6ª visão – Lembrando a verdade que você tem sido preparado para contar ao mundo.

Quanto mais nós permanecermos conectados com a energia, mais nós estaremos conscientes (intensamente) daqueles momentos em que nós perdemos a conexão, geralmente quando nós estamos sob estresse. Nesses tempos, nós podemos ver a nossa maneira particular de roubar energia de outras pessoas. Uma vez que as nossas manipulações são trazidas à consciência no nível da realidade [awareness] pessoal, a nossa conexão se torna mais constante e nós podemos descobrir o nosso próprio caminho de crescimento na vida e em nossa missão espiritual – a maneira pessoal de contribuir para o mundo.

Experimentando momentos de profunda conexão espiritual nos abre para a 6ª visão. Nós começamos a receber um senso de clareza para aonde a Sincronicidade está nos levando; qual pode ser a nossa “direção da vida”. Essa consciência no nível da realidade [awareness] traz fortes intuições e nos guia para a nossa missão nessa vida. Isso pode estar em qualquer área do esforço humano ou nas áreas da vida, desde relacionamentos até encontrar paixão em uma carreira (educação, negócios, medicina ou serviços governamentais). Geralmente, isso é um vislumbre vago de nosso destino futuro, algo que nos invoca um maior senso de inspiração e realização. Embora um pouco indeterminadas, as nossas intuições podem permanecer como uma meta geral que nos ajudará a entender e seguir o nosso caminho sincronizado e a prosseguir em frente.

A 6ª visão é chamada “Esclarecendo o Passado”. Ela nos permite compreender a 5ª visão, “A Mensagem dos Místicos” por liberar a nossa preocupação da 4ª visão, “A Luta por Poder”. A energia revelada na 3ª visão, “Uma Questão de Energia” nos está completamente revelada ao nos liberar de ganhar segurança através da luta por poder e controle. E, em vez disso, nós adquirimos essa energia da nossa Conexão com Deus.

A 6ª visão nos ensina que nós nos identificamos mais com o nosso estilo de drama de controle, quando nós perdemos a nossa Conexão e nós estamos sob estresse extremo. São nesses momentos que os nossos comportamentos mecânicos inconscientes surgem. Nós podemos optar por ignorar e reprimir o nosso método de obter segurança ou focar e superá-lo. Uma vez que nós nos tornamos conscientes desse comportamento, nós podemos estabilizar a nossa Conexão e permanecer em contato regular com a verdadeira fonte de toda energia. É então que nós podemos descobrir o trabalho ou a missão de nossa vida e começar a dar a nossa contribuição significativa para o mundo.

Antes que nós possamos nos conectar com a energia em uma base contínua, há uma larga barreira que nós temos que ultrapassar. A 6ª visão lida com essa questão.

Nós precisamos confrontar a nossa maneira particular de controlar os outros.

Lembre-se que a 4ª visão revela que os humanos têm sempre perdido energia e buscado controlar uns aos outros para adquirir a energia que flui entre as pessoas. A 5ª visão nos mostra que existe uma fonte alternativa, mas nós não podemos permanecer conectados com essa fonte até que nós nos tornemos completamente conscientes do nosso método particular que, como indivíduos, utilizamos para controlar e parar de fazê-lo – porque onde quer que nós recaiamos nesse hábito, nós nos tornamos desconectados com a fonte.

A 6ª visão explica como nós temos que atingir um nível mental, que nos permita viver apenas guiados pelas coincidências.

A 6ª visão define que nós temos que trazer à consciência no nível da realidade [awareness] o nosso drama de controle familiar para avançarmos no caminho da sabedoria.

A 6ª visão ensina que cada um de nós é a etapa seguinte da evolução ao longo da linhagem criada pelos nossos pais. Nós podemos descobrir o nosso propósito maior na Terra reconhecendo o que os nossos pais realizaram e onde eles pararam. Conciliando o que eles nos deram com o que eles deixaram para que nós resolvêssemos, nós podemos obter uma imagem clara de quem nós somos e qual é o nosso propósito.

