Artigo:

Understanding Control Dramas [Entendendo os Dramas de Controle]

Autor:

James Redfield

Site:

Understanding Control Dramas – Celestine Vision

Tradução livre Projeto OREM®

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Entendendo os Dramas de Controle – Parte I

“Uma vez que nós estamos conectados espiritualmente, os relacionamentos podem então ser desenvolvidos em torno de interesses verdadeiros e compatibilidade, sem envolver a necessidade de segurança. Os desentendimentos são liberados para serem resolvidos através da clareza do compromisso, um conhecimento intuitivo.” James Redfield

À medida que nós começamos a entender que os “Dramas de Controle” existem, nós podemos ampliar a nossa consciência no nível da realidade [awareness] desses comportamentos, tanto os exibidos por nós mesmos quanto pelos outros. Dessa maneira, nós podemos dar os passos necessários para transcendê-los e interpretá-los em um nível muito mais profundo, tanto espiritual quanto psicologicamente.

As pessoas buscam controlar os outros. Percebe-se que existe uma razão clara para isso, que se esconde por trás da superfície. A Psicologia Interativa tem investigado essa questão há décadas, com sucesso apenas moderado. Eu argumento que outro campo de pesquisa, os ESTUDOS DA CONSCIÊNCIA NO NÍVEL DA PERCEPÇÃO [CONSCIOUSNESS], está começando a explicar o que realmente acontece. As discussões entre pessoas em relacionamentos são, na verdade, sobre quem deterá o “poder”.

Um Entendimento Mais Profundo

O que precisamos entender é por que as pessoas desejam poder sobre as outras em primeiro lugar. À medida que nós compreendemos melhor os conflitos humanos, nós começamos a entender como resolver mais do que apenas as nossas divergências pessoais do dia a dia. Nós compreendemos os segredos de longo prazo sobre como acabar com conflitos de todos os tipos — mesmo entre grandes grupos de pessoas, como grupos religiosos ou até mesmo guerras irracionais entre nações inteiras. Quando as guerras são travadas exclusivamente por conceitos religiosos abstratos e ideologia política, esse entendimento vem a ser crucial.

Quando eu comecei a explorar toda essa pesquisa para A Profecia Celestina, eu tive uma intuição constante e insistente, dizendo-me que um entendimento mais profundo era necessário. Ao obtê-lo, eu não só pude facilitar instantaneamente os meus relacionamentos pessoais, como também eu comecei a entender a razão para o uso eterno da violência pela humanidade. O fato é que a questão dos “Dramas de Controle” remonta aos nossos medos existenciais mais profundos. Em um sentido real, a essência do que há de errado com a humanidade é uma questão espiritual.

Questão de Espiritualidade

Em sua essência, os seres humanos se sentem perdidos e inseguros no mundo. Parece óbvio, não é? Nós somos inseguros porque cada um de nós precisa encontrar o seu próprio caminho para sobreviver, individualmente. Nós temos que ganhar a vida, criar e sustentar os nossos filhos e, no fim, lidar com a morte e o que pode ou não existir além dela. Naturalmente, nós nos dedicamos a uma religião específica. No entanto, muitas vezes essa é apenas uma escolha intelectual e não aborda a questão mais profunda: nós somos inseguros porque nós não sabemos ao certo qual é o sentido da vida. Nós nos encontramos vivos sem nenhuma certeza sobre o porquê. Consciente ou inconscientemente, isso cria uma profunda ansiedade que nós temos que controlar.

Ao tentarmos controlar essa ansiedade essencial, qual ainda é a nossa maior tendência? Nós tentamos reprimir o medo, expulsando-o de nossas mentes com atividades desesperadas e escolhidas, movidas por uma espécie de frenesi inconsciente. Nós compramos quando nós não temos dinheiro no banco. Nós seguimos celebridades ao invés de estudar as nossas próprias vidas. Nós jogamos videogames ou assistimos a esportes obsessivamente. Nós nos entregamos a todo tipo de vícios, distrações e ideologias, tudo por uma necessidade desesperada de preencher esse vazio de significado desconhecido em nossas vidas. Nós buscamos lidar com essa profunda ansiedade buscando poder e controle sobre outras pessoas. Isso nos dá uma falsa sensação de segurança, porque cada ato de controle nos proporciona apenas temporariamente a energia e a certeza de que nós necessitamos.

