Com o objetivo de pesquisa, estudo, conhecimento e entendimento sobre o sistema de pensamento de uma Organização Baseada na Espiritualidade (OBE), nós estamos transcrevendo, em tradução livre, trechos do artigo “Q&A on the Book Quantum Leadership” [“Perguntas e Respostas sobre o Livro Liderança Quântica”]. Autor: Ben Linders – Treinador / Coach / Consultor / Autor / Palestrante – 13 de Janeiro de 2020.

Artigo:

Q&A on the Book Quantum Leadership [Perguntas e Respostas sobre o Livro Liderança Quântica]

Site:

Q&A on the Book Quantum Leadership – InfoQ

Autor:

Ben Linders – Treinador / Coach / Consultor / Autor / Palestrante

13 de Janeiro de 2020

Fonte:

InfoQ: Software Development News, Trends & Best Practices – InfoQ

Principais Conclusões

• A consciência no nível da percepção [consciousness] nos negócios é um novo paradigma necessário hoje.

A consciência no nível da percepção [consciousness] é a mãe de todo o capital.

O autocultivo é necessário para transformar a consciência no nível da percepção [consciousness] individual e coletiva.

• Práticas de conectividade e atenção plena (mindfulness) são essenciais para o autocultivo e a Transformação da Consciência no Nível da Percepção [Consciousness].

• Os Negócios são capazes de Liderar Essa Mudança e Eles Necessitam Começar a partir da Consciência no Nível da Percepção [Consciousness] de suas Lideranças.

Livro:

Quantum Leadership – New Consciousness in Business

Autores: Frederick Chavalit Tsao and Chris Laszlo

O livro Liderança Quântica, de Frederick Chavalit Tsao e Chris Laszlo, revela o poder de práticas intuitivas diretas – tais como meditação, imersão na natureza, arte e exercícios – para transformar a consciência no nível da percepção [consciousness] de um líder, elevando-a ao máximo potencial para a criatividade empreendedora que incorpora um propósito social. Ao proporcionar às pessoas uma experiência de conectividade que aumenta a consciência no nível da realidade [awareness] delas sobre como as suas ações impactam os outros e a natureza e ao reprogramar essa experiência através das lentes da ciência de um novo paradigma, Liderança Quântica oferece aos leitores um caminho prático para o florescimento de negócios.

A InfoQ entrevistou Frederick Chavalit Tsao e Chris Laszlo sobre Liderança Quântica.

Liderança Quântica – Nova Consciência no Nível da Percepção [Consciousness] nos Negócios

InfoQ:

Por que vocês escreveram esse livro?

Frederick Chavalit Tsao e Chris Laszlo:

O conteúdo, o estilo e o momento de publicação desse livro foram moldados pela constatação de que muitas pessoas que atuam na interseção entre negócios e sociedade têm uma visão desfavorável dos líderes corporativos. O livro defende a dupla tese da redefinição do propósito dos negócios como florescimento e para introdução da consciência no nível da percepção [consciousness] como fonte de capital.

Para que um negócio assuma a liderança na criação de florescimento, ele necessitará catalisar uma transformação na consciência no nível da percepção [consciousness] de seus funcionários e demais partes interessadas (stakeholders), dentro e fora da organização, para que sintam, vejam e ajam de forma diferente. Esse livro defende a introdução de práticas intuitivas diretas que proporcionem às pessoas uma experiência de integridade e conectividade como uma maneira de cultivar uma percepção mais ampla e uma maior consciência no nível da realidade [awareness] de como as suas ações impactam os outros e o mundo.  

A ideia da consciência no nível da percepção [consciousness] como uma forma de capital não é, em si, extraordinária. Muitas teorias de liderança e comportamento organizacional baseiam-se em modelos mentais e estados emocionais das pessoas envolvidas. No entanto, a nossa contribuição reside em sugerir que uma gama de práticas intuitivas diretas é capaz de facilitar o surgimento de uma criatividade empreendedora extraordinária que incorpora a responsabilidade social. Líderes Quânticos têm um propósito maior, compaixão pelos outros e preocupação com as gerações futuras, não apenas porque é lucrativo, mas porque essa é a essência do que eles são.

Nós escrevemos esse livro em resposta a várias tendências subjacentes:

1. A necessidade de reprogramar a sustentabilidade como um florescimento com maior ênfase no “impacto positivo”, que nós definimos como o aumento da prosperidade econômica, contribuindo simultaneamente para ambientes saudáveis ​​e melhorando o bem-estar humano.

2. A tomada de consciência de que muitos negócios têm perdido o senso de propósito e de paixão deles e que a introdução de práticas intuitivas diretas é capaz de proporcionar a oportunidade de construir uma força de trabalho mais engajada e inovadora, tanto internamente quanto em parceria com stakeholders externos.

3. A ausência de uma ligação convincente entre organizações de negócios florescentes e a saúde e o bem-estar de indivíduos, comunidades e da sociedade.

