Série de artigos sobre ações éticas e antiéticas no negócio, com análise de controvérsias através das lentes do Individualismo (Teoria Econômica de Friedman), do Utilitarismo, do Kantianismo e da Teoria da Virtude, com parecer final, a cada caso, de especialistas em Ética, como Heather Salazar e associados.

Blog Business Ethics Case Analyses

http://businessethicscases.blogspot.com/

Autora: Heather SalazarFilósofa de Metaética, Mente, Linguagem e Psicologia Moral. Professora Associada de Filosofia, Western New England University.

Observação: Metaética é o ramo da ética que estuda a natureza das propriedades, afirmações, julgamentos e atitudes éticas. É um dos quatro ramos tradicionais da ética (os outros são ética descritiva, ética normativa e ética aplicada). Fonte Wikipedia

Material para o nosso conhecimento e entendimento sobre as diversas teorias de ética no negócio, que foram contempladas nos artigos anteriores.

Tradução livre Projeto OREM®

1ª análise de caso que nós destacamos para análise:

General Motors: Um Pesadelo de Recall (2014)

Site: http://businessethicscases.blogspot.com/search?q=GM

Logo da General Motors

Controvérsia

A General Motors tem sido um grande líder na indústria de fabricação de automóveis por séculos. Apesar de seus sucessos, a empresa está sob investigação por seus interruptores de ignição (chave de ignição) defeituosos há um ano e meio. Os interruptores de ignição defeituosos fariam com que os veículos perdessem energia repentinamente, desativassem os airbags de um carro, perdessem a direção hidráulica e perdessem o controle do freio.

Os problemas de ignição começaram em 2001 e em muitas ocasiões a empresa alegou que eles foram corrigidos. Desde então, um recall foi anunciado em 2014. 2,6 milhões de carros foram recolhidos, 124 mortes e 273 feridos foram relatados. A GM foi levada a um tribunal federal e chegou a um acordo de US$ 900 milhões – nenhum indivíduo foi condenado por falta de provas. A empresa criou um fundo de compensação de US$ 600 milhões para os afetados. A GM está oferecendo US$ 1 milhão para as famílias que perderam os seus entes queridos, mas isso renuncia ao direito das famílias de processar.

Um exemplo de negligência da GM seria em 2003 – Jean Averill foi a primeira morte relatada ligada a interruptores de ignição defeituosos da GM. O seu carro falhou, ele bateu em uma árvore e os airbags falharam. A GM nunca contatou a família para informá-los sobre os interruptores defeituosos. No entanto, em 2014, um repórter contatou a família Averill para informá-los da verdade sobre a morte de Jean. Em um relatório, a GM admitiu que a morte de Jean foi a primeira morte ligada aos problemas de ignição. Desde então, a família afirma que a GM ofereceu um pagamento de seu fundo de compensação, mas nunca emitiu um pedido de desculpas ([Jeff] Glor, Família: pagamento da GM não é suficiente para uma década de longo encobrimento, 2015).

Em 2004, uma mulher chamada Candice Anderson estava dirigindo o carro dela com o noivo. O seu veículo falhou, ela bateu em uma árvore, os airbags falharam, resultando na morte de seu noivo. Anderson foi condenada por homicídio negligente, teve que cumprir serviço comunitário, pagar uma multa, cumprir 5 anos de liberdade condicional e perdeu o emprego. Anderson processou a GM pelos airbags não acionados, mas no tribunal a GM nunca mencionou nada sobre os defeitos de ignição. Até hoje, Anderson ainda luta para ter o seu nome limpo (Harlow & Hobor, 2014).

Em 2005, mais carros foram relatados como defeituosos e mais mortes/ferimentos foram relatados. Em um e-mail de maio de 2005 entre os engenheiros da GM, foi mencionado que custaria à empresa 90 centavos por carro para consertar os interruptores de ignição e um custo único de $ 400.000 para mudar os seus equipamentos e processos de instalação (também conhecido como custo de tolling).

A GM optou por ignorar os problemas porque seria muito caro. Em vez disso, a empresa emitiu um boletim de serviço informando para não ter excesso de peso nos chaveiros, pois isso poderia fazer com que os carros parassem.

Os anos se passaram e a empresa continuou tentando evitar um recall. No final de 2013, a nova CEO Mary Barra, tomou conhecimento dos problemas por meio de um engenheiro e finalmente emitiu um recall em fevereiro de 2014.

