Com o objetivo de conhecimento e entendimento sobre o sistema de pensamento de “A Profecia Celestina”, nós estamos transcrevendo, em tradução livre, trechos de 3 artigos do site Home – Celestine Vision, que didaticamente destacam e nos esclarecem sobre o nosso superpoder da escolha (o poder da vontade da mente consciente – o tomador de decisões, o observador quântico), para a nossa reflexão, quando nós pensamos no tipo de pessoa que nós escolhemos ser.

Tradução livre Projeto OREM®

Artigo:

Superpowers: The Power of Choice

“Superpoderes: O Poder da Escolha”

Autora:

Amanda Salsman

Site:

Home – Celestine Vision

“Eu tenho o poder de escolher o meu próprio caminho. E o poder de escolha parece um superpoder.” — Candella

Uma das lições mais fortalecedoras que eu já aprendi foi sobre o poder da escolha. Eu aprendi muito sobre esse poder a partir de certas circunstâncias em que a pessoa envolvida tinha pouca ou nenhuma escolha à disposição. Eu gostaria de compartilhar algumas dessas histórias com vocês aqui.

A primeira história remonta a um período terrível da história. Milhões de pessoas foram arrancadas de suas casas e forçadas a trabalhar em campos de concentração ou executadas, sem outro motivo que não as circunstâncias de sua origem. Você consegue imaginar ser forçado a trabalhar em um campo de prisioneiros, mesmo sem ter feito nada de errado? Que injustiça tremenda! Ao imaginar-me nessa situação, eu acredito que sentiria muita pena de mim mesma. Provavelmente também ficaria muito revoltada e talvez até tentasse reagir (e, muito provavelmente, eu acabaria morta no processo).

A história do Dr. Viktor Frankl

O Dr. Viktor Frankl foi uma das milhões de pessoas levadas para os campos de concentração.

No contexto de um campo de prisioneiros, como se pode imaginar, o Dr. Frankl não tinha muitas escolhas. Diziam-lhe quando acordar e quando (e onde) dormir. Os horários das refeições eram definidos para ele, assim como o cardápio. Até mesmo a quantidade de comida estava totalmente fora de seu controle. Ele não tinha qualquer escolha quanto ao comportamento dos guardas ou se ele próprio ou os outros prisioneiros sobreviveriam ao confinamento.

Enquanto eu poderia reagir a tais condições concentrando-me na minha impotência, na raiva ou na autopiedade, o Dr. Frankl tinha escolhido voltar a atenção dele para os aspectos positivos da situação. Embora ele não utilize especificamente a expressão ‘o Poder da Escolha’, eu percebo que o foco de sua atenção foi fundamental para o seu sucesso, a sua sobrevivência e a sua capacidade de ajudar os outros. Não havia muita comida disponível, mas ele escolheu valorizar aquilo que lhe era oferecido.

Ele também podia optar por compartilhar com um companheiro no campo. As paredes eram sombrias e não ofereciam beleza alguma, mas o Dr. Frankl tinha o poder de fechar os olhos e evocar imagens mentais de coisas belas que havia visto antes de chegar ao campo. Mesmo naquela atmosfera sombria e lúgubre, ele conseguia imaginar a beleza de uma flor, o rosto de sua amada esposa ou outras alegrias que ele havia vivenciado. Os prisioneiros eram forçados a jornadas de trabalho exaustivas, desde antes do amanhecer até depois do pôr do sol. Embora pudesse ter escolhido concentrar a sua atenção no trabalho, ele preferia observar o tom rosado do céu e o aspecto fofo de uma nuvem suave.

Ao longo de suas experiências no campo de concentração, ele percebeu que aqueles que se apegavam a fragmentos de esperança eram os prisioneiros que permaneciam mais saudáveis, mais capazes de lidar com as tarefas e, por fim, com maiores chances de sobrevivência.

Se o Dr. Frankl e os seus companheiros nos campos de concentração podiam escolher concentrar a atenção no que era positivo, talvez nós também — vivendo em condições menos terríveis — possamos escolher focar nos momentos de esperança, beleza e significado em nossas vidas.

Lição por parte do Dr. Frankl:

Nós somos capazes de sempre escolher onde nós concentramos a nossa atenção.