4. O apelo de um livro escrito em um estilo de aprendizado altamente acessível, porém fundamentado em pesquisas baseadas em evidências.

Líderes Quânticos têm um propósito maior, compaixão pelos outros e preocupação com as gerações futuras, não apenas porque é lucrativo, mas porque essa é a essência do que eles são.

Tsao:

A minha busca por uma nova consciência no nível da percepção [consciousness] nos negócios já dura mais de um quarto de século e o meu principal objetivo, como proprietário da quarta geração de um negócio familiar e fundador da Family Business Network Asia, é ajudar a moldar a próxima geração de práticas em negócios. Eu quero promover um novo modelo de liderança que ofereça àqueles que trabalham em empresas com fins lucrativos um guia poderoso para uma maneira de ser mais holística e centrada na vida. Eu experimentei muitas teorias de liderança Ocidentais e os seus gurus, mas nenhuma delas me convenceu. Eu estava buscando e desejava que os negócios contribuíssem para a prosperidade econômica em um mundo onde tanto as pessoas quanto a natureza florescessem. Eu estava procurando uma alternativa às teorias de gestão tradicionais que priorizam o lucro a curto prazo e não se preocupam com os problemas humanos e ambientais urgentes.

Como integradores de riqueza e bem-estar, os líderes necessitam unir funções aparentemente díspares para aproveitar a energia coletiva da organização a serviço da sociedade. Essa integração só pode vir de uma transformação na consciência no nível da percepção [consciousness] — a consciência no nível da realidade [awareness] que a mente tem de si mesma e do mundo — que, por sua vez, tem o potencial de levar a uma forma de ser genuinamente nova. Isso é liderança quântica. Enquanto eu estava buscando maneiras de comunicar o novo paradigma de liderança consciente no nível da percepção [consciousness], eu conheci Chris, que estava procurando um líder nos negócios que o praticasse. Nós igualmente tínhamos perspectivas semelhantes sobre negócios e experiências de vida sincrônicas.

Essa integração só pode vir de uma transformação na consciência no nível da percepção [consciousness] — a consciência no nível da realidade [awareness] que a mente tem de si mesma e do mundo — que, por sua vez, tem o potencial de levar a uma forma de ser genuinamente nova. Isso é liderança quântica.

Laszlo:

Eu comecei a minha carreira em Wall Street, depois voltei a estudar para obter um doutorado em economia antes de migrar para consultoria de gestão e para a academia. Eu passei cinco anos na Deloitte, seguidos por quase uma década na multinacional de materiais de construção Lafarge, S.A. e depois cofundei a consultoria Sustainable Value Partners LLC antes de ingressar no corpo docente da Case Western Reserve University em Cleveland, Ohio. Ao longo de toda essa trajetória, eu me vi cada vez mais refletindo sobre a melhor forma de integrar a responsabilidade social à vida corporativa. Eu acreditava que o desempenho social e ambiental era alguma coisa que precisaria ser cada vez mais reconhecida como essencial para a estratégia de qualquer negócio.

Em uma entrevista de 2013 publicada na GreenBiz, eu articulei vários motivos para buscar a Liderança Quântica:

“Eu tenho passado os últimos doze anos desenvolvendo o argumento de negócios para a sustentabilidade sob as perspectivas de estratégia, finanças, organizacional e operações. Depois de todo esse esforço ao longo desses anos, isso me chamou a atenção que alguma coisa estava faltando: principalmente, a maneira como a sustentabilidade é abordada na maioria das empresas não está produzindo os resultados que as empresas ou a sociedade esperam… O que eu estou defendendo é [a necessidade de] uma abordagem completamente disruptiva… A próxima onda da sustentabilidade terá que ir além da mera sobrevivência e alcançar a prosperidade econômica e ambiental; também terá que dar mais atenção ao bem-estar individual. Nós não podemos esperar ter negócios prósperos em um mundo em desenvolvimento sem que os indivíduos também sejam capazes de experienciar uma maior sensação de bem-estar e conectividade consigo mesmos, com os outros e com o mundo ao redor deles.”

Essas ideias se tornaram a base da minha colaboração com Fred.

InfoQ:

Para quem se destina o livro?

Tsao e Laszlo:

Esse livro está escrito principalmente para profissionais da área de negócios e para aqueles envolvidos em empresas familiares que buscam prosperar fazendo o bem. O nosso objetivo secundário é apoiar acadêmicos e educadores que estão lecionando para estudantes de graduação, MBA, executivos e doutores em Administração (Ph.D.), bem como para estudantes de pós-graduação em programas sem fins lucrativos. Acima de tudo, o público-alvo são executivos ponderados que estão em posição de causar um impacto significativo em nosso futuro compartilhado.

O público-alvo inclui executivos seniores, chefes de departamento, gerentes de nível médio e superior, bem como profissionais envolvidos em educação executiva, coaching e serviços de consultoria.

