Como a grande maioria dos artigos, estudos, livros e de outros materiais afins que fizeram parte do nosso processo de conhecimento e entendimento da espiritualidade não-dualista – propósito e objetivo do Projeto OREM® – estavam na língua Inglesa, nós nos deparamos com a utilização das palavras “consciousness” e “awareness” em todo esse material, referindo-se a tipos diferentes de “consciência”.

As traduções oficiais para o Português sempre giram em torno da idéia de “consciência”, mas cada uma dessas duas palavras identifica de maneira vital um aspecto diferente da experiência humana.

O sábio Nisargadatta e Um Curso em Milagres nos auxiliam em dirimir essas dúvidas de grande importância para o entendimento do sistema de pensamento da espiritualidade não-dualista.

Esse nosso artigo demonstra a compatibilidade entre os dois sistemas de pensamento.

No entendimento do Projeto OREM®, nós utilizamos a seguinte interpretação:

Consciousness = consciência no nível da percepção.
Awareness = consciência no nível da realidade.

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Artigo:

“Nisargadatta’s Difference Between Consciousness & Awareness”

“A Diferença Entre Consciousness & Awareness De Acordo Com Nisargadatta”

Autor:

Um discípulo e estudante de Nisargadatta

Observação PO: Esse esclarecedor artigo é compatível com diversos outros artigos interpretativos do sistema de pensamento do sábio Nisargadatta.

Imagem:

Nisargadatta Maharaj

Site:

NISARGADATTA: CONSCIOUSNESS AND AWARENESS

Tradução livre e interpretação Projeto OREM® (PO)

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A diferença entre consciousness & awareness de acordo com Nisargadatta

“Essa é uma publicação que eu fiz [o autor do artigo…] em um grupo online dedicado aos ensinamentos do sábio Indiano Nisargadatta Maharaj.

Nisargadatta, que faleceu em 1982, foi um sábio autorrealizado que ensinou um caminho baseado em manter-se constantemente com a pergunta interior:

‘Quem sou eu?’

Esse caminho de auto indagação também foi ensinado pelo grande sábio Ramana Maharshi de Arunachala, falecido em 1950. Ambos afirmavam que, ao nos debruçarmos sobre a questão de nossa verdadeira identidade, ocorre eventualmente uma série de tomadas de consciência que conduz à autorrealização — ou ao conhecimento do Self —, o qual não difere da tomada de consciência de Deus. Essa postagem aborda uma distinção sutil feita por Nisargadatta entre os termos ‘consciousness’ e ‘awareness'”.

‘CONSCIOUSNESS’ E ‘AWARENESS‘

“Eu tenho percebido, em algumas postagens, uma confusão — a mesma que eu também tive quando eu comecei a ler Nisargadatta. Ela diz respeito à diferença na maneira como ele utiliza os termos ‘consciousness’ e ‘awareness’.

Como a maioria das pessoas, eu sempre considerei que essas duas palavras significavam basicamente a mesma coisa; no entanto, Nisargadatta as utiliza para apontar para dois sentidos muito distintos.

Quando ele emprega o termo ‘consciousness’, ele parece equipará-lo ao ‘eu sou’; já ao falar de ‘awareness’, ele aponta para alguma coisa que transcende completamente ‘consciousness’ (‘eu sou’), isso é, para o absoluto.

Pelo que eu entendo até agora, ele está afirmando que ‘consciousness’ é tudo o que nós conhecemos, sendo a sensação fundamental de presença que nós sentimos e uma percepção universal do sentido de ser. Consciousness = ‘sensação de presença’ = ‘o ser’ (ou a ‘natureza do ser’) = o ‘eu sou’.

Esses quatro termos são equiparados ao longo de suas palestras. E, embora ele nos oriente — logo no início — a, simplesmente, nós estarmos cientes do ‘eu sou’, para que nós cheguemos à tomada de consciência de que nós somos a própria ‘consciousness’ e não o corpo, a mente ou os pensamentos e as identificações da mente, ele de fato promove uma reviravolta surpreendente ao final de tudo isso.

Quando se consolida a tomada de consciência de que ‘eu sou a própria consciousness’ (e ele sempre ressalta que isso se refere apenas à consciousness universal — a mesma presente em um ser humano, uma vaca, um cachorro ou uma formiga) e quando eu reconheço que eu sou o ‘eu sou’, ele nos conduz à tomada de consciência seguinte que é quando eu, subsequentemente, reconheço que eu NÃO sou o ‘eu sou’, eu estou além disso, eu sou pura ‘awareness’ somente!

São saltos impressionantes!

No uso que ele faz da palavra ‘consciousness’, há sempre um toque de dualidade. Se eu estou consciente, é em relação a estar inconsciente. Se ‘eu sou’, é sempre em relação ao ‘não-eu’. Se eu estou consciente, isso é sempre consciente DE alguma coisa. ‘Consciousness’ sempre possui um objeto do qual eu estou consciente.

Portanto, embora a tomada de consciência da minha identidade como o ‘eu sou’ esteja muito mais próxima da realidade do que a ideia de que ‘eu sou fulano de tal, uma pessoa’, ela ainda é um passo anterior à tomada de consciência final do absoluto: a de que eu sou a ‘awareness’ não-dual que está permitindo à ‘consciousness’ de ser consciente.

‘Awareness’ é aquilo que está brilhando através da consciousness, mas ela está além da própria ‘consciousness’. Assim, nas palestras de Nisargadatta, ‘awareness’ difere de ‘consciousness’.

A pura ‘awareness’ é o absoluto, sem o qual não pode haver ‘consciousness’.

Outra maneira de ele expressar isso é dizendo que ‘awareness’ é ‘aquilo pelo qual eu sei que eu sou’. Assim, ‘awareness’ está presente antes que o ‘eu sou’ (ou ‘consciousness’) surja e permanece depois que ‘consciousness’ desaparece (inconsciência ou morte). Portanto, ‘awareness’ está além até mesmo da ‘consciousness’ universal.

Outra maneira que ele apresenta essa distinção surpreendente é dizer que o absoluto é ‘awareness’ que não está ciente de si mesma. Essa afirmação dele assemelha-se a um koan Zen, mas eu penso que a ideia seja a de uma ‘awareness’ sem qualquer traço de distinção ou dualidade. Ele a descreve como algo que ‘brilha’ e como um mistério sem causa. Isso vai além até mesmo da nossa noção de Deus; por isso, ele não a chama de ‘Deus’, mas simplesmente de ‘o absoluto’ — ou a realidade última, situada além do tempo, que sempre foi e sempre será.

Assim, enquanto ‘consciousness’ está sempre consciente DE alguma coisa (dual), ‘awareness’ não está DE alguma coisa; ela sequer tem ciência DE si mesma e, portanto, é absolutamente singular e não-dual.

Eu levei muito tempo para entender essa diferença no uso que ele faz das palavras ‘consciousness’ e ‘awareness’, pois, no Inglês cotidiano, nós não costumamos fazer tal distinção. Ser ‘conscious’ (o adjetivo que descreve estar consciente) ou ser ‘aware’ (estar ciente de algo específico) são vistos como a mesma coisa. No entanto, Nisargadatta emprega os termos de maneira distinta e essa diferença é, a meu ver, uma chave fundamental para entender o que ele tenta nos transmitir.

Eu fiquei maravilhado quando eu reconheci, pela primeira vez, que ele havia feito uma espécie de ‘truque’ ao nos conduzir de uma tomada de consciência a outra. O truque é esse:

Primeiro, ele nos diz para nós reconhecermos que nós somos, na verdade, a ‘sensação de presença’ ou a ‘sensação de estado de ser (existência)’; e, quando finalmente nós reconhecemos isso, ele nos volta para a próxima tomada de consciência, mais elevada e diz o que parece ser o oposto: ‘NÃO, você também não é esse ‘eu sou’! Você está além do estado de ser (existência), além da ‘consciousness’, além da sensação de presença; você é a pura ‘awareness’, aquela pela qual o consciente tem sido capaz de vir a ser: você é apenas ‘awareness’ original absolutamente pura’.

Essa tomada de consciência posterior só pode surgir a partir da tomada de consciência anterior. Primeiro, eu tenho que reconhecer que eu sou o ‘eu sou’, consciousness universal; então, a partir disso, eu sou capaz de reconhecer que eu NÃO sou o ‘eu sou’! Na verdade, eu sou apenas o absoluto e nada mais REALMENTE existe nem um pouco! Todo o resto não é mais real do que um sonho.

…‘NÃO, você também não é esse ‘eu sou’! Você está além do estado de ser (existência), além da ‘consciousness’, além da sensação de presença; você é a pura ‘awareness’, aquela pela qual o consciente tem sido capaz de vir a ser: você é apenas ‘awareness’ original absolutamente pura’.

Isso é simplesmente fascinante para mim! Ninguém além de Nisargadatta tem tornado essa linha de tomada de consciência clara para mim. É algo extremamente simples, na verdade, mas difícil de manter e de desvendar. Elegante, porém sutil. É por isso que ele nos diz que nós temos que ficar completamente obcecados por isso. Nós temos que desenvolver uma intensa NECESSIDADE DE SABER. Não dá para apenas brincar com a ideia e esperar chegar a algum lugar.

Todo o resto não é mais real do que um sonho.

Quando ele descreve o período anterior à sua própria tomada de consciência, ele diz que ele estava pensando e refletindo sobre isso em quase todos os momentos em que ele estava acordado! Ele estava OBSSECADO em descobrir o que realmente ele era! A habitual brincadeira com palavras não tem qualquer importância nesse nível de meditação constante. Torna-se, simplesmente, uma questão de vida ou morte descobrir, por si mesmo, o que se é. Isso é religião em seu nível mais profundo: o verdadeiro salto para a realidade absoluta.

Assim, ‘consciousness’ e pura ‘awareness’ são, na verdade, bem diferentes, embora ‘consciousness’ só possa existir devido ao brilho prévio da pura ‘awareness’.

‘Awareness’, por outro lado, não depende de forma alguma da ‘consciousness’ e nem sequer é tocada por ela. ‘Consciousness’ vem e vai — no despertar e no sono, no nascimento e na morte —, mas ‘awareness’ está sempre presente. ‘Consciousness’ surge repentinamente pela manhã sobre a pura ‘awareness’ não dual, eterna, sem nascimento e sem morte. Além desse absoluto, não existe realmente nada.

‘Consciousness’ vem e vai — no despertar e no sono, no nascimento e na morte —, mas ‘awareness’ está sempre presente.

Outro aspecto interessante e que causa confusão a princípio, é a insistência de Nisargadatta na questão:

‘Quando você surgiu pela primeira vez? Qual foi o momento exato em que você soube, pela primeira vez, que você É?’

É uma pergunta muito difícil, mas ele afirma que contemplá-la é de extrema importância.

Eu não consigo me lembrar de quando eu soube, pela primeira vez, que eu era! Eu não faço a menor ideia! Isso não é, por si só, algo bastante misterioso? Eu ainda reflito muito sobre isso, mas eu estou começando a suspeitar que talvez a ênfase dele nessa pergunta sirva para nos preparar para a tomada de consciência final: a de que eu NÃO sou esse ‘eu sou’.

Em outras palavras, esse ‘eu sou’ teve um começo, pareceu surgir do nada e terá um fim. Portanto, eu tenho que estar além desse ‘eu sou’, pois eu sou aquele que conhece esse ‘eu sou’. Na verdade, não sou o ‘eu sou’, mas sim AQUILO que está ciente do ‘eu sou’.

Eu levei anos para entender isso. Cada tomada de consciência se baseia nas anteriores e torna-se possível graças a elas; e a tomada de consciência final pode até parecer contradizer uma tomada de consciência anterior.

1. Primeiro, eu reconheço que eu não sou todas essas outras coisas que as pessoas geralmente pensam ser. Eu não sou uma pessoa. A pessoa é feita de memórias, conhecimentos, hábitos e outras identidades falsas: ‘o Sr. Fulano’. Então, eu deixo isso de lado. Eu posso ver que tudo não passa de uma identidade falsa feita por pensamentos.

2. Então, eu reconheço que eu não sou nem mesmo aquilo que é mais íntimo e com o qual as pessoas geralmente se identificam. Eu não sou o corpo (essa é a identificação mais difícil de superar, como Nisargadatta ressalta repetidamente). Eu também não sou a mente nem os seus pensamentos. Eu também não sou a química de tudo isso. Alguém poderia passar a vida inteira sem jamais alcançar essa tomada de consciência.

3. Então, eu reconheço que, se eu subtrair tudo o que foi mencionado acima, o que resta? Apenas o meu senso de existência, o meu senso de presença, o meu senso de estar aqui — a ‘consciousness’. Eu reconheço que eu sou apenas essa ‘consciousness’, o sentimento de existir. Eu tenho que ser ISSO. O que É isso? Isso é algo muito sutil. Mas agora eu estou me aproximando. Essa é a tomada de consciência da frase mística ‘eu sou o que eu sou’.

E, juntamente com esse estágio de tomada de consciência, surge a tomada de consciência da minha universalidade. Essa tomada de consciência do ‘eu sou’ traz consigo o entendimento avassalador de que não existe uma tal coisa como um indivíduo, o ‘eu sou’ é universal, todas as pessoas e todos os seres vivos — o vivenciam da mesma maneira. Nós não criamos o nosso próprio senso de ‘eu sou’. Ao invés disso, nós herdamos o senso de estado de ser (existência) original preexistente, que surgiu espontaneamente em primeiro lugar no pano de fundo do vazio, ou da pura ‘awareness’, desprovida de objetos.

4. Quando eu estou assim estabelecido no senso de identidade com esse senso universal de presença — ou o ‘eu sou’ —, eu estou finalmente preparado para a tomada de consciência suprema. Lembre-se de que a tomada de consciência do ‘eu sou’ já é um estado elevadíssimo e muitos simplesmente param por aqui para desfrutar da vivência no estado de ser (existência) universal e impessoal. Esse é o conhecimento de Deus e o conhecimento de que eu sou Deus.

No entanto, alguns poucos prosseguem, aprofundam os seus questionamentos e chegam à tomada de consciência reveladora de que TODO estado de ser (existência), inclusive o estado de ser (existência) de ‘Deus’ ainda é uma forma de ilusão e dualidade e eles então reconhecerão e, adentrarão e ‘tornar-se-ão’ apenas a pura ‘awareness’, abandonando até mesmo aquela última e elevadíssima identidade como o ‘eu sou’ universal. ‘Consciousness’ certamente continuará, assim como todas as atividades da vida, mas a minha identidade estará agora firmemente estabelecida em seu lar original, a pura ‘awareness’, que antecedia a própria ‘consciousness’.

Essa última etapa ainda é incompreensível para mim, mas eu adoro refletir sobre ela repetidamente. Muitos conseguem abrir mão das identificações falsas e menores, descartando-as como roupas velhas e esfarrapadas e despindo-se até restar apenas a ‘consciousness’ universal singular.

Mas quem consegue abrir mão do próprio senso de estado de ser? Nós AMAMOS ser e tememos profundamente deixar de existir. Isso é aterrorizante! Vista de um nível inferior, a tomada de consciência final parece a própria aniquilação absoluta e total e quem, afinal, quer ser completamente aniquilado? Por isso, pouquíssimas almas raras reconhecem a tomada de consciência final! Acima de tudo, eu QUERO SER!

Mas o verdadeiro sábio alcança a tomada de consciência final e dá o passo derradeiro, sendo, de fato, completamente aniquilado. ‘Ele’ deixa de existir e tudo o que resta dele é o que já estava lá no início do mundo, tal como o Buda, que se tornou o próprio Vazio e entrou no grande nirvana. Um amigo meu chamou isso de ‘O Grande Suicídio’. Então, reconhece-se a realidade final, incrível e aterrorizante: não há nada.

Então, reconhece-se a realidade final, incrível e aterrorizante: não há nada.

E, embora realmente e verdadeiramente não haja absolutamente nada, ao mesmo tempo esse estado de nada está inexplicavelmente pleno até a plenitude com uma indescritível ‘alguma coisa que não é uma coisa’, a pura ‘awareness’, o absoluto, inconsciente de si mesmo. Essa é a única ‘coisa-que-não-é-uma-coisa’ que é verdadeiramente real. Todo o resto é falso, uma fraude feita de espaço-tempo, de coisas que começam e terminam e que vêm e vão, a Grande Maha Maya [Deusa Hindu da Ilusão], os sonhos da mente universal.

E, embora realmente e verdadeiramente não haja absolutamente nada, ao mesmo tempo esse estado de nada está inexplicavelmente pleno até a plenitude com uma indescritível ‘alguma coisa que não é uma coisa’, a pura ‘awareness’, o absoluto, inconsciente de si mesmo.

O fato de uma criatura humana poder reconhecer ISSO é, para mim, um milagre, um milagre nessa incrível Criação-sonho. A coisa toda desafia a mente. A mente não consegue apreendê-la, pois é limitada demais.

Como todos os sábios têm cantado, isso não se trata de ganhar alguma coisa, mas apenas uma questão de remover coisas e remover mais coisas, até que aquilo que sempre esteve lá comece a transparecer. Certamente, eu não sou capaz de CRIAR a realidade última. Tudo o que eu sou capaz de fazer é limpar o espelho para que a luz da incompreensível pura ‘awareness’ seja capaz de se refletir através do espelho e brilhar.

É por isso que Nisargadatta diz que a auto tomada de consciência (self realization) é muito simples e fácil e, no entanto, muito sutil e difícil. Remover toda a sujeira a partir do espelho não é tão fácil quanto pode parecer, embora seja, na verdade, tudo o que necessita ser feito.

Certamente, eu não sou capaz de CRIAR a realidade última. Tudo o que eu sou capaz de fazer é limpar o espelho para que a luz da incompreensível pura ‘awareness’ seja capaz de se refletir através do espelho e brilhar.

Acima de tudo, ao contemplar tudo isso, sente-se, às vezes, vontade de prostrar-se e agradecer aos céus pelo fato de sábios como Nisargadatta e tantos outros, especialmente nos tempos antigos (como a ‘satya yuga’, ou era da verdade), terem nascido e mostrado o caminho.

Remover toda a sujeira a partir do espelho não é tão fácil quanto pode parecer, embora seja, na verdade, tudo o que necessita ser feito.

Como N. aponta, as nossas vidas, se nós fizermos um balanço geral, são essencialmente uma experiência de sofrimento. Seja de uma forma ou de outra, do nascimento à morte, nós nos deparamos com problemas intermináveis, desejos não realizados, lutas, esforços e sofrimento. De tempos em tempos, surgem alguns momentos de felicidade para nos manter em frente.

De fato, se não existisse a possibilidade de tomada de consciência e liberação, poder-se-ia muito bem dizer que o suicídio seria uma saída preferível e uma resposta aos sofrimentos da vida.

No entanto, essa ‘awareness’ tem feito avanços repentinos em tantos sábios e santos e provado ao longo de toda a história da humanidade que uma liberdade gloriosa é, de fato, possível. A partir dos antigos Vedas e Upanishads aos ensinamentos de Cristo, repetidas vezes, alguns seres raros demonstraram à humanidade que é possível evoluir a ponto de se tornar semelhante aos anjos.

Por isso, nós temos que ser eternamente gratos ao longo de nossas jornadas e seguir os ensinamentos e instruções de mestres como Nisargadatta com grande sinceridade, amor e bem-aventurança.

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O que diz Um Curso em Milagres em relação a “Consciousness” e “Awareness”?

“Nesse mundo, a única liberdade que resta é a liberdade de escolha, sempre entre duas opções ou duas vozes [O Espírito Santo – conhecimento ou o ego – percepção]. A Vontade [de Deus] não está envolvida na percepção em nenhum nível e não tem nada a ver com a escolha. A consciência no nível da percepção [consciousness] é o mecanismo receptivo que recebe mensagens de cima ou de baixo, do Espírito Santo ou do ego. A consciência no nível da percepção [consciousness] tem níveis e a consciência no nível da realidade [awareness] pode deslocar-se [dramaticamente*], mas não pode transcender o domínio da percepção. Na melhor das hipóteses, [a consciência no nível da percepção [consciousness]] vem a estar consciente [aware] do mundo real e pode ser treinada para fazer isso cada vez mais. Entretanto, o próprio fato de ter níveis e poder ser treinada demonstra que [ela] não é capaz de atingir o conhecimento.” (ET-1.7:1-6)

*de forma marcante; com um efeito marcante ou em grau marcante; de maneira muito repentina ou noticiável; de uma maneira empolgante e impressionante…Fonte: Dicionários.

Nota do Tradutor

awareness/consciousness

Em Português nós não temos uma palavra para ‘awareness’ e ‘consciência’ foi usada para designar ambas, mas estes conceitos não são sinônimos no Curso.

‘Awareness’ se refere àquilo de que nós temos consciência no contexto da “realidade”:

“…The awareness of love’s presence…” (Introduction)

“…A consciência [no nível da realidade] da presença do amor…” (Introdução)

‘Consciousness’ designa o conteúdo da consciência no “nível da percepção”:

“Consciousness, the level of perception, was the first split introduced into the mind after the separation…” (T-3.IV.2:1)

“A consciência, o nível da percepção, foi a primeira divisão introduzida na mente após a separação…”

Interpretação PO

As palavras “consciousness” e “awareness” foram traduzidas, na versão FIP do Curso, por “consciência” e às vezes também por “conscientização” no caso de “awareness”, perdendo-se, com isso, a essência da mensagem do Autor.

“Consciousness” – “Consciência no nível da Percepção”

Citado 11 vezes no Curso completo.

Livro Texto

“A revelação induz a suspensão completa, porém temporária, da dúvida e do medo. Reflete a forma original de comunicação entre Deus e as Suas criações, envolvendo o sentido extremamente pessoal da criação às vezes buscado em relacionamentos físicos. A intimidade física não é capaz de consegui-la. Milagres, todavia, são genuinamente interpessoais e resultam em verdadeira intimidade com os outros. A revelação te une diretamente a Deus. Milagres te unem diretamente ao teu irmão. Nenhum dos dois emana da consciência no nível da percepção [consciousness], mas ambos são lá experimentados. A consciência no nível da percepção [consciousness] é o estado que induz à ação, embora não a inspire. Tu és livre para acreditar no que escolheres, e o que fazes atesta o que acreditas.” (T.1.II.1:1-9)

“A consciência [consciousness], o nível da percepção, foi a primeira divisão introduzida na mente depois da separação, fazendo com que a mente seja um perceptor em vez de um criador. A consciência no nível da percepção [consciousness] é corretamente identificada como o domínio do ego. O ego é uma tentativa da mentalidade errada para perceber a ti mesmo como desejas em vez de como és. No entanto, só podes conhecer-te a ti mesmo como és, pois essa é a única coisa quanto à qual podes ter a certeza. Tudo o mais está aberto ao questionamento.” (T.3.IV.2:1-5)

“O corpo representa a brecha entre a pequena parte da mente que chamas de tua e todo o resto do que é realmente teu. Tu o odeias, no entanto, pensas que ele é o teu ser, e que sem ele, o teu ser perder-se-ia. Esse é o voto secreto que fizeste com cada irmão que quer caminhar à parte. Esse é o juramento secreto que retomas sempre que te percebes sendo atacado. Ninguém pode sofrer se não se vê atacado e perdendo com o ataque. Cada brinde feito à doença não é declarado nem ouvido na consciência no nível da percepção [consciousness]. No entanto, esse brinde é uma promessa a um outro, para ser ferido por ele e atacá-lo de volta.” (T-28.VI.4:1-7)

Livro de Exercícios

“Durante dez minutos, duas vezes hoje, pela manhã e à noite, deixa a idéia para o dia de hoje mergulhar profundamente na tua consciência no nível da percepção [consciousness]. Repete-a, pensa sobre ela, deixa que pensamentos correlatos venham para ajudar-te a reconhecer a verdade disso e permitir que a paz flua sobre ti como um manto de proteção e segurança. Não deixes pensamentos vãos e tolos entrarem para perturbar a santa mente do Filho de Deus. Tal é o Reino dos Céus. Tal é o lugar de descanso onde o teu Pai te colocou para sempre.” (LE-50.5:1-5)

“Agora, em muita quietude, com os olhos fechados, tenta deixar que a tua consciência no nível da percepção [consciousness] se esvazie de todo o conteúdo que normalmente a ocupa. Pensa na tua mente como um vasto círculo cercado de uma camada de nuvens pesadas e escuras. Só podes ver as nuvens porque parece que estás do lado de fora do círculo e bem à parte dele.” (LE-69.4:1-3)

Esclarecimento De Termos

“Este não é um curso de especulação filosófica, nem se preocupa com uma terminologia precisa. Ele se ocupa somente da Expiação ou da correção da percepção. O meio para a Expiação é o perdão. A estrutura da ‘consciência no nível da percepção [consciousness] individual’ é essencialmente irrelevante porque é um conceito que representa o ‘erro original’ ou o ‘pecado original’. Estudar o erro em si não leva à correção, isto se, realmente, queres ter sucesso em não ver o erro. E é apenas esse processo de deixar de vê-lo que constitui o objetivo do curso.” (ET-In.1:1-6)

“Nesse mundo, a única liberdade que resta é a liberdade de escolha, sempre entre duas opções ou duas vozes [O Espírito Santo (conhecimento) ou o ego (percepção)]. A Vontade [de Deus] não está envolvida na percepção em nenhum nível e não tem nada a ver com a escolha. A consciência no nível da percepção [consciousness] é o mecanismo receptivo que recebe mensagens de cima ou de baixo, do Espírito Santo ou do ego. A consciência no nível da percepção [consciousness] tem níveis e a consciência no nível da realidade [awareness] pode deslocar-se [dramaticamente*], mas não pode transcender o domínio da percepção. Na melhor das hipóteses, [a consciência no nível da percepção [consciousness]] vem a estar consciente [aware] do mundo real e pode ser treinada para fazer isso cada vez mais. Entretanto, o próprio fato de ter níveis e poder ser treinada demonstra que [ela] não é capaz de atingir o conhecimento.” (ET-1.7:1-6 e interpretação PO)

*de forma marcante; com um efeito marcante ou em grau marcante; de maneira muito repentina ou noticiável; de uma maneira empolgante e impressionante…Fonte: Dicionários.

Psicoterapia

“Ainda que a verdade seja simples, ela tem que ser ensinada àqueles que já perderam os seus caminhos em labirintos de complexidade sem fim. Essa é a grande ilusão. Em seu rastro vem a crença inacreditável segundo a qual, para se estar seguro, é preciso controlar o desconhecido. Essa estranha crença se baseia em certos passos que nunca atingem a consciência no nível da percepção [consciousness]. Em primeiro lugar, é introduzida pela crença de que existem forças a serem vencidas para que se possa viver. Em seguida, parece que essas forças podem ser mantidas à distância apenas por um autoconceito inflado que mantém na escuridão o que é verdadeiramente sentido e busca trazer as ilusões à luz.” (P.V.1:1-6)

“Awareness” – “Consciência no nível da Realidade”

Citado 211 vezes no Curso completo.

