Conforme mencionado na OREM3, no artigo nº 1 “A História de Um Curso em Milagres – UCEM”, as duas pessoas responsáveis por Um Curso em Milagres foram a Dra. Helen Schucman, que morreu em fevereiro de 1981 e o Dr. William Thetford, o Bill, que morreu em julho de 1988. Ambos eram psicólogos no Columbia Presbyterian Medical Center [Centro Médico Presbiteriano de Columbia] em New York City, USA.

Essa entrevista com Bill foi publicada na New Realities Magazine [Revista Novas Realidades] em abril de 1984, que transcrevemos abaixo, em tradução livre, pela importância em nosso estudo sobre o sistema de pensamento de Um Curso em Milagres.

Estamos revisitando a História de UCEM para o nosso conhecimento e entendimento dos detalhes do processo de transcrição do Curso e do que pensa um dos responsáveis por termos hoje em mãos o providencial livro para estudo e prática, visando o nosso despertar espiritual.

O artigo completo em inglês pode ser acessado no site Foundation For Inner Peace (FIP) https://acim.org/archives/a-new-realities-interview-with-william-n-thetford/.

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1984 – Entrevista com William Thetford

Entrevista com William Newton Thetford, Ph.D. – New Realities Magazine [NR]: Abril de 1984 – Por James Bolen

“Uma conversa cândida e exclusiva com uma das duas ‘personalidades secretas’ por trás da manifestação de um dos mais enigmáticos e profundos sistemas de pensamento espiritual do Século – Um Curso Em Milagres [UCEM].

Tendo sido um agnóstico confesso, Dr. William Thetford [WT] agora discute abertamente o seu papel secreto como escrivão do Curso e como isso o afetou pessoalmente e em seu trabalho na Psicologia, como também nas posições de prestígio que ele mantinha como Professor de Psicologia Médica da Universidade de Columbia da Faculdade de Médicos e Cirurgiões e como Diretor do Departamento de Psicologia do Hospital Presbiteriano na cidade de Nova Iorque.

NR: Sendo uma das duas pessoas responsáveis por transcrever ‘Um Curso Em Milagres,’ qual o impacto que ele tem causado na sua vida?

WT: Mudou totalmente a minha vida. Eu me recordo estar datilografando os primeiros cinquenta princípios dos milagres que vieram através de Helen Schucman no outono de 1965 e percebi que se esse material fosse verdadeiro, então absolutamente tudo que eu acreditava teria que ser desafiado – que eu teria que reconstruir [reprogramar] todo o meu sistema de crença. Naquela época, no entanto, eu pensei que seria impossível; eu não sabia como poderia fazê-lo. Mesmo assim eu senti que era um requisito, já que o material que veio através de Helen no começo da fase pareceu autêntico e genuíno demais. Eu fiquei em estado de choque por um breve período, imaginando como seria possível fazer tal mudança tão abrupta na minha percepção da vida e do mundo. Mais tarde percebi que Deus é misericordioso e não nos pede para fazer mudanças tão abruptamente, que haveria uma tempo adequado para gradualmente começar a mudança na minha percepção.

Eu penso que o que foi importante foi a minha disponibilidade para mudar e não o dominar do material. E, é claro, mudei-me do meio de Manhattan, onde tinha vivido por vinte e três anos para Tiburon, Califórnia, algo que eu pensava que nunca aconteceria. Eu tinha me acomodado à minha rotina como Nova-Iorquino e achava que a Big Apple era o centro do Universo e o lugar ao qual eu pertencia.

Aquela mudança foi provavelmente o maior choque cultural que eu já tinha vivenciado, fazendo uma transição abrupta do tumulto de uma vida agitada em Nova Iorque para a tranquilidade de Tiburon, Califórnia.

Eventualmente também eu deixei a comunidade acadêmica. Primeiro ao me aposentar do cargo de Diretor do Departamento de Psicologia do Hospital Presbiteriano do Centro Médico Presbiteriano de Columbia e vários anos mais tarde me aposentando da minha posição de Professor de Psicologia Médica da Faculdade de Médicos e Cirurgiões da Universidade de Columbia.

NR: Isso foi para se dedicar tempo integral ao Curso ou para seguir outros interesses?

WT: Uma combinação, eu penso. Depois de vinte anos na Columbia eu senti que era hora de deixar a academia. Pareceu natural sair quando o Curso foi publicado.

NR: Qual foi exatamente o seu papel no processo de transcrição do Curso? Você também ouviu uma voz?

WT: Ambos Helen e eu sabíamos desde o início que era uma tarefa colaborativa, embora eu não ouvisse a voz. Enquanto Helen ouvia o ditado interno, ela era incapaz de transcrever o material diretamente sozinha, já que ela achava o conteúdo do Curso muito ameaçador. Meu papel era de oferecer o apoio e confiança necessária a cada dia para que Helen continuasse com as suas anotações no caderno de taquigrafia. Então, ela lia o material para mim e eu datilografava diretamente do seu ditado.

NR: Já que o Curso desafiou a sua própria crença e o seu sistema de pensamento também, porque você simplesmente não o rejeitou, jogou fora?

WT: Bem, o meu intelecto se rebelou algumas vezes. Mas era eu quem tinha pedido por ‘um outro jeito’, um jeito melhor, em relação ao contexto profissional extremamente estressante no qual Helen e eu estávamos tentando trabalhar. Quando o material de Um Curso Em Milagres começou a vir, para mim era óbvio que esta era a resposta para a minha questão, muito claramente a resposta. Então, para rejeitá-la ou até mesmo desconsiderá-la nunca foi cogitado.

NR: O que especificamente sobre ela fez com que fosse óbvio para você que esta era realmente a sua resposta?

WT: Talvez o fato de que era tão totalmente diferente do jeito que eu vinha trabalhando durante toda a minha vida. Mas a autenticidade do material me afetou mais do que qualquer outra coisa. Eu sabia que Helen não tinha inventado isso, mesmo com a sua imaginação mais fértil.

NR: A autenticidade… ?

WT: Bem, o material era algo que transcendia qualquer coisa que qualquer um de nós dois pudéssemos conceber. E como o conteúdo era bem alheio aos nossos conhecimentos, interesses e instrução, para mim era óbvio que veio de uma fonte inspirada. A qualidade do material era muito convincente e a sua beleza poética acrescentada ao seu impacto.

NR: Parece muito incomum que você, um psicólogo consagrado mantendo duas posições de prestígio, pudesse até mesmo considerar adotar tal material, considerando a sua instrução e princípios rígidos dentro da academia aos quais você, sem dúvida, adotou e aderiu.

WT: Eu penso que se não tivesse sido pelas muitas experiências extraordinárias que ocorreram durante o verão de 1965, nem Helen nem eu, teríamos estado dispostos a aceitar o material que ela transcreveu. Vocês relataram algumas dessas experiências nessas páginas na matéria sobre o novo livro do Robert Skutch ‘Journey Without Distance, The Story Behind A Course In Miracles’. No entanto, a nossa experiência associada com a Clínica Mayo em Rochester, Minnesota, não foi relatada na revista ‘New Realities.’ Talvez mais do que qualquer outra coisa, essa série de eventos cristalizaram toda a nova direção que nós tomaríamos.

NR: O evento da Clínica Mayo ocorreu em setembro e o Curso não começou no mês seguinte, em outubro?

WT: Sim. Haviam me solicitado para ir a Clínica Mayo e descobrir por que eles lucravam com as operações de serviço psicológico deles, enquanto a Columbia-Presbiteriana parecia que estava sempre perdendo dinheiro. Eu pensei que soubesse da resposta para a questão porque nós atendíamos principalmente a pacientes que não tinham condições de pagar taxas e os pacientes na Clínica Mayo eram de classe média ou alta e capazes de pagar. Apesar disso, parecia que era uma viagem importante a se fazer e eu pedi a Helen que me acompanhasse.

Logo que nós decolamos – eu penso que foi na noite anterior – Helen teve uma vívida imagem de uma igreja, que ela descreveu para mim com muitos detalhes, até mesmo fez um esboço dela. Era uma antiga igreja com diversas torres grandes e pequenas. Ela pensou que provavelmente fosse uma Igreja Luterana. Ela estava convencida de que de alguma maneira, nós veríamos aquela igreja pela janela do avião quando estivéssemos prestes a pousar in Rochester. Aquilo, é claro, parecia um tanto improvável, já que aeroportos, pelo que eu sei, não são construídos perto de igrejas.