A minha história:

Eu, em primeiro lugar, aprendi o poder da escolha graças a uma conselheira externa chamada Sherry. Eu era adolescente na época e havia me metido em confusão; isso resultou em eu ter de lidar com uma mulher que vinha à minha casa ajudar a minha mãe a descobrir como lidar com a sua filha adolescente rebelde (eu 😀). Quando Sherry chegou, eu estava de mau humor e não fui nada simpática com ela, nem com a minha mãe — ou com qualquer pessoa, na verdade. Eu me sentia justificada em minha atitude. Coisas ruins haviam acontecido comigo e eu estava com raiva da minha mãe pela parte que ela teve em uma série de erros.

Eu achava que ela deveria ter agido com mais sabedoria, ou feito melhor, ou pelo menos agido tão bem quanto esperava que eu agisse. Ela havia mentido para mim (entre outras coisas) e, acima de tudo, eu considerava a sua desonestidade imperdoável. Eu acreditava que a desonestidade dela me dava motivos suficientes tanto para desconfiar dela quanto para ser desonesta com ela. E assim, Sherry, a conselheira externa, chegou à minha casa e eu me recusei a confiar nela. Eu presumi que ela estivesse do lado da minha mãe, o que a tornava ‘uma delas’.

Sherry me contou um pouco sobre a sua própria trajetória e como decidiu atuar como conselheira assumindo abertamente a sua identidade. Ela havia passado por experiências muito difíceis, com as quais eu conseguia me identificar. Ela também me disse que, com base em sua experiência, ela podia escolher entre repetir os erros de quem veio antes dela ou aprender com eles e trilhar um novo caminho.

Então, ela me apresentou a mesma escolha: seguir os passos de quem veio antes de mim ou traçar o meu próprio caminho. Ela reconheceu que coisas ruins haviam acontecido comigo e concordou que era humano sentir mágoa dos meus pais pelos erros deles, mas também me responsabilizou pelas minhas próprias escolhas. ‘Só porque eles cometeram erros na vida deles, não significa que você precise cometer os mesmos erros na sua.’

Ela tinha razão. Eu realmente tinha o poder de escolher o meu próprio caminho. E esse PODER DE ESCOLHA parecia um SUPERPODER.

Lição da minha história:

Mesmo que outras pessoas tenham feito escolhas ruins, nós somos capazes de escolher por segui-las ou por trilhar o nosso próprio caminho.

A história de Mary:

Era uma vez uma senhora idosa e frágil que tinha vivido por muito tempo em uma casa grande e bonita.

No entanto, como os filhos dela já haviam crescido e se mudado e o seu marido falecera muitos anos antes, cuidar daquela casa grande tornou-se uma tarefa pesada demais para a senhora de porte pequeno. A sua saúde piorou, a visão dela estava falhando e o seu médico solicitou o acompanhamento de uma empresa de assistência domiciliar. Pouco tempo depois, a empresa recomendou que Mary se mudasse para um apartamento em uma residência assistida — algo que ela não queria fazer. Por insistência de sua enfermeira (da empresa) e de seu médico, Mary acabou cedendo.

No dia da mudança, a assistente social da agência de assistência domiciliar chegou para levar Mary ao seu novo apartamento. Mary pediu à mulher mais jovem que descrevesse o apartamento e a assistente social fez o possível para descrevê-lo com sinceridade, para que Mary não tivesse surpresas ao chegar. A mulher mais velha sorriu e disse:

Eu tenho certeza de que eu irei adorar’.

‘Mas como ela podia ter certeza de que ela iria adorar?’, perguntou-se a mulher mais jovem.

A sabedoria da idade e o poder da escolha transpareciam na mulher mais velha, que explicou pacientemente que nós temos a capacidade de ESCOLHER a nossa atitude. Nem sempre nós temos a capacidade de escolher todas as coisas em nossas vidas. A mulher, reconhecidamente, não escolheu que a sua saúde piorasse ou que a sua visão enfraquecesse, mas ela tinha o poder de escolher os seus pensamentos e a sua atitude em relação à experiência. Ao escolher a sua atitude, ela descobriu que realmente adorava e apreciava o apartamento: a facilidade de circular por ele, a simplicidade de mantê-lo limpo e arrumado, a segurança de saber que os vizinhos delas estavam perto o suficiente para ouvi-la caso caísse e pedisse por socorro.

Ela podia ter certeza de que ela iria adorar porque ela escolheu focar nos aspectos que ela apreciava.

