Não há nada em mim que tu não possas atingir. Eu nada tenho que não venha de Deus. A diferença entre nós agora e que eu não tenho nada mais. Isso me deixa em um estado que em ti é apenas potencial. T.1.II.3:10-12.

Tu és a minha voz, os meus olhos, os meus pés, as minhas mãos, através das quais eu salvo o mundo. LE-parte I-Revisão V.Introdução.9:3

…continuação da Parte I…

Os Mestres Ascensionados Pursah e Arten, no livro “O Desaparecimento do Universo”, em diálogo com o autor Gary R. Renard, falam sobre importantes mensagens da vida de Jesus, em total harmonia com o sistema de pensamento do Curso, que extraímos abaixo alguns trechos, para o nosso conhecimento e entendimento.

Excertos também de ensinamentos, sempre inspiradores e didáticos, do Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

A Mestre Pursah, à época de Jesus, foi a encarnação de São Tomé, autor do agora famoso Evangelho de Tomé. O Mestre Arten foi a encarnação de São Tadeu. Seu nome verdadeiro era Labeu e foi Jesus que o rebatizou de Tadeu.

Mensagem da ressurreição de Jesus

Em Um Curso em Milagres (UCEM), Jesus nos ensina que a ressurreição é mais importante do que a crucificação. Ele pretendia que a sua execução fosse uma demonstração e lição para nós, para que pudéssemos enfrentar afrontas, ataques ou injustiças percebidos como muito menos terríveis.

Escolhi, para o teu bem e o meu, demonstrar que a agressão mais ultrajante segundo o julgamento do ego não importa. T.6.I.9:1.

Assim, ele se tornou o “modelo para o renascimento” T-6.I.7:2; a compreensão em nossas mentes que já está lá. A ressurreição é o nosso despertar para aquela verdade que, na forma do Espírito Santo, foi colocada em nossas mentes por Deus. Jesus aceitou e pede que nos juntemos a ele nessa aceitação para ensinar essa verdade. O ponto crucial do ensino de Jesus sobre a Crucificação e a Ressurreição pode ser encontrado no Livro Texto-Capítulo 6.

A crucificação não pode ser compartilhada porque é o símbolo da projeção, mas a ressurreição é o símbolo do compartilhar, porque o re-despertar de cada Filho de Deus é necessário para que a Filiação seja capaz de conhecer a sua integridade. Só isso é conhecimento. T.6.I.12:1-2.

A Mensagem da crucificação é perfeitamente clara. Ensina só amor, pois é isso que tu és. T.6.I.13:1-2.

Se interpretares a crucificação de qualquer outro modo, tu a estás usando como uma arma para agredir em vez do chamado para a paz para o qual ela foi destinada. Os Apóstolos muitas vezes a compreenderam de forma equivocada. Como o próprio amor que tinham era imperfeito, isso fez com que fossem vulneráveis à projeção e em função de seu próprio medo, falaram da “ira de Deus” como Sua arma de retaliação. E nem poderiam falar da crucificação inteiramente sem raiva, porque seu senso de culpa tinha-os tornado raivosos. T.6.I.14:1-4.

No livro “Absence from Felicity” (tradução livre: “Ausência de Felicidade”, o autor Dr. Ken Wapnick (Ken) inclui uma mensagem especial de Jesus para a Dra. Helen (Helen) sobre a ressurreição. Veio porque Helen perguntou a Ken se ele acreditava na ressurreição física de Jesus. Ken sugeriu a ela, “pergunte ao próprio ‘Chefe’.” Aqui está a maior parte da mensagem.

Meu corpo desapareceu porque eu não tinha ilusões sobre isso. Simplesmente se tornou o que sempre foi. E é isso que significa ‘rolar a pedra’. O corpo desaparece e não esconde mais o que está além … Rolar a pedra é ver além da tumba, além da morte e compreender o nada do corpo. Eu assumi uma forma humana com atributos humanos depois, para falar àqueles que provariam a inutilidade do corpo para o mundo. Isso foi muito mal interpretado. Vim dizer a eles que a morte é uma ilusão e que a mente que fez o corpo pode fazer outro, pois a própria forma é uma ilusão. [Ver o livro “Absence from Felicity” (tradução livre: “Ausência de Felicidade”, 398-400.]