De qualquer forma, nós mantivemos a nossa atenção focada na janela durante a aterrissagem e para a decepção e angústia de Helen nenhuma igreja como aquela foi vista. De fato, Helen estava tão aborrecida por não ter encontrado a sua igreja que eu não tinha muita esperança de cumprir com os nossos negócios no dia seguinte a menos que ela pudesse de alguma forma ser reanimada. Meio que desesperado sugeri a Helen pegarmos um táxi e ver se nós conseguíamos encontrar a igreja dela em algum lugar na área metropolitana de Rochester.

Então, Helen e eu fomos à caça da igreja. No começo, nós pensamos em nos restringir às igrejas Luteranas. Eu acho que havia duas delas e nenhuma era nem um pouco parecida com a imagem de Helen. Então nós decidimos ver todas as outras igrejas já que havíamos começado a procurar. Eu penso que havia vinte e sete nos arredores de Rochester. E nenhuma delas tinha qualquer semelhança com a imagem de Helen. Obviamente, ela ficou muito arrasada, mas nós nos recompusemos para preparação dos negócios no dia seguinte.

No dia seguinte depois de nós termos completado a nossa pesquisa com sucesso, Helen e eu preparávamos para deixar o hotel. Desci para o saguão e esperei por ela com a bagagem e notando uma banca de jornal decidi comprar um. Em vez disso, eu vejo uma pequena brochura com o título ‘A História da Clínica Mayo.‘ Achando que seria bom ter uma lembrança da nossa visita, eu comprei o folheto por um dólar.

Conforme eu a folheava muito rapidamente, eu vi a foto da antiga igreja de Helen, exatamente como ela a tinha descrito com todas as torres grandes e pequenas. E era mesmo uma igreja Luterana. O único problema era que ela tinha sido demolida e na verdade a Clínica Mayo foi construída no terreno da antiga igreja Luterana. Foi um momento muito dramático, eu estava ansioso para compartilhá-lo com Helen.

Quando ela desceu, eu disse rapidamente, ‘Helen você realmente não estava louca afinal. A sua igreja estava lá mas não existe mais. Quando você pensou que estava olhando para ela por cima como se fosse de um avião você estava na verdade olhando para trás através do tempo.’

Helen demonstrou uma estranha mistura de emoções. Por um lado, alívio que ela não estava totalmente louca e, por outro, parecia claro que ela estava fazendo algo ao qual ela referia como altamente paranormal e isso era uma área que a fez se sentir muito desconfortável.

No nosso caminho de volta à Nova Iorque, nós tivemos que trocar de avião em Chicago. Enquanto nós estávamos na sala de espera, Helen observou uma jovem mulher no canto lendo uma revista e parecendo um tanto infeliz do jeito que as pessoas frequentemente ficam quando estão esperando por aviões nos aeroportos. Fiquei surpreso quando Helen me disse, ‘Está vendo aquela mulher logo ali, ela está realmente encrencada – ela tem um monte de problemas.’ Helen insistiu que iria lá falar com aquela mulher. O que nós descobrimos foi que a mulher, cujo nome era Charlotte, nunca tinha estado num avião antes. Ela tinha voado com a companhia aérea Ozark até Chicago com rota para Nova Iorque e estava em pânico. Ela não sabia nada de Nova Iorque. Mais tarde nós descobrimos que ela estava deixando o marido e dois filhos e estava angustiada.

Charlotte estava registrada no mesmo avião que o nosso. Durante o voo, nós nos sentamos um a cada lado dela, segurando as suas mãos e tentando acalmá-la e sossegá-la. Nós perguntamos onde ela ia ficar em Nova Iorque já que ela não conhecia ninguém. Ela disse que como era Luterana, ela pensou em contatar uma igreja Luterana e de alguma forma eles encontrariam um lugar para ela na cidade. Foi naquele momento que Helen e eu trocamos olhares. A mensagem era clara para ambos. Helen ouviu a sua voz interior dizendo, ‘E está é a minha verdadeira igreja, ajudar o seu irmão que está em necessidade; não o edifício que você viu antes.’ A autenticidade dessa voz interior tornou-se cada vez mais familiar para ambos quando o Curso iniciou algumas semanas mais tarde, em outubro.

NR: Deve ter sido de alguma forma penoso durante aquele período, vivendo uma vida dupla, recebendo e lidando com os materiais dos milagres que vinham e continuando a sua vida acadêmica normalmente.

WT: Sim, de um modo era como viver em dois mundos diferentes. Os meus sentimentos eram tão complexos que é difícil expressar isso de uma maneira simples. Obviamente, Helen não tinha ficado louca, nem tinha perdido a cabeça. O material fazia sentido, mas havia um sentimento de ter mergulhado em algo que estava além da nossa compreensão e para o qual nós não estávamos preparados.

Naturalmente nós não conversávamos disso com os nossos colegas e nenhum dos nossos associados profissionais tinha conhecimento de que isto estava ocorrendo como uma dimensão adicional na minha vida e da Helen. Ao mesmo tempo, nós não podíamos separar completamente o Curso das nossas responsabilidades acadêmicas e uma boa parte da datilografia do material foi feita no Centro Médico. Helen me ditava as suas anotações durante o nosso horário de almoço ou momentos variados. Mas isso não interrompeu o curso dos nossos compromissos profissionais que incluíam dar palestras, escrever pesquisas de bolsas e artigos para publicação, como também uma infinidade de tarefas administrativas – todas aquelas coisas que fazem uma vida profissional muito ocupada. Então a experiência que passamos durante aquele período foi realmente uma experiência muito incomum.

NR: Não ocorreram momentos que Helen considerou seriamente ir a um psiquiatra ou psicólogo? Ou talvez considerar tomar alguma medicação que poderia acabar com a voz ditando para ela?

WT: Não era uma voz neste sentido em absoluto. Helen não foi perseguida por vozes; era uma sensação específica de comunicação canalizada que vinha para ela de tempos em tempos, ela sabia que havia material para ser transcrito e ela podia fazer isso a qualquer momento que nós escolhêssemos. Não havia pressão para largar imediatamente o que ela estava fazendo para tomar notas. Em vez disso, o material estava lá quase como se tivesse sido pré-gravado e estava esperando pela atenção dela. Ele se apresentava a ela numa parte separada e muito distinta de sua mente, ela não vivenciou isso como uma voz externa, em absoluto.

NR: Ainda assim o fato de alguém ouvir uma voz – no sentido psicoterapêutico tradicional – qual você acha que teria sido o diagnóstico ou prognóstico de Helen, sem compreender as dinâmicas envolvidas?

WT: Eu acho que as pessoas que fazem coisas incomuns desse tipo são provavelmente consideradas de alguma forma dissociadas ou possivelmente esquizofrênicas. No entanto, o fato de que a habilidade da Helen como psicóloga não foi prejudicada de forma alguma durante este período, era uma clara indicação de que ela não sofria de um sistema delusório. Eu diria até que a habilidade dela para trabalhar profissionalmente foi enriquecida conforme nós continuávamos com esse trabalho. Durante o tempo que nós estávamos trabalhando no Curso, na verdade, parecia que nós aumentávamos a nossa produtividade e qualidade profissional. Uma confirmação disso é que quando nós completamos o manuscrito, nós dois fomos promovidos a professores.

NR: Helen pareceu ter muito mais dificuldade de adotar o material do Curso do que você. Houve algum tipo de educação espiritual ou religiosa na sua vida ou qualquer outra coisa que o ajudou?

WT: Bem, certamente não foi devido a nenhum conhecimento religioso tradicional para mim. Eu frequentei a escola dominical da igreja ‘Christian Science‘ até os sete anos de idade, quando minha irmã faleceu repentinamente e os meus pais perderam o interesse em toda religião. Mais tarde na minha juventude eu frequentei várias igrejas Protestantes, mas na época que comecei o meu trabalho de graduação na Universidade de Chicago, eu tinha certamente desistido de qualquer interesse em religião. Além do mais, eu me recordo como a Universidade de Chicago era frequentemente descrita como uma Universidade Batista onde professores ateus ensinavam alunos judeus filosofia Tomística! Com esse tipo de definição, eu penso que é evidente que qualquer crença religiosa que eu pudesse ter tido simplesmente teria me tornado mais confuso.

NR: Qual você diria, então, que era a sua visão filosófica ou espiritual naquele tempo?

WT: Eu me descreveria como um agnóstico. Eu não estava realmente preocupado se a realidade espiritual era fato ou não. Freud se referia à religião como uma ilusão e eu acho que muitos dos estudantes de pós-graduação e os docentes com quem me relacionava naquela época, encaravam a religião como algo que carecia de respeitabilidade intelectual.

NR: Dada a sua visão agnóstica naquele tempo, houve algo com que você se envolveu que poderia ter marcado a sua fase de catalisador para ‘Um Curso Em Milagres?’