Lição da história de Mary:

Nós somos capazes de sempre escolher a nossa atitude.

Colocando isso em prática:

Talvez a oportunidade mais frequente de lembrar o poder da escolha esteja em nossas interações com os outros. Muitas vezes, surge uma situação em que alguém age de forma indelicada ou comete erros graves — como aconteceu no caso dos meus pais. Nessas situações, nós somos capazes de optar por seguir o exemplo deles: tentar superá-los na discussão de nossos pontos de vista, revidar com raiva e grosseria ou ‘dar uma lição’ neles usando o silêncio como arma. Ou nós somos capazes de escolher dar uma resposta melhor do que aquela que nós estamos recebendo (trilhar um novo caminho).

Nós somos capazes de optar por concentrar a nossa atenção nos pequenos fragmentos de positividade, esperança e beleza, como a história do Dr. Frankl nos ensinou. Nós somos capazes de escolher prestar atenção à nossa própria atitude, como nós aprendemos com Mary. Mesmo quando as escolhas são limitadas, nunca é verdade que nós ‘não temos escolha’ sobre nada. Essas três opções estão sempre disponíveis, mesmo nas circunstâncias mais difíceis. Você tem alguma história sobre ‘escolha’ que você gostaria de compartilhar? Ou talvez queira me dar um feedback sobre esse artigo. De qualquer forma, você pode entrar em contato comigo pelo e-mail [email protected].

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Artigo:

Superpowers Part 2: Sorting The Pile

“Superpoderes – Parte 2: Organizando A Pilha”

Autor:

James Redfield

por Candella

A Oração da Serenidade

Deus, Concedei-me a Serenidade para Aceitar as coisas que eu não posso mudar, a Coragem para Mudar as coisas que eu posso E a Sabedoria para saber a diferença. Reinhold Niebuhr

Eu vi essas palavras pela primeira vez na parede de uma reunião dos Alcoólicos Anônimos (AA) para a qual uma amiga havia me convidado para assistir com ela.

O grupo recitava essas palavras ao final de cada reunião (que acontecia algumas vezes por semana). Eu também as recitava e acabei memorizando-as sem realmente prestar muita atenção ao significado por trás do poema ou da oração. Assim como aquelas rimas infantis que nós sabemos de cor — mas cuja história por trás das rimas e ritmos nós desconhecíamos até muito mais tarde —, eu simplesmente pronunciava as palavras no momento apropriado, ao final das reuniões.

Então, muito tempo depois (ou, pelo menos, alguns anos mais tarde), eu li o livro ‘7 Habits of Highly Effective People’ [‘7 Hábitos de Pessoas Altamente Eficazes’], de Stephen Covey e o primeiro hábito, segundo Covey, é Ser Proativo.

O que significa ser Proativo?

Bem, um dos principais aspectos de ser proativo é reconhecer que existem coisas sobre as quais nós temos o poder de influenciar ou controlar e muitas outras sobre as quais nós não temos poder algum de influência ou controle.

Concern = Preocupação
Influence = Influência
Control = Controle

Covey dedicou muito tempo a falar sobre o Círculo de Preocupação e o Círculo de Influência; mais tarde, em livros subsequentes, ele também incluiu o Círculo de Controle. Ele representava esses três círculos como bolhas — uma dentro da outra, com uma bolha menor no centro. Essencialmente, a lição que ele transmitia com esses círculos era que existem coisas com as quais nós nos importamos, mas sobre as quais nós não temos poder de influência ou controle. Concentrar o nosso tempo, energia e atenção nessas coisas que nós não temos poder para influenciar ou controlar é apenas um desperdício desses recursos e resulta em sermos ‘menos eficazes’. Pessoas altamente eficazes (que dão nome ao livro dele) têm o hábito de direcionar o tempo, a atenção e a energia deles para projetos e atividades nos quais eles têm alguma habilidade para fazer alguma coisa — o que faz parte da proatividade e é um dos fatores que as tornam eficazes.

Ao ler e entender essa lição, eu reconheci que ela era a mesma contida na Oração da Serenidade — uma oração que eu já havia recitado muitas vezes, mas que, até então, não havia realmente assimilado.

