…continuação da Parte I…

Livro “The Message of A Course In Miracles”, volume 2, capítulo 3 de “Poucos Escolhem Escutar”, autor Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

O Uso da Linguagem do Curso – II

O Simbolismo do Perdão

Introdução

“A questão de Jesus corrigindo os nossos erros no nível que nós podemos aceitar e entender já foi discutida, mas nós vamos voltar a ela agora mais especificamente neste capítulo para ver como o perdão serve como o grande símbolo de Um Curso em Milagres.

Como a correção para a história do ego de pecado, culpa e medo do castigo, o perdão não pode ser real (uma vez que corrige o que nunca aconteceu), mas é antes um símbolo daquilo que sozinho é real: o Amor de Deus. No entanto, como o Curso nos ensina, essa correção não se opõe à realidade, pois ela reflete a verdade não dualística e não antagônica.

O perdão, assim, desfaz suavemente a voz do ego, o que permite ao Filho ouvir a única Voz nesse mundo dualístico e simbólico que pode conduzi-lo além dele para a verdade do Amor de Deus.

A propósito, é esse processo suave de corrigir os nossos erros por meio de etapas intermediárias que torna Um Curso em Milagres único na história das espiritualidades não dualistas. Ele retém a integridade de um sistema metafísico não dualista, mas permite que a sua verdade seja refletida no mundo dualista onde o Filho acredita que vive. Um exemplo maravilhoso dessa gentileza é visto na passagem a seguir, que discute o despertar do sonho de terror do ego. É uma boa entrada para nossa discussão:

Tão amedrontador é o sonho, tão aparentemente real, que ele não poderia despertar para a realidade sem o suor do terror e um grito de medo mortal, a não ser que um sonho mais gentil precedesse o seu despertar e permitisse que a sua mente mais calma desse boas-vindas à Voz Que chama com amor para que ele desperte ao invés de teme-la; um sonho mais gentil, no qual o seu sofrimento foi curado e seu irmão veio a ser seu amigo. A Vontade de Deus é que ele desperte gentilmente e com alegria e deu-lhe o meio para despertar sem medo (T-27.VII.13:4-5).

O perdão como um símbolo dualístico

O perdão, é claro, é o meio de despertar do sonho de terror do ego. E é um meio que, Jesus enfatiza, é ilusório, como mostram as seguintes passagens:

A ilusão faz mais ilusão. Contudo, há uma exceção. O perdão é a ilusão que responde a todas as demais.

O perdão varre todos os outros sonhos e embora seja, ele mesmo, um sonho, não dá origem a outros. Todas as ilusões, com exceção dessa, multiplicam-se mil vezes. Mas é aqui que as ilusões chegam ao fim. O perdão é o fim dos sonhos, porque é o sonho do despertar. Em si, não é a verdade. Mas aponta para onde a verdade necessariamente está e orienta com a certeza do próprio Deus. É um sonho no qual o Filho de Deus desperta para o seu Ser e para o seu Pai, sabendo que são um só. (LE-pI.198.2:8, 3:1-7)

O perdão poderia ser chamado de uma espécie de ficção feliz; um caminho no qual aqueles que não conhecem podem fazer uma ponte sobre a brecha entre a sua percepção e a verdade. Eles não podem ir diretamente da percepção ao conhecimento porque não pensam que é sua vontade fazer isso. Isso faz com que Deus pareça ser um inimigo em vez do que Ele realmente é. E é justamente essa percepção insana que faz com que eles não estejam dispostos a simplesmente erguerem-se e voltarem para Ele em paz.

E assim necessitam de uma ilusão de ajuda porque estão impotentes, um Pensamento de paz porque estão em conflito (ET-3.2:1-4, 3:1).

O perdão é, portanto, o processo de corrigir os símbolos do ego (pertencentes ao mundo dualista), desfazendo assim o sistema de pensamento do ego e abrindo espaço para que a verdade não dualística seja reconhecida e aceita.

Nós voltamos para duas passagens do Livro de Exercícios onde Jesus deixa claro, novamente, que o perdão em si é irreal e ilusório, sendo simplesmente um reflexo do Amor não dualista do Céu:

Deus não perdoa porque Ele nunca condenou… No entanto, o perdão é o meio pelo qual eu [o estudante] reconhecerei a minha inocência. É o reflexo do Amor de Deus na terra. Ele me aproximará do Céu o suficiente para que o Amor de Deus possa Se inclinar para alcançar-me e erguer-me até Ele (LE-pI.60.1:2, 4-6).

Pois o Amor tem que dar e aquilo que é dado em Seu Nome assume a forma mais útil em um mundo de formas.

Estas são as formas que jamais podem enganar, pois vêm da própria Ausência de Forma. O perdão é uma forma terrena de amor que, assim como é no Céu, não tem forma. Mas o que é necessário aqui é dado aqui na medida em que for necessário. Desse forma podes realizar a tua função até mesmo aqui, embora o amor vá significar muito mais para ti quando a ausência de forma tiver sido restaurada em ti (LE-pI.186.15:5, 14:1-4).

Nós examinamos agora uma breve passagem que descreve o papel do perdão em desfazer as ilusões do ego – substituindo as ilusões de medo do ego por uma ilusão feliz – e abrindo o caminho para o retorno da verdade:

Contudo, embora Deus não perdoe, o Seu Amor é, não obstante, a base do perdão. O medo condena e o amor perdoa. Assim, o perdão desfaz o que o medo tem produzido, retornando a mente à consciência de Deus. Por essa razão, o perdão pode verdadeiramente ser chamado de salvação. É o meio pelo qual as ilusões desaparecem (LE-pI.46.2:1-5).

A nossa passagem final nesta seção sobre o perdão fornece ainda outra descrição clara da natureza dualística do perdão, que é baseada no contraste dos opostos, mas que não deve ser confundida com a realidade não dualística que não tem oposto. O leitor pode se lembrar, incidentalmente, da passagem citada anteriormente dos obstáculos à paz (T-19.IV-C.11:2-3), onde Jesus enfatiza a importância de distinguir entre símbolo e fonte, forma e conteúdo.

Poder não-enfraquecido, sem oposto, é o que é a criação. Para isso não existem símbolos. Nada aponta para além da verdade, pois o que pode representar mais do que tudo? No entanto, o verdadeiro desfazer tem que ser benigno. E assim a primeira substituição do teu retrato é outro retrato de outro tipo.

Como o nada não pode ser retratado, do mesmo modo não há nenhum símbolo para a totalidade. A realidade é conhecida, em última análise, sem forma, sem retrato e sem ser vista. O perdão ainda não é um poder reconhecido como algo totalmente livre de limites. No entanto, ele não estabelece nenhum dos limites que escolheste impor. O perdão é o meio através do qual a verdade é temporariamente representada. Ele permite que o Espírito Santo faça com que a troca dos retratos seja possível até o momento em que os recursos nada significam e o aprendizado está realizado. Nenhum recurso de aprendizado nenhuma utilidade que possa se estender além da meta do aprendizado. Quando o seu objetivo é alcançado, ele deixa de ter qualquer função. Entretanto, no intervalo do aprendizado, ele tem uma utilidade da qual agora tens medo, mas que ainda vai amarás ….

O perdão desaparece e os símbolos se apagam e nada do que os olhos jamais viram ou os ouvidos jamais ouviram permanece para ser percebido. Um Poder totalmente sem limites veio, não para destruir mas para receber o que Lhe pertence. Não existe em parte alguma escolha de função. A escolha que tens medo de perder, tu nunca tiveste. Entretanto, apenas isso parece interferir com o poder ilimitado e com os pensamentos unificados, completos e felizes, sem opostos. Não conheces a paz do poder que não se opõe a nada. No entanto, simplesmente não pode haver nenhum outro. Dá boas-vindas ao Poder que está além do perdão e além do mundo dos símbolos e das limitações. Ele [Deus] quer meramente ser e assim meramente é (T-27.III.4:4-8, 5:1-9, 7:1-9).

E assim o perdão é uma correção temporária – um meio para um fim – para a crença na realidade do sistema de pensamento insano do ego. É uma ‘espécie de desfazer (embora ilusório)’ do ‘fazer’ ilusório de ataque do ego.

Para declarar esse ponto importante mais uma vez, compreender a importante distinção entre a verdade da não dualidade e a ilusão da dualidade, enfatizada novamente nessa passagem, é essencial se alguém deseja realmente compreender Um Curso em Milagres.

Visto que, mais uma vez, o perdão corrige o que nunca foi, ele também não deve verdadeiramente ser.

Assim, nós falamos de perdão como um símbolo e todas as passagens do Curso em que Jesus fala em perdoar o seu irmão podem ser entendidas como metáforas para o processo de desfazer a ilusão que ocorre apenas dentro da mente.

O perdão como correção dentro do sonho da dualidade

Isso é porque os estudantes de Um Curso em Milagres não entendem a estrutura dualística da forma do Curso em oposição à estrutura não dualística de seu conteúdo, que eles entendem mal o significado do perdão, acreditando que é um processo que realmente ocorre entre duas pessoas; ou seja, em uma realidade dualística.

