…continuação da Parte I…

Dando continuidade à transcrição de trechos do artigo “Levels of Mind: Looking at the ‘Layers’ of Mind that form Perception” (“Níveis da Mente: Olhando para as ‘Camadas’ da Mente que formam a Percepção”), do professor David Hoffmeister.

O artigo completo poderá ser acessado através do site Teacher of Teachers’ https://miracleshome.org/publications/levelsofmind.htm.

Crença

“A crença produz a aceitação da existência. É por isso que tu podes acreditar em algo que ninguém mais pensa que é verdadeiro. (T-1.VI.4:4-5)

Mas embora possas perceber associações falsas, jamais podes fazer com que sejam reais exceto para ti mesmo. Tu acreditas no que fazes. Se ofereces milagres serás igualmente forte na tua crença neles. (T-1.VII.3:7-9)

O que acreditas é verdadeiro para ti. (T-2.VII.5:5)

Cada Sistema de pensamento tem que ter um ponto de partida. Começa com um ato de fazer ou de criar, uma diferença que nós já discutimos. A semelhança entre eles está no seu poder como fundamentos. A sua diferença está no que se baseia neles. Ambos são pedras angulares para os sistemas de crença pelos quais se vive. (T-3.VII.1:1-5)

Comer do fruto da árvore do conhecimento é uma expressão simbólica para a usurpação da capacidade de se autocriar. Esse é o único sentido no qual Deus e as Suas criações não são co-criadores. A crença em que o sejam está implícita no ‘autoconceito’, ou na tendência do ser de fazer uma imagem de si mesmo. Imagens são percebidas, não conhecidas. O conhecimento não pode enganar, mas a percepção sim. Tu podes te perceber como se estivesses criando a ti mesmo, porém não podes fazer mais do que acreditar nisso. Não podes fazer com que isso seja verdadeiro. E, como disse antes, quando finalmente percebes corretamente, só podes te contentar em não poder. Até então, todavia, a crença em que podes é a pedra fundamental do teu sistema de pensamento e todas as tuas defesas são usadas para atacar as ideias que possam trazê-la à luz. Tu ainda acreditas que és uma imagem da tua própria feiura. Tua mente está dividida em relação ao Espírito Santo nesse ponto e não há nenhuma resolução enquanto tu acreditares na única coisa que é literalmente inconcebível. É por essa razão que não podes criar e estás com muito medo em relação ao que fazes. (T-3.VII.4:1-12)

A mente pode fazer com que a crença na separação seja muito real e muito amedrontadora e essa crença é o ‘diabo’. É poderosa, ativa, destrutiva e está em clara oposição a Deus, porque literalmente nega a Sua Paternidade. Olha para a tua vida e vê o que o diabo tem feito. Mas reconhece que esse feito certamente será dissolvido à luz da verdade, porque o seu fundamento é uma mentira. (T-3.VII.5:1-4)

A questão não está em como respondes ao ego, mas no que acreditas que és. A crença é uma função do ego e na medida em que a tua origem está aberta à crença, tu a estás considerando do ponto de vista do ego. Quando o ensino não for mais necessário, meramente conhecerás a Deus. Acreditar que existe uma outra forma de perceber é a ideia mais elevada de que o pensamento do ego é capaz. Isso porque ela contém um sinal do reconhecimento de que o ego não é o Ser. (T-4-II.4:7-11)

O ego acredita estar completamente sozinho, o que é apenas uma outra forma de descrever como ele pensa que se originou. Esse é um estado tão amedrontador que ele só pode voltar-se para outros egos e tentar unir-se a eles em uma frágil tentativa de identificação ou atacá-los, em uma demonstração igualmente frágil de força. Não está livre, porém, para abrir a premissa ao questionamento, porque a premissa é o seu fundamento. O ego é a crença da mente em estar completamente sozinha. As tentativas sem fim do ego para ganhar o reconhecimento do espírito e assim estabelecer a própria existência são inúteis. O espírito no seu conhecimento não está ciente do ego. Ele não o ataca, simplesmente não pode concebê-lo de forma alguma. Embora o ego, do mesmo modo, não esteja ciente do espírito, de fato percebe a si mesmo como se estivesse sendo rejeitado por algo maior do que ele. (T-4.II.8:1-8)

O poder de nossa motivação conjunta está além da crença, mas não além da realização. O que nós podemos realizar juntos não tem limites, pois o Chamado Daquele que fala por Deus é o chamado ao ilimitado. Criança de Deus, minha mensagem é para ti, para que a ouças e a transmitas aos outros à medida em que respondes ao Espírito Santo dentro de ti. (T-5.II.12:4-6)

Tens acreditado que estás sem o Reino, tendo portanto te excluído dele na tua crença. Por conseguinte, é essencial ensinar-te que não há dúvida quanto à tua inclusão e que a crença segundo a qual não estás incluído é a única coisa que tens que excluir. (T-6.V.C.6:4-5)

Altares são crenças, mas Deus e as Suas criações estão além da crença porque estão além do questionamento. A Voz por Deus só fala em favor da crença que está além do questionamento, que é a preparação para ser sem questionamento. Enquanto a crença em Deus e em Seu Reino for assaltada por quaisquer dúvidas em tua mente, a Sua realização perfeita não é evidente para ti. (T-6.V.C.7:2-4)