Texto

“Esse é um curso em milagres. É um curso obrigatório. Só é voluntário o momento em que decides fazê-lo. Livre arbítrio não significa que podes estabelecer o currículo. Significa apenas que podes escolher o que queres aprender em determinado momento. O curso não tem por objetivo ensinar o significado do amor, pois isso está além do que pode ser ensinado. Ele objetiva, contudo, remover os bloqueios à consciência no nível da realidade [awareness] da presença do amor, que é a tua herança natural. O oposto do amor é o medo, mas o que tudo abrange não pode ter opostos.” (T-In.1:1-8)

“Milagres despertam novamente a consciência no nível da realidade [awareness] de que o espírito, não o corpo, é o altar da verdade. É esse o reconhecimento que conduz ao poder curativo [healing] do milagre.” (T-1.I.20:1-1-2)

“O milagre é uma expressão da consciência no nível da realidade [awareness] interior de Cristo e da aceitação da Sua Expiação.” (T-1.I.44:1)

“Milagres surgem da mente que está pronta para eles. Por estar unida, essa mente vai a todos, mesmo sem [a consciência no nível da realidade [awareness]] do próprio trabalhador de milagres. A natureza impessoal dos milagres deve-se ao fato da Expiação em si mesma ser uma só, unindo todas as criações com o seu Criador. Como uma expressão do que és na verdade, o milagre coloca a mente em um estado de graça. A mente, então, dá boas-vindas com naturalidade ao Anfitrião interior e ao forasteiro do lado de fora. Quando acolhes o forasteiro, ele vem a ser teu irmão.” (T-1.III.7:1-6)

“Que o milagre possa ter efeitos sobre os teus irmãos que possas não reconhecer, não concerne a ti. O milagre sempre te abençoará. Os milagres que não te foram pedidos não perderam seu valor. Ainda são expressões do teu próprio estado de graça, mas o aspecto de ação do milagre deve ser controlado por mim, devido a minha completa consciência no nível da realidade [awareness] de todo o plano. A natureza impessoal da mente voltada para o milagre assegura a tua graça, mas só eu estou em posição de saber onde eles podem ser concedidos.” (T-1.III.8:1-5)

“Milagres são seletivos só no sentido de que são dirigidos para aqueles que podem usá-los para si mesmos. Já que isso faz com que seja inevitável que eles os estendam a outros, é soldada uma forte cadeia de Expiação. Todavia, essa seletividade não leva em conta a magnitude do milagre em si, porque o conceito de tamanho existe em um plano que é, em si mesmo, irreal. Já que o milagre tem por objetivo restaurar a consciência no nível da realidade [awareness] da realidade, não seria útil se fosse limitado por leis que governam o erro que ele tem por objetivo corrigir.” (T-1.III.9:1-4)

“A escuridão é falta de luz, assim como o pecado é falta de amor. Não tem propriedades exclusivas em si mesma. É um exemplo da crença na ‘escassez’, da qual só o erro pode proceder. A verdade é sempre abundante. Aqueles que percebem e reconhecem que tem tudo, não tem necessidades de espécie alguma. O propósito da Expiação é restituir tudo a ti, ou melhor, restituir tudo à tua consciência no nível da realidade [awareness]. Tudo te foi dado quando foste criado assim como a todos.” (T-1.IV.3:1-7)

“As tuas percepções distorcidas produzem uma cobertura densa sobre os impulsos para os milagres, fazendo com que seja difícil para eles alcançarem a tua própria consciência no nível da realidade [awareness]. A confusão entre impulsos milagrosos e impulsos físicos é uma das maiores distorções da percepção. Os impulsos físicos são impulsos milagrosos dirigidos equivocadamente. Todo o prazer real vem de se fazer a Vontade de Deus. Isso é assim porque não fazê-la é uma negação do Ser. A negação do Ser resulta em ilusões, enquanto a correção do erro traz a liberação disso. Não enganes a ti mesmo acreditando que podes te relacionar em paz com Deus ou com teus irmãos através de qualquer coisa externa.” (T-1.VII.1:1-7)

“O aprendizado corretivo sempre começa com o despertar do espírito e o afastamento da crença na vista física. Isso frequentemente acarreta medo, porque tens medo do que a tua vista espiritual vai te mostrar. Eu disse anteriormente que o Espírito Santo não pode ver o erro e só é capaz de olhar para o que está além do erro em defesa da Expiação. Não há dúvida de que isso pode produzir desconforto, no entanto, o desconforto não é o resultado final da percepção. Quando se permite que o Espírito Santo olhe para a profanação do altar, Ele também olha imediatamente em direção à Expiação. Nada do que Ele percebe pode induzir ao medo. Tudo o que resulta da consciência no nível da realidade [awareness] espiritual é meramente canalizado em direção à correção. O desconforto só surge para trazer à consciência no nível da realidade [awareness] a necessidade da correção.” (T-2.V.7:1-8)

“A injunção ‘Sede uma só mente’ é o enunciado para o estado de prontidão para a revelação. Meu pedido ‘Fazei isso em memória de mim’ é o apelo para a cooperação dos trabalhadores de milagres. As duas declarações não pertencem à mesma ordem de realidade. Só a última envolve uma consciência no nível da realidade [awareness] do tempo, já que lembrar é recordar o passado no presente. O tempo está sob a minha direção, mas a intemporalidade pertence a Deus. No tempo existimos para o outro e com o outro. Na intemporalidade, coexistimos com Deus.” (T-2.V(A).17(7):1-7)

“Todos experimentam medo. No entanto, seria preciso um pequeno pensamento certo para reconhecerem porque o medo ocorre. Poucos apreciam o poder real da mente e ninguém permanece plenamente ciente dele o tempo todo. Porém, se esperas poupar-te do medo, existem certas coisas que tens que reconhecer e reconhecer plenamente. A mente é muito poderosa e nunca perde a sua força criativa. Ela nunca dorme. A cada instante está criando. É duro reconhecer que o pensamento e a crença se combinam em uma onda de poder que pode literalmente mover montanhas. A primeira vista parece que acreditar em tal poder acerca de ti mesmo é arrogância, mas não é essa a razão real pela qual não acreditas nisso. Preferes acreditar que os teus pensamentos não podem exercer influência real porque, de fato, tens medo deles. Isso pode diminuir a tua consciência no nível da realidade [awareness] em relação à culpa, mas a custo de perceberes a mente como impotente. Se acreditas que o que pensas não tem efeito, podes deixar de ter medo do que pensas, mas dificilmente estás propenso a respeitar teu pensamento. Não existem pensamentos vãos. Todo pensamento produz forma em algum nível.” (T-2.VI.9:1-14)

“O que acontece às percepções se não existirem julgamentos, nem nada além da perfeita igualdade? A percepção passa a ser impossível. A verdade só pode ser conhecida. Toda a verdade é igualmente verdadeira e conhecer qualquer uma das suas partes é conhecer toda a verdade. Só a percepção envolve a consciência no nível da realidade [awareness] parcial. O conhecimento transcende as leis que governam a percepção porque um conhecimento parcial é impossível. É totalmente uno e não tem partes separadas. Tu, que realmente és um com ele, não precisas senão conhecer a ti mesmo para que o teu conhecimento esteja completo. Conhecer o milagre de Deus é conhecê-Lo.” (T-3.V.8:1-9)

“Tu estás muito assustado com todas as coisas que tens percebido, mas tens-te recusado a aceitar isso. Acreditas que, por te teres recusado a aceitá-las, perdeste o controlo sobre elas. É por essa razão que as vês em pesadelos ou em disfarces agradáveis naqueles que parecem ser os teus sonhos mais felizes. Nada do que te recusaste a aceitar pode ser trazido à tua consciência no nível da realidade [awareness]. Não é perigoso em si, mas tens feito com que te pareça perigoso.” (T-3.VI.4:1-5)

“Todas as coisas cooperam para o bem. Não existem exceções, exceto no julgamento do ego. O ego exerce vigilância máxima em relação ao que ele permite que faça parte da consciência no nível da realidade [awareness] e não é esse o modo de uma mente equilibrada manter-se coesa. O ego é levado a maior desequilíbrio ainda, porque mantém a sua motivação básica à parte da tua consciência no nível da realidade [awareness] e eleva o controle, ao invés da sanidade, à predominância. O ego tem toda razão para fazer isso, de acordo com o sistema de pensamento que lhe deu origem e ao qual ele serve. O julgamento são, inevitavelmente, seria contra o ego e tem que ser obliterado pelo ego no interesse da sua própria autopreservação.” (T-4.V.1:1-6)

“O corpo é o lar do ego por sua própria escolha. É a única identificação com a qual o ego se sente seguro, pois a vulnerabilidade do corpo é o seu melhor argumento de que tu não podes ser de Deus. Essa é a crença que o ego ansiosamente promove. Entretanto, o ego odeia o corpo, pois não pode aceitá-lo como bom o suficiente para ser o seu lar. É aí que a mente passa a ser, de fato, aturdida. Apesar do ego lhe dizer que ela realmente é parte do corpo e que o corpo é o seu protetor, também lhe é dito que o corpo não pode protegê-la. Por conseguinte, a mente pergunta: ‘Aonde posso ir em busca de proteção?’, ao que o ego responde: ‘Volta-te para mim.’ A mente, não sem causa, lembra ao ego que ele próprio insistiu em ser identificado com o corpo, portanto, não faz sentido ela se voltar para ele em busca de proteção. O ego não tem uma resposta real para isso, posto que não existe nenhuma, mas tem uma solução típica. Oblitera a questão da consciência no nível da realidade [awareness] da mente. Uma vez fora da consciência no nível da realidade [awareness] a questão pode produzir e produz inquietação, mas não pode ser respondida porque não pode ser colocada.” (T-4.V.4:1-11)

“O que tu projetas, desaproprias e, portanto, não acreditas que seja teu. Tu estás te excluindo por te julgares diferente daquele sobre o qual projetas. Já que também julgaste contra o que projetas, continuas atacando-o porque continuas a mantê-lo separado. Fazendo isso inconscientemente, tentas manter o fato de que atacaste a ti mesmo fora da tua consciência no nível da realidade [awareness] e assim imaginas teres te posto a salvo.” (T-6.II.2:1-4)

“O Espírito Santo usa o tempo, mas não acredita nele. Como Ele veio de Deus, usa todas as coisas para o bem e não acredita no que não é verdadeiro. Como o Espírito Santo está na tua mente, a tua mente também só pode acreditar no que é verdadeiro. O Espírito Santo só pode falar em favor disso, porque fala por Deus. Ele te diz para voltar toda a tua mente para Deus, porque ela nunca O deixou. Se a mente nunca O deixou, só precisas percebê-la como é e já terás retornado. Assim sendo, a consciência no nível da realidade [awareness] plena da Expiação é o reconhecimento de que a separação nunca ocorreu. O ego não pode prevalecer contra isso porque é uma declaração explícita de que o ego nunca ocorreu.” (T-6.II.10:1-8)

“Estás em uma situação impossível só porque pensas que é possível estar. Estarias em uma situação impossível se Deus te mostrasse a tua perfeição e te provasse que estavas errado. Isso demonstraria que os perfeitos são inadequados para trazer a si mesmos à consciência no nível da realidade [awareness] da própria perfeição, e assim estaria de acordo com a crença segundo a qual aqueles que têm tudo precisam de ajuda e, portanto, são impotentes. Esse é o tipo de ‘raciocínio’ em que se engaja o ego. Deus, Que sabe que as Suas criações são perfeitas, não as afronta. Isso seria tão impossível quanto a noção do ego que pensa tê-Lo afrontado.” (T-6.IV.10:1-6)

“Assim sendo, o segundo passo ainda é perceptivo, embora seja um passo gigantesco no sentido da percepção unificada que reflete o conhecimento de Deus. Na medida em que dás esse passo e manténs essa direção, estarás abrindo caminho em direção ao centro do teu sistema de pensamento, onde a mudança fundamental vai ocorrer. Na altura do segundo passo, o progresso é intermitente, mas o segundo passo é mais fácil do que o primeiro porque decorre dele. Reconhecer que ele não pode deixar de decorrer é uma demonstração de que tens uma consciência no nível da realidade [awareness] crescente de que o Espírito Santo te conduzirá para adiante.” (T-6.V(B).9:1-4)

“Ensinar a toda a Filiação sem exceção demonstra que percebes a sua integridade e aprendeste que ela é una. Agora tens que ser vigilante para manter em tua mente essa unicidade, porque se permitires a entrada da dúvida, perderás a consciência no nível da realidade [awareness] da integridade da mente e serás incapaz de ensiná-la. A integridade do Reino não depende da tua percepção, mas a tua consciência no nível da realidade [awareness] da sua integridade sim. É apenas a tua consciência no nível da realidade [awareness] que necessita de proteção, uma vez que aquilo que é não pode ser agredido. Entretanto, não podes ter um senso real do que é, enquanto estiveres em dúvida quanto ao que tu és. É por isso que a vigilância é essencial. As dúvidas sobre o que é não devem entrar na tua mente, ou não poderás saber o que és com certeza. A certeza é de Deus para ti. A vigilância não é necessária para a verdade, mas é necessária contra as ilusões.” (T-6.V(C).8:1-9)

“A mente que aceita o ataque não pode amar. lsso é assim porque ela acredita que pode destruir o amor e, portanto, não compreende o que é o amor. Se não compreende o que é o amor, não pode se perceber amorosa. Isso faz perder a consciência no nível da realidade [awareness] do que é, induz a sentimentos de irrealidade e resulta em profunda confusão. O teu pensamento tem feito isso por causa do poder que ele tem, mas o teu pensamento também é capaz de salvar-te disso, porque esse poder não é feito por ti. A tua capacidade de dirigir o teu pensamento da forma que escolheres é parte do poder que ele tem. Se não acreditas que podes fazer isso, negaste o poder do teu pensamento e assim o tornaste impotente em tua crença.” (T-7.VI.2:1-7)

“Sempre que negares uma bênção a um irmão, tu te sentirás privado, porque a negação é tão total quanto o amor. É tão impossível negar parte da Filiação quanto amá-la em parte. Também não é possível amá-la totalmente às vezes. Não podes estar totalmente comprometido apenas às vezes. A negação não tem poder em si mesma, mas tu podes dar a ela o poder da tua mente, poder esse que é sem limites. Se a usas para negar a realidade, a realidade se vai para ti. A realidade não pode ser apreciada parcialmente. É por isso que negar qualquer parte dela significa que tu perdeste a consciência no nível da realidade [awareness] de toda a realidade. Entretanto, a negação é uma defesa e assim pode ser usada positivamente bem como negativamente. Usada de forma negativa, ela será destrutiva porque será usada para o ataque. Mas a serviço do Espírito Santo, pode ajudar-te a reconhecer parte da realidade e assim apreciá-la toda. A mente é por demais poderosa para estar sujeita à exclusão. Tu jamais serás capaz de te excluir dos teus pensamentos.” T-7.VII.1:1-13)

“O espírito sabe que a consciência no nível da realidade [awareness] de todos os seus irmãos está incluída na sua própria, assim como está incluída em Deus. O poder de toda a Filiação e de seu Criador é, portanto, a própria plenitude do espírito, tornando as criações do espírito igualmente íntegras e iguais em perfeição. O ego não pode prevalecer contra uma totalidade que inclui a Deus e qualquer totalidade necessariamente inclui a Deus. A tudo o que Deus criou é dado todo o Seu poder porque é parte Dele e compartilha com Ele O Que Ele E. Criar é o oposto de perder, como a bênção é o oposto do sacrifício. O que é tem que ser estendido. É deste modo que retém o conhecimento de si mesmo. O espírito anseia por compartilhar o que ele é assim como fez o seu Criador. Criado pelo compartilhar, sua vontade é criar. Não deseja conter a Deus, mas sua vontade é estender o Que Ele É.” (T-7.IX.2:1-10)

“As tuas criações são protegidas para ti porque o Espírito Santo, Que está em tua mente, tem conhecimento delas e pode trazê-las à tua consciência no nível da realidade [awareness] sempre que permitires que Ele o faça. Elas estão aí como parte do que tu és, porque a tua plenitude as inclui. As criações de cada Filho de Deus são tuas já que cada criação pertence a todos, tendo sido criada para a Filiação como um todo.” (T-7.IX.5:1-3)

“Sê confiante em que nunca perdeste a tua Identidade e as extensões que A mantém na integridade e na paz. Milagres são uma expressão dessa confiança. Eles são reflexos tanto da tua identificação apropriada com os teus irmãos quanto da tua consciência no nível da realidade [awareness] de que a tua identificação é mantida pela extensão. O milagre é uma lição de percepção total. Ao incluir qualquer parte da totalidade na lição, tu incluíste o todo.” (T-7.IX.7:1-5)

“Tu estavas na escuridão até que a Vontade de Deus fosse feita completamente por qualquer parte da Filiação. Quando isso foi feito, foi perfeitamente realizado por todos. De que outra forma poderia ser perfeitamente realizado? Minha missão simplesmente foi a de unir a vontade da Filiação à Vontade do Pai, por estar eu próprio ciente [aware] da Vontade do Pai. Essa é a consciência no nível da realidade [awareness] que eu vim te dar e o teu problema de aceitá-la é o problema desse mundo. Dissipá-lo é a salvação e nesse sentido eu sou a salvação do mundo. O mundo, portanto, tem que desprezar-me e rejeitar-me, porque o mundo é a crença em que o amor é impossível. Se aceitares o fato de que eu estou contigo, estás negando o mundo e aceitando a Deus. Minha vontade é a Sua e a tua decisão de me ouvir é a decisão de ouvir a Sua Voz e habitar na Sua Vontade. Assim como Deus me enviou a ti, eu te enviarei a outros. E irei a eles contigo, para que nós possamos ensinar-lhes a paz e a união.” (T-8.IV.3:1-11)

“A vontade sem divisão da Filiação, que é a Vontade de Deus, é o criador perfeito, sendo totalmente à semelhança de Deus. Não podes estar isento disso se queres compreender o que ela é e o que tu és. Por acreditares que a tua vontade está separada da minha, estás te isentando da Vontade de Deus, que é o que tu és. Entretanto, curar [to heal] ainda é tornar íntegro. Por conseguinte, curar [to heal] é unir-se àqueles que são como tu, porque perceber essa semelhança é reconhecer o Pai. Se a tua perfeição está Nele e somente Nele, como é que podes conhecê-la sem reconhecê-Lo? O reconhecimento de Deus é o reconhecimento de ti mesmo. Não há separação entre Deus e a Sua criação. Vais te dar conta disso quando compreenderes que não há separação entre a tua vontade e a minha. Deixa o Amor de Deus brilhar sobre ti pela tua aceitação de mim. A minha realidade é a tua e a Dele. Ao unir a tua mente à minha, dás significado à tua consciência no nível da realidade [awareness] de que a Vontade de Deus é Uma Só.” (T-8.V.2:1-12)

“A percepção errada é o desejo de que as coisas sejam como não são. A realidade de todas as coisas é totalmente inócua, pois a condição da sua realidade é a inocuidade total. E também a condição da tua consciência no nível da realidade [awareness] da realidade de todas as coisas. Tu não tens que buscar a realidade. Ela buscará a ti e te achará quando tiveres satisfeito as suas condições. As suas condições são parte do que ela é. E só essa parte depende de ti. O resto é por si mesmo. Só precisas fazer tão pouco porque a tua pequena parte é tão poderosa que te trará o todo. Aceita, pois, a tua pequena parte e permite que o todo seja teu.” (T-8.IX.2:1-10)

“Se não sabes qual é a tua realidade, por que estarias tão certo de que ela é amedrontadora? A associação da verdade com o medo que, na melhor das hipóteses, seria altamente artificial, é particularmente inadequada nas mentes daqueles que não sabem o que é a verdade. Tudo o que isso poderia significar é que estás arbitrariamente associando algo além da tua consciência no nível da realidade [awareness] com algo que não queres. É evidente, então, que estás julgando alguma coisa da qual estás totalmente inconsciente. Estabeleceste essa estranha situação de forma que é impossível escapar sem um Guia Que conheça qual é a tua realidade. O propósito desse Guia é apenas o de lembrar-te o que tu queres. Ele não está tentando forçar uma vontade alheia a ti. Apenas está fazendo todo o esforço possível, dentro dos limites que tu Lhe impões, para restabelecer a tua própria vontade na tua consciência no nível da realidade [awareness].” (T-9.I.3:1-8)

“Tu aprisionaste a tua vontade além da tua própria consciência no nível da realidade [awareness], onde ela permanece, mas não pode ajudar-te. Quando eu disse que a função do Espírito Santo é separar o falso do verdadeiro na tua mente, eu quis dizer que Ele tem o poder de olhar o que tu escondeste e lá reconhecer a Vontade de Deus. O Seu reconhecimento dessa Vontade pode fazer com que ela seja real para ti porque Ele está em tua mente e, portanto, Ele é a tua realidade. Se, então, a Sua percepção da tua mente te traz a realidade dela, Ele está te ajudando a lembrar o que tu és. A única fonte de medo nesse processo é aquilo que pensas que vais perder. No entanto, só podes ter aquilo que o Espírito Santo vê.” (T-9.I.4:1-6)

“O impossível só pode acontecer em fantasias. Quando procuras a realidade em fantasias, não vais achá-la. Os símbolos da fantasia são do ego e desses acharás muitos. Mas não olhes para eles em busca de significado. Eles não têm mais significado do que as fantasias de que são tecidos. Os contos de fadas podem ser agradáveis ou amedrontadores, mas ninguém os considera verdadeiros. As crianças podem acreditar neles e assim, por algum tempo, esses contos são verdadeiros para elas. Entretanto, quando a realidade desponta as fantasias se vão. Nesse ínterim, a realidade não desapareceu. A Segunda Vinda é a consciência no nível da realidade [awareness] da realidade, não o seu retorno.” (T-9.IV.11:1-10)

“Olha, minha criança, a realidade está aqui. Ela pertence a ti e a mim e a Deus, e é perfeitamente satisfatória para todos nós. Só essa consciência no nível da realidade [awareness] cura [heals] porque é a consciência no nível da realidade [awareness] da verdade. (T-9.V.12:1-3)

“Há uma vantagem em trazer à consciência no nível da realidade [awareness] os pesadelos, mas somente para ensinar que eles não são reais e que qualquer coisa que contenham não tem significado. O curador [healer] não-curado [unhealed] não pode fazer isso porque não acredita nisso. Todos os curadores [healers] não-curados [unhealed] têm que seguir o plano do ego para o perdão de uma forma ou de outra. Se são teólogos, provavelmente condenam a si mesmos, ensinam a condenação e advogam uma solução amedrontadora. Projetando a condenação sobre Deus, eles O fazem parecer vingativo e têm medo da Sua punição. O que fizeram foi apenas identificar-se com o ego e ao perceber o que ele faz, condenam a si mesmos devido a essa confusão. É compreensível que tenha havido revoltas contra esse conceito, mas revoltar-se contra ele ainda é acreditar nele. (T-9.V.3:1-7)

“A não ser que em primeiro lugar conheças alguma coisa, não podes dissociá-la. O conhecimento necessariamente precede a dissociação, de modo que a dissociação nada mais é do que uma decisão de esquecer. Então, o que foi esquecido parece ser amedrontador, mas apenas porque a dissociação é um ataque à verdade. Tu estás amedrontado porque esqueceste. E substituíste o teu conhecimento por uma consciência no nível da realidade [awareness] de sonhos, porque tens medo da tua dissociação e não do que dissociaste. Quando o que dissociaste é aceito, deixa de ser amedrontador.” (T-10.II.1:1-6)

“Que Consolador pode haver para as crianças doentes de Deus exceto o Seu poder através de ti? Lembra-te que não importa aonde na Filiação Ele é aceito. Ele é sempre aceito para todos e quando a tua mente O recebe, a Sua lembrança desperta através de toda a Filiação. Cura [heal] os teus irmãos simplesmente aceitando Deus por eles. As vossas mentes não são separadas e Deus tem apenas um canal para a cura [healing], porque Ele tem apenas um Filho. O elo remanescente de comunicação entre Deus e todas as Suas crianças as une e une-as a Ele. Estar ciente [aware] disso é curá-las [to heal them], porque é a consciência no nível da realidade [awareness] de que ninguém está separado e, portanto, ninguém está doente.” (T-10.III.2:1-7)

“Muito simplesmente, então, podes acreditar que estás com medo do nada, mas na realidade tens medo de algo que não existe. E nesta consciência no nível da realidade [awareness], és curado [healed]. Ouvirás o deus que escutares. Fizeste o deus da doença e por tê-lo feito, fizeste com que sejas capaz de ouvi-lo. Entretanto, tu não o criaste, porque ele não é a Vontade do Pai. Ele não é, portanto, eterno e será desfeito para ti no instante em que deres significação à tua disposição de aceitar só o que é eterno.” (T-10.III.9:1-6)

“O teu reconhecimento de que qualquer coisa que pareça estar te separando de Deus é apenas medo, seja qual for a forma que assuma e independentemente de como o ego queira que tu o vivencies, é por tanto a ameaça básica do ego. O seu sonho de autonomia é balançado em seus fundamentos com essa consciência no nível da realidade [awareness]. Pois embora possas conviver com uma idéia falsa de independência, não vais aceitar o custo do medo se o reconheceres. Entretanto, esse é o custo e o ego não pode minimizá-lo. Se não vês o amor, não estás vendo a ti mesmo e tens que ter medo da irrealidade porque negaste a ti mesmo. Acreditando que tiveste sucesso ao agredir a verdade, estás acreditando que o ataque tem poder. Muito simplesmente, então, vieste a ter medo de ti mesmo. E ninguém quer achar aquilo que acredita que iria destruí-lo.” (T-11.V.10:1-8)

“Tu queres unir-te à ressurreição ou à crucificação? Queres condenar os teus irmãos ou libertá-los? Queres transcender a tua prisão e ascender ao Pai? Todas essas questões são a mesma e são respondidas juntas. Tem havido muita confusão a respeito do que significa a percepção, porque a palavra é usada para ambas, a consciência no nível da realidade [awareness] e a interpretação da consciência no nível da realidade [awareness]. No entanto, não podes estar ciente sem interpretação, pois o que percebes é a tua interpretação. (T-11.VI.2:1-6)

“Esse curso é perfeitamente claro. Se não o vês com clareza, é porque estás interpretando contra ele e, portanto, não acreditas nele. E uma vez que a crença determina a percepção, não percebes o que ele significa e, portanto, não o aceitas. Entretanto, experiências diferentes conduzem a crenças diferentes, e estas conduzem a percepções diferentes. Pois as percepções são aprendidas através das crenças e a experiência, de fato, ensina. Eu te estou conduzindo a um novo tipo de experiência, que estarás cada vez menos disposto a negar. Aprender sobre Cristo é fácil, pois perceber com Ele não envolve tensão nenhuma. As Suas percepções são a tua consciência no nível da realidade [awareness] natural, e são apenas as distorções que introduzes que te cansam. Deixa que o Cristo em ti interprete por ti e não tentes limitar o que vês pelas pequenas e estreitas crenças indignas do Filho de Deus. Pois até que Cristo venha a Si próprio, o Filho de Deus se verá sem Pai.” (T-11.VI.3:1-10)