O objetivo ao longo do processo de escrita foi usar uma linguagem acessível e convidativa para que o livro agregasse valor a cada leitor, “encontrando-os onde eles estão”. Buscou-se utilizar narrativas e exemplos de casos sempre que possível para dar dinamismo ao tema.

InfoQ:

No livro, vocês afirmam que nós temos a opção de mudar a maneira como nós vemos o mundo. É possível vocês explicarem melhor como isso pode funcionar?

Tsao:

“Nós somos o que nós pensamos.
Tudo o que nós somos surge de nossos pensamentos.
Com os nossos pensamentos, nós fazemos o mundo.
Nós não vemos as coisas como elas são.
Nós vemos as coisas como nós somos.
Os nossos olhos formam o mundo e o mundo forma os nossos olhos.”

Nós vemos o mundo através de nossas próprias lentes. O nosso mundo construído pela humanidade é criado [feito] com os nossos pensamentos e conceitualizações, moldado pela lógica e filosofia, gerando gostos e desgostos, preferências e rejeições. Nós temos um sistema de crenças sobre quem nós somos e nós nos apegamos a ele. Então, nós começamos a ver o mundo através dessas lentes que se conformam à nossa própria realidade, criando [fazendo] o nosso próprio conjunto de comportamentos e hábitos.

Para estar ciente do nosso sistema de crenças, reconfigurar e reprogramar a nós mesmos – perceber que nós temos escolhas, isso é liberdade. Nós podemos começar incorporando a atenção plena (mindfulness) como uma prática, livres a partir de nossas construções, mudando as nossas lentes e expandindo a nossa consciência no nível da percepção [consciousness]. É uma jornada de autocultivo, ensinada no I Ching e praticada pelos sábios há milhares de anos.

Laszlo:

Cada um de nós tem uma história sobre o que significa ser humano e a natureza da realidade. Nós podemos nos ver como entidades biofísicas sem espírito, existencialmente sozinhas, egoístas e competitivas, nascidas em um universo frio e mecânico composto de aglomerados de matéria sujeitos a forças que nos impulsionam imutavelmente para uma extinção sem sentido. Ou nós podemos nos ver como seres imbuídos de espírito, vivendo em um mundo repleto de significado, demonstradamente interconectado por meio de fluxos de energia e informação, com uma natureza humana essencialmente compassiva e ávida por mutualismo e cooperação.

Essas histórias alternativas sobre o que significa ser humano não são mais apenas uma questão de crenças espirituais ou religiosas. Como nós mostramos no livro, elas refletem paradigmas concorrentes na ciência. Experienciar as nossas vidas como profundamente interconectadas muda a forma como nós pensamos e agimos. Nós nos tornamos mais empáticos e compassivos. Nós começamos a nos ver como um só com o mundo. A experiência intuitiva direta da conectividade é a base para alterar o comportamento e a tomada de decisões de uma pessoa, tanto nos negócios quanto na vida.

InfoQ:

O que levou vocês a explorarem as culturas tradicionais Orientais?

Tsao:

Quando criança, eu fui influenciado tanto pelas culturas Orientais quanto pelas Ocidentais. Nascido em Hong Kong, com ancestrais de Xangai e tendo me formado nos Estados Unidos, eu sou mais Ocidental do que Oriental. O meu interesse pela cultura Chinesa foi reacendido em meados da década de 1990, quando eu comecei a investigar o que poderia ser chamado de Sustentabilidade Cultural. As minhas primeiras experiências de vida suscitaram questionamentos sobre o papel social dos negócios e o propósito de vida: como sustentar um negócio que funcione não apenas na sociedade, mas também para a sociedade. 

Eu estudei práticas de liderança Ocidentais e teoria da gestão e passei os primeiros anos da minha carreira lendo e questionando essa área, mas, no fim, eu descobri que as abordagens dominantes não eram nem holísticas nem particularmente eficazes. Como eu não consegui encontrar respostas e soluções satisfatórias para os meus projetos nos modelos de liderança Ocidentais, eu me voltei para os ensinamentos de sábios Orientais cuja sabedoria resistiu ao teste do tempo, medido não em décadas ou séculos, mas em milênios. Eu estava entrando numa emocionante jornada de descobertas. Eu estava buscando a chave para o bem-estar integral, procurando por uma maneira de florescer tanto na vida pessoal quanto profissional. Não se pode liderar uma organização florescente sem aprender a florescer como uma pessoa.

Foi assim que eu comecei a explorar as culturas Orientais, que se tem tornado uma jornada de vida.

Laszlo:

Uma fonte unificadora de “tudo o que é” pode ser encontrada no Tao Chinês, no Brahma Vedântico, no Sunyata Budista, no Aša Zoroastriano e no reino místico interior do Sufismo, assim como aparece nas tradições de fé Judaico-Cristãs.

“No princípio, Deus criou o céu e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e a escuridão estava sobre a face do abismo. E o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas” (Gênesis 1:1-2; tradução livre).

