Trechos do artigo “Spirituality in a business environment: An explorative pilot study on practicing shamanism” (tradução livre: “Espiritualidade no ambiente de negócios: Um estudo exploratório sobre a prática do xamanismo”).

Autor Marc R.H. Roedenbeck

BAU International University Berlin | Heinrich-Heine-Str. 15 | D-10179 Berlin – Maio de 2014

Site: https://www.researchgate.net/publication/276418486.

Resumo

“A espiritualidade na gestão e nas ciências organizacionais é um tema de investigação que ainda não tem sido muito focado e, portanto, carece de uma análise empírica fundamental. Esse estudo piloto sobre o Xamanismo Huna em Ambientes de Negócios, como um tipo de espiritualidade, concentra-se em responder à questão de quais métodos da Huna são ou podem ser praticados em ambientes de negócios e como esses métodos resolvem ou podem resolver problemas em ambientes de negócios.

O estudo em questão comprova que «Dream Weaving / Shamanic Journey», que está intimamente relacionado com o Guided Affective Imaginary [método GAI] (Leuner, 1980), é um dos principais métodos já praticados pelos gestores. No entanto, devido às suas diferenças em relação ao [método] Guided Affective Imaginary, a investigação empírica num desenho de estudo clínico é necessária para apoiar ou recusar a sua relação positiva com o comportamento da resolução de problemas num ambiente de negócios.”

Palavras-chave: Xamanismo | Huna | Espiritualidade | Gestão | Guided Affective Imaginary (GAI)

“A espiritualidade em ambientes de negócios (empresariais) é um campo de pesquisa na ciência da gestão, que ainda não tem sido muito focado; embora a pesquisa sobre espiritualidade tenha uma longa tradição em teologia (Viller, 1937; Sudbrack, 1969), psicoterapia (Fleischman, 1994) ou estudos religiosos (Frank, 1987; Bochinger, 1994).

Depois que empresas como a Xerox, a Pizza Hut ou a Taco Bell fornecem uma estrutura para o desenvolvimento espiritual dos seus funcionários, os cientistas da gestão ousaram abordar esse fenómeno (Fry, 2003). Eles organizaram algumas conferências académicas sobre espiritualidade e negócios (por exemplo «Going public with spirituality in work and higher education» 2000, «Bridging the Gap: Between Spirituality and Business» 2001) e tentaram estabelecer um quadro teórico e empiricamente superar a lacuna entre gestão, espiritualidade e religião.

Embora algum esforço tenha sido feito para superar essa lacuna entre a gestão e a espiritualidade com foco na espiritualidade Cristã ou Hindi, houve apenas um estudo teórico sobre o Xamanismo como um tipo específico de espiritualidade em ambientes de negócios (empresariais). Surpreendentemente, a maioria dos estudos sobre espiritualidade na gestão são criticados quanto à sua metodologia e à livre interpretação dos resultados (Mischel, 2001; Talaulicar, 2000). Assim, esse artigo tenta abordar as seguintes questões com um foco teórico e também empírico:

  • O xamanismo Huna é um tipo de espiritualidade existente em ambientes de negócios?
  • O xamanismo Huna é praticado em ambientes de negócios?
  • Quais métodos do xamanismo Huna são praticados em ambientes de negócios?
  • Como quais métodos do xamanismo Huna resolvem problemas em ambientes de negócios?
  • Como é possível ser concebido um estudo para medir o efeito do xamanismo Huna em ambientes de negócios?

SOBRE ESPIRITUALIDADE, CIÊNCIA DA GESTÃO, XAMANISMO E HUNA

Espiritualidade na ciência da gestão e ciência da religião

A definição de espiritualidade na ciência da gestão não é tão clara como se poderia esperar. Cada leitor tropeça em obscuridades e dificuldades de definição (Gibbons, 2000). Algum esforço tem sido feito para esclarecer as diferentes concepções de espiritualidade, as duas principais das quais são brevemente explicadas: Por um lado, foi proposto um quadro bidimensional de espiritualidade, distinguindo entre um nível individual ou organizacional e o nível interior e/ou efeitos exteriores (Gibbons, 2000).

Essa ideia é útil na escolha entre os níveis de análise, entretanto as categorias de efeitos interiores e exteriores não ajudam a distinguir entre literatura religiosa e espiritual. Por exemplo, a oração interior individual e o seu comportamento exterior observável seria definido como sendo espiritual. Assim, a típica Cristã «Oração do Pai Nosso» – seguindo regras predefinidas – também seria definida como espiritual, embora seja religiosa (Bochinger, 1994).

A segunda abordagem começa com uma revisão detalhada da literatura que apresenta codificação categórica. Os autores argumentam que o estado atual nesse campo de investigação é claramente exploratório (Dent et al., 2005). E como modelo mais abrangente (Dent et al., 2005), citam Fry (2003). No entanto, esse artigo confunde especialmente a espiritualidade com a religiosidade Cristã, causada pela ligação inevitável entre a espiritualidade e um «alto poder» – exemplos semelhantes vieram (McCormick, 1994; Mitroff & Denton, 1999b,a; Neal, 2001). Infelizmente, ambas as abordagens não se referem à investigação genérica sobre espiritualidade e religião e, portanto, não poderiam fornecer uma distinção entre religiosidade e espiritualidade.