“Tu te pregaste a uma cruz e colocaste uma coroa de espinhos sobre a tua própria cabeça. No entanto, não podes crucificar o Filho de Deus, pois a Vontade de Deus não pode morrer. Seu Filho foi redimido da sua própria crucificação e não podes entregar à morte aquele a quem Deus deu vida eterna. O sonho da crucificação ainda pesa sobre os teus olhos, mas o que vês em sonhos não é a realidade. Enquanto percebes o Filho de Deus sendo crucificado, estás dormindo. E enquanto acreditas que podes crucificá-lo, só estás tendo pesadelos. Tu, que estás começando a despertar, ainda estás ciente [aware] de sonhos e ainda não os esqueceste. O esquecimento dos sonhos e a consciência no nível da realidade [awareness] de Cristo vêm com o despertar de outros para compartilharem a tua redenção.” (T-11.VI.8:1-8)

“O Filho de Deus está salvo. Traze apenas essa consciência no nível da realidade [awareness] à Filiação e terás uma parte na redenção tão valorosa quanto a minha. Pois a tua parte tem que ser como a minha se a aprendes de mim. Se acreditas que a tua parte é limitada, estás limitando a minha. Não existe nenhuma ordem de dificuldades em milagres porque todos os Filhos de Deus são de igual valor e a sua igualdade é a sua unicidade. Todo o poder de Deus está em cada uma das Suas partes e nada que seja contraditório à Sua Vontade é grande ou pequeno. O que não existe não tem tamanho nem medida. Para Deus todas as coisas são possíveis. E a Cristo é dado ser como o Pai.” (T-11.VI.10:1-9)

“A percepção da bondade não é conhecimento, mas a negação do oposto da bondade te capacita a reconhecer uma condição na qual opostos não existem. E essa é a condição do conhecimento. Sem essa consciência no nível da realidade [awareness], não satisfizeste as suas condições e enquanto não as satisfizeres, não terás o conhecimento de que ele já é teu. Tu fizeste muitas idéias que colocaste entre ti mesmo e o teu Criador, e essas crenças são o mundo tal como o percebes. A verdade não está ausente aqui, mas está obscura. Não conheces a diferença entre o que tu tens feito e o que tu tens criado. Acreditar que podes perceber o mundo real é acreditar que podes conhecer a ti mesmo. Podes conhecer a Deus porque é Sua Vontade ser conhecido. O mundo real é tudo o que o Espírito Santo tem guardado para ti dentre o que tens feito, e perceber só isso é salvação, porque é o reconhecimento de que a realidade é só aquilo que é verdadeiro.” (T-11.VII.4:1-9)

“Só a apreciação é uma resposta adequada para o teu irmão. A gratidão é devida a ele tanto por seus pensamentos amorosos como pelos seus pedidos de ajuda, pois ambos são capazes de trazer o amor à tua consciência no nível da realidade [awareness], se os perceberes verdadeiramente. E todo o teu senso de tensão provem das tuas tentativas de não fazeres apenas isso. Como é simples, então, o plano de Deus para a salvação. Existe apenas uma resposta para a realidade, posto que ela não faz surgir qualquer conflito. Existe apenas um Professor da realidade Que compreende o que ela é. Ele não muda a própria Mente acerca da realidade porque a realidade não muda. Embora as tuas interpretações da realidade sejam sem significado no teu estado dividido, as Suas permanecem consistentemente verdadeiras. Ele as dá a ti porque elas são para ti. Não tentes ‘ajudar’ um irmão a teu modo, porque não és capaz de ajudar a ti mesmo. Mas escuta o seu chamado pela Ajuda de Deus e reconhecerás a tua própria necessidade do Pai.” (T-12.I.6:1-11)

“As tuas interpretações das necessidades do teu irmão são interpretações das tuas próprias necessidades. Dando ajuda estarás pedindo-a e se perceberes apenas uma única necessidade em ti mesmo, estarás curado [healed]. Pois estarás reconhecendo a Resposta de Deus como queres que Ela seja e se A queres na verdade, Ela será verdadeiramente tua. Todo apelo a que respondes em Nome de Cristo traz para mais perto da tua consciência no nível da realidade [awareness] a lembrança do teu Pai. Assim sendo, em favor da tua necessidade, ouve todo pedido de ajuda como ele é, de forma que Deus possa responder a ti.” (T-12.I.7:1-5)

“Aplicando a interpretação que o Espírito Santo faz das reações dos outros cada vez mais consistentemente, ganharás uma consciência no nível da realidade [awareness] crescente de que os Seus critérios são igualmente aplicáveis a ti. Pois reconhecer o medo não é suficiente para escapares dele, embora o reconhecimento seja necessário para demonstrar a necessidade de escapar. Ainda é necessário que o Espírito Santo traduza o medo em verdade. Se fosses deixado com o medo, depois de tê-lo reconhecido, estarias dando um passo para mais longe da realidade, ao invés de estar avançando em sua direção. Entretanto, repetimos constantemente a necessidade de reconhecer o medo e enfrentá-lo sem disfarces como um passo crucial para o desfazer do ego. Considera, então, o quanto te servirá a interpretação que o Espírito Santo dá aos motivos dos outros. Tendo te ensinado a só aceitar nos outros pensamentos amorosos e a considerar todas as outras coisas como um pedido de ajuda, Ele te ensinou que o medo em si mesmo é um pedido de ajuda. É isso o que realmente significa reconhecer o medo. Se não protegeres o medo, Ele vai reinterpretá-lo. Esse é o valor máximo que há em se aprender a perceber o ataque como um pedido de amor. Nós já aprendemos que o medo e o ataque estão inevitavelmente associados. Se apenas o ataque produz medo e se vês o ataque como o pedido de ajuda que de fato é, a irrealidade do medo tem que despontar em ti. Pois o medo é um pedido de amor, em reconhecimento inconsciente do que foi negado.” (T-12.I.8:1-13)

“Se queres olhar para o amor, que é a realidade do mundo, o que poderias fazer de melhor além de reconhecer em todas as defesas contra ele, o apelo subjacente por ele? E como poderias aprender melhor a realidade do amor além de responder a esse apelo dando amor? A interpretação que o Espírito Santo faz do medo o dissipa, pois a consciência no nível da realidade [awareness] da verdade não pode ser negada. Assim o Espírito Santo substitui o medo por amor e traduz o erro em verdade. E assim tu aprenderás com Ele como substituir o teu sonho de separação pelo fato da unidade. Pois a separação é apenas a negação da união e, corretamente interpretada, atesta o teu conhecimento eterno de que a união é verdadeira.” (T-12.I.10:1-6)

“Tu, que tentaste banir o amor, não tiveste êxito, mas tu que escolheste banir o medo, não podes deixar de ter sucesso. O Senhor é contigo, embora não o saibas. Porém, o teu Redentor vive e está para sempre em ti, na paz da qual Ele foi criado. Não trocarias a consciência no nível da realidade [awareness] do medo por essa consciência no nível da realidade [awareness]? Quando nós tivermos superado o medo—não escondendo-o, não minimizando-o, não negando o seu impacto total de forma alguma—é isso o que realmente verás. Não podes deixar de lado os obstáculos à visão real sem olhar para eles, pois deixar de lado significa julgar de forma contrária. Se olhares, o Espírito Santo julgará e Ele julgará verdadeiramente. No entanto, Ele não pode dissipar com Seu brilho aquilo que manténs escondido, porque não o ofereceste a Ele e Ele não pode tirá-lo de ti.” (T-12.II.9:1-8)

“A Expiação não é o preço da tua integridade, mas é o preço da tua consciência no nível da realidade [awareness] da tua integridade. Pois o que escolheste ‘vender’ tinha que ser guardado para ti, já que não o poderias ‘comprar’ de volta. Todavia, tens que investir nisso, não com dinheiro, mas com espírito. Pois espírito é vontade e vontade é o ‘preço’ do Reino. A tua herança aguarda apenas o reconhecimento de que foste redimido. O Espírito Santo te guia à vida eterna, mas tu precisas abandonar o teu investimento na morte ou não verás a vida, apesar dela estar em tudo à tua volta.” (T-12.IV.7:1-6)

“O ego está tentando ensinar-te como ganhar todo o mundo e perder a tua própria alma. O Espírito Santo te ensina que não podes perder a tua alma e que não há ganho no mundo, pois em si mesmo não há nada que seja proveitoso no mundo. Investir sem lucrar seguramente é empobrecer a ti mesmo e as despesas são altas. Não só não há lucro no investimento, como o custo para ti é enorme. Pois esse investimento te custa a realidade do mundo, pois nega a tua e nada te dá em troca. Não podes vender a tua alma, mas podes vender a consciência no nível da realidade [awareness] que tens dela. Não podes perceber a tua alma, mas não a conhecerás enquanto perceberes alguma outra coisa como mais valiosa.” (T-12.VI.1:1-7)

“No entanto, não importa quanta distância tentaste interpor entre a tua consciência no nível da realidade [awareness] e a verdade. O Filho de Deus pode ser visto porque a sua visão é compartilhada. O Espírito Santo olha para ele e não vê nenhuma outra coisa em ti. O que é invisível para ti é perfeito em Sua vista e abrange tudo. Ele lembrou-Se de ti porque não esqueceu o Pai. Tu olhaste para o irreal e achaste o desespero. Todavia, buscando o irreal, que outra coisa poderias achar? O mundo irreal é algo desesperador, pois nunca poderá ser. E tu, que compartilhas o Ser de Deus com Ele, nunca poderias te contentar sem a realidade. O que Deus não te deu não tem poder sobre ti e a atração do amor pelo amor permanece irresistível. Pois é a função do amor unir todas as coisas em si mesmo e manter todas as coisas juntas por estender a sua integridade.” (T-12.VIII.7:1-11)

“A mais escura das pedras angulares ocultas em ti mantém a tua crença na culpa fora da tua consciência no nível da realidade [awareness]. Pois nesse local escuro e secreto está o reconhecimento de que traíste o Filho de Deus por condená-lo à morte. Tu nem sequer suspeitas de que essa idéia assassina mas insana está escondida lá, pois a necessidade de destruição do ego é tão intensa que nada menos do que a crucificação do Filho de Deus pode, em última instância, satisfazê-la. Ele não conhece quem é o Filho de Deus porque é cego. Entretanto, permite que ele perceba a inculpabilidade em qualquer lugar e ele tentará destruí-la porque tem medo.” (T-13.II.3:1-5)

“Podes perguntar a ti mesmo porque é tão crucial que olhes para o teu ódio e reconheças toda a sua extensão. Podes também pensar que seria bastante fácil para o Espírito Santo mostrá-lo a ti e dissipá-lo sem a necessidade de que o erguesses à tua consciência no nível da realidade [awareness] por ti mesmo. No entanto, há mais um obstáculo que interpuseste entre tu e a Expiação. Nós temos dito que ninguém sancionará o medo se o reconhecer. No entanto, em teu estado mental desordenado, não tens medo do medo. Não gostas dele mas não é o teu desejo de atacar que realmente te amedronta. Não estás seriamente perturbado com a tua própria hostilidade. Tu a manténs escondida porque tens mais medo do que ela encobre. Poderias até mesmo olhar para a pedra angular mais escura do ego sem medo, se não acreditasses que, sem o ego, acharias dentro de ti algo que te amedrontaria ainda mais. Tu não estás realmente com medo da crucificação. O teu terror real é a redenção.” (T-13.III.1:1-10)

“Perceber verdadeiramente é estar ciente [aware] de toda a realidade através da consciência no nível da realidade [awareness] da tua própria realidade. Mas para tanto, não podem surgir ilusões visíveis aos teus olhos, pois a realidade não deixa espaço para erro nenhum. Isso significa que percebes um irmão somente como o vês agora. O passado do teu irmão não tem realidade no presente, portanto, não podes vê-lo. As tuas reações passadas a ele também não estão presentes, e se é a elas que reages, vês apenas uma imagem que fizeste e aprecias em lugar dele. No teu questionamento das ilusões, pergunta a ti mesmo se é verdadeiramente são perceber o que foi como sendo agora. Se te lembras do passado quando olhas para o teu irmão, serás incapaz de perceber a realidade que é agora.” (T-13.VI.1:1-7)

“Criança de luz, não sabes que a luz está em ti. No entanto, achá-la-ás através das suas testemunhas, pois tendo-lhes dado luz, elas a devolverão. Cada um que vês na luz, traz a tua luz para mais perto da tua consciência no nível da realidade [awareness]. O amor sempre conduz ao amor. Os doentes, que pedem amor, são gratos por ele e em sua alegria resplandecem com gratidão santa. E isso eles oferecem a ti, que lhes deste alegria. Eles são os teus guias para a alegria, pois tendo-a recebido de ti, querem conservá-la. Tu os estabeleceste como guias para a paz, pois fizeste com que ela se manifestasse neles. E ao vê-la, a sua beleza te chama de volta ao lar.” (T-13.VI.10:1-9)

“Despertar em Cristo é seguir as leis do amor pelo teu livre arbítrio a partir do quieto reconhecimento da verdade que elas contêm. A atração da luz tem que atrair-te voluntariamente e essa disponibilidade tem seu significado no dar. Aqueles que aceitam o amor de tua parte vêm a ser as testemunhas voluntárias do amor que tu lhes deste e são eles que o oferecem a ti. No sono, estás sozinho e a tua consciência no nível da realidade [awareness] se limita a ti mesmo. E é por isso que os pesadelos vêm. Sonhas com o isolamento porque os teus olhos estão fechados. Não vês os teus irmãos e, na escuridão, não podes olhar para a luz que deste a eles.” (T-13.VI.12:1-7)

“Estás acostumado com a noção de que a mente pode ver a fonte da dor onde ela não está. O serviço duvidoso que presta esse deslocamento é esconder a fonte real da culpa e manter longe da tua consciência no nível da realidade [awareness] a percepção plena de que ela é insana. O deslocamento é sempre mantido pela ilusão de que a fonte da culpa, da qual se desloca a atenção, tem que ser verdadeira e tem que ser assustadora, ou não a terias deslocado para o que acreditas ser menos amedrontador. Estás, então, disposto a olhar para todos os tipos de ‘fontes’, desde que elas não sejam a fonte mais profunda, com a qual não têm qualquer relacionamento real.” (T-13.X.1:1-4)

“Todos têm um papel especial a desempenhar na Expiação, mas a mensagem dada a cada um é sempre a mesma: o Filho de Deus não tem culpa. Cada um ensina a mensagem de forma diferente e a aprende de forma diferente. No entanto, até que a ensine e a aprenda, sofrerá a dor de uma consciência no nível da realidade [awareness] meio vaga de que a sua verdadeira função permanece nele sem ser cumprida. A carga da culpa é pesada, mas Deus não te quer preso a ela. O Seu plano para o teu despertar é tão perfeito quanto o teu é falho. Tu não sabes o que fazes, mas Aquele Que sabe está contigo. A Sua gentileza é tua e todo amor que compartilhas com Deus Ele guarda em confiança para ti. Ele não quer te ensinar nada a não ser como ser feliz.” (T-14.V.2:1-8)

“Por ora, a coisa essencial é aprender que tu não tens o conhecimento.(*) O conhecimento é poder e todo poder é de Deus. Tu, que tentaste reter o poder para ti mesmo, ‘perdeste-o’. Ainda tens o poder, mas interpuseste tanta coisa entre ele e a tua consciência no nível da realidade [awareness] que não podes usá-lo. Tudo o que ensinaste a ti mesmo fez com que o teu poder fosse cada vez mais obscuro para ti. Não sabes o que ele é, nem onde está. Fizeste uma aparência de poder e uma exibição de força tão lamentáveis que elas não podem deixar de falhar. Pois o poder não é uma força aparente e a verdade está além de qualquer espécie de aparência. Entretanto, tudo o que se interpõe entre tu e o poder de Deus em ti não é senão o teu aprendizado do falso e as tuas tentativas de desfazer o que é verdadeiro.” (*)Referência a Sócrates: O verbo comumente associado a essa citação é ‘saber’. (T-14.XI.1:1-9)

“Não te preocupes acerca de como poderás aprender uma lição tão completamente diferente de tudo o que ensinaste a ti mesmo. Como poderias saber? A tua parte é muito simples. Só precisas reconhecer que tudo o que aprendeste, tu não queres. Pede para ser ensinado e não uses as tuas experiências para confirmar o que aprendeste. Quando a tua paz é ameaçada ou perturbada, de qualquer forma, dize a ti mesmo:

Eu não conheço o significado de coisa alguma, inclusive disso. E, portanto, eu não sei como responder a isso. E não vou usar o meu próprio aprendizado passado como a luz que há de me guiar agora.

Com essa recusa de tentares ensinar a ti mesmo o que não conheces, o Guia que Deus te deu vai falar contigo. Ele tomará o Seu lugar de direito na tua consciência no nível da realidade [awareness] no instante em que tu o abandonares e o ofereceres a Ele.” (T-14.XI.6:1-11)

“Não há dúvida acerca de qual é a tua função pois o Espírito Santo sabe qual é. Não há dúvida acerca da magnitude da tua função, pois ela te alcança através Dele a partir da Magnitude. Não tens que te esforçar por ela, porque a tens. Todo o teu esforço deve ser dirigido contra a pequenez, pois proteger a tua magnitude nesse mundo, de fato, requer vigilância. Manter a tua magnitude em perfeita consciência no nível da realidade [awareness] nesse mundo feito de pequenez é uma tarefa que os pequenos não podem empreender. No entanto, ela te é pedida em tributo à tua magnitude e não à tua pequenez. Nem é pedida a ti sozinho. O poder de Deus apoiará todo esforço que fizeres a favor do Seu Filho querido. Procura o pequeno e negarás a ti mesmo o poder de Deus. Não é Vontade de Deus que o Seu Filho se contente com menos do que tudo. Pois Ele não se contenta sem o Seu Filho e o Filho não pode se contentar com menos do que o que o Pai lhe deu.” (T-15.III.4:1-11)

“Anteriormente eu te perguntei: ‘Queres ser refém do ego ou anfitrião de Deus?’ Permite que essa pergunta te seja feita pelo Espírito Santo todas as vezes que tomas uma decisão. Pois toda decisão que tomas responde a essa pergunta e convida ou a alegria ou a tristeza correspondentemente. Quando Deus Se deu a ti na tua criação, te estabeleceu como Seu anfitrião para sempre. Ele não te deixou e tu não O deixaste. Todas as tuas tentativas de negar a Sua magnitude e fazer do Seu Filho um refém do ego não podem tornar pequeno aquele que Deus uniu a Si Mesmo. Toda decisão que tomas é pelo Céu ou pelo inferno e te traz a consciência no nível da realidade [awareness] daquilo a favor do qual te decidiste.”

“Nesta estação (Natal), que celebra o nascimento da santidade nesse mundo, une-te a mim, que me decidi pela santidade por ti. É nossa tarefa conjunta restaurar a consciência no nível da realidade [awareness] da magnitude para o anfitrião que Deus indicou para Si mesmo. Dar a dádiva de Deus está além de toda tua pequenez, mas não além de ti. Pois Deus quer Se dar através de ti. Ele alcança a todos a partir de ti e além de todos às criações do Filho de Deus, mas sem deixá-lo. Muito além do teu pequeno mundo, mas ainda assim em ti, Ele Se estende para sempre. No entanto, traz todas as Suas extensões a ti, como anfitrião para com Ele.” (T-15.III.7:1-7)

“Santa criança de Deus, quando aprenderás que só a santidade pode contentar-te e dar-te a paz? Lembra-te de que não aprendes só para ti mesmo, assim como eu também não o fiz. Porque eu aprendi por ti, podes aprender de mim. Eu quero apenas te ensinar o que é teu, de modo que juntos nós possamos substituir a pobre pequenez que prende o anfitrião de Deus à culpa e à fraqueza pela alegre consciência no nível da realidade [awareness] da glória que está nele. Meu nascimento em ti é o teu despertar para a grandeza. Dá boas-vindas a mim, não em uma manjedoura, mas no altar à santidade, onde a santidade habita em perfeita paz. O meu Reino não é desse mundo porque é em ti. E tu és do teu Pai. Vamos nos unir em tua honra, pois tens que permanecer para sempre além da pequenez.” (T-15.III.9:1-9)

“Esse curso não está além do aprendizado imediato, a não ser que acredites que a Vontade de Deus leva tempo. E isso apenas significa que preferirias protelar o reconhecimento de que tal é a Vontade de Deus. O instante santo é esse instante e todos os instantes. É aquele que queres que seja. Aquele que não quiseres que seja está perdido para ti. Cabe a ti decidires quando ele será. Não o atrases. Pois além do passado e do futuro, onde não irás achá-lo, ele está reluzente e pronto para a tua aceitação. No entanto, não podes trazê-lo à tua alegre consciência no nível da realidade [awareness] enquanto não o quiseres, pois ele contém toda a liberação da pequenez.” (T-15.IV.1:1-9)

“A condição necessária para o instante santo não requer que não tenhas nenhum pensamento que não seja puro. Mas requer que não tenhas nenhum que queiras guardar. A inocência não é feita por ti. Ela te é dada no instante em que a queiras. A Expiação não teria razão de ser se não houvesse necessidade dela. Não serás capaz de aceitar a comunicação perfeita enquanto a ocultares de ti mesmo. Pois aquilo que queres ocultar está oculto para ti. Na tua prática, então, tenta apenas estar vigilante contra o engano e não busques proteger os pensamentos que queres guardar para ti mesmo. Deixa que a pureza do Espírito Santo os dissipe com seu brilho e traze toda a tua consciência no nível da realidade [awareness] para estares pronto para a pureza que Ele te oferece. Assim Ele fará com que estejas preparado para reconheceres que és o anfitrião de Deus e não o refém de ninguém nem de coisa alguma.” (T-15.IV.9:1-10)

“No instante santo não acontece nada que não tenha sido sempre. Somente o véu que havia sido colocado sobre a realidade é erguido. Nada mudou. No entanto, a consciência no nível da realidade [awareness] da imutabilidade vem rapidamente à medida em que o véu do tempo é posto de lado. Ninguém que não tenha ainda vivenciado o levantar do véu e se sentido irresistivelmente atraído para a luz que está por trás, pode ter fé no amor sem medo. No entanto, o Espírito Santo te dá essa fé, porque Ele a ofereceu a mim e eu a aceitei. Não tenhas medo de que o instante santo te seja negado, pois eu não o neguei. E através de mim, o Espírito Santo o dá a ti como tu o darás. Não permitas que nenhuma necessidade que percebas obscureça a tua necessidade disso. Pois no instante santo, irás reconhecer a única necessidade que os Filhos de Deus compartilham igualmente e através deste reconhecimento te unirás a mim no oferecimento do que é necessário. (T-15.VI.6:1-10)

“No instante santo Deus é lembrado e a linguagem da comunicação com todos os teus irmãos é lembrada com Ele. Pois a comunicação é lembrada em conjunto, como a verdade. Não existe exclusão no instante santo porque o passado se foi e com ele se vai tudo o que constituía a base da exclusão. Sem a sua fonte, a exclusão desaparece. E isso permite à tua Fonte e A de todos os teus irmãos, substituí-la na tua consciência no nível da realidade [awareness]. Deus e o poder de Deus tomarão o Seu lugar de direito em ti e vivenciarás a plena comunicação de idéias com idéias. Através da tua capacidade de fazer isso, aprenderás o que não podes deixar de ser, pois começarás a compreender o que é o teu Criador e o que é a criação junto com Ele.” (T-15.VI.8:1-7)

“O sofrimento e o sacrifício são as dádivas com as quais o ego quer ‘abençoar’ todas as uniões. E aqueles que estão unidos no seu altar aceitam o sofrimento e o sacrifício como o preço da união. Em suas alianças de raiva, nascidas do medo da solidão e ainda assim dedicadas à continuidade da solidão, cada um busca alívio da culpa aumentando-a no outro. Pois cada um acredita que isso diminui a culpa em si mesmo. O outro parece estar sempre atacando-o e ferindo-o, talvez de pequenas maneiras, talvez ‘inconscientemente’, mas nunca sem a exigência do sacrifício. A fúria dessas pessoas reunidas no altar do ego excede em muito a consciência no nível da realidade [awareness] que podes ter disso. Pois o que o ego realmente quer, tu não te dás conta.” (T-15.VII.9:1-7)

“É através do instante santo que o que parece ser impossível é realizado, tornando evidente que não é impossível. No instante santo, a culpa não tem atração já que a comunicação foi restaurada. E a culpa, cujo único propósito é romper a comunicação, não tem função aqui. Aqui não há o que ocultar e não há pensamentos privados. A disposição de comunicar-se atrai a si a comunicação e supera completamente a solidão. Existe perdão completo aqui, pois não existe nenhum desejo de excluir ninguém da tua completeza, reconhecendo repentinamente o valor da parte de cada um nela. Na proteção da tua integridade todos são convidados e bem-vindos. E compreendes que a tua completeza é a completeza de Deus, Cuja única necessidade é que tu sejas completo. Pois a tua completeza faz com que sejas Dele na tua consciência no nível da realidade [awareness]. E é aqui que vivências a ti mesmo como foste criado e como és.” (T-15.VII.14:1-10)

“Relaciona-te só com aquilo que nunca te deixará e que nunca poderás deixar. A solidão do Filho de Deus é a solidão de seu Pai. Não recuses a consciência no nível da realidade [awareness] da tua completeza e não busques restaurá-la para ti mesmo. Não tenhas medo de entregar a redenção ao Amor do teu Redentor. Ele não te falhará, pois Ele vem Daquele Que não pode falhar. Aceita o teu sentimento de fracasso como nada mais do que um engano a respeito de quem és. Pois o santo anfitrião de Deus está além do fracasso e nada do que é sua vontade pode ser negado. Estás para sempre em um relacionamento tão santo que ele chama todas as pessoas para escapar da solidão e unirem-se a ti no teu amor. E onde estás, lá todos têm que buscar e achar-te.” (T-15.VIII.3:1-9)

“Apenas no Espírito Santo está a consciência no nível da realidade [awareness] daquilo que Deus não pode conhecer e que tu não compreendes. É a Sua função santa aceitar ambas essas coisas e através da remoção de qualquer elemento de desacordo, uni-las em uma só. Ele fará isso porque é a Sua função. Deixa, então, aquilo que para ti parece impossível para Ele Que sabe que isso não pode deixar de ser possível, porque essa é a Vontade de Deus. E deixa que Ele, Cujo ensinamento é apenas de Deus, te ensine o único significado dos relacionamentos. Pois Deus criou o único relacionamento que tem significado e esse é o Seu relacionamento contigo.” (T-15.VIII.6:1-6)

“No instante santo, onde os Grandes Raios substituem o corpo na consciência no nível da realidade [awareness], o reconhecimento dos relacionamentos sem limites te é dado. Mas para ver isso, é necessário abrir mão de toda utilidade que o ego dá ao corpo e aceitar o fato de que o ego não tem nenhum propósito que queiras compartilhar com ele. Pois o ego quer limitar todas as pessoas a um corpo para os seus próprios propósitos e enquanto pensas que ele tem um propósito, escolherás usar os meios pelos quais ele tenta transformar o próprio propósito em realização. Isso nunca será realizado. No entanto, terás certamente reconhecido que o ego, cujas metas são totalmente inatingíveis, lutará por elas com todo o seu poder e fará isso com a força que tu lhe tens dado.” (T-15.IX.3:1-5)