WT: Não como tal, mas fui um dos primeiros estudantes de pós-graduação do Carl Rogers depois que ele veio para a Universidade de Chicago em 1945. Ele ensinou que ‘respeito verdadeiro incondicional’ era um pré-requisito para terapeutas centrados nos pacientes. Agora eu entendo que o que o Rogers estava enfatizando realmente era que a total aceitação em nossos relacionamentos significava expressar amor perfeito. Embora eu soubesse o quão distante estava de estar apto a praticar este conceito em minha vida, eu aprendi a apreciar esta contribuição para o meu próprio desenvolvimento espiritual.

Na verdade, eu sempre pensei que uma Autoridade Superior tinha dado uma mancada escolhendo Helen e eu para essa missão. Uma vez quando Helen perguntou à voz por que ela tinha sido escolhida para este papel, a resposta que ela obteve foi, ‘Você obviamente é a pessoa certa pois você o está desempenhando.’

NR: O que é muito curioso é que ambos – Helen a ateísta e Bill o agnóstico – aceitassem o conceito de fazer algo assim. Como você conciliou isto? Certamente algo deve ter desencadeado dentro de você.

WT: Durante aquele verão de 1965, nós tivemos muitas experiências que chacoalharam o meu sistema de crença e me levaram a ser mais receptivo para a possibilidade da intervenção divina. Quando o Curso começou, eu diria que não era realmente mais um agnóstico.

Helen, no entanto, teve grandes dificuldades com o Curso considerando as suas próprias crenças pessoais. Ela continuou a questionar o que estava acontecendo com ela no tempo em que ela estava transcrevendo o Curso e não tenho certeza se ela algum dia foi capaz de conciliar o que ela estava fazendo com o que ela era.

NR: É interessante como você frequentemente usa a palavra ‘missão’ em relação ao seu envolvimento e o de Helen com o Curso. Por quê?

WT: Bem, os eventos que nós vivenciamos que conduziram ao ditado do Curso parecia para nós uma preparação para uma missão que de alguma forma, em algum lugar, nós tínhamos combinado em fazer juntos. Num certo sentido nós estávamos cumprindo a nossa função.

NR: Os eventos que você refere como precedentes ao ditado do Curso pela Helen envolveram um número de experiências psíquicas e místicas que ela teve. Você teve experiências similares?

WT: Sim, mas nunca pareciam tão dramáticas como os de Helen. No entanto, um que teve um efeito profundo em mim ocorreu no domingo de Páscoa de 1970. Eu tinha combinado levar Jean, uma artista idosa, para jantar no Greenwich Village com alguns outros amigos artistas. Estava muito frio, um dia típico de inverno tempestuoso, com chuva de granizo e ventos fortes – incomum para aquela época do ano. Estando sem carro, percebi que ia ter muita dificuldade para conseguir um táxi, então meditei brevemente sobre o que fazer. Recebi uma mensagem clara que eu devia ir para a esquina da rua 78 com a Quinta Avenida, perto de onde eu morava, exatamente às 3:15 e o problema teria sido resolvido. Eu tive uma resistência enorme para fazer isso, mas do mesmo jeito vesti a minha roupa de tempestade, andei até a esquina e tentei chamar um táxi. Como eu estava competindo com todos os porteiros da Quinta Avenida, parecia totalmente inútil.

Então só por um momento eu fechei os meus olhos e abandonei todos os meus pensamentos conturbados, dizendo para mim mesmo: ‘Obrigado, Pai, isto já está feito.’ E por um instante eu realmente acreditei nisso. Quando eu abri os meus olhos, uma limusine guiada por um chofer tinha parado bem na minha frente na esquina e o motorista baixou os vidros e perguntou, ‘Posso te ajudar senhor?’ Isso, qualquer um que esteve em Nova Iorque ou morado lá, sabe que era altamente improvável de acontecer.

Eu fiquei muito tentado em perguntar porque ele tinha parado para mim e então eu percebi que essa seria uma pergunta inapropriada. Eu devia simplesmente aceitar esse presente. Eu entrei e nós fomos até a Jean para pegá-la. Ela ficou felicíssima que eu fui apanhá-la numa limusine!

Uma coisa interessante, também, é que eu não tinha discutido o preço com o motorista. Ele simplesmente me pegou sem nenhuma pergunta e quando nós chegamos no nosso destino eu perguntei quanto era e ele me disse algo ridículo como cinco dólares. Eu acho que dei a ele muitas vezes mais do que aquela quantia por causa da minha enorme gratidão e alívio.

NR: Que outras experiências semelhantes?

WT: Enquanto nós estávamos no processo de transcrição do material do Curso, eu rezei para que nós pudéssemos encontrar um exemplo vivo de professor – alguém que incorporasse esses ensinamentos em sua própria vida. Mais ou menos nessa época um padre amigo meu, Padre Michael, falou-me de Madre Teresa da Índia. Devidamente impressionado, eu obtive uma cópia de “Something Beautiful for God” de Malcolm Muggeridge, o primeiro livro que descreve o espantoso trabalho de cura da Madre Teresa com os mais pobres dos pobres.

Pouco depois de ter lido o livro, Padre Michael me informou que Madre Teresa atualmente estava em Nova Iorque. Recentemente ela tinha fundado um Centro em Nova Iorque para a sua ordem no Sul do Bronx – naquela época, a pior de todas as áreas dominada pela pobreza e criminalidade em Nova Iorque – e tinham pedido a ele para ajudar a facilitar os seus preparativos do local. Ele convidou a Helen e a mim para juntar-se a ele para visitá-la no Bronx.

Inicialmente, eu me senti apreensivo por ter as minhas preces respondidas, pois eu não tinha a certeza de que eu estava preparado para encontrar uma santa viva. No entanto, quando esta minúscula mulher nos encontrou graciosamente com as suas palmas estendidas, eu senti quase que uma sensação de alívio instantâneo. Era como se eu a sempre tivesse conhecido. Completamente abnegada e sem pretensão, ela radiava alegria do total compromisso espiritual. Mais tarde, quando ela se virou para mim e disse, ‘Doutor, você não gostaria de ir à Índia? Há tanto que você poderia fazer para ajudar os pobres.’ Eu senti um impulso quase irresistível para responder, ‘Sim!’

Eu me encontrei com Madre Teresa em inúmeras ocasiões desde aquele tempo, incluindo uma visita que ela fez com o Padre Michael em nossos consultórios no Centro Médico um ano antes de Helen se aposentar. Para mim, a sua vida é uma demonstração da importância da total dedicação e consistência completa no caminho espiritual. As nossas preces são respondidas, embora frequentemente das formas mais inesperadas.

NR: Houve uma especulação de que você e Helen editaram o Curso. Editaram?

WT: Não. Tenha em mente que no começo nós não sabíamos exatamente o que estava acontecendo. Então nós fizemos perguntas de natureza pessoal e registramos as respostas que Helen recebia. Eu datilografava essas respostas como parte de um processo contínuo, sem distingui-los do ditado interior que Helen estava registrando com o seu caderno de taquigrafia. Mais tarde, quando nós percebemos que este material obviamente não era parte do Curso, nós, de fato, o apagamos. É verdade que houve edição de maiusculização, pontuação, paragrafação e titulação de seção no Texto. No entanto, essas mudanças foram pequenas e o Livro de Exercícios e o Manual de Professores também aparecem exatamente como foram anotados por Helen.

NR: Poderia dar um exemplo do material pessoal que vocês apagaram?

WT: Ah, havia perguntas como, ‘Há alguma coisa que nós deveríamos estar fazendo que aumentaria a nossa habilidade para meditar melhor?’ Havia também alguns comentários sobre teorias psicológicas que foram introduzidas como digressão intelectual no início, que não tinham nada a ver com o Curso.

NR: Resumidamente, qual você acha que é o propósito do curso?

WT: Ajudar-nos a mudar as nossas mentes sobre quem nós somos e o que é Deus e nos ajudar a desapegar, através do perdão, a nossa crença na realidade da nossa separação de Deus. Aprender a como nos perdoarmos e perdoarmos os outros é realmente o ensinamento fundamental do Curso. O Curso nos ensina a como nos conhecermos e como desaprender todas aquelas coisas que interferem com o nosso reconhecimento de quem nós somos e sempre fomos.

NR: Por que você acha que ele foi nomeado ‘Um Curso Em Milagres’ Por que não um Curso em Amor ou Perdão ou Verdade?

