mesmo em um relacionamento santo. Lá começa a achar a certeza que o seu Pai tem em relação a ele. E lá acha a sua função de restaurar as leis de seu Pai naquilo que era mantido fora delas e de achar o que estava perdido. Só no tempo é possível que alguma coisa seja perdida e nunca perdida para sempre. Assim as partes do Filho de Deus gradualmente se unem no tempo e com cada união, o fim do tempo chega mais perto. Cada milagre de união é um poderoso arauto da eternidade. T-20.V.1:1-6.

É no relacionamento santo que nós encontramos o nosso Eu. No relacionamento santo, nós redescobrimos a certeza que Deus tem em nós. No relacionamento santo, nós encontramos a nossa função. Cada “união” ou cada relacionamento santo traz o fim dos tempos mais próximo.

Cada vez que nos unimos a um irmão em um propósito santo, é um ‘poderoso arauto da eternidade’. Um ‘arauto’ é um precursor, como João Batista, que foi à frente de Jesus, anunciando a sua vinda. O relacionamento santo também é um arauto; anuncia ou prenuncia como será a eternidade e o Céu. Podemos dizer que os relacionamentos santos são os arautos que anunciam a Segunda Vinda de Cristo.

Na seção do Livro de Exercícios que discute a Segunda Vinda, ele aponta que a Segunda Vinda é o reconhecimento final da unicidade:

O perdão ilumina o caminho da Segunda Vinda, pois brilha sobre tudo como um só. E assim a unicidade é enfim reconhecida. LE-pII.9.2:3-4.

Nesta igualdade, Cristo é restabelecido como uma só Identidade, na Qual os Filhos de Deus reconhecem que são um só. E Deus Pai sorri a Seu Filho, Sua única criação e Sua única alegria. LE-pII.9.4:3-4.

No relacionamento santo e na união que tal relacionamento representa, há uma expressão de unicidade, um precursor ou antegosto ou arauto da unicidade, anunciando o que é essa unicidade e como ela se parece. É ‘o primeiro elo na consciência da Filiação como um só’ T-16.II.4:3. O relacionamento santo está anunciando a Segunda Vinda de Cristo, assim como João Batista anunciou a primeira vinda de Jesus ao mundo.

Cada arauto da eternidade canta o fim do pecado e do medo. Cada um fala no tempo do que está muito além do tempo. Duas vozes que se erguem juntas tocam os corações de todos para que possam bater como um só. E nesta batida única do coração está proclamada a unidade do amor e ela é recebida com boas-vindas. T-20.V.2:1-4.

Portanto, o relacionamento santo é significativo porque proclama o advento da unidade final de todas as coisas vivas em Cristo. É aqui que começamos a encontrar a nossa Identidade. Nós chegamos mais perto de nosso Eu em um relacionamento santo. E nossas duas vozes que se levantam juntas chamam a todos ao nosso redor para deixar os seus corações baterem como um só, como os nossos corações fazem.

O relacionamento santo é um batimento cardíaco único que proclama a unidade do amor. É a própria unidade dos dois corações que batem como um que constitui a sua santidade; isso é o que o torna um arauto do que está por vir, falando dentro do tempo de coisas que estão muito além do tempo.

Pensa no que um relacionamento santo pode ensinar. Aqui se desfaz a crença nas diferenças. Aqui a fé depositada nas diferenças passa a ser depositada no que é o mesmo. E aqui a perspectiva das diferenças é transformada em visão. T-22.In.4:1-4.

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…continua Parte II…

Um milagre é uma correção. Ele não cria e realmente não muda nada. Apenas olha para a devastação e lembra à mente que o que ela vê é falso. Desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem superar a função do perdão. Assim, permanece nos limites do tempo. LE.II.13

Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso está a paz de Deus.
T.In.2:2-4

Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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