Assim, esse artigo baseia-se nas definições existentes na ciência da religião: uma religião tem três facetas: 1) artefatos predefinidos (como oração, deus ou espírito), 2) funcionalismo (oferecendo segurança e confiabilidade) e 3) convicções e crenças que diminuem a complexidade de questões «irrespondíveis» (Stolz, 2001).

Pelo contrário, a espiritualidade é descrita como autoconsciência no nível da percepção [self-consciousness], auto-busca ou busca pelo significado e o processo de individuação (Edlund, 1998) – com ligações a Bochinger (1994) e Ferguson (1980); Frost e Egri (1994); Langeland (2001); Lips-Wiersma (2002); Pauchant (2003).

Mais claramente, a espiritualidade pode ser identificada por três facetas: 1) uma força interior de questionamento, 2) um ponto de vista e 3) um caminho para acumular experiência (Bochinger, 1994; Giacalone & Jurkiewicz, 2003). Assim, é necessário analisar se o xamanismo está abordando essas três facetas da espiritualidade (ver tabela 1, Coluna 1).

(Huna) Xamanismo como uma forma de espiritualidade

O xamanismo é um campo de discussão bastante conhecido no mercado de livros populares. Os livros frequentemente referidos nesse contexto são os de Carlos Castaneda (Castaneda, 1973) ou Michael Harner (Harner, 1981), bem como a fábula de Richard Whiteley (Whiteley, 2002) ou o Xamã Urbano de Serge K. King (King , 1990). Todos eles descrevem o caminho interior de um xamã cercado por rituais como a busca da visão.

“O Xamanismo é um antigo sistema espiritual usado para a cura [healing] física e emocional, orientação e conexão com os poderes primordiais do universo.” – David Lang

Na ciência, tem havido muitas pesquisas fornecidas por etnólogos. Mircea Eliade definiu o xamã como o mestre do êxtase; empreender viagens da alma ao céu e ao submundo (Eliade, 1964). As obras dele têm influenciado decisivamente as pesquisas sobre o xamanismo, daqui em diante. Na última década, os investigadores emanciparam-se das obras fundamentais de Eliade e agora passam a examinar o xamanismo no que diz respeito à sua origem social e dentro do seu quadro cultural (Hamayon, 1995).

No entanto, Eliade e Hamayon veem os xamãs aprendendo a seguir a sua experiência interior, usando métodos que ajudam a estabelecer uma conexão consigo mesmo. Embora alguns pesquisadores vinculem o xamanismo à religião (Findeisen, 1957), esse artigo valoriza as jornadas da alma dos xamãs para o céu e para o submundo (~ um caminho para acumular experiência) gerando uma visão subjetiva do mundo (~ um ponto de vista) seguindo a experiência interior (força interior de questionamento) como forma de espiritualidade de acordo com a definição fornecida (ver tabela 1, coluna 2).

O último passo é explicar se a Huna pode ser entendida como uma forma de xamanismo e, portanto, como um caminho espiritual. A própria Huna é descrita como um sistema baseado em antigas tradições xamânicas Polinésias (King, 1990). Redescoberta pela primeira vez por Max Freedom Long depois de um extenso período de supressão religiosa por missionários brancos (Long, 1948), Long tentou recriar o conhecimento espiritual estudando a língua Polinésia. Ele chamou as suas «descobertas»(1) de HUNA™.

O oponente[?] dele, Dr. Serge Kahili King, criticou os resultados de Long como sendo uma «criação» ocidental-protestante e não uma «recriação». O próprio Dr. Serge Kahili King é um cidadão Americano, que foi educado de acordo com o conhecimento sagrado de um antigo xamã Havaiano «real» (King, 1997).

Depois de escrever a sua tese de dissertação sobre os xamãs Havaianos chamados «Kahuna» (King, 1978), King voltou-se para o público comunicando as suas experiências e resultados científicos (King, 1983, 1996b, 1990).

A Huna pode, portanto, sem dúvida, estar ligada ao xamanismo e, consequentemente, à espiritualidade. O próprio King escreveu num dos seus artigos intitulado «A Living Philosophy»(2) que a Huna é uma filosofia de vida, com orientações práticas para praticar essa filosofia; o seu objetivo é passar/participar de uma experiência interior – um caminho espiritual.

(1) http://www.angelfire.com/mo/huna/intro.html

(2) http://www.huna.org/html/living_phil.html

Como a Huna de King fornece descrições detalhadas de rituais e ferramentas xamânicas e como o próprio King fornece os nomes dos xamãs treinados, a Huna é mais adequada para a análise empírica do xamanismo (ver tabela 1, coluna 3).

“…a Huna é uma filosofia de vida, com orientações práticas para praticar essa filosofia; o seu objetivo é passar/participar de uma experiência interior – um caminho espiritual.

Entendendo o xamanismo Huna

O passo inicial, ao perguntar empiricamente se o xamanismo Huna é praticado em ambientes de negócios e quais os métodos mais adequados, é habituar-se à linguagem relevante e aos diferentes conceitos que King introduz. Quatro conceitos necessitam ser considerados: os «sete princípios», os «três eus» e os «quatro mundos», bem como a «doença/complexo».

King apresenta e repete em vários livros o seu sistema de sete princípios-chave que ajudam a buscar a experiência interior.