Jesus continua a deixar claro que Deus nos criou como espírito; enquanto o símbolo do mundo é a separação e o corpo.

Deixe isso para lá. Não pode entrar no Céu. Mas posso te levar lá a hora que você quiser. Juntos, podemos ver o mundo desaparecer e seu símbolo desaparecer da mesma forma. E então – e então – não posso falar sobre isso. Um corpo não pode permanecer sem ilusões e a última a ser vencida é a morte. Esta é a mensagem da crucificação: não há ordem de dificuldade em milagres. Esta é a mensagem da ressurreição: ilusão são ilusões. A verdade é verdade. As ilusões desaparecem. Apenas a verdade permanece. [[Ver o livro “Absence from Felicity” (tradução livre: “Ausência de Felicidade,” 398-400.]

É importante notar que nesta mensagem quando Jesus falou sobre assumir uma forma humana, ele fez outro corpo com sua mente. Ele não apareceu naquele que desapareceu quando a pedra foi rolada. Sua mensagem acentua o seu ensino de que nossa verdadeira realidade é como espírito e que os corpos são ilusões.

A ressurreição é algo que acontece na mente e não tem nada a ver com o corpo. Essa ideia, que no fim foi rejeita por Paulo e pela igreja, foi defendida por alguns dos gnósticos.

As ideias da ressurreição física e da imortalidade física não são apenas fantasias, mas totalmente desnecessárias. Ressurreição significa iluminação, ascensão. A ressurreição não tem nada a ver com o corpo e acreditar nisso torna o corpo muito importante – o oposto exato da mensagem real de Jesus.

Como o Curso ensina claramente:

A salvação é para a mente e é obtida através da paz. Essa é a única coisa que pode ser salva e esse o único caminho para salvá-la. T.12.III.5:1-2.

Com a ressurreição, o corpo simplesmente desaparece.

Pode ser útil se lembrar de que as palavras “coração” e “mente” significavam a mesma coisa há um pouco mais de dois mil anos. Quando Jesus disse, Olhem para o seu coração, ele queria dizer para o seu ser inteiro. Ele não estava se referindo a como você se sentiria sobre o comportamento do mundo ou a teologia atual. Ele estava lhe dizendo para examinar sua mente, perdoar os seus irmãos e as suas irmãs e se lembrar de Deus.

A tua ressurreição é o teu re-despertar. T.6.I.7:1.

Então, a iluminação ou a ressurreição é despertar do sonho e reconhecer a verdade que sempre tem sido e sempre será.

Muito simplesmente, a ressurreição é a superação ou domínio da morte. É um novo despertar ou um renascimento, uma mudança da mente a respeito do significado do mundo. MP.28.1:1-2.

A ressurreição é a negação da morte, sendo a afirmação da vida. Assim, todo o pensamento do mundo é inteiramente revertido. MP.28.2:1-2.

Dr. Wapnick nos lembra que as pessoas estavam atacando Jesus, humilhando-o, zombando dele, insultando-o e finalmente o mataram. Pecando contra ele, pareciam estar causando o seu sofrimento. O fato de Jesus não os atacar de volta, mas continuar amando-os e perdoando-os, foi a sua forma de dizer que o seu pecado contra ele não tinha qualquer efeito, portanto, eles não haviam pecado. Tinham apenas cometido um erro. Tinham meramente pedido ajuda. E foi assim que Jesus perdoou os nossos pecados, não apenas durante a sua vida, mas certamente em sua ressurreição.

A sua ressurreição dizia claramente que o pecado que o mundo havia cometido ao assassiná-lo não havia tido efeito. Ele ainda está conosco, portanto, eles não podiam tê-lo morto, o que significa que não pecaram. Apenas olharam para o seu ‘pecado’ de modo errado. Esse é o plano de perdão do Espírito Santo descrito pelo Curso. Você desfaz a causa mostrando que ela não teve efeito algum.

