…continuação da Parte I…

Como alguns aspectos do budismo ensinaram corretamente, a mente que está pensando tudo é uma mente e ela está completamente fora da ilusão do tempo e do espaço.

O que nenhuma filosofia, exceto uma, ensina é uma verdade que dificilmente seria bem recebida por todos: o fato de que essa mente também é, ela própria, uma ilusão.

Portanto, ao invés de julgar o mundo e tudo o que está nele, talvez fosse mais útil para você perguntar que valor você viu em criá-lo para começo de conversa. Também pode ser sábio você se perguntar qual seria uma resposta mais apropriada para isso agora.

Não é cedo demais para que você comece a pensar de acordo com as linhas do puro não-dualismo. Você nem sempre vai se aferrar a ele, mas não dói começar. Você vai começar a pensar com Jesus, ouvindo ao Espírito Santo como ele fez.

Jesus não era julgador nem reacionário e a nossa breve descrição do não-dualismo deve ter dado a você a ideia de que ele não queria se comprometer com essa lógica: se nada está fora da sua mente, então, julgá-lo é dar poder a ele sobre você e não julgá-lo é pegar esse poder de volta para você. Isso certamente contribui para o fim do seu sofrimento. Mas o nosso irmão Jesus não parou por aí.

O puro não-dualismo reconhece a autoridade de Deus tão completamente que renuncia a todo apego psicológico a nada que não seja Deus.

Essa atitude também reconhece o que algumas pessoas chamaram de princípio ‘semelhante vem do semelhante’, que diz que qualquer coisa que vier de Deus precisa ser como Ele.

O puro não-dualismo não quer se comprometer com esse princípio também. Ao invés disso, ele diz que qualquer coisa que vier de Deus precisa ser exatamente como Ele.

Deus não poderia criar nada que não seja perfeito ou Ele não seria perfeito. A lógica disso é imaculada. Se Deus é perfeito e eterno, então, por definição, tudo o que Ele cria também tem que ser perfeito e eterno.

Uma vez que obviamente não existe nada nesse mundo que seja perfeito e eterno, Jesus foi capaz de ver o mundo pelo que ele era – nada. Mas ele também sabia que o mundo tinha aparecido por uma razão e que ele era um truque para manter as pessoas afastadas da verdade de Deus e de Seu Reino.

Isso é puro não-dualismo: uma atitude que, junto com o Espírito Santo, vai levá-lo ao que você é. Você e Jesus são a mesma coisa. Todos nós somos. Não existe nada mais, mas você precisa de mais treinamento e prática para experimentar isso.

Deus é o perfeito Amor, então, Ele não é nada mais e nem você. Você é, na verdade, o Amor de Deus e sua vida real é com Ele. Como Jesus, você vai chegar a saber e a experimentar que Deus não está fora de você.

Você não vai mais se identificar com um corpo vulnerável ou com qualquer outra coisa que possa limitá-lo; e um corpo é qualquer coisa que tenha fronteiras ou limites. Você vai aprender, ao invés disso, sobre a sua realidade como puro espírito que é invulnerável para sempre.

O ego é a consciência da separação. O mundo do ego é o mundo da dualidade. Nele, o espaço que eu ocupo você não pode ocupar. Nele, o que é meu não é seu.

Cristo é a consciência da unicidade que nunca foi perdida ou quebrada, é a única criação de Deus.

Todos os seres humanos são o Cristo. E o Espírito Santo é o elo que permanece na consciência, mesmo quando parecemos estar separados, loucos, pecando, seja lá o que for. É o elo que nos conecta com Deus.

No Livro de Exercícios, lição 96, ‘A salvação vem do meu único Ser’, temos:

Embora sejas um único Ser, tu te vivencias como dois: como bom e mau, amoroso e cheio de ódio, mente e corpo. Esse senso de estares dividido em opostos induz a sentimentos de conflito agudos e constantes e conduz a frenéticas tentativas de reconciliar os aspectos contraditórios dessa autopercepção. Tens buscado muitas soluções desse tipo, mas nenhuma delas funcionou. Os opostos que vês em ti mesmo jamais serão compatíveis. Apenas um existe.

Se queres ser salvo tens que aceitar o fato de que a verdade e a ilusão não podem ser reconciliadas, independentemente de como tentes, dos meios que usas e de onde vês o problema. Até aceitares isso, tentarás uma série infindável de metas que não podes alcançar, uma série de dispêndios sem sentido de tempo e esforço, de esperanças e dúvidas, cada uma tão fútil quanto a anterior e destinada ao fracasso como a próxima certamente há de ser.