Mary Barra, CEO of General Motors

Stakeholders (Partes interessadas)

As partes interessadas são todas as pessoas afetadas pelas ações da General Motors. Nesse caso seriam clientes, famílias e acionistas. Os clientes que são proprietários da GM provavelmente se sentem traídos pela empresa porque a GM demorou muito para anunciar um recall. Antes do anúncio do recall, muitos clientes gastaram dinheiro do próprio bolso para consertar os seus carros defeituosos.

A GM colocou milhões de vidas de clientes em perigo ao não emitir um recall. As famílias dos feridos ou dos que morreram seriam as partes interessadas. Como mencionado, em muitos casos, a GM nunca tentou entrar em contato com as famílias para admitir que a GM estava em falta ou emitiu um pedido de desculpas. Finalmente, os acionistas também seriam considerados.

Antes do recall, as ações da GM estavam baixas para começar, mas depois que o recall foi anunciado, as suas ações atingiram a mínima acumulada no ano de US$ 31,93.

Individualismo

Milton Friedman criou uma lei que se concentra no Individualismo que afirma que ‘o único objetivo do negócio é o lucro, então a única obrigação que o empresário tem é maximizar o lucro para o proprietário ou para os acionistas’. Friedman concordava que uma empresa devia seguir as leis e ‘manter-se dentro das regras do jogo’ (Salazar, pp. 17-19).

Um Individualista pode argumentar que a GM tinha as intenções comerciais certas, mas a empresa falhou em seguir as leis, portanto a GM agiu de forma antiética. Isso teria custado à empresa cerca de US$ 2,34 milhões de dólares (2,6 milhões de recalls multiplicados por 90 centavos) mais outros US$ 400.000 para custos de tolling para emitir um recall. No entanto, quando as leis federais entraram em jogo, a GM violou as leis federais ao não emitir um recall adequado quando necessário.

Itens do Recall da General Motors 2014

Utilitarismo

O objetivo do Utilitarismo é maximizar a felicidade geral e minimizar a dor geral. Um Utilitarista mede os custos e os benefícios de suas ações e considera todas as partes interessadas que podem ser afetadas. Além disso, é regra geral considerar que a morte é um resultado pior do que um aumento no lucro.

Aplicando as visões do Utilitarismo, a GM é antiética. A empresa estava preocupada em maximizar o seu lucro global. Eles não consideraram como as vidas de seus stakeholders poderiam ser afetadas. As mortes e ferimentos de quase 400 pessoas e considerando é muito pior do que a empresa maximizar os seus lucros.

Kantianismo

Fundado por Immanuel Kant, ele acreditava que era errado manipular, explorar ou usar pessoas. O Kantianismo vê a mentira, a trapaça e o roubo como errados, mesmo que haja resultados positivos. As pessoas e as empresas devem ser motivadas pela ‘Boa Vontade’, que significa fazer as coisas certas simplesmente porque é certo.

Aplicando o Kantianismo, a GM é antiética porque, como líder na indústria automobilística, ela falhou em agir com honestidade. Eles mentiram e manipularam os seus stakeholders por mais de uma década para evitar um recall maciço. Eles desrespeitaram milhões de indivíduos negando o fato de que os seus interruptores de ignição estavam com defeito. As decisões irracionais tomadas como empresa afetaram milhões de pessoas.

Teoria da Virtude

Escritório Central da GM in Detroit, MI

A teoria da virtude foi desenvolvida pela primeira vez pelo filósofo Grego Aristóteles. Ele se concentra em indivíduos e empresas que possuem bons traços de caráter chamados virtudes. As virtudes seriam características como honestidade, sabedoria, coragem, inteligência, cuidado, liderança e muito mais. O oposto das virtudes seria chamado de vícios. Os vícios incluiriam características como ganância, desonestidade e egoísmo.

Aplicando a Teoria da Virtude, a GM é antiética. A GM foi gananciosa, desonesta e egoísta. A empresa tinha mais vícios do que virtudes. A empresa estava desprovida de liderança porque prolongaram a decisão deles de fazer um recall. Eles não possuíam honestidade, excepcionalmente no caso de Candice Anderson, onde a empresa teve a oportunidade de esclarecer os problemas de ignição. Como mencionado anteriormente, houve casos em que a empresa nunca emitiu um pedido de desculpas às famílias, portanto, falta-lhes a virtude do cuidado (virtue of care).

Avaliação Justificada da Ética

Na minha opinião, todo esse problema do interruptor de ignição (chave de ignição) poderia ter sido facilmente evitado. Quando a empresa começou a ter problemas de ignição, mortes e feridos, deveria ter tomado a iniciativa de fazer um recall. Isso foi egoísta, irresponsável e desonesto por parte da GM esperar tanto tempo para resolver os problemas.

