…continuação da Parte I…

Dando continuidade ao estudo sobre o importante tema “Figuras das Sombras”, tendo como inspiração o artigo do professor Robert Perry, “Shadow Figures” [“Figuras das Sombras], transcrevemos trechos em tradução livre para a nossa reflexão e entendimento.

“Parágrafo 4

O tempo, de fato, não é benigno para com o relacionamento que não é santo. Pois o tempo é cruel nas mãos do ego, assim como é benigno quando é usado para a gentileza. A atração do relacionamento não-santo começa a apagar-se e a ser questionada quase que imediatamente. Uma vez formado, a dúvida necessariamente o penetra, porque o seu propósito é impossível. [Os únicos relacionamentos que retêm as fantasias que se centram neles são aqueles com os quais se sonhou, mas que nunca foram realizados. Onde nenhuma realidade entrou, não há nada que se intrometa no sonho da felicidade. Mas considere o que isso significa; quanto mais realidade entra no relacionamento não-santo, menos satisfatório ele se torna. E quanto mais as fantasias podem abranger, maior a satisfação parece ser.] O ‘ideal’ do relacionamento não-santo torna-se assim um ideal no qual a realidade do outro absolutamente não entra para não ‘estragar’ o sonho. E quanto menos o outro realmente traz para o relacionamento, ‘melhor’ ele se torna. Assim, a tentativa de união vem a ser uma maneira de excluir até mesmo a pessoa com quem se buscou a união. Pois ela foi feita de forma a excluir essa pessoa e unir-se a fantasias em ‘êxtase’ ininterrupto.

Questão de estudo

4. A sentença 4 menciona o ‘propósito’ de um relacionamento não-santo. Qual das seguintes (pode haver mais de uma) faz parte do propósito real de tais relacionamentos?

A. Realmente unir-se a outra pessoa para resistir ao ataque do mundo.                                                                                       
B. Excluindo a sua realidade e a da outra pessoa.                           
C. Unindo-se com fantasias de vingança contra as figuras das sombras do passado.                                                                                     
D. Satisfação dos impulsos sexuais físicos.

Em um relacionamento não-santo, o tempo só piora as coisas (4:1).

Isso porque a crueldade é como o ego usa o tempo, assim como o Espírito Santo usa o tempo para a cura (4:2).

Nós vemos evidências da erosão de relacionamentos não-santos ao longo do tempo ao nosso redor e, certamente, em nossas próprias vidas.

Não demora muito para que o brilho desapareça de um relacionamento que não é santo; as nossas mentes começam a questionar ‘quase que imediatamente’ (4:3).

As perguntas devem surgir porque o propósito que o ego tem em tais relacionamentos é impossível e algo em nós sabe disso (4:4).

Como punir essa pessoa pode acertar as coisas com a pessoa que nos feriu no passado? Como isso é justo para a pessoa no presente? Como receber amor dessa pessoa pode realmente compensar por não ter recebido amor de outra pessoa no passado? E assim por diante.

Em uma passagem que, por algum motivo, foi retirada da edição do Curso publicada pela Fundação para um Curso em Milagres [FIP em inglês], Jesus continua dizendo que os únicos relacionamentos não-santos que conseguem manter as fantasias sobre corrigir erros passados ​​são aqueles que nunca foram realmente formados e que existem apenas nos sonhos ou na imaginação de alguém.

Uma vez que tudo está acontecendo no sonho de alguém, nenhuma realidade existe para perturbar a fantasia. Você pode sentar-se, fantasiar e imaginar-se feliz em tal relacionamento apenas porque nunca realmente alcançou o relacionamento!

A implicação para os relacionamentos que realmente iniciamos, porém, é estonteante: ‘quanto mais realidade entra no relacionamento não santo, menos satisfatório ele se torna.’

Quanto mais você conhece o seu parceiro, mais infeliz você se torna.

Por outro lado, ‘quanto mais as fantasias podem abranger [quanto mais do relacionamento que é assumido pela fantasia], maior a satisfação parece ser.’

Talvez nós tenhamos encontrado pessoas que pensam que são felizes em seu relacionamento, quando para nós, é evidente que elas estão vivendo em um mundo de fantasia.

Isso é o que esta passagem está dizendo. Mas também se aplica a qualquer relacionamento não-santo de que nós possamos fazer parte.

A passagem omitida faz com que a próxima frase faça sentido e dá um referente razoável para o seu ‘assim’:

O ‘ideal’ do relacionamento não-santo torna-se, assim, um ideal no qual a realidade do outro absolutamente não entra para ‘estragar’ o sonho (4:5).

E quanto menos o outro realmente traz para o relacionamento, ‘melhor’ ele se torna (4:6).

Visto que todo o propósito é separação e exclusão, até mesmo a alegada tentativa de união com o outro torna-se a forma real de excluir o outro (4:7)!

A outra pessoa nunca foi o objeto real; a intenção do ego sempre foi ‘unir-se a fantasias em ‘êxtase’ ininterrupto'(4:8).

As seguintes frases desta seção podem ser úteis para responder a esta pergunta: 2:3; 3:1; 3:3; 4:8.