“Tu, que acreditas que o sacrifício é amor, precisas aprender que o sacrifício é a separação do amor. Pois o sacrifício traz culpa com tanta certeza quanto o amor traz paz. A culpa é a condição do sacrifício, assim como a paz é a condição para a consciência no nível da realidade [awareness] do teu relacionamento com Deus. Através da culpa, excluis o teu Pai e os teus irmãos de ti mesmo. Através da paz, os chamas de volta, reconhecendo que eles estão onde o teu convite lhes pede para estar. Aquilo que excluis de ti mesmo parece amedrontador, por que o medo é o dote que tu lhe dás e tentas marginalizá-lo, embora seja parte de ti. Quem é capaz de perceber uma parte sua como indigna e ainda assim viver em paz consigo mesmo? E quem é capaz de tentar resolver o ‘conflito’ do Céu e do inferno dentro de si, rejeitando o Céu e atribuindo a Ele as qualidades do inferno, sem vivenciar a si mesmo como incompleto e solitário?” (T-15.XI.4:1-8)

“Tu fizeste milagres, mas é bastante evidente que não os fizeste sozinho. Tiveste sucesso todas as vezes em que alcançaste outra mente e te uniste a ela. Quando duas mentes se unem em uma só e compartilham igualmente uma idéia, foi estabelecido o primeiro elo na consciência no nível da realidade [awareness] da Filiação como um só. Quando tiveres feito essa união, como o Espírito Santo te pede que faças, e quando a tiveres oferecido a Ele para que Ele a use como achar adequado, a Sua percepção natural da tua dádiva permite que Ele a compreenda e que tu uses a Sua compreensão a teu favor. É impossível convencer-te da realidade do que claramente foi realizado através da tua disponibilidade enquanto acreditares que tens que compreender o que aconteceu ou não terá sido real.” (T-16.II.4:1-5)

“Esse é um ano de alegria no qual a tua capacidade de escutar aumentará e a paz crescerá com isso. O poder da santidade e a fraqueza do ataque estão ambos sendo trazidos à tua consciência no nível da realidade [awareness]. E isso foi realizado em uma mente firmemente convencida de que a santidade é fraqueza e o ataque é poder. Não deveria isso ser um milagre suficiente para te ensinar que o teu Professor não vem de ti? Mas lembra-te também de que sempre que ouviste a Sua interpretação, os resultados te trouxeram alegria. Irias preferir os resultados da tua interpretação, considerando com honestidade o que têm sido? A Vontade de Deus para ti é algo melhor. Não poderias olhar com maior caridade a quem Deus ama com perfeito amor?” (T-16.II.7:1-8)

“No relacionamento especial, o que buscas não parece ser uma encenação da vingança. E mesmo quando o ódio e a selvageria brevemente transparecem, a ilusão do amor não é profundamente abalada. No entanto, a única coisa que o ego nunca permite que aflore à consciência no nível da realidade [awareness] é que o relacionamento especial é a encenação da vingança de ti mesmo. No entanto, que outra coisa poderia ser? Ao buscar o relacionamento especial, não procuras a glória em ti mesmo. Negaste que ela esteja aí e o relacionamento vem a ser o teu substituto para ela. E a vingança vem a ser o teu substituto para a Expiação e escapar da vingança vem a ser a tua perda.” (T-16.VII.5:1-7)

“Durante um certo tempo, podes tentar trazer ilusões ao instante santo para adiar a tua consciência no nível da realidade [awareness] total da diferença completa, em todos os aspectos, entre a tua experiência da verdade e a ilusão. Entretanto, não tentarás isso por muito tempo. No instante santo, o poder do Espírito Santo prevalecerá, porque te uniste a Ele. As ilusões que trazes contigo irão enfraquecer a tua experiência Dele por algum tempo e te impedirão de manter a experiência em tua mente. Todavia, o instante santo é eterno e as tuas ilusões temporais não impedirão o intemporal de ser o que é e nem te impedirão de vivenciá-lo como é.” (T-16.VII.7:1-5)

“A experiência de um instante, por mais forte que possa ser, é facilmente esquecida se permites que o tempo se feche sobre ela. Ela tem que ser mantida brilhante e amável na tua consciência no nível da realidade [awareness] do tempo, mas não encoberta dentro dele. O instante permanece. Mas tu onde estás? Agradecer ao teu irmão é apreciar o instante santo e assim permitir que seus resultados, sejam aceitos e compartilhados. Atacar o teu irmão não significa perder o instante, mas fazer com que ele seja impotente em seus efeitos.” (T-17.VI.12:1-6)

“Tu meramente fazes a pergunta. A resposta é dada. Não busques responder, mas apenas receber a resposta assim como é dada. Ao preparar-te para o instante santo, não tentes fazer-te santo para estar pronto para recebê-lo. Isso é apenas confundir o teu papel com o de Deus. A Expiação não pode vir para aqueles que pensam que, em primeiro lugar precisam expiar, mas só para aqueles que nada mais oferecem senão a simples disponibilidade de abrir caminho para ela. A purificação é só de Deus e, portanto, é para ti. Ao invés de buscar preparar-te para Ele, tenta pensar deste modo:

Eu, que sou anfitrião de Deus, sou digno Dele. Ele, Que estabeleceu em mim a Sua morada, criou-a como Ele queria que fosse. Não é preciso que eu a apronte para Ele, mas apenas que eu não interfira no Seu plano para restituir-me à minha própria consciência no nível da realidade [awareness] de estar pronto, que é eterna. Eu nada tenho que adicionar ao plano de Deus. Mas para recebê-lo, tenho que estar disposto a não substituí-lo pelo meu.” (T-18.IV.5:1-13)

“Não há nada fora de ti. Isso é o que tens que aprender em última instância, pois é o reconhecimento de que o Reino do Céu foi restaurado para ti. Pois Deus criou apenas isso e não foi embora nem te deixou separado de Si Mesmo. O Reino do Céu é a morada do Filho de Deus, que não deixou o seu Pai e nem habita à parte Dele. O Céu não é um lugar nem uma condição. É meramente uma consciência no nível da realidade [awareness] da perfeita unicidade e o conhecimento de que nada além disso existe, nada fora dessa unicidade e nada mais dentro dela.” (T-18.VI.1:1-6)

“O que poderia Deus dar além do conhecimento de Si Mesmo? O que mais existe para ser dado? A crença em que poderias dar ou ganhar qualquer outra coisa, alguma coisa fora de ti, custou-te a consciência no nível da realidade [awareness] do Céu e da tua Identidade. E fizeste uma coisa ainda mais estranha do que reconheces no momento. Deslocaste a tua culpa da tua mente para o teu corpo. No entanto, um corpo não pode ser culpado, pois nada pode fazer por si mesmo. Tu, que pensas que odeias o teu corpo, enganas a ti mesmo. Odeias a tua mente, pois a culpa a penetrou e ela quer permanecer separada da mente do teu irmão, o que não pode fazer.” (T-18.VI.2:1-8)

“Todos já experimentaram o que poderia ser descrito como uma sensação de estar sendo transportado além de si mesmo. Esse sentimento de libertação em muito excede o sonho de liberdade algumas vezes esperado nos relacionamentos especiais. É uma sensação de ter, de fato, escapado das limitações. Se considerares o que esse ‘transporte’ realmente envolve, reconhecerás que é uma súbita ausência de consciência no nível da realidade [unawareness] do corpo e uma união de ti mesmo com alguma outra coisa na qual a tua mente cresce para abrangê-la. Ela vem a ser parte de ti na medida em que te unes a ela. E ambos vêm a ser íntegros, já que nenhum dos dois é percebido como separado. O que realmente acontece é que renunciaste à ilusão de uma consciência no nível da realidade [awareness] limitada e perdeste o teu medo da união. O amor que instantaneamente o substitui se estende àquilo que te libertou e une-se a ele. E enquanto isso dura, não estás incerto da tua Identidade e não queres limitá-la. Escapaste do medo para a paz, sem fazer perguntas à realidade, mas meramente aceitando-a. Aceitaste isso ao invés do corpo e te deixaste ser uno com alguma coisa além dele, simplesmente por não permitires que a tua mente seja limitada por ele.” (T-18.VI.11:1-11)

“Não existe absolutamente nenhuma violência nesta libertação. O corpo não é atacado, mas simplesmente percebido de maneira adequada. Ele não te limita meramente porque não queres que ele o faça. Não és realmente ‘elevado além’ dele, ele não pode conter-te. Vais aonde queres estar, ganhando e não perdendo o senso do Ser. Nestes instantes de liberação das restrições físicas, experimentas muito do que acontece no instante santo: a suspensão das barreiras do tempo e do espaço, a experiência repentina da paz e da alegria e acima de tudo, a falta de consciência no nível da realidade [awareness] do corpo e do questionamento acerca da possibilidade ou impossibilidade de tudo isso.” (T-18.VI.13:1-6)

“É possível porque tu o queres. A repentina expansão da consciência no nível da realidade [awareness] que tem lugar com o teu desejo por isso é o apelo irresistível que o instante santo contém. Ele te chama para ser quem és, em seu abraço seguro. Lá as leis dos limites são suspensas para ti, para te dar as boas-vindas na abertura da mente e na liberdade. Vem a esse lugar de refúgio, onde podes ser quem és em paz. Não através da destruição, nem através do rompimento, mas meramente através de uma serena fusão. Pois lá a paz irá unir-se a ti, meramente porque estás disposto a abrir mão dos limites que impuseste ao amor e unir-te a ele no lugar onde ele está e aonde ele te conduziu, em resposta ao gentil chamado que ele te fez para estares em paz.” (T-18.VI.14:1-7)

“Existe uma coisa que nunca fizeste: nunca te esqueceste completamente do corpo. Talvez algumas vezes ele tenha se apagado da tua vista, mas ainda não desapareceu completamente. Não te é pedido para deixar que isso aconteça por mais de um instante, no entanto, é nesse instante que o milagre da Expiação acontece. Depois, verás o corpo outra vez, mas nunca exatamente o mesmo. E cada instante que passas sem a consciência no nível da realidade [awareness] do corpo te dá uma perspectiva diferente a seu respeito quando retornas.” (T-18.VII.2:1-5)

“No entanto, sempre haverá esse lugar de descanso para o qual podes retornar. E estarás mais ciente [aware] deste centro de quietude no meio da tempestade do que de toda a atividade furiosa que ela desencadeia. Esse centro de quietude, no qual tu nada fazes, permanecerá contigo, dando-te repouso em meio a todas as tarefas trabalhosas as quais fores enviado. Pois a partir deste centro serás dirigido quanto ao modo como deves usar o teu corpo sem pecado. É esse centro, do qual o corpo está ausente, que o manterá assim na tua consciência no nível da realidade [awareness].” (T-18.VII.8:1-5)

“É apenas a consciência no nível da realidade [awareness] do corpo que faz o amor parecer limitado. Pois o corpo é um limite para o amor. A crença no amor limitado foi a sua origem e ele foi feito para limitar o ilimitado. Não penses que isso é apenas alegórico, pois ele foi feito para limitar a ti. E possível que tu, que te vês dentro de um corpo, conheças a ti mesmo como uma idéia? Tudo o que reconheces identificas com coisas externas, algo fora de ti. Não podes sequer pensar em Deus sem um corpo ou alguma forma que pensas reconhecer.” (T-18.VIII.1:1-7)

“O corpo não pode conhecer. E enquanto limitas a tua consciência no nível da realidade [awareness] aos seus sentidos diminutos, não verás a grandeza que te cerca. Deus não pode vir a um corpo, nem tu podes unir-te a Ele lá. Os limites ao amor sempre parecerão deixá-lo de fora e manter-te a parte Dele. O corpo é uma cerca diminuta em torno de uma pequena parte de uma idéia gloriosa e completa. Ele desenha um círculo, infinitamente pequeno, em tomo de um segmento diminuto do Céu, desintegrado do todo, proclamando que aí dentro se encontra o teu reino, onde Deus não pode entrar.” (T-18.VIII.2:1-6)

“Não sejas tu separado, pois Aquele que de fato o rodeia te trouxe a união, devolvendo a tua pequena oferta de escuridão à luz eterna. Como isso é feito? É extremamente simples, estando baseado no que esse pequeno reino realmente é. As areias estéreis, a escuridão e a ausência de vida são vistas apenas através dos olhos do corpo. Sua vista desolada é distorcida e as mensagens que ele transmite a ti, que o fizeste para limitar a tua consciência no nível da realidade [awareness], são pequenas e limitadas e, assim fragmentadas, são sem significado.” (T-18.IX.2:1-5)

“À medida que a paz se estende do fundo de ti para abraçar toda a Filiação e lhe dar descanso, ela encontrará muitos obstáculos. Alguns deles tu tentarás impor. Outros parecerão surgir de algum outro lugar: dos teus irmãos e de vários aspectos do mundo exterior. No entanto, a paz gentilmente irá cobri-los, estendendo-se para o que vem depois completamente desobstruída. A extensão do propósito do Espírito Santo para outras pessoas, a partir do teu relacionamento para trazê-las gentilmente a ele é o caminho através do qual Ele alinhará os meios e a meta. A paz que Ele deposita dentro de ti e do teu irmão estender-se-á em quietude a cada aspecto da vossa vida, cercando a ti e ao teu irmão de felicidade radiante e da calma consciência no nível da realidade [awareness] da proteção completa. E vós carregareis sua mensagem de amor, segurança e liberdade a cada um que se aconchegue no vosso templo, onde a cura [healing] espera por ele. Vós não esperareis para dar-lhe isso, pois o chamarão e ele vos responderá, reconhecendo no vosso chamado o Chamado por Deus. E vós o fareis entrar e dareis descanso a ele como vos foi dado.” (T-19.IV.1:1-9)

“A tua pequena parte é apenas dar ao Espírito Santo toda a idéia de sacrifício. E aceitar a paz que Ele te dá em seu lugar, sem os limites que iriam deter a sua extensão e assim limitariam a tua consciência no nível da realidade [awareness] dela. Pois o que Ele dá tem que ser estendido, se queres ter o seu poder sem limites e usá-lo para a liberação do Filho de Deus. Não é disso que queres ficar livre e tendo isso não podes limitá-lo. Se a paz não tem um lar, tu também não tens e eu também não tenho. E Ele, Que é o nosso lar, está ao desabrigo conosco. É esse o teu desejo? Queres ser para sempre um errante em busca de paz? Queres investir a tua esperança de paz e felicidade naquilo que não pode deixar de falhar?” (T-19.IV-B.i.9:19)

“Podes te dedicar a outra coisa que manteria o corpo incorruptível e perfeito na medida em que é usado para o teu propósito santo. O corpo não morre, assim como não pode sentir. Ele nada faz. Por si mesmo, não é corruptível nem incorruptível. Não é nada. É o resultado de uma diminuta idéia louca de corrupção que pode ser corrigida. Pois Deus respondeu a essa idéia insana com a Sua própria, uma Resposta que não O deixou e que, portanto, traz o Criador à consciência no nível da realidade [awareness] de toda mente que ouviu a Sua Resposta e A aceitou.” (T-19.IV-C.5:1-7)

“Esse é o caminho para o Céu e para a paz da Páscoa, no qual nos unimos na consciência no nível da realidade [awareness] feliz de que o Filho de Deus ressurgiu do passado e despertou para o presente. Agora ele está livre, ilimitado em sua comunhão com tudo o que está dentro dele. Agora estão os lírios da sua inocência intocados pela culpa e perfeitamente protegidos do tremor frio do medo assim como da praga do pecado que faz tudo murchar. A tua dádiva o salvou dos espinhos e dos cravos e o seu braço forte está livre para guiar-te com segurança através deles e mais além. Caminha com ele agora em regozijo, pois aquele que salva de todas as ilusões veio para saudar-te e conduzir-te para casa com ele.” (T-20.20.II.10:1-5)

“Aqui está o teu salvador e o teu amigo, liberado da crucificação através da tua visão e livre para conduzir-te agora aonde ele quer estar. Ele não te deixará, nem abandonará aquele que o salvou da dor. E, contentes, tu e teu irmão percorrerão juntos o caminho da inocência, cantando enquanto contemplam a porta aberta do Céu e reconhecem o lar que os chamou. Dá alegremente ao teu irmão a liberdade e a força para te conduzir até lá. E vem para estar diante do seu altar santo, onde a força e a liberdade esperam, para oferecer e receber a brilhante consciência no nível da realidade [awareness] que te conduz ao lar. A lâmpada está acesa em ti para o teu irmão. E pelas mesmas mãos que a deram a ele, tu serás conduzido além do medo até o a mor.” (T-20.II.11:1-6)

“Tu, que estás aprendendo isso, podes ainda estar amedrontado, mas não estás imobilizado. O instante santo agora é de maior valor para ti do que o que parece ser a sua contraparte não-santa e aprendeste que realmente só queres um dos dois. Essa não é hora de tristeza. Talvez confusão, mas dificilmente desânimo. Tens um relacionamento real e ele tem significado. Ele é como o teu relacionamento real com Deus, assim como coisas iguais se parecem entre si. A idolatria ficou para trás e não tem significado. Talvez ainda tenhas um pouco de medo do teu irmão, talvez uma sombra do medo de Deus ainda permaneça contigo. No entanto, o que é isso para aqueles a quem foi dado um relacionamento verdadeiro além do corpo? É possível que sejam por muito tempo detidos sem olhar para a face de Cristo? E é possível que por muito tempo mantenham a memória do seu relacionamento com o Pai afastada de si mesmos e a lembrança do Seu Amor à parte da própria consciência no nível da realidade [awareness]?” (T-20.VI.12:1-11)

“O que não tem significado não pode ser percebido. E o significado sempre olha para dentro para achar a si mesmo e depois olha para fora. Assim, todo o significado que dás ao mundo exterior tem que refletir o que viste internamente; ou melhor, se viste qualquer coisa ou apenas a julgaste desfavoravelmente. A visão é o meio pelo qual o Espírito Santo traduz os teus pesadelos em sonhos felizes, as tuas selvagens alucinações, que te mostram todos os resultados amedrontadores do pecado que imaginas, em cenas calmas e tranquilizadoras pelas quais Ele quer substituí-los. Estas visões e sons gentis são contemplados com felicidade e ouvidos com alegria. Eles são os Seus substitutos para todas as cenas aterradoras e sons gritantes que o propósito do ego trouxe à tua consciência no nível da realidade [awareness] horrorizada. Eles se afastam do pecado, lembrando-te que não é a realidade, que te assusta e que os erros que cometeste podem ser corrigidos.” (T-20.VIII.10:1-7)

“Aqueles que acreditam no pecado têm que pensar que o Espírito Santo pede sacrifício, pois é dessa forma que pensam que o seu propósito é realizado. Irmão, o Espírito Santo sabe que o sacrifício nada traz. Ele não faz barganhas. E se buscas limitá-Lo, tu O odiarás, porque estás com medo. A dádiva que Ele te deu é maior do que qualquer outra coisa que exista desse lado do Céu. O instante para o reconhecimento disso está próximo. Une a tua consciência no nível da realidade [awareness] àquilo que já foi unido. A fé que dás ao teu irmão pode realizar isso. Pois Aquele Que ama o mundo está vendo-o por ti sem uma mancha de pecado, na inocência que faz com que essa vista seja tão bela quanto o Céu.” (T-21.III.9:1-9)

“A percepção seleciona e faz o mundo que vês. Ela literalmente escolhe segundo a direção da mente. As leis de tamanho, forma, brilho poderiam talvez se manter, se outras coisas fossem iguais. Elas não são iguais. Pois é muito mais provável que descubram aquilo que procuras do que aquilo que preferirias não ver. Nem todos os gritos ásperos e acessos de raiva absurdos do ego conseguem abafar a suave e quieta Voz por Deus para aqueles que querem ouvi-La. A percepção é uma escolha e não um fato. Mas dessa escolha depende muito mais do que podes reconhecer por enquanto. Pois da voz que escolhes ouvir e do que escolhes ver depende inteiramente tudo o que acreditas que és. A percepção é uma testemunha apenas disso e nunca da realidade. No entanto, ela pode te mostrar as condições nas quais a consciência no nível da realidade [awareness] da realidade é possível ou aquelas nas quais ela nunca seria.” (T-21.V.1:1-11)

“A realidade não necessita da tua cooperação para ser o que é. Mas a tua consciência no nível da realidade [awareness] da realidade necessita da tua ajuda, porque é escolha tua. Escuta o que o ego diz e vê o que ele te dirige para ver e é certo que verás a ti mesmo de forma diminuta, vulnerável e cheio de medo. Experimentarás depressão, um senso de indignidade e sentimentos de impermanência e irrealidade. Acreditarás que és uma vítima desamparada de forças que estão muito além do teu próprio controle e que são muito mais poderosas do que tu. E irás pensar que o mundo que fizeste dirige o teu destino. Pois essa será a tua fé. Mas nunca acredites, porque essa é a tua fé, que ela faz a realidade.” (T-21.V.2:1-8)

“Não reconheces toda a extensão na qual a idéia da separação interferiu com a razão. A razão está no outro ser que cortaste da tua consciência no nível da realidade [awareness]. E nada do que permitiste que se mantivesse na tua consciência no nível da realidade [awareness] é capaz de razão. Como é possível que o segmento da mente desprovido de razão compreenda o que é a razão ou apreenda a informação que ela quer dar? Todos os tipos de questões podem surgir dentro dele, mas se a questão básica brota da razão, ele não a perguntará. Como tudo o que brota da razão, a questão básica é óbvia, simples e permanece sem ter sido colocada. Mas não penses que a razão não poderia respondê-la.” (T-21.V.4:1-7)

“O que é o instante santo senão o apelo de Deus para que reconheças o que Ele te deu? Aqui está o grande apelo à razão, a consciência no nível da realidade [awareness] do que está sempre presente para ser visto, a felicidade que poderia ser sempre tua. Aqui está a paz constante que poderias experimentar para sempre. Aqui o que a negação negou te é revelado. Pois aqui, a questão final já está respondida e o que pedes já foi dado. Aqui está o futuro agora, pois o tempo é impotente devido ao teu desejo por algo que nunca vai mudar. Isso é assim pois pediste que nada se interponha entre a santidade do teu relacionamento e a tua consciência no nível da realidade [awareness] dessa santidade.” (T-21.VIII.5:1-7)

“Aqui está a primeira percepção direta que podes ter. Tu a tens através de uma consciência no nível da realidade [awareness] mais velha do que a percepção e, no entanto, renascida em apenas um instante. Pois o que é o tempo para o que sempre foi assim? Pensa no que esse instante trouxe: o reconhecimento de que aquela ‘alguma outra coisa’ que acreditavas que eras tu, é uma ilusão. E a verdade veio instantaneamente para te mostrar aonde o teu Ser não pode deixar de estar. É a negação das ilusões que chama a verdade, pois negar ilusões é reconhecer que o medo é sem significado. No lar santo onde o medo é impotente, o amor entra agradecido, grato por ser um contigo, que te uniste para permitir que ele entrasse.” (T-22.I.10:1-7)

“A introdução da razão no sistema de pensamento do ego é o início do seu desfazer, pois a razão e o ego são contraditórios. Não é possível que os dois coexistam na tua consciência no nível da realidade [awareness]. Pois a meta da razão é fazer com que fique claro e, portanto, óbvio. Podes ver a razão. Isso não é um jogo de palavras, pois aqui está o início de uma visão que tem significado. Visão é sentido, literalmente. Dado que não é o que é visto com os olhos do corpo, essa visão não pode deixar de ser compreendida. Pois ela é clara e o que é óbvio não é ambíguo. Pode ser compreendido. E aqui separam-se a razão e o ego, para seguir seus caminhos separados.” (T.22.III.1:1-10)

“Não permitas que a forma dos seus equívocos te mantenha afastado daquele cuja santidade é a tua. Não permitas que a visão da sua santidade, perspectiva essa que te revelaria o teu perdão, seja afastada de ti pelo que os olhos do corpo podem ver. Permite que a tua consciência no nível da realidade [awareness] do teu irmão não seja bloqueada pela tua percepção dos seus pecados e do seu corpo. O que existe nele que queiras atacar exceto o que associas com o seu corpo, que segundo a tua crença pode pecar? Além dos seus erros, está a sua santidade e a tua salvação. Tu não lhe deste a sua santidade, mas tentaste ver nele os teus próprios pecados com o fim de te salvares. No entanto, a sua santidade é o teu perdão. Podes ser salvo fazendo pecador aquele cuja santidade é a tua salvação?” (T-22.III.8:1-8)

“Um relacionamento santo, por mais recém-nascido que seja, tem que valorizar a santidade acima de todas as coisas. Valores não-santos produzirão confusão, e na consciência no nível da realidade [awareness]. Em um relacionamento não-santo, cada um é valorizado porque parece justificar o pecado do outro. Cada um vê dentro do outro aquilo que o impele a pecar contra a sua vontade. E assim coloca os seus pecados em cima do outro e é atraído para ele para perpetuar os seus pecados. E assim, necessariamente, vem a ser impossível para cada um ver a si mesmo como a causa do pecado devido ao próprio desejo que tem de que o pecado seja real. No entanto, a razão vê um relacionamento santo como aquilo que ele é: um estado da mente que é comum, onde ambos alegremente entregam os erros à correção para que ambos possam ser curados [healed] em felicidade como um só.” (T-22.III.9:1-7)

“E assim, tu e o teu irmão estais aqui nesse lugar santo, diante do véu do pecado que pende entre vós e a face de Cristo. Permite que ele seja erguido! Levanta-o junto com o teu irmão, pois é apenas um véu que está entre vós. Tu ou teu irmão, qualquer um dos dois sozinho o verá como um bloco sólido, sem reconhecer o quanto é fina a tapeçaria que vos separa agora. No entanto, isso está quase no fim em tua consciência no nível da realidade [awareness] e a paz te alcançou mesmo aqui, diante do véu. Pensa no que acontecerá depois. O amor de Cristo iluminará a tua face e brilhará a partir dela sobre um mundo escurecido que necessita de luz. E deste lugar santo, Ele retornará contigo, sem deixar o mundo e sem deixar-te. Tu virás a ser o Seu mensageiro, devolvendo-O a Si Mesmo.” (T-22.IV.3:1-9)

“Se apenas reconhecesses como é pouco o que está entre tu e a tua consciência no nível da realidade [awareness] da tua união com o teu irmão! Não te enganes com as ilusões que se apresentam acerca de tamanho e espessura, peso, solidez e firmeza de fundamento. Sim, para os olhos do corpo isso parece ser um enorme corpo sólido, irremovível como uma montanha. Entretanto, dentro de ti está uma Força à qual ilusão nenhuma pode resistir. Esse corpo apenas parece ser irremovível, essa Força é irresistível na verdade. Assim sendo, o que não pode deixar de acontecer quando eles se encontram? Pode-se defender por muito tempo a ilusão da imobilidade daquilo que é atravessado e transcendido em quietude?” (T-22.V.5:1-7)