A crença não requer vigilância a não ser que seja conflitada. Se é, existem componentes conflitantes dentro dela que conduziram a um estado de guerra e a vigilância, então, veio a ser essencial. A vigilância não tem lugar na paz. Ela é necessária contra crenças que não são verdadeiras e nunca o Espírito Santo teria apelado para isso, se não tivesses acreditado no que não é verdadeiro. Quando acreditas em alguma coisa, fazes com que seja verdadeira para ti. Quando acreditas no que Deus não conhece, o teu pensamento parece contradizer o Seu e isso faz com que pareça que O estás atacando. (T-7.VI.7:3-8)

O Espírito Santo vai ensinar-te a perceber o que está além da tua crença porque a verdade está além da crença e a Sua percepção é verdadeira. O ego pode ser completamente esquecido a qualquer momento porque é uma crença totalmente inacreditável e ninguém pode manter uma crença que tenha julgado inacreditável. Quanto mais aprendes sobre o ego, mais reconheces que não se pode acreditar nele. Aquilo em que não se pode crer não pode ser compreendido porque é inacreditável. A falta de significado da percepção baseada no inacreditável é evidente, mas pode não ser reconhecida como estando além da crença, pois é feita pela crença. (T-7.VIII.6:1-5)

Não podes avaliar um sistema insano de crenças estando dentro dele. Seu escopo exclui isso. Só podes ir além dele, olhar em retrospectiva de um ponto onde a sanidade exista e ver o contraste. Só através desse contraste é que a insanidade pode ser julgada como insana. (T-9.VII.6:1-4)

Se os teus pensamentos viessem inteiramente de ti, o sistema de pensamento que fizeste seria para sempre escuro. Os pensamentos que a mente do Filho de Deus projeta ou estende têm todo o poder que ele lhes confere. Os pensamentos que ele compartilha com Deus estão além da sua crença, mas aqueles que ele fez são a sua crença. E são eles e não a verdade, que ele tem escolhido defender e amar. Eles não lhe serão tirados. Mas ele pode desistir desses pensamentos, pois a Fonte para desfazê-los está nele. (T-14.I.3:2-7)

O Espírito Santo julga contra a realidade do sistema de pensamento do ego meramente porque Ele sabe que o seu fundamento não é verdadeiro. Portanto, nada que surja a partir dele significa coisa alguma. Ele julga cada uma das crenças que manténs em termos da origem que ela tem. Se vem de Deus, Ele sabe que é verdadeira. Se não vem, Ele sabe que é sem significado. (T-9.VII.7.6-10)

Toda ideia tem um propósito e o seu propósito é sempre o resultado natural do que ela é. Tudo o que brota do ego é resultado natural da sua crença central e o modo de desfazer esses resultados está simplesmente em reconhecer que a sua fonte não é natural, estando em desacordo com a tua verdadeira natureza. Eu disse anteriormente que exercer uma vontade contrária à de Deus é apenas a projeção de um desejo e não uma disposição real da vontade. A Sua Vontade é uma só, porque a extensão da Sua Vontade não pode deixar de ser como ela mesma. O conflito real que tu vivencias, então, se dá entre os vãos desejos do ego e a Vontade de Deus, que tu compartilhas. É possível que esse conflito seja real? (T-11.V.5:1-6)

O teu Ser ainda está em paz, muito embora a tua mente esteja em conflito. Tu ainda não voltaste atrás o suficiente e é por isso que ficas tão assustado. À medida que te aproximas do Começo, sentes o medo da destruição do teu sistema de pensamento sobre ti, como se fosse o medo da morte. Não existe morte, mas existe uma crença na morte. (T-3.VII.5:8-11)

Não permitas que tu mesmo sofras os resultados imaginários do que não é verdadeiro. Liberta a tua mente da crença segundo a qual isso é possível. Na completa impossibilidade disso está a tua única esperança de liberação. (T-8.VII.16:1-3)

Aprender esse curso requer disponibilidade para questionar todos os valores que manténs. Nenhum pode ser mantido oculto e obscuro sem pôr em risco o teu aprendizado. Nenhuma crença é neutra. Todas têm o poder de ditar cada decisão que tomas. Pois uma decisão é uma conclusão baseada em todas as coisas nas quais acreditas. É o resultado da tua crença e decorre dela com tanta certeza quanto o sofrimento se segue à culpa e a liberdade à impecabilidade. Não há substitutos para a paz. O que Deus cria não tem alternativa. A verdade surge do que Ele conhece. E as tuas decisões vêm das tuas crenças com tanta certeza quanto toda a criação surgiu na Sua Mente devido ao que Ele conhece. (T-24.in.2:1-10)

A procura da verdade não é senão procurar honestamente tudo o que interfere com a verdade. A verdade é. Não pode ser perdida, nem buscada, nem achada. Ela está presente, onde quer que estejas, estando dentro de ti. Entretanto, ela pode ser ou não reconhecida, pode ser falsa ou real para ti. Se a escondes, ela vem a ser irreal para ti, porque tu a escondeste e a cercaste de medo. Sob cada pedra angular de medo sobre a qual montaste o teu sistema de crenças insano, a verdade está escondida. Porém, não podes ter conhecimento disso, pois ao esconderes a verdade no medo, não vês razão para acreditar que, quanto mais olhares para o medo, menos o verás e mais claro se tomará o que ele oculta. (T-14.VII.23:1-8)