Esses princípios têm nomes Polinésios e King define cada termo Polinésio por meio de sentenças complementares. Uma visão geral dos sete princípios é apresentada na tabela 2 (Ulmer-Janes, 2000; King, 1997).

Os «três eus» são apenas um método simples de dividir mentalmente o ser humano complexo em partes menores (King, 1997), o que não significa que os «três eus» sejam três entidades completamente diferentes. Do ponto de vista de King, as três facetas são uma manifestação diferente do «Eu» [«Self»] e não são as mesmas que Sigmund Freud identificou (King, 1995; Freud, 1923) – um estudo mais detalhado sobre esse tema já foi realizado (Köck, 2005). Uma visão geral dos 3 princípios é fornecida na tabela 3 abaixo (King, 1997; Ulmer-Janes, 2000).

Além dos «três eus», King especifica quatro «mundos» ou estados da mente (King, 1996a, 1983; Frost & Egri, 1994). Dentro desses «mundos», um xamã vagueia para encontrar a causa dos problemas e monitorizar comportamentos. Assim, eles representam níveis de interpretação. Uma visão geral desses quatro mundos é fornecida na tabela 4 abaixo (King, 1996a):

Por último, mas não menos importante, a definição de «doença/complexo» dentro da estrutura de King do xamanismo Huna necessita ser examinada mais de perto, a fim de entender por que um método específico é usado num contexto específico. Seguindo o sistema de King, o estresse interno está subjacente a doenças físicas ou psicológicas.

Assim, os sintomas são apenas reações do corpo ao estresse interno que fornece um solo fértil para a instalação de vírus e bactérias. Uma visão geral desse conceito é fornecida na tabela 5 abaixo (King, 1997, 1996a).

Com base nos conceitos teóricos fornecidos subjacentes ao xamanismo Huna como um tipo de espiritualidade em ambientes de negócios, será descrita a metodologia do estudo piloto exploratório sobre a prática do xamanismo Huna em ambientes de negócios.

PROJETO DE PESQUISA QUALITATIVA PARA ANALISAR A PRÁTICA DO XAMANISMO HUNA EM AMBIENTES DE NEGÓCIOS

Uma abundância de análises médicas e psicológicas sobre a Huna estão disponíveis (Handy et al., 1934; King, 1978; Paltin, 1986; Foltz, 1987; Köck, 2005), bem como numerosas análises socioculturais (Rodman, 1979; Foltz, 1985, 1988, 1994; Cech, 2002). Dentre as análises socioculturais, encontram-se trabalhos específicos com foco na gestão ou na ciência organizacional (Egri & Frost, 1991; Frost & Egri, 1994; Netzer, 2002; Roedenbeck, 2007, 2009). Porém, nenhum desses estudos se concentra no uso da Huna em ambientes de negócios.

Assim, um estudo-piloto empírico com um desenho de investigação qualitativa indutiva (Strauss, 1987) necessitava ser conduzido. O referencial teórico associado com a Huna foi desenvolvido previamente à coleta de dados empíricos para entendimento dos entrevistados. Assim, a questão de saber se o xamanismo Huna é possível de ser interpretado como uma espécie de espiritualidade em ambientes de negócios tem sido teoricamente respondida antecipadamente.

Com base nisso, o estudo empírico concentrou-se em responder às questões se o xamanismo Huna é praticado em ambientes de negócios, quais métodos do xamanismo Huna são usados ​​em ambientes de negócios e como quais métodos de xamanismo Huna resolvem problemas em ambientes de negócios. Os resultados desse estudo piloto exploratório são usados ​​para fornecer um projeto sobre como medir o efeito do xamanismo Huna em ambientes de negócios dentro de um projeto de pesquisa quantitativa.

Como técnica principal do estudo piloto exploratório, foram utilizadas entrevistas aprofundadas com especialistas (ou informantes-chave) (Meuser & Nagel, 2002).

Discute-se que a técnica aplicada deve ser utilizada apenas para obter os primeiros insights sobre o respectivo campo de pesquisa (Bogner & Menz, 2002a,b; Hurrle & Kieser, 2005).

Assim, esse estudo piloto exploratório só pode ser interpretado como um ponto de partida para o desenvolvimento de, por exemplo, um estudo quantitativo. As entrevistas com especialistas são entrevistas semiestruturadas, ou seja, existem questões norteadoras que estão abertas em relação às respostas. A entrevista consiste em três partes:

(i) Perguntas sobre a educação / treinamento do especialista, a fim de verificar se ele possui um conhecimento detalhado da Huna e um auto entendimento como xamã Huna ou pelo menos praticante,

(ii) Perguntas sobre a filosofia de vida (Princípios / Eus / Mundos) se eles entendem a Huna como um tipo de espiritualidade,

(iii) Dúvidas sobre doenças / complexos e tratamento deles com os métodos específicos da Huna.

Foram identificados informantes-chave ou especialistas (Gilrichst, 1999) no que diz respeito ao uso da Huna, a fim de obter descrições elaboradas sobre os seus métodos possivelmente utilizados na gestão.

Como possível informante-chave foi definido: um praticante da Huna que promove a prática da Huna nos negócios e/ou gestão e que tem sido aprovado por Serge Kahili King. Esses informadores-chave podem ser retirados da rede Huna de contatos de Serge Kahili KingAloha International (www.huna.org) – incluindo cerca de 70 formadores na Europa.