A coisa mais difícil em todo o mundo é responder ao ataque com perdão. No entanto, é essa a única coisa que Deus nos pede. E também a única coisa que Jesus nos pede. E, o que é bonito, ele não apenas nos deu o exemplo perfeito de como isso deve ser feito, mas permaneceu dentro de nós para ajudar-nos a fazer a mesma coisa.

Jesus viu o falso sem aceitá-lo como verdadeiro. ET.5.2:5. A mente do ego vê o falso e diz que é verdadeiro. Digamos que você se sinta insultado de alguma forma. O insulto não é verdade. Se você responder a isso como se fosse verdade, você o torna real. Você não pode então perdoar ou “ignorar” isso.

Não é possível respondermos assim aos ataques do mundo se não soubermos que há alguém dentro de nós que nos protege, nos ama e nos consola, pedindo que compartilhemos o seu amor com a pessoa que nos está atacando. Não podemos fazer isso sem a sua ajuda. E esse é o apelo que Jesus faz uma e outra vez em Um Curso em Milagres – que aceitemos a sua ajuda para perdoarmos.

Um Curso em Milagres se baseia na compreensão de que a ressurreição de Jesus, de fato, ocorreu. Estritamente falando, a ressurreição é apenas o despertar do sonho da morte. Portanto, só diz respeito à mente e não ao corpo.

Mas fiel ao seu uso da linguagem tradicional cristã, o Curso frequentemente emprega o termo ‘ressurreição’ da forma que corresponde à compreensão tradicional. Jesus disse: Não ensines que eu morri em vão. Ensina, em vez disso, que eu não morri, demonstrando que eu vivo em ti. (T-11.VI.7:3-4).

Ele diz a mesma coisa muitas vezes de modos diferentes. O ponto crucial que devemos compreender é que a morte não existe, porque se a morte é real, todas as formas de sofrimento são reais e Deus está morto. Além disso, se o pecado é real, significa que uma parte de Deus se separou de Deus, o que quer dizer que Deus não pode existir. Deus e Seu Filho não podem estar separados.

Esse é todo o significado da vida de Jesus, sua missão e sua função. Vencer a morte é mostrar que a morte não é real, que a sua causa aparente também não é real, portanto, nós nunca nos separamos de nosso Pai. Esse é o desfazer da separação, O Curso fala do Espírito Santo como o princípio da Expiação. No momento que a separação pareceu ocorrer, Deus colocou o Espírito Santo em nós, o que desfez a separação. Esse é o princípio, mas o princípio tinha que ser manifestado no mundo. E Jesus foi aquele que manifestou o princípio da Expiação através da sua própria vida, sua morte e sua ressurreição.

Quando você tiver despertado totalmente do sonho da morte e atingido a sua ressurreição: … A face de Cristo é vista em cada coisa viva e nada é mantido no escuro, à parte da luz e do perdão. MP.28.2:6.

E, uma vez que você tenha visto a face de Cristo: … Aqui termina o currículo. Daqui em diante, não há necessidade de orientações. A visão foi totalmente corrigida e todos os equívocos foram desfeitos. O ataque não tem significado e veio a paz. A meta do currículo foi conseguida. Os pensamentos voltam-se para o Céu e afastam-se do inferno. Todos os desejos são satisfeitos, pois o que permanece sem resposta ou incompleto? MP.28.3:1-7.

Quando Jesus disse: “Bem-aventurados os que não viram e ainda crêem”, ele quis dizer que aqueles que crêem na ressurreição de Cristo a verão. A ressurreição de Cristo é a destruição completa do ego pela sua Mente Crística, não por ataque, mas por transcendência. Cristo se eleva acima do ego e eleva a sua mente à consciência de sua Unicidade com Deus.

Virá o tempo quando cada mente aparentemente separada terá atingido a sua iluminação ou a sua ressurreição. Quando todos – não cada corpo – mas cada mente que sonhou milhares de vidas atingiu esse estado de despertar do sonho, que é a Segunda Vinda de Cristo.