Nossa ênfase tem sido colocada em trazer o que é indesejável para o desejável, o que tu não queres para o que queres. Vais reconhecer que a salvação terá que vir a ti deste modo, se considerares o que é a dissociação. Dissociação é um processo distorcido de pensamento pelo qual dois sistemas de crenças que não podem coexistir são mantidos. Se são reunidos, a aceitação dos dois conjuntamente é impossível. Mas se um deles é mantido longe do outro nas trevas, a sua separação parece manter ambos vivos e iguais em sua realidade. A sua união vem a ser, assim, a fonte do medo, pois se eles se encontram, é preciso retirar a aceitação de um dos dois. Não podes ter ambos, pois um nega o outro. Mantidos à parte esse fato não é visto, pois pode-se dotar cada um com uma crença sólida se estão em locais separados. Reúna-os e o fato da sua completa incompatibilidade fica instantaneamente evidente. Um deles irá embora porque o outro está sendo visto no mesmo lugar. (T-14.VII.4:1-10)

A luz não pode entrar nas trevas quando a mente acredita nas trevas e não deixa que ela se vá. (T-14.VII.5:1)

A percepção é uma escolha e não um fato. Mas dessa escolha depende muito mais do que podes reconhecer por enquanto. Pois da voz que escolhes ouvir e do que escolhes ver depende inteiramente tudo o que acreditas que és. A percepção é uma testemunha apenas disso e nunca da realidade. (T-21.V.1:7-10)

Fé, percepção e crença podem ser mal colocadas e servir às necessidades do grande impostor tão bem quanto servem à verdade. Mas a razão não tem qualquer lugar na loucura e nem pode ser ajustada para se adequar aos seus fins. A fé e a crença são fortes na loucura, guiando a percepção na direção daquilo que a mente valorizou. Mas a razão não entra nisso de modo algum. Pois a percepção ruiria imediatamente se a razão fosse aplicada. Não há razão na insanidade, pois ela depende inteiramente da ausência de razão. O ego nunca a usa, porque não reconhece que ela exista. (T-21.V.8:1-7)

Toda a continuidade do ego depende da sua crença segundo a qual tu não podes aprender esse curso. Compartilha essa crença e a razão será incapaz de ver os teus erros e abrir caminho para a sua correção. Pois a razão vê através dos erros, dizendo-te que o que pensavas que era real não é. A razão pode ver a diferença entre pecado e equívocos, porque ela quer a correção. Por conseguinte, te diz que o que pensavas que era incorrigível pode ser corrigido e, portanto, não pode deixar de ter sido um erro. A oposição do ego à correção conduz à sua crença fixa no pecado e a não considerar erros. Ao olhar, ele não acha nada que possa ser corrigido. Assim o ego leva à perdição e a razão salva. (T-22.III.2:1-8)

A razão não é salvação em si mesma, mas abre caminho para a paz e te traz a um estado mental no qual a salvação pode ser dada a ti. (T-22.III.3:1)

O uso útil da crença

Esse curso é perfeitamente claro. Se não o vês com clareza, é porque estás interpretando contra ele e, portanto, não acreditas nele. E uma vez que a crença determina a percepção, não percebes o que ele significa e, portanto, não o aceitas. Entretanto, experiências diferentes conduzem a crenças diferentes, e estas conduzem a percepções diferentes. Pois as percepções são aprendidas através das crenças e a experiência, de fato, ensina. Eu estou conduzindo-te a um novo tipo de experiência, que estarás cada vez menos disposto a negar. Aprender sobre Cristo é fácil, pois perceber com Ele não envolve tensão nenhuma. As Suas percepções são a tua consciência natural, e são apenas as distorções que introduzes que te cansam. Deixa que o Cristo em ti interprete por ti e não tentes limitar o que vês pelas pequenas e estreitas crenças indignas do Filho de Deus. (T-11.VI.3:1-9)

E a fé pode ser recompensada em termos da crença na qual foi depositada. A fé faz o poder da crença e a recompensa que ela te dá é determinada por onde a investes. Pois a fé sempre é dada àquilo que se considera um tesouro e o que é um tesouro para ti te é devolvido. (T-13.IX.2:4-6)

O mundo só pode te dar o que deste a ele, pois nada sendo além da tua própria projeção, não tem significado à parte do que achaste nele e de onde depositaste a tua fé. Sê fiel à escuridão e não verás, porque a tua fé será recompensada assim como a deste. (T-13.IX.3:1-2)

Como tu, a minha fé e a minha crença estão centradas naquilo que é o meu tesouro. A diferença está em que eu amo somente o que Deus ama comigo e por causa disso, eu te valorizo além do valor que estabeleceste para ti mesmo; eu te valorizo com o mesmo valor que Deus colocou em ti. Eu amo tudo o que Ele criou e ofereço a isso toda a minha fé e toda a minha crença. Minha fé em ti é tão forte quanto todo o amor que eu dou ao meu Pai. Minha confiança em ti é sem limites e sem medo de que não vás me ouvir. (T-13.X.13:1-5)

Exemplos de crenças “específicas”

…a crença em que a escuridão possa ocultar. (T-1.I.22:1)

…a crença na ‘escassez’ da qual só o erro pode proceder. (T-1.IX.3:3)

…a crença na privação… (T-1.V.4:8)

…a crença em que o erro possa ferir-te. (T-2.II.2:2)

…a crença em espaço e tempo… (T-2.II.4:4)

…a crença nas diferenças. (T-22.in.4:2)

…a crença distorcida segundo a qual o corpo pode ser usado como um meio para se atingir a ‘expiação’. (T-2.III.1:4)

…a crença em que o que está fora de lugar em um nível pode afetar de maneira adversa um outro. (T-2.IV.2:2)

…a crença em que milagres são assustadores. (T-2.IV.4:10)

…a crença em que libertação é aprisionamento. (T-2.V.1:2)

…a crença na vista física. (T-2.V.7:1)