“Caminha em glória com a cabeça erguida e não temas mal algum. Os inocentes estão a salvo porque compartilham sua própria inocência. Nada do que vêem é danoso, pois a sua consciência no nível da realidade [awareness] da verdade libera todas as coisas da ilusão do dano. E o que parecia causar dano, agora está brilhando em inocência, liberado do pecado e do medo e alegremente devolvido ao amor. Eles compartilham a força do amor porque olharam para a inocência. E todo erro desapareceu porque eles não o viram. Aquele que olha procurando a glória achá-la-á onde ela está. Onde poderia estar senão nos inocentes?” (T-23.in.3:1-8)

“Que nós não permitamos que a pequenez conduza o Filho de Deus à tentação. A sua glória está além disso, incomensurável, intemporal como a eternidade. Não permitas que o tempo se intrometa na perspectiva na qual tu o percebes. Não o deixes amedrontado e sozinho em sua tentação, mas ajuda-o a erguer-se acima dela e a perceber a luz da qual ele faz parte. A tua inocência iluminará o caminho para a sua e assim a tua é protegida e mantida na tua consciência no nível da realidade [awareness]. Pois quem é capaz de conhecer a própria glória e perceber o pequeno e o fraco em si mesmo? Quem é capaz de caminhar tremendo em um mundo amedrontador e reconhecer que a glória do Céu brilha em si mesmo?” (T-23.in.5:1-7)

“Irmão, não dês nenhum passo para a descida ao inferno. Pois tendo dado um, não reconhecerás o resto pelo que eles são. E eles seguir-se-ão. O ataque, sob qualquer forma, colocou o teu pé sobre a escadaria tortuosa que conduz para longe do Céu. No entanto, a qualquer instante, é possível que tudo isso seja desfeito. Como podes saber se escolheste os degraus do Céu ou o caminho para o inferno? Bem facilmente. Como te sentes? A paz está na tua consciência no nível da realidade [awareness]? Estás certo da direção em que estás indo? E estás seguro de que a meta do Céu pode ser a1cançada? Se não, caminhas sozinho. Pede, então, ao teu Amigo que se una a ti e que te dê a certeza de onde vais.” (T-23.II;22:1-13)

“Não é verdade que não reconheces algumas das formas que o ataque pode tomar? Se é verdade que o ataque, sob qualquer forma, te ferirá e o fará tanto numa forma na qual não o reconheças quanto naquela que reconheces, então, obrigatoriamente deduz-se que nem sempre reconheces a fonte da dor. O ataque, sob qualquer forma, é igualmente destrutivo. Seu propósito não muda. Sua única intenção é assassinar e que forma de assassinato serve para encobrir a culpa maciça e o medo frenético da punição que o assassino não pode deixar de sentir? Ele pode negar que seja um assassino e justificar a sua selvageria com sorrisos à medida em que ataca. No entanto, ele irá sofrer e olhará para sua intenção em pesadelos nos quais os sorrisos terão desaparecido e o propósito vem à tona para encontrar a sua consciência no nível da realidade [awareness] horrorizada e continuar perseguindo-o. Pois ninguém pensa em assassinato e escapa da culpa que o pensamento acarreta. Se o intento é a morte, que importância tem a forma que tome? (T-23.III.1:1-9)

“A salvação não é uma transigência de maneira alguma. Fazer transigências é aceitar apenas parte do que queres, levar um pouco e renunciar ao resto. A salvação não renuncia a nada. Ela é completa para todos. Permite que a idéia da transigência apenas entre em ti e a consciência no nível da realidade [awareness] do propósito da salvação se perde porque não é reconhecida. Ela é negada onde a transigência foi aceita, pois a transigência é a crença em que a salvação é impossível. Ela quer afirmar que podes atacar um pouco, amar um pouco e saber a diferença. Desse modo, ela pretende ensinar que um pouco do que é o mesmo ainda pode ser diferente e, mesmo assim, o que é o mesmo permaneceria intacto, como um só. Isso faz sentido? Isso pode ser compreendido?” (T-23.III.3:1-10)

“Pensa no que é dado àqueles que compartilham o propósito de seu Pai e têm conhecimento de que é o seu próprio. Não lhes falta nada. Qualquer espécie de pesar é inconcebível. Só a luz que amam está na sua consciência no nível da realidade [awareness] e só o amor brilha sobre eles para sempre. O amor é o seu passado, seu presente e seu futuro; sempre o mesmo, eternamente completo e totalmente compartilhado. Eles têm o conhecimento de que é impossível que a sua felicidade possa jamais sofrer qualquer tipo de mudança. Talvez penses que o campo de batalha possa te oferecer alguma coisa que possas ganhar. É possível que isso seja algo que te ofereça uma calma perfeita e um senso de amor tão profundo e quieto que nenhum toque de dúvida pode jamais manchar a tua certeza? E isso durará para sempre?” (T-23.IV.8:1-9)

“Aqueles que têm a força de Deus em sua consciência no nível da realidade [awareness] nunca poderiam pensar em batalha. O que poderiam eles ganhar senão a perda da sua perfeição? Pois todas as coisas pelas quais se luta no campo de batalha são do corpo, algo que ele parece oferecer ou possuir. Ninguém que tenha o conhecimento de que tudo tem poderia buscar a limitação ou valorizar os oferecimentos do corpo. A falta de sentido da conquista é bastante evidente a partir da esfera serena acima do campo de batalha. O que pode conflitar com tudo? E o que há lá que ofereça menos e possa ainda assim ser mais querido? Quem, sustentado pelo Amor de Deus, poderia achar a escolha entre os milagres e o assassinato difícil de fazer?” (T-23.IV.9:1-8)

“A chave que jogaste fora, Deus a deu ao teu irmão, cujas mãos santas querem oferecê-la a ti quando estiveres pronto para aceitar o Seu plano para a tua salvação em lugar do teu. Como poderia essa prontidão ser atingida a não ser que vejas toda a tua miséria e tenhas a consciência no nível da realidade [awareness] de que o teu plano falhou e para sempre falhará em trazer-te qualquer tipo de paz e alegria? Através desse desespero viajas agora, no entanto, é apenas uma ilusão de desespero. A morte do especialismo não é a tua morte, mas o teu despertar para a vida eterna. Tu simplesmente emerges de uma ilusão do que és para a aceitação de ti mesmo como Deus te criou.” (T-24.II.14:1-5)

“O milagre que recebes, tu dás. Cada um vem a ser uma ilustração da lei na qual a salvação se baseia: que a justiça tem que ser feita para todos, se é que se quer que alguém se salve. Ninguém pode perder e todos têm que se beneficiar. Cada milagre é um exemplo do que a justiça pode realizar quando é oferecida a todos de modo igual. Ela é recebida e dada igualmente. É a consciência no nível da realidade [awareness] de que dar e receber são a mesma coisa. Porque ela não faz com que o mesmo não seja igual, não vê diferenças onde elas não existem. E assim é a mesma para todos, porque não vê diferenças entre eles. Seu oferecimento é universal e ela ensina apenas uma mensagem:

O que é de Deus pertence a todos e é devido a todos.” (T-25.IX.10:1-10)

“Toda doença vem da separação. Quando a separação é negada, ela se vai. Pois se vai assim que a idéia que a trouxe é curada [healed] e substituída pela sanidade. A doença e o pecado são vistos como consequência e causa, em um relacionamento que é mantido fora da consciência no nível da realidade [awareness] para que ele possa ser cuidadosamente preservado da luz da razão.” (T-26.VII.2:1-4)

“O que significa perceber que o ataque em certas formas é injusto para contigo? Significa que devem existir formas nas quais pensas que ele é justo. Pois, de outro modo, como poderiam algumas ser avaliadas como injustas? Portanto, dás significado a algumas e essas são percebidas como razoáveis. E só algumas são vistas como sem significado. E isso nega o fato de que todas são sem sentido, igualmente sem causa ou consequência e não podem ter efeitos de qualquer espécie. A Presença Deles é obscurecida por qualquer véu que se interponha entre a brilhante inocência Deles e a tua consciência no nível da realidade [awareness] de que essa inocência é tua e pertence igualmente a todas as coisas vivas junto contigo. Deus não limita. E o que é limitado não pode ser o Céu. Portanto, tem que ser o inferno.” (T-26.X.2:1-10)

“A correção é a função dada a ambos, mas a nenhum dos dois sozinho. E quando ela é desempenhada como uma função compartilhada, não pode deixar de corrigir equívocos em ti e também nele. Não pode deixar equívocos em um deles, que fica sem ser curado [unhealed], e libertar o outro. Isso é um propósito dividido que não pode ser compartilhado e, portanto, não pode ser a meta na qual o Espírito Santo vê a Sua própria. E podes descansar na segurança de que Ele não vai cumprir uma função que não vê e não reconhece como Sua. Pois é só assim que Ele pode preservar a tua intacta, apesar de tu e Ele terem perspectivas diferentes a respeito de qual é a tua função. Se ele apoiasse uma função dividida, estarias, de fato, perdido. A incapacidade do Espírito Santo de ver a Sua meta dividida e distinta para ti e para ele, te preserva da consciência no nível da realidade [awareness] de uma função que não é a tua. E assim a cura [healing] é dada a ti e a ele.” (T-27.II.15:1-9)

“Decidiste que o teu irmão um símbolo de um ‘amor odioso’, de um ‘poder enfraquecido’ e, acima de tudo, de uma ‘morte viva’. E assim ele não tem nenhum significado para ti, pois representa o que não tem significado. Ele representa um pensamento duplo no qual metade é cancelada pela metade remanescente. Apesar disso, a metade que foi cancelada imediatamente contradiz a outra, de modo que ambas desaparecem. E agora ele representa o nada. Símbolos que não representam nada além de idéias inexistentes, necessariamente representam o espaço vazio e o nada. Porém, o nada e o espaço vazio não podem constituir interferência. O que pode interferir com a consciência no nível da realidade [awareness] da realidade é a crença em que haja alguma coisa lá.” (T-27.III.2:1-8)

“A dor demonstra que o corpo tem que ser real. É uma voz alta, que obscurece as coisas, cujos gritos silenciam o que o Espírito Santo diz e mantém as Suas palavras fora da tua consciência no nível da realidade [awareness]. A dor exige atenção, afastando-a Dele e focalizando-a em si própria. O seu propósito é o mesmo que o do prazer, pois ambos são meios de fazer com que o corpo seja real. O que compartilha um propósito comum é o mesmo. Essa é a lei do propósito que une todos aqueles que a compartilham em si mesma. O prazer e a dor são igualmente irreais porque o seu propósito não pode ser conseguido. Assim são meios para o nada, pois têm uma meta sem um significado. E compartilham a falta de significado do propósito que têm.” (T-27.VI.1:1-9)

“A mudança é a maior das dádivas que Deus deu a tudo o que tu queres fazer com que seja eterno, para assegurar que só o Céu não passará. Tu não nasceste para morrer. Não podes mudar porque a tua função foi fixada por Deus. Todos as outras metas são estabelecidas no tempo e mudam de forma que o tempo possa ser preservado, com exceção de uma. O perdão não tem por objetivo preservar o tempo, mas fazer com que ele termine quando não tiver mais utilidade. Findo o seu propósito, ele desaparecerá. E onde ele antes tinha aparente trânsito, restaurou-se agora a função que Deus estabeleceu para o Seu Filho em plena consciência no nível da realidade [awareness]. O tempo não pode estabelecer um fim para a sua realização nem para a sua imutabilidade. A morte não mais existirá porque os vivos compartilham a função que o seu Criador lhes deu. A função da Vida não pode ser morrer. Tem que ser a extensão da vida, para que ela seja uma só para todo o sempre, sem fim.” (T-29.VI.4:1-11)

“(6) Esse diminuto grão de sabedoria bastará para levar-te adiante. Não és obrigado a nada, mas simplesmente esperas receber uma coisa que queres. E podes dizer com perfeita honestidade:

Quero um outro modo de olhar para isso.

Agora mudaste a tua mente a respeito do dia e lembraste do que realmente queres. O propósito que ele tem não mais é obscurecido pela crença insana segundo a qual o queres com a meta de estares certo, quando estás errado. Assim, o fato de estares pronto para pedir é trazido à tua consciência no nível da realidade [awareness], pois não podes estar em conflito quando pedes o que queres e vês que é isso que pedes.” (T-30.I.11(6):1-7)

“Pensamentos parecem ir e vir. Entretanto, tudo o que isso significa é que, às vezes, estás ciente [aware] deles e, às vezes, não. Um pensamento que não é lembrado renasce para ti quando volta à tua consciência no nível da realidade [awareness]. No entanto, ele não morreu enquanto o esqueceste. Esteve sempre presente, mas não estavas ciente dele. O Pensamento que Deus mantém de ti é perfeitamente intocado pelo teu esquecimento. Ele sempre será exatamente como era antes do tempo em que o esqueceste, e será exatamente o mesmo quando o relembrares. E é o mesmo durante o intervalo em que o esqueceste.” (T-30.III.7:1-8)

“Assim é o propósito do mundo real gentilmente trazido à consciência no nível da realidade [awareness] para substituir a meta do pecado e da culpa. E tudo o que se interpôs entre a tua imagem de ti mesmo e aquilo que és, o perdão limpa alegremente e faz desaparecer. Entretanto, Deus não precisa criar o Seu Filho outra vez para que o que é dele seja devolvido a ele. A brecha entre o teu irmão e ti mesmo nunca existiu. E o que o Filho de Deus conheceu na criação, ele tem que conhecer de novo.” (T-30.V.6:1-5)

“A Vontade de Deus está para sempre naqueles cujas mãos estão unidas. Enquanto eles não se uniram, pensaram que Ele era seu inimigo. Mas quando se uniram e compartilharam um único propósito, foram livres para aprender que a sua vontade é uma só. E assim a Vontade de Deus tem que chegar à consciência no nível da realidade [awareness] de todos eles. Tampouco são capazes de esquecer por muito tempo que ela não é senão a própria vontade de cada um.” (T-30.V.11:1-5)

“A realidade é imutável. Os milagres apenas mostram que o que interpuseste entre a realidade e a tua à consciência no nível da realidade [awareness] é irreal e não interfere absolutamente. O custo da crença segundo a qual tem que haver algumas aparências que estão além da esperança de serem mudadas é que o milagre não pode vir de ti de maneira consistente. Pois pediste que fosse retirado do milagre o poder de curar [to heal] todos os sonhos. Não há nenhum milagre que não possas ter quando desejas a cura [healing]. Mas não há nenhum milagre que possa te ser dado, a não ser que a queiras. Escolhe o que queres curar [heal] e não terá sido dada a Ele, Que dá todos os milagres, a liberdade para conceder as Suas dádivas ao Filho de Deus. Quando ele é tentado, ele nega a realidade. E vem a ser o escravo voluntário daquilo que escolheu em seu lugar.” (T-30.VIII.4:1-9)

Livro de Exercícios

“Durante os períodos de pratica, primeiro repete a idéia para ti mesmo e, em seguida, à medida que cada um cruzar a tua mente, mantenha-o na consciência no nível da realidade [awareness] enquanto dizes a ti mesmo:

Esse pensamento sobre ______ não é um pensamento neutro. Aquele pensamento sobre ______ não é um pensamento neutro.

Como de costume, usa a idéia para o dia de hoje sempre que estiveres ciente de algum pensamento em particular que te provoque mal-estar. Para esse propósito, sugere-se a seguinte forma:

Esse pensamento sobre ______ não é um pensamento neutro porque eu não tenho pensamentos neutros.” (LE-16.5?1-6)

“Ao examinares o teu mundo interior, meramente deixes que quaisquer pensamentos que passem pela tua mente venham à tua consciência no nível da realidade [awareness], cada um deve ser considerado por um momento e em seguida substituído pelo próximo. Tenta não estabelecer qualquer tipo de hierarquia entre eles. Observa-os ir e vir com a maior imparcialidade possível. Não te detenhas em nenhum em particular, mas tenta deixar a corrente passar de forma regular e calma, sem qualquer investimento especial da tua parte. Enquanto estiveres sentado e observando calmamente os teus pensamentos, repete a idéia de hoje para ti mesmo sempre que quiseres, mas em nenhuma sensação de pressa.” (LE-31.3:1-5)
Eu não sou vítima do mundo que vejo (LE-31.Título).

“Mais uma vez, começaremos os períodos de prática da manhã e da noite, repetindo a idéia para o dia de hoje duas ou três vezes, enquanto olhas à tua volta o mundo que vês como se estivesse fora de ti. Em seguida, fecha os olhos e olha o teu mundo interior. Tanto quanto possível, tenta tratar ambos igualmente. Repete a idéia de hoje sem pressa tantas vezes quantas desejares, enquanto observas as imagens que a tua imaginação apresenta à tua consciência no nível da realidade [awareness]. (LE-32.4:1-4)

“As aplicações mais curtas devem ser frequentes e empreendidas sempre que sentires que a paz da tua mente está sendo de algum modo ameaçada. O propósito é proteger-te da tentação ao longo do dia. Se alguma forma especifica de tentação surgir na tua consciência no nível da realidade [awareness], o exercício deve tomar essa forma:

Eu poderia ver paz nessa situação em vez do que vejo agora. (LE-34.5:1-3)

“Não há nenhum outro modo no qual a idéia de sacrifício possa ser removida do pensamento do mundo. Qualquer outro modo de ver inevitavelmente exigirá pagamento de alguém ou de alguma coisa. Como resultado, aquele que percebe perderá. E nem sequer terá alguma idéia da razão pela qual está perdendo. E, no entanto, é através da tua visão que a integridade do outro é restituída À tua consciência no nível da realidade [awareness]. A tua santidade abençoa a ele não lhe pedindo nada. Aqueles que se vêem íntegros não fazem exigências.” (LE-37.2:1-7)

“Os exercícios mais curtos consistem em repetir a idéia tão frequentemente quanto puderes. É particularmente útil aplicá-la em silencio a qualquer pessoa que encontrares, usando o seu nome ao fazê-lo. É essencial usar a idéia se alguém parece causar-te uma reação adversa. Oferece-lhe a benção da tua santidade imediatamente para que possas aprender a mantê-la na tua própria consciência no nível da realidade [awareness]. (LE-37.6:1-4)
“A minha santidade abençoa o mundo.” (LE-37.Título)

“Tu não podes ver em Deus. A percepção não tem nenhuma função em Deus e não existe. Mas na salvação, que é o desfazer daquilo que nunca foi, a percepção tem um propósito poderoso. Feita pelo Filho de Deus com um propósito não-santo, tem que vir a ser o meio para a restauração da sua santidade à sua consciência no nível da realidade [awareness]. A percepção não tem significado. No entanto, o Espírito Santo lhe dá um significado muito próximo ao de Deus. A percepção curada [healed] vem a ser o meio pelo qual o Filho de Deus perdoa a seu irmão e assim perdoa a si mesmo.” (LE-43.2:1-7)

“Se nenhum sujeito em particular se apresentar à tua consciência no nível da realidade [awareness] no momento, meramente repete a idéia na sua forma original. Hoje, tenta não deixar passar nenhum período de tempo longo sem lembrar-te da idéia do dia, lembrando assim da tua função.” (LE-43.9:1-2)
“Deus é minha Fonte. Eu não posso ver à parte Dele.” (LE-43.Título)

“Embora não se recomende nenhuma abordagem em particular para essa forma de exercício, o que é necessário é um senso da importância do que estás fazendo, do seu valor inestimável para ti e uma consciência no nível da realidade [awareness] de que estás tentando algo muito santo. A salvação é a tua realização mais feliz. É também a única que tem qualquer significado, porque é a única que tem absolutamente qualquer utilidade real para ti.” LE-44.8:1-3)

“Contudo, embora Deus não perdoe, o Seu Amor é, não obstante, a base do perdão. O medo condena e o amor perdoa. Assim, o perdão desfaz o que o medo tem produzido, retornando a mente à consciência no nível da realidade [awareness] de Deus. Por essa razão, o perdão pode verdadeiramente ser chamado de salvação. É o meio pelo qual as ilusões desaparecem.” (LE-46.2:1-5)

“O reconhecimento da tua própria fragilidade é um passo necessário na correção dos teus erros, mas dificilmente seria suficiente para te dar a confiança que necessitas e à qual tens direito. Também tens que ganhar a consciência no nível da realidade [awareness] de que a confiança na tua força real é inteiramente justificada sob todos os aspectos e em todas as circunstâncias.” (LE-47.6:1-2)

“A presença do medo é um sinal seguro de que estás confiando na tua própria força. A consciência no nível da realidade [awareness] segundo a qual não há nada a temer mostra que, em algum lugar na tua mente, embora não necessariamente em um lugar que reconheças por enquanto, tu te lembraste de Deus e deixaste a Sua força tomar o lugar da tua fraqueza. No instante em que estás disposto a fazer isso, de fato, não há nada a temer.” (LE-48.3:1-3)

“Eu posso escapar desse mundo desistindo dos meus pensamentos de ataque. Nisso está a salvação e em nenhum outro lugar. Sem pensamentos de ataque, eu não poderia ver um mundo de ataque. À medida que o perdão permite que o amor volte à minha consciência no nível da realidade [awareness] verei um mundo de paz, segurança e alegria. E é isso que escolho ver em lugar das coisas para as quais olho agora. (LE-pI.55.3(23):1-5)

“Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente. O mundo que vejo mantém no lugar a minha autoimagem amedrontada e garante a sua continuidade. Enquanto eu vejo o mundo tal como o vejo agora, a verdade não entra na minha consciência no nível da realidade [awareness]. Quero deixar que a porta por trás desse mundo seja aberta para mim, para que eu possa olhar para o que vem depois, para o mundo que reflete o Amor de Deus.” (LE-pI.56.3(28):1-4)

“Lembra-te de que a cada ataque invocas a tua própria fraqueza, enquanto que a cada vez que perdoas invocas a força de Cristo em ti. Será que não estás começando a compreender o que o perdão fará por ti? Removerá da tua mente toda sensação de fraqueza, tensão e fadiga. Afastará todo o medo, culpa e dor. Restaurará a invulnerabilidade e o poder que Deus deu ao Seu Filho à tua consciência no nível da realidade [awareness].” (LE-pI.62.3:1-5)

“Com tanta freqüência quanto puderes, se possível fechando os olhos, dize hoje para ti mesmo:

O perdão é minha função como a luz do mundo. Quero cumprir a minha função para que eu possa ser feliz.

Em seguida, dedica um ou dois minutos a considerar a tua função e a felicidade e a liberação que ela te trará. Deixa pensamentos correlatos virem livremente, pois o teu coração reconhecerá estas palavras e em tua mente está a consciência no nível da realidade [awareness] de que são verdadeiras. Se a tua atenção se desviar, repete a idéia e acrescenta:

Quero me lembrar disso porque quero ser feliz.” (LE-pI.62.5:1-7)

“Reconhecendo a importância dessa função, ficaremos felizes em lembrar-nos dela muitas vezes hoje. Começaremos o dia por reconhecê-la e encerraremos o dia com esse pensamento em nossa consciência no nível da realidade [awareness]. E, ao longo do dia, repetiremos isso com a maior freqüência possível:

A luz do mundo traz a paz a todas as mentes através do meu perdão. Eu sou o meio que Deus designou para a salvação do mundo.” (LE-pI.63.3:1-5)

“É possível que aches necessário repetir a idéia para o dia de hoje de vez em quando para substituir pensamentos que te distraiam. Também é possível que não aches isso suficiente, e que precises continuar acrescentando outros pensamentos relacionados com a verdade sobre ti mesmo. No entanto, talvez tenhas sucesso em ir além disso e passar pelo intervalo da ausência de pensamentos, até chegares à consciência no nível da realidade [awareness] de uma luz resplandecente na qual te reconheces tal como o Amor te criou. Tem confiança de que farás muito hoje para trazer essa consciência no nível da realidade [awareness] para mais perto de ti, quer sintas, quer não, que tiveste sucesso.” (LE-pI.67.4:1-4)

“Nos períodos de prática mais curtos, que quererás empreender com a maior freqüência possível tendo em vista a importância da idéia de hoje para ti e para a tua felicidade, lembra-te de que as tuas mágoas estão escondendo a luz do mundo da tua consciência no nível da realidade [awareness]. Lembra-te também de que não a estás buscando sozinho e que sabes onde procurá-la. E, então, dize:

Minhas mágoas escondem a luz do mundo em mim. Eu não posso ver o que tenho escondido. Mas quero deixar que seja revelado a mim, para minha salvação e a salvação do mundo.

Certifica-te também de dizer a ti mesmo:

Se eu guardar essa mágoa, a luz do mundo será escondida de mim,
se fores tentado a guardar alguma mágoa de qualquer pessoa hoje.” (LE-pI.69.9:1-8)

“Hoje, tentaremos parar com esses ataques sem sentido contra a salvação. Tentaremos, ao contrário, dar-lhe as boas-vindas. A tua percepção invertida, de cabeça para baixo, tem sido desastrosa para a paz da tua mente. Tens visto a ti mesmo em um corpo e a verdade fora de ti, trancada longe da tua consciência no nível da realidade [awareness] pelas limitações do corpo. Agora, tentaremos ver isso de modo diferente.” (LE-pI.72.8:1-5)

“Desejos vãos e mágoas são parceiros ou coautores em retratar o mundo que vês. Os desejos do ego deram origem a ele e a necessidade que o ego tem de mágoas, as quais são necessárias para mantê-lo, povoam esse mundo com figuras que parecem atacar-te e exigir um julgamento ‘justo’. Essas figuras vêm a ser os intermediários utilizados pelo ego no tráfico de mágoas. Elas se interpõem entre a tua consciência no nível da realidade [awareness] e a realidade dos teus irmãos. Ao contemplá-las, não conhecem nem os teus irmãos nem o teu Ser.” (LE-pI.73.2:1-5)

“Começaremos os nossos períodos de prática mais longos com o reconhecimento de que o plano de Deus para a salvação, e só o Seu, está totalmente de acordo com a tua vontade. Não é o propósito de um poder alheio, imposto a ti contra a tua vontade. É o único propósito aqui com o qual tu e teu Pai estão de perfeito acordo. Terás sucesso hoje, o momento designado para a liberação do Filho de Deus do inferno e de todos os desejos vãos. A Sua vontade é agora restaurada à sua consciência no nível da realidade [awareness]. Nesse dia mesmo, ele está disposto a olhar para a luz em si próprio e a ser salvo.” (LE-pI.73.9:1-6)

“Dedicamos esse dia à serenidade na qual Deus quer que estejas. Guarda-a na tua consciência no nível da realidade [awareness] de ti mesmo e tu a verás por toda parte hoje, à medida que celebramos o princípio da tua visão e a vista do mundo real, que veio para substituir o mundo sem perdão que pensavas ser real.” (LE-pI.75.11:1-2)

“Estas formas são adequadas para aplicações mais específicas:

Que isso não me tente a procurar a minha salvação fora de mim. Eu não deixarei que isso interfira com a minha consciência no nível da realidade [awareness] da Fonte da minha salvação. Isso não tem o poder de privar-me da salvação.” (LE-pI.85.4:1-4)

“Guardar mágoas é um ataque ao plano de Deus para a salvação. Guardar mágoas é uma tentativa de provar que o plano de Deus para a salvação não funcionará. No entanto, só o Seu plano funcionará. Ao guardar mágoas estou, portanto, excluindo a minha única esperança de salvação da minha consciência no nível da realidade [awareness]. Não quero mais sabotar os meus maiores interesses desse modo insano. Quero aceitar o plano de Deus para a salvação e ser feliz.” (LE-pI.86.3(72):1-6)

“É importante lembrar que milagres e visão vão necessariamente juntos. Isso precisa ser repetido e repetido frequentemente. Essa é uma idéia central no teu novo sistema de pensamento e na percepção que ele produz. O milagre está sempre aqui. A sua presença não é causada pela tua visão, a sua ausência não é um resultado do teu fracasso em ver. Só a tua consciência no nível da realidade [awareness] dos milagres é afetada. Tu os verás na luz, não os verás no escuro.” (LE-pI.91.1:1-7)

“Os teus esforços, por menores que possam ser, contam com apoio forte. Se apenas reconhecesses o quanto é grande essa força, as tuas dúvidas se desvaneceriam. Hoje vamos nos dedicar à tentativa de deixar com que sintas essa força. quando tiveres sentido em ti a força que faz com que todos os milagres estejam facilmente ao teu alcance, não duvidarás. Ao sentir a força dentro de ti, os milagres, que o teu senso de fraqueza escondem, saltarão à tua consciência no nível da realidade [awareness].” (LE-pI.91.4:1-5)

“Começa os períodos de prática mais longos com essa declaração das verdadeiras relações entre causa e efeito:

Os milagres são vistos na luz. Os olhos do corpo não percebem a luz. Mas eu não sou um corpo. O que sou eu?

