Em busca de Shambhala…

“Há milhares de anos circulam rumores e relatos de que, em algum lugar além do Tibete, entre os picos gelados e vales isolados da Ásia Central, existe um paraíso inacessível, um lugar de sabedoria universal e paz inefável chamado Shambhala.
Até o momento, a tese de uma comunidade oculta de seres perfeitos guiando a evolução da humanidade pertence ao reino da especulação. Mas para LePage, tal tese não necessita de provas externas: em sua mente, Shambhala e somente Shambhala, é a força oculta que tem impulsionado a humanidade em direção ao seu destino espiritual. ‘Assim como a planta cresce por heliotropismo, a humanidade cresce por uma compulsão interna em direção à Luz que a atrai para si. Creio que Shambhala governa esse tropismo espiritual, atraindo-nos em direção à alma como se fosse pela força de um ímã interior. É o nosso sol; sob a sua lente incandescente que refrata a divindade, a metamorfose torna-se possível.’”

“Kalagiya, kalagiya, kalagiya. Venha para Shambhala!”
—–
Artigo:
Searching for Shambhala
Em busca de Shambhala
Autora:
Cynthia Gage
Site:
The Secret of Shambhala James Redfield and Nicholas Roerich
Um Novo Livro do Autor Best-Seller James Redfield se Concentra na Lendária Cidade da Luz
Tradução livre Projeto OREM®
Shambhala
Há milhares de anos circulam rumores e relatos de que, em algum lugar além do Tibete, entre os picos gelados e vales isolados da Ásia Central, existe um paraíso inacessível, um lugar de sabedoria universal e paz inefável chamado Shambhala.
James Hilton escreveu sobre ele em Horizonte Perdido, Hollywood o retratou no filme Shangri-La, da década de 1960 e filmes recentes como Kundun, Pequeno Buda e Sete Anos no Tibete fazem alusão à Utopia mágica.
O nome em Sânscrito significa “lugar de paz, de tranquilidade”. Embora a sua localização exata nunca tenha sido encontrada, as suas origens sejam desconhecidas e a sua existência não comprovada, Shambhala é reconhecida e venerada por pelo menos oito grandes religiões e é considerada pela maioria das tradições esotéricas como o verdadeiro centro do planeta e a fonte de poder espiritual do mundo. Diz-se que é habitada por adeptos de todas as raças e culturas que formam um círculo interno que guia secretamente a evolução humana.
Diz-se que esse reino extraordinário existe tanto acima quanto abaixo da superfície, com uma rede de túneis que se estende por centenas de quilômetros. “Carros de design peculiar percorrem toda a sua extensão”, escreve Andrew Tomas, autor de Shambhala, Oásis de Luz, “e eles são iluminados por uma luz artificial brilhante que proporciona crescimento aos grãos e vegetais e longa vida sem doenças às pessoas.”
Victoria LePage escreve em seu livro primorosamente pesquisado, Shambhala:
“A sociedade moderna necessita desesperadamente de uma zona de ordem, um centro mandálico em meio ao caos espiralado.” E ela afirma que a busca por esse centro nos leva diretamente a Shambhala, que ela chama de “O Eixo do Mundo”. LePage, que estuda Shambhala há quase cinquenta anos, diz que muitas maravilhas teriam sido vistas nesse mundo subterrâneo: museus, bibliotecas, depósitos de joias e invenções tecnológicas milhares de anos à frente de seu tempo. E, segundo a tradição Chinesa, as aeronaves e veículos espaciais dos Imortais de Shambhala viajam entre as estrelas, observando os habitats de outras raças e reinos.
Seria fácil descartar Shambhala como pura fantasia mítica, não fosse por um explorador muito confiável que a procurou, a encontrou e retornou para nos contar alguma coisa sobre as suas experiências em Shambhala. Nicholas Roerich, artista, poeta, escritor e membro ilustre da Sociedade Teosófica, nascido na Rússia, liderou uma expedição pelo Deserto de Gobi até a Cordilheira de Atlai, de 1923 a 1928, uma jornada que percorreu 25.000 quilômetros (15.500 milhas) através de 35 dos passos de montanha mais altos do mundo. Como afirma LePage, “Roerich era um homem de credenciais irrepreensíveis: um famoso colaborador em A Sagração da Primavera de Stravinsky, um colega do empresário Diaghilev e um membro altamente talentoso e respeitado da Liga das Nações”.
Ele também teve influência no governo de Franklin Delano Roosevelt e foi a força motriz por trás da inclusão do Grande Selo dos Estados Unidos na nota de um dólar. Roerich pode ter estado em uma missão para recuperar o que se dizia ser parte da sagrada “Pedra Chintamani”, que por sua vez era considerada parte de um meteorito mágico de um sistema solar na constelação de Órion. Segundo a lenda Lamaísta, um fragmento dessa Pedra Chintamani, provavelmente da estrela Sirius, é enviado para onde quer que uma missão espiritual vital para a humanidade seja estabelecida e retorna quando essa missão é concluída.
Outrora sob a posse da Liga das Nações, a pedra foi confiada a Roerich após o fracasso da organização. Embora não se saiba se ele conseguiu ou não recuperar o fragmento, a expedição deu credibilidade àqueles que acreditavam que Shambhala era mais do que um mito.