A partir desse vazio espacial e atemporal surgiu tudo o que existe no mundo. No Taoísmo, todas as coisas têm origem no Tao e todas as coisas retornam ao Tao. Ele é tanto a fonte quanto o destino de todas as coisas, embora não seja diretamente observável ou sequer nomeável.

“O Tao não pode ser visto pelos nossos olhos. O Tao não pode ser ouvido pelos nossos ouvidos. O Tao não pode ser tocado pelas nossas mãos.”

Ele pode ser concebido em termos das vibrações veladas em nível quântico que dão origem ao mundo. De forma semelhante, no Budismo, o mundo manifesto do espaço e do tempo, como nós o observamos, é apenas uma manifestação superficial da realidade mais profunda, que transcende o espaço e o tempo, do Brahman.

De uma forma ou de outra, o conceito do mundo como vibração sem forma era reconhecido nas culturas Orientais tradicionais. Estava presente no conceito Sânscrito de Akasha e no conceito Chinês do Tao — a fonte ou raiz de todas as coisas. Viver em harmonia com o Tao era visto como purificador, pois refinava a vibração da matéria e da energia. Assim como estar em sintonia com a música, uma vibração harmoniosa é aquela que leva a uma vida florescente. O universo é representado como uma oscilação das forças Yin e Yang. Quando estão igualmente presentes, tudo está calmo. Quando uma é sobrepujada pela outra, por exemplo, como no desejo excessivo por riqueza e poder, há confusão e desordem.

InfoQ:

O que você tem aprendido para os negócios?

Tsao:

Eu tendo atuado no mundo dos negócios por mais de quarenta anos, eu tenho observado que um negócio duradouro é impulsionado por significado e propósito, o que, por sua vez, cria um profundo entendimento e comprometimento com o seu papel e responsabilidades perante a sociedade. Os negócios se tornaram um poderoso grupo de interesse impulsionado pelo capitalismo, motivado por pessoas que buscam a liberdade material, construída sobre princípios de liberdade de propriedade e comércio, protegidos pelo direito contratual.  

Os negócios também são a instituição mais eficiente para alocar recursos e agregar valor. São um conjunto de pessoas com duas funções principais: Servir a Humanidade e Gerar Riqueza. No entanto, os negócios necessitam ser guiados por um propósito, organizados como um sistema vivo e ágil para se adaptar às demandas do mercado. De fato, os negócios são parte integrante da sociedade (que forma o mercado) e a economia é fundamentalmente composta por atividades comerciais que atendem aos desejos humanos. Contudo, na era do consumismo e do materialismo, os desejos humanos nem sempre se alinham ao bem-estar, resultando em conflitos.

Os negócios podem liderar essa mudança e eles necessitam começar a partir da consciência no nível da percepção [consciousness] de sua liderança. Nós só podemos estar bem quando todas as pessoas e todas as coisas ao nosso redor estiverem bem – essa é a nova era da economia do bem-estar.

Laszlo:

Ao analisarmos a soma total da atividade econômica em todos os setores dos negócios, nós vemos que os esforços corporativos em prol da sustentabilidade apenas desaceleram o crescimento de muitos problemas sociais e globais. Estresse e desmotivação no trabalho, desigualdade de renda, fome crônica, mudanças climáticas e perda de biodiversidade (extinção de espécies) estão se agravando, ao invés de melhorar. Os esforços nos negócios, na melhor das hipóteses, estão mitigando essas tendências, mas não revertendo a sua trajetória.

A conclusão de qualquer observador objetivo é que a abordagem da sustentabilidade baseada em argumentos dos negócios, por si só, não é suficiente — e nunca será suficiente da forma como é praticada atualmente — para gerar prosperidade e florescimento. Tampouco é suficiente ensinar às pessoas comportamentos éticos ou disseminar preceitos morais contra condutas irresponsáveis, mesmo com o uso de sofisticados programas de treinamento corporativo, como aqueles que empregam processos de visão e valores compartilhados.

A nossa tese é que nós necessitamos mudar os líderes em seu nível mais fundamental — no nível de sua consciência no nível da percepção [consciousness]. Transformar a consciência no nível da percepção [consciousness] nos transforma no nível mais profundo de nossa identidade. Essa transformação tem que sempre ser construída sobre uma base de liderança pautada em princípios, acompanhada por uma justificativa de negócio crível e convincente para a responsabilidade social. Quando os líderes de negócios possuem valores norteadores sólidos e são capazes de articular uma justificativa de negócios persuasiva para a responsabilidade social, eles criam a base para uma nova consciência no nível da realidade [awareness] de como as suas ações impactam os outros e as gerações futuras.

InfoQ:

Como é o modelo de liderança quântica?

Tsao:

Einstein tinha uma frase que dizia:

“Nenhum problema pode ser resolvido a partir do mesmo nível de consciência no nível da percepção [consciousness] que o criou”.