WT: Por boas razoes, nós percebemos mais tarde. Eu me lembro, no entanto, quando Helen me ligou naquela noite memorável e disse que uma voz interna estava ditando para ela e ficava repetindo, ‘Esse é um curso em milagres, por favor tome notas.’ Naquela época, eu certamente não respondi positivamente ao título. No entanto, quando você entra no Curso e então na definição do que é um milagre, realmente faz sentido. De fato, é o único nome apropriado para o Curso.

NR: E um milagre é …

WT: Eu penso que um milagre é o amor que sustenta o universo. É a mudança na percepção que remove as barreiras ou obstáculos para a nossa consciência da presença do amor em nossas vidas.

O Curso também nos diz que não há ordem de dificuldades em milagres – um não é mais difícil do que outro, já que a expressão do amor é sempre máxima.

NR: Qual foi a sua reação como um psicólogo quando o Curso apresentou o conceito de que há somente duas emoções: amor e medo?

WT: Eu me lembro bem nitidamente datilografando esta seção, ‘Você tem somente duas emoções, medo e amor, uma você fez e uma foi dada a você.’ E me lembro de pensar que esse conceito realmente toma conta do problema psicológico de diferentes estados emocionais por completo. E é verdade, por exemplo, que raiva é simplesmente uma expressão de medo em ação. Não posso ficar bravo a menos que primeiro me sinta ameaçado de alguma forma, que significa que eu estou com medo. O amor é realmente a única outra emoção que existe e ele simplificou bem as coisas para se reconhecer isso como um fato.

NR: E o que é amor pela sua definição?

WT: Muito simplesmente, amor é ausência de medo. Você poderia também dizer que medo é ausência de amor. Amor e medo não podem coexistir ao mesmo tempo, embora muitos de nós tentemos viver como se eles pudessem. Nós tentamos equilibrar um pouco de medo com um pouco de amor e nós esperamos que possamos saber a diferença. Ainda assim quando nós nos desapegamos do medo por um instante, o amor está lá automaticamente. Isso não é algo que nós temos que achar ou procurar, amor simplesmente é.

É bem parecido com o sol que está escondido pela neblina num dia enevoado. Embora nós não possamos ver o sol, nós sabemos que ele está lá. No momento em que a névoa desaparece nós podemos vê-lo. É o mesmo caso para nós, no momento que nós paramos com os nossos pensamentos de medo nós podemos aceitar o amor e a luz que sempre estão lá.

NR: Isto realmente implica em confiar que está sempre lá, ainda assim parece que nós somos sempre trazidos para um lugar, como se fosse um precipício e pedem para nós darmos mais um passo, com fé de que ainda está lá. É realmente difícil de ser feito, ou reunir a confiança para fazer.

WT: Frequentemente eu me refiro a isso em minha própria vida como ‘atitude temerária celestial’ [“celestial brinkmanship”] – quando nós estamos lá fora, caminhando sobre a prancha sem saber o que vai acontecer em seguida. Mas de que outra maneira pode se dar o aumento da nossa consciência do nosso potencial dado por Deus se nós não nos arriscamos a mergulhar no desconhecido? Eu penso que todos nós temos que estar pelo menos parcialmente dispostos a tentar descobrir se há uma maneira diferente e melhor de viver, senão nós simplesmente preservaremos o mesmo velho padrão em nossas vidas.

NR: O Curso também faz uma distinção entre o ego e o Ser em outros termos que não são convencionais. Qual foi a sua reação a isso como um psicólogo?

WT: O termo ‘ego’ como é usado no Curso se refere ao ser superficial ou falso, que se identifica com o corpo como a sua forma de expressão externa. Essa identificação corpo-ego é o ser que nós fizemos como contraste ao Ser espiritual que Deus compartilha conosco. O ego é realmente a nossa crença em um ser separado de Deus. A projeção desse pensamento de separação ergue um mundo de forma. O ego acredita que esse mundo fenomenal existe independentemente, apesar de não ter existência à parte da mente dividida que o projetou.

NR: Um dos conceitos mais provocativos que o Curso apresenta é que esse mundo é ilusório, não real e que Deus não está realmente envolvido. Que Deus está somente envolvido e preocupado conosco, não com as nossas coisas e que somos nós que as valorizamos e não Deus. Esse é um conceito muito difícil de se entender e lidar, não é?

WT: Sim realmente. É um desafio e um problema para todos nós. Mas como você sabe, muitos físicos do século vinte escreveram extensivamente sobre as implicações da mecânica quântica no misticismo e pensamento místico.

Ken Wilburn recentemente editou um livro intitulado ‘Quantum Questions’ que lida com o assunto da realidade física e experiências místicas nas anotações de Einstein, Heisenberg, Eddington, Schroedinger e diversos físicos vencedores do Prêmio Nobel. Wilber salienta que todos esses notáveis cientistas desenvolveram uma visão transcendental ou mística do mundo. Enquanto físicos modernos não provam que o misticismo é verdadeiro, ao menos removem maiores bloqueios teoréticos da possibilidade da realidade espiritual. De fato, o material sólido do universo se dissolveu em uma serie de equações matemáticas abstratas.

A questão aqui é que muitos físicos vêem o mundo material da mesma forma que o Curso vê: que este mundo é ilusório já que a matéria física não é mais compreensível em termos de consciência sensorial. De alguma forma nós estamos percebendo algo que não está lá e é a nossa percepção que dá realidade. Então a questão é qual é a natureza do poder que sustenta e está por trás de todas as formas?

A ênfase do Curso em mudança ou deslocamento de percepção se aplica a tudo em nossas vidas, não simplesmente ao universo externo, mas também e mais particularmente aos nossos relacionamentos – a forma que nós olhamos para nós mesmos e os outros. Conforme nós mudamos esta percepção, ou melhor, conforme nós mudamos as nossas atitudes de medo para amor, de culpa para total aceitação, então o que nós vemos como o universo limitado e confinado também muda.

Qualquer coisa que é perecível é vista como uma ilusão e qualquer coisa que é eterna é conhecimento verdadeiro e vem de Deus. O objetivo do Curso, então, é nos capacitar a mudar a nossa percepção ao ponto onde Deus pode nos levar para o domínio do conhecimento. O seu propósito imediato é nos ajudar a remover os obstáculos da nossa consciência da presença do amor em nossa vida diária. Que é tudo sobre o milagre. Quando nós começamos a reconhecer e aceitar a presença do amor de Deus em nossas vidas, muitas dessas outras questões que nós levantamos simplesmente desaparecem. Elas não têm mais relevância nenhuma, porque são questões que o ego pergunta baseado na percepção de um universo limitado e confinado.

NR: Um outro conceito difícil de lidar no Curso é que, quando nós reconhecemos ilusões pelo que são, nos podemos rir delas. Bem, certamente, crises emocionais são bem verdadeiras e não são engraçadas para muita gente, tais como morte, tristeza, dor, fome, etc. como você lida com isso?

WT: O Curso sugere que nós esquecemos de rir no momento em que, pela primeira vez, nós começamos a acreditar que ilusões eram reais. Talvez uma maneira na qual nós podemos encontrar o nosso caminho de volta para a nossa natureza real é começar a rir da tolice de muitas das nossas crenças. Norman Cousins já demonstrou a importância do riso no processo da cura.

Por exemplo, a fim de ajudar alguém, tanto em psicoterapia como no dia a dia, eu não penso que nós podemos nos identificar com o problema. O que nós precisamos fazer é nos identificarmos com a resposta. Já que qualquer problema é sempre alguma forma de medo, culpa ou separação. A nossa responsabilidade é nos identificarmos somente com a resposta que funciona. Ao oferecer o Amor de Deus de qualquer forma que seja apropriada, nós estamos oferecendo a única resposta que é possível dentro deste mundo. Isto certamente não implica uma falta de compaixão, muito pelo contrário. Se eu me identifico com o problema que você ou qualquer outra pessoa tem, isso simplesmente significa que eu vou sofrer também. E quando eu me junto com você em sofrimento, ninguém ganha – em vez disso nós ambos perdemos por reforçar o problema.

O Curso diz que todos os nossos problemas brotam de uma crença que nós somos separados de Deus e a única saída para isso é estender o milagre do amor, que é a nossa herança natural.

NR: Algumas das pessoas que começam a estudar o Curso, inicialmente ficam desapontadas que ele não lida especificamente com algumas questões pessoais e vitais, como o sexo. Por que ele não lida com isso?

WT: Como você sabe, o enfoque real do Curso está no treinamento da mente. A sua ênfase está no desenvolvimento espiritual ao invés de reforçar a nossa identificação do corpo-ego.