Foram identificados 16 profissionais Huna de língua Alemã, cinco dos quais se concentram concretamente em consultoria organizacional. Todos os especialistas foram abordados; oito desses especialistas identificados foram entrevistados: 5 mulheres e 3 homens, todos com mais de 45 anos, contando com pelo menos 5 anos de experiência com a Huna.(3) Todos trabalham como consultores independentes.

(3) No que diz respeito a uma análise quantitativa, 8 especialistas não são suficientes. Mas devido ao desenho de investigação qualitativa de um estudo piloto e porque 8 dos 16 especialistas de língua Alemã puderam ser entrevistados com sucesso (50%), os resultados gerados foram suficientemente bons como base para o desenvolvimento de um desenho de investigação quantitativa.

Os dados foram analisados ​​codificando-se dedutivamente os protocolos de entrevista digitados palavra por palavra, inicialmente. Assim, os códigos foram gerados conforme apareceram nas entrevistas de campo (Meuser & Nagel, 2002). Na segunda etapa, os códigos foram atribuídos às categorias pelos critérios de similaridade. Identificando as semelhanças gerais, todas as citações correspondentes a cada código foram analisadas e os significados comuns foram anotados. As suas descrições foram norteadas pela análise teórica.

Por fim, foi gerada uma Codes-Primary-Documents-Table (CPD) [Tabela-Códigos Primários-Documentos(?)] listando o número total de contagens por código e por indivíduo. Isto foi transposto (por motivos de layout) e duas colunas foram adicionadas: uma para as contagens únicas por pessoa para identificar quantos especialistas mencionaram o código específico. A outra coluna mostra as contagens totais por código para identificar a importância. Esse é o protocolo de codificação utilizado na análise a seguir.(4)

(4) Embora, sabendo que uma análise qualitativa deve ser acompanhada de uma avaliação da confiabilidade através do cálculo do coeficiente kappa de Brennan e Prediger, esse estudo piloto exploratório carece do segundo codificador.

RESULTADOS NA PRÁTICA DO XAMANISMO HUNA EM AMBIENTES DE NEGÓCIOS

A primeira questão a ser respondida era se o xamanismo Huna é praticado em ambientes de negócios: Como observado acima, apenas 5 dos 16 praticantes da Huna de língua Alemã têm um foco anunciado em consultoria organizacional / consultoria em ambientes de negócios. Portanto, seria muito interessante saber se eles realmente o utilizam e, em caso afirmativo: como.

Da primeira parte dos protocolos de codificação (tabela 6), pode-se concluir que todos os especialistas entrevistados eram praticantes da Huna. Todos eles se autodenominam xamãs Huna e têm orgulho de seu treinamento (principalmente no Havaí) pelo próprio Serge Kahili King.

No que diz respeito à descrição teórica da terminologia Huna, os informantes-chave utilizam principalmente os 7 princípios definidos acima (7). Em menor escala eles usaram os três eus (3), apenas um argumentou sobre os quatro mundos. Em relação à doença, 5 especialistas explicavam utilizando a terminologia de complexo ou desarmonia duradoura que necessita ser resolvida, os demais argumentavam que em relação à consultoria não importa se o complexo / doença tem nome ou não. Finalmente, apenas metade (4) dos especialistas entrevistados realmente utilizavam o xamanismo Huna no contexto profissional. Outros o usavam em relação a complexos ou doenças pessoais. Curiosamente, quase todos os especialistas que anunciam consultoria organizacional / consultoria em ambientes empresariais (4 em vez de 5) foram questionados sobre complexos ou doenças relacionadas com o trabalho. Assim, mais pesquisas são necessárias para avaliar a eficácia e eficiência do xamanismo Huna.

A segunda questão a responder foi sobre quais os métodos do xamanismo Huna que são realmente utilizados em ambientes de negócios: Numerosos métodos podem ser identificados nos livros de Serge Kahili King, mas apenas alguns foram nomeados pelos especialistas.

Da segunda parte dos protocolos de codificação (tabela 7) pode-se concluir que o método mais utilizado é a Jornada Xamânica (Shamanic Journey) ou Dream Weaving (5). Existem dois métodos com a mesma quantidade de uso (3) que são Instant Healing ou Dynamind. O último método nomeado apenas uma vez é Ho’oponopono.

A última questão era como quais métodos do xamanismo Huna realmente resolvem problemas em ambientes de negócios. Isso foi respondido resumindo alguns dos exemplos fornecidos em relação ao uso desses métodos.

Shamanic Journey / Dream Weaving é uma técnica que os 5 especialistas só utilizavam junto com os seus clientes em uma sala fechada (não necessariamente trancada). Dois exemplos serão esboçados aqui:

Um deles foi sobre uma dor no joelho que ocorria a um gerente todos os dias quando aparecia no trabalho. Em sua jornada xamânica guiada, um gigante foi até a sua lareira e contou a sua história de ter sido ferido pelo cliente. Depois de discutir mentalmente o conflito entre o cliente e o gigante, o cliente pediu desculpas por suas falhas e o gigante também. Então, o gigante e a dor desapareceram. Posteriormente o cliente contou ao xamã que havia sido magoado por seu mentor ao iniciar o seu trabalho há algum tempo, mas agora, depois de pedir desculpas, ele sentiu harmonia.