Roerich manteve um diário durante a viagem e, enquanto estava na Mongólia, anotou que “a crença na iminência da era de Shambhala era muito forte”. Em seu livro, Coração da Ásia, Roerich descreve tanto as suas observações científicas quanto a sua busca espiritual pessoal. Essa fusão do científico e do espiritual também está presente nas centenas de pinturas que Roerich fez ao longo da expedição.
“O olhar dele capturava as formas e cores das montanhas, mosteiros, gravuras rupestres, estupas, cidades e pessoas da Ásia”, escreve Jaqueline Decter em Nicholas Roerich; “a alma dele entendia o espírito deles; e o pincel dele forjava uma síntese de beleza”. Ao longo de sua vida, Roerich se esforçou para conectar todas as disciplinas científicas e criativas a fim de promover a verdadeira cultura e a paz internacional, citando o poder da arte e da beleza para alcançar tal feito.
O Pacto de Paz Roerich, que obrigava as nações a respeitar museus, catedrais, universidades e bibliotecas da mesma forma que respeitavam hospitais, foi estabelecido em 1935 e se tornou parte da Carta das Nações Unidas.
“Hoje”, observa Le Page, “toda grande cidade Russa tem uma organização Roerich que expressa as suas ideias para um novo tipo de civilização iluminada baseada nos princípios utópicos de Shambhala”.
Tomas, um admirador de Roerich e um forte crente na realidade física de Shambhala, afirma que os arquivos do Vaticano contêm relatórios de missionários Jesuítas sobre importações a partir dos imperadores da China para os “Espíritos das Montanhas” nas Cordilheiras de Nan Shan e Kun Lun, “geralmente em tempos de crise nacional, quando os governantes Chineses não conseguiam chegar a um acordo”.
Tomas não foi o único a considerar Shambhala uma realidade física: a sua convicção era compartilhada tanto por uma crescente escola metafísica na Europa quanto por Rene Guenon, um estudioso Sufi e profundo conhecedor da antiga Cabala Judaica e um contemporâneo de Roerich e do mestre espiritual George Gurdjieff. O seu livro, Le Roi du Monde [O Rei do Mundo], embora escrito em um estilo enigmático que exige decodificação, contém algumas das informações mais específicas disponíveis sobre o local sagrado.
Ele considerava Shambhala a Terra Santa prototípica, da qual Jerusalém, Delfos e Benares (Varanasi) são ou foram simplesmente reflexos. A Neo-Teosofista Alice Bailey escreveu que “Shambhala é o centro vital da consciência no nível da percepção (consciousness) planetária”.
E, curiosamente, a crença nos poderes de Shambhala é documentada como a força motriz por trás da mística Neo-Ocultista Nazista. Numerosos autores afirmaram que os Nazistas tentaram contatar o centro secreto enviando emissários ao Tibete, buscando desvendar os segredos de uma grande força terrestre “Ahrimaica”, desconhecida pela ciência, que exerce poder sobre toda a natureza material e que, segundo eles, tinha a sua sede em Shambhala. Mas a base de poder é considerada invencível e possui proteção divina e as tentativas de forças malévolas de penetrar os seus limites sagrados são sempre frustradas.
“Shambhala é o centro vital da consciência no nível da percepção (consciousness) planetária”.
De fato, diz-se que até mesmo indivíduos benevolentes que buscam entrar antes de serem “chamados” encontram o desastre. É preciso ser um “iniciado” purificado, disposto a sacrificar o ego e os confortos humanos, antes de ser considerado pronto para a árdua “jornada até a montanha”.
De acordo com muitas tradições esotéricas, os segredos da iniciação estão agora sendo revelados às massas, como já aconteceu em eras passadas. E o livro mais recente de James Redfield, O Segredo de Shambhala: Em Busca da Décima Primeira Revelação, descreve o que Redfield intui que essas iniciações possam ser. O autor do best-seller A Profecia Celestina afirma que escreveu Shambhala para “capturar a essência da revelação que acredito já estar ocorrendo às pessoas; eu não estou tentando criar a Décima Primeira Revelação, eu estou tentando descrever o que acredito já estar acontecendo”, ele enfatiza.
Assim como Celestina, Shambhala é uma aventura concebida como uma parábola. O personagem central, mais uma vez, não tem nome, refletindo a identidade de cada homem. É o próprio Redfield, você, eu e qualquer outra pessoa que queira vir junto. Dessa vez, numa jornada ao Tibete ao estilo Brad Pitt, nós iremos aprofundar as profecias prévias, conectando-nos conscientemente com a nossa energia superior, inspirando-a, sustentando-a e expandindo-a para influenciar as circunstâncias ao nosso redor. Nós aprendemos as “Quatro Extensões”, maneiras de aprimorar e canalizar os nossos campos de energia, necessárias para dominar os nossos pensamentos e emoções e nos tornarmos elegíveis para entrar em Shambhala.
A Primeira Extensão melhora a qualidade da energia que nós ingerimos fisicamente, começando pela alimentação; manter níveis elevados de energia é impossível se nós consumirmos carne, dizem-nos. De fato, a árdua aventura, repleta de eventos traumáticos em um clima gélido, é feita com pouco mais do que sopa e vegetais como sustento. Redfield, que é vegetariano, acredita que existe um relacionamento fundamental entre dieta, movimento físico e consciência no nível da percepção [consciousness] espiritual.