Mas não há nada no Curso que proíba o sexo. O que ele diz é que o corpo é um veículo neutro para a comunicação do amor. O que eu penso que o Curso está tentando ressaltar é que a união física nunca poderá resolver o problema do nosso senso de separação de Deus. Só pode ser um substituto para a nossa tentativa de união com Deus. E por isso que satisfação física como uma meta num relacionamento nunca é duradouro, nunca permanente para unir indivíduos. E o mesmo é verdade para muitos outros impulsos físicos e emocionais que nós temos que brotam do ego – coisas que nós fazemos para tentar permanentemente nos unir com outros, que sempre resultam em fracasso.

NR: Um outro assunto específico não discutido no Curso e uma preocupação para aqueles que o estudam é o assassinato – lidando com isso como uma ilusão ou através do perdão.

WT: Talvez a dificuldade esteja em perceber o outro como um corpo somente. Eu penso que essa é a equação fundamental do corpo-ego, que é responsável por uma quantidade enorme da nossa infelicidade, o real âmago disso.

Sem dúvida nenhuma, assassinato é uma assunto muito emotivo para todos nós. Mas a transformação interior da qual nós estamos nos referindo aqui tem a ver com a nossa própria mudança na percepção, a nossa própria habilidade para reconhecer que o medo é um problema que todos nós temos. Se ele toma a forma de assassinato, ataque ou perda, o que nós queremos aprender é como ensinar amor para que o medo não mais seja parte da nossa consciência. Na medida em que nós mudamos a nossa própria consciência e a nossa própria conscientização, nós estamos ajudando todo mundo a fazer a mesma coisa e eu penso que é através desse processo que nós fazemos a nossa contribuição para uma sociedade mais sã e um mundo mais são.

NR: Uma outra preocupação vital nessa vida é a morte, morrer. Por que o Curso não lida com isso para a paz da nossa mente?

WT: Eu penso que ele o faz. O Curso diz muito claramente ‘Não há morte. O Filho de Deus é livre.’

De certo modo, já que nós fomos criados eternos, nós literalmente nunca nascemos, portanto, nunca podemos morrer. Isso é, dentro da estrutura da eternidade, nós temos sempre existido como uma extensão do Amor de Deus. Eu acho que a noção de almas recém-nascidas vindo a esse mundo material por alguns anos e então seguindo para o além não é uma lição que o Curso ensinaria. O Curso repetidamente declara que nós permanecemos como Deus nos criou; nós permanecemos aspectos eternos do espírito e nunca nós fomos limitados à forma. Quando o corpo não mais está vivo e animado, simplesmente significa que nós não temos mais uso para ele. O nosso corpo não tem nada a ver com estar vivo ou morto porque o nosso corpo não é a nossa verdadeira identidade.

NR: E quanto aos animais, então? Já que o Curso não os menciona também, onde eles se encaixam, ou até mesmo os insetos ou plantas e árvores?

WT: O Curso frequentemente usa a frase ‘todas as coisas vivas’. Mais uma vez, o que quer que tenha vida tem vida eterna. Já que toda vida brota de Deus e é um só e inseparável, certamente a força da vida que dá vida aos animais e plantas é a mesma força da vida que nos dá vida. E eu estou sempre impressionado com o que os animais podem nos ensinar. Quão rapidamente um cão, por exemplo, consegue nos perdoar por pisarmos em sua pata. Ele não guarda rancores, mas nos demonstra amor instantâneo no momento em que abrimos a porta. Qualquer que sejam as mágoas que poderia haver não são levadas na mente de um cão. Então eu acho que animais de estimação são professores maravilhosos do perdão para todos nós. Eles são extensões do amor de Deus para trazer alegria e dimensões adicionais de amor para dentro de nossas vidas.

NR: E quanto a matar certos animais e comê-los? Como isso se encaixa com o abraçar toda a vida e tentar não ser separado dela?

WT: Muitas pessoas escolheram ser vegetarianos por razões muito boas. Qualquer coisa que aumente o nosso senso de culpa não faria parte de nosso interesse próprio esclarecido. Então eu penso que os estudantes do Curso irão determinar o que é certo para eles por ouvirem as suas próprias orientações internas.

Jesus nos ensinou a não ficar tão preocupado com o que nós colocamos na nossa boca, tanto quanto o que deixamos sair dela. Então não é o que nós comemos, mas os nossos pensamentos e como nos relacionamos com os outros que testemunha o nosso progresso espiritual. O que é importante é a oportunidade que nós temos a cada momento de escolher entre expressar medo ou amor em nossas vidas.

NR: Por esta premissa, então, nós poderíamos concluir que corpos não são vida.

WT: O corpo é um veículo de comunicação e aprendizado – a fonte da vida é sempre espiritual.

O Curso também nos ensina que toda vez que nós temos perguntas sobre qualquer uma de nossas decisões ou escolhas nesta vida nós podemos pedir ajuda por fazê-las na direção de nosso guia interior ou, como o Curso se refere a Ele, o Espírito Santo.

NR: Em relação à orientação interior, o Curso adverte sobre como obtê-la do ego, não é? Como você distingue entre ele e o Espírito Santo? Como você sabe quem está falando?

WT: Bem, o Curso diz que o ego sempre fala primeiro e que está errado. A fim de ouvir a nossa orientação interna nós devemos aquietar a nossa mente, estarmos dispostos a abandonar qualquer investimento na resposta e ouvi-la em quietude, a pequena voz dentro de nós. O fato de que a nossa orientação interna nunca é estridente, mas que fala conosco com uma voz amorosa e pacífica, é um sinal de sua autenticidade, eu penso que todos nós temos que aprender com a prática a fazer essa distinção.

NR: Como você, pessoalmente, lida com esse problema?

WT: Se eu não me sinto em paz, eu estou escutando a superfície estática do meu ego. Então eu escolho de novo e tento abandonar as interferências para que eu possa ouvir a voz gentil do meu guia interno.

O Curso identifica essa Voz como a do Espírito Santo. Ele também diz que Jesus está igualmente disponível para todos nós dessa maneira, o tempo todo. Dessa forma, Jesus é referido como o nosso sábio irmão mais velho, cuja mensagem não é diferente da mensagem do Espírito Santo, já que os professores de Deus todos têm a mesma mensagem.

NR: Você acha que tais referências tão inconvencionais a Jesus e ao Espírito Santo, como também aos outros ‘novos’ conceitos em relação ao Cristianismo, são contraditórios aos Cristãos tradicionais?

WT: Bem, eu penso que se você voltar aos ensinamentos originais de Jesus, a resposta é não.

Por exemplo, o Curso ilumina e amplia os ensinamentos de Jesus sobre a importância fundamental do amor e do perdão. Eu acho, talvez, que a religião institucionalizada tem às vezes perdido de vista a essência daquela mensagem pela ênfase na culpa.

NR: Então, você não acha que o Curso desafia o Cristianismo, ou qualquer uma das religiões de hoje?

WT: Eu penso que o Curso está claramente de acordo com a perpétua filosofia essencial de todas as grandes religiões. Embora haja algumas diferenças fundamentais, como o Curso enfatiza sobre desistir da nossa crença na realidade do pecado e culpa. Religião, como eu a vivenciei quando era mais jovem, parecia enfatizar os aspectos negativos.

O Curso, no entanto, continuamente nos diz que nós somos sem culpa; que nós permanecemos como Deus nos criou; que nós podemos estar enganados, mas que enganos pedem correção e não punição. Conceitos de culpa, pecado e punição são totalmente alheio à orientação do Curso. O Curso afirma inequivocamente que o amor é a nossa única realidade e, ‘Amor não mata para salvar.’

Qualquer religião que enfatiza o medo, a culpa e a separação de Deus, obviamente teria problemas com o conceito da total unidade e amor do Curso. No entanto, o Curso não discute religião institucional e não aconselha ninguém a desistir de ser membro de uma Igreja. Na verdade, eu penso que o material do Curso seria muito enriquecedor para as pessoas que querem desenvolver uma vida espiritual mais rica dentro da sua própria tradição; é ecumênico.

Eu sei que há alguns pastores, George McLaird da Igreja Presbiteriana em Sausalito, Califórnia é um deles, que ensinam o Curso regularmente em suas igrejas. E muitas pessoas afiliadas a Unity Church em todo o país estão ativamente envolvidas nos ensinamentos do Curso como está o Rev. Terry Cole-Whittaker, que tem um ministério de grande alcance na televisão.

NR: Você diz que o curso é ecumênico, mas o Curso é decididamente de natureza Cristã, utilizando os fundamentos Cristãos do Pai, Filho e Espírito Santo.

WT: Isso é verdade. O Curso realmente utiliza a terminologia Cristã, mas ao mesmo tempo ele transmite verdades espirituais que é talvez a razão pela qual pessoas de todas os credos podem achá-lo valioso. Eu penso que o curso declara isso muito bem quanto diz, ‘Uma teologia universal é impossível, mas uma experiência universal não é somente possível como necessária’.