Do livro “Guia de Leitura de A Profecia Celestina”, dos autores James Redfield e Carol Adrienne, nós temos a seguinte afirmação para o nosso conhecimento e entendimento sobre o que aborda essa visão do Manuscrito:

“Como será abordado na 6ª visão, as posições fixas do ego fomentam um estilo dramático repetitivo denominado Drama de Controle. As posições descrevem três atitudes, abordadas no best-seller de Eric Berne, “Games People Play: The Psychology of Human Relationships” (“Os Jogos da Vida: Análise Transacional”), a saber: o estado do Pai, da Criança e do Adulto.

O estado do Pai corresponde aos Dramas de Controle mais agressivos do “Intimidador” e “Interrogador”.

O estado da Criança corresponde aos Dramas de Controle mais passivos do “Coitadinho de Mim” e do “Distante”.

O estado Adulto, uma vez expandido para incluir a conexão com o Eu Superior, corresponde ao estado intensificado de crescimento sincronístico.

Tomar consciência no nível da realidade [awareness] desses estados do ego é proveitoso para nós compreendermos como as nossas interações podem ser complexas.”

Os autores prosseguem:

“De acordo com Berne, o estado do Pai é composto do comportamento, das atitudes e dos valores que você viu em seus pais ou em outros adultos. Quando você se comunica a partir desse estado do ego, você pode parecer crítico, rígido, ‘dono da verdade’, ou exageradamente protetor. Você quer sentir que está no controle, de modo que tenta controlar os outros. Numa luta pelo poder, você poderá descobrir que o seu Pai Crítico Interior está muito ocupado fazendo a outra pessoa parecer errada. O seu comportamento poderá lembrar muito o dos seus pais, ou refletir os valores deles.

Quando você perceber que está preocupado com as transgressões das outras pessoas, talvez fosse proveitoso dar um passo atrás e observar o que está acontecendo dentro de você. Você sente necessidade de controlar para conseguir energia?

Berne define o estado da Criança como aquela parte de nós bastante familiar que se sente como nós nos sentíamos quando bebês ou quando nós éramos bem pequenos. Nós manipulamos os outros a partir de uma posição de fraqueza, culpa ou irresponsabilidade. Essa é uma posição do ego que quer aquilo que quer agora, mas sempre presume que essa necessidade deve ser satisfeita por terceiros fazendo com que eles se sintam responsáveis.

O terceiro estado do ego definido pela Análise Transacional é o estado do Adulto. Quando nós usamos as nossas habilidades para obter informações de várias fontes, analisar opções e fazer escolhas com base em informações atuais, nós estamos funcionando a partir de um estado do Adulto. Nós estamos no aqui e agora. Nós temos consciência no nível da realidade dos nossos sentimentos e nós sabemos que nós temos escolhas.

Nós estamos dispostos a correr riscos baseados nas melhores informações que nós temos na ocasião. Nós podemos levar em consideração o que os outros têm a dizer, mas nós confiamos em nós mesmos e tomamos a decisão final. Nós somos capazes de ouvir diferentes opiniões sem nos sentirmos ameaçados ou nos colocarmos numa posição rígida na qual nós sentimos que nós estamos ganhando ou perdendo. Nós permanecemos em contato com os nossos sentimentos e nós nos expressamos da maneira mais precisa possível, sabendo que mais será revelado quando nós nos abrirmos aos eventos. O estado do Adulto é a agilidade do ego de relacionar-se com a faculdade da intuição e da orientação interior.

A 6ª visão nos informa que nós interferimos com a nossa evolução ao tentarmos controlar a energia através desse processo chamado drama de controle. Nós interrompemos literalmente o avanço do nosso destino quando nós usamos um padrão de controle repetitivo da infância, em vez de permitir que a sincronicidade nos leve para a frente.