Covey não fez essa conexão explicitamente (pelo menos não nos livros dele que eu tenha lido), mas eu reconheço que o primeiro hábito das pessoas altamente eficazes é ‘organizar a pilha’. Assim como nós organizamos as roupas escuras das claras na hora de lavar, as pessoas altamente eficazes começam organizando as suas preocupações e problemas em duas pilhas: a pilha das coisas sobre as quais elas são capazes de fazer alguma coisa sobre elas e a pilha das coisas sobre as quais elas não têm controle sobre elas.

O primeiro Hábito das Pessoas Altamente Eficazes consiste em ter ‘a sabedoria para saber a diferença’ entre se é possível ou não eu mudar alguma coisa.

Se nós analisarmos a Oração da Serenidade (de trás para frente), nós veremos que ela nos ensina essa mesma lição valiosa.

Assim, invertendo a ordem habitual:

‘Concede-me a SABEDORIA para distinguir a diferença.’ [entre o que eu sou capaz de mudar e o que eu não sou capaz de mudar].

Se eu analisar qualquer problema — ou até mesmo todas as situações difíceis da minha vida, da vida de pessoas que eu conheço ou daquelas que eu tenho visto na televisão ou em um livro —, organizar essa pilha de problemas entre aqueles nos quais eu (ou eles) tenho (têm) alguma capacidade de fazer a diferença e aqueles nos quais eu não tenho essa capacidade pode ser um passo ENORME para me sentir empoderado.

Só o fato de saber que nós somos capazes de organizar a pilha de problemas e dar o primeiro passo para isso já a torna muito menor, a ponto de eu já me sentir menos sobrecarregado por ela…

Uma sensação de ‘eu sou capaz de fazer isso’.

E é realmente uma Sabedoria ser capaz de dar esse passo para trás e organizar a pilha de tal forma que nós nos sintamos mais empoderados.

Então…

‘Concedei-me a CORAGEM para Mudar as coisas que eu posso.’

Então… depois de organizar a pilha de problemas em duas — a pilha 1 (aqueles que eu não sou capaz de mudar) e a pilha 2 (aqueles que eu sou capaz de mudar) —, se eu conseguir reunir coragem e agir sobre as coisas que estão ao meu alcance, eu começarei imediatamente a me sentir muito melhor, pois eu estarei fazendo alguma coisa para fazer a diferença.

E, na minha experiência, mesmo antes de eu realmente ter feito alguma coisa — e até mesmo antes de eu ser capaz de ver os resultados do que quer que seja feito —, o simples fato de saber que eu sou capaz de fazer alguma coisa já me traz uma sensação de empoderamento.

Assim, a essa altura da história, ao invés de ficar prostrado, sentindo pena de mim mesmo, impotente e miseravelmente soterrado por uma pilha de problemas, eu retomei o controle, organizei a situação e comecei a pensar no que eu sou capaz de fazer para resolver alguns desses problemas… e eu estou me sentindo muito melhor.

E então, ‘A SERENIDADE para aceitar as coisas que eu não posso mudar’ surge de forma bastante fácil e natural. Eu não me estresso tanto com aquilo que eu não sou capaz de mudar, porque, na verdade, eu estou ocupado demais trabalhando para mudar o que está ao meu alcance para deixar a minha mente divagar sobre o que eu não sou capaz de alterar. E eu me sinto empoderado e em paz com o processo, sabendo que, ao fazer a minha parte, eu estou fazendo a diferença.

Ou, na linguagem de Covey:

‘Eu estou sendo proativo e eficaz.’

Eu mencionei em um artigo anterior (‘Superpoderes 1: O Poder da Escolha’) que o poder de escolha me parece um superpoder. Escolher onde concentrar a minha atenção (organizar a pilha) é, sem dúvida, parte desse superpoder. É o primeiro passo para deixar de ser alguém sobre quem se age e passar a ser alguém que faz a diferença na própria vida e na vida dos outros. Na minha perspectiva, fazer a diferença é algo que traz grande empoderamento, eficácia e heroísmo. E, se isso não é a definição de um superpoder, eu não sei o que isso é.