Parágrafo 5

Como pode o Espírito Santo trazer a interpretação que faz do corpo como um meio de comunicação a relacionamentos cujo único propósito é a separação da realidade? O que o perdão é, em si mesmo, permite a Ele que o faça. Se tudo foi esquecido, exceto os pensamentos amorosos, o que fica é eterno. E o passado transformado vem a ser como o presente. O passado não está mais em conflito com o agora. Essa continuidade estende o presente aumentando  a sua realidade e o seu valor na percepção que tens dele. Nesses pensamentos amorosos está a centelha da beleza que fica escondida na feiura do relacionamento não-santo, onde o ódio é lembrado; ainda assim ela está lá, para voltar à vida à medida que o relacionamento for dado Àquele Que lhe dá vida e beleza. É por isso que a Expiação está centrada no passado, que é a fonte da separação e aonde ela tem que ser desfeita. Pois a separação tem que ser corrigida aonde foi feita.

Questão de estudo

5. As sentenças 1 e 2 explicam que o perdão capacita o Espírito Santo a reinterpretar os nossos corpos como meio de comunicação em vez de meio de vingança. À luz do parágrafo 1 (e de sua resposta à pergunta 9), bem como do restante do parágrafo 5, explique por que isso é verdade.

O Espírito Santo tem um trabalho assustador pela frente, não tem?

Ele está tentando nos ensinar a usar o nosso corpo apenas como meio de comunicação em relacionamentos que, não-santos como são no início, têm apenas um propósito: separação da realidade (5:1).

Nós temos usado os corpos em nossos relacionamentos para aumentar a fragmentação, a separação e a exclusão; Ele está nos ensinando a usá-los para o propósito exatamente oposto.

A própria natureza do verdadeiro perdão é perfeitamente projetada para permitir que isso aconteça (5:2).

Como assim? Bem, foi-nos dito que:

Perdoar é meramente lembrar apenas os pensamentos amorosos que deste no passado e aqueles que te foram dados (1:1).

Se nós permitirmos que o perdão entre em nossos relacionamentos, tudo, exceto os pensamentos amorosos, se vai, e os pensamentos amorosos que permanecem são eternos (5:3).

A dor do passado se foi. Tanto o passado como o presente são semelhantes: cheios de pensamentos amorosos, livres de culpa, bonitos e limpos (5:4-5).

O amor presente é verdadeiramente visto como real e, porque nós o valorizamos, o estendemos para o futuro (5:6).

Esses pensamentos amorosos que nós permitimos preencher as nossas mentes nos mostram a centelha de beleza uns dos outros.

Nós olhamos nos olhos do outro e vemos o Amado. Nós vemos amor. Nós vemos Deus.

E nós entregamos o nosso relacionamento a esse amor, a Deus (5:7).

Expiação, ou perdão, deve enfocar no passado porque o passado é a fonte de separação (5:8–9).

O passado deve ser reavaliado, a dor esquecida, os pensamentos de amor revelados. E quando for, existe uma verdadeira união.

Este é o trabalho que nós temos que fazer em nossos relacionamentos.

É por isso que ‘o perdão é a única função aqui’ (T-26.VII.8:5).

Parágrafo 6

O ego busca ‘resolver’ os próprios problemas, não em sua fonte, mas onde não foram feitos. E assim busca garantir que não haverá solução. O Espírito Santo quer [deseja] apenas fazer com que as Suas resoluções sejam completas e perfeitas e assim busca e encontra a fonte dos problemas onde ela está e lá a desfaz. E com cada passo no Seu desfazer, cada vez mais a separação é desfeita e a união trazida para mais perto. Ele não está absolutamente confuso por nenhuma das ‘razões’ em favor da separação. Tudo o que Ele percebe na separação é que ela tem que ser desfeita. Permite que Ele descubra a centelha de beleza escondida em teus relacionamentos e mostre-a a ti. A sua beleza te atrairá tanto que nunca mais estarás disposto a perdê-la de vista novamente. E permitirás que essa centelha transforme o relacionamento de tal forma que possas vê-la cada vez mais. Porque vais querê-la cada vez mais e tornar-te-ás cada vez menos disposto a permitir que ela seja escondida de ti. E aprenderás a buscar e a estabelecer as condições nas quais essa beleza pode ser vista.

Questão de estudo

6. Se nós permitirmos que o Espírito Santo revele a centelha de beleza escondida em nossos relacionamentos, vários resultados se seguirão. Coloque esses resultados na ordem em que ocorrerão (liste as letras na sequência adequada).

A. Nós aprenderemos a buscar e estabelecer condições nas quais a centelha possa ser vista.                                                               
B. Nós nos tornaremos cada vez menos dispostos a deixar a centelha ser escondida.                                                                              
C. Nós permitiremos que a centelha transforme o relacionamento        
D. Nós quereremos ver mais e mais da centelha.

O ego busca ‘resolver‘ os próprios problemas na fantasia do presente, em vez de perdoar o passado. Ele faz isso para manter os problemas (6:1-2).

A solução do Espírito Santo é desfazer a separação, descobrindo a centelha de beleza escondida em nossos relacionamentos e mostrando-a para nós. Ele localiza a fonte do problema em nossos pensamentos sobre o passado e desfaz o problema lá (6:3).