Como o Curso ensina, o que é a Segunda Vinda?:

A Segunda Vinda é o único evento no tempo que o próprio tempo não pode afetar. Pois cada um daqueles que um dia veio para morrer, ou que ainda está por vir, ou que está presente agora, é igualmente liberado do que fez. Nesta igualdade, Cristo é restabelecido como uma só Identidade, na Qual os Filhos de Deus reconhecem que são um só. E Deus Pai sorri a Seu Filho, Sua única criação e Sua única alegria. LE.Título 9.página 473.4:1-4.

Como o Curso ensina, o que é o Julgamento Final?:

Quando toda a Filiação estiver pronta, então, Deus vai dar Seu Último Julgamento. Como Jesus informa a você: Esse é o Julgamento Final de Deus: “Tu ainda és o Meu Filho santo, para sempre inocente, para sempre amoroso e para sempre amado, tão ilimitado quanto o teu Criador, completamente imutável e para sempre puro. Portanto, desperta e volta para Mim. Sou o teu Pai e tu és o Meu Filho. LE.Título 10.página 479.5:1-2.

… Quando te percebes sem autoengano, aceitarás o mundo real no lugar do falso que fizeste. E então o teu Pai inclinar-Se-á para ti e dará o último passo por ti, elevando-te até Ele. T.11.VIII.15:4-5.

A aparição de Jesus depois da crucificação

Quando Jesus apareceu aos apóstolos em carne e osso depois da crucificação, ele simplesmente fez outro corpo para se comunicar com eles. Sua mente poderia fazer seu corpo aparecer ou desaparecer, como aconteceu no sepulcro.

Todas as imagens corporais são feitas pela mente. Essas imagens podem ser simbólicas da mente certa e do Espírito Santo, ou da mente errada e do ego.

A Mestre Pursah esclarece: “Embora alguns de nós [apóstolos] tendêssemos a ser um pouco mais intelectuais, as crenças da maioria dos primeiros seguidores era simples o suficiente. Nós já tínhamos visto Jesus depois da crucificação, e, já que não tínhamos compreendido a sua mensagem inteira, a opinião imprecisa e majoritária entre as seitas era que ele ia voltar para nós outra vez, como ele já tinha feito antes e trazer o Reino de Deus. Esperava-se que isso fosse acontecer muito rápido, não no futuro distante e não em nenhum outro lugar, mas exatamente ali.

Qualquer coisa que assuma uma forma precisa ser simbólica de alguma outra coisa. O Espírito Santo não cria formas; Ele realmente ama. É possível que o amor do Espírito Santo brilhe em seu universo e então receba uma forma específica da sua mente certa.

A própria forma é uma projeção da mente, mas o amor por trás dela é real. Isso explica as aparições de Maria, anjos e de todos os Mestres Ascensionados. Isso também explica como Jesus apareceu para os apóstolos depois da crucificação, há mais de 2.000 anos.

Nas aparições de Maria, que geralmente são mais detalhadas, se aconteceram diante de apenas alguns poucos indivíduos foi porque eles estavam bastante focalizados, ela parece a mesma porque a imagem é arquetípica – um conceito com o qual estamos familiarizado. O que acontece nessas aparições é que o amor do Espírito Santo é o conteúdo por trás da aparição. A mente, de um indivíduo ou de um grupo, dá forma a esse amor.

Nossas mentes estão prontas para experimentar o amor, então, o amor aparece para nós em uma forma que podemos aceitar e com a qual podemos nos relacionar em dado momento, assim como o amor está nos aparecendo agora na forma de corpos e vozes que podemos aceitar e com os quais podemos nos relacionar.

Os Mestres Ascensionados prosseguem ensinando que não é o cérebro que cria essas formas; é a mente inteira que cria as condições específicas. Existe apenas uma mente, então, nesse nível, seria literalmente impossível que cada coisa criada não seja um produto da única mente dividida.

O Mestre Arten explica a sua aparição e da Mestre Pursah ao Gary, para nossa compreensão: Enquanto nosso amor é real, nossos corpos são tão ilusórios quanto o seu – como figuras em um sonho. Quando nós dissemos a você em conversas anteriores que nós criamos esses corpos, estávamos nos referindo ao nosso amor. Isso também é o que Pursah quis dizer quando disse que Jesus criou outro corpo para se comunicar conosco depois da crucificação. Seu amor era o conteúdo genuíno por trás da forma ilusória, mas são as mentes que estão adormecidas e projetando, que criam todas as formas e dão a elas formato e detalhes.