Trecho para introdução e reflexão, extraído do livro “A Profecia Celestina” de James Redfield:

“Sua maneira de controlar pessoas e situações, para trazer energia para si, é criar na mente um drama durante o qual você se isola e parece cheio de segredos e misterioso. Diz a si mesmo que está sendo cauteloso, mas o que faz na verdade é esperar que alguém seja atraído para esse drama e tente imaginar o que se passa com você. Quando alguém faz isso, você se mantém vago, obrigando a pessoa a lutar e cavar para discernir os seus verdadeiros sentimentos. Quando a pessoa faz isso, dedica toda a atenção a você e lhe transmite a energia. Quanto mais consegue mantê-la interessada e confusa, mais energia você recebe. Infelizmente, quando age com esse distanciamento, a sua vida tende a evoluir muito devagar, pois você repete a mesma cena seguidas vezes.”

Mudar os nossos hábitos não é tarefa fácil porque tem sido, em grande parte, um ambiente inconsciente. A chave para trazer a si mesmo complemente em consciência no nível da realidade [awareness] é reconhecer como nos primeiros anos de vida nos sentimos todos estressados e inseguros no mundo e crescemos desconectados de nossa Mais Elevada Fonte de Energia. Como crianças, nós descobrimos que nós podíamos obter atenção e as pessoas se moviam em nossa direção por adquirirmos uma certa personalidade de estilo de controle.

Isso substituiu a segurança Divina e de “energia” que nós precisamos desesperadamente aqui na Terra. Esse estilo é algo que nós repetimos novamente inúmeras vezes e usualmente serve para trazer dor às pessoas ao nosso redor, porque nós estamos roubando delas a energia que nós precisamos. É chamado de “drama de controle tipo inconsciente” e cada tipo também revela como nós humanos vemos o mundo ao nosso redor.

É chamado de um “drama” porque é uma cena familiar, como uma cena em um filme, pela qual nós escrevemos um roteiro quando éramos crianças. Então, nós repetimos essa cena inúmeras vezes em nossa vida diária sem estarmos consciente disso. Tudo o que nós sabemos é que esse tipo de evento nos ocorre repetidamente. O problema é que quando nós estamos repetindo essa cena inúmeras vezes, as outras cenas de nosso filme real de vida, a alta aventura marcada pelas coincidências, não podem emergir.

O primeiro passo no processo de esclarecimento para cada um de nós é trazer o nosso drama de controle pessoal à plena consciência no nível da realidade [awareness]. Nada pode prosseguir enquanto nós não olharmos de fato para nós mesmos e descobrirmos o que nós estamos fazendo para manipular em busca de energia e para se defender da dor.

O passo seguinte é voltar ao próprio passado, ao centro da vida familiar inicial e observar como se formou esse hábito. Ver a gestação disso mantém consciente [aware] a nossa maneira de controlar.

Lembre-se, a maior parte dos membros de nossa família tinha um drama próprio, tentando extrair energia de nós quando crianças. Por isso é que nós tivemos de criar uma forma de drama de controle, para começar. Nós tivemos de criar uma estratégia para recuperar a energia.

É sempre na relação com os membros da família que nós criamos os nossos dramas particulares. Contudo, assim que nós reconhecemos as dinâmicas de energia familiares, nós podemos nos distanciar dessas estratégias de controle e ver o que realmente está acontecendo.

Cada pessoa tem que reinterpretar a experiência familiar de um ponto de vista evolutivo, espiritual e descobrir quem é ela própria na realidade. Assim que nós fazemos isso, o nosso drama de controle desaparece e as nossas vidas reais decolam.

Os dramas de controle baseiam-se no medo.

Cada uma das formas de controle de energia tem a sua origem no medo original de que se nós perdermos a ligação com o nosso pai ou a nossa mãe, nós seremos incapazes de sobreviver. Quando nós éramos crianças, os nossos pais efetivamente eram a fonte da nossa sobrevivência e, quando nós precisávamos de energia para nos sentirmos seguros, utilizávamos um dos dramas que pareciam funcionar.