A pergunta que conclui essa declaração é necessária para os nossos exercícios de hoje. O que pensas que és, é uma crença a ser desfeita. Mas o que realmente és tem que ser revelado a ti. Acreditar que és um corpo pede correção, pois é um erro. A verdade do que és convoca a força em ti para trazeres à tua consciência no nível da realidade [awareness] aquilo que o equívoco oculta.” (LE-pI.91.6:1-10)

“Tu és um só Ser, unido e seguro na luz, na alegria e na paz. Tu és o Filho de Deus, um Ser, com um Criador e uma meta: trazer a consciência no nível da realidade [awareness] dessa unicidade a todas as mentes para que a verdadeira criação possa estender a Universalidade e a Unidade de Deus. Tu és um Ser, completo e curado [healed] e íntegro com o poder de erguer o véu da escuridão do mundo e deixar que a luz em ti venha para ensinar ao mundo a verdade sobre ti mesmo.” (LE-pI.95.12:1-3)

“O teu Ser sabe que hoje não podes falhar. Talvez a tua mente permaneça insegura ainda por pouco tempo. Não fiques consternado por isso. O teu Ser guardará para ti a alegria que Ele experimenta e essa ainda será tua em plena consciência no nível da realidade [awareness]. Toda vez que passares cinco minutos de cada hora buscando Aquele Que une a tua mente ao teu Ser, estarás Lhe oferecendo mais um tesouro para ser guardado para ti.” (LE-pI.96.11:1-5)

“Hoje, tentamos trazer a realidade para mais perto ainda da tua mente. A cada vez que praticas a consciência no nível da realidade [awareness] é trazida para um pouco mais perto pelo menos; às vezes mil anos ou mais são poupados. Os minutos que dás são multiplicados muitas vezes, pois o milagre faz uso do tempo, mas não é regido por ele. A salvação é um milagre, o primeiro e o último, o primeiro que é o último, pois é um só.” (LE-pI.97.3:1-4)

“Começa pedindo Àquele Que vai contigo nesse empreendimento, que Ele permaneça na tua consciência no nível da realidade [awareness] à medida em que vais com Ele. Tu não és feito de carne, sangue e ossos, mas foste criado pelo mesmo Pensamento que também deu a Ele a dádiva da vida. Ele é o teu Irmão, e tão igual a ti que o teu Pai sabe que ambos são o mesmo. É ao teu Ser que estás pedindo para ir contigo e como poderia Ele estar ausente de onde estás?” (LE-pI.107.8:1-4)

“O poder curativo [healing] da idéia de hoje é sem limites. É o berço de todos os milagres, a grande restauradora da verdade à consciência no nível da realidade [awareness] do mundo. Pratica a idéia de hoje com gratidão. Essa é a verdade que vem para libertar-te. Essa é a verdade que Deus te prometeu. Esse é o Verbo no qual todo o pesar chega ao fim.” (LE-pI.110.5:1-6)
“Eu sou como Deus me criou.” (LE-pI.110.Título)

“Abre os teus olhos hoje, e olha para um mundo feliz, e segurança e paz. O perdão é o meio pelo qual ele vem tomar o lugar do inferno. Na quietude, ele surge para saudar os teus olhos abertos e encher o teu coração de profunda tranqüilidade, à medida que verdades antigas, eternamente recém nascidas surgem na tua consciência no nível da realidade [awareness]. O que vais lembrar nesse momento nunca poderá ser descrito. No entanto, o teu perdão te oferece isso.” (LE-pI.122.8:1-5)

“O perdão oferece tudo o que queres. Hoje, todas as coisas que queres te são dadas. Não deixes que as tuas dádivas sumam da tua vista durante o dia, quando voltares a encontrar um mundo de mudanças passageiras e aparências desoladoras. Conserva as tuas dádivas na tua consciência no nível da realidade [awareness] com clareza ao ver o imutável no coração da mudança, a luz da verdade por trás das aparências.” (LE-pI.122.13:1-4)

“Não sejas tentado a deixar que as tuas dádivas passem despercebidas e caiam no esquecimento, mas mantêm-nas com firmeza em tua mente através das tuas tentativas de pensar nelas pelo menos por um minuto a cada quarto de hora que passa. Lembra-te do quanto estas dádivas são preciosas com esse lembrete, que tem o poder de mantê-las na tua consciência no nível da realidade [awareness] ao longo do dia:

O perdão oferece tudo o que eu quero. Hoje, aceitei isso como verdadeiro. Hoje, recebi as dádivas de Deus.” (LE-pI.122.14:1-5)

“Hoje, não duvidaremos do Seu Amor por nós, nem questionaremos a Sua proteção e o Seu cuidado. Nenhuma ansiedade sem significado pode vir para interferir na nossa fé e na nossa consciência no nível da realidade [awareness] da Sua Presença. Somos um com Ele hoje, em reconhecimento e lembrança. Nós O sentimos em nossos corações. Nossas mentes contêm os Seus pensamentos, nossos olhos contemplam a Sua beleza em tudo o que olhamos. Hoje, vemos apenas o que é amoroso e amável.” (LE-pI.124.4:1-6)

“Nós nos unimos nesta consciência no nível da realidade [awareness] ao dizermos que somos um com Deus. Pois, nestas palavras, também estamos dizendo que estamos salvos e curados [healed] e como consequência podemos salvar e curar [heal]. Aceitamos e agora queremos dar. A razão disso é que queremos conservar as dádivas que nosso Pai nos deu. Hoje, queremos vivenciar a nós mesmos em unidade com Ele para que o mundo possa compartilhar o nosso reconhecimento da realidade. Em nossa experiência, o mundo é libertado. Ao negarmos a nossa separação do nosso Pai, o mundo é curado [healed] junto conosco.” (LE-pI.124.7:1-7)

“Que a paz esteja contigo hoje. Assegura a tua paz praticando a consciência no nível da realidade [awareness] de que és um com o teu Criador, assim como Ele é um contigo. Em algum momento hoje, quando te parecer melhor, dedica meia-hora ao pensamento de que és um com Deus. Essa é a nossa primeira tentativa de empreender um período prolongado de prática para o qual não damos regras nem palavras especiais para guiar a tua meditação. Confiaremos que hoje, a Voz de Deus falará assim como Ele achar melhor, certos de que Ele não falhará. Permanece com Ele durante essa meia-hora. Ele fará o resto.” (LE-pI.124.8:1-7)
“Que eu me lembre que sou um com Deus.” (LE-pI.124.Título)

“Tu não compreendes o perdão. Tal como o vês, ele é apenas uma repressão do ataque aberto, sem exigir correção na tua mente. Tal como o percebes, ele não pode te dar paz. Não é um meio para liberar-te daquilo que vês em alguém que não é o que tu és. Não tem o poder de restaurar a tua unidade com ele na tua consciência no nível da realidade [awareness]. Não é o que Deus pretendia que fosse para ti.” (LE-pI.126.6:1-6)

“Hoje, escapa das correntes que coloca na tua mente quando percebes a salvação aqui. Pois aquilo que valorizas, fazes com que seja parte de ti na tua percepção de ti mesmo. Todas as coisas que buscas para fazer com que o teu valor seja maior aos teus olhos te limitam ainda mais, escondem de ti o teu próprio valor e acrescentam mais um obstáculo diante da porta que conduz à verdadeira consciência no nível da realidade [awareness] do teu Ser.” (LE-pI.128.3:1-3)

“As defesas não são involuntárias, nem são feitas sem consciência no nível da realidade [awareness]. São varas de condão mágicas e secretas que manipulas quando a verdade parece ameaçar aquilo em que queres acreditar. Só parecem ser inconscientes por causa da rapidez com que escolhes usá-las. Naquele segundo, ou até menos, em que a escolha é feita, reconheces exatamente o que queres tentar fazer e passa, então, a pensar que já está feito.” (LE-pI.136.3:1-4)

“Em agradecimento por toda a criação, em Nome do seu Criador e da Sua Unicidade com todos os aspectos da criação, hoje repetimos a nossa felicidade à nossa causa a cada hora, deixando de lado todos os pensamentos que nos distrairiam do nosso objetivo santo. Por alguns minutos, deixa que a tua mente seja desembaraçada de todos as tolas teias de aranha que o mundo quer tecer em torno do Filho santo de Deus. E aprende a natureza frágil das correntes que parecem manter o conhecimento de ti mesmo à parte da tua consciência no nível da realidade [awareness] ao dizeres:

Aceitarei a Expiração para mim mesmo, pois continuo sendo tal como Deus me criou.” (LE-pI.139.12:1-4)

“Há um tema central que unifica cada passo na revisão que empreendemos e que pode ser declarado simplesmente nestas palavras:

Minha mente contém só o que eu penso com Deus.

Isso é um fato e representa a verdade do Que tu és e do Que é o teu Pai. É através deste pensamento que o Pai deu a criação ao Filho, estabelecendo o Filho como co-criador com Ele Mesmo. É esse pensamento que garante inteiramente a salvação para o Filho. Pois, na sua mente nenhum pensamento pode habitar, senão aqueles que seu Pai compartilha. A ausência do perdão bloqueia esse pensamento na tua consciência no nível da realidade [awareness]. No entanto, ele é verdadeiro para sempre.” LE-rIV.in.2:1-8)

“Como podes julgar? Teu julgamento baseia-se no testemunho que te oferecem os teus sentidos. No entanto, jamais houve testemunho mais falso do que esse. Mas, de que outra forma julgas o mundo que vês? Depositas uma fé patética no que os teus olhos e ouvidos reportam. Pensas que os teus dedos tocam a realidade e se fecham sobre a verdade. Essa é a consciência no nível da realidade [awareness] que compreendes e pensas ser mais real do que o que é testemunhado pela eterna Voz pelo próprio Deus.” (LE-pI.151.3:1-7)

“Como Deus te criou, tens que permanecer imutável, com estados transitórios que são falsos por definição. E isso inclui todas as variações de sentimento, as alterações das condições do corpo e da mente, de toda a consciência no nível da realidade [awareness] e de todas as reações. Essa é a abrangência total que coloca a verdade à parte da falsidade e pela qual o que é falso se mantém separado da verdade, tal como é.” (LE-pI.152.5:1-3)

“Sejamos verdadeiramente humildes hoje e aceitemos o que temos feito tal como é. O poder de decisão é nosso. Decide apenas aceitar o teu lugar de direito como co-criador do universo e tudo o que pensas ter feito desaparecerá. Então, o que surgir na tua consciência no nível da realidade [awareness] será tudo o que sempre foi, eternamente como é agora. E isso tornará o lugar dos autoenganos feitos apenas para usurpar o altar ao Pai e ao Filho.” (LE-pI.152.8:1-5)

“Agora, nos unimos reconhecendo com contentamento que as mentiras são falsas e só a verdade é verdadeira. Pensamos apenas na verdade ao levantarmos e passarmos cinco minutos praticando os seus caminhos, encorajando as nossas mentes assustadas com o seguinte:

O poder de decisão é meu. Nesse dia aceitarei a mim mesmo como aquilo que a Vontade do meu Pai me criou para ser.

Em seguida, aguardaremos em silêncio, desistindo de todos os autoenganos, enquanto pedimos humildemente ao nosso Ser que se revele a nós. E Aquele Que jamais partiu virá novamente à nossa consciência no nível da realidade [awareness], grato por restaurar o Seu lar em Deus, como Lhe era destinado.” (LE-pI.152.11:1-6)

“Esse é um dia de silencio e de confiança. É um tempo especial, muito promissor no calendário dos teus dias. É um tempo que o Céu reservou para iluminar e lançar uma luz intemporal sobre esse dia em que se ouvem os ecos da eternidade. Esse dia é santo, pois introduz uma nova experiência, um tipo diferente de sentimento e consciência no nível da realidade [awareness]. Passaste longos dias e noites celebrando a morte. Hoje, aprende a sentir a alegria da vida.” (LE-pI.157.1:1-5)

“Confiar nos teus irmãos é essencial para estabelecer e manter a tua fé na tua capacidade de transcender a dúvida e a falta de convicção em ti mesmo. Quando atacas um irmão, proclamas que ele é ilimitado pelo que percebeste nele. Tu não olhas além dos erros que ele faz. Pelo contrário, esses erros são ampliados e tornam-se bloqueios que obstruem para ti a tua consciência no nível da realidade [awareness] do Ser Que está além dos teus próprios equívocos e além dos seus pecados aparentes, assim como dos teus.” (LE-pI.181.1:1-4)

“Que nomes são esses, através dos quais o mundo se torna uma série de eventos distintos, de coisas desunidas, de corpos mantidos à parte, que contêm pedaços da mente como se fossem consciências no nível da realidade [awarenesses] separadas? Tu lhes deste esses nomes, estabelecendo a percepção como desejavas que fosse. Às coisas sem nome foram dados nomes e assim também lhes foi dada realidade. Pois aquilo que recebe um nome, recebe também um significado e será visto então como significativo; uma causa de um efeito verdadeiro, com uma consequência inerente em si mesma.” (LE-pI.184.3:1-4)

“E embora usemos um nome diferente para cada consciência no nível da realidade [awareness] de um aspecto do Filho de Deus, compreendemos que eles só têm um Nome, O Que Deus lhes deu. É esse Nome Que usamos ao praticarmos. E usando-O desaparecem todas as tolas separações que nos mantinham cegos. E nos é dada a força para ver o que está além delas. Agora, a nossa vista é abençoada com as bênçãos que podemos dar como recebemos.” (LE-pI.184.14:1-5)

“Dizer estas palavras não é nada. Mas dizê-las com real intenção é tudo. Se tu pudesses dizê-las dessa forma por um só instante, não haveria mais nenhuma tristeza possível para ti de maneira alguma, em lugar ou tempo algum. O céu seria completamente devolvido à plena cada consciência no nível da realidade [awareness], a memória de Deus inteiramente restaurada e a ressurreição de toda a criação plenamente reconhecida.” (LE-pI.185.1:1-4)

“E nós, não aprenderemos a dizer estas palavras quando nos sentirmos tentados a acreditar que a dor é real, e quando escolhemos a morte ao invés da vida? Não aprenderemos a dizer estas palavras, quando tivermos compreendido o seu poder de libertar todas as mentes do cativeiro? Estas são palavras que te dão poder sobre todos os eventos que parecem ter recebido poder sobre ti. Tu os vês corretamente quando manténs estas palavras em plena consciência no nível da realidade [awareness] e não esqueces que se aplicam a tudo o que vês ou a tudo o que qualquer irmão contempla de modo equivocado.” (LE-pI.193.6:1-4)

“Portanto, dá graças, mas com sinceridade. E deixa a tua gratidão dar espaço a todos aqueles que se libertarão contigo: os doentes, os fracos, os necessitados e os que têm medo e aqueles que choram uma perda aparente ou sentem o que parece ser dor; que sofrem frio ou fome, ou que andam no caminho do ódio e no atalho da morte. Todos esses vão contigo. Não nos comparemos com eles, pois assim nós os afastamos da nossa consciência no nível da realidade [awareness] da unidade que compartilhamos com eles, assim como eles têm que compartilhá-la conosco.” (LE-pI.195.5:1-4)

“Quando isso for bem compreendido e mantido em plena consciência no nível da realidade [awareness], não tentarás prejudicar-te, nem fazer do teu corpo um escravo da vingança. Não atacarás a ti mesmo e reconhecerás que atacar um outro é atacar a ti mesmo. Ficarás livre da crença insana de que atacar um irmão te salva. E compreenderás que a sua segurança é a tua e através da sua cura (healing), tu és curado (healed).” (LE-pI.196.1:1-4)

“Pai, tenho que retribuir o Teu Amor por mim, pois dar e receber é a mesma coisa e Tu me deste o Teu Amor. Tenho que retribuí-lo, pois quero que seja meu em plena consciência no nível da realidade [awareness], resplandecendo em minha mente e mantendo-a ao alcance da luz benigna do Teu Amor, inviolada, amada, deixando o medo para trás e vislumbrando apenas a paz. Como é quieto o modo como o Teu Filho amoroso é conduzido a Ti!” (LE-pII.225.1:1-3)

“Que eu não pense que posso achar o caminho para Deus, se tiver ódio no meu coração. Que eu não tente ferir o Filho de Deus e pensar que posso conhecer seu Pai ou o meu Ser. Que eu não falhe em reconhecer a mim mesmo e ainda acredite que a minha consciência no nível da realidade [awareness] pode conter o meu Pai, ou a minha mente conceber todo o amor que o meu Pai tem por mim e todo o amor que eu Lhe retribuo.” (LE-pII.246.1:1-3)

“Eis o único ‘sacrifício’ que pedes ao Teu amado filho: pedes que ele desista de todo sofrimento, de todo sentimento de perda e tristeza, de toda ansiedade e dúvida e que livremente deixe o Teu Amor fluir em sua consciência no nível da realidade [awareness], curando-o [healing] da dor e dando-lhe a Tua própria alegria eterna. Esse é o ‘sacrifício’ que me pedes e que eu faço de bom grado, é o único ‘custo’ do restabelecimento da Tua memória em mim para a salvação do mundo.” (LE-pII.323.1:1-2)

“E, ao pagarmos dívida que temos para com a verdade – uma dúvida que é apenas o abandono do autoengano e das imagens que falsamente adoramos – a verdade volta à nós, na integridade e na alegria. Não somos mais enganados. O Amor voltou à nossa consciência no nível da realidade [awareness]. E estamos em paz novamente, pois o medo se foi e só o amor permanece.” (LE-pII.323.2:1-4)

“Pai, quero o que se opõe à minha vontade e não o que é a minha vontade ter. Endireita a minha mente, meu Pai. Ela está doente. Mas Tu me ofereceste a liberdade e hoje eu escolho reivindicar a Tua dádiva. Assim, dou todo julgamento Àquele Que me deste para julgar por mim. Ele vê o que eu contemplo e ainda assim conhece a verdade. Ele olha para a dor, e ainda assim compreende que ela não é real e, na Sua compreensão, ela é curada [healed]. Ele dá os milagres que os meus sonhos querem esconder da minha consciência no nível da realidade [awareness], mas Ele tem certeza de que é a Tua. E Ele falará por mim e invocará os Teus milagres para que venham a mim.” (LE-pII.347.1:1-11)

“Tu, Que lembras o que eu realmente sou, és o Único Que lembras o que realmente quero. Tu falas por Deus e assim falas por mim. E o que me dás vem do próprio Deus. A Tua Voz, meu Pai, também é minha e tudo o que quero é o que me ofereces, exatamente da forma que escolhes que seja meu. Que eu me lembre de tudo o que não conheço e que a minha voz se cale ao lembrar. Mas que eu não esqueça o Teu Amor e o Teu cuidado, conservando a promessa que fizeste ao Teu Filho para sempre na minha consciência no nível da realidade [awareness]. Que eu não esqueça que nada sou, mas que o meu Ser é tudo.” (LE-pII.358.1:1-7)

Manual de Professores

“O dano é impossível para os professores de Deus. Eles não podem nem infligi-lo, nem sofrê-lo. O dano é o resultado do julgamento. É o ato desonesto que se segue a um pensamento desonesto. É um veredito de culpa para um irmão e, portanto, para a própria pessoa. É o fim da paz e a negação da aprendizagem. Demonstra a ausência do ensinamento de Deus e a sua substituição pela insanidade. Nenhum professor de Deus pode deixar de aprender – e bem cedo no seu treino – que causar dano oblitera completamente a sua função na sua própria consciência no nível da realidade [awareness]. Fará com que fique confuso, assustado, raivoso e desconfiado. Fará com que lhe seja impossível aprender as lições do Espírito Santo. E o Professor de Deus também só pode ser ouvido por aqueles que compreendem que o dano, de fato, nada pode conseguir. Nenhum ganho pode dele advir.” (MP-4.IV.1:1-12)

“A unicidade e a doença não podem coexistir. Os professores de Deus escolhem olhar para os sonhos durante algum tempo. É uma escolha consciente. Pois aprenderam que todas as escolhas são feitas conscientemente, com total consciência no nível da realidade [awareness] de suas consequências. O sonho diz o contrário, mas quem depositaria a sua fé em sonhos uma vez que foram reconhecidos pelo que são? A consciência no nível da realidade [awareness] do sonhar é a função real dos professores de Deus. Eles observam as figuras dos sonhos a ir a vir, a deslocarem-se e a mudarem, a sofrerem e a morrerem. Apesar disso, não são enganados pelo que vêem. Reconhecem que contemplar uma figura de sonho como doente e separada não é mais real do que considerá-la saudável e bonita. Só a unidade não é coisa de sonhos. E é isso que os professores de Deus reconhecem por detrás do sonho, além de todas as aparências e ainda assim como algo que, com toda a certeza lhes pertence.” (MP-12.6:1-11)

“Professor de Deus, não te esqueças do significado do sacrifício e lembra-te do que necessariamente significa, em termos de custo, cada decisão que tomas. Decide-te por Deus, e todas as coisas te são dadas sem qualquer custo. Decide-te contra Ele, e escolhes o nada ao preço da consciência no nível da realidade [awareness] de tudo. O que queres ensinar? Lembra-te, apenas, do que queres aprender. Porque é nisso que deve estar a tua preocupação. A Expiação é para ti. A tua aprendizagem reivindica-a e a tua aprendizagem dá-a. O mundo não contém a Expiação. Mas aprende este curso e ela é tua. Deus oferece-te o Seu Verbo, pois Ele tem necessidade de professores. Que outra maneira existe para salvar o Seu Filho? (MP-13.8:1-12)

“Não há nenhum substituto para a Vontade de Deus. Em termos simples, é a este fato que o professor de Deus dedica todo o seu dia. Qualquer substituto que resolva aceitar como real só poderá enganá-lo. Mas está a salvo de qualquer mal-entendido, se assim decidir. Talvez tenha necessidade de lembrar ‘Deus está comigo. Não posso ser enganado’. Talvez prefira outras palavras, uma apenas uma, ou nenhuma. No entanto, qualquer tentação de aceitar a magia como verdadeira tem de ser abandonada através do seu próprio reconhecimento, não por ela ser assustadora, não por ser pecaminosa, não por ser perigosa, mas, simplesmente, por não ter significado. Como a magia se enraíza no sacrifício e na separação, dois aspectos de um único erro e nada mais, o professor de Deus limita-se a abdicar do que nunca teve. E, por este ‘sacrifício’, o Céu é restaurado na sua consciência no nível da realidade [awareness].” (MP-16.10:1-10)

“A salvação é a justiça de Deus. Restaura, na tua consciência no nível da realidade [awareness], a integridade dos fragmentos que percebes como quebrados e separados. E é isto que supera o medo da morte. Pois fragmentos separados têm de cair e morrer, mas a integridade é imortal. Permanece para sempre como o seu Criador, sendo una com Ele. O Julgamento de Deus é a Sua justiça. Sobre isto – um Julgamento totalmente isento de condenação, uma avaliação totalmente baseada no amor – projetaste a tua injustiça, dando a Deus as lentes da percepção distorcida através das quais tu olhas. Agora, elas pertencem a Deus e não a ti. Tens medo Dele e não vês que odeias e tens medo do teu Ser como de um inimigo.” (MP-19.4:1-9)

“O progresso do professor de Deus pode ser lento ou rápido, dependendo se reconhece a total abrangência da Expiação ou se, por algum tempo, exclui dela certas áreas problemáticas. Em alguns casos, há uma consciência no nível da realidade [awareness] repentina e completa da perfeita aplicabilidade da lição da Expiação a todas as situações, mas isso é comparativamente raro. O professor de Deus pode ter aceito a função que Deus lhe deu muito tempo antes de ter aprendido tudo o que a sua própria aceitação lhe oferece. Somente o fim é certo. O reconhecimento da abrangência total, que é necessário, pode alcançá-lo em qualquer lugar, ao longo do caminho. Se o caminho lhe parece longo, que fique contente. Já decidiu em que direção quer seguir. O que é que lhe foi pedido para além disso? E, tendo feito o que lhe foi requisitado, acaso Deus deixaria de lhe dar o resto?” (MP-22.2:1-9)

“A resposta a esta pergunta assemelha-se muito à anterior. Não existem, é claro, poderes “antinaturais” e inventar um poder que não existe é, obviamente, um mero apelo à magia. Entretanto, é igualmente óbvio que cada indivíduo tem muitas habilidades das quais não está ciente. À medida em que cresce a sua consciência no nível da realidade [awareness], pode muito bem desenvolver habilidades que lhe parecerão bastante surpreendentes. No entanto, nada do que possa fazer se pode comparar, mesmo ao de leve, à gloriosa surpresa de se lembrar de Quem é. Que toda a sua aprendizagem e todos os seus esforços sejam dirigidos para essa única e grande surpresa final e, assim, não se deixe atrasar por outras, mais pequenas, que lhe possam advir durante o caminho.” (MP-25.1:1-6)

“Deus pode, de fato, ser atingido diretamente, pois não há distância entre Ele e o Seu Filho. A consciência no nível da realidade [awareness] de Deus está na memória de todos e o Seu Verbo está escrito no coração de todos. No entanto, esta consciência no nível da realidade [awareness] e esta memória só podem atravessar os umbrais do reconhecimento quando todas as barreiras contra a verdade forem removidas. Em quantos isto ocorre? Aqui está, então, o papel dos professores de Deus. Eles também ainda não atingiram a compreensão necessária, mas uniram-se a outros. E é isso o que os separa do mundo. E é isso que permite que outros deixem o mundo com eles. Sozinhos, não são nada. Mas, na sua união, está o Poder de Deus.” (MP-26.1:1-10)