Cada vez que nós perdoamos, ‘cada vez mais a separação é desfeita’ (6:4). Nada pode impedir a união.

O Espírito Santo simplesmente não reconhece nenhuma das nossas razões imaginadas para manter o outro à distância (6:5); A sua única resposta à separação é desfazê-la.

Nós estamos sendo chamados para permitir que o Espírito Santo ‘descubra a centelha de beleza escondida em nossos relacionamentos e mostre-a para nós’ (6:7).

Nós não somos chamados a abandonar os nossos relacionamentos especiais. Nós não somos chamados para julgá-los bons ou maus, santos ou não-santos. Qualquer que seja o relacionamento, qualquer que seja o seu estado, o objetivo é ter os nossos olhos abertos para a centelha de beleza um no outro e, ao nos abraçarmos, abraçar o Amado.

A pequena e maravilhosa canção de Karen Drucker [A Face de Deus] diz tudo para mim:

Você é a Face de Deus.
Eu te mantenho em meu coração.
Você é uma parte de mim.
Você é a Face de Deus.

The Face of God
Karen Drucker  

You are the Face of God.
I hold you in my heart,
You are a part of me.
You are the Face of God.  

You are the Face of love.
I hold you in my heart,
You are  my family.
You are the Face of God.
A Face de Deus


Você é a Face de Deus.
Eu levo você no meu coração,
Você é uma parte de mim.
Você é a Face de Deus.  

Você é a Face do amor.
Eu levo você no meu coração,
Você é minha família.
Você é a Face de Deus

Quando você vê aquela centelha de Deus em outra pessoa, é infinitamente atraente e você nunca quer perdê-la de vista.

Mas a memória disso nunca o deixa; você sabe o que está lá, escondido sob as projeções de lixo do seu ego e é irresistivelmente atraído para descobri-la novamente.

E de novo. E novamente (6:8-11).

Você aprenderá o que deve ser feito, o que deve ser dito, para permitir que essa beleza seja vista novamente e, a longo prazo, seja mantida para sempre em sua vista.

Eu nem posso começar a dizer o quanto desejo isso! Eu tenho visto a Face de Deus em mais de uma pessoa e sei como é lindo.

Sinceramente, é para isso que vivo, quando olho no fundo de mim mesmo. Muitas vezes eu não faço isso; eu olho para a frente e da superfície de mim mesmo e quando o faço parece haver razões para estar separado, para ficar na defensiva.

Assim, eu devo me lembrar continuamente. Eu faço aulas do Livro de Exercícios. Eu canto a música de Karen. Eu medito e lembro como é bonita a visão de Cristo em outro ser. Eu memorizo ​​e repito as palavras do Curso:

A visão de Cristo é tudo o que há para se ver. A canção de Cristo é tudo o que há para se ouvir. A mão de Cristo é tudo o que há para se segurar. Não há jornada que não seja caminhar com Ele (T-24.V.7:7-10).

Parágrafo 7

Tudo isso farás com contentamento, se apenas deixares que Ele mantenha a centelha diante de ti para iluminar o teu caminho e torná-lo mais claro para ti. O Filho de Deus é um. A quem Deus uniu como um só, o ego não pode separar(*). A centelha da santidade tem que estar a salvo, por mais escondida que possa estar em qualquer relacionamento. Pois o Criador do único relacionamento não deixou nenhuma parte dele fora de Si Mesmo. Essa é a única parte do relacionamento que o Espírito Santo vê porque tem o conhecimento que só essa é verdadeira. Tornaste o relacionamento irreal e, portanto, profano, não-santo, vendo-o onde não está e como não é. Dá o passado Àquele Que pode mudar a tua mente a respeito disso por ti. Mas, primeiro, estejas certo de que reconheces inteiramente o que fizeste o passado representasse e por quê.

(*) Uma referência clara a Mateus 19:6 (KJV): “Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém separe’. A referência bíblica se refere à união de dois indivíduos, enquanto o uso que o Curso faz dela se refere a toda a Filiação.

Questão de estudo

7. O que devemos fazer para permitir que o Espírito Santo nos mostre essa centelha?

A. Reconheça que Deus nos criou como um.                                    
B. Veja o nosso relacionamento onde e como é.                                
C. Entregar o passado ao Espírito Santo para que Ele mude a nossa ideia sobre isso.

‘Tudo isso farás com contentamento’ (7:1) – tudo o que?

As últimas frases do parágrafo anterior nos dizem:

  • Nunca mais estarás disposto a perder a centelha de vista novamente.
  • Permitirás que essa centelha transforme o relacionamento.
  • Desejarás vê-la cada vez mais.
  • Desejarás tornar-te cada vez menos disposto a permitir que ela seja escondida de ti.
  • Aprenderás a buscar e a estabelecer as condições nas quais essa beleza possa ser vista.

Tudo isso você fará – SE. Grande ‘se‘. ‘… se você apenas deixar que Ele mantenha a centelha diante de você para iluminar o seu caminho e torná-lo mais claro para você’ (7:1), ou como foi colocado em (6:7), ‘..que Ele descubra a centelha de beleza escondida em seus relacionamentos e mostre-a a você.