A outra história era sobre um gerente que sentia medo ao aparecer no trabalho. Em sua jornada xamânica, o gestor se viu à beira de um precipício. Então ele caiu. O xamã pediu que ele usasse paraquedas e então, durante o voo, ele viu o seu irmão destruindo a rocha (o teto da empresa familiar) atirando pedras grandes. O cliente pousou mentalmente com o seu paraquedas e conversou com o seu irmão. Ele foi capaz de resolver um problema entre eles. Tudo desapareceu e o empresário resolveu conversar com o irmão na vida real. Ambos foram capazes de resolver um conflito latente. Assim, aprende-se que emoções ou dores reais em relação ao ambiente de trabalho podem ser analisadas e modificadas devido a uma jornada xamânica com resultados na vida real.

Instant Healing / Dynamind é um método simples de programação mental, como os especialistas em PNL [Programação Neuro-Linguística] o descreveriam. Nas entrevistas realizadas essa técnica só foi proposta aos gestores mas eles não quiseram realmente utilizá-la. Portanto, nada pode ser relatado sobre o efeito.

Piko-Piko é uma técnica de respiração para acalmar em reuniões altamente emocionais, durante ligações telefônicas, após a saída de um chefe colérico ou pouco antes de uma jornada xamânica. Como ninguém percebe que um gerente está usando esse método, ele pode ser facilmente utilizado em um ambiente de trabalho. No entanto, porque o Piko-Piko é «apenas» uma técnica de respiração, não há nada realmente «xamânico» ou novo nele.

Ho’oponopono é uma técnica complexa e guiada para resolver um problema dentro de um grupo [ou individual]. Esse método foi sugerido por um especialista a um gerente, mas ele finalmente não concordou em utilizá-lo. Portanto, nada pode ser relatado sobre o efeito.

Finalmente, é possível se argumentar que o método mais interessante para uma futura análise quantitativa e qualitativa é o método Dream Weaving: Ele tem sido utilizado com mais frequência – por 5 em cada 8 especialistas -, o seu uso é capaz de ser documentado por protocolos de sessão terapêutica, ele parece ser um método bastante «novo» e o seu sucesso em relação aos problemas do ambiente de trabalho tem sido demonstrado. Além disso, nenhum transe é necessário e nenhuma droga é utilizada.

DISCUSSÃO DO ESTUDO PILOTO E CONCLUSÃO PARA UM DESENHO DE PESQUISA EMPÍRICA

O estudo em questão foi capaz de responder a quase todas as perguntas inicialmente feitas. Ele mostra, em teoria, que uma definição útil de espiritualidade tem sido fornecida pela ciência da religião e foi adotada pela ciência da gestão. Utilizando essa definição, foi possível esboçar que o Xamanismo em geral e especialmente o Xamanismo Huna, é um tipo específico de espiritualidade.

Assim, praticar ou analisar a prática do xamanismo (Huna) em ambientes empresariais é um estudo sobre a espiritualidade na gestão.

Empiricamente foi demonstrado que por um lado os especialistas entrevistados se auto definiram como xamãs Huna e a maioria utiliza os conceitos teóricos introduzidos por Serge K. King. Por outro lado, os 4 métodos mais utilizados foram reduzidos a apenas 1 método chave que é realmente praticado: Dream Weaving / Shamanic Journey. Usando esse método, um Xamã acompanha mentalmente um cliente em sua jornada imaginativa – que consiste em imagens mentais que aparecem com os olhos fechados ao sentir/pensar sobre o problema que um cliente tem. O cliente então manipula essas imagens para resolver os problemas imaginados – essa manipulação também deverá ter um efeito na vida real.

Certamente, a cobertura das respostas é limitada no que diz respeito ao desenho da pesquisa. Assim, com base nas críticas a seguir, esboça-se uma estrutura para um desenho de pesquisa consecutivo.

Um ponto de crítica é que apenas um pequeno número de especialistas Alemães pôde ser identificado e nem todos estavam disponíveis para entrevistas. Assim, pesquisas futuras deverão incluir também especialistas de língua Inglesa ou focar apenas no uso do método junto com ‘sujeitos’. Os entrevistados relataram apenas casos memorizados e não forneceram qualquer tipo de prontuário, protocolo ou transcrição de sessões. É por isso que o desenho de pesquisa precisa ser organizado próximo a um desenho de pesquisa clínica. Os exemplos discutidos com os peritos não demonstraram qualquer eficiência e eficácia a longo prazo.

Assim, pesquisas futuras necessitam levar em conta a perspectiva de longo prazo.

Em relação aos resultados há outro ponto de crítica. Por um lado, a codificação foi feita apenas por um cientista e não foi verificada de forma cruzada para que a confiabilidade entre avaliadores pudesse ser medida com o [Coeficiente] Kappa de Brennan e Prediger.

Assim, os resultados só são capazes de definir tendências, focando pesquisas futuras na medição quantitativa da eficácia e eficiência dos métodos Huna. Por outro lado, o estudo identifica apenas os xamãs Huna praticantes e os métodos utilizados, mas não a eficiência e eficácia desses métodos.