Ele está impressionado com a pesquisa conduzida por Robert Young (autor de Uma Doença, Uma Cura [Cure]) sobre a abordagem ácido/alcalina da nutrição e longevidade.
“O modelo médico que considera o micróbio como inimigo será motivo de chacota no próximo século”, afirma Redfield, que explica: “Quando nós comemos, os alimentos metabolizados deixam resíduos ou cinzas em nossos corpos. Se essas cinzas forem alcalinas, podem ser extraídas rapidamente do nosso corpo com pouco esforço. Se forem ácidas, é difícil para o sangue e o sistema linfático eliminá-las e os resíduos ficam armazenados em nossos órgãos e tecidos como sólidos em formas cristalinas de vibração mais baixa, que criam bloqueios ou interrupções nos níveis vibratórios de nossas células, tornando a química do nosso corpo ácida, o que sinaliza para micróbios bacterianos, virais e fúngicos que é hora de decompor o tecido morto.”
Não é uma plataforma ideal para nos conectarmos com a energia divina dentro de nós, que é o nosso próximo passo. Nós aprendemos que nós temos que pedir intencionalmente para nos conectarmos com o divino e que o nosso sucesso é medido pela nossa percepção da beleza, o padrão defendido por Roerich. “O grau de beleza que nós vemos mede quanta energia divina nós estamos recebendo dentro de nós; quanto maior o nosso nível de energia, mais beleza nós vemos”, escreve Redfield, que afirma que nós podemos aprender a visualizar esse nível mais elevado de energia fluindo de nós para o mundo, usando também o estado emocional de amor como uma medida de que isso está acontecendo. Nós somos instruídos a esperar esse nível de energia, a acreditar que ele estará presente em todas as situações e a visualizá-lo como um “campo de oração” que se estende à nossa frente.
Redfield reconhece o trabalho pioneiro do Dr. Larry Dossey sobre o poder da oração para influenciar positivamente as condições médicas, observando que: “algumas formas de oração partem do pressuposto de que o nosso único papel é o de pedir, enquanto outras partem do pressuposto de que Deus estabeleceu as leis da existência humana de modo que o atendimento do pedido depende, em parte, da certeza de nossa crença de que ele será realizado. Todas as grandes orações da Bíblia são afirmações, não pedidos. Todas as nossas expectativas têm um efeito de oração. Na verdade, nós estamos orando o tempo todo por algum tipo de futuro para nós mesmos e para os outros; simplesmente nós não temos plena ciência disso.”
A Segunda Extensão começa quando nós direcionamos esse campo de oração expandido para aprimorar o fluxo sincrônico de nossas vidas, permanecendo em um estado de alerta consciente e expectativa pela próxima intuição ou coincidência que impulsionará as nossas vidas.
A Terceira Extensão envolve outra expectativa: que o nosso campo de oração se expanda e aumente o nível de energia nos outros, elevando-os à sua própria conexão com o Divino.
A Quarta Extensão envolve aprender a importância de ancorar e manter o fluxo de nossa energia, apesar de situações de medo ou raiva. Nós fazemos isso, diz Redfield, “Mantendo sempre uma postura de distanciamento em relação aos acontecimentos, buscando um significado positivo na situação e sempre esperando que o processo nos salve, não importa o que esteja acontecendo. Se uma imagem negativa nos vier à mente, nós temos que considerar se ela é um aviso intuitivo e, em caso afirmativo, tomar as medidas apropriadas, mas nós temos que sempre retornar à expectativa de que uma sincronicidade superior nos guiará para além do problema.”
Um segundo passo na Quarta Extensão envolve a plena expectativa de que o mundo humano possa caminhar em direção ao ideal exemplificado por Shambhala. “Visualize pessoas em todos os lugares dominando a tecnologia e usando-a a serviço do nosso desenvolvimento espiritual”, escreve Redfield. “Veja-as focando na verdadeira razão pela qual nós estamos aqui nesse planeta: para criar uma cultura na Terra consciente do nosso papel na evolução espiritual e ensinar esse entendimento aos nossos filhos.”
Após delinear os perigos das tendências tecnológicas em desenvolvimento, Redfield afirma: “Eu estou muito otimista: Além do meu livro, houve uma série de outros, todos falando sobre uma nova consciência no nível da realidade [awareness] que está emergindo. Eu penso que há muita movimentação espiritual em todo o mundo, um grande interesse em redescobrir os mistérios que envolvem a vida humana e as nossas origens.” Eu defendo que, a partir desse diálogo, está emergindo o primeiro esboço de uma nova visão de mundo que substituirá a antiga visão Cartesiana/Newtoniana que ainda domina a ciência, o governo e a consciência no nível da percepção [consciousness] popular. Eu penso que as coisas estão caminhando para uma cultura espiritual mais positiva no planeta, mesmo que ainda existam algumas situações terríveis.
“Visualize pessoas em todos os lugares dominando a tecnologia e usando-a a serviço do nosso desenvolvimento espiritual. Veja-as focando na verdadeira razão pela qual nós estamos aqui nesse planeta: para criar uma cultura na Terra consciente do nosso papel na evolução espiritual e ensinar esse entendimento aos nossos filhos.”