Nó devemos estar dispostos a permitir que o Espírito Santo nos mostre a beleza onde agora nós vemos apenas a feiura.

Há uma passagem maravilhosa que descreve a transformação em nossa percepção quando nós permitimos isso:

Tu és capaz de imaginar quão belos parecerão para ti aqueles a quem tiveres perdoado? Em nenhuma fantasia jamais viste nada tão belo. Nada do que vês aqui, dormindo ou acordado, chega perto de tamanha beleza. E coisa alguma valorizarás como essa, nem nada será tão precioso. Nada do que lembras, que tenha feito o teu coração cantar com alegria, jamais te trouxe sequer uma pequena parte da felicidade que ver isso vai te trazer. Pois verás o Filho de Deus. Contemplarás a beleza que o Espírito Santo ama comtemplar e pela qual Ele agradece ao Pai. Ele foi criado para ver isso para ti até que aprendesses a vê-lo por ti mesmo. E todo o Seu ensinamento leva a ver isso e a dar graças com Ele (T-17.II.1:1-9).

A sentença 2 dá uma declaração clara de um fato básico, fundamental para o entendimento do Curso:

‘O Filho de Deus é um’ (7:2). Este ‘um’ [um só] não é Jesus, ele é toda a criação de Deus. Isso inclui você e eu.

Isso define o contexto para a próxima frase, que reinterpreta ou reaplica o aforismo da Bíblia: ‘Portanto, o que Deus uniu, ninguém separe’. (Mateus 19:6).

Na Bíblia, isso se refere ao casamento; no Curso, refere-se à unicidade da Filiação. E em vez de ser declarado como uma admoestação (‘Não faça isso’), é declarado como um fato: ‘A quem Deus uniu como um só, o ego não pode separar’ (7:3).

De acordo com este parágrafo, a centelha de beleza está escondida em qualquer relacionamento (7:4).

Nós estamos unidos como um só porque nós estamos no Filho de Deus, que é um só.

A centelha é a única parte real do relacionamento. Existe apenas um relacionamento (7:5)!

É a relação do Filho e do Pai, da criação e do Criador. E não sobrou nenhuma parte dela sem Deus! Essa é a centelha, os Grandes Raios: Deus dentro de nós.

Em termos menos poéticos, significa que Deus está em todas as pessoas que eu vejo, que Deus é a realidade de todas as pessoas que eu conheço. Todos. Todos nós estamos unidos como um só em Deus. E isso é tudo o que o Espírito Santo vê em cada relacionamento, porque ‘só isso é verdade’ (7:6).

Você e eu temos tornado os nossos relacionamentos não-santos por torna-los irreais.

Tentamos transportar o ‘relacionamento’ de onde ele realmente existe – no Espírito, em Deus – para o reino material, para corpos e personalidades (egos) tentando se unir (7:7).

A solução é entregar o nosso passado ao Espírito Santo, para que Ele mude as nossas mentes sobre isso por nós (7:8).

Quando ou pensamentos sombrios ou as memórias prejudiciais do passado surgirem, grite por ajuda.

Dá-Lhe os teus pensamentos e Ele os devolverá como milagres…   (LE-pI.151.14:1).

Antes de fazer isso, no entanto, o Curso nos aconselha a sermos claros sobre o que fizemos com que o passado representasse e por quê (7:9).

Essa é a centelha, os Grandes Raios: Deus dentro de nós.

Ele prossegue para nos lembrar o que está no próximo parágrafo.

Parágrafo 8

O passado vem a ser uma [Em resumo, o passado é agora a sua] justificativa para entrar em uma aliança contínua, não-santa, com o ego contra o presente. Pois o presente é perdão. Portanto, os relacionamentos que a aliança não-santa dita não são percebidos nem sentidos como se estivessem acontecendo agora. Apesar disso, o quadro de referências ao qual o presente se refere em busca de significado é uma ilusão do passado, na qual aqueles elementos que servem ao propósito da aliança não-santa são retidos e o resto abandonado. E o que é assim abandonado é toda a verdade que o passado poderia oferecer ao presente como testemunhas da sua realidade. [, enquanto] O que é mantido só testemunha a realidade dos sonhos.

Questão de estudo

8. O parágrafo anterior termina dizendo que antes de nós entregarmos o passado ao Espírito Santo, nós devemos primeiro reconhecer ‘o que fizeste o passado representar e por quê’ (7:9). Este parágrafo expande essa ideia. O que nós fizemos com que o passado representasse e por quê?

Em resumo, nós temos feito o passado representar a nossa justificativa para continuar o ataque no presente (8:1).

As nossas memórias do passado são na verdade uma ilusão do passado, retendo apenas os elementos que justificam os nossos ataques presentes e nos afastam da experiência imediata e direta do presente.

O ego odeia o presente porque ‘o presente é perdão’ (8:2); no presente não há passado e, portanto, nada a perdoar. Isso é o perdão no Curso.

Portanto, relacionamentos não-santos ‘não são percebidos nem sentidos como agora’ (8:3).