A liderança quântica é um modelo que leva a uma mudança de consciência no nível da percepção [consciousness] – eu acredito que a consciência é a mãe de todo o capital. Ela é fundamentalmente práticas que transformam a consciência no nível da percepção [consciousness] – em termos simples, mudar as nossas lentes mudando o nosso sistema de crenças. Assim, nós podemos nos libertar de nossas próprias construções humanas (limitações) e descobrir o nosso propósito de vida. Esse é um estado de alinhamento que libera o poder da criatividade interior, à medida que as novas lentes trazem mais possibilidades e escolhas.

Quando os líderes de negócios possuem valores norteadores sólidos e são capazes de articular uma justificativa de negócios persuasiva para a responsabilidade social, eles criam a base para uma nova consciência no nível da realidade [awareness] de como as suas ações impactam os outros e as gerações futuras.

É importante sempre enfatizar que a nova consciência no nível da percepção [consciousness] faz todo o sentido prático para os negócios. Uma abordagem de liderança quântica oferece uma chance maior de sucesso financeiro porque ela aprimora as suas habilidades empreendedoras. O seu pensamento se torna menos limitado. Você consegue enxergar melhor e com mais clareza e se sente mais corajoso e aventureiro. Em resumo, isso o torna um empreendedor ou líder corporativo melhor. Os conflitos entre o objetivo de curto prazo de manter a sua empresa ativa e financeiramente saudável e o desafio de longo prazo de elevar a consciência no nível da percepção [consciousness] e a consciência no nível da realidade [awareness] são uma questão de equilíbrio.

A liderança quântica é um modelo que leva a uma mudança de consciência no nível da percepção [consciousness] – eu acredito que a consciência é a mãe de todo o capital.

Laszlo:

Quando líderes de negócios possuem valores orientadores sólidos e conseguem articular uma argumentação persuasiva sobre a responsabilidade social nos negócios, eles criam a base para uma nova consciência no nível da realidade [awareness] de como as suas ações impactam os outros e as gerações futuras. A grande questão é como transformar essa consciência no nível da percepção [consciousness] em cada um de nós e, consequentemente, o papel dos negócios na sociedade, em nossos locais de trabalho. O Quantum Leadership Model (QLM) [Modelo de Liderança Quântica] demonstra como práticas intuitivas diretas que nos conectam a nós mesmos, aos outros e ao mundo são parte fundamental da resposta.

Quando líderes de negócios possuem valores orientadores sólidos e conseguem articular uma argumentação persuasiva sobre a responsabilidade social nos negócios, eles criam a base para uma nova consciência no nível da realidade [awareness] de como as suas ações impactam os outros e as gerações futuras.

A introdução de tais práticas no ambiente de trabalho pode ajudar os profissionais a se enxergarem como profundamente conectados, não apenas metaforicamente, mas no sentido de uma totalidade física e consciente. Elas possibilitam uma experiência direta dos fenômenos físico-biológicos e da consciência no nível da percepção [consciousness] que a ciência agora descreve como aspectos do mapa integral da realidade. Aqui, o bem-estar do indivíduo torna-se inseparável do bem-estar dos outros. As implicações de enxergar o mundo nesses termos são cruciais para o propósito dos negócios. É somente por meio dessa consciência no nível da percepção [consciousness] de interconectividade que nós agimos com amor e compaixão. Somente através dessa consciência no nível da percepção [consciousness] que nós experienciamos um profundo senso de cuidado por todos os seres vivos. Só então nós tomaremos decisões de negócios que visem, de forma consciente, o florescimento de toda a vida e das gerações futuras.

InfoQ:

Quais princípios de liderança impulsionam organizações que buscam fazer negócios como uma fonte para o bem?

Tsao:

Se eu tivesse que escolher uma característica fundamental para a liderança, eu diria que é a humildade. Com humildade, você está mais disposto a mudar a si mesmo, a aprender e a enxergar o ambiente de forma consciente. Ela é a base do autocultivo, o cerne da jornada evolutiva. Para mim, está claro que as organizações só podem florescer quando a sua liderança evolui dessa tal maneira e os gestores criam esse tipo de cultura. Tudo começa com o autocultivo: o desenvolvimento de uma mentalidade verdadeiramente aberta à mudança, onde a pessoa está/é:

• Constantemente mudando a consciência no nível da percepção [consciousness] para estar sempre conectada ao propósito

• Altamente auto ciente da própria construção humana para ser capaz de enxergar a realidade

• Possui prática(s) de conectividade para se alinhar constantemente consigo mesmo, com os outros e com o ambiente

A fonte do bem reside no interior do líder e da organização (impulsionada pela consciência no nível da percepção [consciousness] de sua liderança). A prática da atenção plena (mindfulness) / unicidade é o caminho para conectar-se com o mercado, reconhecendo (a partir de lentes sem filtros) necessidades de mercado e desenvolvendo modelos de negócios para atendê-las (pontos de conflito / lacunas de necessidades). Esses são os meus princípios norteadores.