O segredo de Shambhala, de que os anjos aguardam o nosso convite e as nossas diretrizes para influenciar as situações terrenas, é a nossa esperança final para alcançar o resultado positivo que Redfield vislumbra. Ele sugere que, se nós pudéssemos abraçar plenamente a ideia de que nós somos seres espirituais em um mundo espiritual, então a alimentação, a saúde, a tecnologia, a mídia e o governo assumiriam os seus papéis adequados na evolução e no aperfeiçoamento do planeta. “O meu novo livro trata do poder da criatividade transpessoal, da maneira como nós criamos as situações em nossas vidas, da maneira como nós influenciamos os outros. Na minha visão, nós estamos conectados interpessoalmente, mas nós não estamos necessariamente vivendo em comunidade.”
Redfield pensa que a civilização tem evoluído lentamente em direção a um mundo ideal e tem passado um tempo em “comunidades intencionais” que buscam compartilhar uma visão única. Ele comenta: “Frequentemente, essas comunidades não entendem que os seres humanos têm a necessidade de criar uma visão individual e pessoal, na qual nós construímos artisticamente o futuro primeiro para nós mesmos e depois o comunicamos aos outros. Disso surge uma evolução espontânea em direção a uma visão coletiva.”
LePage observa que “a Alta Ásia sempre tem sido um caldeirão cultural”. Embora muitos Tibetanos mais jovens considerem Shambhala nada mais que um mito, a cultura tradicional do Tibete é totalmente dedicada à vida espiritual. Yin, um Tibetano mencionado no livro de Redfield, afirma: “Nós somos provavelmente a cultura mais religiosa do mundo. E nós temos sido atacados pelo governo mais Ateu da Terra. Isso é um contraste perfeito para o mundo todo ver. Uma visão ou outra prevalecerá.”
Tomas vê apenas dois tipos de pessoas: aquelas que reconhecem uma verdade primeiro e aquelas que a admitem por último. “São os pioneiros que sempre impulsionaram a cultura e a civilização”, diz ele. “Não há listas de honra em lugar nenhum para aqueles que rejeitaram a forma esférica da Terra, a Teoria da Relatividade, os navios a vapor, os aviões ou as naves espaciais, mas existem monumentos aos criadores de ideias ousadas.”
Até o momento, a tese de uma comunidade oculta de seres perfeitos guiando a evolução da humanidade pertence ao reino da especulação. Mas para LePage, tal tese não necessita de provas externas: em sua mente, Shambhala e somente Shambhala, é a força oculta que tem impulsionado a humanidade em direção ao seu destino espiritual. “Assim como a planta cresce por heliotropismo, a humanidade cresce por uma compulsão interna em direção à Luz que a atrai para si. Creio que Shambhala governa esse tropismo espiritual, atraindo-nos em direção à alma como se fosse pela força de um ímã interior. É o nosso sol; sob a sua lente incandescente que refrata a divindade, a metamorfose torna-se possível.”
“Shambhala e somente Shambhala, é a força oculta que tem impulsionado a humanidade em direção ao seu destino espiritual.“
—–
Nós estamos destacando trechos do livro ”Shambhala”, de Nicholas Roerich, para conhecimento e entendimento do sistema de pensamento de A Profecia Celestina e reflexão sobre o significado de Shambhala em nossa jornada de despertar espiritual.

Nota do Editor da Primeira Edição
O olhar de artista e o espírito de filósofo que são próprios de Roerich atuam como um ímã. Atraído por seu poder, um fluxo de experiências flui para o ser de Roerich, as quais ele é capaz de transmutar em beleza pela alquimia espiritual que é possuída pelos professores dos homens.
Em “Shambhala”, Roerich tem registrado a sua jornada pela Ásia Central e Tibete em termos espirituais. É um registro de lendas, parábolas e anotações — a própria substância da qual a realidade maior é composta e todas revelando diferentes facetas do tema de Shambhala. Nesse livro — assim como em seus outros livros, “Altai-Himalaya” e “Heart of Asia,” [“Coração da Ásia”] — percebe-se que a visão de Roerich é multifacetada. Viajando, ele discerne toda a beleza do espetáculo natural por onde passa. E em suas obras — assim como em suas pinturas — ele registra esse panorama em faíscas sucessivas que fluem para um espetáculo contínuo. Mas, além disso, Roerich percebe também a manifestação mais sutil dos países e povos pelos quais viaja. Ele discerne os seus pensamentos; ele percebe as esperanças e crenças pulsantes e vibrantes que varrem o espaço como ventos. E é esse registro — tão pouco visível para muitos de nós — que se torna a força vital da mensagem de Roerich.
É preciso destacar o estilo de Roerich — ele possui uma qualidade e uma síntese de vida inigualáveis. Ele nos transmite o essencial e nós discernimos que esses fragmentos de aparente fantasia se entrelaçam em um padrão de verdade e beleza essenciais.
Roerich intitulou esse livro “Shambhala” propositalmente. Ao lê-lo, percebe-se que Roerich teceu uma coroa que ofereceu em plena reverência ao grande Princípio que é Shambhala, a Nova Era; pois é verdadeiramente o vento salutar do pensamento e da fé das pessoas que alimentará as chamas de Shambhala. E mais uma vez, como em todas as obras de seu inesgotável fervor criativo, “Shambhala”, de Roerich, anuncia a evocação das chamas de uma nova conquista humana e de um novo destino para a humanidade.