Nós estamos constantemente interpretando o presente a partir de um quadro de referência do passado; nós vemos isso através de lentes distorcidas.

Mas nós não estamos realmente interpretando o presente à luz do passado; nós estamos interpretando o presente à luz de uma ilusão do passado, uma ilusão que consiste apenas nos elementos que apoiam os objetivos destrutivos do ego e abandona (esquece) tudo o mais (8:4).

Nesse abandono, nós estamos perdendo ‘toda a verdade que o passado poderia oferecer ao presente como testemunhas da sua realidade, enquanto o que é mantido só testemunha a realidade dos sonhos’ (8:5-6).

Em outras palavras, existem aspectos do passado (os pensamentos de amor) que podem testemunhar a realidade do presente. Esses revelam a centelha oculta de beleza. Esses pensamentos são os que nós queremos lembrar.

O ego odeia o presente porque o presente é perdão; no presente não há passado e, portanto, nada a perdoar. Isso é o perdão no Curso.

Parágrafo 9

Ainda depende de ti escolher [estar disposto] unir-te à verdade ou à ilusão. Mas lembra-te que escolher uma é abandonar a outra. Àquela que escolheres, atribuirás beleza e realidade, porque a escolha depende de qual delas valorizas mais. A centelha de beleza ou o véu da feiura, o mundo real ou o mundo da culpa e do medo, verdade ou ilusão, liberdade ou escravidão – tudo é a mesma coisa. Pois nunca podes a não ser entre Deus e o ego. Os sistemas de pensamento só podem ser verdadeiros ou falsos e todos os seus atributos vêm apenas do que eles são. Só os pensamentos de Deus são verdadeiros. E tudo o que decorre deles vem do que são e é a Fonte santa de Onde vieram.

Questão de estudo

9. A frase-tema neste parágrafo é a primeira: ‘Ainda depende de ti escolher unir-te à verdade ou à ilusão.‘ Qual dos pares a seguir não está entre as maneiras como a nossa escolha é representada neste parágrafo? (Mais de um)

A. Deus ou o ego                                                                          
B. Felicidade ou tristeza                                                                
C. A centelha da beleza ou o véu da feiura                                     
D. Agradável ou enfadonho                                                           
E. Verdadeiro ou falso                                                                    
F. O mundo real ou o mundo da culpa e do medo                            
G. Verdade ou ilusão                                                                    
H. Liberdade ou escravidão

Então, a escolha é nossa: unir-se à verdade (os pensamentos de amor) ou à ilusão (a dor do passado)? Escolher um é eliminar o outro (9:1-2).

Se nós tivermos clareza de como o ego usa o passado, nós seremos motivados a escolher a verdade. O que você quer?

A centelha da beleza ou o véu da feiura, o mundo real ou o mundo da culpa e do medo, verdade ou ilusão, liberdade ou escravidão – tudo é a mesma coisa (9:4).

Essa é a escolha que nós fazemos a cada momento, um passo de cada vez: Deus ou o ego (9:5)?

Não há cinzento aqui, não há meio caminho; é muito preto no branco.

Se os pensamentos e os efeitos dos pensamentos vêm de Deus, eles são verdadeiros. Tudo o mais é falso.

Quando nós percebemos isso, a nossa escolha é feita facilmente.

Parágrafo 10

Meu irmão santo [irmãos], eu quero entrar em todos os teus relacionamentos e caminhar entre tu e tuas fantasias. Permite que o meu relacionamento contigo seja real para ti e deixa que eu traga realidade à tua percepção dos teus irmãos. Eles não foram criados para permitir que ferisses a ti mesmo através deles. Eles foram criados para criar contigo. Essa é a verdade que eu quero interpor entre tu e a tua meta feita de loucura. Não fiques separado de mim e não permitas que o propósito santo da Expiação se perca para ti em sonhos de vingança. Relacionamentos nos quais tais sonhos são acalentados excluíram a mim. Deixa-me entrar, em nome de Deus e trazer-te a paz para que possas me oferecer a paz.

Questão de estudo

10. Explique em suas próprias palavras, da forma mais prática possível, o que Jesus quer dizer com as sentenças 1, 2 e 8. Em outras palavras, o que Jesus quer fazer para os nossos relacionamentos, com base em toda esta seção?

Agora, Jesus fala conosco e parece estar assumindo a mesma função que atribuiu ao Espírito Santo: entrar em nossos relacionamentos e se colocar entre nós e nossas fantasias.

Às vezes, no Curso, Jesus e o Espírito Santo meio que se confundem. Creio que isso pode ser facilmente compreendido, porque Jesus nos diz:

Eu sou a manifestação do Espírito Santo e, quando me vires, será porque O terás convidado (T-12.VII.6:1).

Por isso, ele nos chama de seus ‘irmãos santos’ e expressa o seu desejo de fazer parte de todos os nossos relacionamentos (10:1).

Nós estamos dispostos a convidá-lo para entrar? Nós estamos dispostos a permitir que o seu relacionamento conosco seja real para nós e a permitir que ele traga ‘realidade à [nossa] percepção de [nossos] irmãos’ (10:2)?

Os nossos irmãos não foram criados como contraste para a nossa autoflagelação, punindo-nos por meio deles por nossa culpa.