Eis como funciona:

Quando você conversa com outra pessoa, especialmente com um parceiro de longa data, as suas mentes se conectam de uma maneira muito real. Essa conexão explica por que pessoas em relacionamentos conseguem completar as frases umas das outras, “pensar” em telefonar simultaneamente e se conectar de muitas outras maneiras, como os Pesquisadores da Consciência no nível da Percepção [Consciousness] estão descobrindo.

Em seu livro mais recente, “One Mind” [“Uma Mente”], o Dr. Larry Dossey afirma que essa conexão de mentes é realmente possível. Todos nós fazemos parte de uma “Mente Divina” maior, mesmo que nós não estejamos plenamente cônscios disso. Por isso, muitas vezes nós não percebemos a insegurança persistente que nós estamos sentindo e a maneira como ela influencia o nosso comportamento.

Mantendo-se fora de DRAMAS DE CONTROLE

Se você leu a Profecia Celestina, então você sabe que “Manter-se fora de DRAMAS DE CONTROLE” é essencial para se tornar mais Consciente e ser capaz de criar a vida que você deseja.

Lembre-se, [o livro] A PROFECIA CELESTINA revela 9 das 12 verdades sobre como o mundo “realmente” funciona e como a humanidade está destinada a se alinhar com esse Projeto.

O que é um Drama de Controle?

Aqui está um exemplo: Você entra em uma sala e alguém diz alguma coisa que é crítica e você imediatamente reage na defensiva e responde com alguma coisa que é crítica semelhante. A outra pessoa reage com outra \”crítica depreciativa”\ e assim por diante.

Essa situação, é claro, pode resultar em uma discussão ou algo pior, dependendo das circunstâncias. No mínimo, o nível de energia e a consciência no nível da percepção [consciousness] de todos despencam. 

Mas a Profecia Celestina discute outra maneira de reagir. Ao invés de responder às críticas sendo críticos, nós podemos, ao invés disso, transmitir energia positiva e “amorosa” à outra pessoa.

Pessoas que são críticas fazem isso porque elas têm pouca energia (e segurança interior) e buscam maneiras de dominar os outros para se sentirem melhor. AO DAR ENERGIA voluntariamente a elas, elas se sentem menos carentes e podem, de fato, acessar a Consciência No Nível da Percepção [Consciousness] pela primeira vez. 

Além disso, nós somos aconselhados não apenas a enviar energia, mas também a realizar outra ação simultaneamente: Dizer à pessoa, de forma gentil, exatamente como você está se sentindo — que você está se sentindo criticado, dominado ou que estão lhe fazendo sentir culpado na conversa.

Aqui, nós estamos seguindo o conselho da “CIÊNCIA INTERACIONAL”, que é uma descoberta fundamental do Movimento do Potencial Humano. Nós estamos “DANDO UM NOME AO JOGO”. Dar um nome ao jogo elimina a tentativa de dominar e traz à tona a verdade superior do que está acontecendo na conversa, o que faz com que a conversa se torne “autêntica”.

A CHAVE AQUI É NUNCA SE DEFENDER!

Se a pessoa negar o que está acontecendo ou fizer acusações, não discuta. Apenas continue repetindo como você se sente e transmitindo energia para ela. E lembre-se de que, quando você imagina a energia AMOROSA fluindo de você para a outra pessoa, ela flui primeiro através de você. Assim, você PERMANECE MAIS FORTE na interação.

MAS, mesmo que a pessoa termine a conversa irritada ou vá embora, nós precisamos aceitar isso. Pelo menos você usou a sua nova “Habilidade” para permanecer Autêntico e Consciente e também evitou ser dominado e ter a sua energia reduzida. No entanto, durante todo esse tempo, você tem feito o possível para ajudar a outra pessoa a se tornar mais Consciente.