Livro:
Shambhala
Autor:
Nicholas Roerich
New York: Nicholas Roerich Museum, 2017.
Site:
Capitulo: Shambhala, A Resplandecente
“Lama, fale-me sobre Shambhala!”
“Mas vocês, Ocidentais, nada sabem sobre Shambhala — e não querem saber nada. Provavelmente vocês perguntam apenas por curiosidade; e vocês pronunciam essa palavra sagrada em vão.”
“Lama, eu não pergunto sobre Shambhala sem um propósito definido. Em todos os lugares, as pessoas conhecem esse grande símbolo sob diferentes nomes. Os nossos cientistas buscam cada indício relacionado a esse reino extraordinário. Csoma de Koros conhecia Shambhala quando fez a sua longa visita aos mosteiros Budistas. Grunwedel traduziu o livro do famoso Tashi Lama, Pal-den ye-she, sobre ‘O Caminho para Shambhala’. Nós percebemos como, sob símbolos secretos, uma grande verdade está oculta. Verdadeiramente, o cientista fervoroso deseja saber tudo sobre Kalachakra [Roda do Tempo].”
“Será possível isso, quando alguns de seus seguidores Ocidentais profanam os nossos templos? Eles fumam dentro de nossos santuários sagrados; eles não entendem nem desejam venerar a nossa fé e os nossos ensinamentos. Eles zombam e desdenham dos símbolos cujo significado não conseguem penetrar. Se nós visitássemos os seus templos, a nossa conduta seria completamente diferente, pois o seu grande Bodhisattva, Issa, é verdadeiramente um ser exaltado. E nenhum de nós difamaria o ensinamento da misericórdia e da retidão.”
“Lama, somente os mais ignorantes e estúpidos zombariam de seus ensinamentos. Todos os ensinamentos da retidão estão reunidos em um só lugar sagrado. E cada um que possua os seus sentidos não violará os lugares sagrados. Lama, por que o senhor pensa que o ensinamento essencial do Abençoado é desconhecido no Ocidente? Por que o senhor acredita que no Ocidente nós não conhecemos Shambhala?
“Lama, sobre a minha própria mesa o senhor pode ver o Kalachakra, o Ensinamento trazido pelo grande Atticha da Índia. Eu sei que se um espírito elevado, já preparado, ouve uma voz proclamando Kalagiya, é o chamado para Shambhala. Nós sabemos qual Tashi Lama visitou Shambhala. Nós conhecemos o livro do Sumo Sacerdote, T’aishan —‘The Red Path to Shambhala.’ [‘O Caminho Vermelho para Shambhala’]. Nós conhecemos até mesmo a canção Mongol sobre Shambhala. Quem sabe — talvez nós saibamos até muitas coisas novas para o senhor. Nós sabemos que recentemente um jovem Lama Mongol publicou um novo livro sobre Shambhala.”
O Lama nos observa com o seu olhar penetrante. Então ele diz:
“A Grande Shambhala está muito além do oceano. Ela é o poderoso domínio celestial. Ela não tem nada a ver com a nossa Terra. Como e por que vocês, pessoas terrenas, interessam-se por ela? Somente em alguns lugares, no Extremo Norte, vocês são capazes de discernir os raios resplandecentes de Shambhala.”
“A Grande Shambhala está muito além do oceano. Ela é o poderoso domínio celestial.“
“Lama, nós conhecemos a grandeza de Shambhala. Nós conhecemos a realidade desse reino indescritível. Mas também nós conhecemos a realidade da Shambhala terrena. Nós sabemos como alguns Lamas importantes foram a Shambhala, como ao longo do caminho viram as coisas físicas habituais. Nós conhecemos as histórias do Lama Buriate, de como ele foi acompanhado por uma passagem secreta muito estreita. Nós sabemos como outro visitante viu uma caravana de pessoas das montanhas com sal dos lagos, nas próprias fronteiras de Shambhala. Além disso, nós mesmos vimos um posto fronteiriço branco de um dos três postos avançados de Shambhala. Portanto, não me fale apenas da Shambhala celestial, mas também daquela na Terra; porque você sabe tão bem quanto eu que a Shambhala na Terra está conectada à celestial. E nessa ligação, os dois mundos estão unificados.”
O Lama silencia. Com os olhos semicerrados pelas pálpebras, ele examina os nossos rostos. E ao entardecer, ele inicia a sua narrativa: “Em verdade, está chegando o tempo em que o Ensinamento Do Abençoado retornará do Norte para o Sul. A palavra da Verdade, que iniciou a sua grande jornada em Bodhigaya, retornará aos mesmos locais. Nós temos que aceitar isso simplesmente como é: o fato de que o verdadeiro ensinamento deixará o Tibete e reaparecerá no Sul. E em todos os países, os pactos de Buda se manifestarão. Realmente, grandes coisas estão por vir. Você vem do Ocidente, mas traz notícias de Shambhala. Nós temos que aceitar isso como verdade. Provavelmente, o raio da torre de Rigden-jyepo já alcançou todos os países.”