O amor do Espírito Santo é real, mas a forma vem de nós.

Mensagem real da crucificação

Os Mestres então esclarecem, em diálogo com o autor, sobre a mensagem do ato da crucificação. Esse é um ritual estritamente romano. Ninguém mais o praticava.

Os escritores dos últimos Evangelhos quiseram culpar o sinédrio e os fariseus, que eles odiavam, pela morte de Jesus, descrevendo um julgamento durante a páscoa judaica.

Mas aqueles grupos não tomariam parte em quebrar uma lei judaica – a menos que quisessem incorrer no ódio de seu próprio povo por desobedecerem a Deus. Eles eram homens inteligentes. Eles não fariam algo estúpido assim – e o citado julgamento não teria atendido às orientações da nossa lei. Foi mais tarde que vocês tiveram as hostilidades específicas e tolas que levaram à narração errônea daquela parte da história no Novo Testamento.

Na época da crucificação, eram os romanos que exerciam todo o poder civil e, se havia uma coisa com a qual nosso povo concordava, era em seu desgosto em relação aos romanos. Com poucas exceções, não havia muitas pessoas enfileiradas escarnecendo de Jesus. Foram principalmente os romanos que o ridicularizaram. A maioria dos judeus ao longo do caminho apenas o viu como outro infortúnio do Império dos Gentios.

A próxima vez em que você pensar sobre as pessoas que supostamente mataram nosso Senhor, dê uma chance ao povo judeu. Nós éramos os objetos da crucificação, não os perpetradores dela.

Judas não sabia que Jesus iria terminar na cruz. Ele simplesmente cometeu um erro. Então, ele se sentiu extremamente culpado em relação a isso. Foi por isso que ele se enforcou. Perdoe-o. Jesus o perdoou, então você também pode fazê-lo.

E, enquanto estiver nisso, você também pode perdoar os romanos, que realmente mataram o corpo daquele que eles mais tarde chamariam de Senhor. Jesus pôde perdoá-los até mesmo enquanto eles estavam fazendo isso, porque ele sabia que o que ele realmente era nunca poderia ser morto.

A lei do perdão é essa:

O medo limita o mundo. O perdão o liberta. LE.332.Título.

Por que você acha que geração após geração daqueles que afirmam segui-lo sentem a necessidade de atribuir algum tipo de culpa por essa ação a pessoas a quem eles nem mesmo conhecem?

Antes da ceia, Judas estava bêbado e queria dinheiro para comprar mais vinho e para uma prostituta. Um oficial romano que o havia visto antes com Jesus o descobriu e pediu informações.

Você vê, Pôncio Pilatos estava procurando transformar alguém em exemplo como uma maneira de exercer autoridade durante a Páscoa judaica. Pilatos nunca lavou suas mãos em relação à coisa toda, ele queria que acontecesse.

Judas contou ao oficial onde Jesus e os apóstolos estariam naquela noite, em troca de dinheiro. Quantas tragédias em seu mundo são resultado de alguém fazendo algo enquanto está sob influência de álcool, que normalmente não faria?

Jesus diz:

A “punição” que se diz que eu invoquei para Judas é outro equívoco similar. Judas era meu irmão e um Filho de Deus, tão parte da Filiação quanto eu mesmo. Seria provável que eu o tivesse condenado quando estava pronto para demonstrar que a condenação é impossível? T.6.I.15:7-9.”

A Mestre Pursah então diz que a mensagem da crucificação tem sido interpretada pelo mundo como uma mensagem de sacrifício. Essa não é a lição que Jesus pretendia que fosse.