Para ter certeza, a linguagem de Jesus no Curso sugere isso, pelas razões que nós já exploramos, e, portanto, Um Curso em Milagres parece em muitos lugares ser semelhante a outros caminhos espirituais ou religiosos que enfatizam o perdão aos outros.

Mas, como nós vimos, os ensinamentos de Um Curso em Milagres seriam seriamente distorcidos, para não mencionar mal aplicados na prática, se não fosse reconhecido por seus estudantes que o perdão só pode realmente ocorrer na mente do estudante, embora seja experienciado dentro do sistema de crenças e sonho perceptivo que diz que há alguém fora de nós para perdoar.

O mesmo é verdade, é claro, com um relacionamento santo, que só pode existir na mente de quem percebe o relacionamento. Os relacionamentos não são santos na forma, mas apenas no propósito. E o propósito existe, mais uma vez, na mente do indivíduo, a sua fonte vindo ou do ego ou do Espírito Santo.

Mas muitas vezes nós encontramos a expressão da arrogância inconsciente do ego quando os estudantes afirmam que um relacionamento específico é santo.

Eles não sabem o que dizem, pois é provável que os seus egos tenham conseguido mais uma vez reprimir o seu verdadeiro propósito de esconder a culpa atrás de um escudo de aparente santidade, expresso aqui na forma de especialismo espiritual.

Nunca se deve subestimar essa necessidade de nós nos defendermos da impiedade reprimida que nós acreditamos ser a nossa verdadeira realidade. É tão grande que nós precisamos não apenas negar a sua presença, mas afirmar o seu oposto. E então nós procuramos nos convencer (e aos outros) de como os nossos relacionamentos são santos. Nós voltaremos a uma discussão sobre esse especialismo espiritual nos Capítulos Quatro e Seis.

O erro tem a sua raiz na confusão da natureza da Filiação. No Texto, citado no capítulo anterior, Jesus explica que, ao contrário do famoso axioma da geometria Euclidiana, ‘A Filiação [o todo], em sua Unicidade, transcende a soma de suas partes’ (T-2.VII.6:3).

Em outras palavras, não se pode apreciar a pura totalidade e unicidade de Cristo simplesmente somando os bilhões e bilhões de fragmentos que o mundo pensa ser o Filho de Deus, como se a Filiação fosse como uma enorme torta, uma entidade quantificável consistindo em uma certa quantidade de fragmentos separados.

Cristo em Sua própria natureza é um Único perfeito e indiviso, como Mente e Ele perde aquela característica essencial que define o Seu Ser se a fragmentação em qualquer de suas formas for reconhecida como real.

Da mesma forma, voltando ao nosso exemplo anterior do elefante e os seis cegos (p.8), se cada homem descrevesse a sua parte do elefante para os outros e um observador externo registrasse as suas observações, a soma total de suas percepções não constituem a essência do paquiderme.

Assim, acreditar que um fragmento da Filiação – por exemplo, um ser humano – é Cristo, o verdadeiro Filho de Deus, seria um erro tão grosseiro quanto um dos cegos examinando a perna do elefante e proclamando que o elefante é uma árvore!

Novamente, embora a linguagem de Um Curso em Milagres sugira que o Filho é um membro do homo sapiens, uma compreensão adequada do significado de Jesus além de suas palavras impediria os estudantes de chegar a essa conclusão errônea. Relembrando a declaração da Lição 93 do Livro de Exercícios: ‘O ser que tu fizeste não é o Filho de Deus’ (LE-pI.93.5: 1).

Portanto, para resumir esse pensamento essencial, nós podemos dizer que o perdão é mediado pelo processo que é o relacionamento santo e ocorre dentro de uma estrutura dualística de relacionamento com os outros.

Deve ser assim, caso contrário, como alguém poderia corrigir as percepções equivocadas que foram projetadas de dentro da mente não-humana carregada de culpa em outra pessoa?

Visto que a experiência é a falta de perdão que nós projetamos nos outros, a correção – o perdão – também parecerá estar entre a pessoa e esse outro.

Não se pode pular os ‘pequenos passos’ e relembrar o nosso verdadeiro Ser como Cristo, pois o medo de perder a nossa identidade especial e singularidade individual é muito avassalador.

Como nós acabamos de ver, primeiro nós devemos experienciar os sonhos gentis do perdão antes de nós podermos despertar dos sonhos de terror do pesadelo do ego. Assim, a correção dualística do perdão do Espírito Santo desfaz os pensamentos dualísticos de ataque do ego. Só então o mundo da dualidade pode desaparecer, o seu lugar será ocupado pela verdade de Deus que sempre esteve presente em nossas mentes.

Nessa próxima passagem muito importante, Jesus expressa com mais profundidade o papel da correção dualística – isto é, perdão – em ajudar a restaurar o Filho de Deus à sua Identidade não-dualista.

Não há escolha possível em um estado não-dualista, por definição, mas há a ilusão de escolha dentro do mundo dualista dos sonhos de medo que nós acreditamos ser a nossa realidade.

E assim, por meio do Espírito Santo, o perdão é aquela escolha disponível para nós dentro do sonho dualista que desfaz todas as outras escolhas e restaura à nossa consciência a realidade não-dualista do Céu.

O que se segue são trechos da Lição 138: ‘O céu é a decisão que eu tenho que tomar’, que expressa a natureza inerentemente ilusória da escolha:

Nesse mundo, o Céu é uma escolha porque aqui acreditamos que há alternativas entre as quais escolher. Pensamos que todas as coisas têm um oposto e que escolhemos aquilo que queremos. Se o Céu existe, também tem que haver um inferno, pois a contradição é o modo como fazemos o que percebemos e o que pensamos ser real.

A criação desconhece opostos. Mas aqui, a oposição é parte do que é ’real’. É essa estranha percepção da verdade que faz com que escolher o Céu pareça ser a mesma coisa que abandonar o inferno. Isso não é realmente assim. No entanto, o que é verdadeiro na criação de Deus não pode entrar aqui até que seja refletido de alguma forma que o mundo possa compreender. A verdade não pode vir aonde só poderia ser percebida com medo. Pois isso seria o erro de que a verdade pode ser trazida às ilusões. A oposição faz com que a verdade não seja bem-vinda e ela não pode vir.

Tu precisas ser lembrado de que pensas que mil escolhas te confrontam, quando realmente há apenas uma. E mesmo essa, apenas parece ser uma escolha. Não te confundas com todas as dúvidas que milhares de decisões iriam induzir. Só fazes uma escolha. E, uma vez feita, perceberás que não havia absolutamente nenhuma. Pois a verdade é verdadeira e nada mais é verdadeiro. Não há nenhum oposto a ser escolhido em seu lugar. Não há nenhuma contradição para a verdade.

A escolha depende do aprendizado. E a verdade não pode ser aprendida, só reconhecida. A sua aceitação está em reconhecê-la e ao ser aceita, ela é conhecida. Mas o conhecimento está além das metas que buscamos ensinar no escopo deste curso. As nossas são metas de ensino a serem atingidas através do aprendizado de como é possível alcança-las, do que são e do que te oferecem. As decisões são o resultado do teu aprendizado, pois se baseiam no que aceitaste como a verdade do que és e de quais são as tuas necessidades…

O Céu é escolhido conscientemente. A escolha não pode ser feita enquanto as alternativas não forem cuidadosamente vistas e compreendidas. Tudo o que está velado nas sombras tem que ser erguido à compreensão, para ser novamente julgado e, dessa vez, com o auxílio do Céu…

A escolha consciente do Céu é tão certa quanto o fim do medo do inferno, quando esse é retirado do escudo protetor da inconsciência e é trazido à luz. Quem pode decidir entre o que é visto claramente e o que não é reconhecido? No entanto, quem pode falhar em fazer uma escolha entre alternativas, se apenas uma é vista como valiosa e a outra como uma coisa inteiramente sem valor, que não passa de uma fonte imaginária de culpa e dor? Quem hesita em fazer uma escolha como essa? E nós hesitaremos em escolher hoje? (LE-pI.138.1-2, 4-5, 9:1-3)

Essa escolha entre verdade e ilusão (Céu e inferno), reflete-se na pergunta retórica que fecha o capítulo 23. Na verdade, todo o Curso é a tentativa de Jesus de se unir a nós para que nós pudéssemos fazer, finalmente, essa escolha que salvaria nós e todo o mundo:

Quem, sustentado pelo Amor de Deus, poderia achar a escolha entre os milagres e o assassinato difícil de fazer? (T-23.IV.9:8)

A próxima passagem do Texto fornece ainda outro exemplo muito claro de como Jesus contrasta a realidade não-dualista de Deus e a Sua criação com o mundo da realidade refletida do Espírito Santo, ‘o mundo real’.

É uma passagem importante, pois ajuda a resumir a nossa discussão sobre a necessidade dos estudantes de Um Curso em Milagres reconhecerem a natureza intransigente [inflexível] de sua metafísica não-dualista, mas uma metafísica que é integrada com uma abordagem suave às nossas experiências dentro do sonho de dualidade.