“Como um diamante, a luz brilha na Torre de Shambhala. Ele está lá — Rigden-jyepo, incansável, sempre vigilante na causa da humanidade. Os seus olhos jamais se fecham. E em seu espelho mágico, ele vê todos os eventos da Terra. E o poder de seu pensamento penetra em terras distantes. A distância não existe para ele; ele pode instantaneamente trazer auxílio aos merecedores. A sua poderosa luz pode destruir toda a escuridão. As suas riquezas imensuráveis estão prontas para auxiliar todos os necessitados que se oferecem para servir à causa da retidão. Ele pode até mesmo mudar o Karma dos seres humanos…”
“Lama, parece-me que você está falando de Maitreya; não é isso mesmo?”
“Nós não temos que pronunciar esse mistério! Há muito que não pode ser revelado. Há muito que não pode ser cristalizado em som. No som, nós revelamos os nossos pensamentos. No som, nós projetamos os nossos pensamentos no espaço e o maior mal pode advir disso. Porque todas as coisas que são divulgadas antes da data predestinada resulta em danos incalculáveis. Até mesmo as maiores catástrofes podem ser provocadas por atos tão levianos. Se Rigden-jyepo e o Abençoado Maitreya são um só para você, que assim seja. Eu não afirmei isso!”
“Incontáveis são os habitantes de Shambhala. Numerosas são as esplêndidas novas forças e realizações que estão sendo preparadas lá para a humanidade…”
“Lama, o Vedanta nos diz que muito em breve novas energias serão dadas à humanidade. Isso é verdade?”
“Inúmeras são as grandes coisas predestinadas e preparadas. Através das Sagradas Escrituras, nós conhecemos os Ensinamentos Do Abençoado sobre os habitantes das estrelas distantes. Da mesma fonte, nós ouvimos falar do pássaro de aço voador… sobre serpentes de ferro que devoram o espaço com fogo e fumaça. Tathagata, o Abençoado, previu tudo para o futuro. Ele sabia como os auxiliares de Rigden-jyepo reencarnariam no devido tempo; como o exército sagrado purificaria Lhasa de todos os seus inimigos nefastos; e como o reino da retidão seria estabelecido.”
“Lama, se os grandes guerreiros estão encarnados, as atividades de Shambhala não ocorrerão aqui em nossa Terra?”
“Em todos os lugares — aqui e no céu. Todas as forças benevolentes se unirão para destruir as trevas. Cada um que ajudar nessa grande tarefa será recompensado cem vezes mais, nessa mesma Terra, nessa encarnação. Todos os pecadores contra Shambhala perecerão nessa mesma encarnação, porque esgotaram a misericórdia.”
“Lama, o senhor conhece a verdade. Então me diga por que existem tantos sacerdotes indignos.”
“Certamente isso não é uma desculpa: mas se o Ensinamento tem que se deslocar para o Sul, não é de se admirar que muitos Lamas eruditos tenham deixado o Tibete. No Ocidente, será que eles sabem que Pan-chen-rinpoche (o Lama Tashi) está ligado a Shambhala?”
“Lama, nós sabemos com certeza que Pan-chen-rinpoche é muito estimado em todos os lugares. Em diferentes países, nós temos ouvido falar com grande admiração não só a partir dos Budistas, mas também de pessoas de muitas nações, por Sua Santidade. Diz-se até que, em seus aposentos particulares, muito antes de sua partida, os detalhes de suas viagens futuras foram esboçados nos afrescos. Nós sabemos que Pan-chen-rinpoche segue os costumes de todos os grandes Lamas. Nós fomos informados de como, durante a sua fuga, ele e os seus seguidores escaparam de muitos dos maiores perigos.
“Nós sabemos que, certa vez, os seus perseguidores de Lhasa já o estavam alcançando, quando uma forte nevasca bloqueou a estrada. Em outro dia, Pan-chen-rinpoche chegou a um lago nas montanhas; um problema difícil o aguardava. Os seus inimigos estavam em seu encalço; mas, para escapar, ele necessitaria dar uma longa volta ao redor do lago. Então, Pan-chen-rinpoche sentou-se em profunda meditação por algum tempo. Despertando, ele ordenou que, apesar do perigo, toda a caravana passasse a noite às margens do lago. Então, algo incomum aconteceu: durante a noite, uma forte geada cobriu o lago com gelo e neve. Antes do amanhecer, enquanto ainda estava escuro, Tashi Lama ordenou que o seu povo se deslocasse rapidamente e ele, com os seus trezentos seguidores, atravessou o lago sobre o gelo pelo caminho mais curto, escapando assim do perigo. Quando os inimigos chegaram ao mesmo local, o sol já estava alto e os seus raios haviam derretido o gelo. Restava-lhes apenas o caminho mais longo. Não foi assim?”
“Verdadeiramente, foi assim. Pan-chen-rinpoche foi auxiliado pela Santa Shambhala durante toda a sua jornada. Ele viu muitos sinais maravilhosos quando cruzou as terras altas apressadamente em direção ao Norte.”
“Lama, não muito longe de Ulan-Davan, nós vimos um enorme abutre preto voando baixo, perto do nosso acampamento. Ele cruzou a direção de alguma coisa brilhante e bela, que voava para o sul sobre o nosso acampamento e que reluzia nos raios do sol.”
Os olhos do Lama brilharam. Ansiosamente, ele perguntou:
“Vocês também sentiram os perfumes dos incensos dos templos no deserto?”