Laszlo:

Cuidado e compaixão são princípios organizacionais essenciais para líderes quânticos. O bem-estar de funcionários, fornecedores, clientes e demais partes interessadas é visto como fundamental para o sucesso dos negócios. Os sentimentos de empatia pelos outros e o desejo de aliviar o sofrimento não provêm de um senso de identidades sociais separadas, mas de um lugar de unicidade. Isso vai além dos princípios da liderança servidora. A autoconsciência no nível da realidade [self-awareness], juntamente com a consciência no nível da realidade [awareness] da interconectividade de todas as coisas, torna-se a base para os negócios como uma fonte de bem.

InfoQ:

Como nós podemos praticar a meditação mindfulness e quais benefícios ela pode trazer?

Tsao:

Meditação é a prática de alcançar um estado de estar consciente e atento ao presente. Existem muitas práticas e cada um pode escolher a que funciona melhor para si. Em um estado de estar consciente e atento ao presente, podemos nos voltar para o nosso interior para descobrir e aumentar a consciência no nível da realidade [awareness] dos movimentos internos, dos nossos desalinhamentos/conflitos internos, alcançar um estado de quietude e, a partir desse estado, uma conexão com o ambiente externo e a criatividade é capaz de surgir. 

Meditação é a prática de alcançar um estado de estar consciente e atento ao presente.

A criatividade surge da energia do amor e hoje nós somos construídos principalmente pela energia do medo. A meditação nos reconecta com a nossa fonte, que é a energia básica do amor. Além da calma e do silenciamento da mente que a meditação frequentemente proporciona, é no estado de quietude e conexão com uma consciência no nível da realidade [awareness] aguçada com a força energética maior, na fonte da nossa criação, que reside o nosso poder criativo.

A criatividade surge da energia do amor e hoje nós somos construídos principalmente pela energia do medo. A meditação nos reconecta com a nossa fonte, que é a energia básica do amor.

Laszlo:

A meditação mindfulness desenvolve a nossa capacidade de estarmos plenamente presentes, descobrindo a perfeição inata do momento atual. Através da prática de mindfulness, nós caminhamos em direção a esse estado, desenvolvendo sistematicamente a atenção hábil. Por diversas razões, as técnicas utilizadas na meditação mindfulness moderna derivam, em sua maioria, daquelas desenvolvidas na Índia e na China antigas. O objetivo da meditação mindfulness não é aquietar a mente ou tentar alcançar um estado de calma eterna, mas sim cultivar a própria consciência no nível da realidade [awareness] meditativa, por meio da prática aplicada. O verdadeiro benefício da prática reside nessa consciência no nível da realidade [awareness] aguçada.

O objetivo da meditação mindfulness não é aquietar a mente ou tentar alcançar um estado de calma eterna, mas sim cultivar a própria consciência no nível da realidade [awareness] meditativa, por meio da prática aplicada. O verdadeiro benefício da prática reside nessa consciência no nível da realidade [awareness] aguçada.

O tema comum subjacente a qualquer técnica de meditação mindfulness é o desenvolvimento da habilidade. Ao invés de focar no que o praticante foca (por exemplo, a respiração), a ênfase está em como ele foca. O que torna essa meditação eficaz é a maneira como ela desenvolve a atenção. Qualquer prática meditativa substancial — seja mindfulness, bondade amorosa, meditação caminhando ou qualquer outra prática — desenvolve a nossa capacidade de atenção hábil.

Práticas como a meditação mindfulness fazem parte de uma espiral ascendente bem documentada no estilo de vida, que aumenta as nossas emoções positivas e fortalece os nossos recursos pessoais, o que, por sua vez, pode levar a uma maior satisfação com a vida e a uma inclinação intrínseca para fazer o bem aos outros e ao mundo. Por outro lado, essas práticas também se mostraram eficazes em evitar a espiral descendente de diminuição do bem-estar e desconexão, que, por sua vez, reforça comportamentos de desconfiança e falta de cooperação. Elas expandem a nossa consciência no nível da realidade [awareness] de sermos um só com os outros e com o mundo, ajudando-nos a transcender as preocupações cotidianas que, de outra forma, tendem a nos deixar com sentimentos de medo e solidão. Elas envolvem a pessoa como um todo e não apenas o lado racional, analítico e lógico do hemisfério esquerdo do cérebro.

InfoQ:

Por que os líderes em negócios se conectam com a natureza? O que isso lhes proporciona?

Tsao:

Eu acredito que hoje nós existimos em um mundo interconectado que se dessincronizou, incluindo a natureza e o meio ambiente. A física quântica decompõe toda a matéria em nada mais do que energia. Todas as coisas e todas as pessoas que são materiais são energia vibrando dentro de um campo de energia universal maior. Isso se alinha com as práticas Orientais de unicidade. Conectar-se com a natureza faz parte do alinhamento e é inseparável da manifestação da energia do amor e da criatividade. Existe uma hipótese evolucionista de que a natureza possui poder curativo [healing] e restaurador e nós temos uma afinidade natural com a natureza que está enraizada em nossa herança biológica.