Ele começa com uma reafirmação de dois parágrafos desse fundamento não-dualista: Somente Deus é real e são; tudo o mais é ilusório e insano. Essas linhas, aliás, devem ser lidas com atenção e reflexão, repetidamente, por todos os estudantes do Curso:

Vamos voltar ao que dissemos anteriormente e pensar nisso com mais cuidado. Necessariamente ou Deus é louco ou esse mundo é um lugar de loucura. Nenhum dos Seus Pensamentos faz sentido algum dentro desse mundo. E nada daquilo que o mundo acredita que é verdadeiro tem qualquer significado na Sua Mente. O que não faz sentido e não tem significado é insanidade. E o que é loucura não pode ser a verdade. Se uma só crença profundamente valorizada aqui fosse verdadeira, então, qualquer Pensamento que Deus jamais teve seria uma ilusão. E se apenas um dos Seus Pensamentos é verdadeiro então todas as crenças às quais o mundo dá qualquer significado são falsas e não fazem qualquer sentido. Essa é a escolha que fazes. Não tentes vê-la de modo diferente, nem distorcê-la em algo que ela não é. Pois só essa é a decisão que podes tomar. O resto depende de Deus e não de ti.

Justificar um só valor que o mundo mantenha é negar a sanidade do teu Pai e a tua. Pois Deus e o Seu Filho amado não pensam de modo diferente. E é a concordância do seu pensamento que faz do Filho um cocriador com a Mente Cujo Pensamento o criou. Assim, se ele escolhe acreditar em um único pensamento oposto à verdade, decidiu que não é o Filho de seu Pai, porque o Filho é louco e a sanidade tem que estar à parte tanto do Pai quanto do Filho. Nisso tu acreditas. Não penses que essa crença depende da forma que ela tome. Quem acha que o mundo é são sob qualquer aspecto, que ele tem justificativa para qualquer coisa que pense ou é mantido por qualquer forma de razão, acredita que isso é verdadeiro. O pecado não é real porque o Pai e o Filho não são insanos. Esse mundo não tem significado porque se baseia no pecado. Quem poderia criar o imutável se não se baseia na verdade? (T-25.VII.3-4)

Apesar de seu tratamento intransigente (inflexível) da diferença entre realidade e ilusão, como nós observamos repetidamente, Um Curso em Milagres é prático e gentil em sua defesa da aplicação específica desses princípios dentro do sonho. E assim as palavras de Jesus encontram os seus estudantes no mundo irreal da dualidade, onde eles acreditam que estão.

Os próximos parágrafos, da mesma seção que nós acabamos de citar, tratam apenas de nossa percepção do mundo dualista, mas agora corrigidos pelo Espírito Santo para refletir apenas a verdade. Mais especificamente, a nossa ‘função especial’ de perdão que é discutida abaixo torna-se o reflexo do Amor do Céu, expresso nas formas específicas (as salas de aula de nossos relacionamentos) que atendem às necessidades específicas estabelecidas por nossa especialidade:

O Espírito Santo tem o poder de mudar todo o fundamento do mundo que vês em outra coisa: uma base não insana, na qual pode basear-se uma percepção sã e um outro mundo pode ser percebido. E um mundo no qual não se contradiz nada que queira conduzir o Filho de Deus à sanidade e à alegria. Nada atesta a morte e a crueldade, a separação e a diferença. Pois aqui tudo é percebido como um só e ninguém perde para que cada um possa ganhar…

A tua função especial é a forma especial na qual o fato de que Deus não é insano parece mais sensato e significativo para ti. O conteúdo é o mesmo. A forma se adapta às tuas necessidades especiais e ao mesmo tempo e ao local especial no qual pensas que te encontras e onde podes estar livre do tempo e do espaço e de tudo o que acreditas que não pode deixar de limitar-te. O Filho de Deus não pode estar preso pelo tempo nem pelo espaço, nem por coisa alguma que não seja a Vontade de Deus. Entretanto, se a Sua Vontade é vista como loucura, então a forma de sanidade que faz com que ela seja mais aceitável para aqueles que são insanos requer uma escolha especial. Também não é possível que essa escolha seja feita pelos insanos, cujo problema é o fato de suas escolhas não serem livres e feitas com razão à luz do que tem sentido.

Seria loucura confiar a salvação aos insanos. Porque Deus não é louco, Ele designou Alguém tão são quanto Ele para fazer surgir um mundo mais são para se encontrar com o modo de ver de todo aquele que escolheu a insanidade como sua salvação. A esse Alguém é dada a escolha da forma mais adequada a ele, uma forma que não ataque o mundo que vê, mas penetre nesse mundo em quietude e lhe mostre que ele é louco. Esse Alguém apenas aponta para uma alternativa, uma outra maneira de olhar para o que ele já viu antes e reconhece como o mundo no qual vive e que antes pensava compreender.

Agora ele tem que questionar isso, pois a forma da alternativa é tal que ele não pode negá-la, nem deixar de ver, nem falhar completamente em perceber. Para cada um a sua função especial é programada de maneira tal que seja percebida como sendo possível e cada vez mais desejável, à medida em que lhe prova que é uma alternativa que ele realmente quer. Dessa posição, a presença do pecado nele e todo o pecado que ele vê no mundo lhe oferecem cada vez menos. Essa situação continua até que venha a compreender que isso lhe custa a sua sanidade e que isso se interpõe entre ele e qualquer esperança que possa ter de ser são (T-25.VII.5:1-4, 7:1-6, 8:1-4, 9:1-4).

Os parágrafos anteriores introduzem o importante papel na salvação que o Espírito Santo tem como ‘a Alternativa’, aquela presença dentro da mente dividida do Filho que representa a outra escolha.

Nós discutiremos esse papel com mais profundidade em um capítulo posterior, mas, por enquanto, nós continuaremos a nossa discussão sobre os símbolos examinando o papel do Espírito Santo no contexto da tradução dos símbolos de ódio e separação do ego em perdão e união.

As duas passagens seguintes do Texto, por exemplo, expressam muito especificamente a função do Espírito Santo de reinterpretar os símbolos do ego, refletindo assim as leis de Deus.

O Espírito Santo é o Mediador entre as interpretações do ego e o conhecimento do espírito. Sua capacidade de lidar com símbolos faz com que Ele seja capaz de trabalhar com as crenças do ego em sua própria linguagem. Sua capacidade de olhar para o que está além dos símbolos da eternidade, torna-O capaz de compreender as leis de Deus pelas quais Ele fala. O Espírito Santo pode, portanto, desempenhar a função de reinterpretar o que o ego faz, não pela destruição, mas pela compreensão. A compreensão é luz e luz conduz ao conhecimento. O Espírito Santo está na luz porque Ele está em ti que és luz, mas tu mesmo não tens conhecimento disso. Portanto, é tarefa do Espírito Santo reinterpretar-te a favor de Deus. (T-5.III.7:1-7).

Eu tenho dito que o último passo no despertar do conhecimento é dado por Deus. Isso é verdadeiro, mas é difícil explicar em palavras porque as palavras são símbolos e nada do que é verdadeiro precisa ser explicado. No entanto, o Espírito Santo tem a tarefa de traduzir o inútil em útil, o sem significado em significativo e o temporário em intemporal. Ele pode, portanto, dizer-te alguma coisa a respeito deste último passo [o que, claro, é inerentemente ilusório, uma vez que Deus não dá passos] (T-7.I.6:3-6).

Assim como o perdão permanece uma ilusão porque corrige o pecado que nunca existiu, o Espírito Santo também deve ser uma ilusão, porque Ele corrige (ou traduz) o que é inútil e sem sentido. E eles são inúteis e sem sentido porque não são reais. Novamente, nós devemos retornar à natureza do Espírito Santo em um capítulo posterior.

A Lição 184, ‘O Nome de Deus é minha herança’, fornece talvez a descrição mais clara em Um Curso em Milagres da necessidade de símbolos no mundo dualístico, separado e irreal que nós criamos e no qual nos encontramos. E ainda assim nós reconhecemos a total irrealidade de tais símbolos quando comparados à pura verdade de nossa realidade não-dualista como Cristo. Os trechos desta lição, que o leitor pode se lembrar de Todos São Chamados (pp. 362-63), enfocam primeiro o mundo dualista da separação do ego, os pequenos nomes feitos para substituir o Nome de Deus.

Tu vives através de símbolos. Inventaste nomes para tudo o que vês. Cada coisa torna-se uma entidade separada, identificada pelo próprio nome. Desse modo, tu a esculpes separando-a da unidade. Desse modo, lhe conferes seus atributos especiais e a isolas das outras coisas, enfatizando o espaço que a cerca. Colocas esse espaço entre todas as coisas às quais dás um nome diferente, todos os acontecimentos em termos de lugar e tempo, todos os corpos que são saudados com um nome…

Que nomes são esses, através dos quais o mundo se torna uma série de eventos distintos, de coisas desunidas, de corpos mantidos à parte, que contêm pedaços da mente como se fossem consciências separadas? Tu lhes deste esses nomes, estabelecendo a percepção como desejavas que fosse. Às coisas sem nome foram dados nomes e assim também lhes foi dada realidade. Pois aquilo que recebe um nome, recebe também um significado e será visto então como significativo; uma causa de um efeito verdadeiro, como uma consequência inerente em si mesma…

Essa é a soma da herança que o mundo lega. E todos aqueles que aprendem a pensar que isso é assim, aceitam os sinais e símbolos que declaram que o mundo é real. É isso o que representam. Não deixam nenhuma dúvida de que o que tem nome esteja presente. Pode ser visto, tal como foi antecipado. Aquilo que nega que isso é verdadeiro é apenas ilusão, pois essa é a realidade suprema. Questioná-lo é loucura; aceitar a sua presença é prova de sanidade (LE-p1.184.1:1-6, 3:1-4, 6:1-7).