Obrigado por compartilhar essa jornada conosco.” 🙂

Candella

#choices #wisdom #SerenityPrayer #7HabitsofHighlyEffectivePeople #SpiritualGrowth #candella #awareness #spirituality

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Artigo:

Superpowers Part 3: The AIR in my Bubble

“Superpoderes Parte 3: O AR (AIR) em minha Bolha”

Autora:

Amanda Salsman

Eu Só Tenho Controle Sobre Mim Mesmo
O Ar (AIR) Em Minha Bolha
O Poder De Fazer Uma Diferença Positiva
Candella
www.celestinevision.com

Superpoderes, Parte 3: O Ar (AIR) em minha Bolha

Nos grupos do Facebook sobre ‘A Profecia Celestina’, surgem frequentemente discussões sobre os ‘Dramas de Controle’, especialmente em relação a problemas que os membros estão enfrentando e tentando como resolver.

Muitas vezes, essa discussão leva à necessidade de ‘organizar as pilhas’: distinguir a parte do conflito ou problema sobre a qual eu (ou o membro) tenho algum controle e capacidade de influência daquela parte que nós não temos poder de mudar. Isso então nos leva a refletir sobre a ‘minha’ parte… pois, na realidade, eu só tenho controle sobre a minha própria parte.

Em um artigo anterior, eu abordei o livro de Stephen Covey, ‘7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes’. Os ensinamentos de Covey incluíam os conceitos de Círculo de Preocupação (todas as coisas com as quais nós nos importamos ou que nos preocupam), Círculo de Influência (aquelas coisas sobre as quais nós podemos ter alguma capacidade de influenciar ou promover mudanças) e o Círculo de Controle (a parte sobre a qual nós temos total capacidade e autoridade para tomar decisões).

Quando eu li pela primeira vez sobre o Círculo de Controle, eu visualizei esses círculos como bolhas, uma dentro da outra… Eu comecei a refletir profundamente sobre o que estava sob o meu controle.

Hmmm… Bem, talvez eu consiga influenciar os meus filhos, mas eu não tenho realmente o poder de controlá-los.

E é possível que eu seja capaz de influenciar a pessoa amada, mas só Deus sabe que eu também não consigo controlar quem eu mais amo.

Talvez eu seja capaz de influenciar os meus colegas de trabalho, os meus clientes, o meu chefe ou alguém de outro departamento… ou talvez não…

Então… pensando dessa maneira, parece que não há muita coisa que eu seja capaz de mudar ou controlar em uma situação difícil.

Mas existe um fator muito importante em qualquer situação da qual eu estou envolvido — e esse fator sou EU (ME) e o AR (AIR) dentro da minha bolha.

Em qualquer situação, eu tenho controle sobre três coisas importantes:

1. As Minhas Ações (A – Actions) – as coisas que eu faço.
2. As Minhas Inações (I – Inactions) – as coisas que eu NÃO faço.
3. As Minhas Reações (R – Reactions) – a maneira como eu reajo ao que os outros fazem ou deixam de fazer.

Quando Stephen Covey criou aquelas ‘bolhas’ — o Círculo de Preocupação, o Círculo de Influência e o Círculo de Controle —, eu comecei a perceber que a única coisa que eu realmente tinha capacidade de controlar era aquela bolha menor: o Círculo de Controle. Nessa bolha estava tudo o que eu podia escolher fazer. Pensar sobre o AIR’ (Ações, Inações e Reações) da minha bolha me ajuda a lembrar de respirar antes de agir e a ESCOLHER uma boa Ação, Inação ou Reação, ao invés de simplesmente cair — de forma impulsiva, reativa ou habitual — no mesmo padrão que havia contribuído para o problema inicialmente. Lembrar que eu tinha a escolha sobre o ‘AIR’ da minha bolha me ajudou a ‘organizar a pilha’ e a reconhecer o meu próprio poder de fazer uma diferença positiva.

Hoje, em minha vida, eu vejo que essas duas lições de vida — (1) organizar a pilha e (2) o ‘AIR’ da minha bolha — têm sido parte da resposta para todos os meus problemas.

O que é o ‘AIR’ (AR) na minha bolha?

Bem, faz um pouco mais de sentido se nós escolhermos um problema específico para analisar e aplicarmos essa fórmula. Desculpe pelas referências à matemática, mas, no fundo, eu sou tanto cientista quanto espiritualista. Digamos que o problema seja um colega de trabalho que não está fazendo alguma coisa que eu penso que ele deveria estar fazendo.

– Quais são as minhas opções?