Como nós podemos ter ainda mais energia e confiança para sempre responder aos “Jogos de Dramas de Controle” dessa maneira? Integrando TODAS AS “HABILIDADES” de nossa “Consciência no Nível da Percepção [Consciousness] Espiritual” interior por meio de uma Prática de Meditação \“baseada no amor”\. Esse MÉTODO é descrito completamente no EPÍLOGO da NOVA EDIÇÃO DA PROFECIA CELESTINA e pode ser transformador.

Três gerações estão agora aprendendo a viver em um nível de energia e inspiração maior, USANDO todas as “Habilidades” da Consciência no Nível da Percepção [Consciousness] e isso está mudando o mundo!

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Artigo:

The Struggle for Power: Control Dramas – Part 1 [A Luta pelo Poder: Dramas de Controle – Parte 1]

Autora:

Amanda Salsman

por Candella

Site:

The Struggle for Power: Control Dramas, Part 1

Como muitos outros, eu fiquei muito entusiasmada quando li pela primeira vez A Profecia Celestina, há 20 anos e vi as explicações sobre os Dramas de Controle. É claro que eu reconheci esses Dramas de Controle sendo representados em todos os lugares ao meu redor, por todas as pessoas que eu conhecia.

Eu conseguia identificar facilmente que o meu pai era principalmente um Intimidador, a minha mãe principalmente uma Interrogadora (que eu chamava de “Crítica”) e o meu irmão principalmente se fazia de Coitadinho de Mim ou Distante. Eu conseguia identificar quando a minha melhor amiga estava se fazendo de Coitadinha de Mim e definitivamente percebia quando o meu namorado da época oscilava entre se fazer de Coitadinho de Mim e Distante. Muito mais difícil de reconhecer e admitir, era que eu era uma mestre nos Dramas de Controle.

Embora James Redfield, em seu livro best-seller, tenha indicado que nós tendemos a nos encaixar em um padrão de Drama de Controle, eu sabia por experiência própria que alguns de nós aprendemos mais de um padrão com as várias influências em nossas vidas e sabia que muitas vezes era capaz de representar qualquer um dos quatro dramas e transitar facilmente de um para o outro em menos de um instante, quando necessário. Eu não me orgulho de dominar todos os dramas, mas eu sinto que é importante compartilhar isso como parte da minha própria disfunção, pois o primeiro passo para superar os dramas é reconhecê-los.

O segundo passo é aprender outra forma de interagir e se comunicar.

No grupo do Facebook “Celestine Prophecy Insight Chatting group”, tem havido muitas discussões, perguntas e comentários sobre os Dramas de Controle ultimamente e eu pensei que seria útil oferecer um pouco mais de informações sobre esses Dramas, como reconhecê-los e como sair do drama para ter uma interação mais autêntica com os outros.

Primeiro, uma recapitulação sobre os Dramas de Controle:

O nosso herói [o nosso narrador] aprende sobre os Dramas de Controle no 4º capítulo de A Profecia Celestina. Existem quatro Dramas: (1) o Intimidador, (2) o Interrogador, (3) o Distante e (4) o Coitado de Mim. Vamos analisá-los um de cada vez.

Intimidador(a):

O(A) Intimidador(a) gosta de controlar a situação estando no comando e usando o medo. O medo pode ser imposto por violência ou ameaças de violência, mas também pode ser imposto por ameaças de qualquer coisa, realmente. É o “Ou então” subjacente a qualquer pedido. Os Intimidadores buscam afirmar a sua autoridade dando lembretes sutis ou nem tão sutis de que, se você não se submeter ao pedido deles, haverá consequências. As consequências em si podem variar de muito severas, como “O seu dinheiro ou a sua vida”, a muito mais sutis, mas ainda impactantes, como “Se você valoriza a minha amizade, você fará isso por mim” (com a implicação de perda da amizade se você não cumprir a sua parte). É bastante fácil reconhecer Intimidadores quando se trata de um relacionamento violento, barulhento e abusivo. No entanto, ainda é um drama de controle do Intimidador quando as ameaças são do sutil “ou então” que nós damos a filhos, cônjuge, funcionários, garçonete no restaurante local, etc.

Sim, eu sei, reconhecer alguém que já praticou o Drama de Controle do Intimidador não é uma tarefa agradável, mas ela é importante para o nosso crescimento perceber isso, então, obrigada por ter chegado até aqui.