Problemas que não têm significado não podem ser resolvidos dentro da estrutura em que estão situados. Dois seres em conflito não têm resolução e o bem e o mal não têm ponto de encontro. O ser que tu fizeste nunca pode ser o teu Ser e o teu Ser não pode ser dividido em dois, e ainda ser o que Ele é e o que tem que ser para sempre. Uma mente e um corpo não podem ambos existir. Não faças nenhuma tentativa para reconciliar os dois, pois um nega que o outro possa ser real. Se és físico, a tua mente desapareceu do teu conceito de ti mesmo, pois não há nenhum lugar no qual ela possa realmente ser parte de ti. Se és espírito, então o corpo tem que ser sem significado para a tua realidade.

O Espírito faz uso da mente como meio de achar a expressão do próprio Ser. E a mente que serve ao espírito está em paz e cheia de alegria. O seu poder vem do espírito e ela está cumprindo com felicidade a sua função aqui. Entretanto, a mente também pode se ver divorciada do espírito e se perceber no interior de um corpo que ela confunde consigo mesma. Então, sem a sua função, ela não tem paz e a felicidade é alheia aos seus pensamentos.

No entanto, a mente à parte do espírito não pode pensar. Ela negou a sua Fonte de força e vê a si mesma como impotente, limitada e fraca. Agora, dissociada de sua função, pensa estar só e separada, atacada por exércitos reunidos contra ela e esconde-se por trás do frágil amparo do corpo. Agora, tem que reconciliar o desigual com o igual, pois pensa que é para isso que serve. (LE-96.1-5)

O sistema de pensamento do ego e o seu roteiro explicariam muitas coisas, como porque algumas crianças nascem doentes ou deformadas. Saber que Deus não faz isso faz com que nos sintamos melhor.

Isso explica por que as crianças entram em conflito tão logo colocam os olhos umas sobre as outras, brigando por brinquedos e tudo o mais e por que as crianças na escola provocam e atormentam umas às outras, formam panelinhas e projetam a sua culpa inconsciente umas nas outras – para transformar as outras em erradas e, assim, torná-las culpadas.

As pessoas sempre acabam tomando partido de um lado ou de outro, então, durante toda a sua vida, você tem vítimas e perpetradores (vitimizadores).

Existem todas essas diferenças que parecem fazer algumas pessoas melhores do que outras, que parecem fazer com que algumas pessoas se sintam superiores e outras inferiores.

Nós vemos opostos em todos os lugares que as pessoas têm por garantido, como a saúde e a doença, a beleza e a feiura.

Entretanto, a única coisa que diz a você o que é belo ou feio é seu corpo – então, tudo é subjetivo e feito às pressas, mas você aceita porque é tudo o que conhece.

E você tem um amor especial assim como um conflito de ódio especial.

As pessoas que você ama frequentemente podem não cometer erros aos seus olhos e mesmo que o façam, é fácil de perdoá-las.

As pessoas que você odeia não conseguem fazer nada certo e, não importa o que façam, elas não são perdoadas.

Então, você tem todos os tipos de disputas através da vida e todos os tipos de competições de negócios e corporações, tudo seguindo os mesmos padrões do ego.

Muitas pessoas perseguem carreiras onde tentam ganhar poder sobre outros corpos, o que é realmente uma imitação patética de poder. Essas carreiras são cheias de projeções inconscientes de culpa, embora nós não saibamos disso.

Em alguns dos exemplos mais óbvios, o advogado que ganha a causa é o mais inteligente, que precisa ter sucesso em fazer o outro lado parecer errado e, assim, faz com que os membros do júri projetem a sua culpa inconsciente no outro lado.

Os políticos que ganham as eleições são aqueles que são melhores em culpar o outro lado, levando as pessoas a pensarem que aquele lado é responsável por seus problemas, o que é o equivalente cósmico de culpar aquele lado pela separação de Deus e de toda a dor e infelicidade que vem com ela.

Eles são os culpados, não nós. Ambos os lados muitas vezes acreditam sinceramente que estão certos, mas nenhum deles está certo, porque o que estão vendo não é verdade – e, assim que você reage e toma partido, se torna parte do problema ao invés da solução.

O tempo todo, as pessoas que não perdoam, não percebem que tudo o que estão fazendo é reagir a um projeto auto direcionado e ficar presas ao plano do ego.

Quando nós temos um problema, nós o atacamos. Nós temos uma guerra contra a pobreza, contra o câncer, contra as drogas e contra tudo – e nenhuma delas funciona.