Eles foram criados para criar conosco (10:3-4).

Essa verdade é o que Jesus quer interpor no lugar de nossas fantasias malucas (10:5).

O que significa outra pessoa criar conosco?

…mas toda a criação está nos pensamentos que eu penso com Deus (LE-pI.rI.51.4:8).

A capacidade de aceitar a verdade nesse mundo é a contraparte perceptível do que é criar no Reino (T-10.II.3:3).

A criação não pode sequer ser concebida no mundo. Aqui, ela não tem significado. O perdão é a sua forma mais próxima da terra (LE-pI.192.3:1).

Pelo que entendi, então, criar com um irmão ou uma irmã, pelo menos neste mundo, significa uma prática compartilhada de perdão, na qual nós ‘pensamos com Deus‘ e ‘aceitamos a verdade‘ uns sobre os outros.

No Céu, no Reino Espiritual, eu não posso nem imaginar o que o poder combinado de nossos pensamentos purificados será capaz de realizar!

O Curso nos diz que nós estenderemos o Reino, que os nossos pensamentos se estenderão para fora como as novas criações, mesmo que nós sejamos a extensão do Pensamento de Deus.

Nós não podemos saber, de onde estamos, como realmente é, apenas que é maravilhoso.

Uma analogia: suponha que eu tenha uma pintura que foi criada por um grande mestre artista, mas que foi coberta com areia e sujeira, ou talvez até pintada por um artista inferior – como eu!

Se eu agora limpar e restaurar a obra-prima, não a estou realmente criando, mas a estou restaurando, estou trazendo-a de volta à vista para que ela possa ser vista pelo mundo.

Para mim é isso que eu estou fazendo ao perdoar outra pessoa – restaurando a visibilidade da imagem de Deus dentro dela.

É por isso que o perdão é a coisa mais próxima da criação no mundo.

No Céu, talvez, nós nos transformemos em mestres artistas, capazes de pintar grandes obras-primas ao nos unirmos aos nossos irmãos e a Deus.

Portanto, Jesus apela para que nós não nos separemos dele (10:6).

Talvez na oração você possa escolher convidá-lo para o seu relacionamento, pedindo-lhe que lhe mostre a centelha de beleza oculta em seu parceiro, pedindo-lhe que interponha essa visão entre você e as suas fantasias de vingança.

Vamos todos escolher deixar de lado as nossas queixas, que são os nossos sonhos de vingança; nós excluímos Jesus quando nos agarramos a eles. Deixe que ele lhe traga paz, para que você possa oferecer paz a ele em troca (10:6-8).

Essa Seção começa a nos oferecer uma ‘saída’ de nossos relacionamentos amorosos especiais, uma forma que não é realmente ‘para fora’, mas que os transforma em algo santo.

Resposta chave às questões de estudo

1. O perdão é lembrar seletivamente apenas os pensamentos de amor que dei e recebi, deixando de lado toda percepção e memória de qualquer mal que eu penso que foi feito a mim e quaisquer ‘figuras das sombras” representando o meu desejo de vingança no passado.

2. A, B, D, E

3. A

4. B e C

5. Figuras das sombras, símbolos do mal que nós pensamos que foi feito a nós no passado, são o que distorcem o relacionamento não-santo numa busca de vingança no passado através do corpo de nosso parceiro. Ao perdoar, nós liberamos o passado e nos livramos das figuras das sombras e nos lembramos apenas da centelha de beleza uns nos outros; isso nos permite ver a centelha de beleza agora sem obstáculos. Compartilhar essa centelha de beleza é comunicação.

6. D-B-C-A (B-D-C-A também está certo).

7. C

8. Nós temos feito o passado representar a nossa justificativa para continuar o ataque no presente. As nossas memórias do passado são realmente uma ilusão do passado, retendo apenas os elementos que justificam os nossos ataques presentes.

9. B, D

10. Jesus quer fazer parte de todos os nossos relacionamentos. Ele quer que eu torne meu relacionamento com ele real e permita que ele torne o meu relacionamento com meus irmãos real, libertando-os de fantasias de vingança baseadas no passado. Ele fará isso, por meio do Espírito Santo, ajudando-me a mudar de ideia sobre o passado, a deixar de lado as minhas ilusões do que o mal foi feito a mim e a relembrar apenas os pensamentos de amor que dei e que recebi, que são a centelha oculta de beleza, a única realidade do relacionamento. Isso é perdão.

E para finalizarmos este artigo sobre o tema ‘figuras das sombras‘, buscamos explicações complementares em outro site que divulga o sistema de pensamento do Curso, sempre com mensagens inspiradoras, que transcrevemos trechos em tradução livre, para refletirmos e ratificarmos o nosso entendimento.

Recomendamos o site The Pathways of Light Community, para reforços no processo de estudo: https://www.pathwaysoflight.org.

O artigo completo poderá ser acessado no site acima, através do link: https://www.pathwaysoflight.org/acim_text/print_acim_page/chapter17_section_iii

Capítulo 17: O Perdão e o Relacionamento Santo

Seção III: Sombras do passado

Para ouvir o Espírito Santo, o que precisamos fazer?