Todas as coisas e todas as pessoas que são materiais são energia vibrando dentro de um campo de energia universal maior. Isso se alinha com as práticas Orientais de unicidade.

A abordagem da liderança quântica trata da evolução da liderança de dentro para fora. Trata-se de alinhar a motivação com a energia criativa, a energia do amor. Nós só podemos criar a partir da energia do amor e não do medo. Eu acredito que, se nós não mudarmos o mundo, então o mundo nos mudará — muito provavelmente em uma direção que nós não desejamos.

Laszlo:

A exposição ao mundo natural pode aprimorar a nossa criatividade, aumentar a nossa sensação de bem-estar e fortalecer o nosso senso de responsabilidade cívica. Numerosos estudos empíricos demonstram que a conexão com a natureza é importante para a nossa felicidade e também um indicador de comportamento pró-ambiental. O naturalista de Harvard, E. O. Wilson, foi um dos muitos cientistas a apresentar a hipótese evolucionista de que a natureza possui um poder restaurador.

Alguns dos benefícios destacados em pesquisas contemporâneas sobre imersão na natureza incluem: melhora da saúde geral; alívio do estresse; redução de emoções negativas, como medo e raiva; aumento do afeto positivo; melhora do humor e aumento do bem-estar subjetivo; sentimentos de alegria e felicidade; reconexão consigo mesmo; fortalecimento dos laços de parentesco em equipes; maior senso de comunidade, parentesco, igualitarismo e pertencimento, juntamente com maior empatia; um senso de lugar mais forte; e aprimoramento das habilidades cognitivas, incluindo criatividade, fluxo cognitivo e desempenho mental na resolução de problemas.

InfoQ:

Como nós podemos explorar e ampliar os pontos fortes com a Investigação Apreciativa?

Tsao Laszlo:

A Investigação Apreciativa é uma abordagem radicalmente diferente para a mudança em nível sistêmico. Ela se baseia em uma nova maneira de ver o mundo, que se constrói sobre os pontos fortes e os relacionamentos generativos dentro de um todo, ao invés da resolução reducionista de problemas usando formas de análise de causa raiz. A Investigação Apreciativa é particularmente adequada para desafios complexos de negócios com diversas partes interessadas (stakeholders] estratégicas.

Ela se concentra no poder dos pontos fortes, ao invés das deficiências. Ela utiliza um processo de investigação que constrói capacidade cooperativa em sistemas inteiros, permitindo que as vozes de todas as principais partes interessadas sejam ouvidas. A metodologia do Appreciative Inquiry Summit foi projetada para grupos autogerenciados, escaláveis ​​para até mais de 1.000 pessoas reunidas ao longo de três ou mais dias.

A Investigação Apreciativa não é apenas uma metodologia de gestão de mudanças, mas uma nova maneira de ver o mundo, capaz de permear todos os nossos relacionamentos e comunicações. Ela pode proporcionar novas perspectivas sobre dinâmicas complexas envolvendo múltiplas partes interessadas, construir relacionamentos sólidos e estimular níveis extraordinários de criatividade, aproveitando a inteligência coletiva de todo o sistema. Mais importante ainda, ela possibilita ações alinhadas mesmo entre grupos com histórico de confrontos e relações contraproducentes.

A Investigação Apreciativa não é apenas uma metodologia de gestão de mudanças, mas uma nova maneira de ver o mundo, capaz de permear todos os nossos relacionamentos e comunicações.

InfoQ:

Qual a sugestão de vocês para líderes que desejam que as suas empresas produzam resultados positivos para os negócios ou para as comunidades que eles atendem?

Tsao Laszlo:

Comecem a praticar a liderança quântica. Mudem a consciência no nível da percepção [consciousness] e façam dela a mãe de todo o seu capital. Isso é um pequeno passo para fora da nossa zona de conforto, mas um passo gigantesco rumo à evolução e a um novo paradigma para uma ordem mundial transformada.

Líderes nos negócios que desejam inspirar outros a lidar eficazmente com mudanças disruptivas têm que cultivar a capacidade de reconhecer tais mudanças e se adaptar a elas de maneiras que criem valor econômico, social e ambiental positivo. Em seu nível mais fundamental, isso requer uma consciência no nível da percepção [consciousness] aguçada de interconectividade para enxergar o mundo a partir de uma perspectiva expansiva, relacional e amorosa.

Comecem a praticar a liderança quântica. Mudem a consciência no nível da percepção [consciousness] e façam dela a mãe de todo o seu capital. Isso é um pequeno passo para fora da nossa zona de conforto, mas um passo gigantesco rumo à evolução e a um novo paradigma para uma ordem mundial transformada.