…a crença na superioridade e na inferioridade. (T-4.I.7:3)

…a crença no inferno… (T-15.I.4:1)

…a crença em que Deus rejeitou Adão e o forçou a deixar o Jardim do Éden. (T-3.I.3:9)

Quando te falta confiança no que uma outra pessoa vai fazer, tu estás atestando a tua crença segundo a qual ela não está em sua mente certa. (T-3.II.3:1)

A percepção, por outro lado, é impossível sem uma crença em ‘mais’ e ‘menos’. Em todos os níveis envolve seletividade. (T-3.V.7:5-6)

O pensamento não-natural será sempre acompanhado pela culpa porque é uma crença no pecado. (T-5.V.4:9)

Já foi dito que acreditas que não podes controlar o medo porque tu mesmo o fizeste e a tua crença nele parece deixa-lo fora do teu controle. (T-2.VII.4:1)

Todas as pessoas que acreditam na separação têm um medo básico de retaliação e abandono. Acreditam em ataque e rejeição de modo que é isso que percebem, ensinam e aprendem. (T-6.V.B.1:1-2)

A enfermidade física representa uma crença na mágica. (T-2.IV.2:7)

Não existe morte, mas existe uma crença na morte. (T-3.VII.5:11)

É necessário repetir que a tua crença na escuridão e em esconder-te é a razão pela qual a luz não pode entrar. (T-4.III.5:2)

Qualquer divisão na mente envolve necessariamente a rejeição de alguma parte dela e essa é a crença na separação. (T-6.II.1:1)

Acreditar que existe uma outra forma de perceber é a ideia mais elevada de que o pensamento do ego é capaz. Isso porque ela contém um sinal do reconhecimento de que o ego não é o Ser. (T-4.II.4:10-11)

Mas a crença na culpa necessariamente leva à crença no inferno e sempre o faz. (T-15.I.6:5)

O medo de Deus e do teu irmão vem de cada crença não reconhecida no especialismo. Pois tu exiges que o teu irmão se curve a ele contra a sua vontade. (T-24.I.8:1-2)

Desejo

A vontade livre tem que conduzir à liberdade. O julgamento sempre aprisiona, porque separa segmentos da realidade pelas escalas instáveis do desejo. Desejos não são fatos. Desejar é inferir que o exercício da vontade não é suficiente. No entanto, ninguém em sua mente certa acredita que o que é desejo é tão real quanto aquilo que a vontade determina. (T-3.VII.11:3-7)

Desejar totalmente é criar e criar não pode ser difícil se o próprio Deus te criou como um criador. (T-6.V.B.8:8)

Tu vais lembrar-te de tudo no instante em que desejares totalmente, pois se desejar totalmente é criar, o exercício da tua vontade terá afastado para longe a separação e ao mesmo tempo terá feito a tua mente retornar para o teu Criador e as tuas criações. Conhecendo-as, não sentirás desejo de dormir, mas apenas desejo de estar desperto e ser contente. Os sonhos serão impossíveis, porque só vais querer a verdade e sendo afinal a tua vontade, ela será tua. (T-10.I.4:1-3)

Todavia, a memória de Deus não pode brilhar na mente que a obliterou e quer mantê-la assim. Pois a memória de Deus só pode nascer na mente que escolhe lembrar e que abandonou o desejo insano de controlar a realidade. (T-12.VIII.5:2-3)

A tua prática, portanto, tem que basear-se na tua disponibilidade para permitir que toda a pequenez se vá. O instante em que a magnitude irá despontar sobre ti está tão distante quanto o teu desejo por ela. Na medida em que não a desejas, e em vez dela aprecias a pequenez, nessa medida ela está distante de ti. Na medida em que a quiseres, tu a trarás para mais perto. (T-15.IV.2:1-4)

A disposição de comunicar-se atrai a si a comunicação e supera completamente a solidão. Existe perdão completo aqui, pois não existe nenhum desejo de excluir ninguém da tua completeza, reconhecendo repentinamente o valor da perda de cada um nela. Na proteção da tua integridade, todos são convidados e bem-vindos. (T-15.VII.14:5-7)

Ouve-O com contentamento e aprende com Ele que não tens qualquer necessidade de relacionamentos especiais. Apenas buscas neles aquilo que  jogaste fora. E através deles nunca aprenderás o valor do que deixaste de lado, mas ainda desejas com todo o teu coração. Vamos nos unir para fazer do instante santo tudo o que existe, desejando que ele seja tudo o que existe. (T-15.VIII.2:1-4)

Aceitaste a Deus. A santidade do teu relacionamento está estabelecida no Céu. Não compreendes o que aceitaste, mas lembra-te de que a tua compreensão não é necessária. Tudo o que foi necessário foi simplesmente o desejo de compreender. Esse desejo era o desejo de ser santo. A Vontade de Deus te foi concedida. Pois desejas a única coisa que sempre tiveste ou sempre foste. (T-18.III.4:9-15)

Cada instante que passamos juntos vai te ensinar que essa meta é possível e fortalecerá o teu desejo de alcançá-la. E no teu desejo está a sua realização. O teu desejo está agora em completo acordo com todo o poder da Vontade do Espírito Santo. Nenhum dos pequenos passos em falso que possas dar é capaz de separar o teu desejo da Sua Vontade e da Sua força. Eu seguro a tua mão com tanta segurança quanto tu concordaste em tomar a mão do teu irmão. Vós não vos separareis, pois eu estou convosco e caminho convosco em vosso progresso rumo à verdade. (T-18.III.5:1-6)