Esses parágrafos, então, descrevem claramente o mundo de separação e diferenciação do ego. O adormecido Filho de Deus sonha que quebrou a unidade de Cristo em bilhões e bilhões de fragmentos, cada um dos quais é visto como diferente e então nomeado, assim, cada fragmento é destacado um do outro.

A mente então programa os órgãos sensoriais do corpo para perceber essa fragmentação e o cérebro para interpretar e classificar esses dados em um mundo que parece ser compreensível e certamente muito real.

A lição do Livro de Exercícios continua descrevendo a interpretação diferente do Espírito Santo de tais dados ou símbolos, como o Seu uso dos símbolos ou nomes do mundo, por sua própria natureza dualista e ilusória, pode ainda nos levar de volta à unidade do único Nome com o qual nós compartilhamos Deus:

Seria, de fato, estranho se te fosse pedido para ir além de todos os símbolos o mundo, esquecendo-os para sempre; e que ainda assim te fosse pedido que aceitasses a função de ensinar. Tu precisas usar os símbolos do mundo por algum tempo. Mas não te deixes também ser enganado por eles. Não representam nada em absoluto e, na tua pratica, é esse pensamento que te libertará. Tornam-se apenas meios pelos quais podes te comunicar de modo que o mundo possa compreender, mas reconheces que não são a unidade na qual a verdadeira comunicação pode ser achada.

Assim, precisas de intervalos a cada dia em que o aprendizado do mundo se torne uma fase transitória, uma prisão da qual sais para a luz do sol e esqueces da escuridão. Aqui tu compreendes o Verbo, o Nome Que Deus te deu; a única Identidade Que todas as coisas compartilham; o único reconhecimento do que é verdadeiro. E, então, dá um passo para trás, para a escuridão, não porque penses que ela seja real, mas apenas para proclamares a sua irrealidade em termos que ainda têm significado para o mundo que a escuridão governa.

Usa todos os pequenos nomes e símbolos que delineiam o mundo da escuridão. Mas não os aceites como tua realidade. O Espírito Santo usa todos eles, mas Ele não se esquece de que a criação tem um único Nome, um Significado e uma única Fonte Que unifica todas as coisas em Si Mesma. Usa todos os nomes que o mundo lhes dá, apenas por conveniência, mas não te esqueças de que eles compartilham o Nome de Deus junto contigo (LE-pI.184.9:1-5, 10:1-3, 11:1-4).

E assim nós reconhecemos, por um lado, a irrealidade básica do mundo e ainda nós somos ensinados por Jesus em Um Curso em Milagres como operar dentro de um mundo de forma a ser capaz de ensinar a sua irrealidade nos termos do mundo, compreensível para nós mesmos e para os outros. Assim, a metafísica não-dualista do Curso está unida com a sua aplicação amorosa e gentil no mundo dualista de separação e forma.

O nosso exemplo final nessa seção do uso de símbolos do Curso vem do final do Texto. Esta passagem incisiva de ‘Autoconceito versus Ser’ discute o papel que os conceitos (símbolos) desempenham no sistema de pensamento dualista do ego e a importância de, em última análise, ir além de todos os pensamentos sobre nós mesmos – que são inerentemente dualistas – para a verdade não-dualista: a nossa Identidade como Cristo, o nosso Ser real.

Conceitos [símbolos] são aprendidos. Eles não são naturais. À parte do aprendizado, não existem. Eles não são dados, portanto, têm que ser feitos. Nenhum deles é verdadeiro…

Um autoconceito não tem significado, pois ninguém aqui pode ver para que serve e portanto não é capaz de retratar o que ele é. Mesmo assim, todo o aprendizado que o mundo dirige começou e terminou com o simples objetivo de ensinar-te esse conceito de ti mesmo para que escolhas seguir as leis desse mundo e nunca busques ir além das suas estradas nem compreender o modo como vês a ti mesmo. Agora, o Espírito Santo, tem que achar um modo para ajudar-te a ver que esse autoconceito tem que ser desfeito, se é que queres que alguma paz seja dada à tua mente. Tampouco pode ele ser desaprendido, a não ser através de lições que tenham o objetivo de te ensinar que és uma outra coisa. Pois de outro modo, te seria pedido que trocasses aquilo em que agora acreditas pela perda total do ser e terror ainda maior surgiria em ti.

Assim, precisamos primeiro trocar os conceitos [símbolos] do Espírito Santo de perdão e cura em vez de culpa e ódio do ego, os precursores gentis para nós nos movermos totalmente além dos conceitos. A seção continua:

A salvação pode ser vista como nada além do escapar de conceitos. Ela não se preocupa com o conteúdo da mente [ou seja, as diferentes formas que a dualidade assume], mas com a simples declaração de que ela pensa [isto é, que a mente tem escolhido dualidade em vez de não dualidade, ilusão em vez de verdade].

Não busques o teu Ser em símbolos. Não pode existir nenhum conceito para representar o que tu és…

O mundo não é capaz de ensinar nenhuma imagem de ti, a não ser que tu queiras aprendê-las. Um tempo virá em que todas as suas imagens terão desaparecido e verás que não sabes o que és. É para essa mente aberta e sem lacres que a verdade retorna, sem impedimentos e sem limites. Ali, onde os autoconceitos foram postos de lado, a verdade é revelada exatamente como é. Quando todos os conceitos tiverem sido erguidos à dúvida e ao questionamento e quando tiverem sido reconhecidos como tendo sido feitos com base em hipóteses que não podem fazer face à luz, então, a verdade está livre para entrar no seu santuário, limpa e livre de culpa. Não há declaração que o mundo tenha mais medo de ouvir do que essa:

Eu não sei o que sou e, portanto, não sei o que estou fazendo, onde estou ou como olhar para o mundo ou para mim mesmo.

Entretanto, é aprendendo isso que nasce a salvação. E O Que tu és te falará a Si Mesmo (T-31.V.7:1-5, 8:1-5, 14:3-4, 15:1-2, 17:1-8).

Em outra parte do Curso, Jesus enfatiza que essa experiência do Ser não pode ser ensinada (por exemplo, LE-pl.157.9), pois está além de todos os símbolos e conceitos do mundo. Assim, este Ser só pode ser mostrado como o produto final do uso do símbolo do perdão para desfazer os símbolos de separação do ego.

Nós podemos entender de nossa discussão neste capítulo, portanto, que as palavras reais de Jesus em Um Curso em Milagres não podem ser tomadas literalmente. Elas em si não são ‘a verdade’, mas ‘apontam para onde a verdade necessariamente está e orienta com a certeza do próprio Deus’ (LE-pl.198.3:5-6).

As verdadeiras palavras de Jesus, na análise final, são apenas ‘uma ilusão de ajuda’, porque sem elas os seus irmãos e irmãs mais novos não teriam ajuda.

Isso não é diferente de um psicoterapeuta que precisa ir além do simbolismo do sonho do paciente para o significado subjacente, que de outra forma seria inacessível para ambos.

Além disso, o significado do sonho só pode ser verdadeiramente compreendido no contexto da vida do paciente, também, por assim dizer, um conjunto de símbolos.

Da mesma forma, não se pode entender nenhuma passagem particular do Curso sem uma avaliação adequada do todo. Este é o mesmo ponto que nós vimos anteriormente na declaração citada duas vezes onde, falando da Unicidade de Cristo, Jesus nos ensina que ‘a Filiação em sua Unicidade transcende a soma de suas partes’ (T-2.VII.6:3). Mais adiante no Texto, ele acrescenta que a mensagem da Expiação que ele está trazendo para nós, em sua totalidade, transcende a soma de suas partes (T-4.111.1:6).

Assim, para recapitular, um estudante de Um Curso em Milagres nunca será realmente capaz de entender qualquer passagem nele [no Curso] sem primeiro compreender o todo, assim como um terapeuta seria irresponsável tentar analisar o sonho de um relativo estranho (muito menos qualquer comportamento), sem primeiro avaliar onde aquele sonho (ou comportamento) em particular se encaixa na vida inteira da pessoa.

Infelizmente, no entanto, como nós vimos antes, muitos estudantes são invariavelmente tentados a remover uma frase ou parágrafo de seu contexto no Curso e, em seguida, declarar que Um Curso em Milagres significa o que as palavras dizem, embora na realidade eles tenham contradito a própria mensagem do Curso em si mesmo.

Isso não seria diferente, por exemplo, de tomar as famosas quatro notas de abertura da Quinta Sinfonia de Beethoven e proclamar que os três sol e mi bemol constituem a sinfonia, em vez de compreender o incrível desenvolvimento desse motivo simples em quatro movimentos que realmente é a sinfonia.