Os parágrafos um e dois explicam por que é tão importante nós deixarmos a nossa maneira usual de pensar e convidarmos o Espírito Santo a entrar em nossa mente.

Nós nos lembramos de fazer isso quando nos aprofundamos totalmente naquilo que nós pensamos saber sobre a ‘realidade’ não é verdade.

Ser um ‘sabe tudo’ apenas nos mantém prisioneiros do sistema de pensamento de separação do ego.

Para ouvir consistentemente o Espírito Santo, que conhece a realidade, nós precisamos criar o hábito regular de lembrar:

Nada do que eu vejo nesse … significa coisa alguma (LE-pI.1.Título)

e

Os meus pensamentos sem significado estão me mostrando um mundo sem significado (LE-pI.11.Título)

Nós precisamos estar dispostos a lembrar que por nós mesmos não sabemos nada e é apenas o Espírito Santo que pode nos mostrar a diferença entre a verdade e as ilusões.

É por isso que Jesus nos diz:

O perdão é uma lembrança seletiva, que não se baseia na tua própria seleção. Pois as figuras feitas das sombras que queres tornar imortais são “inimigas” da realidade. Que estejas disposto a perdoar o Filho de Deus por aquilo que ele não fez. As figuras das sombras são as testemunhas que trazes para demonstrar que ele fez o que não fez. Porque as trazes contigo, tu as ouvirás. E tu, que as manténs pela tua própria seleção, não compreendes como vieram à tua mente e qual é o seu propósito. (1:3-8)

Por que pessoas irritantes aparecem em nossas vidas?

Nesse mundo de fantasia, certamente não parece na superfície que as “figuras das sombras” (aquelas pessoas irritantes e culpadas que aparecem em nossas vidas) estão lá por nossa própria seleção.

Parece-nos que é exatamente o oposto – que nós estamos sofrendo (ou nós estamos infelizes) por causa do comportamento terrível delas e que certamente não entraram em nossas vidas por nosso convite.

Mas agora Jesus está nos dizendo que as convidamos à entrar porque,

Elas representam o mal que pensas que te foi feito. Tu as trazes contigo somente com o fim de poderes retribuir o mal com o mal, esperando que o seu testemunho faça com que sejas capaz de pensar em outra pessoa como a culpada e não ferir a ti mesmo. Elas falam com tanta clareza a favor da separação que ninguém que não estivesse obcecado em manter a separação poderia ouvi-las (1:9-11)

Quando nós nos unimos ao sistema de pensamento do ego, quanto mais alguém parece corresponder à nossa necessidade de um alvo no qual projetar a nossa culpa, o nosso julgamento e o nosso ódio, mais nós somos atraídos por essa pessoa.

Para o ego, este é o relacionamento perfeito.

É por isso que qualquer coisa que te faça recordar as tuas mágoas passadas te atrai e parece passar em nome do amor, não importa quão distorcidas possam ser as associações pelas quais chegas a fazer essa conexão. (2:5)

Nós vemos o que nós queremos ver e nós ignoramos o que não se encaixa em nossos desejos do que nós queremos que seja real.

Enquanto nós perdoamos, o que acontece com essas ‘figuras das sombras’?

É por isso que Jesus está nos ensinando:

Perdoar é meramente lembrar apenas os pensamentos amorosos que deste no passado e aqueles que te foram dados. Todo o resto tem que ser esquecido. (1:1-2)

À medida que nós continuamos a perdoar, por ver através da visão de Cristo em vez do que os olhos do corpo estão nos mostrando, nós nos libertamos de tornar essas ‘figuras das sombras” reais.

Vemos para que servem:

Sem exceção, esses relacionamentos têm como propósito a exclusão da verdade acerca do outro e de ti mesmo. É por isso que vês em ambos o que não está presente e fazes de ambos escravos da vingança (2:3-4).

Por que Jesus nos diz que este mundo é um mundo de vingança?

Jesus nos disse muitas vezes e de muitas maneiras que este mundo é um mundo de vingança. (Veja as Lições 22 – ‘O que eu vejo é uma forma de vingança‘ e 26 – ‘Meus pensamentos de ataque estão atacando a minha invulnerabilidade‘, do Livro de Exercícios).

Nós convenientemente esquecemos que os pensamentos das diferenças em que acreditamos devem ser substitutos pelos Pensamentos de Deus.

Nós convenientemente esquecemos que tornar corpos separados reais em nossas mentes é tentar substituir a unicidade de Deus.

A menos que nós aprendamos o que realmente está acontecendo em níveis inconscientes com todos os nossos relacionamentos, nós não veremos a necessidade de mudar de ideia.

Jesus quer que nós reconheçamos os nossos relacionamentos não-santos (aqueles nos quais nós vemos a culpa e os consideramos dignos de julgamento) e que nós perdoemos essas ideias insanas.