Até mesmo os nossos esportes, da infância à maturidade, são lutas como as guerras.

Quando você pensa sobre isso, o roteiro do ego também explica porque as pessoas que estão em uma religião geralmente acreditam que ela exige sacrifício ou sofrimento, para chegar a Deus.

O Cristianismo tem Jesus sofrendo e morrendo pelos pecados de todos. Entretanto, o sacrifício é um atributo do ego e não tem nada a ver com Deus.

É por isso que Jesus teria dito, como os Evangelhos descrevem,

‘E se vocês soubessem o que significa, ‘Eu desejo misericórdia, não sacrifício’, não teriam condenado os inocentes’.

Tudo o que as pessoas parecem saber fazer é condenar os seus objetos essenciais de ódio de uma forma ou de outra.

Mesmo que elas não façam muito isso, encontram alguma outra maneira de sofrer e encenar o sistema do ego, através de acidentes, doenças e centenas de outras formas – porque você pode projetar a culpa em seu próprio corpo assim como no dos outros, uma vez que todo ódio é na verdade um auto-ódio de qualquer forma.

Nós vemos tudo isso em nossas vidas diárias e em nossos programas de entrevistas, nos noticiários e no resto da mídia. Infelizmente, a extensão eventual, lógica, dessa projeção é a violência contra aqueles que estão sendo transformados em errados pela mente – não importando a forma que a violência assumir. Então, você pode ter crimes de ódio, ou, em um nível internacional, guerras.

No nível doméstico, você tem lutas políticas que resultam nas pessoas atacando outras verbalmente, ou, dependendo do lugar e da época, você poderia ter uma discussão política que resulte em uma guerra civil – como já aconteceu, até mesmo na América.

Tudo isso é dualidade, que é simbólica do conflito da mente egóica dividida – em tudo, das forças da natureza à expansão e contração econômica – tanto em um nível individual quanto em um nível mais amplo.

Quase toda religião ou espiritualidade que começou em um nível muito alto inspirada por seu fundador acabou terrivelmente. As pessoas ficam apavoradas com a verdade não dualística de que a realidade é imaterial, atemporal e é tudo o que existe. Não possui divisões. É a unicidade perfeita.

Porém, a dança da vítima-vitimização da dualidade continua, fazendo com que todos, em uma época ou outra, usem os mantos manchados de sangue do julgamento justo.

Os opostos divergem e você não pode ter os dois. Você tem o poder da decisão.”

Poderíamos continuar, para sempre, destacando as dualidades, as suas origens e as suas consequências…que seguem exemplos para a nossa reflexão:

Ego
Ego
Ego
Mente errada
Mundo do homem
Dualidade
Ter para dar
Insanidade
Limitação
Colérico
Pensamento do ego
Mundo
Dualidade
Separação
Medo
Campo de batalha
Ataque
Imperfeito
Pensamento de ataque
Sistema de pensamento do medo
Ilusão
Projeção
Pecado
Não-santidade
Conceito de Pecado
Voz do ego através de pecado/culpa/medo
Instante não santo (passado/futuro)
Culpa
Julgamento
Escravidão
Inimigo
O que não se quer
Desejo pela percepção da separação de Deus
Deus
Espírito Santo
Jesus
Mente certa
Mundo de Deus
Não-dualidade
Dar para ter
Sanidade
Ausência de limites
Misericordioso
Pensamento Crístico
Céu
Unicidade
Expiação
Amor
Sala de aula
Apelo ao Amor
Perfeito
Pensamento de amor
Sistema de pensamento do amor
Verdade
Extensão
Impecabilidade
Santidade
Conceito de Erro
Voz do Espírito Santo através do perdão
Instante Santo (presente)  
Santidade
Visão
Liberação
Salvador
O que se quer
Desejo pela integridade com Deus
Deus é.

O Mestre Ascensionado Arten, no livro “Your Immortal Reality: How to Break the Cycle of Birth and Death” (tradução livre: “Sua Realidade Imortal: Como Quebrar o Ciclo de Nascimento e Morte), de autoria de Gary R. Renard, disse: 

“(…) É essencial que você se atenha à mensagem. Não faça transigências. Um Curso Em Milagres é puramente não-dualista. Nós não queremos que aconteça a mesma coisa que ocorreu à mensagem de Jesus há 2.000 anos. Esta é uma das principais razões de nós estarmos de volta: ajudar as pessoas a focarem, inclusive você. Nós queremos que você diga isso diretamente e, se alguém criticar você ou à sua mensagem, então, depois de perdoá-los, diga que eles estão errados. Você tem o direito de não permanecer calado.”