O Curso diz:

A crucificação não estabeleceu a Expiação, mas a ressurreição sim. Muitos cristãos sinceros compreenderam isto erradamente. Ninguém que esteja livre da crença na escassez [ego] poderia cometer este equívoco. Se a crucificação é vista de uma perspectiva invertida, parece que Deus permitiu e até mesmo encorajou um dos seus Filhos a sofrer porque era bom. Esta interpretação particularmente desafortunada, surgida da projeção, tem levado muitas pessoas a sentirem amargamente o medo de Deus. Tais conceitos antirreligiosos entram em muitas religiões. No entanto, o cristão real deveria fazer uma pausa e perguntar: «Como poderia ser assim?» É provável que o próprio Deus fosse capaz de um tipo de pensamento que as Suas Próprias palavras claramente declararam como indigno do Seu Filho? T.3.I.1:2-9.

Ela não tinha compreendido isso até depois de ele aparecer aos apóstolos e falar sobre sua lição [de Jesus] como sendo de ressurreição e não de crucificação.

Jesus disse que não havia morte e que o corpo não era nada. Alguns dos apóstolos e depois a igreja, confundiram a maneira da sua morte, que não importa, como um chamado para o sacrifício e o sofrimento por Deus. Isso estava errado.

Quando nós temos um problema, nós o atacamos. Nós temos uma guerra contra a pobreza, contra o câncer, contra as drogas e contra tudo – e nenhuma delas funciona. Até mesmo nossos esportes, da infância à maturidade, são lutas como as guerras.

Quando você pensa sobre isso, o roteiro do ego também explica porque as pessoas que estão em uma religião geralmente acreditam que ela exige sacrifício, ou sofrimento, para chegar a Deus. O cristianismo tem Jesus sofrendo e morrendo pelos pecados de todos. Entretanto, o sacrifício é um atributo do ego e não tem nada a ver com Deus. É por isso que Jesus realmente teria dito, como os Evangelhos descrevem, “E se vocês soubessem o que significa, ‘Eu desejo misericórdia, não sacrifício’, não teriam condenado os inocentes”. Mateus 12:7.”

Mestre Pursah continua: “Nós já dissemos que não é necessário que você repita o exemplo da crucificação. Lembrando-se disso, tudo o que você precisa fazer é entender a lição real dela e aplicá-la, através da sua atitude de perdão, ao seu próprio corpo e às circunstâncias da sua vida pessoal. Aqui está uma parte do que Jesus diz na seção intitulada A mensagem da crucificação T.6.I.Título.

Não caia na armadilha de pensar que você pode apenas rezar para Deus e tudo será como deve ser. Isso é um mito. Você nunca vai encontrar um exemplo mais impressionante de recusa de fazer concessões sobre a verdade.

A agressão, em última instância, só pode ser feita ao corpo. Não há muita dúvida de que um corpo pode agredir um outro e pode até mesmo destruí-lo. Mas, se a própria destruição é impossível, qualquer coisa que seja destrutível não pode ser real. Sua destruição, portanto, não justifica raiva. Na medida em que acreditas que justifica, estás aceitando falsas premissas e ensinando-as a outros. A mensagem que a crucificação pretendia ensinar era a de que não é necessário que se perceba nenhuma forma de agressão na perseguição, porque não podes ser perseguido. Se respondes com raiva, não podes deixar de estar te igualando ao que é destrutível e, portanto, considerando a ti mesmo de forma insana. T.6.I.4:1-7.”

Ele continua, dizendo, na mesma seção:

A mensagem da crucificação é perfeitamente clara: Ensina só amor, pois é isso o que tu és. T.6.I.13:1-2.

O autor do livro então afirma que onde Jesus fala sobre a mensagem real da crucificação – embora tenha parecido um ataque terrível – a crucificação realmente não era nada para ele, porque ele era tão totalmente identificado com o Amor invulnerável de Deus, o que ele sabia que realmente era, ao invés de com ilusões como o corpo.

O fato de a crucificação e o suposto sofrimento de Jesus na cruz pelos outros serem as ideias centrais do Cristianismo é apenas uma indicação do quanto a mensagem dele foi mal compreendida e distorcida.

O dogma religioso do ego não ajudou em nada. O sofrimento foi glorificado, pensamos mais na crucificação do que na ressurreição. Mas a crucificação sem a ressurreição é um símbolo vazio. A crucificação é o padrão energético do medo, a manifestação de um coração trancado. A ressurreição inverte este padrão mudando o pensamento do medo para o amor.”