É por isso que Jesus nos diz:

O tempo, de fato, não é benigno para com o relacionamento que não é santo. Pois o tempo é cruel nas mãos do ego, assim como [o tempo] é benigno quando é usado para a gentileza. A atração do relacionamento não-santo começa a apagar-se e a ser questionada quase que imediatamente. Uma vez [o relacionamento não-santo] formado, a dúvida necessariamente o penetra, porque o seu propósito é impossível. O ‘ideal’ do relacionamento não-santo torna-se assim um ideal no qual a realidade do outro absolutamente não entra para não ‘estragar’ o sonho (4:1-5).

Nos relacionamentos não-santos do ego, a face de Cristo não é o que ele deseja ver. Isso estragaria o sonho de separação. Isso estragaria a ideia do ego de ‘bem-aventurança’.

Mesmo que as nossas mágoas possam ser difíceis de ver, Jesus está nos dando um grande presente quando nos mostra como o sistema de pensamento do ego funciona em nossas mentes e quais são as verdadeiras motivações do ego.

Somente quando nós reconhecemos a atração do ego em guardar ressentimentos, quando isso aparece em nossa mente e nós vemos esses pensamentos como eles são, nós estaremos dispostos a deixar o Espírito Santo reverter o nosso pensamento.

O que acontece em nossos relacionamentos quando nos unimos ao Espírito Santo?

Quando nós nos unimos ao Espírito Santo, apenas os pensamentos de amor são lembrados.

Permite que Ele descubra a centelha da beleza escondida em teus relacionamentos e mostre-a a ti. A sua beleza te atrairá tanto que nunca mais estarás disposto a perdê-la de vista novamente. E  permitirás que essa centelha transforme o relacionamento de tal forma que possas vê-la cada vez mais. Pois vais querê-la cada vez mais e tornar-te-ás cada vez menos disposto a permitir que ela seja escondida de ti. E aprenderás a buscar e a estabelecer as condições nas quais essa beleza pode ser vista (6:7-11).

Essas condições são satisfeitas quando nós estamos dispostos a nos concentrar na bondade de nosso irmão em vez de contar os machucados que ele deu.

Quanto mais nós nos concentramos no amor em nosso irmão, mais nós estamos permitindo a verdade. Quanto mais nós abandonamos o passado, mais nós nos libertamos da escravidão de nossas ilusões.

O que nós queremos ver? Eu estou me unindo ao ego ou ao Espírito Santo?

Tudo se resume a qual sistema de pensamento nós valorizamos mais. O que nós queremos ver?

Nós não podemos ver a verdade sobre o nosso irmão e considerá-lo culpado ao mesmo tempo.

Quando nós nos concentramos em seu comportamento ‘culpado’ e o vemos como um corpo, nós não estamos vendo o seu Espírito eterno.

Nós não estamos vendo a face de Cristo.

Nós não estamos vendo a sua verdadeira Realidade como Amor imutável na Mente de Amor.

Quando nós focamos em um, o outro desaparece.

Àquela que escolheres,  agregar beleza e realidade, porque a escolha depende de qual delas você valoriza mais. A centelha da beleza ou o véu da feiura, o mundo real ou o mundo da culpa e do medo, verdade ou ilusão, liberdade ou escravidão – tudo é a mesma coisa. Pois nunca podes escolher a não ser entre Deus e o ego (9:3-5).

Esse entendimento é muito significativo. Nós estamos aprendendo a reconhecer que existem apenas dois sistemas de pensamento e estamos sempre escolhendo entre um ou outro.

Nós podemos aplicar esse aprendizado em nossa vida diária. Ao longo de cada dia, nós podemos aprender a nos perguntar com frequência:

Em que sistema de pensamento eu estou acreditando agora? Eu estou me unindo a Deus ou ao ego?

Esse hábito estimula a recuar e questionar os nossos pensamentos habituais.

Afastar-se de nossos pensamentos habituais abre a porta para deixar Jesus entrar para curar o nosso hábito viciante de se juntar aos pensamentos do ego. Jesus nos diz:

Meu irmão santo, eu quero entrar em todos os teus relacionamentos e caminhar entre tu e as tuas fantasias. Permite que o meu relacionamento contigo seja real para ti e deixa que eu traga realidade à tua percepção dos teus irmãos (10:1-2).

Jesus está nos pedindo para nós nos juntarmos a ele e deixá-lo entrar em nossas mentes.

Deixar Jesus entrar exige a disposição de ficar quieto e ouvir. Requer disposição para abandonar os pensamentos do ego.

Nós não podemos ter os dois ao mesmo tempo. Ao pedirmos a Jesus para entrar e realmente fazê-lo, ele iluminará as nossas mentes com paz, gentileza e amor.

Ele vai nos mostrar a bondade de cada irmão e estender a paz de Deus através de nós.

Ele trará as nossas mentes cansadas a um lugar de descanso e sossego.

Ele nos diz:

Deixa-me entrar, em Nome de Deus e trazer-te a paz para que possas me oferecer a paz (10:8).

Imagem sasha-freemind-frq5Q6Ne9k4-unsplash.jpg

Bibliografia da OREM3:

Um milagre é uma correção. Ele não cria e realmente não muda nada. Apenas olha para a devastação e lembra à mente que o que ela vê é falso. Desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem superar a função do perdão. Assim, permanece nos limites do tempo. LE.II.13

Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso está a paz de Deus.
T.In.2:2-4

Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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