Nós nos tomamos íntegros no nosso desejo de tornar íntegro. Não permitas que o tempo te preocupe, pois todo o medo que tu e teu irmão experimentam é realmente passado. O tempo foi reajustado para nos ajudar a fazer juntos aquilo que os vossos passados separados impediriam. Vós ultrapassastes o medo, pois duas mentes não se podem unir no desejo do amor sem que o amor se una a elas. (T-18.III.7:4-7)

Não há no Céu nem uma única luz que não vá convosco. Nem um único Raio que brilhe para sempre na Mente de Deus deixa de vos iluminar. O Céu está unido a vós no vosso avanço rumo ao Céu. Quando grandes luzes tais como estas estão unidas a vós para dar à pequena centelha do vosso desejo o poder do próprio Deus, será possível permanecerdes nas trevas? Tu e o teu irmão estão voltando ao lar juntos, após uma longa jornada sem significado que empreenderam um à parte do outro e que não levou à lugar nenhum. Tu achaste o teu irmão e vós iluminareis o caminho um para o outro. (T-18.III.8:1-6)

O instante santo é o resultado da tua determinação de ser santo. É a resposta. O desejo e a disponibilidade para permitir que ele venha precedem a sua vinda. Preparas a tua mente para ele apenas na medida em que reconheces que o queres acima de todas as outras coisas. Não é necessário fazer mais; na verdade, é necessário que reconheças que não podes fazer mais. (T-18.IV.1:1-5)

Eu desejo esse instante santo para mim, para que eu possa compartilhá-lo com o meu irmão, a quem eu amo. Não me é possível tê-lo sem ele e nem ele sem mim. (T-18.V.7:3-4)

O desejo de ficar livre da paz e expulsar o Espírito Santo de ti se apaga na presença do quieto reconhecimento de que tu O amas. (T-19.IV.D.5:3)

O que se vê se adapta ao que se deseja, pois a vista sempre é secundária ao desejo. E se vês o corpo, escolheste o julgamento e não a visão. Pois a visão, como os relacionamentos, não tem nenhuma ordem. Vês ou não vês. (T-20.VII.5:6-9)

Aquele que vê o corpo de um irmão fez um julgamento sobre ele e não o vê. Ele não o vê realmente como um pecador, ele não o vê de jeito nenhum. (T-20.VII.6:1-2)

A verdade te é restituída através do teu desejo, assim como foi perdida para ti através do teu desejo por uma outra coisa. Abre o lugar santo que fechaste por valorizar essa ‘outra coisa’ e aquilo que nunca foi perdido retornará em quietude. Foi guardado para ti. A visão não seria necessária se o julgamento não tivesse sido feito. Deseja agora que ele seja desfeito totalmente e isso será feito para ti. (T-20.VIII.1:2-6)

A impecabilidade do teu irmão te é dada em luz brilhante, para ser contemplada com a visão do Espírito Santo e para que tu te regozijes nela junto com Ele. Pois a paz virá a todos os que pedem por ela com desejo real e sinceridade de propósito, propósito esse que é compartilhado com o Espírito Santo e uno com Ele no que é a salvação. Assim sendo, que estejas disposto a ver o teu irmão sem pecado, para que Cristo possa se erguer diante da tua visão e te dar alegria. E não deposites nenhum valor no corpo do teu irmão que o prende a ilusões do que ele é. (T-20.VIII.3:1-4)

A fé e o desejo caminham de mãos dadas, pois todas as pessoas acreditam naquilo que querem. (T-21.II.8:6)

Nós já dissemos que o ego faz de conta que a fantasia é real pois essa é a forma como ele lida com aquilo que quer para fazer com que seja assim. Não há melhor demonstração do poder do querer e, portanto, da fé para fazer com que suas metas pareçam reais e possíveis. A fé no irreal conduz a ajustes da realidade de forma a fazê-la adequar-se à meta da loucura. A meta do pecado induz à percepção de um mundo amedrontador para justificar seu propósito. O que desejas, tu verás. (T-21.II.9:1-5)

Tu fizeste a percepção de tal modo que possas escolher entre os teus irmãos e buscar o pecado com eles. O Espírito Santo vê a percepção como um meio de te ensinar que a visão de um relacionamento santo é tudo o que queres ver. Então, darás a tua fé à santidade, desejando-a e acreditando nela devido ao teu desejo. (T-21.III.6:5-7)

A fé e a crença passam a ser ligadas à visão, assim como todos os meios que alguma vez serviram ao pecado são agora re-dirigidos para a santidade. (T-21.III.7:1)

Aqueles que querem libertar os seus irmãos do corpo não podem ter medo. Eles renunciaram ao meio para o pecado, escolhendo permitir que todas as limitações sejam removidas. Como desejam contemplar os seus irmãos em santidade, o poder da sua crença e fé vê muito além do corpo, dando apoio à visão e não obstruindo-a. Mas, em primeiro lugar, eles escolheram reconhecer o quanto a sua fé limitava sua compreensão do mundo, desejando colocar o poder dessa fé em outro lugar, caso lhe fosse dado um outro ponto de vista. Os milagres que se seguem a essa decisão também nascem da fé. Pois a visão é dada a todos aqueles que escolhem olhar para longe do pecado e eles são conduzidos à santidade. (T-21.III.8:1-6)

Não se zomba de Deus; nem tampouco Seu Filho pode ser aprisionado a não ser pelo seu próprio desejo. E é pelo seu próprio desejo que ele é liberto. Tal é a sua força e não a sua fraqueza. Ele está à mercê de si mesmo. (T-21.VI.11:5-8)