A Professora do Curso Elizabeth A. Cronkhite afirma: “É hora de olhar para a crucificação de Jesus novamente. Até agora, este Curso enfatizou que não era uma forma de punição, mas que tem uma interpretação positiva que é totalmente benigna se você a compreender corretamente.

A crucificação de Jesus não foi nada mais do que um exemplo extremo, cujo valor está no tipo de ensino que facilita.

A verdadeira lição da crucificação de Jesus está na aparente intensidade de um ataque de outras pessoas a Ele. Você deve entender que o ataque é impossível se Jesus quiser servir de modelo para você.

O objetivo da crucificação de Jesus era mostrar a você que não há razão para perceber o ataque em um tratamento injusto porque você não pode ser tratado injustamente.”

Jesus no Curso diz:

Escolhi, para o teu bem e o meu, demonstrar que a agressão mais ultrajante segundo o julgamento do ego não importa. Segundo o julgamento do mundo sobre essas coisas, mas não segundo o conhecimento de Deus, eu fui traído, abandonado, espancado, rasgado e finalmente morto. Estava claro que isso somente aconteceu devido à projeção de outros sobre mim, já que eu não causei dano a ninguém e curei a muitos. T.6.I.9:1-3.

Jesus, no Livro de Exercícios, lição 135 (LE.135.Título.1:3) também diz: Se eu me defendo, sou atacado. Quem se defenderia, a menos que pensasse que foi atacado, que o ataque foi real e que a sua própria defesa poderia salvá-lo? E nisso está a loucura da defesa: dá plena realidade às ilusões e depois tenta lidar com elas como se fossem reais. Acrescenta ilusões às ilusões, assim fazendo com que a correção seja duplamente difícil…

O Mestre Arten então prossegue: “Não espere atingir o mesmo nível de não-sofrimento de realização que Jesus em seu primeiro ano fazendo o Curso. Esse é um ideal que apenas pode vir com uma grande quantidade de experiências. Sim, finalmente chegará o momento em que você nunca mais vai sofrer. Essa é uma das recompensas de longo prazo desse caminho espiritual. Mesmo enquanto você ainda parece estar em um corpo, é possível alcançar a invulnerabilidade psicológica.

Como o Curso diz:

A mente sem culpa não pode sofrer. T.5.V.5:1.

Mas é necessária a ilusão do tempo para que você aprenda as suas lições de perdão e atinja o seu objetivo.”

Jesus diz:

Tu não és perseguido e nem eu fui. Não te é pedido que repitas as minhas experiências porque o Espírito Santo, a Quem compartilhamos, faz com que isso seja desnecessário. Porém, para usares as minhas experiências construtivamente, ainda tens que seguir o meu exemplo na forma de percebê-las. Os meus irmãos e os teus estão constantemente engajados em justificar o injustificável. A minha única lição, que eu tenho que ensinar como aprendi, é que nenhuma percepção que esteja em desacordo com o julgamento do Espírito Santo pode ser justificada. Eu assumi mostrar que isso foi verdadeiro em um caso extremo, meramente porque dessa forma serviria como um bom recurso de ensino para aqueles cuja tentação de se entregar à raiva e à agressão não seria tão extrema. Minha vontade unida à de Deus é que nenhum de Seus Filhos sofra. T.6.I.11:1-7.

Quando alcançamos o que o Curso chama de mundo real, o tomador de decisões […a mente consciente…] escolhe o Espírito Santo de uma vez por todas e deixa de ser um tomador de decisões, porque o ego se afasta e desaparece. Nesse ponto, todos os Filhos de Deus aparentemente separados são um só. Todos os fragmentos aparentes são parte do todo e somos uma parte desse todo. Não é que os outros sejam parte de nós, como nossa identidade, mas que todos nós fazemos parte de um todo maior. E então não pode haver nenhuma experiência de perda.

Isso é basicamente o que Jesus ensinou na cruz: literalmente, nada aconteceu.

As pessoas que choraram a sua morte foram aquelas que se identificaram com seu corpo – uma coisa óbvia a se fazer – que sentiram que o seu amor era o que os salvaria. Então ele desapareceu, ele morreu e eles pensaram que o amor morria, que a salvação morria com ele.