Eu penso que a nova CEO, Mary Barra, fez a coisa certa ao relatar os defeitos à National Highway Traffic Safety Administration [Administração Nacional de Segurança no Trânsito Rodoviário], uma vez que ela estava ciente do problema.

Antes dela ser a CEO, eu penso que estava errada a maneira como a empresa negou repetidamente a ligação entre os interruptores de ignição e as mortes e os ferimentos.

Eu acho errado como há casos em que a empresa nunca emitiu um pedido de desculpas aos afetados.

Por fim, eu não concordo com o acordo de US$ 900 milhões e os milhões de dólares em taxas / multas que a GM teve que pagar durante o julgamento.

Embora não haja ‘provas suficientes’ para condenar pessoalmente alguém nesse caso, eu penso que se houver alguma evidência possível de executivos da empresa sabendo dessa situação, deve ser levado a julgamento.

Referências:

Basu, T. (2014, March 31). Timeline: A History Of GM’s Ignition Switch Defect. Retrieved from NPR: http://www.npr.org/2014/03/31/297158876/timeline-a-history-of-gms-ignition-switch-defect

Dapena-Valdes, P., & Yellin, T. (2014). GM: Steps to a recall nightmare. Retrieved from CNN: http://money.cnn.com/infographic/pf/autos/gm-recall-timeline/

Encyclopedia.com. (2000). DURANT, WILLIAM CRAPO. Retrieved from Gale Encyclopedia of U.S. Economic History: http://www.encyclopedia.com/topic/William_Crapo_Durant.aspx      

Gates, G. (2014, June 5). The Fault in the Cobalt Ignition Switch. Retrieved from NY Times: http://www.nytimes.com/interactive/2014/06/05/business/The-Fault-in-the-Cobalt-Ignition-Switch.html

Glor, J. (2015, May 11). Family: GM payment not enough for decade long cover-up. Retrieved from CBS News: http://www.cbsnews.com/news/family-gm-payment-not-enough-for-decades-long-cover-up/

Glor, J. (2015, September 17). GM CEO. Retrieved from CBS News: http://www.cbsnews.com/news/gm-ceo-i-wish-i-could-turn-back-the-clock/

Harlow, P., & Hobor, A. (2014, August 15). 10 years of guilt over GM crash that killed her boyfriend. It may not have been her fault. Retrieved from CNN: http://money.cnn.com/interactive/news/candice-anderson/index.html

McGrath, M. (2014, June 5). GM Stock Turns Negative As Automaker Receives ‘Deeply Troubling’ Report On Ignition Switch Failure. Retrieved from Forbes: http://www.forbes.com/sites/maggiemcgrath/2014/06/05/gm-stock-turns-negative-as-automaker-receives-deeply-troubling-report-on-ignition-switch-failure/

Plungis, J., & Higgins, T. (2014, June 5). Former GM CEO Wagoner May Have Seen Cobalt Slide in 2009. Retrieved from Bloomberg: http://www.bloomberg.com/news/articles/2014-06-05/former-gm-ceo-wagoner-may-have-seen-cobalt-slide-in-2009

Salazar, H. (n.d.). The Business Ethics Case Manual: The Authoritative Step-by-Step Guide to Understanding and Improving the Ethics of Any Business.

Welsh, T. (2014, April 2). GM’s Deadly ‘Cost Culture’. Retrieved from US News: http://www.usnews.com/opinion/articles/2014/04/02/gm-knew-about-but-refused-to-fix-deadly-ignition-problem

Postado por Chelsea Bateman.

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2ª análise de caso que nós destacamos para análise:

A Dispensa de Técnicos da Walt Disney Company (2015)

Site: http://businessethicscases.blogspot.com/2015/11/the-walt-disney-company-layoff-of-2015.html

Publicidade fotográfica da Walt Disney Company

Controvérsia

A Walt Disney Company tem estado no noticiário ultimamente, mas não como seria de esperar. A Disney foi acusada de agir eticamente errada em relação à demissão ocorrida em janeiro de 2015.

A Disney decidiu demitir duzentos e cinquenta técnicos de dados que trabalhavam na localização da The Walt Disney Company na Flórida devido à reorganização da empresa. Mas, na verdade, eles decidiram demitir os funcionários para economizar dinheiro a longo prazo.

Esses funcionários não apenas foram demitidos sem justificativa adequada, como também foram informados de que, para receberem as suas indenizações, eles deveriam treinar os substitutos deles, que eram trabalhadores com visto da Índia que fazem parte do programa H-1B.

O programa H-1B foi criado em 1990 para permitir que os empregadores dos EUA contratassem trabalhadores estrangeiros temporários com diploma de Bacharel em Ciência Avançada, Engenharia ou Conhecimentos de Informática para preencherem cargos quando trabalhadores Americanos com essas habilidades não pudessem ser encontrados.