Interrogador(a) (eu me refiro a esse Drama de Controle como o “Crítico”):

O(A) Interrogador(a) é aquele que faz tantas perguntas, com o objetivo subjacente de encontrar falhas. Para aqueles que já foram expostos a uma liberdade condicional, provação ou investigação policial, é esse tipo de sensação. Ser considerado culpado por alguém que está determinado a arrancar a verdade de você, não importa o quê. No entanto, às vezes, quem interroga não está tão determinado a nos considerar culpados, mas sim a descobrir o que nós temos feito ultimamente. E então vem a crítica: “Bem, por que você fez isso?” ou “O que você estava pensando?” (com a implicação de que você obviamente não estava pensando muito bem, ou não teria feito essa escolha). O crítico é aquele que vem à sua casa com uma luva branca e revira os armários onde não deveria estar. Os críticos se sentem tão desconfortáveis ​​consigo mesmos que muitas vezes procuram alguma maneira de ver como você também não se encaixa. Se você já foi perguntado “Você não consegue se contentar com nada?”Isso pode ser uma prova de que você estava no modo Interrogador-Crítico.

Culpado… De novo. E de novo eu preciso dizer que eu sei que é bem desconfortável nos vermos como Interrogadores ou Críticos, mas, mais uma vez, reconhecer as nossas próprias tendências de Drama de Controle é um grande passo para nós aprendermos a sair desse modo.

Distante:

O Drama de Controle do(a) Distante é aquele vago e misterioso. Quando perguntado “Como foi o seu dia?”, ele/ela responderá: “Bem.” … “O que você fez hoje?” “Coisas”, etc. Dando respostas muito curtas e vagas a qualquer pergunta, ou evitando conversas por completo, o Distante está jogando um jogo de gato e rato, mas não quer ser pego. Nunca. Como uma ostra ou uma tartaruga, o Distante aprendeu que a melhor maneira de sobreviver nesse mundo é permanecer fechado em sua concha e colocar a cabeça para fora, mesmo que por um instante, exige muita coragem e confiança. Se você já se viu em uma situação em que sentiu que estava sendo “interrogado” para obter informações e fez o possível para evitar revelá-las, é provável que tenha experienciado o Drama de Controle do(a) Distante.

Coitadinho(a) de Mim:

O(A) “Coitadinho(a) de Mim” é a pessoa que reclama e se lamenta. A pessoa nesse Drama de Controle sente pena de si mesma e espera obter alguma simpatia dos outros enquanto conta todas as maneiras pelas quais a vida está lhe pregando peças. Ela pode descrever a vida como tão horrível que você se sente responsável por consertá-la de alguma forma, ou que o fluxo de energia é quase como se você fosse responsável por toda a dor e todo o sofrimento que o(a) coitadinho(a) está lutando para superar. Embora eu saiba que ninguém realmente quer admitir que está representando algum Drama de Controle, eu não conheço ninguém que não tenha tido um momento (ou um dia, ou uma semana) em que simplesmente quis sentar e reclamar bastante.

Então, ok, aí estão eles. Talvez você se veja em um (ou mais) dos Dramas de Controle, ou talvez, como eu, seja muito mais fácil perceber como OUTRAS PESSOAS representam os Dramas de Controle com você enquanto você está tentando manter o seu otimismo, droga!

Se for esse o caso, se você consegue identificar facilmente os dramas de controle de outras pessoas, talvez seja útil conhecer as dinâmicas que nós praticamos…

Geralmente, se você reconhece que alguém está praticando um Drama de Controle do(a) Intimidador(a) com você, é provável que você esteja se fazendo de Coitadinho(a) de Mim ou também um Intimidador(a).

Por exemplo, ele diz alguma coisa sarcástica e então ela revida com alguma coisa um pouco mais agressiva e então ele responde com outro comentário mal-humorado e então ela fica um pouco mais ruidosa e severa e então ele também intensifica a voz e a expressão facial e a intensidade vai aumentando gradativamente até que um ou ambos cheguem a um “Kaboom”. O som e a sensação do “Kaboom” lembram um vulcão em erupção ou uma bomba explodindo.

“Mas foi ele que começou isso!!!”