Além disso, todos os métodos introduzidos no estudo não são comuns ou familiarizados com outros métodos conhecidos em economia, organização ou ciências da gestão. Devido ao fato de que apenas um método foi utilizado por mais de 50% dos especialistas com sucesso argumentado, esse é o único método que deve ser focado em estudos futuros que medem um efeito direto e positivo no desempenho do grupo ou individual no trabalho.

Curiosamente, esse método «relativamente novo» de Dream Weaving parece ser bem conhecido na psicoterapia com ligações à espiritualidade: Com base nos pressupostos teóricos de Freud (Freud, 2000) Hans-Carl Leuner introduziu o seu método de sonhar-acordado [day-dreaming) ou Guided Affective Imaginary, em suma GAI (Leuner, 1955, 1969).

Em sua extensa pesquisa empírica, ele desenvolveu uma série de gatilhos de imagem fixa aos quais os clientes eram solicitados a responder – por exemplo, paisagem, montanha, floresta ou mar (Leuner, 1970, 1980). Ao orientar os seus clientes através do processo de imaginação (em relação à paisagem, por exemplo), o terapeuta consegue coletar informações significativas sobre o humor dos clientes e problemas psicológicos inerentes. Até hoje, o método GAI é analisado na perspectiva da psicoterapia em geral (von Wietersheim et al., 2003; Salvisberg et al., 2000), mas também pertencente a diferentes problemas psicológicos, ou seja, bulimia (Esplen et al., 1998).

Não é de surpreender que o método GAI já tenha sido vinculado à espiritualidade. Devido aos seus fundamentos subjacentes de auto pesquisa, auto experiência e imaginação como (uma espécie de) visão, o GAI é percebido como um método de «construção de sentido», ou seja, encontrar significados plausíveis com base na análise e interpretação de imagens mentais (Einig, 2005; Lichtsteiner, 2005). Foi até discutido em termos de terapia transpessoal ou espiritual (Roth, 1994).

Mas a principal distinção é que Leuner mantém um modelo fixo de causação de imagem-problema, onde a imaginação do cliente é acionada e o terapeuta tem o poder de interpretar.

Em vez disso, o método Dream Weaving é um método imaginativo livre, durante o qual o cliente é solicitado a manipular/interagir com a imagem para resolver os problemas, um rearranjo afetivo da imagem orientado. Assim, a investigação futura – especialmente no campo da gestão ou da ciência organizacional – tem que então ligar o seu desenho de investigação empírica à psicologia clínica.

Três grupos diferentes de candidatos ao teste precisam ser usados: a) Placebo, b) GAI, c) Dream Weaving. Todos os grupos têm que então lidar com problemas relacionados ao ambiente de trabalho, ao trabalho atual. Uma equipe de pesquisa composta por pelo menos um cientista de gestão, bem como um psicólogo, deve coletar dados durante o processo de GAI/Dream Weaving usando protocolos de sessão sugeridos por Leuner e, adicionalmente, coletar dados sobre o uso do método, bem como o sucesso em curto prazo, orientando-se em questionários de pesquisa clínica. Se possível, deverá ser realizado um estudo de longo prazo também orientado para a investigação clínica.”

Literatura

Bochinger C (1994): “New Ageünd moderne Religion. Religionswissenschaftliche Analysen. Chr. Kaiser Verlag, Gütersloh.

Bogner A & Menz W (2002a): Das theoriegenerierende Experteninterview. Erkenntnisinteresse, Wissensform, Interaktion. A Bogner, B Littig &WMenz, Hg., Das Experteninterview. Theorie, Methode, Anwendung, 33–70, Leske + Budrich, Opladen.

Bogner A & Menz W(2002b): Expertenwissen und Forschungspraxis: die modernisierungstheoretische und die methodische Debatte um die Experten. Zur Einführung in ein unübersichtliches Problemfeld. A Bogner, B Littig & W Menz, Hg., Das Experteninterview. Theorie, Methode, Anwendung, 7–29, Leske + Budrich, Opladen.

Castaneda C (1973): Die Lehren des Don Juan. Ein Yaqui-Weg des Wissens. Fischer, Frankfurt a.M.

Cech U (2002): Kahuna-Revival: über das magischschamanisch- spirituelle HUNA-System aus Hawaii und dessenWirkungsmöglichkeiten in unserer ratio-dominierten Gesellschaft. Universität Wien, Wien.

Dent E. B, Higgins M. E & Wharff D. M (2005): Spirituality and leadership: An empirical review of definitions, distinctions, and embedded assumptions. The Leadership Quarterly 16: 625– 653.

Edlund J. R (1998): Spiritualität und Management: Betrachtungen zum selbsttransformatorischen Fundamentalwandel von Individuen und Organisation. Universität St. Gallen, St. Gallen.

Egri C. P & Frost P. J (1991): Shamanism and Change: Bringing back the Magic in Organizational Transformation. R. W Woodman & W. A Passmore, Hg., Research in Organizational Change and Development, Bd. 5, 175–221, JAI Press, Greenwich, CT.

Einig E.-M (2005): Sinnsuche und Imagination. L Kottje-Birnbacher, EWilke & K Krippner, Hg., Mit Imaginationen therapieren, 239ff, Pabst, Lengerich. Eliade M (1964): Shamanism: Archaic Techniques of Ecstasy. Pantheon, New York.