Bem, eu sou capaz de organizar a pilha e identificar, primeiramente, o que está ao meu alcance controlar, influenciar ou mudar — e o que não está. Eu não sou capaz de mudar meu colega de trabalho. Eu também não sou capaz de mudar as reações do meu chefe em relação a ele. Há cerca de um bilhão de outras coisas que eu não sou capaz de mudar. Mas eu sou capaz de mudar o ‘AIR’ (AR) na minha bolha.

Eu sou capaz de escolher a minhas Ações (A): Ações possíveis que eu poderia escolher incluem:

Conversar com o colega de trabalho

Bater no colega de trabalho

Ameaçar o colega de trabalho

Comprar um café com leite ou flores para o colega de trabalho

Ser super, extremamente gentil e educado com o colega de trabalho

Escrever um bilhete ou e-mail para o colega de trabalho – uma mensagem muito gentil ou muito dura; há várias opções aqui

Conversar com o chefe sobre o colega de trabalho

Conversar com outros colegas sobre o colega em questão e tentar promover uma intervenção da equipe

E provavelmente existem outras ações que eu poderia escolher

Ou existem Inações (I) que eu poderia escolher:

• Ignorar o colega de trabalho (não falar é uma ‘inação’)

• Deixar o emprego (não estar presente é uma ‘inação’)

• Organizar a minha agenda de modo a nunca estar presente com o colega (evitação é ‘inação’)

• Bloquear o colega de trabalho – (evitar a interação por e-mail e outras listas de discussão — o que é outra forma de evitação ou ‘inação’)

• E provavelmente existem outras inações que eu poderia escolher.

Ou existem Reações (R) que eu poderia escolher:

Perder a cabeça quando o colega fala comigo

Desabar em lágrimas quando o colega entra na sala

Gritar com o meu chefe que a gerência sempre fica do lado do colega

Respirar fundo e expirar lentamente quando o colega se aproxima de mim

Continuar fazendo o que sempre eu tenho feito em reação à situação

E provavelmente existem outras reações que eu poderia escolher.

Superpoderes

Saber que eu tenho todas essas opções de Ações, Inações e Reações me dá certo poder para me preparar e lidar com o colega de trabalho de uma maneira que melhore a situação, ao invés de piorá-la. Isso me ajuda a ser mais eficaz, a me sentir mais empoderada e a ter coragem para mudar aquilo que está ao meu alcance.

Assim, ao pensar no tipo de pessoa que eu escolho ser… (alguma coisa sobre o qual eu tenho controle) e ao considerar as consequências de cada uma dessas ações, inações e reações (eu posso não ter controle sobre as consequências, mas planejar com antecedência me ajuda a escolher o melhor ‘AIR’ para mim), além de me lembrar de respirar, eu sei que eu posso escolher fazer a minha parte de uma forma que torne a situação melhor para mim, para o colega e para qualquer outra pessoa envolvida.

Eu espero que esse conceito seja útil para você.

Muita luz e bênçãos enquanto você observa a sua própria ‘AIR’! 🙂

Candella

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Imagem: balint-miko-r9xjkyd6ZvM-unsplash 15.09.26

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Bibliografia (nós recomendamos enfaticamente a leitura e o estudo desse material):