Nessa história, não importa quem começou isso. O que importa é que, a cada vez que era a “sua vez” na conversa, você tinha a oportunidade de aumentar a intensidade ou mudar o jogo para uma interação mais autêntica. Sim, claro, eu tinha aumentado a intensidade muitas e muitas vezes. A experiência é uma professora poderosa.

Geralmente, se você reconhecer que alguém está agindo como um Drama de Controle do Interrogador, é bem provável que você esteja se mostrando Distante com esse alguém. Ou o contrário também é verdadeiro: se você vir alguém se mostrando Distante com você, é bem provável que você esteja Interrogando essa pessoa ou sendo o Crítico que esse alguém está tentando evitar.

E quanto ao “Coitadinho de Mim”… bem, pode ser que você esteja intimidando a pessoa com as suas ameaças de “ou então…” ou que você esteja competindo para ver quem tem a vida pior e tentando se fazer de vítima.

Ai!!! A Candella acabou de me dizer que eu tenho um Controle de Drama?

Hum… bem… Sim.

Eu penso que talvez tenha sido o meu próprio Crítico interno se manifestando um pouco e nos chamando a atenção para esses Dramas de Controle em nossas vidas reais. Talvez eu pudesse ter sido um pouco mais suave ao apontar isso, mas naquele momento, parecia que o caminho mais curto para a cura [healing] era arrancar o curativo (band-aid) de uma vez e expor a ferida ao ar. Pode doer um pouco, mas à medida que nós aprendemos a perceber os Dramas de Controle acontecendo, também nós precisamos aprender a perceber que nós temos a opção de continuar participando desses dramas ou mudar a música e começar a dançar de uma nova maneira.

O mero primeiro passo para superar os Dramas de Controle e evitar participar deles com os outros é reconhecer o que está acontecendo. Se você chegou até aqui e está balançando a cabeça em sinal de concordância, você deu passos enormes em seu próprio crescimento espiritual e, por isso, merece uma salva de palmas e saber que eu estou muito orgulhosa de você.

Se você quiser comentar sobre os seus Dramas de Controle, esse artigo ou qualquer coisa que tenha lido aqui, sinta-se à vontade para me enviar um e-mail para [email protected].

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Artigo:

The Struggle for Power – Control Dramas, Part 2 [A Luta pelo Poder – Dramas de Controle, Parte 2]

Autora:

Amanda Salsman

Site:

The Struggle for Power – Control Dramas, Part 2

Como muitos outros, quando eu li A Profecia Celestina, eu fiquei muito entusiasmada com a capacidade de James Redfield de expressar em palavras muitas das coisas que eu vinha experienciando e observando em minha vida. Uma das minhas maiores empolgações foi a maneira como ele descreveu os Dramas de Controle e logo eu percebi como, para onde quer que eu olhasse, todos que eu conhecia estavam frequentemente envolvidos em um desses Dramas.

No entanto, se os Dramas de Controle faziam parte da Luta pelo Poder, eu queria aprender a parar de lutar. Eu queria saber: Como nós podemos interagir com os outros de uma maneira menos que uma luta, menos que um drama, menos que um conflito?

HALT!(*)

[(*)Observação PO: No contexto de recuperação e reabilitação, o acrônimo HALT (nos EUA é utilizado pelos AA) significa Hungry (Fome), Angry (Irritação), Lonely (Solidão) e Tired (Cansaço). O acrônimo HALT descreve estados físicos e emocionais que podem tornar aqueles em recuperação vulneráveis ​​a recaídas. Não encontramos nada em referência aos AA no Brasil.]

A primeira coisa que eu precisei reconhecer foi que todos os Dramas de Controle surgiam em momentos de baixa energia. Eu aprendi com uma boa amiga o acrônimo “HALT”, que ela aprendeu na área de recuperação de vícios (Al-Anon e AA).