No entanto, toda a mensagem que ele estava ensinando era que o amor que as pessoas sentiam nele era um reflexo do amor que havia nelas. Se eles pudessem realmente entender isso, perceberiam que eles e Jesus eram um só e o mesmo – eles compartilhavam o mesmo Eu amoroso, o que significa que não poderia haver experiência de perda.

Bibliografia da OREM3:

1) Livro “Um Curso em Milagres” – Livro Texto, Livro de Exercícios e Manual de Professores. Fundação para a Paz Interior. 2ª Edição –  copyright© 1994 da edição em língua portuguesa.

2) Artigo “Helen and Bill’s Joining: A Window Onto the Heart of A Course in Miracles” (tradução livre: A União de Helen e Bill: Uma Janela no Coração de Um Curso em Milagres”) – Robert Perry, site: https://circleofa.org/

3) E-book “What is A Course in Miracles” (tradução livre: O que é Um Curso em Milagres) – Robert Perry.

4) E-book “Autobiography – Helen Cohn Schucman, Ph.D.” – Foundation for Inner Peace (tradução livre: Autobiografia – Helen Cohn Schucman, Ph.D., Fundação para a Paz Interior).

5) Livro “Introdução Básica a Um Curso em Milagres”,  Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

6) Livro “O Desaparecimento do Universo”, Gary R. Renard.

7) Livro “Absence from Felicity: The Story of Helen Schucman and Her Scribing of A Course in Miracles” (tradução livre: “Ausência de Felicidade: A História de Helen Schucman e Sua Escriba de Um Curso em Milagres”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

8) Artigo “A Short History of the Editing and Publishing of A Course in Miracles” (tradução livre: Uma Breve História da Edição e Publicação de Um Curso em Milagres” – Joe R. Jesseph, Ph.D. http://www.miraclestudies.net/history.html

9) E-book “Study Guide for A Course in Miracles”, Foundation for Inner Peace (tradução livre: Guia de Estudo para Um Curso em Milagres, Fundação para a Paz Interior).

10) Artigo “The Course’s Use of Language” (tradução livre: “O Uso da Linguagem do Curso”), extraído do livro “The Message of A Course in Miracles” (tradução livre: “A Mensagem de Um Curso em Milagres”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

11) Artigo Who Am I? (tradução livre: Quem Sou Eu?) – Beverly Hutchinson McNeff – Site: https://www.miraclecenter.org/wp/who-am-i/

12) Artigo “Jesus: The Manifestation of the Holy Spirit – Excerpts from the Workshop held at the Foundation for A Course in Miracles – Temecula CA” (tradução livre: Jesus: A Manifestação do Espírito Santo – Trechos da Oficina realizada na Fundação para Um Curso em Milagres – Temecula CA) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

13) Livro “Quantum Questions” (tradução livre: “Questões Quânticas”) – Ken Wilburn

14) Livro “Um Retorno ao Amor” – Marianne Williamson.

15) Glossário do site Foundation for A Course in Miracles (tradução livre: Fundação para Um Curso em Milagres), do Dr. Kenneth Wapnick, https://facim.org/glossary/

16) Livro “The Message of A Course in Miracles – A translation of the Text in plain language” – Elizabeth A. Cronkhite

17) Livro Um Curso em Milagres – Esclarecimento de Termos.

18) Artigo “The Metaphysics of Separation and Forgiveness” (tradução livre: “A Metafísica da Separação e do Perdão”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

19) Livro “Os Ensinamentos Místicos de Jesus” – Compilado por David Hoffmeister – 2016 Living Miracles Publications.

20) Livro “Suplementos de Um Curso em Milagres UCEM – A Canção da Oração” – Helen Schucman – Fundação para a Paz Interior.

Imagem joshua-earle-9idqIGrLuTE-unsplash.jpg

Um milagre é uma correção. Ele não cria e realmente não muda nada. Apenas olha para a devastação e lembra à mente que o que ela vê é falso. Desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem superar a função do perdão. Assim, permanece nos limites do tempo. LE.II.13

Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso está a paz de Deus.
T.In.2:2-4

Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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