O gênio de Beethoven não residia tanto em suas melodias ou temas, mas sim em seu desenvolvimento ao longo da música, que refletia o seu próprio desenvolvimento interior como artista e pessoa.

Da mesma forma, não se desejaria julgar Hamlet ou Macbeth por suas cenas cômicas do coveiro e do carregador bêbado, respectivamente, cujo objetivo é simplesmente aliviar a tensão enquanto os dramas correm para o seu trágico final. Seria um grande erro considerar essas cenas representativas das próprias peças.

Meu ponto, mais uma vez, é que remover uma passagem ou cena musical das obras do gênio, proclamando que elas são o todo, é equivalente a arrancar passagens de Um Curso em Milagres de seu contexto e pensar que refletem a verdadeira a mensagem de Jesus para nós.

Os efeitos de curto prazo dos bons sentimentos dificilmente compensam a perda dos benefícios de longo prazo de estudar Um Curso em Milagres como ele é.

Em vez disso, os estudantes devem sempre se esforçar para compreender os ensinamentos do Curso à luz de sua crescente experiência pessoal de abandonar a culpa por meio do perdão.

À medida que menos culpa permanece para distorcer a percepção, a luz da verdade de Um Curso em Milagres brilhará mais e mais, permitindo que o estudante entenda os ensinamentos de Jesus com muito mais clareza.

Um não-dualismo intransigente (inflexível)

Nós podemos resumir esse e o capítulo anterior com a seguinte declaração, ligeiramente modificada do Manual de Professores. Em sua forma original, o assunto da passagem é a morte, ‘o sonho central do qual brotam todas as ilusões’ (MP-27.1:1), mas o princípio também se aplica ao nosso tema de reconhecer a dualidade pelo que ela é. Aqui está a passagem, com a palavra dualidade substituída por morte:

Professor de Deus, tua única atribuição poderia ser colocada assim: não aceites nenhuma transigência na qual a morte desempenhe um papel. Não acredites na crueldade, nem permitas que o ataque esconda de ti a verdade. O que parece morrer foi apenas percebido equivocadamente e levado à ilusão. Agora vem a ser tarefa tua fazer com que a ilusão seja levada à verdade. Sê firme apenas nisso: não te enganes com a ‘realidade’ de nenhuma forma em mutação. A verdade nem move, nem vacila, nem naufraga na morte e na dissolução (MP-27.7:1-6).

Uma ideia semelhante é afirmada de forma mais sucinta no Texto:

No entanto, a verdade é que tu e teu irmão foram ambos criados por um Pai amoroso, Que os criou juntos e como um só. Vê o que ‘prova’ o contrário e negas toda a tua realidade (T-21.II.13:1-2).

A mensagem de Um Curso em Milagres é efetivamente resumida nessas passagens. O princípio intransigente (inflexível) de não aceitar como verdadeira qualquer forma que a dualidade assuma pode servir como o critério pelo qual se sabe onde o significado das palavras de Jesus em Um Curso em Milagres deve ser tomado literalmente e onde metaforicamente.(*)

Qualquer declaração, sem exceção, que sugira Deus, o Espírito Santo ou Jesus como sendo uma pessoa fora de nós, muito menos como uma pessoa real que interage com os nossos seres separados e com o mundo, está expressando uma dimensão dualista que significa apenas uma metáfora para ensinar o significado do Amor não-dualista de Deus às mentes dualistas.

Da mesma forma, declarações que parecem sugerir que nós precisamos perdoar alguém percebido como externo a nós seguem o mesmo princípio metafórico.

Na verdade, não existe pessoa fora de nós, uma vez que todos nós somos – incluindo, nós podemos acrescentar, a pessoa que nós identificamos como nós mesmos – imagens projetadas de uma mente dividida.

Embora a nossa experiência seja a de que nós perdoamos os outros, na realidade nós estamos realmente perdoando partes separadas de nosso ser, como foi descrito detalhadamente no Capítulo Cinco em Todos São Chamados. É por isso que o penúltimo significado do perdão é que, com a ajuda do Espírito Santo, nós aprendemos a perdoar a nós mesmos. Só então nós podemos dar o passo final do perdão de perceber que não há nada a perdoar.

Portanto, como nós vimos repetidamente neste capítulo, interpretar esses símbolos literalmente é confundir os níveis e comprometer a verdade.

Somente aquelas declarações que refletem a realidade unificada de Céu e Deus e Cristo devem ser entendidas como verdadeiras e devem ser tomadas literalmente.

Para enfatizar mais uma vez, os ensinamentos de Jesus vêm em grande parte dentro de uma estrutura dualista, uma vez que nos degraus mais baixos da escada – onde quase todos os membros da Filiação normalmente se encontram – essa estrutura é tudo o que pode ser compreendido.

No entanto, Jesus também mostra a seus estudantes para onde a escada está levando. E são as declarações não-dualistas, intercaladas ao longo dos três Livros, que indicam o caminho que nós devemos seguir quando nós / estivermos prontos.

Uma passagem maravilhosa do Livro de Exercícios expressa esta extensão da escada que representa a nossa jornada de volta a Deus:

O nosso Amor nos espera quando vamos a Ele e anda ao nosso lado mostrando-nos o caminho. Ele não falha em nada. Ele é o fim que buscamos e o meio pelo qual vamos a Ele (LE-pII.302.2).

Imagine Jesus, portanto, como o símbolo desse Amor. A Sua realidade (e a nossa) como o Amor de Deus está no topo da escada (‘o fim que nós buscamos’), ao mesmo tempo que nós experienciamos o seu amor nos guiando do fundo à medida que nós subimos a escada (‘o meios pelos quais nós vamos a Ele’).

Confundir meio e fim, dualidade e não-dualidade, irá garantir que os estudantes de Um Curso em Milagres nunca irão além dos degraus inferiores da escada para completar a jornada para casa.

Nesses dois capítulos, nós vimos com que frequência no Curso Jesus se refere à limitação inerente da linguagem por não ser capaz de expressar a verdade diretamente. É claro que a partir dessas muitas referências Jesus certamente deseja que os seus estudantes entendam essa ideia essencial.

Em vez de rebaixá-lo ao nosso nível, o estratagema perene do ego, os estudantes do Curso são solicitados por Jesus a permitir que ele os eleve ao seu. Só então o objetivo de Um Curso em Milagres – perdão completo pelo que nunca aconteceu – pode ser alcançado. Nós voltaremos a esse importante tema na conclusão do Livro.

Como forma de resumir essa discussão sobre as diferenças entre dualidade e não-dualidade, nós apresentamos trechos da primeira parte do Suplemento, A Canção da Oração.

Aqui, a imagem de uma escada é apresentada para descrever o processo de perdão ou oração. Embora, como no caso de Um Curso em Milagres em si mesmo, os termos dualidade e não-dualidade não sejam usados, a descrição dos degraus da escada que se estende da forma ao ausente de forma serve ao mesmo propósito de expressar o movimento do estudante do mundo ilusório da percepção e da forma (dualidade) para os degraus superiores, onde o mundo da separação gradualmente desaparece na unidade da criação de Deus (não-dualidade).

Este resumo é, na verdade, um retrato maravilhoso do caminho do Curso de perdoar o mundo arrogante de culpa, ilusão e especialismo por meio de olhar para o ego com humildade e sem medo. Assim, é permitido que o mundo de conhecimento e unicidade de Deus finalmente surja na mente pura e imaculada do Filho. Aqui, então, está a escada da dualidade, em última análise, alcançando além de si mesma, a verdade não-dualista do Céu. Parte do que é apresentado aqui, o leitor deve se lembrar, foi discutido no Capítulo Sete de Todos são Chamados (pp. 312-16):

A oração não tem começo nem tem fim. É uma parte da vida. Mas ela, de fato, muda em sua forma e cresce com o aprendizado até atingir o seu estado além da forma e se fundir na total comunicação com Deus. Na sua forma suplicante ela não precisa fazer e muitas vezes não faz qualquer apelo a Deus, nem envolve qualquer crença n’Ele. Nesses níveis a oração é meramente um querer nascido do senso de escassez e falta.

A oração é uma escada que chega ao Céu … A oração em suas formas anteriores é uma ilusão, porque não há necessidade de uma escada para alcançar o que nunca se deixou. No entanto, a oração é parte do perdão, enquanto o perdão, em si uma ilusão, permanece inatingível. A oração está ligada ao aprendizado até que a meta do aprendizado seja alcançada …. As etapas necessárias para sua obtenção, entretanto, precisam ser compreendidas, se a paz for restaurada ao Filho de Deus, que vive agora com a ilusão da morte e o temor de Deus ….