Logo depois que nós começamos a transcrever o material, eu comecei a ler muito vastamente a literatura mística do mundo. Um dos escritores mais antigos que me impressionou profundamente foi Vivekananda, em sua exposição da filosofia Vedanta da Índia. Ele foi um discípulo do Ramakrishna que no final de 1800 e no início desse século fundaram diversos ashrams de Ramakrishna e centros de ensino nesse país. A filosofia Advaita Vedanta como exposta pela Vivekananda parecia ter algumas similaridades gritantes com os ensinamentos do Curso, embora o contexto e linguagem sejam diferentes. Ao mesmo tempo eu me lembro de ter pensado que o Curso poderia ser descrito como uma forma de Vedanta Cristã.

Estudantes do Budismo me dizem que as similaridades entre o Curso e os ensinamentos Budistas são muito gritantes. Interessantemente também, é o fato de que muitas pessoas afiliadas ao Curso vieram de educação Judaica e acharam extraordinariamente significativo e útil apesar da terminologia Cristã.

Então, eu estou impressionado do quão ecumênico o Curso é e que o seu propósito não é aumentar o nosso senso de separação, mas unir as pessoas. E estou vendo isso acontecer por todos os lados com centenas de grupos de estudo que são formados por pessoas de todas as posições sociais e religiões que vem regularmente discutir e estudar o Curso. Para mim, isso demonstra a junção espiritual e uma disposição de abandonar o senso de separação de um com o outro ou de Deus. Isto é realmente tudo o que o curso é.

As experiências que nós somos capazes de retirar por seguir os ensinamentos do Curso são muito mais importantes do que ser pego em qualquer armadilha semântica sobre os termos em particular. Então, eu sou a favor do extenso uso ecumênico dos conceitos do Curso em uma variedade de contextos e sei que as pessoas estão fazendo isso, eu aplaudo isso.

NR: E quanto ao uso exclusivo dos termos masculinos no Curso, tais como Pai e Filho, Dele ou Ele, em relação às estudantes?

WT: Eu sei que algumas mulheres ficaram perturbadas pelo uso da terminologia masculina e pensaram em substituir por termos femininos. Muitas que consideraram fazer isso concluíram que Mãe e Filha, Dela e Ela somente iria para a outra polaridade. Outras acham que usando a palavra ‘Espírito’ – um termo totalmente neutro e andrógino – resolve o problema delas.

NR: Como tem sido a reação de tudo isso entre os seus antigos amigos e colegas? Simpatizantes, amparadores, dissociativos, preocupados?

WT: Não tenho tido contato com muitos deles, embora os poucos com quem eu tenho contato são simpatizantes com o material. Eu não tenho ideia de qual seria a reação geral entre os meus antigos colegas, nem tentei descobrir. No entanto, eu tenho certeza de que muitos deles teriam pensado que Helen e eu estávamos loucos naquela época se eles tivessem sabido o que nós estávamos fazendo. Apesar disso, tenha em mente que tudo começou em 1965 e agora é 1984, eu penso que há muito mais receptividade aos conceitos espirituais do que havia dezenove anos atrás. Então, talvez não seja realmente justo especular isto agora.

NR: Então, naquela época, você e Helen não mostraram nada para ninguém, mantiveram escondidas as suas atividades e completamente em segredo.

WT: Sim. E certamente eu não teria mostrado isso a eles. Eu tinha mais senso do que isso. Minha missão como eu encarei era eu mesmo aprender o que tinha no material e não confundir as minhas responsabilidades no Centro Médico com a nossa transcrição do Curso. Mas, como eu disse, este é um outro dia, muito mais brilhante.

NR: O que você acha disso tudo agora; o fato de que você era uma parte especial e integral daquilo que algumas pessoas proeminentes têm se referido a ‘Um Curso Em Milagres’ como um dos documentos mais importantes do século?

WT: Francamente, Helen e eu não tínhamos a intenção de publicar o Curso quando nós estávamos transcrevendo-o. Muito pelo contrário. O material parecia especificamente para a nossa educação espiritual. Nós nos referíamos a ele como o nosso ‘segredo culposo’ algo que nós nos comprometemos a fazer, mas naquela época não havia nenhuma indicação de que nós deveríamos compartilhá-lo com outros.

Quando nós concordamos em tê-lo publicado anonimamente, eu pensei que pouquíssimas pessoas se interessariam em mudar as suas percepções através dos métodos sugeridos pelo Curso – eu achei isso difícil demais. Certamente em toda a minha vida, eu nunca esperei que milhares de pessoas se refeririam ao Curso como o mapa deles para casa.

Eu sou grato por Helen e eu termos sido capazes de completar a nossa parte em tornar o Curso disponível e eu sou igualmente grato ao grande número de estudantes hoje que estão fazendo as suas próprias contribuições de muitas maneiras diferentes. Com muitas traduções já a caminho, é evidente que os conceitos do Curso continuarão a alcançar inúmeros leitores.

É maravilhoso saber que tantas pessoas espalhadas no mundo todo estão utilizando o Curso para facilitar o despertar espiritual delas mesmas. Eu penso que o Curso declara o que está acontecendo com clareza poética na seguinte passagem:

A mente adormecida tem que despertar ao ver a sua própria perfeição espelhando tão perfeitamente o Senhor da Vida, que ela se desvanece no que lá está refletido. E agora não é mais um mero reflexo. Vem a ser aquilo que é refletido e a luz que faz com que o reflexo seja possível. Agora nenhuma visão é necessária. Pois a mente desperta é aquela que conhece a sua Fonte, o seu Ser e a sua Santidade. (LE-pI-167.12:3-7)

~ James Bolen, Editor e Publisher da New Realities Magazine

Imagem Dr. William Thetford, o Bill e Dra. Helen Schucman Site: https://acim.org/archives/semi-centennial-celebration/helen-and-bill-begin-scribing-acim-in-1965/

Bibliografia da OREM3:

Livro “Um Curso em Milagres” – Livro Texto, Livro de Exercícios e Manual de Professores. Fundação para a Paz Interior. 2ª Edição –  copyright© 1994 da edição em língua portuguesa.

Artigo “Helen and Bill’s Joining: A Window Onto the Heart of A Course in Miracles” (tradução livre: A União de Helen e Bill: Uma Janela no Coração de Um Curso em Milagres”) – Robert Perry, site: https://circleofa.org/

E-book “What is A Course in Miracles” (tradução livre: O que é Um Curso em Milagres) – Robert Perry.

E-book “Autobiography – Helen Cohn Schucman, Ph.D.” – Foundation for Inner Peace (tradução livre: Autobiografia – Helen Cohn Schucman, Ph.D., Fundação para a Paz Interior).

Livro “Uma Introdução Básica a Um Curso em Milagres”,  Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Livro “O Desaparecimento do Universo”, Gary R. Renard.

Livro “Absence from Felicity: The Story of Helen Schucman and Her Scribing of A Course in Miracles” (tradução livre: “Ausência de Felicidade: A História de Helen Schucman e Sua Escriba de Um Curso em Milagres”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Artigo “A Short History of the Editing and Publishing of A Course in Miracles” (tradução livre: Uma Breve História da Edição e Publicação de Um Curso em Milagres” – Joe R. Jesseph, Ph.D. http://www.miraclestudies.net/history.html

E-book “Study Guide for A Course in Miracles”, Foundation for Inner Peace (tradução livre: Guia de Estudo para Um Curso em Milagres, Fundação para a Paz Interior).

Artigo “The Course’s Use of Language” (tradução livre: “O Uso da Linguagem do Curso”), extraído do livro “The Message of A Course in Miracles” (tradução livre: “A Mensagem de Um Curso em Milagres”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Artigo Who Am I? (tradução livre: Quem Sou Eu?) – Beverly Hutchinson McNeff – Site: https://www.miraclecenter.org/wp/who-am-i/

Artigo “Jesus: The Manifestation of the Holy Spirit – Excerpts from the Workshop held at the Foundation for A Course in Miracles – Temecula CA” (tradução livre: Jesus: A Manifestação do Espírito Santo – Trechos da Oficina realizada na Fundação para Um Curso em Milagres – Temecula CA) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Livro “Quantum Questions” (tradução livre: “Questões Quânticas”) – Ken Wilburn

Livro “Um Retorno ao Amor” – Marianne Williamson.

Glossário do site Foundation for A Course in Miracles (tradução livre: Fundação para Um Curso em Milagres), do Dr. Kenneth Wapnick, https://facim.org/glossary/

Livro Um Curso em Milagres – Esclarecimento de Termos.