Um interrogador é um dos tipos de dramas de controle. As pessoas que usam essa maneira de adquirir energia encenam um drama de fazer perguntas e sondar o mundo de outra pessoa, com o propósito específico de descobrir alguma coisa errada. Assim que fazem isso, elas criticam esse aspecto da vida da outra pessoa. Se essa estratégia der certo, aí a pessoa criticada é atraída para o drama. Vê-se de repente ficando intimidada perto do interrogador, prestando atenção ao que ele faz e pensando nisso, para não fazer nada errado que o interrogador perceba. A diferença psíquica dá ao interrogador a energia que ele deseja. Tente se lembrar das vezes em que conviveu com pessoas assim. Quando a gente é colhida nesse drama, não tende a agir de um certo modo, para que a pessoa não o critique? Ela nos tira de nosso caminho e drena a nossa energia, porque nós nos julgamos pelo que ela pode estar pensando.

Todos manipulam em busca de energia, ou de uma maneira agressiva, direta, forçando as pessoas a prestarem atenção neles, ou de uma maneira passiva, jogando com a simpatia ou curiosidade das pessoas para chamar atenção. Por exemplo, se alguém o ameaça, seja verbal ou fisicamente, então você é obrigado, por medo de que alguma coisa ruim lhe aconteça, a prestar atenção nele e, portanto, a transmitir energia para ele. A pessoa que o ameaça está envolvendo você no mais agressivo tipo de drama, o que a 6ª visão chama de o intimidador.

Se, por outro lado, alguém lhe conta todas as coisas horríveis que já aconteceram com ele, insinuando que talvez você seja o responsável e que se recusar a ajudá-lo essas coisas horríveis vão continuar, essa pessoa está buscando controlar no nível mais passivo, com o que o Manuscrito chama de drama do coitadinho de mim. Pense nisso um instante. Nunca se viu com alguém que o fez se sentir culpado quando estava na presença dele, mesmo sabendo que não existia nenhum motivo para se sentir assim? Bem, é que você entrou no mundo dramático de um coitadinho de mim. Tudo que eles dizem e fazem deixam você numa posição em que tem que se defender contra a ideia de não estar fazendo o bastante por essa pessoa. Por isso é que se sente culpado só por estar perto dela.

O drama de qualquer um pode ser examinado, de acordo com o lugar que ele ocupa nesse espectro que vai do agressivo ao passivo. Se uma pessoa é sutil em sua agressão, encontrando defeito e solapando lentamente o nosso mundo para extrair a nossa energia, essa pessoa seria um interrogador. Menos passivo que o coitadinho de mim seria o drama de distanciamento.  Portanto, a ordem dos dramas segue-se desse modo, do mais agressivo ao mais passivo:

  • Intimidador
  • Interrogador
  • Distante
  • Coitadinho de mim

Algumas pessoas usam mais de um estilo em diferentes circunstâncias, mas a maioria de nós tem um drama de controle dominante, que nós tentamos repetir, dependendo de qual funcionava bem com os membros de nossa família inicial.

Se você é uma criança e alguém consome a sua energia o ameaçando com danos físicos, então se distanciar não resolve. Você não pode fazer com que deem energia bancando o sonso. Eles não dão a mínima para o que se passa dentro de você. Vêm com força total. Portanto você é obrigado a se tornar mais passivo, apelando para a bondade das pessoas, explorando a culpa delas em relação ao mal que lhe fazem.

Se isso não funciona, então, como criança, você suporta até crescer o bastante para explodir contra a violência e combater a agressão com agressão. A pessoa chega ao extremo que for necessário para conseguir atenção da energia da família. E, depois disso, essa estratégia se torna a maneira dominante de controle para extrair energia de todos, o drama que ela irá repetir constantemente.