“Às vezes, um professor de Deus pode ter uma breve experiência de união direta com Deus. Neste mundo é quase impossível que isso dure. Pode talvez ser conquistado com muita devoção e dedicação e, então, mantido por grande parte do tempo, na terra. Mas isto é tão raro que não pode ser considerado uma meta realista. Se acontecer, que assim seja. Se não acontecer, que assim seja, também. Todos os estados deste mundo não podem deixar de ser ilusórios. Se Deus fosse alcançado de forma direta em consciência no nível da realidade [awareness] prolongada, o corpo não se manteria por muito mais tempo. Aqueles que abdicaram do corpo somente para estender a sua ajuda aos que estavam para trás, de fato, são poucos. E eles precisam de ajudantes que ainda estão no cativeiro e que ainda estão adormecidos, de modo que, através do seu despertar, a Voz de Deus possa ser ouvida.” (MP-26.3:1-10)

“A morte é o símbolo do medo de Deus. O Seu Amor é apagado nesta ideia, que o mantém fora da consciência no nível da realidade [awareness] como um escudo erguido para obscurecer o sol. A qualidade sinistra do símbolo basta para mostrar que não pode coexistir com Deus. Mostra uma imagem do Filho de Deus onde ele é ‘posto para descansar’ nos braços da devastação, onde os vermes esperam para o saudar e para durar um pouco mais através da sua destruição. No entanto, também os vermes, com a mesma certeza, são igualmente condenados à destruição. E, assim, todas as coisas vivem, devido à morte. Devorar é a ‘lei da vida’ dentro da natureza. Deus é doentio e o mundo é real.” (MP-27.3:1-8)

“Muito simplesmente, a ressurreição é a superação ou o domínio da morte. É um novo despertar ou um renascimento, uma mudança da mente a respeito do significado do mundo. É a aceitação da interpretação do Espírito Santo sobre o propósito do mundo, a aceitação da expiação para si mesmo. É o fim dos sonhos de miséria e a feliz consciência no nível da realidade [awareness] do sonho final do Espírito Santo. É o reconhecimento das dádivas de Deus. É o sonho no qual o corpo funciona perfeitamente, sem outra função que não seja a comunicação. É a lição na qual termina a aprendizagem, pois ela é consumada e ultrapassada com isso. É o convite a Deus para que dê o Seu passo final. É o abandono de todos os outros propósitos, todos os outros interesses, todos os outros desejos e todas as outras preocupações. É o desejo único do Filho pelo Pai.” (MP-28.1:1-10)

Esclarecimento de Termos

“Nesse mundo, a única liberdade que resta é a liberdade de escolha, sempre entre duas opções ou duas vozes. A Vontade não está envolvida na percepção em nenhum nível e não tem nada a ver com a escolha. A consciência no nível da percepção [consciousness] é o mecanismo receptivo que recebe mensagens de cima ou de baixo, do Espírito Santo ou do ego. A consciência no nível da percepção [consciousness] tem níveis e a consciência no nível da realidade [awareness] pode deslocar-se [dramaticamente], mas não pode transcender o domínio da percepção. Na melhor das hipóteses, [a consciência no nível da percepção [consciousness]] vem a estar consciente [aware] do mundo real e pode ser treinada para fazer isso cada vez mais. Entretanto, o próprio fato de ter níveis e poder ser treinada demonstra que não é capaz de atingir o conhecimento.” (ET-1.7:1-6)

Psicoterapia: Propósito, Processo e Prática

“Portanto, a Psicoterapia, tem de restaurar, na consciência no nível da realidade [awareness] do paciente, a capacidade dele tomar as suas próprias decisões. Tem de sentir vontade de alterar o seu pensamento e compreender que aquilo que ele julgava que projetava os seus efeitos sobre si, foi criado pelas suas próprias projeções sobre o mundo. O mundo que vê, portanto, não existe. Até que isto seja aceite, pelo menos em parte, o paciente não pode ver-se a si mesmo como sendo capaz de tomar decisões. E lutará contra a sua liberdade acreditando que é escravidão.” (P-1.4:1-5)

“A religião formal não tem lugar na psicoterapia, mas também não tem realmente lugar na religião. Nesse mundo, há uma tendência surpreendente de juntar palavras contraditórias em um termo sem que se perceba a contradição de forma alguma. A tentativa de dar uma forma à religião é tão obviamente uma tentativa do ego para reconciliar o irreconciliável que dificilmente seria necessário elaborar sobre esse ponto. Religião é experiência: psicoterapia é experiência. Nos seus níveis mais altos podem unificar-se. Nenhuma das duas é a verdade em si mesmas, mas ambas podem conduzir a verdade. O que poderia ser necessário para encontrar a verdade, que permanece perfeitamente óbvia, a não ser remover os obstáculos aparentes à verdadeira consciência no nível da realidade [awareness]?” (P-2.II.2:1-7)

“Ninguém que aprenda a perdoar pode falhar na sua intenção de recordar Deus. Assim, o perdão é tudo o que precisa de ser ensinado, porque é tudo o que precisa de ser aprendido. Todos os obstáculos à recordação de Deus são formas de ódio, e nada mais. Isto nunca é percebido pelo paciente e só raramente o é pelo terapeuta. O mundo reuniu todas as suas forças contra esta única consciência no nível da realidade [awareness], porque, nela, repousa o final do mundo e de tudo o que ele representa.” (P-2.II.3:1-5)

“Acaso não é a consciência no nível da realidade [awareness] de Deus o que constitui uma meta razoável para a psicoterapia? Ela chegará quando a psicoterapia for total, já que, quando há perdão, a Verdade tem de estar presente. Na verdade, seria injusto que a crença em Deus fosse necessária para o êxito da psicoterapia. Sequer a crença em Deus é um conceito muito significativo, dado que Deus só pode ser conhecido. A crença implica que a não-crença é possível, mas o conhecimento de Deus não tem opostos. Não conhecer Deus é não possuir o conhecimento, e é a isto que o ódio conduz. E, sem conhecimento, só se pode crer.” (P-2.II.4:1-7)

“Há uma forte tendência para ouvir este canto de morte brevemente e, depois, deixá-lo escapar sem correção. Esta consciência no nível da realidade [awareness] de Deus passageira encarna as imensas oportunidades que nos são dadas para, literalmente, ‘mudar o disco’. O som da cura [healing] poderia ser ouvido, no seu lugar. No entanto, antes, tem de surgir a vontade de questionar a ‘verdade’ do canto de condenação. As estranhas distorções que se agitam inextrincavelmente no autoconceito – que não é senão uma pseudocriação – convertem esse som horroroso em algo verdadeiramente belo. ‘O ritmo do Universo’, ‘o canto do anjo enviado’ são ouvidos em vez dos alaridos discordantes.” (P-2.VI.2:1-6)

“Para isto, uma coisa, apenas uma coisa é necessária: que, em nenhum caso e de nenhuma maneira, o terapeuta se confunda com Deus. Todos os ‘curadores [healers] não curados [unhealed]’ caem nesta confusão fundamental de uma ou de outra forma, porque se vêem a si mesmos autocriados em vez de criados por Deus. Esta confusão é muito rara, senão impossível, numa certa consciência no nível da realidade [awareness], pois, então, o curador [healer] não curado [unhealed] converter-se-ia, nesse momento, num professor de Deus, dedicando a sua vida à função da verdadeira cura [healing]. Antes de alcançar este ponto, ele pensava estar a cargo do processo terapêutico e, portanto, que era o responsável pelo resultado. Os erros dos seus pacientes convertiam-se nos seus próprios fracassos, e a culpa, obscura e forte, instalava-se ocupando o lugar do que deveria ter sido a santidade de Cristo. A culpa é inevitável naqueles que utilizam os seus julgamentos para tomar as suas decisões. A culpa é impossível naqueles através dos quais o Espírito Santo fala.” (P-2.VII.4:1-7)

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Mais um pouco de conhecimento e entendimento sobre os ensinamentos do mestre Nisargadatta…

Artigo:

“Nisargadatta on the Difference Between Consciousness and Awareness”

“Nisargadatta sobre a Diferença Entre Consciousness e Awareness”

Site:

www.thebirdsway.com www.thebirdsway.com

Nisargadatta on the Difference Between Consciousness and Awareness – The Bird’s Way

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“Se há uma distinção que confere aos ensinamentos de Nisargadatta Maharaj o seu caráter incisivo, é essa: ‘consciousness’ não é a realidade última. Muitos sistemas espirituais falam em purificar consciousness, expandir consciousness ou alcançar um estado superior de consciousness. Nisargadatta apontava para algo mais radical. Ele pedia ao buscador que percebesse que até mesmo consciousness surge e desaparece e que aquilo que é real tem que ser anterior ao seu surgimento.

À primeira vista, a distinção entre consciousness e a awareness pode parecer um jogo de palavras. Na linguagem cotidiana, os dois termos são quase intercambiáveis. No entanto, nos ensinamentos de Nisargadatta, essa diferença é fundamental.

Consciousness é o campo iluminado no qual surgem o corpo, a mente, o mundo, a memória e a sensação de ‘eu sou’.

Awareness não é mais um objeto dentro desse campo; ela é a realidade anterior, sem a qual nenhum campo poderia sequer surgir.

O que Nisargadatta Queria Dizer sobre Consciousness

No vocabulário de Nisargadatta, consciousness é a sensação de estar presente, o sentimento vivo de ‘eu sou’. É o início da experiência. Quando consciousness está presente, o mundo surge, o corpo é conhecido, os pensamentos se movem e a pessoa parece existir. Todas as coisas que você pode nomear, recordar, desejar, temer ou observar pertence à consciousness.

Mas consciousness não é permanente da mesma maneira que o absoluto é permanente. Ela muda. Ela se intensifica e se atenua. Ela está presente no estado de vigília, altera-se no sonho e está ausente da experiência comum durante o sono profundo.

Nisargadatta frequentemente associava essa consciousness ao corpo, à força vital e ao que ele chamava de ‘corpo de alimento’. O corpo é sustentado pelo alimento e a sensação de ser surge com o organismo vivo. Por essa razão, ele não considerava consciousness como o Self supremo.

“Awareness torna-se consciousness quando ela tem um objeto.” — Nisargadatta Maharaj

Essa frase simples revela a essência de sua distinção.

Consciousness é awareness em relação a alguma coisa. No momento em que surge um objeto — mesmo o objeto sutil do ‘eu sou’ —, consciousness se manifestou. Ela é preciosa, pois sem ela não há busca espiritual, devoção, meditação nem investigação. Contudo, ela ainda é uma aparência e Nisargadatta queria que o buscador fosse à raiz disso.

A Analogia da Chama

Pense na chama de uma vela. A chama requer um pavio, cera e ar. Remova essas condições e a chama desaparece. Enquanto queima, ela emite luz, calor e movimento. Ela é real como aparência, mas não é independente. Consciousness é assim. Ela brilha como a sensação de ser, mas depende de condições. Tudo o que depende de condições não pode ser o absoluto.

É por isso que a linguagem de Nisargadatta pode parecer dura. Ele não estava descartando consciousness como algo inútil. Ele se recusava a permitir que o buscador parasse cedo demais.

O ‘eu sou’ é a porta de entrada, não o recinto final. É a primeira certeza, mas até mesmo essa certeza tem que ser vista a partir de uma perspectiva mais profunda.

O que Nisargadatta Queria Dizer sobre Awareness

Awareness, nesse ensinamento, não é um estado no qual se entra. Não é um estado de espírito de êxtase, uma visão, um transe ou um sentimento espiritual refinado. Ela é anterior a todos os estados. Ela não pode ser vista como um objeto, pois ela é aquilo por meio do qual a visão é possível. Ela não pode ser apreendida pelo pensamento, porque o pensamento surge dentro da consciousness e a própria consciousness surge na awareness.

Portanto, awareness não é pessoal. Ela não pertence ao corpo. Ela não começa quando a mente desperta pela manhã. Ela não é aprimorada pela meditação, prejudicada pelo sofrimento nem destruída pela morte. A meditação pode aquietar a mente o suficiente para que isso seja reconhecido, mas não produz awareness.

Awareness já é um fato.

A Indicação do Sono Profundo

Nisargadatta frequentemente usava o sono profundo como uma indicação, pois ele rompe com a nossa suposição habitual de que a realidade tem que ser idêntica à atividade mental.

No sono profundo, não há mundo conhecido, nem história pessoal, nem imagem corporal, nem mente que planeja, nem qualquer senso ativo de ‘eu sou essa pessoa’. No entanto, ao despertar, diz-se: ‘Eu dormi bem’ ou ‘Eu não sabia de nada’. Esse relato aponta para um mistério: a ausência de conteúdo mental não afeta a realidade daquilo que você é.

O propósito não é transformar o sono profundo em uma teoria. O propósito é afrouxar o hábito de identificar-se apenas com a consciousness do estado de vigília. Se você fosse meramente a mente em vigília, o seu ser desapareceria sempre que a vigília desaparecesse. Nisargadatta convida você a olhar mais profundamente. Os estados mutáveis ​​são conhecidos, mas o real não é um desses estados mutáveis.

Por que Essa Distinção Importa

Se consciousness é tomada como o absoluto, então a perda da consciousness torna-se o medo mais profundo. O corpo envelhece, a mente se esvai, o sono chega e a morte parece representar o fim de tudo. Muita busca espiritual carrega secretamente esse medo. O buscador deseja uma experiência permanente, um estado de consciousness que não possa ser perdido.

Nisargadatta rompe com essa busca. Nenhum estado pode ser permanente, pois todo estado tem um começo e um fim. Mesmo a experiência mais luminosa ainda é uma experiência. Ela surge, é conhecida e desaparece. A liberação não consiste em possuir um estado especial. É o reconhecimento de que você não é nenhum estado, nem mesmo a pura sensação de ‘eu sou’.

“A mente cria o abismo; o coração o atravessa.” — Nisargadatta Maharaj

A mente divide a realidade em buscador e objetivo, consciousness e unconsciousness [inconsciência], nascimento e morte, presença e ausência.

O coração, no sentido de Nisargadatta, não é sentimentalismo. É o reconhecimento direto de que o real já é íntegro. A análise pode apontar a direção da borda, mas apenas a visão direta o conduz para o outro lado.

Uma Confusão Comum

Muitos buscadores confundem consciousness com awareness porque a linguagem espiritual frequentemente usa essas palavras de forma imprecisa. Em um livro, consciousness pode significar o absoluto. Em outro, awareness pode significar simples atenção. Nisargadatta empregava os termos com um sentido específico.

Consciousness é o campo da experiência.

Awareness é a realidade na qual esse campo surge.

Uma maneira simples de sentir a diferença é essa:

Consciousness é saber que você é. Ela tem um sabor. Ela pode parecer espaçosa, contraída, pacífica, agitada, límpida ou embotada. Ela é a sensação viva de presença.

Awareness é aquilo em que até mesmo esse saber surge. Ela não tem sabor, cor, tamanho, centro nem borda. Você não pode experimentá-la como um objeto, pois ela não está diante de você. Ela está mais próxima do que a própria experiência. Ela é o fato que torna a experiência possível.

É por isso que o estudo conceitual, por si só, não pode concluir o trabalho. Conceitos podem dissipar a confusão, mas não podem se tornar awareness.

Você é capaz de analisar a diferença entre consciousness e awareness durante anos e ainda assim permanecer identificado com aquele que analisa. O ensinamento ganha vida apenas quando você volta a atenção para aquele que conhece a análise.

Uma Contemplação: Notando a Diferença

Sente-se em silêncio e volte a sua atenção para a sensação pura de ‘eu sou’. Não acrescente seu nome, papel, história, desejo, medo ou problema. Permaneça apenas com o fato simples de ser. Deixe o corpo respirar. Deixe os pensamentos irem e virem. Continue retornando à sensação silenciosa de existir.

Agora, note alguma coisa sutil. A sensação ‘eu sou’ está presente e ela é conhecida. Ela não é um objeto, como uma cadeira ou um som, mas ela ainda assim é detectável. Ela surge. Ela pode ser objeto de atenção. Isso significa que ela não é o conhecedor final.

O que conhece a sensação ‘eu sou’?

Não responda apressadamente. Qualquer resposta verbal é mais um movimento na consciousness. Simplesmente note que tudo o que pode ser observado — mesmo internamente — não pode ser a sua identidade última. Uma sensação é conhecida. Um pensamento é conhecido. Um estado de espírito é conhecido. A sensação de ser é conhecida. O que você é não é alguma coisa acrescentada a isso tudo. É a presença que conhece, anterior a quaisquer acréscimos.

Essa contemplação não visa criar um estado de vazio ou ausência. Nisargadatta não pedia aos buscadores que se tornassem apáticos, distantes ou indiferentes. Ele pedia que parassem de confundir o que é passageiro com o que é real.

Quando isso é visto, consciousness é capaz de funcionar naturalmente. O corpo age, a mente fala, a vida continua, mas o peso de ser uma pessoa separada começa a se dissolver.

Além da Pessoa

A pessoa, para Nisargadatta, é um conjunto de memórias, hábitos, identificações e limitações. Ela surge na consciousness e reivindica a posse da consciousness. Ela diz: ‘meu corpo’, ‘minha mente’, ‘minha vida’, ‘meu despertar’. Mas, quando examinada, a pessoa não é encontrada como uma realidade independente. Ela é um padrão, não o Self.

“Não existe tal coisa como uma pessoa separada.” — Nisargadatta Maharaj

Isso não significa que o ser humano deva ser negligenciado. Significa que o suposto proprietário da experiência não é o que você é. O corpo pode ser cuidado, a mente pode ser treinada, os relacionamentos podem ser honrados e os deveres podem ser cumpridos. Mas o controlador separado no centro jamais é encontrado, exceto como pensamento.

Além de Ambas as Palavras

Até mesmo a palavra ‘awareness’ é apenas um indicador. O objetivo final de Nisargadatta não era criar uma filosofia a partir de dois termos. Consciousness, awareness, testemunha (witness), absoluto, Self, essas palavras são úteis apenas enquanto o afastam de uma identificação falsa. Uma vez que elas tenham cumprido a sua função, elas também têm que ser deixadas de lado.

Para a investigação prática, no entanto, a distinção permanece poderosa.

Consciousness é temporária, cognoscível, mutável e dependente.

Awareness é anterior, silenciosa, inapreensível e não depende dos conteúdos da experiência.

O buscador geralmente começa identificando-se com o corpo, depois com a mente, depois com a testemunha e, em seguida, com a sensação ‘eu sou’.

Nisargadatta continua apontando para além de cada camada.

O ensinamento não é que consciousness seja ruim e awareness seja boa. O ensinamento é que consciousness não é o fim. A sensação ‘eu sou’ é sagrada porque é a porta de entrada de volta para o real, mas a porta de entrada não é o destino. Permaneça nela, entenda-a e veja que até mesmo ela surge para você. O que permanece não pode ser nomeado, possuído ou perdido. É para isso — a liberdade — que Nisargadatta estava apontando.

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Imagem: pexels-pawel-l-435199-1320737 01.10.26

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Bibliografia da OREM3:

Livro “Um Curso em Milagres” – Livro Texto, Livro de Exercícios e Manual de Professores. Fundação para a Paz Interior. 2ª Edição –  copyright© 1994 da edição em língua portuguesa.

Artigo “Helen and Bill’s Joining: A Window Onto the Heart of A Course in Miracles” (tradução livre: A União de Helen e Bill: Uma Janela no Coração de Um Curso em Milagres”) – Robert Perry, site: https://circleofa.org/

E-book “What is A Course in Miracles” (tradução livre: O que é Um Curso em Milagres) – Robert Perry.

E-book “Autobiography – Helen Cohn Schucman, Ph.D.” – Foundation for Inner Peace (tradução livre: Autobiografia – Helen Cohn Schucman, Ph.D., Fundação para a Paz Interior).

Livro “Uma Introdução Básica a Um Curso em Milagres”,  Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Livro “O Desaparecimento do Universo”, Gary R. Renard.

Livro “Absence from Felicity: The Story of Helen Schucman and Her Scribing of A Course in Miracles” (tradução livre: “Ausência de Felicidade: A História de Helen Schucman e Sua Escriba de Um Curso em Milagres”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Artigo “A Short History of the Editing and Publishing of A Course in Miracles” (tradução livre: Uma Breve História da Edição e Publicação de Um Curso em Milagres” – Joe R. Jesseph, Ph.D. http://www.miraclestudies.net/history.html

E-book “Study Guide for A Course in Miracles”, Foundation for Inner Peace (tradução livre: Guia de Estudo para Um Curso em Milagres, Fundação para a Paz Interior).

Artigo “The Course’s Use of Language” (tradução livre: “O Uso da Linguagem do Curso”), extraído do livro “The Message of A Course in Miracles” (tradução livre: “A Mensagem de Um Curso em Milagres”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Artigo Who Am I? (tradução livre: Quem Sou Eu?) – Beverly Hutchinson McNeff – Site: https://www.miraclecenter.org/wp/who-am-i/.

Artigo “Jesus: The Manifestation of the Holy Spirit – Excerpts from the Workshop held at the Foundation for A Course in Miracles – Temecula CA” (tradução livre: Jesus: A Manifestação do Espírito Santo – Trechos da Oficina realizada na Fundação para Um Curso em Milagres – Temecula CA) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Livro “Quantum Questions” (tradução livre: “Questões Quânticas”) – Ken Wilburn.

Livro “Um Retorno ao Amor” – Marianne Williamson.

Glossário do site Foundation for A Course in Miracles (tradução livre: Fundação para Um Curso em Milagres), do Dr. Kenneth Wapnick, https://facim.org/glossary/.

Livro Um Curso em Milagres – Esclarecimento de Termos.

Artigo “The Metaphysics of Separation and Forgiveness” (tradução livre: “A Metafísica da Separação e do Perdão”) – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D..

Livro “Os Ensinamentos Místicos de Jesus” – Compilado por David Hoffmeister – 2016 Living Miracles Publications.

Livro “Suplementos de Um Curso em Milagres UCEM – A Canção da Oração” – Helen Schucman – Fundação para a Paz Interior.

Livro “Suplementos de Um Curso em Milagres UCEM – Psicoterapia: Propósito, Processo e Prática.

Workshop “O que significa ser um professor de Deus”, proferido pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D..

Artigo escrito pelo escritor Paul West, autor do livro “I Am Love” (tradução livre: “Eu Sou Amor”), blog https://www.voiceforgod.net/.

Artigo “The Beginning Of The World” (tradução livre: “O Começo do Mundo”) – Dr Kenneth Wapnick.

Artigo “Duality as Metaphor in A Course in Miracles” (tradução livre: “Dualidade como Metáfora em Um Curso em Milagres”) – Um providencial e didático artigo, considerado pelo próprio autor como sendo um dos artigos (workshop) mais importantes por ele escrito e agora compartilhado pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Artigo “Healing the Dream of Sickness” (tradução livre: “Curando o Sonho da Doença”  – Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D.

Livro “The Message of A Course in Miracles – A translation of the Text in plain language” (tradução livre: “A mensagem de Um Curso em Milagres – Uma tradução do Texto em linguagem simples”) – Elizabeth A. Cronkhite.

E-book “Jesus: A New Covenant ACIM” – Chapter 20 – Clearing Beliefs and Desires – Cay Villars – Joininginlight.net© (tradução livre: “Jesus: Uma Nova Aliança UCEM” – Capítulo 20 – Clarificando Crenças e Desejos).

Artigo “Strangers in a Strange World – The Search for Meaning and Hope” (tradução livre: “Estranhos em um mundo estranho – A busca por significado e esperança”), escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick e por sua esposa Sra. Gloria Wapnick.

Artigo “To Be in the World and Not of It” (tradução livre: “Estar no Mundo e São Ser Dele”), escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick e por sua esposa Sra. Gloria Wapnick.

Site https://circleofa.org/.

Livro “A Course in Miracles – Urtext Manuscripts – Complete Seven Volume Combined Edition. Published by Miracles in Action Press – 2009 1ª Edição.

Tradução livre do capítulo Urtext “The Relationship of Miracles and Revelation” (N 75 4:102).

Artigo “How To Work Miracles” (tradução livre “Como Fazer Milagres”), de Greg Mackie https://circleofa.org/library/how-to-work-miracles/.

Artigo “A New Vision of the Miracle” (tradução livre: “Uma Nova Visão do Milagre”), de Robert Perry https://circleofa.org/library/a-new-vision-of-the-miracle/.

Artigo “What Is a Miracle?” (tradução livre: “O que é um milagre?”), de Robert Perry https://circleofa.org/library/what-is-a-miracle/.

Artigo “How Does ACIM Define Miracle?” (tradução livre: “Como o UCEM define milagre?”), de Bart Bacon https://www.miracles-course.org/index.php?option=com_content&view=article&id=232:how-does-acim-define-miracle&catid=37&Itemid=57.

Livro “Os cinquenta princípios dos milagres de Um Curso em Milagres”, de Kenneth Wapnick, Ph.D..

Artigo “The Fifty Miracle Principles: The Foundation That Jesus Laid For His Course” (tradução livre: “Os cinquenta princípios dos milagres: a base que Jesus estabeleceu para o seu Curso”), de Robert Perry https://circleofa.org/library/the-fifty-miracle-principles-the-foundation-that-jesus-laid-for-his-course/.

Artigo “Ishmael Gilbert, Miracle Worker” (tradução livre: “Ishmael Gilbert, Trabalhador em Milagre”), de Greg Mackie https://circleofa.org/library/ishmael-gilbert-miracle-worker/.

Blog “A versão Urtext da obra Um Curso em Milagres (UCEM)” https://www.umcursoemmilagresurtext.com.br/.

Blog “Course in Miracles Society – CIMS – Original Edition” https://www.jcim.net/about-course-in-miracles-society/.

Site Google tradutor https://translate.google.com.br/?hl=pt-BR.

Site WordReference.com | Dicionários on-line de idiomas https://www.wordreference.com/enpt/entitled.

Artigo “The earlier versions and the editing of A Course in Miracles” (tradução livre: “As versões iniciais e a edição de Um Curso em Milagres), autor Robert Perry https://circleofa.org/library/the-earlier-versions-and-the-editing-of-a-course-in-miracles/.

Livro “A Course in Miracles: Completed and Annotated Edition” (“Edição Completa e Anotada”) – Circle of Atonement.

Livro “Q&A – Detailed Answers to Student-Generated Questions on the Theory and Practice of A Course in Miracles” – Supervised and Edited by Kenneth Wapnick, Ph.D. – Foundation for A Course in Miracles – Publisher (tradução livre: “P&R – Respostas Detalhadas a Questões Geradas por Alunos sobre a Teoria e Prática de Um Curso em Milagres” – Supervisionado e Editado por Kenneth Wapnick, Ph.D. – Fundação para Um Curso em Milagres – Editora).

Artigo “The Importance of Relationships” (tradução livre: “A Importância dos Relacionamentos”), no site https://circleofa.org/library/the-importance-of-relationships/, autor Robert Perry.