Desejo um mundo que eu governe ao invés de um mundo que me governe? Desejo um mundo no qual eu tenha poder ao invés de ser impotente? Desejo um mundo no qual não tenho inimigos e não posso pecar? E quero eu ver aquilo que neguei porque é a verdade? (T-21.VII.5:11-14)

Podes já ter respondido às primeiras três questões, mas ainda não à última. Pois essa ainda parece amedrontadora e distinta das outras. No entanto, a razão te asseguraria que todas elas são a mesma. Nós dissemos que esse ano enfatizaria a igualdade das coisas que são a mesma. Essa questão final, que é de fato a última pela qual tens que te decidir, ainda parece conter uma ameaça que as outras já não te trazem. E essa diferença imaginada testemunha o fato de que tu acreditas que a verdade pode ser o inimigo que ainda podes achar. (T-21.VII.6:1-6)

Por que a questão final é tão importante? A razão te dirá porquê. Ela é a mesma que as outras três, exceto no que diz respeito ao tempo. As outras são decisões que podem ser tomadas e então desfeitas e refeitas outra vez. Mas a verdade é constante e implica um estado no qual as vacilações são impossíveis. Podes desejar um mundo que governes e que não te governe e depois mudar a tua mente. Podes desejar trocar a tua impotência por poder e perder esse desejo, assim que um pequeno lampejo de pecado te atrair. E podes querer ver um mundo sem pecado e permitir que um “inimigo” te tente a usar os olhos do corpo e mudar o que desejas. (T-21.VII.10:1-8)

Em conteúdo, todas as questões são a mesma. Pois cada uma pergunta se estás disposto a trocar o mundo do pecado pelo que o Espírito Santo vê, já que é isso o que o mundo do pecado nega. E, portanto, aqueles que olham para o pecado estão vendo a negação do mundo real. Apesar disso, a última questão acrescenta o desejo por constância ao teu desejo de ver o mundo real, de tal modo que esse desejo vem a ser o único que tens. Respondendo ‘sim’ à questão final, acrescentas sinceridade às decisões que já tomaste em relação a todo o resto. Pois somente então terás renunciado à opção de mais uma vez mudares de ideia. Quando isso for o que não queres, o resto terá sido totalmente respondido. (T-21.VII.11:1-7)

O poder do desejo do Filho de Deus permanece sendo a prova de que ele está errado quando se vê como impotente. Deseja o que queres e o contemplarás e pensarás que é real. Todo pensamento tem apenas o poder de liberar ou matar. E nenhum pensamento pode deixar a mente do pensador ou deixar de afetá-lo. (T-21.VII.13:5-8)

A constância da alegria é uma condição bastante alheia à tua compreensão. Entretanto, se apenas pudesses imaginar o que ela não pode deixar de ser, tu a desejarias mesmo sem compreendê-la. A constância da felicidade não tem exceções, não muda de forma alguma. É inabalável como o Amor de Deus pela Sua criação. Segura em sua visão assim como o seu Criador no que Ela conhece, a felicidade olha para todas as coisas e vê que são a mesma. Ela não vê o efêmero, pois deseja que todas as coisas sejam como ela própria e as vê assim. Nada tem o poder de confundir sua constância, porque o seu próprio desejo não pode ser abalado. Ela vem com toda certeza àqueles que vêem que a questão final é necessária para o resto, assim como a paz não pode deixar de vir àqueles que escolhem curar e não julgar. (T-21.VIII.2:1-8)

A razão te dirá que não podes pedir felicidade de maneira inconstante. Pois se recebes o que desejas e se a felicidade é constante, então só precisas pedir felicidade uma única vez para tê-la sempre. E se não a tens sempre, sendo ela o que é, não a pediste. Pois ninguém falha em pedir o que deseja a qualquer coisa que ele acredite que possa oferecer alguma promessa de poder dar-lhe o que quer. Ele pode estar errado quanto ao que pede, aonde e a quê. Entretanto, ele pedirá porque o desejo é uma solicitação, um pedido feito por alguém a quem o próprio Deus jamais falhará em responder. Deus já deu tudo o que ele realmente quer. Contudo, aquilo do qual ele está incerto, Deus não pode dar. Pois ele não o deseja enquanto permanece incerto e a dádiva de Deus não pode deixar de ser incompleta a menos que seja recebida. (T-21.VIII.3:1-9)

O que é o instante santo senão o apelo de Deus para que reconheças o que Ele te deu? Aqui está o grande apelo à razão, a consciência do que está sempre presente para ser visto, a felicidade que poderia ser sempre tua. Aqui está a paz constante que poderias experimentar para sempre. Aqui o que a negação negou te é revelado. Pois aqui, a questão final já está respondida e o que pedes já foi dado. Aqui está o futuro agora, pois o tempo é impotente devido ao teu desejo por algo que nunca vai mudar. Isso é assim pois pediste que nada se interponha entre a santidade do teu relacionamento e a tua consciência dessa santidade. (T-21.VIII.5:1-7)

Além do corpo que interpuseste entre tu e o teu irmão e brilhando na luz dourada que o alcança a partir do radiante círculo infinito que se estende para sempre, está o teu relacionamento santo, amado pelo próprio Deus. Como repousa em calma no tempo e ainda assim além, imortal mesmo na terra. Como é grande o poder que está nele! O tempo espera pela sua vontade e a terra será como ele quiser que seja. Aqui não há nenhuma vontade separada nem o desejo de que coisa alguma seja separada. A vontade do teu relacionamento santo não tem exceções e aquilo que ela determina é verdadeiro. Toda ilusão trazida ao perdão do teu relacionamento gentilmente deixa de ser vista e desaparece. Pois no centro dele, Cristo renasceu para iluminar o Seu próprio lar com a visão que não vê o mundo. Não queres que esse lar santo seja teu também? Não há miséria alguma aqui, mas só alegria. (T-22.II.12:1-10)