De acordo com a área de recuperação de vícios, é importante fazer uma pausa, ou HALT, sempre que nós nos sentirmos com Fome, Raiva (ou Ansiedade), Solidão ou Cansaço. Ao invés de agir por impulso ou falar besteira, é melhor parar, respirar fundo e garantir que as nossas necessidades básicas estejam sendo atendidas antes de tomar grandes decisões ou fazer alguma coisa de que nós possamos nos arrepender depois. Para um viciado, HALT pode ser uma grande ajuda para lembrar de fazer uma pausa antes de tomar aquela bebida para anestesiar as emoções. Para aqueles que vivem a sua espiritualidade, HALT também pode ser uma grande ajuda para nos lembrar de cuidar de nós mesmos e nos reconectar com a fonte antes de prosseguir.

Se você já teve um bebê, ou mesmo se apenas conviveu com um, você sabe por experiência própria que os pequenos podem ficar bastante irritadiços quando estão com fome, assustados, sozinhos ou cansados. Quando nós ouvimos um bebê chorar, a maioria das pessoas em primeiro lugar verifica se há comida e pergunta quando foi a última vez que ele comeu. Se a fome não for o problema, nós procuramos aconchegar a criança e ajudar a aliviar o sentimento de solidão. “Shhh, shhh, estou aqui com você”, nós podemos dizer suavemente em seu ouvido. Ou talvez nós balancemos o bebê e o ajudemos a dormir.

O que muitas vezes nós não percebemos é que adultos também podem ficar bastante irritadiços quando estão com fome, assustados (ansiosos), sozinhos ou cansados. À medida que nós crescemos, às vezes nós nos esquecemos de atender a essas necessidades básicas e depois nós nos surpreendemos com o quão irritadiços nós podemos ficar, principalmente quando nós pulamos refeições ou comemos besteiras que não nos nutrem adequadamente, desgastando-nos com descanso insuficiente e sem parar para nos conectar com a nossa fonte de energia. HALT é um lembrete para nós verificarmos o nosso nível de energia e recarregarmos as energias com uma pausa, um lanche e/ou uma reconexão com o Amor.

Como lidar com Dramas de Controle

Em um artigo anterior, eu analisei os quatro Dramas de Controle (Intimidador, Interrogador/Crítico, Distante e Coitadinho de Mim) definidos pela Profecia Celestina e como identificá-los. Repetidamente, membros dos grupos do Facebook perguntam como lidar com alguém que está praticando um ou mais desses Dramas de Controle, então pareceu-me uma tarefa valiosa dedicar um tempo para escrever tudo sobre isso.

No livro “Fighting Invisible Tigers” [“Lutando contra Tigres Invisíveis”] (Earl Hipp, 2008), há uma imagem em uma das páginas de uma pessoa com um botão de pausa na testa. Eu imagino que HALT seja um lembrete de que, ao invés de deixar que outra pessoa “aperte os nossos botões”, eu sou capaz de apertar o meu próprio botão de pausa. Talvez eu até toque a minha testa e me lembre da atenção plena. Mesmo sem ser tão óbvio, eu posso reservar um momento para me conectar comigo mesmo e ver se eu estou com Fome, Raiva (ou Ansiedade), Solidão ou Cansaço e cuidar para satisfazer essas necessidades. Eu também posso respirar fundo e me reconectar com a Fonte (Deus, Deusa, Tao, Chi, a Força, o Universo, o Amor, insira a palavra que você preferir).

Às vezes, a prática de HALT significa que eu preciso pedir uma pausa à pessoa.

Alguns exemplos:

“Eu sei que esse é um assunto importante que nós necessitamos discutir, mas eu estou com pouca energia agora e eu quero estar no meu melhor quando nós retomarmos essa conversa. Que tal nós continuarmos depois do almoço?”

Ou

“Eu não posso falar agora porque eu estou muito chateado(a) e eu necessito me acalmar primeiro.”

Ou

“Eu amo você e eu sei que nós podemos encontrar uma solução que funcione para nós dois, mas encontrar esse tipo de solução é mais difícil quando a nossa energia está baixa. Vamos pensar nisso e conversar amanhã.”

Ou

“Eu estou começando a me sentir muito tenso(a). Vamos fazer uma pausa para respirar fundo e nos acalmar (e então respirar fundo visivelmente).”

Ou existem muitas outras maneiras de fazer uma pausa sem estar no modo Distante.