“Lama, você tem toda a razão — no deserto pedregoso, a vários dias de qualquer habitação, muitos de nós percebemos simultaneamente um aroma requintado. Isso aconteceu várias vezes. Nós nunca havíamos sentido um perfume tão encantador. Lembrou-me de um certo incenso que um amigo meu me deu certa vez na Índia — de onde ele o conseguiu, eu não sei.”
“Ah—você é protegido por Shambhala. O enorme abutre negro é seu inimigo, ávido por destruir o seu trabalho, mas a força protetora de Shambhala o acompanha nessa forma Radiante de Matéria. Essa força está sempre perto de você, mas você nem sempre pode percebê-la. Às vezes, ela se manifesta apenas para fortalecê-lo e guiá-lo. Você notou a direção em que essa esfera se moveu? Você tem que seguir a mesma direção. Você me mencionou o chamado sagrado—Kalagiya! Quando alguém ouve esse chamado imperativo, tem que saber que o caminho para Shambhala está aberto para ele. Tem que se lembrar do ano em que foi chamado, pois a partir daquele momento, para sempre, é auxiliado de perto pelo Abençoado Rigden-jyepo. Somente você tem que saber e reconhecer a maneira como as pessoas são ajudadas, pois muitas vezes elas rejeitam a ajuda que lhes é enviada.”
“Lama, diga-me como Shambhala ajuda as pessoas simples? Nós conhecemos os adeptos e os colaboradores encarnados de Shambhala. Mas de que maneira o poder de Shambhala se manifesta entre os humildes?”
“De inúmeras e diversas maneiras. Cada um que, em encarnações anteriores, seguiu os ensinamentos da retidão e foi útil à Causa Comum, é auxiliado por essa Causa Comum. Não faz muitos anos, durante a guerra e a instabilidade, um homem perguntou a um Lama se ele deveria mudar de morada. O Lama respondeu que ele poderia permanecer no mesmo lugar por mais seis meses, mas que depois disso estaria em grande perigo e teria que fugir sem demora. Durante os seis meses seguintes, o homem obteve grande sucesso em seu trabalho; tudo estava em paz e os seus bens se multiplicaram. Quando os seis meses se passaram, ele pensou: ‘Por que arriscar os meus bens deixando esse lugar tranquilo? Tudo parece tão próspero para mim e aparentemente não há perigo. Provavelmente o Lama estava enganado.’
“Mas o fluxo cósmico não foi interrompido. E o perigo predestinado surgiu repentinamente. As tropas inimigas se aproximaram do local em alta velocidade, vindas de ambas as direções. E o homem percebeu que a sua melhor oportunidade havia sido perdida e que o seu caminho estava bloqueado. Ele correu até o mesmo Lama e contou-lhe o que havia acontecido.
“O Lama lhe disse que, por certas razões, era necessário que ele fosse salvo — ‘Mas’, ele acrescentou, ‘agora é mais difícil ajudá-lo. A melhor oportunidade se perdeu, mas ainda eu posso fazer algo por você. Amanhã, leve a sua família e siga para o Norte. Na estrada, você encontrará os seus inimigos. Isso é inevitável. Quando os vir chegando, afaste-se da estrada e fique quieto. Mesmo que se aproximem, mesmo que falem com você, permaneça quieto e imóvel até que eles passem.’
“E assim aconteceu. O homem, com a sua família e pertences, partiu de manhã cedo. De repente, ao amanhecer, avistaram as silhuetas de soldados que se aproximavam rapidamente. Afastaram-se da estrada e ficaram em silêncio, tensos.
“Os soldados se aproximaram apressadamente e o pobre homem ouviu um deles gritar: ‘Aqui estão eles. Eu vejo gente aqui. Provavelmente há um bom saque para nós.’
“Outro respondeu rindo: ‘Amigo, você provavelmente dormiu mal essa noite, pois não consegues distinguir pedras de pessoas. Elas estão bem perto de nós e você diz que não são pedras!’
“O primeiro insistiu: ‘Mas eu até vejo um cavalo!’ O outro riu.
“‘Num cavalo tão pétreo, você não irá muito longe. Você consegue imaginar que um cavalo, ciente de todos os nossos cavalos, ficaria imóvel?’
“Os soldados riram muito e, zombando do erro do primeiro, passaram bem perto do grupo imóvel. Em seguida, eles desapareceram na névoa. Assim, mesmo na situação mais difícil, o homem foi salvo. Pois ele havia sido útil a Shambhala apenas uma vez.
“Shambhala sabe tudo. Mas os segredos de Shambhala são bem guardados.”