Que faria você se fosse uma criança e os membros de sua família ou estivessem ausentes ou o ignorassem, porque eles estavam preocupados com as suas carreiras ou algo assim? Representar o distante não ia chamar a atenção deles, nem reparariam. Não teria você de recorrer às sondagens e à espionagem, para acabar descobrindo alguma coisa de errado nessas pessoas distantes, a fim de forçar a atenção de energia? É isso que faz o interrogador. As pessoas distantes criam interrogadores!

E os interrogadores tornam as pessoas distantes! E os intimidadores criam a técnica “coitadinho de mim”, ou se isso falhar, outro intimidador.

É assim que os próprios dramas de controle se eternizam. Mas lembre-se que há uma tendência a ver esses dramas nos outros e achar que nós próprios somos isentos dessas tramas. Cada um de nós tem que transcender essa ilusão antes de começar. A maioria de nós tende a empacar, pelo menos durante parte do tempo, num drama e nós temos de recuar e olhar a nós mesmos o suficiente para descobrir qual é ele [o drama].

Geralmente aquilo que nos incomoda nos outros é algo que nós precisamos examinar em nós mesmos mas que nós não estamos dispostos a analisar. Apontar os erros dos outros é um sinal de que nós estamos tentando usar a culpa em vez do entendimento. Apontar os erros dos outros não define a verdade, de modo que, como resultado, nada jamais se resolve. Todo mundo perde energia.

Faça a si mesmo as seguintes perguntas:

  • O que algum drama de controle está me mostrando que é exatamente o que eu mais preciso saber agora?
  • Eu preciso estabelecer limites no início dos meus encontros?
  • Eu levo os eventos para o lado pessoal quando na verdade eles nada tem a ver comigo?
  • Eu tento me aproveitar da situação quando eu percebo uma fraqueza na outra pessoa?

Esteja disposto a se afastar quando você perceber que está preso.

Através do conhecimento de que nós temos à nossa disposição, uma fonte universal e inesgotável de energia, nós não mais necessitamos permanecer no nosso antigo padrão de controle e sobrevivência. Ao transformarmos o drama baseado no medo através da nossa ligação com a nossa fonte interior, nós passamos a existir numa vibração mais elevada.

Quando se tornam conscientes, os dramas de controle podem potencialmente se transformar em atributos positivos.

Quanto mais nós nos mantemos conectados, mais nós estamos intensamente conscientes dos momentos que nós perdemos a conexão, normalmente quando nós estamos sob estresse. Nesses momentos, nós podemos ver o nosso caminho particular de roubar energia dos outros. Uma vez que a nossa manipulação é percebida conscientemente, a nossa conexão se torna mais constante e nós podemos descobrir o nosso próprio caminho na vida e a nossa missão espiritual – o caminho pessoal que nós podemos contribuir com o mundo.

Depois que nós vimos o nosso drama, nós estamos verdadeiramente livres para nos tornarmos mais que o número inconsciente que nós representamos. Nós podemos encontrar um sentido mais elevado para as nossas vidas, uma razão espiritual de termos nascido em determinadas famílias. Nós podemos começar a esclarecer quem nós somos de fato.

Um pouco de aventura em trecho extraído do fascinante livro “A Profecia Celestina”, para despertar em você o interesse na aquisição do livro e leitura desse inspirador clássico: “…Quando cheguei à crista vi todo o esplendor das ruínas de Machu Picchu: um complexo templo de pedras maciças talhadas, pesando toneladas, empilhadas umas sobre as outras na montanha. Mesmo àquela baça luz nublada, a beleza do lugar era esmagadora”.

Só existe um modo de descobrir o verdadeiro eu. Cada um de nós tem de recuar à própria experiência familiar, ao tempo e lugar da infância e reexaminar o que ocorreu. Assim que nós ficamos cientes de nosso drama de controle, nós podemos nos concentrar na verdade mais profunda de nossa família, no lado bom por assim dizer, além do conflito por energia. Assim que nós encontramos essa verdade, ela energiza as nossas vidas, pois essa energia diz quem nós somos, diz o caminho em que nós estamos e o que nós estamos fazendo.