Eles têm que ser criativos e estratégicos, possuir curiosidade e mente aberta, liderar e gerenciar mudanças de forma proativa, mantendo-se à frente do mercado e da concorrência. Isso exige a capacidade de realizar análises perspicazes para antecipar mudanças, desenvolver estratégias e modelos de negócios inovadores e ser capaz de integração estratégica para executar essas estratégias. Tais líderes têm que ser proativos e capazes de impulsionar o pensamento estratégico, mantendo-se prudentes. Eles também necessitam ter uma presença prática na linha de frente. Para fazer tudo isso, eles têm que construir uma cultura organizacional na qual as práticas de conectividade façam parte da “maneira de fazer as coisas” da empresa.

Seja por meio da história de vida pessoal de Fred e da jornada evolutiva de sua organização; seja pelos 16 exemplos de empresas apresentados como mini estudos de caso; seja pela pesquisa de campo que apoia o Quantum Leadership Model [Modelo de Liderança Quântica]; ou pela ciência da conectividade, os leitores aprendem como práticas intuitivas diretas do dia a dia são capazes de ajudar líderes e organizações a mudar a consciência no nível da percepção [consciousness] deles a partir de uma de separatividade e egoísmo para uma de conectividade e cuidado. Tais práticas possibilitam comportamentos mais pró-sociais e pró-ambientais que produzem resultados positivos tanto para os negócios quanto para o mundo.

É um trabalho tanto individual quanto em grupo; nós somos um sistema dentro de um sistema. Cada parte necessita estar bem para que o todo esteja bem. Na busca de Fred para elevar a sua consciência no nível da percepção [consciousness], ele tem pesquisado amplamente e criou um novo modelo de negócios em resposta a essa necessidade. Chama-se OCTAVE Institute, um modelo que integra a ciência quântica com práticas Orientais, com uma única missão: fornecer uma plataforma para que líderes quânticos aprendam, curem-se [heal] e evoluam. OCTAVE Institute é “mais do que uma escola da vida”.

Sobre os Entrevistados

Frederick Chavalit Tsao é proprietário de uma empresa familiar de quarta geração e Presidente do IMC Pan Asian Alliance Group, um conglomerado com presença em mais de 17 países. Ele fundou o OCTAVE Institute, uma plataforma de aprendizado dedicada à formação de organizações e líderes do século XXI, com um novo nível de consciência no nível da percepção [consciousness] e liberdade. Fred reconhece a importância das empresas familiares para a economia global e atuou no conselho da Family Business Network International, além de ter fundado o seu capítulo na Ásia.

Chris Laszlo, PhD, é professor de comportamento organizacional na Case Western Reserve University, onde pesquisa e leciona sobre empresas florescentes. Ele é autor de Flourishing Enterprise (2014), Embedded Sustainability (2011) e Sustainable Value (2008), todos publicados pela Stanford University Press. Laszlo também é sócio-gerente da Sustainable Value Partners, uma consultoria em estratégia de sustentabilidade que cofundou em 2002.

Sobre o Entrevistador

Ben Linders dirige um negócio individual focado em Agile, Lean, Quality e Continuous Improvement. É autor de “Getting Value out of Agile Retrospectives”, “Waardevolle Agile Retrospectives”, “What Drives Quality”, “The Agile Self-assessment Game”, “Problem? What Problem?” e “Continuous Improvement”. Criador de diversas ferramentas de coaching Agile, como o “Agile Self-assessment Game”. Como consultor, coach e instrutor, auxilia organizações na implementação de práticas eficazes de desenvolvimento e gestão de software. O seu foco é a melhoria contínua, a colaboração e a comunicação, além do desenvolvimento profissional. Ben é um membro ativo de redes sobre Agile, Lean e Qualidade e palestrante e escritor frequente. Ele compartilha a sua experiência em um blog bilíngue (Holandês e Inglês) e como editor de Agile no InfoQ. Siga-o no Twitter: @BenLinders.

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A Espiritualidade nas Empresas trata-se de uma Filosofia cujos Princípios são capazes de ajudar tanto as Pessoas quanto as Organizações.

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Autor

Graduação: Engenharia Operacional Química. Graduação: Engenharia de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing - PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras - FGV/SP. Blog Projeto OREM® - Oficina de Reprogramação Emocional e Mental - O Blog aborda quatro sistemas de pensamento sobre Espiritualidade Não-Dualista, através de 4 categorias, visando estudos e pesquisas complementares, assim como práticas efetivas sobre o tema: OREM1) Ho’oponopono - Psicofilosofia Huna. OREM2) A Profecia Celestina. OREM3) Um Curso em Milagres. OREM4) A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE) - Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT). Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista como uma proposta inovadora de filosofia de vida para os padrões Ocidentais de pensamentos, comportamentos e tomadas de decisões (pessoais, empresariais, governamentais). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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