—–
—–Continua Parte II—–
—–
Imagem: Shambhala inspirada em Nicholas Roerich — próxima das pinturas clássicas do Himalaia. Feita por ChatGPT 05.05.26
—–
Bibliografia (nós recomendamos enfaticamente a leitura e o estudo desse material):
- “A Profecia Celestina” – 1993 (The Celestine Prophecy) – James Redfield;
- “Guia de Leitura de A Profecia Celestina” – 1995 (The Celestine Prophecy: An Experiential Guide – James Redfield [em parceria com Carol Adrienne]);
- “A Décima Profecia – Aprofundando a Visão” – 1996 (The Tenth Insight: Holding de Vision) – James Redfield;
- “Guia de Leitura de A Décima Profecia” – 1996 (The Tenth Insight: An Experiential Guide [em parceria com Carol Adrienne]);
- “A Visão Celestina: Vivendo a Nova Consciência Espiritual” – 1997 (The Celestine Vision: Living the New Spiritual Awareness);
- “O Segredo de Shambhala – Em busca da Décima Primeira Visão” – 1999 (The Secret of Shambhala: In Search of the Eleventh Insight) – James Redfield;
- “Deus e o Universo em Evolução: O Próximo Passo na Evolução Pessoal” – 2002 (God and the Evolving Universe: The Next Step in Personal Evolution – James Redfield [em parceria com Sylvia Timbers e Michael Murphy]);
- “A Décima Segunda Profecia: A Hora da Decisão” – 2011 (The Twelfth Insight: The Hour of Decision);
- Artigo “The Search for Shambhala – A Conversation with James Redfield” (tradução livre: “A Busca por Shambhala – Uma Conversa com James Redfield”), Atlantis Rising number 21 from Atlantis Rising website; http://www.bibliotecapleyades.lege.com/sociopolitica/sociopol_shambahla10.htm
- Livro “One Disease, One Cure” (tradução livre: “Uma Doença, Uma Cura [Cure]”) – Robert Young;
- Livro “Healing Words: The Power of Prayer and the Practice of Medicine” (tradução livre “Palavras de Cura [Healing]: O Poder da Oração e a Prática da Medicina”) – Dr. Larry Dossey;
- Artigo: “Understanding Control Dramas” [“Entendendo os Dramas de Controle”]. Autor:James Redfield. Site:Understanding Control Dramas – Celestine Vision;
- Artigo: “The Struggle for Power: Control Dramas – Part 1” [‘A Luta pelo Poder: Dramas de Controle – Parte 1”]. Autora: Amanda Salsman por Candella. Site: The Struggle for Power: Control Dramas, Part 1;
- Artigo: “The Struggle for Power – Control Dramas, Part 2” [“A Luta pelo Poder – Dramas de Controle, Parte 2”]. Autora: Amanda Salsman. Site: The Struggle for Power – Control Dramas, Part 2;
- Artigo: “Taking Responsibility for Control Dramas in Relationships” [“Assumindo Responsabilidade pelos Dramas de Controle nos Relacionamentos”]. Autora: Amanda Salsman. Site: Taking Responsibility for Control Dramas in Relationships – Celestine Vision;
- Artigo: “Poor Me Control Drama: How to Respond” [“Drama de Controle Coitadinha de Mim: Como Reagir”]. Autora: Amanda Salsman. Site: Poor Me Control Drama: How to Respond – Celestine Vision;
- Artigo: “Discover the Control Dramas” [“Descubra os Dramas de Controle”]. Autora: Kelly Redfield. Site:Discover the Control Dramas – Celestine Vision;
- Artigo: “How Synchronicity Can Work For You” [“Como A Sincronicidade Pode Funcionar A Seu Favor”. Autor: James Redfield. Site: How Synchronicity Can Work For You;
- Artigo: “Intentional PRAYER WORKS” [“ORAÇÃO intencional FUNCIONA”]. Autor: James Redfield. Site: Intentional PRAYER WORKS – Celestine Vision;
- Artigo: “Celestine Prophecy Secrets – Increasing Your Synchronicity with Gratitude” [“Segredos da Profecia Celestina – Aumentando a Sua Sincronicidade com Gratidão”]. Autora: Holli Smith. Site: Celestine Prophecy Secrets – Increasing Your Synchronicity with Gratitude – Celestine Vision;
- Artigo: “Celestine Prophecy Secrets – Defining Your Life Questions Increases Synchronicity” [“Segredos da Profecia Celestina – Definir as Suas Perguntas da Vida Aumenta a Sincronicidade”. Autor: Nathan Mauck. Site: Celestine Prophecy Secrets – Defining Your Life Questions Increases Synchronicity;
- Artigo: “Find The Synchronicity In Sharing Your Truth” [“Descubra A Sincronicidade Ao Compartilhar A Sua Verdade”. Autora: Holli Smith. Site: Find The Synchronicity In Sharing Your Truth;
- Artigo: “An Updated Summary of the 12 Celestine Insights” [“Um Resumo Atualizado das 12 Visões Celestinas”]. Autor: James Redfield. Site: An Updated Summary of The 12 Celestine Insights;
- Artigo: “Is the Peruvian Manuscript in the Celestine Series Real?” [“O Manuscrito Peruano nas Séries Celestinas é Real?”. Autor: James Redfield. Site: Is the Peruvian Manuscript in the Celestine Series Real?;
- Resumo do livro “A Visão Celestina” por Tom R., especialmente para o blog MAIS DE MIL FRASES DE EFEITO. Site: http://maisdemilfrasesdeefeito.blogspot.com/2007/05/viso-celestina-james-redfield.html;
- Artigo: “Searching for Shambhala” [“Em busca de Shambhala”]. Autora: Cynthia Gage. Site: The Secret of Shambhala James Redfield and Nicholas Roerich;
- Livro: “Shambhala”. Autor: Nicholas Roerich. New York: Nicholas Roerich Museum, 2017. Site: Shambhala by Nicholas Roerich;
—–