O processo para descobrir a sua verdadeira identidade espiritual envolve ver toda a sua vida como uma longa história, tentando encontrar um significado superior. Comece se fazendo a pergunta:

Por que nasci naquela determinada família? Qual teria sido o propósito disso?

Saber o que você teria mudado na vida de sua mãe e do seu pai faz parte do que você próprio está trabalhando.

Nós não somos meramente uma criação física de nossos pais; nós somos também a criação espiritual. Você nasceu dessas duas pessoas e a vida deles teve um efeito irrevogável sobre quem você é. Para descobrir o seu ser real, você tem que admitir que o seu ser real nasceu numa posição entre as verdades deles. Por essa razão que você nasceu lá: para conseguir uma mais elevada perspectiva sobre o que eles conseguiram. O seu passo é descobrir a verdade que é uma mais elevada síntese do que essas duas pessoas, os seus pais, acreditavam.

Para descobrir o seu verdadeiro eu, você tem que admitir que o verdadeiro você começou numa posição entre as verdades deles. Por isso nasceu ali: para adotar uma perspectiva mais elevada sobre o que eles defendiam.

O seu caminho é descobrir uma verdade que seja uma síntese mais desenvolvida do que essas pessoas acreditavam.

James Redfield nos inspira a refletir:

“Você está aqui porque é aqui que você precisa estar para continuar a evolução. Toda a sua vida tem sido uma longa estrada levando você diretamente para esse momento.

Pense em que circunstâncias você está lendo esse resumo da 6ª visão do Manuscrito e certamente outros livros ou artigos semelhantes que tenha lido sobre espiritualidade e desenvolvimento pessoal. Você consegue perceber que toda a sua vida o trouxe a esse momento em que você está lendo esse resumo? De que modo o resumo da 6ª visão do Manuscrito, ou quiçá todo o livro “A Profecia Celestina” que você tenha lido, está ajudando você a continuar a evolução de sua vida? Todas as suas realizações, interesses, frustrações e estágios de crescimento estavam preparando você para estar aqui, agora, explorando essa visão e outras, certamente, do Manuscrito.

O Manuscrito mostra que o Ocidente está certo em sustentar que a vida é progresso, evoluir para uma coisa superior. Mas o Oriente também está certo ao enfatizar que nós temos que abandonar o controle com o ego.

Nós podemos sim progredir usando apenas a lógica. Porém nós temos de alcançar uma consciência no nível da realidade [awareness] mais plena, uma ligação mais íntima com Deus, pois só então a nossa evolução para alguma coisa melhor poderá ser orientada por uma parte superior de nós mesmos.

Quando você integrar plenamente essa visão de sua vida, terá realizado o que o Manuscrito chama de uma clara consciência no nível da realidade [awareness] de seu caminho espiritual. Segundo o Manuscrito, todos nós temos que passar o tempo que for necessário nos submetendo a esse processo de esclarecimento de nosso passado. A maioria de nós tem um drama de controle que precisa superar, mas assim que nós o fazemos, nós podemos compreender o significado superior do motivo de nós termos nascido de nossos pais específicos e para o que todas as voltas e reviravoltas de nossas vidas nos preparavam para fazer.

Todos têm um propósito espiritual, uma missão, que nós temos perseguido sem ter plena consciência no nível da percepção [consciousness] disso e assim que o introduzimos completamente em nossa consciência no nível da realidade [awareness], as nossas vidas podem decolar.

Os seres humanos nascem em suas situações históricas e descobrem alguma coisa para acreditar. Eles formam uma união com outro ser humano que também descobriu um propósito. Os filhos nascidos dessa união reconciliam então essas duas posições, buscando uma síntese mais elevada, orientada pelas coincidências.

Você aprendeu na 5ª visão que todas as vezes que nós nos enchemos de energia e ocorre uma coincidência que nos faz progredir em nossas vidas, nós estabelecemos esse nível de energia em nós mesmos e assim passamos a existir numa vibração mais elevada. Os nossos filhos pegam o nosso nível de vibração e o elevam ainda mais alto. Essa é a maneira como nós, como humanos, continuamos a evolução.