  • Livro “A Profecia Celestina” – 1993 (The Celestine Prophecy) – James Redfield;
  • Livro “Guia de Leitura de A Profecia Celestina” – 1995 (The Celestine Prophecy: An Experiential Guide – James Redfield [em parceria com Carol Adrienne]);
  • Artigo: “The Celestine Prophecy: First Insight Experience Study” – James Redfield;
  • Livro “O Despertar de Uma Nova Consciência” – Eckhart Tolle;
  • Livro “O Antigo Segredo da Flor da Vida” – Drunvalo Melchizedek;
  • Wikipedia – “Efecto del centésimo mono”;
  • Livro “Lifetide” – Lyall Watson;
  • Livro “The Hundredth Monkey” – Ken Keyes Jr;
  • Livro “Incredible Coincidence” – Alan Vaughan;
  • Livro “Poder Sem Limites” – Anthony Robbins;
  • Fonte de consulta: https://www.todamateria.com.br/sociedade-estamental/;
  • Artigo “The Celestine Prophecy: Third Insight Experience Study” – James Redfield;
  • Livro “Healing with Love: A Breakthrough Mind/Body Medical Program for Healing Yourself and Others” – Leonard Laskow, M.D.;
  • Livro “The Ultimate Athlete” – George Leonard;
  • Artigo “The Celestine Prophecy: Fourth Insight Experience Study” – James Redfield;
  • Livro “O caçador de pipas” – Khaled Hosseini;
  • Livro “Magnificent Addiction” – Philip Kavanaugh;
  • Livro “Os Jogos da Vida: Análise Transacional” – Eric Berne;
  • Artigo “The Celestine Prophecy: Fifth Insight Experience Study” – James Redfield;
  • Livro “Spiritual Growth: Being Your Higher Self” – Sanaya Roman;
  • Artigo “The Celestine Prophecy: Sixth Insight Experience Study” – James Redfield;
  • Livro “A Décima Profecia – Aprofundando a Visão” – 1996 (The Tenth Insight: Holding de Vision) – James Redfield;
  • Livro “Guia de Leitura de A Décima Profecia” – 1996 (The Tenth Insight: An Experiential Guide [em parceria com Carol Adrienne]);
  • Livro “A Visão Celestina: Vivendo a Nova Consciência Espiritual” – 1997 (The Celestine Vision: Living the New Spiritual Awareness);
  • Livro “O Segredo de Shambhala – Em busca da Décima Primeira Visão” – 1999 (The Secret of Shambhala: In Search of the Eleventh Insight) – James Redfield;
  • Livro “Deus e o Universo em Evolução: O Próximo Passo na Evolução Pessoal” – 2002 (God and the Evolving Universe: The Next Step in Personal Evolution – James Redfield [em parceria com Sylvia Timbers e Michael Murphy]);
  • Livro “A Décima Segunda Profecia: A Hora da Decisão” – 2011 (The Twelfth Insight: The Hour of Decision).
  • Artigo “The Search for Shambhala – A Conversation with James Redfield” (tradução livre: “A Busca por Shambhala – Uma Conversa com James Redfield”), Atlantis Rising number 21 from Atlantis Rising website.  http://www.bibliotecapleyades.lege.com/sociopolitica/sociopol_shambahla10.htm
  • Livro “One Disease, One Cure” (tradução livre: “Uma Doença, Uma Cura [Cure]”) – Robert Young;
  • Livro “Healing Words: The Power of Prayer and the Practice of Medicine” (tradução livre “Palavras de Cura [Healing]: O Poder da Oração e a Prática da Medicina”) – Dr. Larry Dossey;
  • Artigo: “Understanding Control Dramas” [“Entendendo os Dramas de Controle”]. Autor: James Redfield. Site: Understanding Control Dramas – Celestine Vision;
  • Artigo: “The Struggle for Power: Control Dramas – Part 1” [‘A Luta pelo Poder: Dramas de Controle – Parte 1”]. Autora: Amanda Salsman por Candella. Site: The Struggle for Power: Control Dramas, Part 1;
  • Artigo: “The Struggle for Power – Control Dramas, Part 2” [“A Luta pelo Poder – Dramas de Controle, Parte 2”]. Autora: Amanda Salsman. Site: The Struggle for Power – Control Dramas, Part 2;
  • Artigo: “Taking Responsibility for Control Dramas in Relationships” [“Assumindo Responsabilidade pelos Dramas de Controle nos Relacionamentos”]. Autora: Amanda Salsman. Site: Taking Responsibility for Control Dramas in Relationships – Celestine Vision;
  • Artigo: “Poor Me Control Drama: How to Respond” [“Drama de Controle Coitadinha de Mim: Como Reagir”]. Autora: Amanda Salsman. Site: Poor Me Control Drama: How to Respond – Celestine Vision;
  • Artigo: “Discover the Control Dramas” [“Descubra os Dramas de Controle”]. Autora: Kelly Redfield. Site: Discover the Control Dramas – Celestine Vision;
  • Artigo: “How Synchronicity Can Work For You” [“Como A Sincronicidade Pode Funcionar A Seu Favor”. Autor: James Redfield. Site: How Synchronicity Can Work For You;