Artigo “The Metaphysics of Separation and Forgiveness” (tradução livre: “A Metafísica da Separação e do Perdão”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Livro “Os Ensinamentos Místicos de Jesus” – Compilado por David Hoffmeister – 2016 Living Miracles Publications.

Livro “Suplementos de Um Curso em Milagres UCEM – A Canção da Oração” – Helen Schucman – Fundação para a Paz Interior.

Livro “Suplementos de Um Curso em Milagres UCEM – Psicoterapia: Propósito, Processo e Prática.

Workshop “O que significa ser um professor de Deus”, proferido pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D..

Artigo escrito pelo escritor Paul West, autor do livro “I Am Love” (tradução livre: “Eu Sou Amor”), blog https://www.voiceforgod.net/.

Artigo “The Beginning Of The World” (tradução livre: “O Começo do Mundo”) – Dr Kenneth Wapnick.

Artigo “Duality as Metaphor in A Course in Miracles” (tradução livre: “Dualidade como Metáfora em Um Curso em Milagres”) – Um providencial e didático artigo, considerado pelo próprio autor como sendo um dos artigos (workshop) mais importantes por ele escrito e agora compartilhado pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Artigo “Healing the Dream of Sickness” (tradução livre: “Curando o Sonho da Doença”  – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Livro “The Message of A Course in Miracles – A translation of the Text in plain language” (tradução livre: “A mensagem de Um Curso em Milagres – Uma tradução do Texto em linguagem simples”) – Elizabeth A. Cronkhite.

E-book “Jesus: A New Covenant ACIM” – Chapter 20 – Clearing Beliefs and Desires – Cay Villars – Joininginlight.net© (tradução livre: “Jesus: Uma Nova Aliança UCEM” – Capítulo 20 – Clarificando Crenças e Desejos).

Artigo “Strangers in a Strange World – The Search for Meaning and Hope” (tradução livre: “Estranhos em um mundo estranho – A busca por significado e esperança”), escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick e por sua esposa Sra. Gloria Wapnick.

Artigo “To Be in the World and Not of It” (tradução livre: “Estar no Mundo e São Ser Dele”), escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick e por sua esposa Sra. Gloria Wapnick.

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Site WordReference.com | Dicionários on-line de idiomas https://www.wordreference.com/enpt/entitled.

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Livro “Q&A – Detailed Answers to Student-Generated Questions on the Theory and Practice of A Course in Miracles” – Supervised and Edited by Kenneth Wapnick, Ph.D. – Foundation for A Course in Miracles – Publisher (tradução livre: “P&R – Respostas Detalhadas a Questões Geradas por Alunos sobre a Teoria e Prática de Um Curso em Milagres” – Supervisionado e Editado por Kenneth Wapnick, Ph.D. – Fundação para Um Curso em Milagres – Editora)

Artigo “The Importance of Relationships” (tradução livre: “A Importância dos Relacionamentos”), no site https://circleofa.org/library/the-importance-of-relationships/, autor Robert Perry.

Artigo: “The ark of peace is entered two by two” (tradução livre: “Na arca da paz só entram dois a dois”) – Robert Perry Site: https://circleofa.org/library/the-ark-of-peace-is-entered-two-by-two/

Artigo “Living a Course in Miracles As Wrong Minds, Right Minds, and Advanced Teachers – Part 2 of 3 – How Right Minds Live in the World: The Blessing of Forgiveness”, por Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Artigo “Living a Course in Miracles As Wrong Minds, Right Minds, and Advanced Teachers – Part 1 of 3 – How Wrong Minds Live in the World: The Ego’s Curse of Specialness”, por Dr. Kenneth Wapnick.

Transcrição do vídeo do Dr. Kenneth Wapnick no YouTube, intitulado: “Judgment” (tradução livre: “Julgamento”).  O artigo completo em inglês no site https://facim.org/transcript-of-kenneth-wapnick-youtube-video-entitled-judgment/.

Trechos do Workshop “The Meaning of Judgment” (tradução livre “O Significado de Julgamento”), realizado na Fundação para Um Curso em Milagres em Roscoe NY, ministrado pelo Dr. Kenneth Wapnick. O artigo completo em inglês no site: https://facim.org/online-learning-aids/excerpt-series/the-meaning-of-judgment/.

Comentários do professor de Deus Allen Watson, que transcrevemos, em tradução livre, do site Circle of Atonement (https://circleofa.org/workbook-companion/what-is-sin/).

Artigo “There is no sin” (tradução livre: “Não há pecado”), Robert Perry, site https://circleofa.org/library/there-is-no-sin/.

Artigo do Professor Greg Mackie, denominado “If God is Love Why do We Suffer?” (tradução livre: “Se Deus é Amor porque nós sofremos?”) https://circleofa.org/library/if-god-is-love-why-do-we-suffer/.

Artigo “The Ten Commandments and A Course in Miracles” (tradução livre: Os Dez Mandamentos e Um Curso em Milagres”), Greg Mackie, site https://circleofa.org/library/the-ten-commandments-and-a-course-in-miracles/.

Artigo escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D. e pelo Padre Jesuíta W. Norris Clarke, da Companhia de Jesus, Ph.D., sobre o livro “Um Curso em Milagres e o Cristianismo: Um Diálogo”, disponível no site http://www.miraclestudies.net/Dialogue_Pref.html.

Livro “Um Curso em Milagres e o Cristianismo: Um Diálogo”, escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D. e pelo Padre Jesuíta W. Norris Clarke, da Companhia de Jesus, Ph.D..

Artigo do Consultor, Escritor e Professor Rogier Fentener Van Vlissingen, de Nova Iorque, intitulado “A Course in Miracles and Christianity: A Dialogue” (“Um Curso em Milagres e o Cristianismo: Um Diálogo”), disponível no Blog Closing the Circle e acesso no link: https://acimnthomas.blogspot.com/2011/04/course-in-miracles-and-christianity.html.

Artigo sobre o livro “A Course in Miracles and Christianity: A Dialogue” (tradução livre “Um Curso em Milagres e o Cristianismo: Um Diálogo”), escrito por Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D. e o Padre Jesuíta W. Norris Clarke, da Companhia de Jesus, Ph.D. Site http://www.miraclestudies.net/Dialogue_Pref.html.

Artigo do professor Robert Perry intitulado “Do we have a chalice list?” (tradução livre: “Temos uma lista de cálice?”), acesso através do link: https://circleofa.org/2009/07/13/do-we-have-a-chalice-list/.

Artigo “The religion of the ego” (tradução livre: “A religião do ego”), Robert Perry, link https://circleofa.org/library/the-religion-of-the-ego/.

Artigo “A New Realities Interview with William N. Thetford, Ph.D.”, conduzida por James Bolen em abril de 1984. Tradução livre Projeto OREM®. Artigo em inglês https://acim.org/archives/a-new-realities-interview-with-william-n-thetford/.

Artigo “Why is sin merely a mistake?” [tradução livre “Por que o pecado é apenas um erro?”], Robert Perry, link https://circleofa.org/library/why-is-sin-merely-a-mistake/.

Artigo “What a difference a few words make” (tradução livre: “Que diferença algumas palavras fazem”), Greg Mackie, disponível no link https://circleofa.org/library/what-a-difference-a-few-words-make/.

Artigo “Near-Death Experiences and A Course in Miracles” [Experiências de Quase-Morte e Um Curso em Milagres], coescrito por Robert Perry, B.A. (Cranborne, United Kingdom) e Greg Mackie, B.A. (Xalapa, Mexico), link https://circleofa.org/library/near-death-experiences-course-miracles/.

Artigo “Near-Death Experiences and A Course in Miracles Revisited” [Experiências de Quase-Morte e Um Curso em Milagres Revisitado], escrito por Greg Mackie, link Revisitado], e pode ser acessado no link https://circleofa.org/library/near-death-experiences-and-a-course-in-miracles-revisited/.

Artigo “Watch With Me, Angels” [Vigiem comigo, anjos], Robert Perry, link https://circleofa.org/library/watch-with-me-angels/.

Artigo transcrito de Workshop apresentado pelo Dr. Kenneth Wapnick, denominado “Watching With Angels [Vigiar com anjos], link: https://facim.org/watching-with-angels-part-1/.

Artigo “How Does Projection Really Work? [Como a Projeção realmente funciona?], Robert Perry, que pode ser acessado através do link https://circleofa.org/library/how-does-projection-really-work/.

Artigo “The Practical Implications of Projection: Summary of a Class Presentation” [tradução livre: “As Implicações Práticas da Projeção: Resumo de uma Apresentação de Aula”] poderá ser acessado através do link  https://circleofa.org/library/practical-implications-projection/.