Dr. Wapnick esclarece-nos que Um Curso em Milagres é diferente de qualquer outro caminho espiritual por reconhecer apenas uma dimensão da realidade – o espírito e o estado de Unicidade perfeita, a que o Curso se refere como o reino do conhecimento.

Todo o resto – o mundo dualístico de separação e percepção, de forma e matéria, de pensamentos e conceitos – é ilusão e, portanto, não existe realmente.

Esse não-dualismo é o que você encontra nos ensinamentos superiores do Hinduísmo e do Budismo, mas raramente no Ocidente.

O que torna Um Curso em Milagres único como sistema espiritual – antigo e contemporâneo – é a integração dessa metafísica não-dualista com uma psicologia sofisticada, fortemente baseada nas percepções de Freud e seus seguidores.

Isso significa essencialmente que ao mesmo tempo em que o Curso ensina que o mundo é uma ilusão e nada mais que um sonho, fora da Mente de Deus, nós somos instados (encorajados) a praticar as nossas lições diárias de perdão, prestando muita atenção às nossas experiências cotidianas aqui.

A chave para esta integração é a ênfase do Curso no propósito, a introdução de tal plano que diferencia Um Curso em Milagres de outros caminhos espirituais.

O Curso ensina que não apenas o mundo é uma ilusão, mas também uma ilusão proposital; o propósito é fazer um mundo de corpos, totalmente focado em resolver a miríade de problemas físicos e psicológicos que nos afligem diariamente, clamando por atenção e solução.

Desta forma, a mente, a verdadeira fonte de nossos problemas, é mantida oculta da consciência.

Além disso, Um Curso em Milagres é único entre as espiritualidades em sua insistência em que nós olhemos para o ego – o lado escuro – como a forma de nos movermos para a luz. O seu foco, portanto, não está na verdade, mas na remoção do sistema de pensamento de culpa, medo e ataque do nosso ego, que permite que a luz da verdade brilhe.

Como Jesus ensina em uma passagem representativa:

“A tua tarefa não é buscar o amor, mas simplesmente buscar e achar todas as barreiras que construíste dentro de ti contra ele. Não é necessário buscar o que é verdadeiro, mas é necessário buscar o que é falso.” T.16.IV.6:1-2

Dr. Wapnick também ressalta que é importante esclarecer que o Curso usa termos dualísticos em seu ensino (Causa-Efeito, Pai-Filho, Criador-Criação…) apenas porque Jesus sabe que a linguagem da separação ou dualidade é tudo o que nós podemos entender agora.

Jesus é muito claro sobre as suas intenções com a linguagem no Curso, então, vamos simplesmente deixar o Curso falar por si, fornecendo algumas referências relevantes a seguir.

Na referência abaixo, Jesus começa o seu ensinamento em termos aparentemente dualísticos, mas depois torna aparente a sua verdadeira natureza não dualística:

“Pai, fui criado em Tua Mente, um Pensamento santo que nunca deixou o seu lar. Sou para sempre o Teu Efeito e Tu és para todo o sempre a minha Causa. Tal como me criaste permaneci. Onde me estabeleceste eu ainda habito. E todos os Teus atributos habitam em mim, pois é Tua Vontade ter um Filho tão semelhante à sua Causa, que vem a ser impossível distinguir a Causa do Efeito. Que eu tenha o conhecimento de que sou um Efeito de Deus e assim tenho o poder de criar como Tu crias. E é assim na terra como no Céu. Sigo o Teu plano aqui e, no final, sei que reunirás os Teus efeitos no Céu tranquilo do Teu Amor, onde a terra desaparecerá e todos os pensamentos separados unir-se-ão em glória como o Filho de Deus.” LE.326.1:1-8.

E, assim, embora muitos dos ensinamentos do Curso sejam apresentados em linguagem dualística, deve-se entender que o seu propósito é nos levar além de nossa crença na dualidade de volta à Unicidade que é a nossa única realidade.

Outras mensagens não-dualistas de Jesus no Curso:

“Já que tu acreditas que estás separado, o Céu se apresenta a ti como se fosse separado também. Não que ele o seja na verdade, mas para que o elo que te foi dado para unir-te à verdade possa chegar a ti através de algo que compreendes. Pai, Filho e Espírito Santo são como Um só, assim como todos os teus irmãos se unem como um na verdade. Cristo e Seu Pai nunca foram separados e Cristo habita dentro da tua compreensão, na parte de ti que compartilha a Vontade do Seu Pai. O Espírito Santo liga a outra partilha a Vontade do Seu Pai. O Espírito Santo liga a outra parte – o diminuto, louco desejo de ser separado, diferente e especial – com o Cristo, para fazer com que a unificação fique clara para o que é realmente um. Nesse mundo, isso não é compreendido, mas pode ser ensinado.” T.25.II.5:1-6.