A diferença hoje, com essa geração, é que nós estamos prontos para fazer isso conscientemente e acelerar o processo. Não importa o medo que você tenha, agora não lhe resta opção. Assim que se aprende o que é a vida, não há como apagar esse conhecimento. Se tentar fazer alguma outra coisa com a sua vida, sempre sentirá que lhe falta alguma coisa.

Experienciando momentos de profunda conexão espiritual nos abre para a 6ª visão. Nós começamos a receber um senso de iluminação onde as Sincronicidades nos conduzem; que pode ser a nossa “Direção da Vida”. Essa consciência no nível da realidade [awareness] nos traz uma forte Intuição e nos guia para a nossa missão nessa vida. Isso poderia recair em qualquer área do trabalho humano ou em áreas da vida de relacionamentos até encontrar a paixão por uma carreira (educação, negócio, medicina ou serviços governamentais). Normalmente um vago vislumbre de nosso destino futuro, algo que nos invoca à um elevado senso de inspiração e preenchimento. Embora um tanto quanto indeterminado, as nossas Intuições podem se posicionar como um objetivo geral que nos ajudará a compreender e seguir o nosso passo Sincronístico e nos ajudar a seguir em frente.

Assim que você se abastece com a energia interior, outros tipos de pensamentos entram em sua mente de uma parte sua mais elevada. Essas são as suas intuições. Elas fazem você se sentir diferente. Elas apenas aparecem lá no fundo de sua mente, às vezes como um tipo de fantasia ou minivisão e elas vêm para dirigir você, para guiar você.

James Redfield ainda prossegue nos orientando que uma vez que você se torna consciente das questões ativas no momento, você sempre consegue algum tipo de direção intuitiva do que fazer, para onde ir. Você consegue um palpite sobre o próximo passo. Sempre. A única vez que isso não ocorrerá é quando você tiver uma questão errada em sua mente.

Entenda, o problema na vida não é receber respostas. O problema está em identificar as suas questões correntes. Uma vez que você obtenha as respostas certas, as questões sempre chegam. Após você obter uma intuição do que pode acontecer a seguir, então o próximo passo é se tornar verdadeiramente alerta e vigilante. Tão logo ou mais tarde Sincronicidades ou “coincidências significativas” ocorrerão para mover você na direção indicada pela intuição

Até agora nós aprendemos com a 1ª visão que nós continuamos a ter coincidências significativas, que nos mostram que algo misterioso está acontecendo.

Com a 2ª visão nós percebemos que a nossa percepção consciente é historicamente importante e nós queremos ser parte do despertar espiritual.

Com a 3ª visão nós tomamos consciência no nível da realidade [awareness] da existência da energia invisível do universo que responde ao que nós pensamos.

Com a 4ª visão nós vemos claramente que nós ficamos presos ao tentarmos tirar energia uns dos outros e nós acabamos nos sentindo exauridos e insatisfeitos.

A 5ª visão emerge quando espontaneamente nós entramos em contato com a energia universal.

A partir daí nós estamos prontos para nos tornarmos um participante mais ativo no desenrolar sincronístico do nosso destino. Nós estamos prontos para abandonarmos a nossa necessidade de controlar.

Todos têm um propósito espiritual, uma missão, que nós temos perseguido sem ter plena consciência no nível da percepção [consciousness] disso e assim que o introduzimos completamente em nossa consciência no nível da realidade [awareness], as nossas vidas podem decolar.