  • Artigo: “Intentional PRAYER WORKS” [“ORAÇÃO intencional FUNCIONA”]. Autor: James Redfield. Site: Intentional PRAYER WORKS – Celestine Vision;
  • Artigo: “Celestine Prophecy Secrets – Increasing Your Synchronicity with Gratitude” [“Segredos da Profecia Celestina – Aumentando a Sua Sincronicidade com Gratidão”]. Autora: Holli Smith. Site: Celestine Prophecy Secrets – Increasing Your Synchronicity with Gratitude – Celestine Vision;
  • Artigo: “Celestine Prophecy Secrets – Defining Your Life Questions Increases Synchronicity” [“Segredos da Profecia Celestina – Definir as Suas Perguntas da Vida Aumenta a Sincronicidade”. Autor: Nathan Mauck. Site: Celestine Prophecy Secrets – Defining Your Life Questions Increases Synchronicity;
  • Artigo: “Find The Synchronicity In Sharing Your Truth” [“Descubra A Sincronicidade Ao Compartilhar A Sua Verdade”. Autora: Holli Smith. Site: Find The Synchronicity In Sharing Your Truth;
  • Artigo: “An Updated Summary of the 12 Celestine Insights” [“Um Resumo Atualizado das 12 Visões Celestinas”]. Autor: James Redfield. Site: An Updated Summary of The 12 Celestine Insights;
  • Artigo: “Is the Peruvian Manuscript in the Celestine Series Real?” [“O Manuscrito Peruano nas Séries Celestinas é Real?”. Autor: James Redfield. Site: Is the Peruvian Manuscript in the Celestine Series Real?;
  • Resumo do livro “A Visão Celestina” por Tom R., especialmente para o blog MAIS DE MIL FRASES DE EFEITO. Site: http://maisdemilfrasesdeefeito.blogspot.com/2007/05/viso-celestina-james-redfield.html;
  • Artigo: “Searching for Shambhala” [“Em busca de Shambhala”]. Autora: Cynthia Gage. Site: The Secret of Shambhala James Redfield and Nicholas Roerich;
  • Livro: “Shambhala”. Autor: Nicholas Roerich. New York: Nicholas Roerich Museum, 2017. Site: Shambhala by Nicholas Roerich;
  • Artigo: “5 Ways Spirituality Will Enhance Your Life” [“5 Maneiras A Espiritualidade Melhorará A Sua Vida”]. Autor: James Redfield. Site: 5 Ways Spirituality Will Enhance Your Life;
  • Artigo: “How Intuition Can Work For You” [“Como A Intuição Pode Trabalhar A Seu Favor”]. Autor: James Redfield. Site: How Intuition Can Work For You – Celestine Vision;
  • Artigo: “The Secret of Shambhala: In Search of the Eleventh Insight – Conscious Awakening” [“O Segredo de Shambhala: Em Busca da Décima Primeira Visão – Despertar Consciente”]. Site: The Secret of Shambhala : In Search of Eleventh Insight – 11. Fonte: SpiritualKhazaana – Your Sanctuary of Spiritual Enlightenment;
  • Livro “El Ser Uno I – Los Arcanos de Thoth” – Cidade Interna (Ciudad Interna);
  • Livro “El Ser Uno V – Los Interanos – La Ciudad de Cristal” – Os Interanos – A Cidade de Cristal;
  • Artigo: “Superpowers: The Power of Choice” [“Superpoderes: O Poder da Escolha”]. Autora: Amanda Salsman. Site: Home – Celestine Vision;
  • Artigo: “Superpowers Part 2: Sorting The Pile” [“Superpoderes – Parte 2: Organizando A Pilha”]. Autor: James Redfield;
  • Artigo: “Superpowers Part 3: The AIR in my Bubble” [“Superpoderes Parte 3: O AR (AIR) em minha Bolha”]. Autora: Amanda Salsman;

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… segundo o Manuscrito, quando um número suficiente de indivíduos perguntar a sério o que ocorre na vida, nós começaremos a descobrir.

Autor

Graduação: Engenharia Operacional Química. Graduação: Engenharia de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing - PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras - FGV/SP. Blog Projeto OREM® - Oficina de Reprogramação Emocional e Mental - O Blog aborda quatro sistemas de pensamento sobre Espiritualidade Não-Dualista, através de 4 categorias, visando estudos e pesquisas complementares, assim como práticas efetivas sobre o tema: OREM1) Ho’oponopono - Psicofilosofia Huna. OREM2) A Profecia Celestina. OREM3) Um Curso em Milagres. OREM4) A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE) - Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT). Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista como uma proposta inovadora de filosofia de vida para os padrões Ocidentais de pensamentos, comportamentos e tomadas de decisões (pessoais, empresariais, governamentais). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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