“É função do Espírito Santo ensinar-te como é vivenciada essa unificação, o que tens que fazer para que ela seja vivenciada e aonde deves ir para fazer isso.” T.25.II.6:4.

“Tudo isso leva em consideração o tempo e o espaço como se fossem distintos, pois enquanto pensas que parte de ti é separada, o conceito de uma unicidade unida como um só não tem significado. Está claro que uma mente tão dividida nunca poderia ser o professor de uma Unicidade Que une todas as coisas dentro de Si Mesma. É assim, O Que está dentro dessa mente e de fato une todas as coisas tem que ser o seu Professor. No entanto, Ele tem que usar uma linguagem [dualística] que essa mente possa compreender, na condição [a separação] na qual ela pensa que está.” T.25.II.7:1-4.

“O que Ele [o Pai] cria não está à parte Dele e em lugar algum o Pai chega ao fim para dar início ao Filho como algo separado de Si Mesmo.” LE-Parte I.132.12:4.

“A Unicidade é simplesmente a ideia de que Deus é. E no Que Ele É, Ele abrange todas as coisas. Não há mente que contenha algo que não seja Ele. Dizemos: ‘Deus é’ e então deixamos de falar, pois nesse conhecimento as palavras são sem significado. Não há lábios para pronunciá-las e nenhuma parte da mente é distinta o suficiente para sentir que agora está ciente de algo que não seja ela mesma. Ela se uniu à sua Fonte. E, como a própria Fonte, meramente é.” LE-Parte I.169.5:1-7.

“Não podemos falar, escrever ou mesmo pensar sobre isso de modo algum. Vem a cada mente quando o reconhecimento total de que a sua vontade é a Vontade de Deus tiver sido completamente dado e completamente recebido. Isso devolve a mente ao presente infinito, em que nem o passado nem o futuro podem ser concebidos. Está além da salvação, depois de todo pensamento de tempo, de perdão e da santa face de Cristo [que são todos conceitos dualísticos]. O Filho de Deus, meramente desapareceu em seu Pai, assim como o seu Pai nele. O mundo absolutamente nunca foi. A eternidade permanece um estado constante.” LE-Parte I.169.6:1-7.

“Não há nada fora de ti”. T.18.VI.1:1.

Como a nossa experiência de separação e dualidade é baseada na crença e não em fatos, nós precisamos começar a questionar a validade de todas as nossas interpretações de nossa experiência e permitir que o nosso investimento nelas seja desfeito.

Em particular, todas as nossas interpretações que nos levam a concluir que nós ou outros somos vítimas de pessoas e eventos fora de nosso controle precisam ser reconsideradas.

A abordagem do Curso para ensinar isso é uma demonstração poderosa de uma das principais ênfases do Curso – que o que precisa mudar não é a forma dualística da ilusão em que nós acreditamos, mas o propósito que damos a ela.

Pois a dualidade não é o problema em si. O problema é a nossa crença nela e, em particular, o propósito para o qual nós a temos usado – para nos mantermos acreditando que nós somos pecadores e culpados e, consequentemente, além da correção gentil e da cura genuína.

Portanto, o primeiro passo não é negar ou recusar a dualidade, mas dar a ela um propósito diferente – começar a usar os símbolos de separação para desfazer a nossa crença na separação. E é isso que o Curso faz.

A linguagem dualística do Curso é apenas metafórica e não deve ser tomada literalmente.

Todos os seus conceitos dualísticos do Curso estão errados.

A verdade absoluta (puro não-dualismo) pode ser resumida em apenas duas palavras, mas só pode ser aceita por uma mente que foi preparada para ela:

“Deus é.”

Imagem guillermo-ferla-Oze6U2m1oYU-unsplash.jpg

Bibliografia da OREM3:

Um milagre é uma correção. Ele não cria e realmente não muda nada. Apenas olha para a devastação e lembra à mente que o que ela vê é falso. Desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem superar a função do perdão. Assim, permanece nos limites do tempo. LE.II.13

Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso está a paz de Deus.
T.In.2:2-4

Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

0 0 votes
Article Rating
Subscribe
Notify of
guest

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
0
Would love your thoughts, please comment.x