A Disney é obrigada a pagar aos funcionários do programa de vistos o salário local e também fornecer benefícios. No entanto, existem brechas que muitas empresas conhecem para pagar menos a esses trabalhadores. Uma dessas brechas é a contratação de empresas terceirizadas para contratar trabalhadores com visto H-1B, de modo que, tecnicamente, o empregador não está quebrando nenhuma regra ao pagar a essas agências menos dinheiro pelos trabalhadores com visto.

A Disney decidiu dispensar os seus atuais diligentes funcionários apenas para economizar dinheiro.

Stakeholders (Partes interessadas)

As partes interessadas no caso The Walt Disney Company são as seguintes: o CEO da The Walt Disney Company, por aprovar as demissões para cortar custos trabalhistas. Essa mudança economizará o dinheiro da empresa, afetando diretamente a empresa.

Em seguida, serão os executivos/gerentes de escritório. Eles estão sendo afetados por todas essas mudanças que mudam diretamente a dinâmica do escritório.

Os principais interessados ​​afetados por essa controvérsia do caso são os técnicos de dados que foram demitidos e as suas famílias. Eles não têm mais trabalho, renda, segurança e agora estão tendo que lutar para encontrar um emprego.

Por fim, os trabalhadores com visto H-1B também estão sendo afetados por isso, pois agora têm a oportunidade de gerar renda para as suas famílias e isso também pode abrir portas para muitos deles solicitarem vistos permanentes.

Técnico de Entretenimento na Walt Disney World, um dos muitos empregos sendo demitidos

Individualismo

O único objetivo da Disney é obter lucro para a empresa e fez exatamente isso cortando duzentos e cinquenta cargos de técnico de dados e substituindo-os por trabalhadores H-1B. Essa mudança de funcionários economizará dinheiro a longo prazo, pagando menos aos trabalhadores H-1B do que ao trabalhador Americano. Embora a Disney tenha pago a indenização aos funcionários, eles controlarão os seus gastos contratando novos trabalhadores temporários que podem receber menos, o que acabará economizando dinheiro.

De acordo com o Labor Department [Departamento do Trabalho], a Disney não pode pagar menos aos trabalhadores H-1B, mas existem brechas que muitas empresas conhecem e aproveitam. Muitos empregadores contratam uma empresa terceirizada para contratar trabalhadores H-1B, portanto, tecnicamente, o empregador não está quebrando nenhuma regra, pois os trabalhadores H-1B não são contratados diretamente por eles. É assim que muitas empresas conseguem deslocar os seus funcionários atuais e substituí-los por trabalhadores H-1B. Tecnicamente, vendo essa controvérsia ética de um ponto de vista Individualista, a Disney fez a coisa certa para aumentar o seu lucro.

Utilitarismo

A Disney não aplicou o Utilitarismo na decisão de negócio deles ao não considerar a felicidade máxima de seus funcionários a longo prazo. Os funcionários foram demitidos sem um simples pensamento no bem-estar deles e de suas famílias. Os funcionários não tinham mais meios de renda para sustentar a sua família, então a Disney falhou em garantir que a sua decisão não afetasse financeiramente nenhum funcionário. Muitos ainda estão desempregados e muitos foram forçados a se aposentar precocemente, o que causou uma mudança inesperada em suas vidas.

Kantianismo

Castelo da Cinderela na Walt Disney World

A abordagem da Disney de dispensa e contratação de trabalhadores H-1B não está de acordo com a ética de negócio Kantiana. A Disney não estava pensando racionalmente quando decidiu demitir os técnicos de dados que trabalhavam em seu escritório na Flórida. Eles não foram respeitosos com os funcionários, especialmente quando a Disney os fazia treinar os seus próprios substitutos.

Conforme mencionado anteriormente na seção Caso de Ética, o Labor Department [Departamento do Trabalho] exige que todos os empregadores forneçam um aviso a todos os funcionários atuais sobre as novas contratações: ‘Em ou dentro de 30 dias antes da data em que o LCA [Labor Condition Application] for arquivado no ETA [Employment & Training Administration], forneça notificação da intenção do empregador para contratar trabalhadores H-1B, H-1B1 ou E-3. O empregador deve fornecer esse aviso ao representante de negociação dos trabalhadores na ocupação na qual o trabalhador H-1B, H-1B1 ou E-3 será empregado. Se não houver representante de negociação, o empregador tem que afixar tais avisos em locais visíveis no(s) local(is) de trabalho pretendido, ou fornecê-los eletronicamente.’