A oração é uma escada que chega até o Céu … A oração em suas formas iniciantes é uma ilusão porque não há necessidade de uma escada para chegar àquilo que nunca se deixou. Contudo, a oração é uma parte do perdão enquanto o perdão, ele mesmo uma ilusão, continua sem ser atingido. A oração está ligada ao aprendizado até que a meta do aprendizado tenha sido alcançada … No entanto, os estágios necessários para que isso seja atingido precisam ser compreendidos, se é que a paz vai ser restaurada para o Filho de Deus, que agora vive com a ilusão da morte e o medo de Deus …

As formas iniciais da oração nos primeiros degraus da escada não estarão livres de inveja e da malícia. Elas clamam por vingança e não por amor …

Nesses níveis, então, a meta do aprendizado tem que ser o reconhecimento de que a oração trará uma resposta apenas na forma na qual ela foi feita. Isso é o suficiente. Daqui para frente será subir os degraus para os próximos níveis …

A culpa deve ser abandonada e não escondida. Tampouco pode ser feito sem alguma dor e um vislumbre da natureza misericordiosa desta etapa pode ser seguido por algum tempo por um profundo recuo no medo…

É preciso desistir da culpa e não escondê-la. Isso também não pode ser feito sem alguma dor e um vislumbre da natureza misericordiosa desse passo pode, por algum tempo, ser seguido por uma fuga profunda para o medo …

Mesmo a união [na oração de dois irmãos], portanto, não é suficiente se aqueles que oram juntos não pedirem, acima de tudo, aquilo que é a Vontade de Deus. Só dessa Causa é possível vir a resposta na qual todas as necessidades específicas são satisfeitas, todos os desejos separados unificados em um só. Orar por coisas específicas sempre implica em pedir que o passado se repita de alguma forma …

A oração é um caminho para a verdadeira humildade. E aqui outra vez ela sobe lentamente e cresce em força e amor e santidade. Permita que ela apenas deixe o chão onde começa e se erga para Deus e a verdadeira humildade virá finalmente banhar de graças à mente que pensava estar sozinha e se bater contra o mundo. A humildade traz paz porque não clama que tu tens que governar sozinho o universo, nem julgar todas as coisas como queres que sejam. Todos os pequenos deuses ela deixa de lado com contentamento, não ressentida, mas com honestidade e reconhecimento de que eles não servem …

Agora a oração se ergue do mundo das coisas, dos corpos e de todos os tipos de deuses e tu podes finalmente descansar em santidade. A humildade veio para te ajudar a compreender a tua glória como Filho de Deus e reconhecer a arrogância do pecado. Um sonho encobriu a face de Cristo para ti …

Agora podes olhar para a Sua impecabilidade. A escada subiu muito alto. Tu vieste quase até o Céu. Há pouco mais a ser aprendido antes da jornada se completar. Agora podes dizer a todos aqueles que vêm para se unir a ti em oração:

Eu não posso ir sem ti, pois és uma parte de mim …

E assim ele é na verdade. Agora podes orar só por aquilo que verdadeiramente compartilhas com ele. Pois compreendeste que ele nunca partiu e tu, que parecias sozinho, és um com ele …

A escada termina com isso, pois o aprendizado já não é mais necessário. Agora estás diante do portão do Céu e lá teu irmão está ao teu lado. O gramado é profundo e quieto, pois é aqui o lugar marcado para o momento em que deverias vir e ele esperou por ti durante muito tempo. Aqui o tempo acabará para sempre. Neste portão a própria eternidade se unirá a ti. A oração veio a ser o que deveria ser, pois reconheceste o Cristo em ti. (CO-1.II.1; 7: 1; 8:3-5,8; CO-1.III.2:1-2 ; 3:1-3; 4:1-2; CO-1.IV.3:1; 3; CO-1.V.1; 3-4).

Finalmente, nós concluímos esse capítulo com uma passagem adorável e fervorosa do final da Lição 167 do Livro de Exercícios, resumindo o objetivo de usar as reflexões da verdade para levar além de todas as reflexões à própria Unicidade da Verdade. Pode ser lido como uma meditação:

Hoje, sejamos as crianças da verdade e não neguemos a nossa santa herança. A nossa vida não é como imaginamos. Quem pode mudar a vida por fechar os olhos, ou fazer de si mesmo o que não é porque está dormindo, vendo em sonhos o oposto do que é? Hoje não pediremos a morte sob nenhuma forma. Tampouco deixaremos que opostos imaginários da vida habitem um só instante onde o próprio Deus estabeleceu o Pensamento da vida eterna.

Hoje, nos esforçamos para manter o lar santo de Deus tal como Ele o estabeleceu e tal como a Vontade de Deus determina que seja para todo o sempre. Ele é o Senhor do que pensamos hoje e nos Seus Pensamentos que não têm opostos, compreendemos que há uma só vida e essa compartilhamos com Ele, com toda a criação e também com seus pensamentos, aos quais Ele criou numa unidade de vida que não pode se separar na morte e deixar a Fonte de vida de onde veio.

Nós compartilhamos uma vida porque temos uma só Fonte, uma Fonte da Qual nos vem a perfeição que permanece sempre nas mentes santas que Ele criou perfeitas. Como éramos, agora somos e sempre seremos. A mente adormecida tem que despertar ao ver a sua própria perfeição espelhando tão perfeitamente o Senhor da Vida, que ela se desvanece no que lá está refletido. E agora não é mais um mero reflexo. Vem a ser aquilo que é refletido e a luz que faz com que o reflexo seja possível. Agora nenhuma visão é necessária. Pois a mente desperta é aquela que conhece a sua Fonte, o seu Ser e a sua Santidade. (LE-pI.167.10:1-5, 11:1-3, 12:1-7”

(*)Em 1993, Dr. Kenneth Wapnick ministrou um workshop sobre este tema na Fundação para Um Curso em Milagres (Foundation for A Course in Miracles). O workshop foi gravado e depois publicado como um álbum em fita de áudio, Duality As Metaphor in A Course in Miracles (Dualidade Como Metáfora in Um Curso em Milagres).

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Bibliografia da OREM3:

Livro “Um Curso em Milagres” – Livro Texto, Livro de Exercícios e Manual de Professores. Fundação para a Paz Interior. 2ª Edição –  copyright© 1994 da edição em língua portuguesa.

Artigo “Helen and Bill’s Joining: A Window Onto the Heart of A Course in Miracles” (tradução livre: A União de Helen e Bill: Uma Janela no Coração de Um Curso em Milagres”) – Robert Perry, site: https://circleofa.org/

E-book “What is A Course in Miracles” (tradução livre: O que é Um Curso em Milagres) – Robert Perry.

E-book “Autobiography – Helen Cohn Schucman, Ph.D.” – Foundation for Inner Peace (tradução livre: Autobiografia – Helen Cohn Schucman, Ph.D., Fundação para a Paz Interior).

Livro “Uma Introdução Básica a Um Curso em Milagres”,  Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Livro “O Desaparecimento do Universo”, Gary R. Renard.

Livro “Absence from Felicity: The Story of Helen Schucman and Her Scribing of A Course in Miracles” (tradução livre: “Ausência de Felicidade: A História de Helen Schucman e Sua Escriba de Um Curso em Milagres”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Artigo “A Short History of the Editing and Publishing of A Course in Miracles” (tradução livre: Uma Breve História da Edição e Publicação de Um Curso em Milagres” – Joe R. Jesseph, Ph.D. http://www.miraclestudies.net/history.html

E-book “Study Guide for A Course in Miracles”, Foundation for Inner Peace (tradução livre: Guia de Estudo para Um Curso em Milagres, Fundação para a Paz Interior).

Artigo “The Course’s Use of Language” (tradução livre: “O Uso da Linguagem do Curso”), extraído do livro “The Message of A Course in Miracles” (tradução livre: “A Mensagem de Um Curso em Milagres”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Artigo Who Am I? (tradução livre: Quem Sou Eu?) – Beverly Hutchinson McNeff – Site: https://www.miraclecenter.org/wp/who-am-i/

Artigo “Jesus: The Manifestation of the Holy Spirit – Excerpts from the Workshop held at the Foundation for A Course in Miracles – Temecula CA” (tradução livre: Jesus: A Manifestação do Espírito Santo – Trechos da Oficina realizada na Fundação para Um Curso em Milagres – Temecula CA) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Livro “Quantum Questions” (tradução livre: “Questões Quânticas”) – Ken Wilburn

Livro “Um Retorno ao Amor” – Marianne Williamson.

Glossário do site Foundation for A Course in Miracles (tradução livre: Fundação para Um Curso em Milagres), do Dr. Kenneth Wapnick, https://facim.org/glossary/

Livro Um Curso em Milagres – Esclarecimento de Termos.

Artigo “The Metaphysics of Separation and Forgiveness” (tradução livre: “A Metafísica da Separação e do Perdão”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Livro “Os Ensinamentos Místicos de Jesus” – Compilado por David Hoffmeister – 2016 Living Miracles Publications.

Livro “Suplementos de Um Curso em Milagres UCEM – A Canção da Oração” – Helen Schucman – Fundação para a Paz Interior.

Livro “Suplementos de Um Curso em Milagres UCEM – Psicoterapia: Propósito, Processo e Prática.

Workshop “O que significa ser um professor de Deus”, proferido pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D..

Artigo escrito pelo escritor Paul West, autor do livro “I Am Love” (tradução livre: “Eu Sou Amor”), blog https://www.voiceforgod.net/.

Artigo “The Beginning Of The World” (tradução livre: “O Começo do Mundo”) – Dr Kenneth Wapnick.