Resumo da 6ª visão (nossa linhagem paterna e materna e os dramas de controle):

  • A 6ª visão é a consciência no nível da realidade [awareness] de que nós perdemos a nossa ligação interior com a energia divina.
  • Com frequência nós descobrimos que nessas ocasiões nós estamos recorrendo à nossa maneira pessoal (e inconsciente) de manipular os outros e subtrair a energia deles.
  • Cada uma das formas de controle de energia tem a sua origem no medo original de que se nós perdermos a ligação com o nosso pai ou a nossa mãe, nós seremos incapazes de sobreviver.
  • Quando éramos crianças, os nossos pais efetivamente eram a fonte da nossa sobrevivência e quando nós precisávamos de energia para nos sentirmos seguros, nós utilizávamos um dos dramas que pareciam funcionar.
  • Essas manipulações são geralmente passivas ou agressivas.
  • A maioria das passivas pode ser chamada de “a abordagem da vítima” ou “a abordagem do coitadinho de mim“: sempre nós concebemos os acontecimentos como negativos, nós buscamos a ajuda dos outros, nós descrevemos os eventos de maneira a fazer os outros se sentirem culpados (obrigando-os, portanto, a nos conceder atenção e energia).
  • A estratégia do distante é menos passiva: nós damos respostas vagas às perguntas, jamais nós nos comprometemos com alguma coisa, nós obrigamos os outros a nos perseguirem para poderem nos compreender.
  • Quando as outras pessoas correm atrás de nós para tentar nos compreender, nós obtemos a atenção delas e, por conseguinte, a energia delas.
  • O método crítico, ou interrogador, é mais agressivo do que os dois anteriores: nós procuramos descobrir algo errado no que os outros fazem, nós estamos sempre controlando as pessoas.
  • Se os pegamos cometendo o que nós consideramos um erro, nós os deixamos constrangidos, extremamente cautelosos, preocupados com o que nós podemos pensar.
  • O mais agressivo de todos é o estilo intimidador. Nós nos mostramos descontrolados, explosivos, perigosos e hostis. Os outros nos observam atentamente e desse modo nós recebemos a energia deles.
  • Como nós temos a tendência de repetir essas manipulações com todas as pessoas que nós encontramos e de estruturar os eventos de nossa vida em torno desses expedientes, eles podem ser considerados “dramas de controle”, padrões repetitivos que parecem atrair interminavelmente as mesmas situações.
  • No entanto, tão logo nós nos tornamos conscientes de nossos dramas de controle, nós começamos a nos surpreender cada vez que os revertemos, podendo assim permanecermos mais ligados à nossa energia interior.
  • A análise da primeira parte da nossa infância pode revelar como os nossos dramas de controle evoluíram, mas tão logo as situações são perdoadas, nós conseguimos ver razões mais profundas para nós termos sido colocados na nossa família.
  • A partir dos pontos fortes dos nossos pais e de questões particulares de crescimento que eles não concluíram, nós podemos deduzir a nossa questão vital básica bem como o nosso trabalho ou missão no mundo.
  • A sexta visão oferece a importante lição sobre os trabalhos de limpeza cármica e hereditária.

Palavras chave da OREM2: manuscrito, despertar espiritual, massa crítica, coincidências, sincronicidades, visões, perspectiva histórica, igreja, ciência e tecnologia, método científico, religião, energia, padrões de energia, campos de energia, ceticismo científico, percepção da beleza, teoria de campo unificado, drama de controle, luta pela atenção, luta pelo poder, experiência mística, consciência mística, história da evolução, família, intimidador, interrogador, distante, coitadinho de mim, agressivo, agressiva, passivo, passiva, Machu Picchu. 

Bibliografia (recomendamos enfaticamente a leitura desse material):

  • Livro “A Profecia Celestina” – James Redfield;
  • Livro “Guia de Leitura de A Profecia Celestina” – James Redfield;
  • Artigo: “The Celestine Prophecy: Sixth Insight Experience Study” – James Redfield;

Imagem aliko-sunawang-Ikb80VsN3Nw-unsplash.jpg

Próximo artigo – 7ª VISÃO: ENTRANDO NA CORRENTE   

… segundo o Manuscrito, quando um número suficiente de indivíduos perguntar a sério o que ocorre na vida, nós começaremos a descobrir.

Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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