Esplen M. J, Garfinkel P. E, Olmsted M, Gallop R.M& Kennedy S (1998): A randomized controlled trial of guided imagery in bulimia nervosa. Psychological Medicine 28: 1347–1357.

Ferguson M (1980): The Aquarian Conspiracy. Personal and Social Transformation in Our Time. J.P. Tarcher, Los Angeles, CA.

Findeisen H (1957): Schamanentum: dargestellt am Beispiel der Besessenheitspriester nordeurasiatischer Völker. Kohlhammer, Stuttgart.

Fleischman P. R (1994): The healing spirit: Explorations in religion & psychotherapie. Bonne Chance Press, Cleveland.

Foltz T. G (1985): Socialization, Ritual and Language in an Alternative Healing Group : A Case Study of a New Religion. University of California, San Diego.

Foltz T. G (1987): Becoming a Healing Practioner: The Use of Energy Rituals and Visualization in Learning Huna. R.-I Heinze, Hg., Proceedings of the Third International Conference on the Study of Shamanism and Alternate Modes of Healing, 222–242, Independent Scholars of Asia, San Rafael, CA.

Foltz T. G (1988): The Life History of a Kahuna Healer. R.-I Heinze, Hg., Proceedings of the Fourth International Conference on the Study of Shamanism and Alternate Modes of Healing, 146–165, Independent Scholars of Asia, San Rafael, CA.

Foltz T. G (1994): Kahuna Healer: Learning to see with Ki. Garland Publishing, New York, London.

FrankW. A (1987): New Age, Wissenschaft, Gesellschaft. Spirita 1: 41–43.

Freud S (1923): Das Ich und das Es. Internationaler Psychoanalytischer Verlag, Leipzig.

Freud S (2000): Die Traumdeutung (Nachdruck). Fischer Taschenbuch, Frankfurt a.M. OP – 1900.

Frost P. J & Egri C. P (1994): The Shamanic Perpective on Organizational Change and Development. Journal of Organizational Change Management 7: 7–23.

Fry L. W (2003): Toward a theory of spiritual leadership. The Leadership Quarterly 14: 693–727.

Giacalone R. A & Jurkiewicz C. L (2003): Toward a science of workspace spirituality. R. A Giacalone & C. L Jurkiewicz, Hg., Handbook of workplace spirituality and organizational performance, 3–28, M.E. Sharp, New York, NY.

Gibbons P (2000): Spirituality at work: definitions, measures, assumptions, and validity claims. J Biberman & M Whitty, Hg., Work and Spirit: A Reader of New Spiritual Paradigms for Organizations, 111–131, University of Scranton Press, Scranton, PA.

Gilrichst V. J (1999): Key Informant Interviews. B Alan & R. G Burges, Hg., Qualitative Research, Bd. 1, 354–371, Sage Publications, London.

Hamayon R. N (1995): Are „Trance“, „Ecstasy“ and Similar Concepts Appropriate in the Study of Shamanism? T.-G Kim & M Hoppàl, Hg., Shamanism in Performing Arts, 17–34, Akadémiai Kiadó, Budapest.

Handy E. S. C, Pukui M. K & Livermore K (1934): Outline of Hawaiian physical therapeurics. BP Bishop Museum, Honolulu, Hawaii.

Harner M(1981): Der Weg des Schamanen. Ariston, Genf.

Hurrle B & Kieser A (2005): Sind Key-Informants verlässliche Datenlieferanten? Die Betriebswirtschaft 65: 584–602.

King S. K (1978): The Psychological Healing System Of The Kahunas. California Western University, Santa Ana, CA.

King S. K (1983): Kahuna Healing: Holistic Health and Healing Practices of Polynesia. Theosophical Publication House, Wheaton.

King S. K (1990): Urban Shaman. Simon & Schuster, New York.

King S. K (1995): Begegnung mit dem verborgenen Ich. Ein Arbeitsbuch zur Huna-Magie.

King S. K (1996a): Die Meisterformel des Erfolgs: Die Huna-Philosophie in der Praxis. Alf Lüchow, Freiburg im Breisgau.

King S. K (1996b): Sehen ist Glauben. Die vier Welten eines hawaiianischen Schamanen.

King S. K (1997): Der Stadt-Schamane. Ein Handbuch zur Transformation durch HUNA, dem Urwissen der hawaiianischen Schamanen.

Köck J (2005): Ein Vergleich zwischen dem Hawaiianischen Schamanismus und der Analytischen Psychologie Carl Gustav Jungs. Fachhochschule Fulda, Fulda.

Langeland L (2001): Spirituality: The logical next step in Human Resource Management. MSR NEWSLETTER: Management, Spirituality & ReligionWinter: 3–4.

Leuner H (1955): Experimentelles Katathymes Bilderleben als ein klinisches Verfahren der Psychotherapie: Ergebnisse. Zeitschrift für Psychotherapie und medizinische Psychologie 5: 233.

Leuner H (1969): Guided Affective Imaginary (GAI): A Method of Intensive Psychotherapy. American Journal of Psychotherapy 23: 4.

Leuner H (1970): Katathymes Bilderleben. Grundstufe. Thieme Verlag, Göttingen.