Já que tu acreditas que estás separado, o Céu se apresenta a ti como se fosse separado também. Não que ele o seja na verdade, mas para que o elo que te foi dado para unir-te à verdade possa chegar a ti através de algo que compreendes. Pai, Filho e Espírito Santo são como Um só, assim como todos os teus irmãos se unem como um [só] na verdade. Cristo e Seu Pai nunca foram separados e Cristo habita dentro da tua compreensão, na parte de ti que compartilha a Vontade do Seu Pai. O Espírito Santo liga a outra parte – o diminuto, louco desejo de ser separado, diferente e especial – com o Cristo, para fazer com que a unificação fique clara para o que é realmente um [só]. Nesse mundo, isso não é compreendido, mas pode ser ensinado. (T-25.I.5:1-6)

Em que medida estás disposto a perdoar o teu irmão? Em que medida desejas a paz, ao invés da batalha, da miséria e da dor sem fim? Essas questões são a mesma, em formas diferentes. (T-29.VI.1:1-3)

Não há nenhum milagre que não possas ter quando desejas a cura. Mas não há nenhum milagre que possa te ser dado, a não ser que a queiras. (T-30.VIII.4:5-6)

O que desejas, tu verás. Tal é a lei real de causa e efeito assim como opera no mundo. (LE-pI.20.5:5-6)

Não darei valor àquilo que não tem valor e só busco o que tem valor, pois é só isso que desejo achar. (LE-pI.133.13:4)

Não perdeste a tua inocência. É por isso que anseias. É esse o desejo do teu coração. (LE-pI.182.12:1-3)

É impossível que algo venha a mim sem que eu próprio o tenha chamado. Mesmo nesse mundo, sou eu que governo o meu destino. O que acontece é o que eu desejo. O que não ocorre é o que eu não quero que aconteça. Isso eu tenho que aceitar. Pois assim sou conduzido para além desse mundo, para as minhas criações, filhas da minha vontade, no Céu onde o meu Ser santo habita com elas e com Aquele Que me criou. (LE-pII.253.1:1-6)

Tu és a minha meta, meu Pai. O que poderia eu desejar ter além de Ti? Por que caminho desejaria eu caminhar além daquele que conduz a Ti? E o que, senão a memória de Ti, poderia significar para mim o fim dos sonhos e das fúteis substituições da verdade? Tu és a minha única meta. (LE-pII.287.2:1-5)

Muito simplesmente, a ressurreição é a superação ou o domínio da morte. É um novo despertar ou um renascimento, uma mudança da mente a respeito do significado do mundo. É a aceitação da interpretação do Espírito Santo sobre o propósito do mundo, a aceitação da expiação para si mesmo. É o fim dos sonhos de miséria e a feliz consciência do sonho final do Espírito Santo. É o reconhecimento das dádivas de Deus. É o sonho no qual o corpo funciona perfeitamente, sem outra função que não seja a comunicação. É a lição na qual termina a aprendizagem, pois ela é consumada e ultrapassada com isso. É o convite a Deus para que dê o Seu passo final. É o abandono de todos os outros propósitos, todos os outros interesses, todos os outros desejos e todas as outras preocupações. É o desejo único do Filho pelo Pai. (MP-28.1:1-10)

Não é fácil reconhecer que orações por coisas, por status, por amor humano, por ‘dádivas’ externas de qualquer tipo são sempre feitas para instituir carcereiros e esconder-te da culpa. Essas coisas são utilizadas como substitutos para Deus e, portanto, distorcem o propósito da oração. O desejo por essas coisas é a oração. Não é preciso pedir explicitamente. A meta de Deus se perde na busca de metas menores de qualquer tipo e a oração vem a ser um meio de requisitar inimigos. O poder da oração pode ser reconhecido bem claramente mesmo nisso. Ninguém que queira um inimigo deixará de encontrá-lo. Mas, com essa mesma certeza, ele perderá a única meta verdadeira que lhe é dada. Pensa no custo e compreende-o bem. Todas as outras metas são obtidas às custas de Deus. (CO-1.III.6)

Não Procure Fora de Você Mesmo

Não busques fora de ti mesmo. Pois o teu intento falhará e tu chorarás a cada vez que um ídolo cair por terra. O Céu não pode ser achado onde ele não está e não pode existir paz a não ser no Céu. Cada ídolo que cultuas quando Deus chama, nunca te responderá em Seu lugar. Não existe nenhuma outra resposta que possas substituir pela de Deus e na qual possas achar a felicidade que a Sua resposta traz. Não busques fora de ti. Pois toda a tua dor simplesmente vem de uma busca fútil pelo que queres, insistindo quanto ao lugar aonde tem que ser achado. E se não estiver ali? Preferes estar certo ou ser feliz? Fica contente por ter sido dito a ti aonde habita a felicidade e não busques mais em outra parte. Tu falharás. Mas te é dado conhecer a verdade e não buscá-la fora de ti mesmo. (T-29.VII.1:1-12)