Artigo: “The ark of peace is entered two by two” (tradução livre: “Na arca da paz só entram dois a dois”) – Robert Perry Site: https://circleofa.org/library/the-ark-of-peace-is-entered-two-by-two/.

Artigo “Living a Course in Miracles As Wrong Minds, Right Minds, and Advanced Teachers – Part 2 of 3 – How Right Minds Live in the World: The Blessing of Forgiveness”, por Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D..

Artigo “Living a Course in Miracles As Wrong Minds, Right Minds, and Advanced Teachers – Part 1 of 3 – How Wrong Minds Live in the World: The Ego’s Curse of Specialness”, por Dr. Kenneth Wapnick.

Transcrição do vídeo do Dr. Kenneth Wapnick no YouTube, intitulado: “Judgment” (tradução livre: “Julgamento”).  O artigo completo em inglês no site https://facim.org/transcript-of-kenneth-wapnick-youtube-video-entitled-judgment/.

Trechos do Workshop “The Meaning of Judgment” (tradução livre “O Significado de Julgamento”), realizado na Fundação para Um Curso em Milagres em Roscoe NY, ministrado pelo Dr. Kenneth Wapnick. O artigo completo em inglês no site: https://facim.org/online-learning-aids/excerpt-series/the-meaning-of-judgment/.

Comentários do professor de Deus Allen Watson, que transcrevemos, em tradução livre, do site Circle of Atonement (https://circleofa.org/workbook-companion/what-is-sin/).

Artigo “There is no sin” (tradução livre: “Não há pecado”), Robert Perry, site https://circleofa.org/library/there-is-no-sin/.

Artigo do Professor Greg Mackie, denominado “If God is Love Why do We Suffer?” (tradução livre: “Se Deus é Amor porque nós sofremos?”) https://circleofa.org/library/if-god-is-love-why-do-we-suffer/.

Artigo “The Ten Commandments and A Course in Miracles” (tradução livre: Os Dez Mandamentos e Um Curso em Milagres”), Greg Mackie, site https://circleofa.org/library/the-ten-commandments-and-a-course-in-miracles/.

Artigo escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D. e pelo Padre Jesuíta W. Norris Clarke, da Companhia de Jesus, Ph.D., sobre o livro “Um Curso em Milagres e o Cristianismo: Um Diálogo”, disponível no site http://www.miraclestudies.net/Dialogue_Pref.html.

Livro “Um Curso em Milagres e o Cristianismo: Um Diálogo”, escrito pelo Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D. e pelo Padre Jesuíta W. Norris Clarke, da Companhia de Jesus, Ph.D..

Artigo do Consultor, Escritor e Professor Rogier Fentener Van Vlissingen, de Nova Iorque, intitulado “A Course in Miracles and Christianity: A Dialogue” (“Um Curso em Milagres e o Cristianismo: Um Diálogo”), disponível no Blog Closing the Circle e acesso no link: https://acimnthomas.blogspot.com/2011/04/course-in-miracles-and-christianity.html.

Artigo sobre o livro “A Course in Miracles and Christianity: A Dialogue” (tradução livre “Um Curso em Milagres e o Cristianismo: Um Diálogo”), escrito por Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D. e o Padre Jesuíta W. Norris Clarke, da Companhia de Jesus, Ph.D. Site http://www.miraclestudies.net/Dialogue_Pref.html.

Artigo do professor Robert Perry intitulado “Do we have a chalice list?” (tradução livre: “Temos uma lista de cálice?”), acesso através do link: https://circleofa.org/2009/07/13/do-we-have-a-chalice-list/.

Artigo “The religion of the ego” (tradução livre: “A religião do ego”), Robert Perry, link https://circleofa.org/library/the-religion-of-the-ego/.

Artigo “A New Realities Interview with William N. Thetford, Ph.D.”, conduzida por James Bolen em abril de 1984. Tradução livre Projeto OREM®. Artigo em inglês https://acim.org/archives/a-new-realities-interview-with-william-n-thetford/.

Artigo “Why is sin merely a mistake?” [tradução livre “Por que o pecado é apenas um erro?”], Robert Perry, link https://circleofa.org/library/why-is-sin-merely-a-mistake/.

Artigo “What a difference a few words make” (tradução livre: “Que diferença algumas palavras fazem”), Greg Mackie, disponível no link https://circleofa.org/library/what-a-difference-a-few-words-make/.

Artigo “Near-Death Experiences and A Course in Miracles” [Experiências de Quase-Morte e Um Curso em Milagres], coescrito por Robert Perry, B.A. (Cranborne, United Kingdom) e Greg Mackie, B.A. (Xalapa, Mexico), link https://circleofa.org/library/near-death-experiences-course-miracles/.

Artigo “Near-Death Experiences and A Course in Miracles Revisited” [Experiências de Quase-Morte e Um Curso em Milagres Revisitado], escrito por Greg Mackie, link Revisitado], e pode ser acessado no link https://circleofa.org/library/near-death-experiences-and-a-course-in-miracles-revisited/.

Artigo “Watch With Me, Angels” [Vigiem comigo, anjos], Robert Perry, link https://circleofa.org/library/watch-with-me-angels/.

Artigo transcrito de Workshop apresentado pelo Dr. Kenneth Wapnick, denominado “Watching With Angels [Vigiar com anjos], link: https://facim.org/watching-with-angels-part-1/.

Artigo “How Does Projection Really Work? [Como a Projeção realmente funciona?], Robert Perry, que pode ser acessado através do link https://circleofa.org/library/how-does-projection-really-work/.

Artigo “The Practical Implications of Projection: Summary of a Class Presentation” [tradução livre: “As Implicações Práticas da Projeção: Resumo de uma Apresentação de Aula”] poderá ser acessado através do link  https://circleofa.org/library/practical-implications-projection/.

Artigo “Reverse Projection: “As you see him you will see yourself” [tradução livre: “Projeção Reversa: ‘Assim como tu o vires, verás a ti mesmo’”], Robert Perry, link https://circleofa.org/library/reverse-projection-see-him-see-yourself/.

Artigo denominado “Are we living in a virtual reality” [“Nós estamos vivendo em uma realidade virtual?], Greg Mackie, link https://circleofa.org/library/are-we-living-in-a-virtual-reality/.

Artigo disponibilizado pelo site Pathways of Light, denominado “From Virtual do True Reality” [Da Realidade Virtual à Verdadeira], link https://www.pathwaysoflight.org/daily_inspiration/print_pol-blog/from-virtual-to-true-reality.

Série de artigos denominada “Rewriting the Rules of Virtual Reality” [Reescrevendo as Regras da Realidade Virtual] – partes 1 a 4, Dr. Joe Dispenza, link https://drjoedispenza.com/blogs/dr-joe-s-blog/rewriting-the-rules-of-virtual-reality-part-i.

Artigo “Commentary on What is Salvation” [“Comentário sobre O Que é Salvação”], Allen Watson, link https://circleofa.org/workbook-companion/what-is-salvation/.

Site oficial do Professor Allen Watson http://www.allen-watson.com/;

Artigo “Special Theme: What Is Salvation? [“Tema Especial: O Que É A Salvação?”], Thomas R. Wakechild, que pode ser acessado através do link http://acourseinmiraclesfordummies.com/blog/wp-content/uploads/2014/07/PDF-What-is-Salvation-with-Notes-Upload-7-15-14-ACIM-Workbook-for-Dummies.pdf.

Artigo “The Core Unit of Salvation” [A Unidade Central da Salvação], Robert Perry, link https://circleofa.org/library/the-core-unit-of-salvation/.

Artigo “ACIM Study Guide and Commentary – Chapter 5, Healing and Wholeness – Section III – The Guide to Salvation” [Guia de Estudo e Comentários ACIM – Capítulo 5 – Cura e Integridade – Seção III – O Guia para a Salvação], Allen Watson, acesso através do link http://www.allenwatson.com/uploads/5/0/8/0/50802205/c05s03.pdf.

Artigo “Commentaries on A Course in Miracles – ACIM Text, Section 1.I – Principles of Miracles” (“Comentários sobre Um Curso em Milagres – UCEM Texto, Seção 1.I – Princípios dos Milagres”), Allen Watson, site http://www.allen-watson.com/uploads/5/0/8/0/50802205/c01s01a.pdf.

Artigo “A Course in Miracles: The Guide to Salvation” [Um Curso em Milagres: O Guia para a Salvação”], Sean Reagan, acesso através do link https://seanreagan.com/a-course-in-miracles-the-guide-to-salvation/.

Artigo “The Urgency of Doing Our Part in Salvation” [“A Urgência de Fazer Nossa Parte na Salvação”], Greg Mackie, acesso através do link https://circleofa.org/library/urgency-of-doing-our-part-in-salvation/.

Artigo “Shadow Figures” [figuras de sombra], Robert Perry, acesso através do link https://circleofa.org/library/shadow-figures/.

Artigo-estudo intitulado “Shadows of the Past” [Sombras do Passado], Allen A. Watson, acesso através do  link http://www.allen-watson.com/allens-text-commentaries.html.

Recomendamos o site The Pathways of Light Community, para reforços no processo de estudo: https://www.pathwaysoflight.org.

Artigo sobre o Capítulo 17: O Perdão e o Relacionamento Santo – Seção III: Sombras do passado; pode ser acessado através do link: https://www.pathwaysoflight.org/acim_text/print_acim_page/chapter17_section_iii.

Transcrição de palestra do professor David Hoffmeister, estudante, pesquisador e eminente divulgador de UCEM, durante a Conferência “A Course in Miracles – ACIM” [“Um Curso em Milagres”], no mês de fevereiro de 2007, acesso através do link https://awakening-mind.org/resources/publications/accepting-the-atonement-for-yourself/. As diversas palestras do professor David podem ser acessadas, em inglês, no site https://acim-conference.net/past-acim-conferences/.

Trechos do workshop realizado na Fundação para Um Curso em Milagres (Foundation for A Course in Miracles), em Roscoe, Nova Iorque, denominado “Regras para decisões”, Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D., no link https://facim.org/online-learning-aids/excerpt-series/rules-for-decision/.

Artigo “Levels of Mind: Looking at the ‘Layers’ of Mind that form Perception” (“Níveis da Mente: Olhando para as ‘Camadas’ da Mente que formam a Percepção”), Site https://miracleshome.org/publications/levelsofmind.htm.

Artigo “To Desire Wholly is to Be” (“Desejar Totalmente é Ser”), do professor David Hoffmeister. Site: https://miracleshome.org/supplements/todesirewholly_171.htm.

Artigo “The Glory of Who We Really Are” [“A glória de quem nós realmente somos”], do professor Greg Mackie. Site: https://circleofa.org/library/the-glory-of-who-we-really-are/?inf_contact_key=2c1c99e05ff3c25330a7916d84d19420680f8914173f9191b1c0223e68310bb1.

Artigo “The difference between horizontal and vertical perception”, Paul West (16/09/2019). Site https://www.voiceforgod.net/blogs/acim-blog/the-difference-between-horizontal-and-vertical-perception.

Artigo “The Holy Relationship: The Source of Your Salvation [“O Relacionamento Santo: A Fonte de Sua Salvação”], Greg Mackie. Site Circle of Atonement, https://circleofa.org/library/holy-relationship-source-of salvation/?inf_contact_key=791ef4a4c578a34f45d28b436fec486d680f8914173f9191b1c0223e68310bb1.

Artigo “On Becoming the Touches of Sweet Harmony – The Holy Relationship as Metaphor – Part 1 and Part 2” [“Sobre se Tornar os Realces da Amena Harmonia – O Relacionamento Santo como Metáfora – Parte 1 e Parte 2”], 1º de junho de 2018, Volume 22 Nº 2 – Junho 2011, Dr. Kenneth Wapnick, Ph.D. Site https://facim.org/becoming-touches-sweet-harmony-holy-relationship-metaphor/.

Livro “Your Immortal Reality: How to Break the Cycle of Birth and Death” (tradução livre: “A Sua Realidade Imortal: Como Quebrar o Ciclo de Nascimento e Morte), de autoria de Gary R. Renard.

Fonte de consulta para a tradução dos Dez Mandamentos em português: https://biblia.com.br/perguntas-biblicas/quais-sao-os-10-mandamentos-e-onde-os-encontramos-na-biblia-cl/.

Artigo “Summary of the Thought System of “A Course in Miracles” [Resumo do Sistema de Pensamento de “Um Curso em Milagres”]. Links https://facim.org/summary-of-the-thought-system-of-a-course-in-miracles-part-1/; https://facim.org/summary-of-the-thought-system-of-a-course-in-miracles-part-2/.

Artigo “Miracles boomeritis” [Boomerite dos Milagres], Robert Perry, https://circleofa.org/library/miracles-boomeritis/.

Livro “Boomerite: Um romance que tornará você livre” [na versão em português; “Boomeritis: A Novel That Will Set You Free”, na versão original em inglês].

Artigo “A brief summary of “The obstacles to peace” [“Um breve resumo de “Os obstáculos à paz”], Robert Perry, site Circle of Atonement, link https://circleofa.org/library/brief-summary-obstacles-to-peace/.

Artigo “A Course in Miracles and ‘The Secret’” [“Um Curso em Milagres e ‘O Segredo’”], Greg Mackie. Site https://circleofa.org/library/a-course-in-miracles-and-the-secret/.

Artigo “How can the Course help us cope with a financial crisis” [“Como o Curso pode nos ajudar a lidar com uma crise financeira?”], Greg Mackie. Site https://circleofa.org/library/course-help-cope-with-financial-crisis/.

Artigo “True Empathy” [“A Verdadeira Empatia”], autor Robert Perry. Site https://circleofa.org/library/true-empathy/.

Artigo: “I NEED BE ANXIOUS OVER NOTHING”, autor Greg Mackie. Site: https://circleofa.org/library/carefree-life/;

Artigo “16-POINT SUMMARY OF THE TEACHING OF A COURSE IN MIRACLES”, autor Robert Perry. Site: https://circleofa.org/library/creation-by-god/.

Livro “365 Days Through A Course in Miracles – A Daily Devotional”, de Jeff Nance.

Artigo ‘The Introduction to the Workbook’, de Allen Watson. Site: https://circleofa.org/workbook-companion/the-introduction-to-the-workbook/

Vídeo do Dr. Kenneth Wapnick, abordando a afirmação do livro Texto: “Faça com que esse ano seja diferente, fazendo com que tudo seja o mesmo” ((UCEM-Urtext-T-15.XI.10:11), disponível no YouTube através do link:  https://www.youtube.com/watch?v=KFNCHw_Hb5Q.

Artigo do Professor Robert Perry, denominado “THIS YEAR MAKE DIFFERENT: HOW THE COURSE WOULD HAVE US APPROACH THE NEW YEAR” [Tradução livre “Faça com que esse ano seja diferente: Como o Curso nos quer fazer abordar o Ano Novo”], disponível em inglês através do link: https://circleofa.org/library/a-different-approach-to-the-new-year/.

Livro “The Journey Home” de autoria do Dr. Kenneth Wapnick sobre a seção “The Closing of the Gap” [versão FIP do Curso: “Fechar a brecha”].

Artigo “We have the answer: Jesus’ vision of a better world and how we can achieve it” [tradução livre: ‘Nós temos a resposta: a visão de Jesus de um mundo melhor e como nós somos capazes de alcançá-lo’], escrito pelo professor Greg Mackie, disponível em Inglês no site https://circleofa.org/library/how-the-world-as-a-whole-should-be/. [Esse artigo foi coautorado pelo professor Robert Perry.]

Artigo “Course Fundamentals: The Trinity and Other Metaphysical and Theological Points of Confusion”, do professor Robert Perry. Site: https://circleofa.org/library/trinity-metaphysical-theological-points/.

Artigo “Who Can Despair When Hope Like This Is His?” (tradução livre: “Quem É capaz De Se Desesperar Quando Uma Esperança Como Essa É Dele?’], de autoria do professor Greg Mackie – 2014. Site: https://circleofa.org/library/truly-helpful-response/.

Artigo intitulado “The Social Vision Of A Course In Miracles” [tradução livre: “A Visão Social De Um Curso Em Milagres”], de autoria do professor Robert Perry, Circle of Atonement, site: https://circleofa.org/library/the-social-vision-of-a-course-in-miracles/.

Livro: “A Manual For Holy Relationship [Um Manual Para Relacionamento Santo] • The End of Death [O Fim da Morte], Volume Dois. The deeper teachings of A Course in Miracles [Os ensinamentos mais profundos de Um Curso em Milagres]”. Autora: Nouk Sanchez.

Artigo “Reality in ACIM is not non-dualistic, it is holographic” [A realidade em UCEM não é não-dualista, é holográfica]. Autor Paul West. Site: Reality in ACIM is not non-dualistic, it is holographic.

Artigo “What Is Forgiveness?” [“O Que É Perdão?”]. Site: Forgiveness – A Course In Miracles: Meditations for Students.

Artigo: Summary and Commentary on “I Need Do Nothing” [Resumo e Comentário sobre “Eu Não Preciso Fazer Nada”]. Autor Professor Robert Perry. Site: Summary and Commentary on “I Need Do Nothing” • Circle of Atonement.

Artigo Capítulo 18: A PASSAGEM DO SONHO – Seção VII: Eu Não Preciso Fazer Nada. Fonte: A Course in Miracles Text Made Simple (Pathways of Light Mission). Site: A Course in Miracles Text Made Simple. Autores Mary e Robert. Site: About the Pathways of Light Founders.

Artigo Dialogue on “I Need Do Nothing” [Diálogo sobre Eu Não Preciso Fazer Nada”]. Fonte: Australian Centre for Inner Peace. Autor Michael Dawson. Site: Articles Written by me Based on A Course in Miracles-4; A Course in Miracles-Inner Peace.

Artigo Cameo 17: “I Need Do Nothing” [“Eu Não Preciso Fazer Nada”]. Site: Site: A Course in Miracles – Complete & Annotated Edition [Um Curso em Milagres – Edição Completa e Anotada]. Link: Cameo 27: “I Need Do Nothing” – A Course in Miracles CE App. Fonte: Aplicativo ACIM CE (A Course in Miracles – Complete & Annotated Edition).

Artigo: “Helen Schucman and A Course in Miracles: Personal Revelation to Scripture” [“Helen Schucman e Um Curso em Milagres: Revelação Pessoal sobre as Escrituras”]. Fonte: Intermountain West Journal of Religious Studies – Volume 9 – Number 1 Fall 2018 – Article 5. Autor: McKinley Smoot – Utah State University. Site: https://digitalcommons.usu.edu/imwjournal/vol9/iss1/5.

Artigo: “Psychotherapy in the Dream: A Phenomenological Exploration” [“Psicoterapia no Sonho: Uma Exploração Fenomenológica”]. Autor: Nick Bustos – California Institute for Human Science. Fonte: Consciousness: Ideas and Research for the Twenty First Century | Verão 2019 | Vol. 7 | Edição 7, Artigo 2.
Bustos, N., Psychotherapy in the Dream: A Phenomenological Exploration. Disponível em:
https://digitalcommons.ciis.edu/conscjournal/vol7/iss7/2.

Artigo: “Choosing to See the Progress” [“Escolhendo Ver o Progresso”]. Autor: Rev. Tony Ponticello – 07.06.25. Site: 07.06.25 “Choosing to See the Progress”.

Livro: “The Better Angels of Our Nature – Why Violence Has Declined” [“Os Melhores Anjos de Nossa Natureza – Por que a Violência Tem Declinado”]. Autor do livro: Steven Pinker 2010 806 páginas. Artigo disponível em Inglês no site: Best Psychology Books | Summaries & Audio.

Artigo: Has the Decline of Violence Reversed since The Better Angels of Our Nature was Written? [O Declínio da Violência se Inverteu desde que “The Better Angels of Our Nature” foi escrito?]. Autor: Steven Pinker – Atualização de 2014.

Artigo: All Is A Dream [Tudo É Um Sonho]. Autor: Nisargadatta Maharaj. Site: NISARGADATTA MAHARAJ | all is a dream.

Artigo: “Awakening – Separating Truth from Illusions” [“Despertar – Separando a Verdade das Ilusões”]. Autora: Nous Sanchez – 10 de maio de 2020. Site: Awakening – Separating Truth from Illusions – Nouk Sanchez | Take Me to Truth.

Artigo: “The Pillars of God – Truth and Love” [“Os Pilares de Deus – Verdade e Amor”]. Autora: Nouk Sanchez – 17 de abril de 2020. Site: The Pillars of God – Truth and Love – Nouk Sanchez | Take Me to Truth.

Artigo: “The 7 Keys to Authentic Communication” [“As 7 Chaves para Comunicação Autêntica”]. Autora: Nouk Sanchez – 7 de abril de 2015. Site: The 7 Keys to Authentic Communication – Nouk Sanchez | Take Me to Truth.

Artigo: “Spiritual Awakening – Stepping Across the Threshold – PART I” [“Despertar Espiritual – Transpondo o Limiar – PARTE I”]. Autora: Nouk Sanchez – 20 de setembro de 2019. Site: Spiritual Awakening – Stepping Across the Threshold – PART I – Nouk Sanchez | Take Me to Truth.

Artigo: “Spiritual Awakening – Stepping Across the Threshold – PART II – The Final Awakening” [Despertar Espiritual – Transpondo o Limiar – PARTE II – O Despertar Final”]. Autora: Nouk Sanchez – 21 de setembro de 2019. Site: Spiritual Awakening – Stepping Across the Threshold – PART II – The Final Awakening – Nouk Sanchez | Take Me to Truth.

Artigo: “The Distinction between the Present Moment and the Holy Instant” [“A Distinção entre o Momento Presente e o Instante Santo”]. Autora: Nouk Sanchez – 12 de outubro de 2020. Site: The Distinction between the Present Moment and the Holy Instant – Nouk Sanchez | Take Me to Truth.

Artigo: “Give Peace a Chance” [“Dê uma Chance à Paz”]. Autora: Nouk Sanchez – 17 de dezembro de 2018. Site: Give Peace a Chance – Nouk Sanchez | Take Me to Truth.

Artigo: “The Seven Essential Principles of Quantum Forgiveness” [Os Sete Princípios Essenciais do Perdão Quântico”]. Autora: Nouk Sanchez – 15 de dezembro de 2013. Site: The Seven Essential Principles of Quantum Forgiveness – Nouk Sanchez | Take Me to Truth.

Artigo: “Powerful Forgiveness Process – The Atonement” [“Poderoso Processo de Perdão – A Expiação”]. Autora: Nouk Sanchez – 1º de novembro de 2012. Site: Powerful Forgiveness Process – The Atonement – Nouk Sanchez | Take Me to Truth.

Artigo: “The Circumstances and the Guidance That Led up to The Song of Prayer” [“As Circunstâncias e a Orientação que Levaram para A Canção da Oração”]. Autor: Robert Perry. Fonte: Course Companions Sample Commentary Song of Prayer Supplement. Site: CC Landing Page Sample Docs.

Artigo: “Preface”. Site: Preface | ACIM.

Artigo: “A Short Summary Of The Teaching Of A Course in Miracles” [“Um Breve Resumo Dos Ensinamentos De Um Curso Em Milagres”]. Site: Summary-of-ACIM-Teachings.pdf.

Artigo: “The Course’s Nondualism: Love Is a Law Without an Opposite” [“O Não Dualismo do Curso: O Amor É uma Lei Sem Um Oposto”], autor: Greg Mackie. Site: Nondualistic • Circle of Atonement.

Artigo: “Thoughts on Nonduality’ [“Reflexões sobre a Não Dualidade”], autor: Robert Perry. Site: Thoughts on Nonduality • Circle of Atonement.

Artigo: “The quandary of nonjudgment” [“O dilema do não-julgamento”]. Autor: Equipe Circle of Atonement. Site: The quandary of nonjudgment • Circle of Atonement.

Artigo: “Practicing Nonjudgment: 129 Ideas to Repeat’” [“Praticando Não-Julgamento: 129 Ideias para Repetir”]. Autor: Robert Perry. Site: Practicing Nonjudgment: 129 Ideas to Repeat • Circle of Atonement.

Artigo: “Practicing Nonjudgment, Course-Style” [“Praticando Não-Julgamento, Estilo do Curso”]. Autor: Equipe Circle of Atonement. Site: Practicing Nonjudgment, Course-Style • Circle of Atonement.

Artigo: “No Other Way: The Hard-Nosed Realism of Nonviolent Love” [“Não Há Outro Caminho: O Realismo Intransigente de Amor Não-Violento”]. Autor: Greg Mackie. Site: safety and happiness • Circle of Atonement. Fonte: Circle of Atonement – A Course in Miracles resources and Community.

Artigo: “How Does Jesus Want Us to Read the Course?” [“Como Jesus Quer Que Nós Leiamos O Curso?”]. Autor: Robert Perry. Site: How Does Jesus Want Us to Read the Course? • Circle of Atonement.

Artigo: “Nisargadatta’s Difference Between Consciousness & Awareness” [“A Diferença Entre Consciousness & Awareness De Acordo Com Nisargadatta”]. Autor: Um discípulo e estudante de Nisargadatta. Observação PO: Esse esclarecedor artigo é compatível com diversos outros artigos interpretativos do sistema de pensamento do sábio Nisargadatta. Site: NISARGADATTA: CONSCIOUSNESS AND AWARENESS.

Artigo: “Nisargadatta on the Difference Between Consciousness and Awareness” [“Nisargadatta sobre a Diferença Entre Consciousness e Awareness”]. Sites: www.thebirdsway.com www.thebirdsway.com; Nisargadatta on the Difference Between Consciousness and Awareness – The Bird’s Way.

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“Um milagre é uma correção. Ele não cria e realmente não muda nada. Apenas olha para a devastação e lembra à mente que o que ela vê é falso. Desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem superar a função do perdão. Assim, permanece nos limites do tempo.” (LE.II.13)
“O Amor é o caminho que sigo com gratidão.” (LE.195.Título)
“E a consciência [no nível da realidade (awareness)] de que dar e receber são a mesma coisa.” (T-25.IX.10:6)
Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso está a paz de Deus.
(T.In.2:2-4
)

Autor

Graduação: Engenharia Operacional Química. Graduação: Engenharia de Segurança do Trabalho. Pós-Graduação: Marketing - PUC/RS. Pós-Graduação: Administração de Materiais, Negociações e Compras - FGV/SP. Blog Projeto OREM® - Oficina de Reprogramação Emocional e Mental - O Blog aborda quatro sistemas de pensamento sobre Espiritualidade Não-Dualista, através de 4 categorias, visando estudos e pesquisas complementares, assim como práticas efetivas sobre o tema: OREM1) Ho’oponopono - Psicofilosofia Huna. OREM2) A Profecia Celestina. OREM3) Um Curso em Milagres. OREM4) A Organização Baseada na Espiritualidade (OBE) - Espiritualidade no Ambiente de Trabalho (EAT). Pesquisador Independente sobre Espiritualidade Não-Dualista como uma proposta inovadora de filosofia de vida para os padrões Ocidentais de pensamentos, comportamentos e tomadas de decisões (pessoais, empresariais, governamentais). Certificação: “The Self I-Dentity Through Ho’oponopono® - SITH® - Business Ho’oponopono” - 2022.

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