Artigo “Duality as Metaphor in A Course in Miracles” (tradução livre: “Dualidade como Metáfora em Um Curso em Milagres”) – Um providencial e didático artigo, considerado pelo próprio autor como sendo um dos artigos (workshop) mais importantes por ele escrito e agora compartilhado pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Artigo “Healing the Dream of Sickness” (tradução livre: “Curando o Sonho da Doença”  – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Livro “The Message of A Course in Miracles – A translation of the Text in plain language” (tradução livre: “A mensagem de Um Curso em Milagres – Uma tradução do Texto em linguagem simples”) – Elizabeth A. Cronkhite.

E-book “Jesus: A New Covenant ACIM” – Chapter 20 – Clearing Beliefs and Desires – Cay Villars – Joininginlight.net© (tradução livre: “Jesus: Uma Nova Aliança UCEM” – Capítulo 20 – Clarificando Crenças e Desejos).

Artigo “Strangers in a Strange World – The Search for Meaning and Hope” (tradução livre: “Estranhos em um mundo estranho – A busca por significado e esperança”), escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick e por sua esposa Sra. Gloria Wapnick.

Artigo “To Be in the World and Not of It” (tradução livre: “Estar no Mundo e São Ser Dele”), escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick e por sua esposa Sra. Gloria Wapnick.

Site https://circleofa.org/.

Livro “A Course in Miracles – Urtext Manuscripts – Complete Seven Volume Combined Edition. Published by Miracles in Action Press – 2009 1ª Edição.

Tradução livre do capítulo Urtext “The Relationship of Miracles and Revelation” (N 75 4:102).

Artigo “How To Work Miracles” (tradução livre “Como Fazer Milagres”), de Greg Mackie https://circleofa.org/library/how-to-work-miracles/.

Artigo “A New Vision of the Miracle” (tradução livre: “Uma Nova Visão do Milagre”), de Robert Perry https://circleofa.org/library/a-new-vision-of-the-miracle/.

Artigo “What Is a Miracle?” (tradução livre: “O que é um milagre?”), de Robert Perry https://circleofa.org/library/what-is-a-miracle/.

Artigo “How Does ACIM Define Miracle?” (tradução livre: “Como o UCEM define milagre?”), de Bart Bacon https://www.miracles-course.org/index.php?option=com_content&view=article&id=232:how-does-acim-define-miracle&catid=37&Itemid=57.

Livro “Os cinquenta princípios dos milagres de Um Curso em Milagres”, de Kenneth Wapnick, Ph.D..

Artigo “The Fifty Miracle Principles: The Foundation That Jesus Laid For His Course” (tradução livre: “Os cinquenta princípios dos milagres: a base que Jesus estabeleceu para o seu Curso”), de Robert Perry https://circleofa.org/library/the-fifty-miracle-principles-the-foundation-that-jesus-laid-for-his-course/.

Artigo “Ishmael Gilbert, Miracle Worker” (tradução livre: “Ishmael Gilbert, Trabalhador em Milagre”), de Greg Mackie https://circleofa.org/library/ishmael-gilbert-miracle-worker/.

Blog “A versão Urtext da obra Um Curso em Milagres (UCEM)” https://www.umcursoemmilagresurtext.com.br/.

Blog “Course in Miracles Society – CIMS – Original Edition” https://www.jcim.net/about-course-in-miracles-society/.

Site Google tradutor https://translate.google.com.br/?hl=pt-BR.

Site WordReference.com | Dicionários on-line de idiomas https://www.wordreference.com/enpt/entitled.

Artigo “The earlier versions and the editing of A Course in Miracles” (tradução livre: “As versões iniciais e a edição de Um Curso em Milagres), autor Robert Perry https://circleofa.org/library/the-earlier-versions-and-the-editing-of-a-course-in-miracles/.

Livro “A Course in Miracles: Completed and Annotated Edition” (“Edição Completa e Anotada”) – Circle of Atonement.

Livro “Q&A – Detailed Answers to Student-Generated Questions on the Theory and Practice of A Course in Miracles” – Supervised and Edited by Kenneth Wapnick, Ph.D. – Foundation for A Course in Miracles – Publisher (tradução livre: “P&R – Respostas Detalhadas a Questões Geradas por Alunos sobre a Teoria e Prática de Um Curso em Milagres” – Supervisionado e Editado por Kenneth Wapnick, Ph.D. – Fundação para Um Curso em Milagres – Editora)

Artigo “The Importance of Relationships” (tradução livre: “A Importância dos Relacionamentos”), no site https://circleofa.org/library/the-importance-of-relationships/, autor Robert Perry.

Artigo: “The ark of peace is entered two by two” (tradução livre: “Na arca da paz só entram dois a dois”) – Robert Perry Site: https://circleofa.org/library/the-ark-of-peace-is-entered-two-by-two/

Artigo “Living a Course in Miracles As Wrong Minds, Right Minds, and Advanced Teachers – Part 2 of 3 – How Right Minds Live in the World: The Blessing of Forgiveness”, por Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Artigo “Living a Course in Miracles As Wrong Minds, Right Minds, and Advanced Teachers – Part 1 of 3 – How Wrong Minds Live in the World: The Ego’s Curse of Specialness”, por Dr. Kenneth Wapnick.

Transcrição do vídeo do Dr. Kenneth Wapnick no YouTube, intitulado: “Judgment” (tradução livre: “Julgamento”).  O artigo completo em inglês no site https://facim.org/transcript-of-kenneth-wapnick-youtube-video-entitled-judgment/.

Trechos do Workshop “The Meaning of Judgment” (tradução livre “O Significado de Julgamento”), realizado na Fundação para Um Curso em Milagres em Roscoe NY, ministrado pelo Dr. Kenneth Wapnick. O artigo completo em inglês no site: https://facim.org/online-learning-aids/excerpt-series/the-meaning-of-judgment/.

Comentários do professor de Deus Allen Watson, que transcrevemos, em tradução livre, do site Circle of Atonement (https://circleofa.org/workbook-companion/what-is-sin/).

Artigo “There is no sin” (tradução livre: “Não há pecado”), Robert Perry, site https://circleofa.org/library/there-is-no-sin/.

Artigo do Professor Greg Mackie, denominado “If God is Love Why do We Suffer?” (tradução livre: “Se Deus é Amor porque nós sofremos?”) https://circleofa.org/library/if-god-is-love-why-do-we-suffer/.

Artigo “The Ten Commandments and A Course in Miracles” (tradução livre: Os Dez Mandamentos e Um Curso em Milagres”), Greg Mackie, site https://circleofa.org/library/the-ten-commandments-and-a-course-in-miracles/.

Artigo escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D. e pelo Padre Jesuíta W. Norris Clarke, da Companhia de Jesus, Ph.D., sobre o livro “Um Curso em Milagres e o Cristianismo: Um Diálogo”, disponível no site http://www.miraclestudies.net/Dialogue_Pref.html.

Livro “Um Curso em Milagres e o Cristianismo: Um Diálogo”, escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D. e pelo Padre Jesuíta W. Norris Clarke, da Companhia de Jesus, Ph.D..

Artigo do Consultor, Escritor e Professor Rogier Fentener Van Vlissingen, de Nova Iorque, intitulado “A Course in Miracles and Christianity: A Dialogue” (“Um Curso em Milagres e o Cristianismo: Um Diálogo”), disponível no Blog Closing the Circle e acesso no link: https://acimnthomas.blogspot.com/2011/04/course-in-miracles-and-christianity.html.

Artigo sobre o livro “A Course in Miracles and Christianity: A Dialogue” (tradução livre “Um Curso em Milagres e o Cristianismo: Um Diálogo”), escrito por Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D. e o Padre Jesuíta W. Norris Clarke, da Companhia de Jesus, Ph.D. Site http://www.miraclestudies.net/Dialogue_Pref.html.

Artigo do professor Robert Perry intitulado “Do we have a chalice list?” (tradução livre: “Temos uma lista de cálice?”), acesso através do link: https://circleofa.org/2009/07/13/do-we-have-a-chalice-list/.

Artigo “The religion of the ego” (tradução livre: “A religião do ego”), Robert Perry, link https://circleofa.org/library/the-religion-of-the-ego/.

Artigo “A New Realities Interview with William N. Thetford, Ph.D.”, conduzida por James Bolen em abril de 1984. Tradução livre Projeto OREM®. Artigo em inglês https://acim.org/archives/a-new-realities-interview-with-william-n-thetford/.

Artigo “Why is sin merely a mistake?” [tradução livre “Por que o pecado é apenas um erro?”], Robert Perry, link https://circleofa.org/library/why-is-sin-merely-a-mistake/.

Artigo “What a difference a few words make” (tradução livre: “Que diferença algumas palavras fazem”), Greg Mackie, disponível no link https://circleofa.org/library/what-a-difference-a-few-words-make/.

Artigo “Near-Death Experiences and A Course in Miracles” [Experiências de Quase-Morte e Um Curso em Milagres], coescrito por Robert Perry, B.A. (Cranborne, United Kingdom) e Greg Mackie, B.A. (Xalapa, Mexico), link https://circleofa.org/library/near-death-experiences-course-miracles/.