Conectando-se com a Fonte

O Capítulo 5 de A Profecia Celestina (Mensagem dos Místicos) fala sobre conectar-se com a Fonte (Deus, Deusa, Universo, Tao, Chi, Energia, Amor – sinta-se à vontade para usar qualquer palavra que ressoe com a sua experiência dessa Conexão). Uma vez que nós aprendemos a nos conectar com a Fonte de uma forma que nos permita absorver essa energia universalmente disponível, nós não precisamos mais lutar com outra pessoa pela energia dela, nem nós precisamos “Defender” a nossa própria energia com tanta bravura. Ao invés disso, nós podemos nos preencher até transbordar de energia e permitir que esse transbordamento ajude a outra pessoa a se preencher também. Há muito para compartilhar.

Se eu estou lhe dando energia, não há necessidade de “roubá-la” de mim e a luta por energia ou poder deixa de ser tão árdua.

E depois de nós nos conectarmos com a Fonte e sermos capazes de dar energia à outra pessoa, então nós podemos lidar melhor com aqueles incômodos Dramas de Controle. Nós podemos saber, em primeiro lugar, que um Drama de Controle estava ocorrendo; nós podemos também saber que nós estamos nos fazendo uma pausa e nos conectando com a Fonte; e então nós podemos interagir de uma forma autêntica, empoderada e repleta de Amor e Compaixão, tanto por nós mesmos quanto pela pessoa com quem nós estamos falando.

Passo a passo

Até agora, nós temos abordado os primeiros passos para lidar com um Drama de Controle:

Passo 1 – Perceba que um Drama de Controle está acontecendo.

Passo 2 – HALT, conecte-se consigo mesmo e restabeleça a conexão com a Fonte (Deusa, Deus, Universo, Amor, Energia, Tao, Chi, Alá, Poder Superior, qualquer palavra que você prefira usar para descrever essa conexão).

Passo 3 – Preencha-se de Energia/Amor até transbordar e ser capaz de compartilhar esse excesso de energia com a pessoa com quem você teve o conflito.

Eu acredito que a melhor resposta para qualquer Drama de Controle é sempre HALT, conectar-se consigo mesmo e se preencher a partir da Fonte, até transbordar de Amor e Energia suficientes para que você possa Compartilhar o Amor livremente.

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—–Continua – Parte II—–

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Palavras-chave da OREM2:

agressivo, Armagedom, apocalípticos, ascensão da influência, automatização, campos de energia, campos de energia, campos de expectativa, campos de intenção, campos de oração, campos morfogenéticos, centésimo macaco, ceticismo científico, ciência e tecnologia, ciência interacional, círculos completos, codependência, coincidências, Coitadinho de Mim, conexão divina, consciência mística, criação de filhos, Crítico, cultura emergente, despertar espiritual, diálogo consciente, dinâmica de grupo, Distante, dízimo, Dramas de Controle, energia, ética interpessoal, expectativa consciente, experiência mística, extensão da energia da oração, família, grupo modelo, grupos conscientes, grupos espirituais, história da evolução, identidade sensorial, igreja, integridade da Verdade, Interrogador, Intimidador, Lei da Conexão, Lei da Verdade, Lei do Auxílio, Lei do Carma, luta pela atenção, luta pelo poder, Machu Picchu, manuscrito, massa crítica, método científico, modelo de acordo, Movimento do Potencial Humano, noite escura da alma, nossa verdadeira missão, nova medicina, observador, outra vida, padrões de energia, passivo, percepção da beleza, pergunta certa, perspectiva histórica, Pesquisadores da Consciência no nível da Percepção [Consciousness], poder da oração, polarização do medo, Princípio da Unidade, Profecia Celestina, prontidão baseada na expectativa, relacionamentos, religião, ressonância mórfica, revisão de vida, Shambhala, sincronicidades, sonhos, sustentar a Sincronicidade, telepatia, teoria de campo unificado, vício romântico, vida após a morte, visão de nascimento, visão do mundo, visões,…

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Imagem: eric-ward-7KQe_8Meex8-unsplash Parte I Dramas de Controle

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Bibliografia (nós recomendamos enfaticamente a leitura e o estudo desse material):