Ninguém que venha aqui deixa de ter ainda esperança, alguma ilusão remanescente, ou algum sonho de que haja alguma coisa fora dele próprio que lhe trará felicidade e paz. Se todas as coisas estão nele, isso não pode ser assim. E, portanto, com a sua vinda, ele nega a verdade a respeito de si mesmo e busca algo que seja mais do que tudo, como se uma parte do todo estivesse separada e pudesse ser achada onde todo o resto não está. Esse é o propósito que ele concede ao corpo: que o corpo busque aquilo que falta a ele, e lhe dê aquilo que o faz completo. E assim ele vaga, sem objetivos, em busca de alguma coisa que não pode achar, acreditando que ele é o que não é. (T-29.VII.2:1-5)

A ilusão remanescente o impelirá a buscar milhares de ídolos e outros milhares além desses. E cada um falhará, todos, exceto um: pois ele morrerá sem compreender que o ídolo que ele busca é apenas a sua própria morte. A forma da morte aparenta estar fora dele. Entretanto, de fato, ele busca matar o Filho de Deus no interior de si mesmo e provar que é vitorioso sobre ele. Esse é o propósito que cada ídolo tem, pois esse é o papel que lhe é atribuído e esse é o papel que não pode ser cumprido. (T-29.VII.3:1-5)

Sempre que tentas alcançar uma meta segundo a qual a melhoria do corpo é colocada como a meta principal, estás tentando trazer para ti a tua própria morte. Pois acreditas que podes sofrer devido à falta, e falta é morte. Fazer sacrifícios é desistir e assim ficar sem, tendo sofrido a perda. E por essa desistência abre-se mão da vida. Não busques fora de ti mesmo. A busca implica em não seres íntegro por dentro e tens medo de olhar para a tua própria devastação, preferindo buscar o que és fora de ti mesmo. (T-29.VII.4:1-6)

Ídolos têm que cair porque não têm vida e o que é sem vida é um sinal de morte. Tu vieste para morrer e que mais poderias esperar senão perceber os sinais da morte que buscas? Nenhuma tristeza e nenhum sofrimento proclamam outra mensagem que não seja o encontro de um ídolo que representa uma paródia da vida, que por não ter vida é realmente a morte concebida como algo real ao qual se atribui forma viva. Contudo, cada um desses ídolos tem que falhar, desmoronar e se deteriorar porque uma forma de morte não pode ser vida e o que é sacrificado não pode ser íntegro. (T-29.VII.5:1-4)

Todos os ídolos desse mundo foram feitos para manter a verdade dentro de ti afastada do teu conhecimento, e para manter a aliança com o sonho, segundo o qual tens que achar o que está fora de ti mesmo para seres completo e feliz. É em vão que se cultua ídolos esperando achar a paz. Deus habita dentro de ti e a tua completeza está Nele. Nenhum ídolo toma o Seu lugar. Não olhes para ídolos. Não busques fora de ti mesmo. (T-29.VII.6:1-6)

Desejar Totalmente é Ser

Artigo complementar do professor David Hoffmeister, intitulado “To Desire Wholly is to Be” [“Desejar Totalmente é Ser”], para a nossa reflexão, que transcrevemos trechos em tradução livre.

O artigo em inglês poderá ser acessado no site Teachers of Teacher link https://miracleshome.org/supplements/todesirewholly_171.htm

“P: Acabei de ler outro relatório em um fórum sobre um cara tendo o seu despertar. Certamente eu fico feliz que qualquer pessoa possa ter essa experiência, mas eu tenho uma pergunta.

Eu continuo ouvindo que não há nada a fazer a não ser lembrar. Essa é, sem dúvida, a experiência, mas ‘apenas lembrar’ parece ser muito evasivo. Eu também continuo ouvindo que tudo se junta quando finalmente nós desistimos de buscar a luz. Uma vez que nós tenhamos tido qualquer tipo de gosto por aquela luz, desistir de buscá-la é impensável. Eu sei que o desejo é fundamental, mas como alguém pode desejar tanto algo e não tentar?

R: Desejar totalmente é experienciar a ausência de desejo da criação, do Ser. ‘Tentar’ é fazer um esforço para conseguir algo que se acredita estar faltando. Buscar e procurar é, portanto, a ‘atividade’ da falta e, ao aceitar a Expiação ou Correção, a busca desaparece.

A busca era a doença e a experiência do momento presente é agora o contentamento pacífico do perdão. A busca era o estresse [tensão] e a tranquila entrega ou liberação oferece apenas relaxamento e facilidade divina. O ‘gosto’ por aquela luz é sempre uma experiência presente e apenas a tentativa de colocar o ‘gosto’ no passado ou no futuro é errônea. Lembrar o presente e esquecer o passado andam de mãos dadas. A crença no tempo linear introduz a ilusão da ‘necessidade’ de mudança.

O que poderia significar mudar de ideia sobre a nossa Mente senão aceitar a nossa Unicidade Imutável? O desejo não é uma questão de grau. Nem é o nosso Ser Único em Deus. Simplesmente perdoe a ‘tentativa’ de ser qualquer ‘coisa’. O Ser está além do conceito de mudança. Até a vigilância desaparece no instante santo, pois não há nada contra ser vigilante na experiência completa do Agora.

Eu me regozijo no Momento Vivo! Agora a integridade é verdadeira e, felizmente, a integridade não tem ‘oposto’.

Imagem foto de Thaís Marques Carqueijo em Fernando de Noronha

Bibliografia da OREM3:

Um milagre é uma correção. Ele não cria e realmente não muda nada. Apenas olha para a devastação e lembra à mente que o que ela vê é falso. Desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem superar a função do perdão. Assim, permanece nos limites do tempo. LE.II.13

Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso está a paz de Deus.
T.In.2:2-4

Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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