Artigo “Reverse Projection: “As you see him you will see yourself” [tradução livre: “Projeção Reversa: ‘Assim como tu o vires, verás a ti mesmo’”], Robert Perry, link https://circleofa.org/library/reverse-projection-see-him-see-yourself/.

Artigo denominado “Are we living in a virtual reality” [“Nós estamos vivendo em uma realidade virtual?], Greg Mackie, link https://circleofa.org/library/are-we-living-in-a-virtual-reality/.

Artigo disponibilizado pelo site Pathways of Light, denominado “From Virtual do True Reality” [Da Realidade Virtual à Verdadeira], link https://www.pathwaysoflight.org/daily_inspiration/print_pol-blog/from-virtual-to-true-reality.

Série de artigos denominada “Rewriting the Rules of Virtual Reality” [Reescrevendo as Regras da Realidade Virtual] – partes 1 a 4, Dr. Joe Dispenza, link https://drjoedispenza.com/blogs/dr-joe-s-blog/rewriting-the-rules-of-virtual-reality-part-i.

Artigo “Commentary on What is Salvation” [“Comentário sobre O Que é Salvação”], Allen Watson, link https://circleofa.org/workbook-companion/what-is-salvation/.

Site oficial do Professor Allen Watson http://www.allen-watson.com/;

Artigo “Special Theme: What Is Salvation? [“Tema Especial: O Que É A Salvação?”], Thomas R. Wakechild, que pode ser acessado através do link http://acourseinmiraclesfordummies.com/blog/wp-content/uploads/2014/07/PDF-What-is-Salvation-with-Notes-Upload-7-15-14-ACIM-Workbook-for-Dummies.pdf.

Artigo “The Core Unit of Salvation” [A Unidade Central da Salvação], Robert Perry, link https://circleofa.org/library/the-core-unit-of-salvation/.

Artigo “ACIM Study Guide and Commentary – Chapter 5, Healing and Wholeness – Section III – The Guide to Salvation” [Guia de Estudo e Comentários ACIM – Capítulo 5 – Cura e Integridade – Seção III – O Guia para a Salvação], Allen Watson, acesso através do link http://www.allenwatson.com/uploads/5/0/8/0/50802205/c05s03.pdf.

Artigo “Commentaries on A Course in Miracles – ACIM Text, Section 1.I – Principles of Miracles” (“Comentários sobre Um Curso em Milagres – UCEM Texto, Seção 1.I – Princípios dos Milagres”), Allen Watson, site http://www.allen-watson.com/uploads/5/0/8/0/50802205/c01s01a.pdf

Artigo “A Course in Miracles: The Guide to Salvation” [Um Curso em Milagres: O Guia para a Salvação”], Sean Reagan, acesso através do link https://seanreagan.com/a-course-in-miracles-the-guide-to-salvation/.

Artigo “The Urgency of Doing Our Part in Salvation” [“A Urgência de Fazer Nossa Parte na Salvação”], Greg Mackie, acesso através do link https://circleofa.org/library/urgency-of-doing-our-part-in-salvation/.

Artigo “Shadow Figures” [figuras de sombra], Robert Perry, acesso através do link https://circleofa.org/library/shadow-figures/.

Artigo-estudo intitulado “Shadows of the Past” [Sombras do Passado], Allen A. Watson, acesso através do  link http://www.allen-watson.com/allens-text-commentaries.html.

Recomendamos o site The Pathways of Light Community, para reforços no processo de estudo: https://www.pathwaysoflight.org.

Artigo sobre o Capítulo 17: O Perdão e o Relacionamento Santo – Seção III: Sombras do passado; pode ser acessado através do link: https://www.pathwaysoflight.org/acim_text/print_acim_page/chapter17_section_iii.

Transcrição de palestra do professor David Hoffmeister, estudante, pesquisador e eminente divulgador de UCEM, durante a Conferência “A Course in Miracles – ACIM” [“Um Curso em Milagres”], no mês de fevereiro de 2007, acesso através do link https://awakening-mind.org/resources/publications/accepting-the-atonement-for-yourself/. As diversas palestras do professor David podem ser acessadas, em inglês, no site https://acim-conference.net/past-acim-conferences/.

Trechos do workshop realizado na Fundação para Um Curso em Milagres (Foundation for A Course in Miracles), em Roscoe, Nova Iorque, denominado “Regras para decisões”, Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D., no link https://facim.org/online-learning-aids/excerpt-series/rules-for-decision/.

Artigo “Levels of Mind: Looking at the ‘Layers’ of Mind that form Perception” (“Níveis da Mente: Olhando para as ‘Camadas’ da Mente que formam a Percepção”), Site https://miracleshome.org/publications/levelsofmind.htm.

Artigo “To Desire Wholly is to Be” (“Desejar Totalmente é Ser”), do professor David Hoffmeister. Site: https://miracleshome.org/supplements/todesirewholly_171.htm.

Artigo “The Glory of Who We Really Are” [“A glória de quem nós realmente somos”], do professor Greg Mackie. Site: https://circleofa.org/library/the-glory-of-who-we-really-are/?inf_contact_key=2c1c99e05ff3c25330a7916d84d19420680f8914173f9191b1c0223e68310bb1.

Artigo “The difference between horizontal and vertical perception”, Paul West (16/09/2019). Site https://www.voiceforgod.net/blogs/acim-blog/the-difference-between-horizontal-and-vertical-perception.

Artigo “The Holy Relationship: The Source of Your Salvation [“O Relacionamento Santo: A Fonte de Sua Salvação”], Greg Mackie. Site Circle of Atonement, https://circleofa.org/library/holy-relationship-source-of  salvation/inf_contact_key=791ef4a4c578a34f45d28b436fec486d680f8914173f9191b1c0223e68310bb1.

Artigo “On Becoming the Touches of Sweet Harmony – The Holy Relationship as Metaphor – Part 1 and Part 2” [“Sobre se Tornar os Realces da Amena Harmonia – O Relacionamento Santo como Metáfora – Parte 1 e Parte 2”], 1º de junho de 2018, Volume 22 Nº 2 – Junho 2011, Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D. Site https://facim.org/becoming-touches-sweet-harmony-holy-relationship-metaphor/.

Livro “Your Immortal Reality: How to Break the Cycle of Birth and Death” (tradução livre: “A Sua Realidade Imortal: Como Quebrar o Ciclo de Nascimento e Morte), de autoria de Gary R. Renard.

Fonte de consulta para a tradução dos Dez Mandamentos em português: https://biblia.com.br/perguntas-biblicas/quais-sao-os-10-mandamentos-e-onde-os-encontramos-na-biblia-cl/.

Artigo “Summary of the Thought System of “A Course in Miracles” [Resumo do Sistema de Pensamento de “Um Curso em Milagres”]. Links https://facim.org/summary-of-the-thought-system-of-a-course-in-miracles-part-1/; https://facim.org/summary-of-the-thought-system-of-a-course-in-miracles-part-2/.

Artigo “Miracles boomeritis” [Boomerite dos Milagres], Robert Perry, https://circleofa.org/library/miracles-boomeritis/.

Livro “Boomerite: Um romance que tornará você livre” [na versão em português; “Boomeritis: A Novel That Will Set You Free”, na versão original em inglês].

Artigo “A brief summary of “The obstacles to peace” [“Um breve resumo de “Os obstáculos à paz”], Robert Perry, site Circle of Atonement, link https://circleofa.org/library/brief-summary-obstacles-to-peace/.

Artigo “A Course in Miracles and ‘The Secret’” [“Um Curso em Milagres e ‘O Segredo’”], Greg Mackie. Site https://circleofa.org/library/a-course-in-miracles-and-the-secret/.

Artigo “How can the Course help us cope with a financial crisis” [“Como o Curso pode nos ajudar a lidar com uma crise financeira?”], Greg Mackie. Site https://circleofa.org/library/course-help-cope-with-financial-crisis/.

Um milagre é uma correção. Ele não cria e realmente não muda nada. Apenas olha para a devastação e lembra à mente que o que ela vê é falso. Desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem superar a função do perdão. Assim, permanece nos limites do tempo. LE.II.13

Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso está a paz de Deus.
T.In.2:2-4

Autor

Graduação: Engenheiro Operacional Químico. Graduação: Engenheiro de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras FGV/SP. Consultor de Empresas: Projeto OREM® - Organizações Baseadas na Espiritualidade (OBEs). Estudante e Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista; Psicofilosofia Huna e Ho’oponopono; A Profecia Celestina; Um Curso em Milagres (UCEM); Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT); A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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