Artigo “Near-Death Experiences and A Course in Miracles Revisited” [Experiências de Quase-Morte e Um Curso em Milagres Revisitado], escrito por Greg Mackie, link Revisitado], e pode ser acessado no link https://circleofa.org/library/near-death-experiences-and-a-course-in-miracles-revisited/.

Artigo “Watch With Me, Angels” [Vigiem comigo, anjos], Robert Perry, link https://circleofa.org/library/watch-with-me-angels/.

Artigo transcrito de Workshop apresentado pelo Dr. Kenneth Wapnick, denominado “Watching With Angels [Vigiar com anjos], link: https://facim.org/watching-with-angels-part-1/.

Artigo “How Does Projection Really Work? [Como a Projeção realmente funciona?], Robert Perry, que pode ser acessado através do link https://circleofa.org/library/how-does-projection-really-work/.

Artigo “The Practical Implications of Projection: Summary of a Class Presentation” [tradução livre: “As Implicações Práticas da Projeção: Resumo de uma Apresentação de Aula”] poderá ser acessado através do link  https://circleofa.org/library/practical-implications-projection/.

Artigo “Reverse Projection: “As you see him you will see yourself” [tradução livre: “Projeção Reversa: ‘Assim como tu o vires, verás a ti mesmo’”], Robert Perry, link https://circleofa.org/library/reverse-projection-see-him-see-yourself/.

Artigo denominado “Are we living in a virtual reality” [“Nós estamos vivendo em uma realidade virtual?], Greg Mackie, link https://circleofa.org/library/are-we-living-in-a-virtual-reality/.

Artigo disponibilizado pelo site Pathways of Light, denominado “From Virtual do True Reality” [Da Realidade Virtual à Verdadeira], link https://www.pathwaysoflight.org/daily_inspiration/print_pol-blog/from-virtual-to-true-reality.

Série de artigos denominada “Rewriting the Rules of Virtual Reality” [Reescrevendo as Regras da Realidade Virtual] – partes 1 a 4, Dr. Joe Dispenza, link https://drjoedispenza.com/blogs/dr-joe-s-blog/rewriting-the-rules-of-virtual-reality-part-i.

Artigo “Commentary on What is Salvation” [“Comentário sobre O Que é Salvação”], Allen Watson, link https://circleofa.org/workbook-companion/what-is-salvation/.

Site oficial do Professor Allen Watson http://www.allen-watson.com/;

Artigo “Special Theme: What Is Salvation? [“Tema Especial: O Que É A Salvação?”], Thomas R. Wakechild, que pode ser acessado através do link http://acourseinmiraclesfordummies.com/blog/wp-content/uploads/2014/07/PDF-What-is-Salvation-with-Notes-Upload-7-15-14-ACIM-Workbook-for-Dummies.pdf.

Artigo “The Core Unit of Salvation” [A Unidade Central da Salvação], Robert Perry, link https://circleofa.org/library/the-core-unit-of-salvation/.

Artigo “ACIM Study Guide and Commentary – Chapter 5, Healing and Wholeness – Section III – The Guide to Salvation” [Guia de Estudo e Comentários ACIM – Capítulo 5 – Cura e Integridade – Seção III – O Guia para a Salvação], Allen Watson, acesso através do link http://www.allenwatson.com/uploads/5/0/8/0/50802205/c05s03.pdf.

Artigo “Commentaries on A Course in Miracles – ACIM Text, Section 1.I – Principles of Miracles” (“Comentários sobre Um Curso em Milagres – UCEM Texto, Seção 1.I – Princípios dos Milagres”), Allen Watson, site http://www.allen-watson.com/uploads/5/0/8/0/50802205/c01s01a.pdf

Artigo “A Course in Miracles: The Guide to Salvation” [Um Curso em Milagres: O Guia para a Salvação”], Sean Reagan, acesso através do link https://seanreagan.com/a-course-in-miracles-the-guide-to-salvation/.

Artigo “The Urgency of Doing Our Part in Salvation” [“A Urgência de Fazer Nossa Parte na Salvação”], Greg Mackie, acesso através do link https://circleofa.org/library/urgency-of-doing-our-part-in-salvation/.

Artigo “Shadow Figures” [figuras de sombra], Robert Perry, acesso através do link https://circleofa.org/library/shadow-figures/.

Artigo-estudo intitulado “Shadows of the Past” [Sombras do Passado], Allen A. Watson, acesso através do  link http://www.allen-watson.com/allens-text-commentaries.html.

Recomendamos o site The Pathways of Light Community, para reforços no processo de estudo: https://www.pathwaysoflight.org.

Artigo sobre o Capítulo 17: O Perdão e o Relacionamento Santo – Seção III: Sombras do passado; pode ser acessado através do link: https://www.pathwaysoflight.org/acim_text/print_acim_page/chapter17_section_iii.

Transcrição de palestra do professor David Hoffmeister, estudante, pesquisador e eminente divulgador de UCEM, durante a Conferência “A Course in Miracles – ACIM” [“Um Curso em Milagres”], no mês de fevereiro de 2007, acesso através do link https://awakening-mind.org/resources/publications/accepting-the-atonement-for-yourself/. As diversas palestras do professor David podem ser acessadas, em inglês, no site https://acim-conference.net/past-acim-conferences/.

Trechos do workshop realizado na Fundação para Um Curso em Milagres (Foundation for A Course in Miracles), em Roscoe, Nova Iorque, denominado “Regras para decisões”, Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D., no link https://facim.org/online-learning-aids/excerpt-series/rules-for-decision/.

Artigo “Levels of Mind: Looking at the ‘Layers’ of Mind that form Perception” (“Níveis da Mente: Olhando para as ‘Camadas’ da Mente que formam a Percepção”), Site https://miracleshome.org/publications/levelsofmind.htm.

Artigo “To Desire Wholly is to Be” (“Desejar Totalmente é Ser”), do professor David Hoffmeister. Site: https://miracleshome.org/supplements/todesirewholly_171.htm.

Artigo “The Glory of Who We Really Are” [“A glória de quem nós realmente somos”], do professor Greg Mackie. Site: https://circleofa.org/library/the-glory-of-who-we-really-are/?inf_contact_key=2c1c99e05ff3c25330a7916d84d19420680f8914173f9191b1c0223e68310bb1.

Artigo “The difference between horizontal and vertical perception”, Paul West (16/09/2019). Site https://www.voiceforgod.net/blogs/acim-blog/the-difference-between-horizontal-and-vertical-perception.

Artigo “The Holy Relationship: The Source of Your Salvation [“O Relacionamento Santo: A Fonte de Sua Salvação”], Greg Mackie. Site Circle of Atonement, https://circleofa.org/library/holy-relationship-source-of  salvation/?inf_contact_key=791ef4a4c578a34f45d28b436fec486d680f8914173f9191b1c0223e68310bb1.

Artigo “On Becoming the Touches of Sweet Harmony – The Holy Relationship as Metaphor – Part 1 and Part 2” [“Sobre se Tornar os Realces da Amena Harmonia – O Relacionamento Santo como Metáfora – Parte 1 e Parte 2”], 1º de junho de 2018, Volume 22 Nº 2 – Junho 2011, Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D. Site https://facim.org/becoming-touches-sweet-harmony-holy-relationship-metaphor/.

Livro “Your Immortal Reality: How to Break the Cycle of Birth and Death” (tradução livre: “A Sua Realidade Imortal: Como Quebrar o Ciclo de Nascimento e Morte), de autoria de Gary R. Renard.

Fonte de consulta para a tradução dos Dez Mandamentos em português: https://biblia.com.br/perguntas-biblicas/quais-sao-os-10-mandamentos-e-onde-os-encontramos-na-biblia-cl/.

Artigo “Summary of the Thought System of “A Course in Miracles” [Resumo do Sistema de Pensamento de “Um Curso em Milagres”]. Links https://facim.org/summary-of-the-thought-system-of-a-course-in-miracles-part-1/; https://facim.org/summary-of-the-thought-system-of-a-course-in-miracles-part-2/.

Artigo “Miracles boomeritis” [Boomerite dos Milagres], Robert Perry, https://circleofa.org/library/miracles-boomeritis/.

Livro “Boomerite: Um romance que tornará você livre” [na versão em português; “Boomeritis: A Novel That Will Set You Free”, na versão original em inglês].

Artigo “A brief summary of “The obstacles to peace” [“Um breve resumo de “Os obstáculos à paz”], Robert Perry, site Circle of Atonement, link https://circleofa.org/library/brief-summary-obstacles-to-peace/.

Artigo “A Course in Miracles and ‘The Secret’” [“Um Curso em Milagres e ‘O Segredo’”], Greg Mackie. Site https://circleofa.org/library/a-course-in-miracles-and-the-secret/.

Artigo “How can the Course help us cope with a financial crisis” [“Como o Curso pode nos ajudar a lidar com uma crise financeira?”], Greg Mackie. Site https://circleofa.org/library/course-help-cope-with-financial-crisis/.

Um milagre é uma correção. Ele não cria e realmente não muda nada. Apenas olha para a devastação e lembra à mente que o que ela vê é falso. Desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem superar a função do perdão. Assim, permanece nos limites do tempo. LE.II.13

Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso está a paz de Deus.
T.In.2:2-4

Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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