A Disney falhou em fornecer esse anúncio com pelo menos 30 dias de antecedência, para que os funcionários não pudessem garantir que as suas posições não fossem prejudicadas. Os funcionários não foram autorizados a lutar por suas carreiras e foram basicamente roubados de seus empregos. A Disney agiu apenas no que era um benefício para eles e, por sua vez, tomou uma decisão ruim que custou a duzentos e cinquenta funcionários os seus empregos e os meios de subsistência.

Teoria da Virtude

Ao olhar para a coragem, a Disney não atendeu a esse traço devido ao fato de não ter agido com ética ao decidir demitir os seus técnicos de dados para economizar dinheiro. Em vez de a Disney tomar as medidas necessárias para garantir que os seus funcionários atuais estivessem trabalhando de acordo com os seus padrões e treinando aqueles que necessitavam de um pouco de ajuda, eles decidiram demiti-los para economizar mais dinheiro.

A Disney também não foi honesta em todo esse processo. Eles não deram aos funcionários aviso suficiente em termos de postagem ou envio de e-mails para informar a todos que os trabalhadores com visto H-1B seriam contratados.

A Disney não foi honesta quando questionada pela mídia sobre os motivos para tomar a decisão de demitir os seus funcionários. Nenhum problema foi relatado, então eles realmente não tinham um motivo justificado para tomar essa decisão, a não ser economizar mais dinheiro.

Quando se trata de autocontrole/temperança, os executivos e gerentes de escritório da Disney não tiveram força de vontade para se posicionar contra essa forma antiética de fazer negócios. Eles permitiram que a Disney continuasse com o plano de demitir os seus funcionários para substituí-los por trabalhadores que ganhariam menos.

A Disney pode ter pensado que estava fazendo o certo ao garantir que as suas finanças estivessem em boas condições, mas se esqueceu de considerar como isso afetaria todos os outros.

Por último, nós olhamos para a justiça/equidade. A Disney não foi justa com os técnicos de dados e não se importou em como isso afetaria financeiramente a eles e as suas famílias. Sim, indenizações foram concedidas, mas haviam requisitos que necessitavam ser cumpridos antes de serem concedidos, como o treinamento de seus substitutos.

Avaliação Justificada da Ética

Rober A. Iger, CEO da Walt Disney Company

Depois de estudar as teorias apresentadas, fica claro que a Disney não agiu eticamente correta ao lidar com as demissões de seus duzentos e cinquenta técnicos de dados sob a lente do Utilitarismo, do Kantismo e da Virtude.

No entanto, de acordo com o Individualismo, eles agiram eticamente corretos, pois o seu único objetivo deveria ser o lucro, o que fizeram cortando custos trabalhistas.

Na minha opinião, não há justificativa para a Disney ter demitido os seus funcionários, especialmente quando as coisas estão indo tão bem para todos os envolvidos. A Disney nunca deveria ter demitido os seus funcionários para substituí-los por trabalhadores com visto do programa H-1B.

Se eles quisessem tirar proveito do programa, poderiam ter usado os seus serviços em outro lugar, onde fossem necessários, em vez de cortar empregos Americanos para depois entregá-los a outra pessoa.

A Disney não fez nenhum comentário para justificar as suas ações, portanto, nós podemos apenas supor que foi para economizar dinheiro para esse departamento, o que é claramente uma violação de seu acordo com o Departamento do Trabalho, conforme discutido na seção Caso Ético.

Trabalhos Citados

American Immigration Council (2015). The H-1B Visa Program: A Primer on the Program and its Impact on Jobs, Wages, and the Economy. Retrieved from http://www.immigrationpolicy.org/just-facts/h-1b-visa-program-primer-program-and-its-impact-jobs-wages-and-economy 

The Walt Disney Company. Retrieved from https://thewaltdisneycompany.com/disney-companies 

Thibodeau, Patrick (2015). Fury rises at Disney over use of foreign workers. Retrieved from http://www.computerworld.com/article/2915904/it-outsourcing/fury-rises-at-disney-over-use-of-foreign-workers.html

United States Department of Labor (2015). H-1B Program. Retrieved from http://www.dol.gov/whd/immigration/h1b.htm 

Zarronandia, Jeff (2015). Senator Calls for DHS Investigation of Visa Program After Disney Layoffs. Retrieved from http://www.snopes.com/2015/06/07/disney-layoffs/ 

Imagem nina-mercado-Y_t0n-T4H5M-unsplash – 10.08.2023

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A Espiritualidade nas Empresas trata-se de uma Filosofia cujos Princípios podem ajudar tanto as Pessoas quanto as Organizações.

Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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