Leuner H (1980): Katathymes Bilderleben: Ergebnisse in Theorie und Praxis. Huber, Bern.

Lichtsteiner G. A. C (2005): Der psychotherapeutische Eros und die Liebe Gottes. L Kottje-Birnbacher, EWilke & K Krippner, Hg., Mit Imaginationen therapieren, 249ff, Pabst, Lengerich.

Lips-Wiersma M (2002): The influence of spiritual „meaning making” on career behaviour. Journal of Management Development 21: 497–520.

Long M. F (1948): The Secret Science Behind Miracles. Kosmon Press, Los Angeles.

McCormick D.W(1994): Spirituality and Management. Journal of Managerial Psychology 9: 5–8.

Meuser M & Nagel U (2002): ExpertInneninterviews – vielfach erprobt, wenig bedacht. Ein Beitrag zur qualitativen Methodendiskussion. A Bogner, B Littig & W Menz, Hg., Das Experteninterview. Theorie, Methode, Anwendung, 71–93, Leske + Budrich, Opladen.

Mischel K (2001): Who does SSpiritual”Modify? A Review of Ian I. Mitroff and Elizabeth Denton’s A Spiritual Audit of Corporate America. Business and Society Review 106: 395–398.

Mitroff I. I & Denton E. A (1999a): A spiritual audit of Corporate America: A hard look at spirituality, religion & values in the workplace. Jossey-Bass, San Francisco.

Mitroff I. I & Denton E. A (1999b): A Study of Spirituality in the Workplace. Sloan Management Review 4, Summer: 83–92. Neal J (2001): A Time for Deep Questioning. MSR NEWSLETTER: Management, Spirituality & ReligionWinter: 1.

Netzer C (2002): Das Konzept der Motivation im HUNASchamanismus. Implikationen für Verständnis und Kritik der Organisation von Arbeit. Universität Innsbruck, Innsbruck.

Paltin S. J (1986): Huna of Hawaii: A System of Psychological Theory and Practice. Hawaii Medical Journal 45: 213–218.

Pauchant T. C (2003): Four different ways to bring spirituality into business organizations: an interview with Ken Wilber. MSR NEWSLETTER: Management, Spirituality & Religion Summer: 12–14.

Rodman J. S (1979): The Kahuna Sorceres of Hawaii, Past and Present. With a Glossary of Ancient Religious Terms, and the Books of the Hawaiian Royal Dead. Exposition Press, Hicksville.

Roedenbeck M. R. H (2007): Spirituality in Organizational Self-Transformation. The Case of the Hawai’ian Spirituality ’huna’. Proceedings of the Fourteenth Annual International Conference on Advances in Management 14: 103–106.

Roedenbeck M. R. H (2009): Individuelle Pfade im Management: Modellentwicklung und Ansätze zur Überwindung von Pfaden. Gabler, Wiesbaden.

Roth W (1994): Das Katathyme Bilderleben als spirituelle, transpersonale Therapie. Imagination 15: 18–28.

Salvisberg H, Stiegler M & Maxeiner V (2000): Erfahrung träumend zur Sprache bringen. Huber, Bern.

Stolz F (2001): Grundzüge der Religionswissenschaft. UTB für Wissenschaft, Göttingen, 3 Aufl.

Strauss A. L (1987): Qualitative Analysis for Social Scientists. Cambridge University Press, Cambridge.

Sudbrack J (1969): Art. »Spiritualität«. Sacramentum Mundi.

Theologisches Lexikon für die Praxis., Bd. 4, 674–691, Herder, Freiburg im Breisgau.

Talaulicar T (2000): Mitroff, Ian I. / Denton, Elizabeth A. A Spiritual Audit of Corporate America. A Hard Look at Spirituality, Religion, and Values in theWorkplace. Jossey-Bass, San Francisco. Management Revue 4: 257–263.

Ulmer-Janes E (2000): Magie im Management: mit schamanischen Techniken zu neuen Lösungen. Ibera, www.huna.at.

Viller M (1937): Dictionnaire de Spiritualité. Ascétique et Mystique. Doctrine et Histoire. Paris: Beauchesne, Paris.

von Wietersheim J, Wilke E, Röser M & Meder G (2003): Ergebnisse der Katathym-imaginativen Psychotherapie. Die Effektivität der Katathym-imaginativen Psychotherapie in einer ambulanten Längsschnittstudie. Psychotherapeut 48.

Whiteley R. C (2002): Der Business-Schamane : eine modern Management-Fabel. Heinrich Hugendubel, Kreuzlingen, München.

Zu zitieren als: Roedenbeck, MRH (2014): Spiritualität bei der Arbeit: Eine explorative Pilot-Studie über die Praktizierung von Schamanismus Zeitschrift für Nachwuchswissenschaftler 2014/1

Please cite as: Roedenbeck, MRH (2014): Spirituality in a business environment: An explorative pilot study on practicing shamanism – German Journal for Young Researchers 2014/1.

Imagem vladimir-kudinov-KBX9XHk266s-unsplash.jpg – 14 de setembro de 2023

—–

A Espiritualidade nas Empresas trata-se de uma Filosofia cujos Princípios podem ajudar tanto as Pessoas quanto as Organizações.
Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

0 0 votes
Article Rating
Subscribe
Notify of
guest

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
0
Would love your thoughts, please comment.x