  • “A Profecia Celestina” – 1993 (The Celestine Prophecy) – James Redfield;
  • “Guia de Leitura de A Profecia Celestina” – 1995 (The Celestine Prophecy: An Experiential Guide – James Redfield [em parceria com Carol Adrienne]);
  • “A Décima Profecia – Aprofundando a Visão” – 1996 (The Tenth Insight: Holding de Vision) – James Redfield;
  • “Guia de Leitura de A Décima Profecia” – 1996 (The Tenth Insight: An Experiential Guide [em parceria com Carol Adrienne]);
  • “A Visão Celestina: Vivendo a Nova Consciência Espiritual” – 1997 (The Celestine Vision: Living the New Spiritual Awareness);
  • “O Segredo de Shambhala – Em busca da Décima Primeira Visão” – 1999 (The Secret of Shambhala: In Search of the Eleventh Insight) – James Redfield;
  • “Deus e o Universo em Evolução: O Próximo Passo na Evolução Pessoal” – 2002 (God and the Evolving Universe: The Next Step in Personal Evolution – James Redfield [em parceria com Sylvia Timbers e Michael Murphy]);
  • “A Décima Segunda Profecia: A Hora da Decisão” – 2011 (The Twelfth Insight: The Hour of Decision);
  • Artigo “The Search for Shambhala – A Conversation with James Redfield” (tradução livre: “A Busca por Shambhala – Uma Conversa com James Redfield”), Atlantis Rising number 21 from Atlantis Rising website;  http://www.bibliotecapleyades.lege.com/sociopolitica/sociopol_shambahla10.htm
  • Livro “One Disease, One Cure” (tradução livre: “Uma Doença, Uma Cura [Cure]”) – Robert Young;
  • Livro “Healing Words: The Power of Prayer and the Practice of Medicine” (tradução livre “Palavras de Cura [Healing]: O Poder da Oração e a Prática da Medicina”) – Dr. Larry Dossey;
  • Artigo: “Understanding Control Dramas” [“Entendendo os Dramas de Controle”]. Autor:James Redfield. Site:Understanding Control Dramas – Celestine Vision;
  • Artigo: “The Struggle for Power: Control Dramas – Part 1” [‘A Luta pelo Poder: Dramas de Controle – Parte 1”]. Autora: Amanda Salsman por Candella. Site: The Struggle for Power: Control Dramas, Part 1;
  • Artigo: “The Struggle for Power – Control Dramas, Part 2” [“A Luta pelo Poder – Dramas de Controle, Parte 2”]. Autora: Amanda Salsman. Site: The Struggle for Power – Control Dramas, Part 2;
  • Artigo: “Taking Responsibility for Control Dramas in Relationships” [“Assumindo Responsabilidade pelos Dramas de Controle nos Relacionamentos”]. Autora: Amanda Salsman. Site: Taking Responsibility for Control Dramas in Relationships – Celestine Vision;
  • Artigo: “Poor Me Control Drama: How to Respond” [“Drama de Controle Coitadinha de Mim: Como Reagir”]. Autora: Amanda Salsman. Site: Poor Me Control Drama: How to Respond – Celestine Vision;
  • Artigo: “Discover the Control Dramas” [“Descubra os Dramas de Controle”]. Autora: Kelly Redfield. Site:Discover the Control Dramas – Celestine Vision;

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—–Próximo artigo – 15 – Entendendo os Dramas de Controle – Parte II—–

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… segundo o Manuscrito, quando um número suficiente de indivíduos perguntar a sério o que ocorre na vida, nós começaremos a descobrir.
Autor

Graduação: Engenharia Operacional Química. Graduação: Engenharia de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing - PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras - FGV/SP. Blog Projeto OREM® - Oficina de Reprogramação Emocional e Mental - O Blog aborda quatro sistemas de pensamento sobre Espiritualidade Não-Dualista, através de 4 categorias, visando estudos e pesquisas complementares, assim como práticas efetivas sobre o tema: OREM1) Ho’oponopono - Psicofilosofia Huna. OREM2) A Profecia Celestina. OREM3) Um Curso em Milagres. OREM4) A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE) - Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT). Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista como uma proposta inovadora de filosofia de vida para os padrões Ocidentais de pensamentos, comportamentos e tomadas de decisões (pessoais, empresariais, governamentais). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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